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RESUMOS APROVADOS

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 929 Resumo encontrados. Mostrando de 51 a 60


AO0107 - Apresentação Oral
Área: 2 - Terapia endodôntica

Efeito do tratamento restaurador com endocrown e férula em dentes anteriores tratados endodonticamente: Análise in vitro
Silva-Sousa AC, Moris ICM, Pires CRF, Mazzi-Chaves JF, Barbosa AFS, Sousa-Neto MD, Silva-Sousa YTC, Gomes EA
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito do tratamento restaurador com endocrown e férula no comportamento mecânico de dentes anteriores tratados endodonticamente. Caninos humanos foram tratados endodonticamente e distribuídos em 5 grupos (n=10): hígidos (H); coroa unitária associada a pino de fibra de vidro com férula (PFV-CF) e sem férula (PFV-SF), endocrown com férula (ECF) e sem férula (ESF). As coroas foram obtidas em dissilicato de lítio CAD/CAM e cimentadas com cimento resinoso. Ensaio de fadiga acelerada foi realizado com carga progressiva de 80, 120, 160, 200, 240, 280 e 320N com 20.000 ciclos cada e 140.000 ciclos no total, freqüência de 5Hz e variação de temperatura de 5-55oC, seguido de teste de compressão para as amostras sobreviventes (célula de carga de 1000Kgf e velocidade de 0,5mm/mim). Modo de falha foi avaliado. Os dados foram comparados por análise de sobrevivência de Kaplan Meier (p<0,05) para fadiga e ANOVA 1-fator e teste de Tukey (p<0,05) para fratura. O ensaio de fadiga mostrou maior número de fraturas para os grupos sem férula (PFV-SF=7, PFV-CF=3, ESF=10, e ECF=2) e menor carga média provável de fratura (PFV-CF=300N, PFV-SF=280N, ECF=320N, ESF=188N) comparado aos com férula. Em relação à fratura, os dentes reabilitados com PFV apresentaram-se mais resistentes em relação às endocrowns com férula (p<0,05). Verificou-se maior porcentagem de falhas do tipo III após fadiga e tipo II após fratura.
Conclui-se que a reabilitação utilizando PFV com férula é mais favorável para dentes anteriores, mas a utilização de endocrown com férula mostrou-se viável.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2018/22823-2)
AO0108 - Apresentação Oral
Área: 2 - Terapia endodôntica

Biocompatibilidade e potencial bioativo de novos cimentos endodônticos à base de silicato de cálcio: Bio-C Sealer e Sealer Plus BC
Silva ECA, Tanomaru-Filho M, Lopes CS, Delfino MM, Cerri PS, Guerreiro-Tanomaru JM
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Bio-C Sealer (BC; Angelus, Brasil) e Sealer Plus BC (SPBC; MK Life, Brasil) são novos cimentos endodônticos biocerâmicos prontos para uso. O objetivo do estudo foi avaliar a biocompatibilidade e o potencial bioativo de BC e SPBC em comparação ao AH Plus (AHP) no tecido subcutâneo de ratos. Tubos de polietileno preenchidos com materiais e tubos vazios, como grupo controle, foram implantados nos tecidos subcutâneos de ratos. Após 7, 15, 30 e 60 dias, os tubos com tecido conjuntivo foram removidos e as células inflamatórias / mm2 (CI) e as células imunomarcadas para a interleucina-6 (IL-6) foram avaliadas. Também foram realizadas análises de osteocalcina (OC) e von Kossa. Os dados foram submetidos aos testes ANOVA e Tukey, com significância de 5%. Aos 7 dias, o SPBC apresentou CI inferior ao BC (p <0,05). AHP exibiu maior valor de células imunopositivas para IL-6 (p <0,05). Após 15 dias, o BC apresentou CI e IL-6 mais baixos quando comparado a outros materiais. Aos 30 dias, SPBC e AHP apresentaram maiores valores para CI (p <0,05). Após 60 dias, os cimentos de silicato de cálcio não apresentaram diferença estatística (p> 0,05) para CI e IL-6, com valores inferiores a AHP (p <0,05). Os materiais apresentaram estruturas positivas para von Kossa. BC exibiu marcação de osteocalcina em todos os períodos. O SPBC mostrou marcação de osteocalcina de 15 a 60 dias. O AH Plus e o grupo controle não exibiram marcação para osteocalcina.
Conclui-se que os cimentos Bio-C Sealer e Sealer Plus BC são biocompatíveis e apresentam potencial bioativo.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2017/14305-9   |  CAPES  N° 001)
AO0109 - Apresentação Oral
Área: 2 - Biologia pulpar

