RESUMOS APROVADOS

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 1402 Resumo encontrados. Mostrando de 461 a 470


PN0693 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 16

Percepção de docentes sobre a aplicação das resoluções das DCN em cursos de graduação em Odontologia
Menezes CC, Leao ATT, Barros MCM
Clínica Odontológica - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou a percepção dos docentes do curso de Graduação em Odontologia do Rio de Janeiro sobre a aplicação das resoluções das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) nos cursos. Um questionário semi-estruturado envolvendo 4 dimensões, Perfil do egresso, Orientação do cuidado em saúde, Integração ensino serviço e Abordagem pedagógica, foi aplicado de forma online, após aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa. As dimensões foram avaliadas utilizando uma escala que variava de "muito pouco" a "muito bom". Seis instituições (IES) participaram, sendo as IES 1, 2 e 6 públicas e 3, 4 e 5 privadas. Uma amostra de 103 docentes participou da pesquisa, totalizando taxa de resposta de 25,7%. A média de idade foi de 50 (±10,1) anos, sendo a maioria mulheres (59,2%). O número de participantes na IES 1 foi 21 (20,4%), IES 2, 19 (18,4%), IES 3, 13 (12,6%), IES 4, 13 (12,6%), IES 5, 24 (23,3%) e IES 6, 13 (12,6%). As 4 dimensões foram bem avaliadas pelos docentes, variando entre "moderado" e "muito bom" com exceção de subdimensões como "Gestão de serviço" que foi considerada como "pouco" pela IES 1 e 6; "Enfoque epidemiológico" e "Equipe de saúde" que foram consideradas como "pouco" e "moderado" pela IES 1; "Vivências no SUS" que teve uma divergência de opiniões nas IES 3 e 4, variando entre "pouco", "moderado" e "muito bom", e "Flexibilização curricular" variou entre "pouco" pela IES 1 e "pouco" e "muito bom" na IES 6.
Observou-se que os docentes avaliaram positivamente as aplicações das resoluções das DCN nos seus respectivos cursos, com variações pontuais nas subdimensões.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PN0696 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 16

Índices de oclusopatias e sua relevância para saúde pública
Gonçalves CS, Moimaz SAS, Saliba TA, Garbin AJI, Garbin CAS, Chiba FY
Saúde Coletiva Em Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As oclusopatias são um problema de saúde pública de alta prevalência, com possibilidade de prevenção e tratamento, que podem provocar alterações funcionais, estéticas, fonoaudiológicas, psicológicas e sociais, afetando a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. O propósito deste estudo foi realizar uma revisão de literatura sobre os índices de oclusopatias e analisar suas aplicações em saúde pública. A revisão incluiu trabalhos nacionais e internacionais publicados nas bases de dados Pubmed, SciELO, Web of Science, Scopus, Bireme e Embase. A busca nas bases de dados considerou o período de 1899 a 2019 e utilizou os seguintes termos: saúde pública, métodos epidemiológicos, índices, levantamentos epidemiológicos, odontologia preventiva, maloclusão, oclusopatia e ortodontia. Esta pesquisa incluiu publicações sobre o desenvolvimento e uso de índices de oclusopatias em estudos clínicos e epidemiológicos, sem restrições de metodologia e linguagem. Foram identificados 52 índices e suas variações, porém a maioria era destinado a avaliações individuais, com difícil aplicação em saúde pública em decorrência da metodologia empregada, como necessidade de especialistas, exames complementares, equipamentos específicos, acompanhamento longitudinal e avaliações exclusivamente objetivas ou subjetivas.
Alguns índices apresentaram aspectos positivos, envolvendo a avaliação de características físicas, funcionais, psicológicas e sociais, entretanto, ainda é um desafio encontrar um índice unânime para aplicação em saúde pública.
PN0698 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 16

