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Resumo encontrados. Mostrando de 1201 a
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PR0368 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 10h00 - 12h00 - Sala: 18
Pesquisa de saúde bucal entre idosos que vivem em Instituições de Longa Permanência: percepções sobre o trabalho de campo
Ramos TMC, Sampaio AA, Alves AAS, Dias BMF, Toledo FF, Ferreira MMGG, Silva DAL, Ferreira RC
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliou-se a percepção dos pesquisadores sobre o trabalho de campo de estudo com idosos que vivem em Instituições de Longa Permanência (ILPI) para avaliar a hipofunção oral e o perfil clínico-funcional. O diário de campo foi a ferramenta de registro sobre as impressões pessoais sobre o trabalho de campo e quanto aos aspectos investigados, por 6 pesquisadores. Registros feitos no contexto do estudo transversal, com dados coletados por entrevista (idosos ou proxy-informante, cuidadores e coordenadores das ILPI) e exames bucais dos idosos, e submetidos à análise de conteúdo. Os temas identificados foram adesão das ILPI à pesquisa; rotina institucional no andamento da pesquisa; abordagem orientada pelo perfil clínico-funcional; papel central do cuidador; habilidades do pesquisador e cuidados bucais nas ILPI. Na percepção dos pesquisadores, os coordenadores das ILPI preocupam-se com os benefícios da pesquisa para os idosos e que seja conduzida sem comprometer a rotina institucional. O cuidador constitui-se em fonte de informação e orienta o melhor manejo do idoso, que frequentemente apresenta problemas físicos, mentais/emocionais que dificultam a comunicação e a abordagem, demandando conhecimento e múltiplas habilidades do pesquisador (empatia, sensibilidade, escuta). Deve-se organizar os materiais, registro e fluxo da coleta, para torná-la mais eficiente em relação ao tempo e menos desgastante para os idosos.
A pesquisa no contexto de ILPI entre idosos com comprometimento clínico-funcional apresenta desafios metodológicos e operacionais específicos.
PR0369 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 10h00 - 12h00 - Sala: 18
Satisfação, ansiedade, obesidade e indicadores socioeconômicos: Qual a correlação na qualidade de vida do Odontólogo brasileiro?
Jesuino BG, Trigueiro, FH, Meira GF, Castro MS, Castilho AVSS, Sales-Peres SHC
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
No intuito de entender a relação dos indicadores psicossociais, os quais regem a vida dos Cirurgiões-Dentistas, esse estudo tem por objetivo avaliar a correlação entre ansiedade, obesidade, indicadores socioeconômicos e satisfação profissional na qualidade de vida de Cirurgiões-Dentistas por meio de um estudo transversal. Características socioeconômicas, demográficas, profissionais e comportamentais foram analisadas por meio de aplicação de formulário virtual. A altura e o peso foram autorrelatados. A qualidade de vida foi mensurada pelo questionário WHOQOL-bref em sua versão reduzida. Já a ansiedade por meio do Inventário de Ansiedade de Beck - BAI. A satisfação profissional através do instrumento Dentist Satisfaction Survey - DSS e sobre configurações importantes que abrangem a rotina profissional. Teste T de Student, ANOVA e o Coeficiente Linear de Correlação de Pearson foram utilizados. Apresentaram pior qualidade de vida os profissionais obesos, com menor renda. Um agente preditor para a menor qualidade de vida foi estar insatisfeito com a profissão. Uma maior qualidade de vida foi associada em ter feito a graduação em instituição pública, ter realizado especialização, mestrado ou doutorado. Apresentaram melhor qualidade de vida os profissionais com sintomas mínimos de ansiedade e satisfeitos com a profissão.
As condições de trabalho e as percepções relativas ao sucesso profissional intervém na qualidade de vida dos Odontólogos. A saúde, satisfação profissional e qualidade de vida podem ser motivados pela obesidade.