Formulação de hidrogel com liberação controlada de dexametasona para aplicação na regeneração de tecidos mineralizados
Bordini EAF, Ferreira JA, Andrade JSR, Dubey N, de-Souza-Costa CA, Bottino MC, Soares DG
Materiais Dentários e Prótese - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou desenvolver um hidrogel fotopolimerizável de gelatina e metacrilato de metila (GM) capazes de liberar de forma controlada a dexametasona (DEX) para modular a regeneração de tecidos mineralizados. Nanotubos de haloisita (NH) carregados com 10 e 20% de DEX foram incorporados a GM na proporção de 2,5 e 5% em peso. Caracterização física e química (MEV/MET/FTIR), liberação da droga (HPLC), ensaios de degradação e avaliação da resistência compressiva foram realizados. Células tronco mesenquimais foram semeadas sobre biomateriais e em co-cultura sob estímulo inflamatório para avaliação da viabilidade celular (MTS), atividade de ALP (AnaSpec) e deposição de matriz mineralizada (Alizarin red) por até 21 dias. Defeitos bilaterais em calvária de ratos foram preenchidos com biomateriais para avaliação do volume ósseo (µCT) formado após 6 semanas. Teste de implantação em subcutâneo de ratos foi realizado para avaliação histológica de células inflamatórias após 28 dias (ANOVA Two-way/Tukey; α=5%). Hidrogéis porosos com adequada degradabilidade e resistência a compressão, com liberação controlada de DEX (168h) foram obtidos. As células semeadas diretamente sobre GM + 5% NH-DEX 10% e em modelo de co-cultura sob estímulo inflamatório apresentaram os maiores valores de atividade de ALP e deposição de matriz mineralizada, além de aumento na deposição óssea in vivo e resolução acelerada do quadro inflamatório.
Conclui-se que GM+5% NH-DEX 10% apresenta potencial para aplicação na regeneração de tecidos mineralizados e permite controle inflamatório.
(Apoio: FAPESP  N° 2017/20181-0  |  FAPESP  N° 2018/14257-7  |  FAPESP  N° 2016/15674-5)
AO0112 - Apresentação Oral
Área: 2 - Terapia endodôntica

Análise sialométrica e sialoquímica em indivíduos com nódulos pulpares
Kublitski PMO, Sette IR, Lauschner T, Juglair MM, Kuchler EC, Brancher JA, Gabardo MCL, Michel-Crosato E
Odontologia - UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Propôs-se analisar a saliva de pacientes com nódulos pulpares, com testes sialométricos e sialquímicos. Oitenta pessoas, de 18 e 65 anos de idade, de ambos os sexos, foram investigadas. Foram incluídos no grupo nódulo pulpar aqueles que ao exame radiográfico foi sugestiva a alteração em pelo menos um dente permanente posterior; aqueles sem essa alteração foram os controles. A coleta salivar se deu por estimulação, seguida de análises do fluxo salivar (FSE) e do pH. Os componentes orgânicos: uréia, glicose, proteínas totais, fosfatase alcalina (FAL), creatinina, amilase salivar e ácido úrico (AUR); e os componentes inorgânicos: cálcio, ferro e fósforo foram avaliados por técnicas colorimétricas em um espectrofotômetro visível no ultravioleta. As diferenças entre nódulos pulpares e controle foram comparadas pelo teste t de Student (p <0,05). Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos para pH (p=0,027), FSE (p=0,002), FAL (p=0,008) e AUR (p=0,005). Nas análises estratificadas por sexo, observou-se diferença entre os grupos para pH (p=0,007) e AUR (p=0,003) nas mulheres.
Ocorreram alterações sialométricas e sialoquímicas em pacientes com nódulos pulpares, com níveis significativamente mais altos de pH, FSE, FAL e AUR.
AO0113 - Apresentação Oral
Área: 2 - Terapia endodôntica

