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RESUMOS APROVADOS

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 929 Resumo encontrados. Mostrando de 61 a 70


AO0126 - Apresentação Oral
Área: 8 - Periodontia

Efeito do probiótico Lactobacillus acidophilus La5 no controle da permeabilidade intestinal em camundongos com periodontite e diabetes
Ishikawa KH, Kawamoto D, Cardoso BP, Shimabukuro N, Cataruci ACS, Oliveira BE, Albuquerque-Souza E, Mayer MPA
Estomatologia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de probióticos foi proposto para controle de periodontite e diabetes; mas seus mecanismos ainda devem ser esclarecidos. O efeito do probiótico L. acidophilus (La5) foi avaliado sobre o perfil transcricional associado à permeabilidade intestinal de animais diabéticos com periodontite experimental induzida. Camundongos C57Bl6 foram submetidos a dieta hiperlipídica, inoculados com consórcio microbiano por gavagem, 5 dias por semana/5 semanas, e receberam 1x109 UFC/dia de La5 via oral (D+PPPB). Grupos controles, sem inoculação de consórcio e/ou sem probiótico foram avaliados (SHAM, D+PP e D+PB) (n=8/grupo). Após 47 dias, os animais foram eutanasiados e amostras do intestino e sangue foram avaliadas quanto à expressão de genes associados a permeabilidade intestinal por RTqPCR, e LPS sérico. A periodontite induziu aumento do nível sérico de LPS (D+PP # SHAM) (Kruskal Wallis, Dunn, p<0,05), indicando redução da integridade da barreira. O probiótico alterou a transcrição gênica no intestino delgado na diabetes e periodontite, resultando em regulação positiva de itf, ocln e muc1 (D+PPPB # D+PP) (Anova, p<0,05), associados à produção de peptídeos trifoil, ocludina (proteína tightjunction) e muco, favorecendo a homeostase da mucosa intestinal.
O efeito benéfico de probióticos na periodontite e na diabetes pode ser estendido à manutenção da integridade da barreira intestinal, possivelmente assim limitando a inflamação sistêmica induzida por ambas doenças inflamatórias.
(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa FAPESP   N° 2015/18273-9; 2016/13156-7, 2016/13159-6, 2016/14687-6, 2017/22345-0 e 2018/02318-1.)
AO0128 - Apresentação Oral
Área: 8 - Periodontia

Condição periodontal e o impacto da saúde oral auto-relatada na qualidade de vida de indivíduos psoriáticos: estudo caso-controle
Costa AA, Cota LOM, Mendes VS, Oliveira AMSD, Cyrino RM, Costa FO
Clínica, Patologia e Cirurgia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar de emergentes, estudos apontam uma associação entre periodontite e psoríase, mas o impacto da saúde bucal na qualidade de vida (OHRQL) em indivíduos psoriáticos ainda não foi reportado. O objetivo deste estudo caso-controle foi avaliar a condição periodontal e o OHRQL de indivíduos psoriáticos e incluiu 295 indivíduos com psoríase e 359 controles. Foi realizado exame de boca completo com todos parâmetros clinicos periodontais, e aplicou-se o questionário Oral Impacts on Daily Performance (OIDP) para OHRQL. A análise de dados incluiu: testes Qui-quadrado, Fischer, Kruskal-Wallis, Mann-Whitney e Intervalos de Bootstrap, determinando perfis diferenciados em relação ao OIDP. Observou-se alta prevalência de periodontite em psoriáticos (41%) quando comparado aos controles (33,1%), e psoriáticos apresentaram uma razão de chance 1.40 maior para periodontite que os controles (IC95% 1,01-1,9; p=0,019). Indivíduos psoriáticos e com periodontite (+P) apresentaram maiores impactos na OHRQL (13,76±15,58), quando comparado aos sem periodontite (-P) (4,83 ±8,25; p<0,001), bem como o grupo controle +P (9,23±21,53), quando comparado ao -P (4,11±8,65; p=0,030). Ainda, indivíduos psoriáticos +P estágio III/IV (13,94±15,68) apresentaram piores indicadores que os controles +P (9,49±22,54; p=0,001).
