Osteoblastos humanos expressam proteínas de adesão quando cultivados sobre discos de aço inoxidável
Oliveira TL, Chemelo GP, Dias AM, Albuquerque FR, Kataoka MSS, Pinheiro JJV, Pereira-Neto ARL, Alves-Junior SM
Laboratório de Cultivo Celular - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O processo de osseointegração, que consiste em uma conexão estrutural e funcional direta entre o osso e o biomaterial implantado, tem sido estudado cada vez mais como fator determinante para a longevidade do tratamento reabilitador. Para que ocorra uma boa osseointegração, é necessária a adesão das células à superfície do implante. A adesão celular consiste no estabelecimento de ligações cruzadas entre o ambiente externo, a membrana plasmática e o citoesqueleto de actina. Os implantes e seus componentes protéticos são comumente fabricados em titânio comercialmente puro (TiCP), pois apresenta excelente biocompatibilidade com a região periimplantar e suas estruturas adjacentes. Um novo material tem sido proposto para a confecção desses componentes, o aço inoxidável (ASTM F-138), no entanto, pouco se conhece sobre a adesão celular e consequentemente sobre a osseointegração em componentes derivados dessa liga metálica. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a expressão de proteínas de adesão (vinculina, paxilina e fibronectina) em osteoblastos humanos cultivados sobre discos de ASTM F-138 e TiCP (controle). Para verificar a expressão das proteínas de interesse, empregou-se a técnica de imunofluorescência indireta. Os resultados mostraram que houve imunoexpressão das proteínas estudadas nas células cultivadas em ambos os discos. Assim, pode-se sugerir que a expressão dessas proteínas aponta para uma possível adesão entre osteoblastos humanos e os discos de ASTM F-138, sendo uma premissa para o início da osseointegração.PN1262 - Painel Aspirante
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10 - Implantodontia - clínica protética
Probabilidade de sobrevivência e distribuição de tensão em implantes de diâmetro reduzido com diferentes conicidades internas
Freitas MIM, Gomes RS, Ruggiero MM, Bergamo E, Bonfante EA, Machado RMM, Cury AAB
Prótese e Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O aumento da interface cônica (IC) e diâmetro interno (DI) de implantes de diâmetros reduzidos (IDR) pode gerar problemas relacionados à fadiga mecânica, deformações e fraturas, devido a parede cervical mais fina dos implantes que apresentam maiores IC e DI. Este estudo avaliou a probabilidade de sobrevivência, distribuição de tensão e modos de falha de IDR cone morse com sistemas abutment-implante compostos por diferentes graus de conicidades internas. Para realização do teste de fadiga acelerada progressiva em água (SSALT), foi utilizado 42 IDR (Ø 3,5 x 8 mm) divididos em dois grupos de acordo com a IC e DI (n = 21 / grupo): (i) IC 11,5° (DI: 2,5 mm) e (ii) IC 16° (DI: 2,72 mm). Em seguida, a curva de probabilidade de Weibull e a confiabilidade foram calculadas para uma missão de 50.000 ciclos em 50, 100 e 150 N. Após o teste SSALT, o modo de falha dos espécimes fraturados foram avaliados utilizando a microscopia eletrônica de varredura. Para análise de elementos finitos (AEF) uma carga de 49 N foi aplicada 30° fora do eixo na borda incisal da coroa e o estresse de von-Mises (σvM) foi calculado para o implante e abutment. Ambos os grupos apresentaram alta confiabilidade em todas as cargas (até 97%). Na AEF, o grupo IC 11,5° apresentou σvM mais alto para o abutment (39,3% maior) e implante (75,9% maior) quando comparado ao grupo IC 16°. Conclui-se que todos os IDR testados são seguros para uso clínico para substituição de dentes anteriores e os sistemas de implantes com IC 16° apresentaram σvM mais baixos para o abutment e implante quando comparados com implantes de IC 11,5°. (Apoio: CAPES N° 001 | FAPs - FAPESP N° #2012/19078-7 | FAPs - FAPESP N° #2019/08693-1)PN1265 - Painel Aspirante