Prognóstico pulpar de dentes permanentes com rizogênese incompleta reimplantados após avulsão traumática
Coste SC, Amaro RG, Santos LCM, Silva EF, Barbato-Ferreira DA, Cortes MIS, Colosimo EA, Bastos JV
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Através de uma coorte histórica, avaliou-se o prognóstico pulpar de 133 dentes permanentes com rizogênese incompleta reimplantados após avulsão traumática em 117 pacientes. Necrose pulpar foi observada em 78,2% dos casos, invaginação de tecido osteóide na cavidade pulpar (pulp bone) em 8,3% e manutenção da vitalidade pulpar em 4,6%, sendo que destes 2,3% desenvolveram obliteração do canal radicular. O modelo de riscos competitivos foi utilizado para avaliar o efeito das covariáveis clínicas e demográficas estudadas na incidência dos possíveis desfechos pulpares, classificados como cura (manutenção da vitalidade pulpar, obliteração do canal radicular e pulp bone) ou necrose pulpar. Os principais fatores prognósticos para a resposta pulpar de dentes permanentes jovens reimplantados foram o estágio de desenvolvimento radicular e a duração do período extra alveolar, que influenciaram significativamente os dois eventos pulpares de forma inversa. Dentes com raiz completamente formada e ápice aberto apresentaram maior risco de necrose pulpar (HR 2,7 IC 95% [1,3 ; 5,6] p=0.006) e menor probabilidade de cura (HR 0,13 IC 95% [0,03 ; 0,5] p=0,004). Dentes que permaneceram por mais de 60 min fora do alvéolo também apresentaram maior risco de necrose pulpar (HR 3.91 IC 95% [1,3 ; 12] p=0,02) e menor probabilidade de cura (HR 0,09 IC 95% [0,02 - 0,41] p= 0,002).
A cicatrização pulpar representou um evento raro após o reimplante de dentes permanentes jovens, sendo influenciado pelo estágio de desenvolvimento radicular e pela duração do período extra alveolar.
(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  PROEx UFMG)
AO0114 - Apresentação Oral
Área: 2 - Biologia pulpar

Periodontite apical exacerba resposta inflamatória no fígado de ratos portadores de fibrose hepática ativando CD45 e receptor Toll-like 2
Cantiga-Silva C, Azevedo JP, Pinheiro TN, Machado NES, Rodrigues MJS, Sivieri-Araújo G, Ervolino E, Cintra LTA
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A resposta inflamatória da periodontite apical (PA) decorrente da presença de microrganismos tem sido associada a alterações metabólicas e sistêmicas. Este estudo avaliou a influência da PA no agravamento da fibrose hepática (FH) por meio da observação histológica e imunoistoquímica do fígado. Quarenta ratos foram divididos em 4 grupos (n=10): C - ratos controle; PA - ratos com PA; FH - ratos com FH; PA+FH - ratos com PA e FH. A FH foi induzida por método químico-cirúrgico. Foi administrado Tetracloreto de Carbono (CCl4) no volume de 0,2ml/100g, duas vezes por semana, durante 60 dias. Após 30 dias do início da administração do CCl4, foi realizada cirurgia de ligadura do ducto biliar e a PA foi induzida por meio da exposição pulpar dos primeiros e segundos molares superiores e inferiores. Após mais 30 dias os animais foram sacrificados, as maxilas coletadas para confirmação da PA e os fígados coletados e submetidos a análise histológica em H.E., Picrosirius Red e imunoistoquímica para CD45 e receptores Toll-like 2 e 4 (TLR2 e TLR4). Testes estatísticos foram aplicados (p<0,05). Pode-se observar infiltrado inflamatório e reabsorção óssea periapical nos grupos PA e PA+FH compatíveis com lesões periapicais de origem infecciosa. Os fígados do grupo PA+FH apresentaram maior infiltrado inflamatório, assim como maior imunomarcação para CD45 e TLR2, quando comparado ao grupo FH (p<0,05).
Conclui-se que a PA exacerba a resposta inflamatória no fígado de ratos portadores de fibrose hepática ativando o marcador CD45 e o receptor Toll-like 2.
(Apoio: CAPES - CAPES  N° 88887.486044/2020-00)
AO0116 - Apresentação Oral
Área: 2 - Terapia endodôntica

