Programação

Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2477 Resumo encontrados. Mostrando de 1301 a 1310


PR0512 - Painel Aspirante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 13h30 - 15h15 - Sala: 7

Ocorrencia de Osteonecrose Relacionada a Bisfosfonatos Na Mandíbula de Pacientes Com Artrite Reumatoide - Revisão Sistemática
Estanho D, Soares-Silva L, Pintor AVB, Magno MB, Cavalcante IL, Andrade BAB, Maia LC, Tenorio JR
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi definir a ocorrência de osteonecrose de mandíbula associada a bisfosfonatos (BAONJ) em indivíduos com artrite reumatoide (AR), sendo avaliada tanto a prevalência quanto a incidência. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram a ocorrência de BAONJ em pacientes com AR, com buscas eletrônicas realizadas nas bases de dados Pubmed, Web of Science, Embase, Lilacs, Scopus, Cochranee e na literatura cinzenta até novembro de 2022. A seleção do estudo, extração de dados e avaliação da qualidade dos estudos incluídos foram realizadas por dois pesquisadores independentes, de acordo com a checklist do Joanna Briggs Institute para cada tipo de estudo. Os dados foram agrupados e a certeza da evidência foi avaliada utilizando a abordagem GRADE. Foram incluídos cinco estudos, três de coorte e dois transversais, com amostras variando de 16 a 3.201 pacientes com AR. Somando-se os estudos foram observados 36 casos de BAONJ em pacientes com AR (BAONJ-RA). A prevalência de BAONJ-RA variou de 0,094% a 56,25%, enquanto a incidência variou de 0,4% a 2,21. As mulheres entre a 6ª e a 8ª década de vida foram as mais acometidas e os bisfosfonatos mais utilizados foram o alendronato (n=5) e o ácido zoledrônico (n=9), por via oral e endovenosa, respectivamente, e o tempo do uso variou de 2,7 a 8 anos. A certeza da evidência foi definida como muito baixa.

A ocorrência de BAONJ em pacientes com AR é baixa, mas os médicos devem estar cientes de que essa complicação pode ocorrer mesmo que seja considerada um resultado incomum.

PR0514 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 13h30 - 15h15 - Sala: 7

Análise microtomográfica, cofocal a LASER e histomorfométrica da ozonioterapia na osteonecrose dos maxilares induzida por medicamento
Pereira-Silva M, Hadad H, de Jesus LK, Oliveira MEFS, Macedo SB, Almeida JM, Garcia-Junior IR, Souza FA
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a ozonioterapia como prevenção e/ou o tratamento da osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos. Quarenta ratos wistar foram divididos em cinco grupos: o grupo SAL, no qual foi aplicado soro fisiológico; o grupo ZOL, que recebeu indução de ácido zoledrônico, 0,035 mg/kg por via caudal a cada 15 dias. Os demais grupos foram induzidos com ácido zoledrônico, e distribuídos conforme os tratamentos de ozônio, antes da exodontia (prevenção - GOP), após exodontia (tratamento - GOT) e em ambos momentos (prevenção e tratamento - GOPT). Os animais foram submetidos a exodontia do primeiro molar inferior direito, e após 13 e 23 dias, respectivamente, receberam aplicação de fluorocromo intramuscular de calceína e vermelho de alizarina. Em 28 dias pós operatórios foram obtidos os espécimes e estes analisados por via microtomográfica (microCT), cofocal a LASER e histomorfométrica. A microCT demonstrou maiores médias de BV/TV em todos grupos quando comparados a GC (p<0,001), GC apresentou maior porosidade (p=0,03) e o espaçamento trabecular foi maior no grupo GOT quando comparado ao GOP (p<0,05). A taxa de aposição mineral (MAR) dos grupos GOP foram maiores (20,46±6,31) (p <0,001), seguida do grupo GOT (20,32 ± 7,4). GOT apresentou a maior média de %NBA (68,322±25,296), quando comparado ao grupo GC (p < 0,05), seguido pelo grupo GS (66,039±28,379).