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10 - Implantodontia - clínica cirúrgica
Reabilitação da mandíbula posterior atrófica por meio de implantes extra curtos. Projeto piloto
Cornacchia GM, Ramos AHN, Nunes E, Cosso MG, Souza LN, Horta MCR, Santos AS, Zenóbio EG
Pós Graduação - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A reabilitação de pacientes através de implantes em áreas com reabsorção óssea severa na mandíbula posterior é um desafio na odontologia. Nesse contexto, implantes extra curtos configuram uma opção de tratamento para esse tipo de paciente, pois podem evitar aumento do custo financeiro, tempo de tratamento e morbidade do paciente. O presente estudo avaliou a estabilidade óssea marginal em implantes extra-curtos individualizados para função mastigatória na mandíbula posterior, através de radiografias periapicais digitalizadas de 13 implantes extra-curtos, realizados em 7 pacientes. As regiões mesial e distal de cada implante foram selecionadas da crista óssea para a região paralela ao ápice, e a estabilidade dessa crista óssea foi mensurada pelo software Image J imediatamenete após a instalação do implante (T1) e 1 ano após a reabilitação (T2). A altura da crista óssea permaneceu estável, não mostrando diferença estatisticamente significante entre T1 e T2 (p> 0,005), para a crista óssea mesial e distal na reabilitação de coroas individuais ou unidas. A estabilidade óssea marginal foi observada em implantes extra curtos, corroborando com a estabilidade biológica e biomecânica desses implantes apresentados na literatura. Apesar do tamanho limitado da amostra e do tempo de proservação, implantes extra-curtos são opções preditivas de tratamento para pacientes com atrofia óssea grave na mandíbula posterior. (Apoio: CAPES)PN1266 - Painel Aspirante
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10 - Implantodontia básica e biomateriais
Análise histométrica da osseointegração em áreas enxertadas com osso bovino desproteinizado e cerâmica bifásica
Oliveira VXR, Aroni MAT, Pinotti FE, Marcantonio RAC, Oliveira GJPL
Periodontia e Implantodontia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou a osseointegração em áreas enxertadas com osso bovino desproteinizado (DBB) e cerâmica bifásica à base de hidroxiapatita e beta-tricálcio fosfato (HA / TCP) em tíbias de ratos por meio de análise histométrica. Foram feitos defeitos ósseos não críticos nas tíbias de 28 ratos, distribuídos randomicamente em 2 grupos: DBB: Defeito preenchido com DBB; HA / TCP: Defeito preenchido com HA / TCP. Os defeitos ósseos foram feitos nas tíbias bilateralmente e preenchidos com biomaterial. Após 60 dias, os implantes com superfície maquinada foram inseridos e os animais foram sacrificados com 15 e 45 dias após a instalação dos implantes. A osseointegração foi avaliada por análise histométrica do contato entre o osso e o implante (%BIC) e a área de osso entre as roscas dos implantes (%BBT). Aos 15 dias não foram detectadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos. Porém, os implantes instalados nos defeitos preenchidos com DBB apresentaram maior % (20,32 ± 7,69% vs. 11,21 ± 6,82%) e maior %BBT (25,64 ± 11,70% vs. 11,37 ± 7,09%) do que os implantes em áreas enxertadas com HA / TCP no período de 45 dias. Os implantes instalados em defeitos enxertados com áreas DBB apresentam maior contato entre osso-implante e maior áreas de osso entre as roscas do que nos implantes colocados em defeitos enxertados com HA / TCP.PN1272 - Painel Aspirante
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10 - Implantodontia básica e biomateriais
Avaliação comparativa do reparo ósseo e inflamação de defeitos críticos em calvárias de ratos preenchidos com material bifásico e xenógeno