Associação de um peptídeo de defesa do hospedeiro e o ciprofloxacino: efeitos sobre células pulpares humanas
Martins DCM, Silva PAO, Sousa MGC, Andrade RV, Araujo FS, Carvalho AES, Franco OL, Rezende TMB
Ciências da Saúde - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Processos de revascularização pulpar vem ganhando espaço na endodontia para o tratamento de dentes permanentes imaturos. Porém, a presença de microrganismos e a imprevisibilidade de células tronco presentes no processo podem afetar a neoformação tecidual. Os peptídeos de defesa do hospedeiro (PDHs) surgem como uma opção de medicação, podendo atuar de forma isolada ou combinada. Assim, este estudo avaliou a resposta e células pulpares (CAAE: 94676218.5.0000.0029), na presença da associação do PDH IDR-1002 e do antibiótico ciprofloxacino, usado na pasta duplo antibiótica. Para tanto, foi avaliado a migração (scratch) e a capacidade proliferativa(azul de trypan)das células pulpares na presença da associação entre o PDH e o antibiótico. A resposta imune pulpar ativada por diferentes estímulos também foi analisada na presença dos grupos mencionados, através da expressão de citocinas (TNFRSF-1, IL-1β, IL-8 IL-6 e IL-10) por qPCR. Por último, também foi avaliado a formação de nódulos de mineralização (Alizarin red). Observou-se aumento na capacidade migratória e proliferativa nos grupos expostos ao peptídeo e à combinação, assim como redução na formação de nódulos de mineralização nos grupos expostos ao PDH. Também foi observado que a associação dos compostos levou a redução significativa da expressão das citocinas avaliadas.
Conclui-se que a associação entre o PDH e o ciprofloxacino apresentou potencial migratório, proliferativo e imunomodulatório favorável, surgindo como potencial para terapias regenerativas.
(Apoio: FAPs  |  CNPq  |  CAPES)
AO0117 - Apresentação Oral
Área: 2 - Biologia pulpar

Influência da associação de nano-hidroxiapatita a nanofibras de policaprolactona sobre a diferenciação odontogênica de células pulpares
Mendes-Soares IP, Leite MLAS, Anselmi C, de-Souza-Costa CA, Hebling J
Materiais Odontológicos e Prótese - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Visando o tratamento biocompatível e bioativo de exposições pulpares, este estudo investigou a incorporação de nano-hidroxiapatita (nHA; 0, 0,5, 1 e 2% m/v) a nanofibras de policaprolactona (PCL; 10% m/v) e seu efeito sobre a diferenciação odontogênica de células pulpares humanas (HDPC). Inicialmente, os materiais foram caracterizados (MEV/EDS, liberação de cálcio/fosfato e pH). Em seguida, viabilidade (Live/Dead e alamarBlue) e espalhamento (F-actina) de HDPCs foram avaliados em 3 períodos. Expressão dos genes COL1A1, ALPL, DSPP e DMP1 foi investigada em 14 e 21 dias (RT-qPCR), bem como a atividade de fosfatase alcalina (ALP). Produção de nódulos de mineralização (Alizarin Red) foi determinada após 21 dias. O tamanho da amostra variou por protocolo (n = 4 a 8), sendo os dados analisados com Shapiro-Wilk e Levene, seguido por ANOVAs complementadas por Tukey, Games-Howell ou REGWQ (α = 5%). A incorporação de nHA aumentou a rugosidade das nanofibras, promoveu liberação de cálcio e fosfato, modulando o pH e o espalhamento celular. Enquanto viabilidade celular não foi influenciada pela adição de nHA, a expressão de DSPP e DMP1 foi estimulada em 14 dias e de COL1A1 e ALPL e DMP1 em 21. A incorporação de nHa teve efeito significativo no aumento da atividade de ALP entre períodos e aumentou a deposição de nódulos em proporção direta à concentração de nHA.
Foi concluído que a associação de nHA a nanofibras de PCL acelerou a diferenciação odontogênica de HDPC, sendo a maior concentração avaliada (2%) uma alternativa interessante para regeneração guiada do complexo dentino-pulpar.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2019/07400-0)
AO0121 - Apresentação Oral
Área: 8 - Periodontia