Diante dos resultados pode-se concluir que a ozonioterapia realizada após a exodontia (GOT) pode modular o reparo alveolar em animais induzidos com ácido zoledrônico.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2018/22108-1)
PR0516 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 13h30 - 15h15 - Sala: 7

Avaliação da percepção dos cirurgiões-dentistas radiologistas sobre a ultrassonografia como método de diagnóstico em Odontologia
Bianchini JM, Gialain IO, Nascimento MCC, Soares MQS, Panzarella FK, Junqueira JLC, Oenning ACC
Radiologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A ultrassonografia (US) tem se destacado na Odontologia como uma alternativa não ionizante de diagnóstico, principalmente após o advento da Harmonização oro-facial. Nesse contexto, o objetivo do estudo foi avaliar a percepção e expectativas dos radiologistas odontológicos sobre a US. Um questionário foi enviado aos especialistas cadastrados na Associação Brasileira de Radiologia Odontológica, utilizando a plataforma Google Forms. Além das perguntas referentes à US, foram obtidos dados demográficos (sexo, idade e região de atuação). A amostra foi composta por 204 participantes, sendo 137 do sexo feminino e 67 do sexo masculino, a maior parte na faixa etária de 41 à 50 anos e atuantes na região Sudeste. A maioria dos respondentes (82,6%) ainda não trabalha com a US, apesar do interesse em obter o equipamento (42,2%). Além disso, 46,5% responderam que apresentam conhecimento básico sobre a US e a maioria (96,3%) sinalizou o interesse em aprender mais. Sobre a forma de trabalho do radiologista, 27,5% acreditam no emprego de aparelhos portáteis levados aos consultórios como alternativa mais viável, 28% visualizam o trabalho nos centros de diagnóstico e 39% acreditam nas duas opções. Quase a metade do radiologistas (48,1%) estão dispostos a investir em aparelhos e infraestrutura; 49,3% já buscaram informações sobre custos.

Apesar da indicação eventual da ultrassonografia na Odontologia, a busca dos radiologistas odontológicos por conhecimento técnico-científico, aponta que essa modalidade de imagem é promissora e pode agregar no diagnóstico odontológico.

PR0517 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 15h30 - 17h30 - Sala: 7

Análise do vidro bioativo associado a uma membrana de pericárdio bovino na regeneração óssea guiada em defeitos críticos de calvária de ratos
Delamura IF, Silva BSCE, Viotto AHA, Izumi NS, Baggio AMP, Bizelli VF, Bassi APF
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A busca por biomateriais compatíveis com a capacidade de suprir as exigências para promoção de reconstrução físico biológica em defeitos ósseos tem sido um desafio na área da saúde. Este estudo teve por objetivo avaliar a efetividade do uso de enxerto de vidro bioativo (ActiveBone®) associado à membrana biológica óssea absorvível de pericárdio bovino (Techgraft®) na regeneração óssea de calvárias de ratos. Foram utilizados 20 ratos (Rattus Novergicus Albinus, Wistar), os animais foram divididos aleatoriamente em dois grupos: Grupo 1 - Controle: foi realizado o defeito ósseo no crânio do animal e instalada a membrana biológica absorvível de pericárdio bovino e, na sequência, Grupo 2 - Experimental: o defeito ósseo recebeu enxerto de vidro bioativo e onde foi instalada a membrana biológica absorvível de pericárdio bovino. Após 30 e 60 dias, 5 animais de cada grupo foram eutanasiados, formando os subgrupos controle 30 dias, controle 60 dias, experimental 30 dias e experimental 60 dias. Após o processamento histológico, foram realizadas as análises microscópica e histomorfométrica, observou-se que nos períodos de 30 e 60 dias, o defeito ósseo provocado nos animais apresentou neoformação óssea por toda sua extensão, tanto no Grupo Controle quanto no Grupo Experimental, todavia, sem diferença estatisticamente significante entre os grupos.