(Apoio: FAPESP N° 2021/06053-5 | FAPESP N° 2018/20626-5 | FAPESP N° 2018/25934-0)
PR0370 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 10h00 - 12h00 - Sala: 18
Impacto da pandemia de COVID-19 no atraso para o início do tratamento de câncer de cavidade bucal e orofaringe no Brasil
Campos HRSS, Araújo IM, Borges MVC, Santos LGS, Rodrigues VP
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo objetivou analisar o comportamento espaço-temporal do indicador de atraso para início do tratamento de pacientes com câncer de cavidade bucal e orofaringe, de 2019 a 2021, em unidades do Serviço Único de Saúde no Brasil, investigando possíveis impactos da pandemia de Covid-19 na prestação deste serviço. Este estudo observacional retrospectivo analisou dados secundários extraídos da plataforma PAINEL-Oncologia (DATASUS). A variável dependente do estudo foi o intervalo entre a data do diagnóstico histopatológico e do início do tratamento. As independentes foram: local anatômico da lesão (CID-10), sexo, faixa etária, tipo do primeiro tratamento, estadiamento da doença, mês/ano e unidade federativa em que se iniciou tratamento. A estatística descritiva foi processada com medidas de frequência absoluta e relativa. Utilizou-se, ainda, mapas temáticos e modelos de regressão classificando as tendências temporais e estimando-se médias das mudanças percentuais mensais (MPM). Adotou-se nível de significância de 5%. A análise indicou maior aumento no atraso para início do tratamento do câncer de orofaringe no período de maio a dezembro de 2020 (MPM = +3,66; P = 0,05). Os casos de câncer de cavidade bucal apresentaram menor impacto, com incremento de junho a novembro de 2020 (MPM = +2,99; P = 0,169).
Os achados sugerem que a reordenação dos serviços devido a pandemia surtiu impacto negativo maior no tratamento de cânceres de cavidade bucal e orofaringe no período de maio a dezembro de 2020. Ao longo do ano de 2021, houve melhoria gradual nesses indicadores.
PR0371 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 10h00 - 12h00 - Sala: 18
Atendimento odontológico à gestante na Atenção Primária à Saúde no Brasil
Santos MO, Probst LF, Pardi V, Tagliaferro EPS
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo transversal, conduzido em nível nacional, analisou a associação entre a cobertura do atendimento odontológico à gestante na Atenção Primária à Saúde e indicadores municipais e de desempenho das equipes de saúde. Bancos de dados de acesso público foram utilizados e analisados, sendo o desfecho a "proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado" em 2019. Foram estimados modelos de regressão logística simples e múltiplo e calculados os odds ratio (p<0,05). A cobertura média do atendimento odontológico à gestante em 2019 foi de 19,46%. Maior chance de ter menor proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado foi observada nas regiões Sul (OR=1,52; IC95%: 1,29-1,80), Sudeste (OR=1,75; IC95%: 1,50-2,03) e Centro-Oeste (OR=2,14; IC95%: 1,72-2,65); em municípios com menor cobertura de saúde bucal (OR=2,35; IC95%: 2,03-2,72), menor proporção de Equipes de Saúde Bucal que participam de reuniões com as Equipes de Atenção Básica (EAB) (OR=1,22; IC95%: 1,06-1,41) e que realizam planejamento (OR=1,47; IC95%: 1,27-1,70) e discussão de casos (OR=1,40; IC95%: 1,22-1,59); em municípios com menor proporção de EAB que realizam consulta de pré-natal (OR=1,19; IC95%: 1,02-1,39) e com registro de consulta odontológica da gestante (OR=1,88; IC95%: 1,65-2,14).
Conclui-se que a cobertura do atendimento odontológico à gestante foi baixa e associada à região geográfica, cobertura de saúde bucal, realização de pré-natal, registro de consulta odontológica da gestante, atividades de planejamento, reuniões de equipe e discussão de casos.