Investigação da associação do polimorfismo rs1800961 no gene HNF4A com o estado periodontal e perfil bioquímico do paciente
Nicchio IG, Cirelli T, Hidalgo MAR, Cirelli JA, Orrico SRP, Theodoro LH, Scarel-Caminaga RM
Cirurgia e Diagnostico - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Na busca por evidências de suscetibilidade genética à periodontite (P) há vários genes relacionados ao metabolismo que foram pouco ou nunca investigados. Também há grande interesse em compreender melhor as inter-relações da P com patologias complexas como o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e a Dislipidemia. O gene HNF4A (Fator Nuclear de Hepatócitos 4 alfa) é um importante fator de transcrição envolvido na regulação do metabolismo glicêmico e lipídico. O objetivo deste estudo foi avaliar se o polimorfismo rs1800961 no gene HNF4A pode estar associado com a P isoladamente ou associada ao DM2, e com o perfil glicêmico e lipídico do paciente. A divisão dos grupos conforme o perfil periodontal e glicêmico foi: Grupo DM2_P (n=205) indivíduos com DM2 e com P; Grupo Periodontite (n=345) indivíduos sem DM2 e com P; Grupo Controle (n=343) indivíduos sem DM2 e sem P. O DNA de células da mucosa oral foi extraído por salting-out, e a genotipagem foi realizada por PCR com o sistema TaqMan®. Após análise de regressão logística múltipla, foi observado que pacientes com genótipo CT tiveram maior suscetibilidade a P em conjunto com DM2 (OR = 1.96; CI 95% = 1.01 - 3.80; p = 0.04), assim como maior suscetibilidade ao DM2 (OR = 3.75; CI 95%= 1.65 - 8.60; p = 0.002). Correlações significativas entre o perfil bioquímico e características periodontais foram encontradas em cada grupo.
Conclui-se que o polimorfismo rs1800961 no gene HNF4A foi associado ao DM2 em conjunto ou não com a P, e que correlações significativas entre o perfil bioquímico e os parâmetros periodontais dos pacientes foram encontrados.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2016/03753-8, 2016/08070-6)
AO0125 - Apresentação Oral
Área: 8 - Periodontia

Influência do tratamento da artrite reumatoide nos parâmetros clínicos periodontais
Moura NMV, Carvalho VF, Silva TA, Oliveira SR, Fukada SY, Silva GA, Taba-Junior M
Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Existe grande similaridade de vias, por mecanismos ambientais, inflamatórios e genéticos comuns, que sugerem associação entre artrite reumatoide e doença periodontal. Esse estudo avaliou o efeito da medicação da artrite e a terapia periodontal básica nos parâmetros periodontais: profundidade de sondagem (PS), índice de placa (IP) e sangramento a sondagem (SS) de 41 pacientes, sendo 58,5% com artrite inicial (AI) e 41,5% com artrite estabelecida (AE). Os pacientes foram tratados com o Metotrexato, e quando não responsivo a esse ou tinham efeitos adversos, recebiam medicação anti-TNF, Abatacepte ou Leflunomida. Os parâmetros periodontais foram coletados no exame inicial, 6 meses após iniciada a medicação da artrite e 4 semanas após a terapia periodontal básica. Os parâmetros periodontais não diferiram, no período apenas usando a medicação, entre AI e AE (p>0,05). Após a terapia periodontal básica houve redução na média de PS (p=0,002) e IP (p<0,001). O SS aumentou durante o uso da medicação (p<0,001), e regrediu após terapia periodontal básica (p<0,001).
Os benefícios clínicos obtidos com a terapia periodontal básica foram relevantes, porém, medicamentos modificadores do curso da artrite, isoladamente, não apresentaram efeitos positivos para a saúde periodontal.