Foi possivel concluir que, o vidro bioativo associado à membrana biológica de pericárdio bovino pode ser considerado como material osteocondutivo, visto que, foi efetivo no reparo ósseo de defeitos críticos de calvária de ratos.

(Apoio: FAPESP  N° 2021/00939-1)
PR0518 - Painel Aspirante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 15h30 - 17h30 - Sala: 7

Associação entre estresse, xerostomia e taxa de fluxo salivar
Alves AA, Araujo AM, Cosmo SM, de-Azevedo-Vaz SL, Rosetti EP
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo tem por objetivo avaliar a relação entre estresse, xerostomia e fluxo salivar. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura. Foi realizada uma busca de artigos nas bases de dados PubMed e SciELO, utilizando os descritores "stress", "xerostomia" e "salivary flow", com o operador "AND", limitada a publicações entre 2018 a 2023. Os artigos encontrados foram importados para o Rayyan e duplicatas foram removidas. Foram feitas a leitura dos títulos e resumos. Por último, foi realizada a leitura integral dos artigos. Foram incluídos apenas artigos originais e com textos completos disponíveis. Foram excluídos artigos não relacionados ao objetivo e revisões de literatura. Após aplicados os critérios de elegibilidade foram definidos 6 artigos. O estresse é uma característica constante em nossa sociedade, que pode afetar o sistema nervoso e hormonal, levando a alterações na produção da saliva. Alguns estudos avaliaram que o estresse percebido pode influenciar a taxa de fluxo salivar, entretanto, outros não conseguiram estabelecer uma associação entre o estresse e a taxa de fluxo salivar. A xerostomia, uma sensação subjetiva de secura oral, é um sintoma que também pode ser causado pelo estresse e que pode ou não estar associada a uma redução do fluxo salivar. Uma correlação significativa entre o estresse e a xerostomia foi observada.

O estresse parece estar relacionado com vários aspectos da xerostomia. Entretanto, não foi possível estabelecer uma associação entre o estresse vivenciado e a taxa de fluxo salivar em alguns estudos.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PR0519 - Painel Aspirante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 15h30 - 17h30 - Sala: 7

Imunoexpressão de proteínas relacionadas à autofagia em lesões centrais e periféricas de células gigantes
Andrade AO, Barros EF, Cunha JLS, Souza DN, Silveira EJD, Gordón-Núñez MA, Alves PM, Nonaka CFW
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a imunoexpressão de proteínas relacionadas à autofagia (Atg7, LC3A, LC3B, p62 e p-mTOR) em lesões centrais de células gigantes (LCCG) e lesões periféricas de células gigantes (LPCG). Trinta casos (10 de LCCG agressiva, 10 de LCCG não agressiva e 10 de LPCG) foram submetidos ao método da imunoperoxidase. Sob microscopia de luz (400x), foram estabelecidos os percentuais de células mononucleadas (CM), células gigantes multinucleadas canibais (CGMc) e células gigantes multinucleadas não canibais (CGMnc) positivas (citoplasma e núcleo) em 5 campos de maior imunorreatividade. Constatou-se expressão citoplasmática de Atg7, LC3A, LC3B e p62 em todos os grupos de lesões e tipos celulares analisados, com altos percentuais medianos de positividade. Em CM, CGMc e CGMnc, LCCG e LPCG exibiram baixos percentuais medianos de positividade citoplasmática para p-mTOR. Comparadas às LCCG não agressivas, as LPCG exibiram maiores expressões de LC3B e p62, tanto em CM (p=0,007 e p=0,034, respectivamente) quanto em CGMnc (p=0,034 e p=0,034, respectivamente). Em todos os tipos celulares das LCCG e LPCG, constatou-se maior expressão nuclear de LC3B e p62 em relação às demais proteínas (p<0,05). Em todos os grupos, foram constatadas correlações positivas entre as expressões de proteínas relacionadas à autofagia (p<0,05).