PR0372 - Painel Aspirante
Área:
5 - Materiais Dentários
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 13h30 - 15h15 - Sala: 1
Caracterização topográfica e avaliação in vivo de membrana de PLGA associada ao fosfato de cálcio na neoformação óssea
Barbosa RES, Martinez EF
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo da pesquisa foi avaliar características topográficas e influência no reparo ósseo da membrana sintética de PLGA adicionado ao fosfato de cálcio comparado-a à uma de colágeno em defeitos realizados em calvárias de ratos. Foram utilizados 32 ratos machos, divididos em dois grupos (PLGA, 16 e Colágeno, 16), sendo realizados defeitos críticos com 6,0 mm de diâmetro nas calvárias. Após 7, 30, 60 e 90 dias das cirurgias, os animais foram eutanaziados e processados para as análises histológicas e histomorfométricas na área do defeito. Foram avaliadas características topográficas por meio de MEV e porosidade superficial por meio do ensaio de BET. Para avaliar a neoformação óssea foi utilizado o teste de Mann Whitney para comparar as membranas e os de Kruskal Wallis e Dunn para comparar os tempos. Para massa analisada, área superficial e volume total dos poros foi feito o teste t de Welch para variâncias heterogêneas e para tamanho médio dos poros foi utilizado o teste t de Student. Todas com nível de significância de 5%. Em todos os tempos avaliados, a quantidade de neoformação óssea foi significativamente maior na membrana de colágeno do que de PLGA. Nas duas membranas, a quantidade de neoformação óssea foi significativamente maior com 90 dias do que com 7 dias. A membrana de PLGA apresentou menor área superficial, tanto no tamanho quanto no volume total dos poros do que a membrana de colágeno.
Assim, a membrana de PLGA associada ao fosfato de cálcio apresentou características topográficas que permitiram formação óssea, apesar dos resultados menos evidentes que a de colágeno.
PR0373 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 13h30 - 15h15 - Sala: 1
Pré-aquecimento de resinas compostas: uma revisão de escopo
Patussi AFC
Mestrado profissionalizante de prótese FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivo: O objetivo desta revisão de escopo foi analisar a evidência disponível sobre o processo de pré-aquecimento e seus efeitos nas propriedades físico-químicas de resinas compostas. Materiais e métodos: Uma busca foi realizada em agosto de 2021 nas bases de dados PubMed/Medline, Embase, Scopus, ISI Web of Science e literatura cinzenta sem restrição de idioma ou ano. Os critérios de inclusão foram estudos in vitro que avaliaram as propriedades físico-químicas e adaptação marginal da resina composta pré-aquecida. Os critérios de exclusão foram estudos com materiais experimentais, revisões de literatura e estudos clínicos. Os dados dos estudos selecionados foram analisados qualitativamente. Resultados: No total, foram encontrados 104 estudos, dos quais 39 foram incluídos. A resina composta mais utilizada foi a Filtek Z350 XT (3M/ESPE), pré-aquecida a 68°C com o aparelho Calset (AdDent Inc) por 5 ou 15 minutos. A maioria dos estudos mostrou diminuição da viscosidade, aumento do grau de conversão e microdureza das resinas compostas e melhor adaptação marginal das restaurações diretas e indiretas. Além disso, a resistência à flexão não foi afetada e os dados sobre resistência de união foram inconclusivos devido à heterogeneidade entre os estudos. Conclusão: Os parâmetros utilizados para pré-aquecimento de resinas compostas são heterogêneos. O pré-aquecimento diminuiu a viscosidade, aumentou o grau de conversão e a microdureza das resinas compostas e melhorou a adaptação marginal de restaurações diretas e indiretas.
Dentro das limitações desta revisão de escopo de estudos in vitro, foi possível concluir que: 1. Os parâmetros de pré-aquecimento (temperatura, tempo de pré-aquecimento e composição da resina composta) ainda são heterogêneos, dificultando a padronização de um protocolo de pré-aquecimento. 2. A maioria dos estudos revelou que o pré-aquecimento diminuiu a viscosidade, aumentou o grau de conversão e a microdureza da resina composta e melhorou a adaptação marginal em restaurações diretas e indiretas. 3. Os estudos incluídos apresentaram alta heterogeneidade metodológica, o que dificultou a análise quantitativa dos resultados relatados. 4. Os resultados da avaliação da qualidade mostraram evidência científica moderadas dos estudos incluídos, uma vez que eram estudos in vitro e apresentavam risco médio de viés.