Oliveira-Junior JM, Carrijo RC, Montagner PG, Martinez EF
Biologia Celular e Molecular - FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo da pesquisa foi avaliar a intensidade do processo inflamatório e a capacidade de neoformação óssea de um biomaterial sintético bifásico à base de fosfato de cálcio bifásico (60% de hidroxiapatita e 40% de β-TCP), preenchidos em defeitos críticos de 6 mm em calvárias de 30 ratos Wistar. Foram testados bifásicos Nanosynt®, com tamanho de partículas de 200-500 µm e 500-1000 µm, associados a membranas reabsorvíveis Duosynt®. No grupo controle, foi utilizado o biomaterial xenógeno Bio-Oss® (250-1000 µm) e a membrana reabsorvível Bio-Gide®. Após 30, 60 e 90 dias, os animais foram eutanasiados, seguido pelo processamento das amostras para as avaliações morfométricas e para a mensuração de intensidade de infiltrado inflamatório, sendo atribuído escores de 0 a 3 (0: ausente, 1: até 25%, 2: 25% a 50% e 3: maior 50%), bem como a presença de neoformação óssea na região do defeito. Os resultados evidenciaram maior processo inflamatório para grupo do material bifásico de maior granulação aos 30 dias de análise, com diminuição nos tempos subsequentes. Observou-se maior área de neoformação óssea para o material xenógeno, em todos os tempos de análise (p>0,05). Ademais, não houve diferença estatisticamente significante para o grupo do material bifásico nas diferentes granulações (p>0,05). Entretanto, apesar da menor quantidade de neoformação óssea para o material bifásico, observou-se neste um osso lamelar de maior espessura quando comparado ao xenógeno. Concluiu-se que o material bifásico, em ambas granulações, apresentou potencial de indução de neoformação óssea.PN1274 - Painel Aspirante
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10 - Implantodontia básica e biomateriais
Estudo clínico randomizado e prospectivo do aumento ósseo em enxertos sinusais maxilares realizados com Beta tricálcio fosfato de fase pura
Santos AMS, Mendes BC, Pereira RS, Statkievicz C, Okamoto R, Dallazen E, Vieira EH
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar o aumento ósseo vertical em seios maxilares preenchidos com o β-TCP em duas granulações de diferentes dimensões e comparar o seu comportamento biológico ao do osso autógeno. Três grupos de 06 seios maxilares: (G1) correspondente ao osso autógeno, (G2) β-TCP com partículas de 0,5 mm a 0,7 mm e (G3) β-TCP com 0,1 mm a 0,5 mm foram avaliados por meio de análise histomorfométrica e imunoistoquímica após 6 meses do preenchimento sinusal. A neoformação óssea em G1, G2 e G3 foi de respectivamente 78,442 µm2, 71,283 µm2 e 64,508 µm2, sem diferença estatisticamente significante (p=0,314). A maior área de tecido conjuntivo foi observada em G3, com 124,265 µm2, seguido por G2, 112,993 µm2 e G1, 112,652 µm2 com ausência de diferença estatística na comparação dos grupos (p=0,366). A área de biomaterial remanescente foi observada em G2 com 9,268 µm2, seguido por G3, 6,021 µm2, e G1, 1,195 µm2, sendo ausente a diferença estatística entre os grupos (p=0,120). A imunomarcação para RUNX2 apresentou-se leve em G1 e G2 e moderada a intensa em G3, enquanto para VEGF foi moderada em G1 e G2 e pouco mais intensa em G3. Conclui-se que o β-TCP nas diferentes granulações mostrou-se osteocondutor e pode ser utilizado com critérios, em pequenos defeitos, em substituição ao osso autógeno. (Apoio: CAPES N° 001)PN1277 - Painel Aspirante
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10 - Implantodontia básica e biomateriais
Superfícies de Ti-15Mo submetidas a funcionalização com estrôncio: análises de propriedades físico-químicas e respostas celulares
Matos FG, Santana LCL, Cominotte MA, Oliveira DP, Silva FS, Vaz LG, Cirelli JA
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