Os resultados sugerem o envolvimento da autofagia na patogênese das LCCG e LPCG. As diferenças no comportamento biológico de LCCG agressivas e não agressivas, no entanto, parecem não estar relacionadas a esse mecanismo intracelular catabólico.

PR0520 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 15h30 - 17h30 - Sala: 7

Tracionamento de corpo adiposo da bochecha para fechamento de comunicação bucossinusal: relato de caso
Teixeira VS, Costa-Oliveira BE, Sousa DMS, Araújo JGL, Borges MES, Araújo JSS
Programa de Pós-Graduação em Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A comunicação bucossinusal é uma complicação ocasionada a partir da via direta de acesso entre a cavidade oral e o seio maxilar. Esta condição é decorrente de injúrias físicas provenientes de radioterapia, infecções e procedimentos cirúrgicos, principalmente, exodontia de primeiros molares superiores. O diagnóstico é baseado em exames clínico e radiográfico, os quais favorecerão a escolha da melhor opção terapêutica: seja rotação de retalhos, utilização de enxertos sintéticos em associação com rotações de retalhos mucosos ou a utilização do corpo adiposo da bochecha. Assim, o objetivo deste estudo foi relatar um caso clínico de fechamento de comunicação bucossinusal utilizando o corpo adiposo da bochecha. Este estudo foi submetido ao Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Ceuma, sendo aprovado sob o protocolo nº 5.681.369. Um paciente do sexo masculino, 26 anos, apresentou comunicação bucossinusal na região de exodontia do dente 26 há cerca de três anos. O tratamento foi realizado sob anestesia local em sessão única e o fechamento da comunicação foi realizado por meio do tracionamento do corpo adiposo da bochecha. O acompanhamento clínico e radiográfico pós-operatório do paciente revelou o reparo da solução de continuidade óssea e boa cicatrização do tecido mole da região, após 6 meses.

Portanto, a utilização do corpo adiposo da bochecha foi eficaz para o fechamento da comunicação bucossinusal relatada, apresentando-se como uma técnica eficaz para reparo dos defeitos intraorais de pequeno e médio portes.

PR0523 - Painel Aspirante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 15h30 - 17h30 - Sala: 7

Análise imunoistoquímica de proteínas relacionadas à autofagia em carcinomas de células escamosas de lábio inferior
Ferreira CR, Sena LSB, Cunha JLS, Silveira EJD, Gordón-Núñez MA, Alves PM, Nonaka CFW
Departamento de odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou as imunoexpressões de proteínas relacionadas à autofagia (Atg7, p62 e p-mTOR) em carcinomas de células escamosas de lábio inferior (CCELI), comparando-as de acordo com características clinicopatológicas (tamanho do tumor, metástase nodal regional, estágio clínico e grau histopatológico de malignidade). Quarenta casos de CCELI foram submetidos ao método da imunoperoxidase. Sob microscopia de luz (400x), foram determinados os percentuais de células positivas (citoplasma e núcleo) para Atg7, p62 e p-mTOR em 10 campos do front de invasão tumoral. A maioria dos casos exibiram expressão citoplasmática de Atg7 (92,5%) e p62 (82,5%). Por sua vez, uma menor proporção dos CCELI revelaram imunorreatividade citoplasmática para p-mTOR (35,0%). Os percentuais de imunopositividade para p-mTOR se revelaram significativamente inferiores aos observados para Atg7 (p < 0,001) e p62 (p < 0,001). Quanto à expressão nuclear, constatou-se uma maior proporção de casos positivos para p62 (92,5%) e menores percentuais de casos imunorreativos para Atg7 (22,5%) e p-mTOR (5,0%). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas expressões citoplasmáticas de Atg7, p62 e p-mTOR, bem como na expressão nuclear de p62, em relação aos parâmetros clínicos e ao grau histopatológico de malignidade dos CCELI (p > 0,05).