Demonstrou-se uma importante associação de risco entre psoríase e periodontite, pois indivíduos com as duas doenças apresentaram piores indicadores de OHRQL, e a gravidade de ambas aumentou expressivamente os efeitos negativos. CAAE 20156019.0.0000.5149.
(Apoio: CNPq  N° 307034 )
AO0130 - Apresentação Oral
Área: 8 - Periodontia

Perfil de citocinas de sítios saudáveis e doentes em indivíduos com periodontite
Figueiredo NF, Duarte PM, Silva HDP, Figueiredo LC, Rocha FRG, Miranda TS
Periodontia - UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi comparar os níveis de citocinas entre sítios saudáveis e doentes em pacientes com periodontite não tratada. E avaliar as correlações de citocinas entre si e com os principais patógenos periodontais. Amostras de fluido gengival e biofilme subgengival de 112 pacientes com periodontite estágio III/IV, grau B/C generalizada, foram coletadas de 2 sítios saudáveis com profundidade de sondagem (PS) e nível de inserção clínica (NIC) ≤ 3mm sem sangramento a sondagem (SS) e de 2 sítios doentes com PS e NIC ≥5mm com SS. Níveis de 18 citocinas e 7 patógenos foram avaliados por imunoensaio multiplex e qPCR, respectivamente. Os níveis de GM-CSF, IL-17, IL-1β, IL-2, IL-2, IL-21, IL-23 e TGF-β foram mais altos nos sítios doentes do que nos saudáveis (p<0,05). Os níveis de IL-8 e MIP-1α foram maiores nos sítios saudáveis do que nos doentes (p<0,05), além disso, formaram um cluster independente e, MIP-1α correlacionou-se positivamente com Porphyromonas gingivalis (p<0,05). Em sítios profundos, o hábito de fumar apresentou relações negativas com os níveis de GM-CSF, IL-10, IL-17, IL-23, IL-5, IL-6, IL-7, IL-8 e MIP-1a (p<0,05).
Os sítios doentes exibiram níveis aumentados de citocinas relacionadas a resposta Th17 e TGF-β. Os níveis de IL-8 e MIP-1α, estavam aumentados em sítios saudáveis, enquanto níveis de algumas citocinas não diferiram entre as categorias de PS. Esses dados indicam que pacientes com periodontite podem não apenas ter inflamação em sítios doentes, mas também apresentam uma importante inflamação subclínica oculta nos sítios rasos clinicamente saudáveis.
(Apoio: FAPs - Fapesp)
AO0132 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Caracterização e avaliação de superfícies de liga de titânio com hidroxiapatita e modificadas por estrôncio em ratas osteoporóticas
Oliveira HFF, Yogui FC, De-Souza-batista FR, Gomes-Ferreira PHS, Silva RC, Okamoto R, Ramos AP, Verri FR
Prótese e Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi desenvolver tratamentos de superfície com hidroxiapatita (HA) e Ha modificada por estrôncio (Sr) em concentrações de 10 e 90% sobre superfícies de liga de titânio, avaliando propriedades químicas e morfológicas, e a osseointegração em tíbias de ratas saudáveis (Sham) e osteoporóticas (OVX). Foram utilizados parafusos de fixação e discos, divididos em 4 grupos: Usinado, HA, HASr 10% e HASr 90%. Os tratamentos de superfícies com apatitas foram realizados utilizando o método biomimético. Foram avaliadas laboratorialmente as propriedades químicas, físicas e morfológicas das superfícies, bem como análise in vivo da osseointegração das superfícies em animais Sham e OVX 60 dias após a instalação dos parafusos. Nas análises laboratoriais, HA, HASr10% e HASr90% apresentaram filmes finos, rugosos e poros em escala nanométrica, presença de grupos químicos de Ha semelhante à do tecido ósseo, e aumento expressivo da molhabilidade e da energia de superfície. Nas análises in vivo de torque reverso, no grupo OVX os valores foram significativos para as superfícies de HASr 10% e 90%, enquanto em Sham, HA apresentou maior torque. A área de fluorocromos calceína e a área óssea neoformada foi expressivamente maior em HASr10% do grupo Sham. Os menores valores foram para a superfície usinada independente da condição sistêmica.