Impacto da autoavaliação de saúde bucal e da frequência de escovação dentária sobre a qualidade de vida de pacientes em tratamento oncológico
Machado BMSM, Parreiras SS, Barbosa MCF, Nunes ACMS, Oliveira EJP, Fernandes LA, Lima DC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar dos reconhecidos prejuízos de uma saúde bucal insatisfatória sobre a qualidade de vida, há poucos estudos que avaliem essa relação em pacientes em tratamento oncológico. Este trabalho objetivou avaliar o impacto da autoavaliação de saúde bucal e da frequência de escovação dentária na qualidade de vida de pacientes oncológicos. Trata-se de um estudo descritivo-analítico, realizado com 399 pacientes atendidos por uma instituição da região sul de Minas Gerais. Frequência de escovação e autoavaliação de saúde bucal foram obtidas por meio de entrevista; a qualidade de vida foi avaliada por meio do instrumento EORTC QLQ-C30. A estatística consistiu de análises bivariadas seguidas da utilização de modelos generalizados lineares múltiplos. Os resultados indicaram melhor qualidade de vida na subescala de capacidade social e pior qualidade de vida na subescala de insônia. A autoavaliação de saúde bucal ruim foi associada a piores escores de qualidade de vida nas subescalas de capacidade funcional (p =0,006), capacidade emocional (p = 0,013), capacidade cognitiva (p = 0,008), capacidade social (p = 0,022), fadiga (p = 0,007) e dor (p = 0,024). A frequência de escovação dentária não foi associada a nenhuma subescala do instrumento.
Conclui-se que a autoavaliação de saúde bucal ruim foi associada a pior qualidade de vida, entretanto, a frequência de escovação dentária não foi capaz de impactar a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.
PN0699 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 16

Análise do sistema de referência e contrarreferência na especialidade de Endodontia, em Contagem, Minas Gerais, Brasil
Oliveira-Júnior M, Mello VMBM, Werneck MAF, Mattos FF, Vargas-Ferreira F, Abreu MHNG, Martins RC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou a referência e contrarreferência entre a atenção primária e secundária no serviço de Endodontia do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de Contagem, Minas Gerais. Trata-se de um estudo transversal quantitativo que utilizou dados secundários do Sistema de Informação Municipal e prontuários do CEO, do período de 2009 a 2014. Os dados foram analisados por meio do Teste Exato de Fisher, por meio do programa Stata 14.0. Um total de 507 pacientes foi referenciado para o serviço de Endodontia no CEO, sendo a maioria do sexo feminino (71,7%), com idades entre 31 a 59 anos. Um total de 521 dentes foram tratados endodonticamente, sendo 50,29% multirradiculares. O tempo médio de tratamento nas diferentes regiões de Contagem foi de 3,12 meses. A perda de dentes antes de iniciar o tratamento endodôntico foi menor na faixa etária de 19-59 anos (28,57%). A taxa de abandono do tratamento após a primeira consulta foi mais alta na região Industrial (85,34%), faixa etária de 60 anos ou mais (84,21%) e no sexo feminino (80,88%), mas sem diferença estatística (p>0,005). A taxa de dentes sem restauração temporária não diferenciou estatisticamente entre as regiões (23,81%; p>0,005), e foi maior para o sexo masculino (28,8%) e na faixa etária de 6 a 12 anos (41,6%).
É necessário monitorar a indicação correta de tratamento endodôntico, realização de restaurações temporárias nos dentes encaminhados, tempo de encaminhamento e de espera pelo tratamento endodôntico, e redução do intervalo de tempo médio entre a primeira consulta no CEO e conclusão do tratamento.
(Apoio: CAPES)
PN0702 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 16

Insegurança quanto ao processo de trabalho dos profissionais de saúde bucal do SUS durante a pandemia de Covid-19 no Ceará
Silva RADA, Calvasina PG, Pereira PM, Firmeza LMD, Teixeira AKM
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A pesquisa analisou o processo de trabalho dos profissionais de saúde bucal do Sistema Único de Saúde do Ceará, e identificou os fatores associados à insegurança quanto a realização de suas funções laborais durante a pandemia de COVID-19. Foram utilizados dados secundários coletados pela Coordenadoria de Atenção à Saúde do Ceará em maio de 2020, período do pico da primeira onda de COVID-19 no estado. Foram analisadas as variáveis relacionadas com à formação e atuação profissional, o processo de trabalho durante a pandemia e o contágio de COVID-19. Os dados foram analisados no software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) 22.0 considerando um nível de confiança de 95%. Observou-se que os profissionais que relataram maior insegurança para exercer o trabalho odontológico na pandemia eram aqueles com maior tempo de formado (p=0,004), sem acesso às informações sobre os novos protocolos odontológicos (p<0,001) e aos equipamentos de proteção individual adequados (EPI) (p<0,001). A ausência de EPI adequado esteve mais presente entre os técnicos e auxiliares de saúde bucal (p<0,001) e nos que atuavam no interior do estado (p<0,001).
Conclui-se que apesar do baixo número de profissionais de saúde bucal infectados pela COVID-19, estes atuavam em situação de insegurança laboral durante o primeiro pico da pandemia, seja por falta de acesso ao EPI ou por falta de atualização profissional, o que evidencia a necessidade de mobilizar esforços da gestão para garantir condições de trabalho adequadas aos profissionais do SUS durante a pandemia.
PN0704 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 16