A regulação positiva da autofagia pode constituir um evento importante na patogênese dos CCELI. Esse mecanismo intracelular catabólico, contudo, provavelmente não está envolvido na progressão dessas neoplasias.

PR0524 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 15h30 - 17h30 - Sala: 7

Correlação da termografia da região temporomandibular com a qualidade do sono e a hipervigilância da dor
Souza-Junior EF, Pereira CMV, França KP, Arruda MJALLA, Melo DP, Bento PM
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foi avaliado termograficamente a região temporomandibular e correlacionados os achados com a hipervigilância da dor e a qualidade do sono. Tratou-se de um estudo transversal e analítico, com 30 voluntários alfabetizados, maiores de 18 anos, saudáveis e sem barbas ou alterações nos locais de interesse. A qualidade do sono e a hipervigilância da dor foram verificadas pelas respectivas versões validadas em português do Brasil do Pittsburgh Sleep Quality Index e do Pain Vigilance and Awareness Questionnaire. Utilizou-se uma câmera de sensor infravermelho FLIR, modelo T650 Infrared e o software FLIR ResearchIR Max, para a aquisição e análise das imagens, com posterior cálculo da temperatura adimensional. Para guiar as análises foram confeccionadas máscaras de plástico, demarcando os músculos masseter e temporal anterior e a articulação temporomandibular (ATM). Os resultados obtidos dos 30 indivíduos com média de idade de 28,5 + 8,7 anos, apresentaram sono ruim em 50% dos participantes e uma hipervigilância da dor com média de 49,6 + 11,3, havendo, respectivamente, os seguintes valores de correlação com as temperaturas das áreas de interesse: temporal -0,190 (p = 0,31) / -0,057 (p = 0,76); masseter superior -0,217 (p = 0,24) / -0,203 (p = 0,28); masseter médio -0,236 (p = 0,21) / -0,204 (p = 0,20); masseter inferior -219 (p = 0,24) / -261 (p = 0,16) e ATM -0,139 (p = 0,46) / -0,081 (p = 0,66).

Concluindo que as variáveis qualidade do sono e hipervigilância da dor não interferem na interpretação da termografia do complexo temporomandibular.

PR0525 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 15h30 - 17h30 - Sala: 7

Performance diagnóstica da inteligência artificial para detecção e classificação de neoplasia de glândula salivar: revisão sistemática
Tobias RSF, Teodoro AB, Arruda KEM, Leite AF, Valladares-Neto J, Almeida FT, Silva MAG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A inteligência artificial está relacionada à tecnologia usada para desenvolver um software ou uma máquina que pode imitar a cognição e o comportamento humano, como resolução de problemas e processamento de linguagens formais. Essa tecnologia tem a intenção de melhorar o diagnóstico e o planejamento do tratamento nas ciências da saúde e é aplicada em diferentes situações e especialidades. O objetivo deste estudo é fornecer uma síntese da literatura quanto à performance diagnóstica da inteligência artificial quando comparada à interpretação radiográfica humana para detecção e classificação de neoplasias de glândulas salivares. A busca bibliográfica foi realizada em 9 bases de dados eletrônicas e literatura cinzenta para estudos publicados até março de 2023. Os estudos incluídos foram estudos observacionais de acurácia diagnóstica que avaliaram a detecção e classificação de neoplasias de glândulas salivares por meio de inteligência artificial. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta para estudos de diagnóstico QUADAS-2. Adicionalmente foi utilizada uma avaliação específica de qualidade metodológica específica para estudos com inteligência artificial. A análise quantitativa dos dados foi feita por meta-análise e foi usado o GRADE para a certeza da evidência.

As ferramentas de inteligência artificial demonstraram uma performance diagnóstica relativamente alta para detectar e classificar as neoplasias de glândulas salivares em imagens de ressonância magnética e ultrassom, sendo que a maioria dos estudos se concentrou em ressonância magnética.