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RESUMOS APROVADOS

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 1343 Resumo encontrados. Mostrando de 31 a 40


AO0044 - Apresentação Oral
Área: 4 - Ortodontia

Efeitos do treinamento físico aeróbico e de resistência sobre a movimentação dentária ortodôntica
Pereira LJ, Macari S, Gomez RS, Coimbra CC, Silva TA, Paiva SM
Medicina - UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Grande número de pessoas que utiliza aparelhos ortodônticos também pratica atividade física regular. Até o momento, não se sabe se o exercício físico pode modular a movimentação dentária ortodôntica (OTM). O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do treinamento físico na OTM e na qualidade óssea alveolar em camundongos. Quarenta e dois camundongos C57BL / 6 foram divididos em três grupos: sedentário, treinamento de resistência e treinamento aeróbico. O período de treinamento durou oito semanas. Molas de níquel-titânio (0,76 mm) foram instaladas ligando o primeiro molar direito aos incisivos centrais, com tração mesial padronizada de 0,35N nos últimos 14 dias de treinamento. Ambos os tipos de treinamento melhoraram a qualidade do osso maxilar (microTC), aumentando a densidade mineral óssea (DMO), o volume ósseo trabecular (BV) e a relação volume ósseo/ volume total (BV / TV). Os grupos treinados apresentaram menor OTM em comparação ao grupo sedentário. O número de osteoblastos aumentou, enquanto o número de osteoclastos diminuiu no lado da OTM. A expressão de genes osteogênicos como IGF-1, RUNX2 e OPG também aumentaram na maxila. A relação RANKL / OPG e a expressão de IL-6 diminuíram no osso maxilar de animais treinados. O treinamento físico também promoveu diminuição na diferenciação dos osteoclastos à partir de cultura de células medula óssea.
O treinamento físico reduziu a movimentação dentária ortodôntica em camundongos. Os mecanismos envolveram tanto a expressão de marcadores sistêmicos como locais, tais como RANKL, OPG, IL-6 e IGF-1.
(Apoio: CNPq  N° 103892/2018-4)
AO0046 - Apresentação Oral
Área: 4 - Ortodontia

Análise de elemento finito de dois métodos de distalização de molares associados a ancoragem esquelética
Bellini-Pereira SA, Souza LVF, Aliaga-Del-castillo A, Garib D, Janson G, Henriques JFC
Ortodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi comparar dois métodos de distalização de molares superiores ancorados esqueleticamente pela análise de elementos finitos (AEF). Foram criados dois modelos: o aparelho Cantilever, que consiste em um método de distalização ancorado a um mini-implante vestibular entre primeiro molar e o segundo pré-molar (Modelo 1); e o aparelho palatino ancorado a mini-implante, que consiste em um método de distalização ancorado na região anterior do palato (Modelo 2). A AEF foi usada para simular os dois métodos, avaliando o deslocamento dos dentes e a distribuição de estresse. O Cantilever apresentou maior deslocamento vestibular que distal do primeiro molar, enquanto o oposto foi observado no aparelho palatino. Maiores deslocamentos foram observados na altura da coroa do que nas regiões apicais. Maior distribuição de estresse foi observada nas regiões vestibular e cervical da coroa no Cantilever e nas regiões palatinas e cervicais no aparelho palatino. O estresse se espalhou progressivamente no lado vestibular do osso alveolar para o Cantilever, e na raiz palatina e o osso alveolar para o aparelho palatino.
A AEF assume que ambos os aparelhos promoveriam a distalização do molar maxilar. Entretanto, uma força de distalização palatina esqueleticamente ancorada poderia obter um maior movimento de corpo do molar com menos efeitos colaterais. Maior estresse deve ser esperado na região da coroa durante a distalização e a distribuição do estresse nas raízes e o osso alveolar depende diretamente da região na qual a força é aplicada.
(Apoio: CAPES  N° 001)
AO0047 - Apresentação Oral
Área: 4 - Odontopediatria