As modificações dos implantes por meio de tratamentos de superfícies e ligas de titânio são realizadas afim de otimizar a osseointegração melhorando a biocompatibilidade e as propriedades mecânicas. O Ti-15Mo possui menor módulo de elasticidade que o titânio comercialmente puro e Ti6Al4V e maior biocompatibilidade. Nas superfícies, a adição do estrôncio prevê usar as características desse elemento de estimular a formação óssea e reduzir a perda óssea aplicando-o sobre os implantes. Assim, esse estudo avaliou a influência do tratamento hidrotermal com estrôncio no comportamento celular e de propriedades físico-químicas em superfícies de Ti-15Mo submetidas ou não ao tratamento prévio com H3PO4 e NAOH. Análises de microscopia confocal a laser indicaram que superfícies com estrôncio seguiram nano rugosas. Quando previamente tratadas com ácido/base, as superfícies com estrôncio obtiveram maior resistência a corrosão e o estrôncio manteve-se nas amostras mesmo após os ensaios eletroquímicos de acordo com a espectroscopia por dispersão de energia de raios-X. Essa combinação também permitiu maior adição de estrôncio com liberação mais lenta segundo a espectrometria de emissão atômica por plasma acoplado indutivamente (p<0,05-Anova two-way). Ademais, observou-se maior espraiamento nos períodos iniciais através da microscopia eletrônica de varredura e fluorescência. Os testes indicaram que as superfícies estudadas foram viáveis para os eventos celulares e aprimoraram as propriedades físico-químicas indicando potencial aplicação para implantodontia. (Apoio: CNPq N° 431157/2018-9 | FAPs - Fapesp N° 2018/09256-1)PN1281 - Painel Aspirante
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10 - Implantodontia básica e biomateriais
Aptamers anti-fibronectina melhoram os padrões de coágulação fisiológica e o comportamento de células osteoblásticas
Costa NMM, Aguiar LM, Parisi L, Ghezzi B, Macaluso GM, Oliveira PT, Palioto DB
Cirurgia e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A funcionalização de arcabouços 3D (SCA) permite agregar moléculas bioativas específicas à superfície de biomateriais. Nesse contexto, aptamers são oligonucleotídeos que se ligam com alta afinidade, especificidade e estabilidade à sua molécula alvo, atuando como estimulador regenerativo seletivo. Assim, buscou-se verificar como SCA 3D enriquecidos com aptamers anti-fibronectina (APT) podem favorecer a coagulação fisiológica (PhC) e o comportamento dos osteoblastos (OSB). Para tal, 20 ug de APT foram funcionalizados nos SCA por simples adsorção. SCA, com ou sem APT, foram colocados em defeitos de calvária em ratos para criação do PhC, por 16 horas. Em seguida, OSB (linhagem UMR-106) foram cultivados sobre os SCA. Foram verificadas a viabilidade celular por MTT, acúmulo de matriz mineralizada por ensaio de vermelho de Alizarina (ARS), e a expressão de ALP e BSP por imunofluorescência indireta (IF). A morfologia dos OSB e do PhC foi verificada por MEV. A caracterização do PhC foi realizada por citometria de fluxo (CF) usando CD90, CD45, CD34, CD44, CD42 e CD61. A IF revelou elevada imunomarcação da ALP (p = 0.0021) e BSP (p = 0.0033) no grupo com APT. Na MEV observou uma enriquecida e densa rede de fibrina composta por diversos tipos celulares, havendo mais OSB e células brancas do PhC no SCA com APT, corroborando com os achados da CF. A expressão de CD90 (p = 0.0119), CD45 (p = 0.0036) e CD44 (p < 0.0001) foi superior com APT. A funcionalização de SCA com APT melhorou o comportamento dos OSB e os padrões de coagulação, mostrando ser algo novo e promissor em terapias regenerativas. (Apoio: FAPESP N° 2018/12036-3 | FAPESP N° 2018/16925-7)PN1282 - Painel Aspirante
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10 - Implantodontia básica e biomateriais
Estudo microtomográfico preliminar comparativo entre enxertos bovinos em grânulos para cirurgia de levantamento de seio maxilar em coelho