Concluímos que, as superfícies com HA melhoram a morfologia, composição e a reatividade da superfície, e apresentam um efeito promotor na osseointegração de parafusos em tíbias de ratas Sham e OVX.
(Apoio: CNPq  N° (130794/2019-8))
AO0134 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Associação da L-PRF ao osso mineral bovino em procedimentos de levantamento do seio maxilar. Estudo clínico randomizado
Malzoni CMA, Pichotano EC, de Molon RS, Paula LGF, Okamoto R, Marcantonio-Junior E, Zandim-Barcelos DL
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do trabalho foi avaliar a influência da fibrina rica em plaquetas e leucócitos (L-PRF) associada ao osso mineral bovino (OBD) para neoformação óssea em seios maxilares (SM). Para isso, 24 SM foram divididos aleatoriamente nos grupos teste (L-PRF + OBD) e controle (OBD). Ambos os grupos receberam os implantes após 8 meses de reparo. Na cirurgia de instalação dos implantes, biópsias foram obtidas da região enxertada para análise histomorfométrica e imuno-histoquímica. Além disso, a estabilidade dos implantes foi avaliada por análise de frequência de ressonância e a alteração volumétrica dos enxertos foi mensurada por meio de tomografias computadorizadas realizadas em dois momentos: imediatamente após o enxerto ósseo e 8 meses após o procedimento. A associação da L-PRF ao OBD resultou em uma neoformação óssea significativamente maior nos SM (teste 46,56% ± 12,28 e controle 34,52% ± 7,81). Foi verificada maior expressão de VEGF e OCN no grupo teste, enquanto as marcações de RUNX-2 foram semelhantes entre os grupos. Não foram detectadas diferenças significativas na estabilidade primária e secundária dos implantes instalados em ambos os grupos. Uma redução volumétrica do enxerto foi observada nos grupos teste e controle. Apesar da taxa de reabsorção do enxerto ter sido ligeiramente superior no grupo teste, a diferença entre os grupos não foi significativa.
A associação da L-PRF ao OBD para procedimentos elevação do SM é uma técnica benéfica, autógena, que permite maior expressão de VEGF e ainda potencializa a neoformação óssea em SM após 8 meses de reparo.
(Apoio: CAPES)
AO0136 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Plataforma protética na biomecânica periimplantar em implantes extracurtos: in silico e in vitro
Ferrarez LL, Pinto DG, Rosa LH, Ribeiro MA, Martins LBC, Filgueiras A, Carvalho AM, Sotto-Maior BS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o benefício biomecânico das conexões protéticas quanto à distribuição de tensões para o tecido ósseo, implantes e componentes, quando utilizamos implantes extracurtos em regiões posterior de mandíbula por meio de Elementos Finitos (FEA) e Extensometria. Para avaliação por extensiometria foram confeccionados vinte corpos de prova e divididos em dois grupos: Grupo Cone Morse Esplintado (CMES) e Hexágono externo Esplintado (HEES), cada corpo constituído por dois implantes extracurtos de 5 x 4 mm fixados em um bloco de poliuretano. Sobre os implantes foram instaladas coroas protéticas parafusadas relativas ao primeiro e segundo molares. Os corpos de prova foram submetidos a um carregamento de 120 N em uma máquina de fadiga mecânica, sendo registrados os valores da deformação sofrida no modelo de poliuretano através de extensômetros. Para avaliação por FEA um modelo tridimensional foi criado simulando virtualmente a mesma situação, sendo os valores de deformação óssea cortical e medular registrados. Como resultados foi observado no FEA uma menor deformação no grupo CMES, 0.0095µs para o osso cortical e 0.028 µs para o osso medular, na extensometria o grupo CMES apresentou menores deformações no osso cortical, nas regiões distal, lingual e vestibular do implante correspondente ao primeiro molar (p 0,016, 0,028 e 0,028 respectivamente).
Concluímos que a conexão Cone Morse favoreceu uma menor deformação óssea marginal e uma melhor uniformidade em distribuição de tensão no componente protético quando utilizamos implantes extracurtos.