Avaliação do possível bruxismo do sono e fatores associados na primeira infância
Carneiro DPA, Emidio CAS, Santos PR, Nabarrette M, Vedovello-Filho M, Meneghim MC, Vedovello SAS, Valdrighi H
Pós Graduação Em Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a presença do possível bruxismo do sono (PBS) e sua associação com características clínicas bucais e relacionadas ao comportamento do sono. Estudo observacional transversal realizado com 371 crianças de 5 anos e seus pais/responsáveis. O desgaste dentário foi avaliado por meio dos critérios do índice de BEWE, onde a presença foi considerada nos casos de maior severidade com base no índice. Outras características clinicas como a presença de selamento labial, estalidos, marcas dos dentes na mucosa julgal e na lateral da língua também foram avaliadas. Os pais/responsáveis responderam ao questionário relacionado ao comportamento do sono e relato de ranger os dentes, dessa forma, o relato de ranger os dentes definiu a presença do PBS. Os dados foram ajustados modelos de regressão logística simples, para cada variável independente, estimando-se os odds ratios brutos com os respectivos intervalos de 95% de confiança. As variáveis com p < 0.20 nas análises individuais foram ajustadas em um modelo de regressão logística múltipla, permanecendo no modelo aquelas com p ≤ 0.05. 42.4% dos pais relataram que seus filhos rangiam os dentes enquanto dormiam. Dessa forma, foi possível observar que, crianças com a presença de desgastes severos nos dentes, tinham 1.53 (IC = 1.00-2.31; p = 0.0456) vezes mais chances de ranger os dentes enquanto dormiam.
Conclui-se que a presença do desgaste dentário severo está associada ao relato de ranger os dentes, característica essa que pode ser considerada como indicador para o PBS.
AO0048 - Apresentação Oral
Área: 4 - Odontopediatria

O efeito da analgesia preemptiva na dor trans- e pós-operatória em exodontias de molares decíduos: ensaio clínico randomizado
Santos PS, Massignan C, Oliveira EV, Santana CM, Borgatto AF, Bolan M, Cardoso M
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar se a administração preemptiva de analgésicos reduz a dor trans- e pós-operatória na extração de molares decíduos, em comparação com um grupo controle placebo. Um estudo clínico prospectivo, randomizado, paralelo e triplo-cego foi realizado. Quarenta e oito crianças (5-10 anos) que necessitaram de extração de dentes molares decíduos foram selecionadas e tratadas sob anestesia local. As mesmas foram divididas em três grupos: administração preemptiva de paracetamol, de ibuprofeno ou de placebo. A dor autorrelata foi avaliada durante a anestesia local, extração do elemento dentário e 2, 6 e 24 horas do período pós-operatório, utilizando uma Escala Visual Analógica (EVA) de 100 milímetros. A ansiedade das crianças, o comportamento da criança durante o procedimento e a ansiedade dos pais também foram avaliados, utilizando as escalas Facial Image Scale, Venham's Behavior Rating Scale e Dental Anxiety Scale, respectivamente. A análise dos dados incluiu estatística descritiva e regressão linear múltipla. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre a administração preemptiva de analgésicos e a redução nos escores de dor trans- e pós-operatória em comparação ao grupo placebo. As crianças que apresentaram comportamento negativo relataram maior dor durante a anestesia (p=0,03), independente do grupo de analgesia preemptiva.
Concluiu-se que a administração preemptiva de analgésicos não reduziu significativamente a dor trans- e pós-operatória de crianças após extração de molares decíduos.
(Apoio: CAPES  N° 001)
AO0050 - Apresentação Oral
Área: 4 - Ortodontia

Avaliação da espessura do palato para expansores fixos ancorados em mini-implantes: estudo de mapeamento tomográfico
Negrisoli S, Labegalini LD, Chiquito EM, Amad RCOA, Gonçalves JR, Maltagliati LA, Angelieri F, Nahás ACR
Otorrinolaringologia Pediátrica - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Expansores ortodônticos fixos ancorados em mini-implantes maximizam os efeitos esqueléticos, sem inclinações dentárias indesejadas. Para o sucesso do tratamento, a avaliação prévia da espessura óssea do palato é de grande importância. Logo, este estudo avaliou, em tomografias computadorizadas de feixe cônico, a espessura do palato de 223 pacientes, de ambos os sexos, acima de 18 anos de idade, para a instalação de mini-implantes. Por meio do software "Imaging Studio", no plano transversal, as espessuras ósseas na região anterior (face distal dos primeiros pré-molares) e na região posterior (face distal dos primeiros molares) foram consideradas a 3 mm e a 6 mm lateralmente à sutura palatina mediana. No plano sagital, na região anterior, obteve-se a espessura óssea iniciando-se da cortical do palato à cortical do assoalho nasal em 90°, 45° e em 30°. Já, na região posterior, a medida da espessura deu-se em 90° apenas. Os testes ANOVA, ANOVA com medidas repetidas, teste t de Student e teste t pareado (P<0,05) foram aplicados. A média de espessura óssea do palato na região anterior a 3 mm parassutural foi de 5,37 mm (90°), 7,43 mm (45°) e 9,57 mm (30°), assim como a 6 mm, 5,15 mm (90°), 7,18 mm (45°), e 8,9 mm (30°). Na região posterior, a 3 mm foi de 3,04 mm e a 6 mm, 1,85 mm. A espessura óssea é maior a 30° em comparação com as demais inclinações na região anterior (P=0,000); em 90°, a espessura óssea na região anterior é maior que na posterior, e diminui de 3 mm a 6 mm da sutura.
Conclui-se que a maior oferta de espessura óssea está localizada na região anterior, a 3 mm da sutura palatina mediana, e a 30°.
AO0051 - Apresentação Oral
Área: 4 - Odontopediatria