Balan VF, Silva ER, Costa MM, Godoy EP, Guimarães GF, Piola AL, Xavier SP
Ctbmf e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi comparar o processo de reparo ósseo de seios maxilares enxertados com BioOss® ou Cerabone® em cirurgias de levantamento de seio maxilar em coelhos por meio de medidas microtomográficas. Dez coelhos machos da raça New Zealand, divididos em 2 grupos com 5 animais cada, foram utilizados nesse estudo prospectivo, randomizado do tipo split mouth. Após a elevação da membrana sinusal, quantidades idênticas (50mg) de enxerto ósseo foram introduzidas nos seios maxilares bilateralmente, de forma randomizada. De um lado a feita com Bio-Oss® 0,25-1,0 mm (Geistlich Biomaterials, Wolhusen, LU, Suíça); e o outro recebeu Cerabone® 0,5-1,0 mm (Botiss Biomaterials, Zossen, Alemanha). Após o período de 2 e 10 semanas foi realizada a eutanásia dos animais e os espécimes removidos foram encaminhados para o escaneamento microtomográfico (SkyScan 1172, Bruker, Kontich, Belgium). Com auxílio do software CTAn® (Bruker, Kontich, Bélgica) foram analisadas porcentagem de osso novo (%ON) e de enxerto residual (%ER). A %ON em 2 semanas para Biooss® vs Cerabone® foi de 19,51 ± 2,72% e 13,54 ± 1,70% e em 10 semanas foi 24,45 ± 1,40% e 19,71 ± 1,12%, respectivamente, apresentando maior quantidade de osso novo para Biooss® em ambos os períodos (p<0,05). A %ER em 2 semanas para Biooss® vs Cerabone® foi de 22,12 ± 3,17% e 44,46 ± 4,82% e em 10 semanas foi 32,65 ± 4,55% e 50,12 ± 2,31%, respectivamente, com maior taxa de reabsorção para Biooss® em ambos os períodos (p<0,05). Concluímos que o Biooss® apresentou maior potencial de neoformação óssea enquanto o Cerabone demonstrou maior %ER. (Apoio: CAPES N° 88887.475311/2020-00)PN1283 - Painel Aspirante
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10 - Implantodontia básica e biomateriais
Avaliação de superfície dos implantes dentários após a remoção mecânica de biofilme: um estudo comparativo de vários protocolos
Leite DPV, Pires GE, Ana-Neto ALS, Santos-Neto AV, Saleh MAK, Navarro RS, Bastos Neto FVR, Araki AT
Pós Graduação - UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Diferentes tratamentos são propostos na remoção do biofilme da superfície de implantes, sendo procedimentos necessários para a sua longevidade clínica. O objetivo do estudo é avaliar as alterações morfológicas nas superfícies dos implantes. Em 25 implantes (Singular Implants®, Brasil) foram simulados diferentes procedimentos de remoção de biofilme em cinco grupos (n=5): G1 Controle, G2 ultrassom, G3 cureta de inox, G4 cureta de Teflon®, G5 laser de Er:YAG (LiteTouch®, Israel) (2940 nm, 50 mJ, 1,5 W, 30 Hz, spray ar-água) (parâmetros de redução microbiana). Foram realizados tratamentos nas três primeiras espiras dos implantes e posterior avaliação descritiva em microscopia eletrônica de varredura (MEV) (1500 e 3000X) por examinador calibrado, treinado e cego. Pode-se observar no G4 ausência de alteração morfológica e resíduos de teflon depositados na superfície, no G3 grandes alterações morfológicas com estrias paralelas típicas do uso das curetas, no G5 deformação e achatamento dos picos e manutenção dos vales das irregularidades superficiais dos implantes, no G2 foram observadas alterações variadas como amassamento total da irregularidade e riscos finos. Pode-se concluir que dos protocolos utilizados para limpeza da superfície de implantes o menos deletério foi o Laser de Er:YAG, seguido pelas curetas de inox e pelo ultrassom, as curetas de Teflon parecem não alterar a rugosidade da superfície mas agregam material. Portanto as técnicas e instrumentos utilizados para limpeza da superficie de implantes podem altera sua morfologia superficial. (Apoio: CAPES N° 88882.366512/2019-1)