PR0374 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 13h30 - 15h15 - Sala: 1
Eficácia clínica do peróxido de carbamida em comparação ao peróxido de hidrogênio ao clareamento de consultório: Uma revisão sistemática
Santos KS, Boa PWM, Oliveira FJD, Borges BCD
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Esta revisão sistemática se propõe a responda à pergunta: O peróxido de carbamida pode ser tão eficaz quanto o peróxido de hidrogênio e causar menos sensibilidade ao clareamento de consultório? Realizou-se uma busca bibliográfica no PubMed/Medline, Embase, Scopus, ISI Web of Science e literatura cinzenta. Ensaios clínicos primários que compararam a eficácia ou a sensibilidade do clareamento de consultório entre Peróxido de carbamida e hidrogênio foram incluídos. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta Risk of Bias 2.0 (RoB2) para eficácia (mudança de cor) e sensibilidade ao clareamento. A certeza da evidência foi avaliada usando o Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). 3 estudos foram incluídos na análise qualitativa após a triagem do banco de dados. Dois estudos avaliaram a eficácia e a sensibilidade do clareamento, e um avaliou apenas a eficácia com baixo risco de viés. O peróxido de carbamida a 37% forneceu eficácia semelhante ao peróxido de hidrogênio a 35% para clareamento de consultório em estudos que incluíram três sessões de clareamento com baixa certeza de evidência. O peróxido de carbamida a 37% causou menor sensibilidade ao clareamento do que o peróxido de hidrogênio a 35%, com moderada certeza de evidência.
A evidência limitada sugere que o peróxido de carbamida a 37% pode ser eficácia similar ao peróxido de hidrogênio a 35% para clarear os dentes no consultório e causa menos sensibilidade ao clareamento. No entanto, ensaios clínicos de boca dividida melhor delineado são necessários para fortalecer as evidências.
PR0378 - Painel Aspirante
Área:
5 - Materiais Dentários
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 13h30 - 15h15 - Sala: 1
Efeito de gel dessensibilizante experimental associado ao clareamento com HP35% na alteração de cor e propriedades do esmalte dental bovino
Xavier GMB, Paes YFO, Gil GS, Ferreira LMMC, Alencar CM, Silva CM, Costa RMR, Araújo JLN
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo in vitro teve como objetivo avaliar o efeito de um gel dessensibilizante experimental de pregabalina (PG) na alteração de cor, microdureza knoop (KHN) e ultramorfologia de superfície do esmalte dental bovino. Foram confeccionados 36 amostras de incisivos dentais bovinos, alocados em 3 grupos(n=12): GC (grupo controle-clareamento HP35%), GKF (HP35%+dessensibilize KF2%/FGM) e GPG (HP35%+gel experimental de PG). Os dentes foram seccionados (5x5x6mm), inclusos em tubos de PVC com resina acrílica autopolimerizável e planificados com lixas de carbeto de silício. Foram realizadas 3 sessões de clareamento(3 trocas/15 min) com intervalo de 72hs entre cada e, nos grupos que contavam com a aplicação de dessensibilizante, este foi aplicado por 10 min antes do gel clareador. No intervalo entre sessões, os espécimes ficaram imersos em saliva artificial e em estufa(37°C). Em todos os grupos foram avaliadas KHN, alteração de cor (ΔE) e microscopia eletrônica de varredura(MEV). As análises ocorrem em T0(antes do clareamento) e T1(ao final do protocolo clareador). Os dados foram analisados por ANOVA one way e Tukey(p<0,05). Todos os grupos apresentaram alteração significativas entre T0 e T1, tanto para o ΔE quanto para a KHN, já na análise intergrupo não foram observadas diferenças significativas. As imagens de MEV mostraram padrões semelhantes em todos os grupos.
A aplicação do gel experimental de PG associado ao clareamento com HP35% não interferiu na alteração de cor e promoveu alterações na KHN e superfície do esmalte semelhantes ao demais grupos testados.