Protetores Bucais: Avaliação da contaminação microbiana, rugosidade superficial e eficácia da clorexidina como método de desinfecção
Ribeiro YJS, Delgado RZR, Palma-Dibb RG, Paula-Silva FWG, Feres M, Segato RAB, Faraoni JJ, Nelson-Filho P
Clinica Infantil - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a contaminação microbiana de protetores bucais esportivos, a eficácia do spray de Gluconato de Clorexidina e seu efeito citotóxico contra bactérias cariogênicas. Vinte praticantes de artes marciais de 9 a 13 anos de idade foram instruídos a usar protetores bucais esportivos 3 dias por semana, durante 1 hora e, após o uso, os dispositivos foram pulverizados com água de torneira esterilizada(controle) ou gluconato de clorexidina a 0,12%(experimental). Após 2 semanas de uso, os protetores foram analisados por meio do ensaio MTT, Checkerboard DNA-DNA hybridzation e microscopia confocal a laser. Os dados foram analisados pelo teste de Wilcoxon, teste t e correlação de pearson, com nível de significância de 5%. Os protetores bucais do grupo controle apresentaram maior contaminação por micro-organismos cariogênicos do que no grupo experimental(p<0,005). A viabilidade celular bacteriana foi menor no grupo da clorexidina, enfatizando seu efeito citotóxico sobre os micro-organismos(p=0,0007).Além disso, foi evidenciado aumento da rugosidade final dos dispositivos em comparação à inicial(anterior ao uso), em ambos os grupos. Foi observada correlação moderada(r=0,59) entre a rugosidade de superfície e o número de micro-organismos cariogênicos no grupo controle.
Os protetores bucais esportivos apresentam intensa contaminação microbiana após seu uso, e o spray de clorexidina foi eficaz na redução dessa contaminação em crianças, sem alterar a rugosidade da superfície.
AO0053 - Apresentação Oral
Área: 4 - Odontopediatria

"Você está satisfeito com a sedação da sua criança?": sedação sob a ótica dos acompanhantes
Anabuki AA, Rodrigues VBM, Corrêa-Faria P, Costa LRRS
Prevenção e Reabilitação Oral - UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O sucesso da sedação é avaliado por meio do comportamento da criança e da conclusão de procedimentos; pouca atenção é dada desfechos relatados pelos pacientes. O objetivo desta análise de desfecho secundário de um ensaio clínico (ClinicaTrials.gov NCT03290625) foi avaliar a satisfação do acompanhante com o tratamento sob sedação da sua criança. Participaram acompanhantes de 86 crianças com até 7 anos encaminhadas para tratamento sob sedação. Os participantes permaneceram com as crianças, sentados na cadeira odontológica, enquanto odontopediatras realizavam a técnica do tratamento restaurador atraumático nos dentes indicados. Conciliou-se a sedação às técnicas básicas de manejo do comportamento. Ao final, os participantes indicaram o quanto estavam satisfeitos com o tratamento em uma escala visual analógica (0: totalmente insatisfeito; 100: totalmente satisfeito) e registraram os pontos positivos e negativos. Os dados foram analisados descritivamente. A mediana da pontuação da satisfação foi 93,5 (percentil 25-75: 75-98). Pontos positivos foram descritos por 71 acompanhantes e incluíram: atenção e paciência da equipe com a criança e com o acompanhante; a criança ficar calma e permitir o tratamento; a rapidez e a qualidade do atendimento. Pontos negativos como jejum, comportamento negativo e realização de poucos procedimentos foram indicados em 13 casos.
Concluiu-se que, na maioria dos atendimentos, os participantes ficaram satisfeitos. A interação entre a criança, o acompanhante e a equipe foram importantes na satisfação com o tratamento.
(Apoio: CNPq  N° 28/2018  |  FAPEG  N° 07/2017)
AO0056 - Apresentação Oral
Área: 7 - Patologia Oral