(Apoio: CAPES)
AO0138 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Agentes antineoplásicos agravam os danos causados pela nicotina nos tecidos peri-implantares
Matheus HR, Ervolino E, Gusman DJR, Gusman DJR, Furquim EMA, Alves BES, Piovezan BR, Almeida JM
Estomatologia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a influência dos agentes antineoplásicos Cisplatina (CIS) ou 5-Fluorouracil (5-FU) sobre os tecidos peri-implantares em ratos previamente expostos à nicotina. Cento e vinte ratos Wistar foram randomicamente divididos em 4 grupos experimentais (n=30). De acordo com os grupos, receberam solução salina (SS) ou nicotina (NIC) por via subcutânea 30 dias antes e depois da instalação de implantes de titânio (DSP Biomedical®, 4 mm x 2,2 mm). Aos 35 e 37 dias pós-operatórios, SS, CIS ou 5-FU foram administrados. Grupos: SS, receberam apenas SS; NIC, receberam NIC e SS; NIC-CIS, receberam NIC e CIS; NIC-5FU, receberam NIC e 5-FU. Eutanásias ocorreram aos 50, 65 e 95 dias. Foram realizadas análises de contato osso/implante (BIC), porcentagem de tecido ósseo neoformado (PTON), histológica, imunoistoquímica (BMP2/4, RUNX2, OCN e TRAP), e ultraestrutural. Dados foram estatisticamente analisados (p≤0,05). NIC-CIS e NIC-5FU apresentaram menor BIC (menor em 5-FU), severa desestruturação tecidual, intenso e persistente infiltrado inflamatório, e menor número de células OCN e TRAP-positivas que os grupos SS e NIC. NIC-5FU apresentou menor PTON que NIC-CIS aos 65 dias e menor número de BMP2/4 que NIC aos 95 dias. Ausência de interconectividade entre osteócitos e seus prolongamentos com o titânio foi observado em NIC-CIS e NIC-5FU.
Pode-se concluir que os agentes antineoplásicos CIS e 5FU agravam os danos causados pela NIC sobre a arquitetura e metabolismo dos tecidos peri-implantares, sendo que os resultados apontam efeitos mais prejudicais do 5-FU.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2017/11805-0)
AO0139 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Otimização de protocolo de aplicação do ácido cítrico para o tratamento de infecções peri-implantares
Nagay BE, Cordeiro JM, Pires JM, Souza JGS, Lima CV, Bertolini MME, Rangel EC, Barão VAR
Prótese e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste estudo estabeleceu-se um protocolo de aplicação do ácido cítrico (AC) considerando concentração, método de aplicação e tempo de tratamento para obtenção de efeito antimicrobiano em biofilme formado in vitro e in situ e com mínima degradação superficial do titânio (Ti). Alterações na morfologia, rugosidade, molhabilidade, liberação iônica, comportamento corrosivo, citotoxicidade em células do ligamento periodontal e redução de Streptococcus sanguinis (72 h) foram testadas pela imersão ou fricção de AC 1, 10, 20 e 40% sobre discos de Ti por 8 min. NaCl 0,9% foi controle para todos testes. Para testar a resposta em tempos de aplicação menores, biofilmes polimicrobianos in vitro (72 h, modelo de microcosmo) foram tratados com AC por 1, 2, 4 e 8 min. Estudo com voluntários foi realizado para verificar a efetividade do protocolo em biofilme formado in situ (72 h). Dados foram analisados estatisticamente (α=0,05). AC 10% gerou menores alterações superficiais no Ti, menor degradação iônica, nenhuma citotoxicidade indireta, maior resistência à corrosão (p<0,05) e mesmo efeito antimicrobiano que concentrações maiores (p>0,05). O método por fricção foi mais eficaz na remoção de biofilme da superfície do Ti. A aplicação de AC 10% durante 4 min por fricção apresentou semelhante redução de biofilme polimicrobiano in vitro que 8 min (p>0,05). O mesmo protocolo reduziu ~5 log de biofilme in situ.
Fricção de AC 10% por 4 min foi considerada a melhor opção de protocolo para remoção de biofilme formado in vitro e in situ em Ti direcionado ao tratamento de infecções peri-implantares.