PR0379 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 13h30 - 15h15 - Sala: 1
Efeito de agentes cimentantes na resistência de união de retentores de fibra de vidro fresados pelo sistema CAD-CAM
Oyama PV, Turssi CP, França FMG, Basting RT, Amaral FLB
UNIÃO DAS FACULDADES DOS GRANDES LAGOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou o efeito de agentes cimentantes (AC) na resistência de união (RU) de retentores de fibra de vidro fresados (RFV) pelo sistema CAD-CAM. Trinta e três pré-molares unirradiculares tiveram seus condutos instrumentados obturados com cimento de hidróxido de cálcio e guta-percha. Após desobturação de 9mm, os condutos foram modelados para obtenção de padrões de resina Duralay, que foram escaneados para permitir a fresagem dos RFV (Fiber Cad-Post & Core, Angelus). Os RFV foram cimentados aleatoriamente com três tipos de AC (n=11): Dual autocondicionante (DA) (Panavia F2.0, Kuraray); dual convencional (DC) (RelyX Ultimate, 3M ESPE) e quimicamente ativado (QA) (Multilink N, Ivoclar), seguindo as instruções do fabricante. Após 48h, as raízes foram seccionadas em fatias relativas aos terços radiculares (TR), e submetidas ao teste de RU (push-out), em máquina universal de ensaios (0,5mm/min). Após o teste, o modo de falha (MF) foi classificado em escores. Os dados de RU foram submetidos a ANOVA a dois critérios, seguido de teste de Tukey. Já os MF foram comparados por meio de testes exatos de Fisher (=5%). Observou-se que DA proporcionou valores significativamente maiores de RU do que o QA (p<0,05). DC conferiu resultados intermediários, não diferindo de DA e de QA (p>0,05) .
Não houve diferença significativa entre os TRs (p>0,05). O MF não foi afetado pelo AC e nem pelo terço (p>0,05). Conclui-se que a RU dos RFV foi influenciada pelo AC, mas não pelo TR.
PR0380 - Painel Aspirante
Área:
5 - Dentística
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 13h30 - 15h15 - Sala: 1
Formulação de dentifrício fluoretado com abrasivo orgânico à partir do caroço de açaí (Euterpe oleracea Mart.)
Quaresma JJ, Xavier GMB, Paes YFO, Silva CM, Silva LJR, Araújo JLN
Programa de Pós Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente trabalho teve como objetivo desenvolver uma formulação de dentifrício utilizando o caroço de açaí como abrasivo orgânico, em substituição aos abrasivos minerais comumente encontrados nos cremes dentais, como forma de aproveitamento deste material orgânico descartável. Os caroços do açaí, já sem a polpa, foram submetidos a um processo de secagem utilizando-se uma estufa convectiva a 70°C por 48 horas. Em seguida, passaram por moagem e peneiramento para que fosse alcançada a granulometria desejada de 270 mesh. Já para o preparo do dentifrício, o pó resultante foi adicionado aos outros componentes da fórmula. Cada substância foi pesada em balança de precisão, sendo que para 10 gramas de creme dental foram necessários 2 gramas de pó de caroço de açaí, além de água destilada, lauril sulfato de sódio, glicerina, sorbitol, óleo essencial de hortelã, cravo da índia, carboxi metil celulose (CMC), bicarbonato de sódio e flúor. Em seguida, o material foi dividido em 04 amostras: Amostra 1 (dentifrício fluoretado formulado), Amostra 2 (dentifrício fluoretado formulado sem abrasivo), Amostra 3 (dentifrício Colgate) e Amostra 4 (dentifrício Oral B), que foram submetidas aos seguintes ensaios: determinação da massa específica; determinação da viscosidade e teste de pH. O resultado de massa específica foi de 0,92g/cm³, a viscosidade foi de 14,7 Pa.s e o pH variou entre 7 e 8, sendo estes valores semelhantes aos de cremes dentais comercializados.
Dessa forma, o caroço do açaí despolpado demonstrou ser um abrasivo orgânico aceitável para formulação de cremes dentais.