Análise multivariada, estudo de correlação e modelo de regressão linear de macrófagos em líquen plano oral e lesão liquenóide oral
Ferrisse TM, Oliveira AB, Palaçon MP, Silva EV, Massucato EMS, Almeida LY, León JE, Bufalino A
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Macrófagos são fagócitos que desempenham papel essencial nos eventos imunológicos da cavidade bucal. Assim o presente estudo propõe avaliar a densidade de subpopulações de macrófagos positivos para CD68 e CD163 em liquen plano oral (LPO) e lesão liquenóide oral (LLO) utilizando como grupo controle a hiperplasia fibrosa inflamatória oral (HFI). 14 casos de LPO, 14 casos de LLO e 14 casos de HFI foram selecionados para análise imuno-histoquímica. O tamanho amostral foi calculado após estudo piloto. As densidades dos tipos de macrófagos foram contadas nas regiões epiteliais e subepiteliais. Foram utilizados os seguintes analises estatísticas: analise multivariada de variância a dois fatores (Manova two-way), correlação de Pearson e construção de modelos de regressão linear. Foi utilizado o software SPSS, versão 20.0, sendo α=0,05. Houve significância estatística apenas na região subepitelial para marcador CD68 entre os grupos LPO e LLO (p=0,001) e entre LPO e HFI (p=0,045). O estudo de correlação evidenciou uma relação muito forte e positiva entre os tipos de macrófagos e o LPO e LLO. Os modelos de regressão evidenciaram que a interação de CD68 e CD163 apresenta maior dependência entre si na LLO do que no LPO, além de permitir estimar a densidade populacional de CD68 e CD163 em LPO e LLO.
Células CD68 positivas podem estar relacionadas com a imunopatogênese do LPO, indicando atividade pro-inflamatória neste grupo de doença. As diferenças encontradas nos estudos de correlação e de regressão linear podem auxiliar no entendimento da patogênese do LPO e da LLO.
(Apoio: CAPES  N° 001)
AO0057 - Apresentação Oral
Área: 7 - Imaginologia

Análise fractal do trabeculado ósseo mandibular de indivíduos com Osteogênese Imperfeita: um estudo piloto
Prado HV, Teixeira SA, Mota RN, Brasileiro CB, Vargas-Ferreira F, Borges-Oliveira AC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou comparar, por meio da análise fractal, o trabeculado ósseo mandibular de indivíduos com Osteogênese Imperfeita (OI) ao de indivíduos normotípicos. Foram analisadas radiografias panorâmicas de oito indivíduos com OI e de 16 indivíduos normotípicos, todos atendidos no Serviço de Radiologia da Faculdade de Odontologia da UFMG, em Belo Horizonte. A amostra foi pareada por sexo e idade. Para análise da dimensão fractal (DF) foi utilizado o software ImageJ. As regiões de interesse (ROIs) de 50 x 50 pixels foram selecionadas no trabeculado ósseo de três regiões da mandíbula: pré-molares, ângulo e côndilo. O valor da DF para cada região da mandíbula foi definido pela média dos valores obtidos nos lados direto e esquerdo. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. Foi realizada a análise bivariada dos dados por meio do Teste T de Student, considerando-se uma significância de 0,05. A média de idade dos indivíduos foi de 13,75 anos (± 4,89). A maioria deles era do sexo masculino (62,5%). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os valores da média das regiões examinadas nos grupos (p>0,05). No grupo com OI os valores de DF foram: região do côndilo mandibular= 1,378 (±0,087), ângulo da mandíbula= 1,378 (±0,109) e região de pré-molar inferior= 1,290 (±0,121). No grupo normotípicos foram obtidos, respectivamente, os seguintes valores de DF nas regiões analisadas: 1,448 (±0,530), 1,425 (±0,562) e 1,306 (±0,096).
Indivíduos com OI apresentaram trabeculado ósseo com menor valor de DF em comparação aos indivíduos normotípicos.
(Apoio: CAPES  |  CNPq)
AO0059 - Apresentação Oral
Área: 7 - Imaginologia

Avaliação tomográfica da morfologia e de posicionamento do processo condilar em pacientes com má-oclusão
Ianni TMS, Carlos PPS, Azevedo MN, Manzi FR, Silva AIV
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar a articulação temporomandibular, utilizando tomografias computadorizadas de feixe cônico, verificando se alterações de posição e morfologia estão relacionadas com os tipos de má-oclusão. Imagens de 329 pacientes foram classificadas em más-oclusões classe I, II e III. A posição condilar foi aferida por meio da medição dos espaços articulares, da profundidade da fossa mandibular, da inclinação dos processos condilares nos planos sagital, coronal e axial e ainda pelo alinhamento dos processos condilares. A classificação da morfologia definiu as formas condilares como arredondadas, planas ou anguladas. Foram obtidos resultados estatisticamente significantes na inclinação sagital entre os grupos classe I e II, e classe II e III. Na inclinação coronal entre os grupos classe II e III. No grupo de classe II o espaço articular posterior mostrou-se significativamente maior, quando comparados com os espaços anterior e superior. Comparando-se o espaço superior entre os três grupos vemos uma diferença estatisticamente significante entre os grupos de classe I e III.
Após analisar todas as medições, podemos concluir que há uma menor inclinação sagital e maior inclinação coronal no grupo de classe II. Este grupo apresenta ainda a cabeça da mandíbula anteriorizada enquanto nos grupos de classe I e III o processo condilar apresenta-se centralizado. O espaço articular superior apresenta-se significativamente maior no grupo de classe III. Houve uma predominância do formato condilar arredondado em todos os grupos estudados.