(Apoio: CAPES  N° Código 001  |  CNPq  N° 126110/2018-2  |  FAPs - FAPESP  N° 2018/14117-0)
AO0140 - Apresentação Oral
Área: 1 - Biologia craniofacial

A exposição ao etanol no padrão "binge" afeta a qualidade óssea e aumenta a perda óssea alveolar na periodontite experimental induzida
Frazão DR, Maia CSF, Souza-Monteiro D, Ferreira RO, Collares FM, Rosing CK, Martins MD, Lima RR
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou investigar as alterações promovidas pelo consumo intenso e episódico de etanol (padrão "binge") associado a um modelo de periodontite experimental. Para isso, 32 ratos Wistar foram randomicamente alocados em 4 grupos: controle, etanol (3g/kg/dia), periodontite experimental, e etanol mais periodontite experimental. A intoxicação por etanol foi feita por 3 dias seguidos por semana, durante 4 semanas, por gavagem orointragástrica, de acordo com o padrão "binge". No 14º dia foi inserida uma ligadura ao redor do primeiro molar inferior nos grupos com periodontite experimental. No 28º dia, os animais foram eutanasiados e as mandíbulas coletadas para análises em microtomografia computadorizada (micro-CT) para avaliar perda óssea alveolar e qualidade óssea. A análise estatística foi realizada via ANOVA, com pós teste de Tukey (p<0,05). Os resultados revelaram que a perda óssea em altura induzida pela ligadura foi maior quando associada ao consumo de etanol. Além disso, tanto o "binge drinking" per se quanto associado ao modelo de periodontite experimental alteraram a qualidade óssea alveolar, demonstrando redução de espessura trabecular, número de trabéculas e densidade óssea.
Em conclusão, o consumo intenso e episódico de etanol alterou a qualidade óssea alveolar, o que pode ser considerado um fator associado a perda óssea no modelo de periodontite experimental induzida por ligadura.
AO0143 - Apresentação Oral
Área: 1 - Biologia craniofacial

Participação das vias de sinalização Hedgehog e Notch na diferenciação osteoblástica
Adolpho LF, Souza PG, Lopes HB, Souza ATP, Weffort D, Fernandes RR, Rosa AL, Beloti MM
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A modulação da sinalização celular envolvida na osteogênese auxilia no estudo da biologia óssea. A purmorfamina (agonista) e a ciclopamina (antagonista) são drogas que atuam na via Hedgehog, e o bexaroteno (agonista) e o DAPT (antagonista) têm efeito sobre a via Notch. O objetivo deste estudo foi determinar in vitro, as concentrações dos agonistas e antagonistas das vias Hedgehog e Notch, com maior eficácia na regulação da diferenciação osteoblástica. Para isso, células osteoblásticas de calvária de ratos recém-nascidos foram cultivadas em meio osteogênico suplementado com 3 concentrações de cada droga, purmorfamina (0,5, 1 e 2 µM), ciclopamina (10, 100 e 1000 nM), bexaroteno (0,1, 0,5 e 1 µM) e DAPT (10, 15 e 20 µM), ou veículo (dimetilsulfóxido), como controle. Foram avaliadas a atividade de fosfatase alcalina (ALP) por Fast red, aos 7 dias, e a formação de matriz mineralizada por vermelho de Alizarina, aos 17 dias e os dados foram submetidos à ANOVA (p<0,05, n=6). As concentrações que induziram maiores e menores atividade de ALP e formação de matriz mineralizada foram: 2 µM para purmorfamina e 1000 nM para ciclopamina, respectivamente, e 20 µM para DAPT e 0,1 µM para bexaroteno, respectivamente.
Esses resultados indicam que, em doses adequadas, o agonista da via Hedgehog e o antagonista da via Notch favorecem, enquanto o antagonista da via Hedgehog e o agonista da via Notch inibem a diferenciação osteoblástica e, portanto, comprovam a participação dessas vias nesse processo de diferenciação, sendo ferramentas úteis para investigar a regulação da osteogênese.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2019/15531-8  |  FAPs - Fapesp  N° 2019/100760)