Dentição funcional preserva a eficiência mastigatória em adultos?
Campos FL, Rhodes GAC, Vasconcellos WA, Sampaio AA, Chalub LLFH, Ferreira RC
Odontologia Social e Preventiva - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se comparar a eficiência mastigatória entre indivíduos com dentição completa (DC), com e sem dentição funcional (DF). Exames bucais (Kappa>0.60) foram realizados em uma amostra probabilística por conglomerados de um estágio de adultos de um município brasileiro. Cada participante completou 20 ciclos mastigatórios com uma goma de mascar de duas cores. Espécimes foram obtidos por prensagem da goma entre duas placas de vidro, escaneados em ambos os lados e salvos como imagem digital. Análise colorimétrica das imagens avaliou o grau de mistura das cores pela obtenção da variância circular do matiz (VCM), usando o software ViewGum© (Dhal Software, Greece). Menor VCM indica melhor performance mastigatória. DF foi avaliada pelo sistema de classificação hierarquizado que considera: presença de 10 dentes em cada arco, de 12 dentes anteriores, de pares de oclusão posteriores em pré-molares e molares. A condição dentária foi classificada em: DC (32 dentes), DF e outras configurações dentárias reduzidas. Os dados foram analisados por teste Kruskal Wallis (p<0,05). Participaram 160 indivíduos, dos quais 15 (8,83%) possuíam DC, 69 (43,21%) DF e 76 (47,96%) outras configurações dentárias reduzidas, cujas medianas e intervalos interquartílicos de VCM foram, respectivamente, 0,21 (0,12), 0,24 (0,12), e 0,28 (0,13).
Não houve diferença estatística significativa da eficiência mastigatória entre os grupos (X2 (2) = 4,718; p> 0,05). A eficiência mastigatória em indivíduos com DF foi semelhante aos indivíduos com DC.
(Apoio: CAPES)
PN0708 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Automedicação- Análise e dimensionamento dos fatores de risco e estilo de vida associado ao uso de antibióticos
Batista JA, Wakayama B, Saliba TA, Garbin AJI, Garbin CAS
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se dimensionar a prevalência de adultos e idosos, que fazem uso de antibióticos sem prescrição, identificando as possíveis associações com os fatores de risco da automedicação e o estilo de vida dos indivíduos. Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e quantitativo. Fizeram parte do estudo 537 sujeitos que procuraram atendimento nas unidades de saúde da atenção primária. Para a condução da pesquisa foram utilizados dois instrumentos: um inquérito semiestruturado e o questionário "Estilo de Vida Fantástico". Após a coleta dos dados, foram empregados os testes da análise bivariada, regressão logística binomial, e o teste não paramétrico de Mann-Whitney. Foi possível verificar que dos 537 participantes da pesquisa, 40,6% se automedicaram com antibióticos, nos últimos 12 meses. Verificaram-se associações entre a variável dependente e, a presença de dor atualmente (OR=2,390 IC95% 1,414-4,041), estoque domiciliar (OR=2,124 0 IC95% 1,122-4,021) e uso de medicamentos por recomendação (OR=1,722 IC95% 1,127-2,631). Além disso, o grupo de indivíduos que utilizaram antibiótico sem prescrição no último ano, apresentaram os menores valores em todos os domínios avaliados pelo 'Estilo de Vida Fantástico", e tiveram as maiores proporções no score final, "Regular e Precisa melhorar".
Conclui-se que expressiva parte dos usuários da Atenção Primária à Saúde, já fez uso de antibiótico sem prescrição, e os fatores de risco associados a seu uso foram: presença de dor e estoques domiciliares, uso sob recomendação e estilo de vida negativo destes indivíduos.
(Apoio: CAPES)
PN0709 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Prevalência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM) e fatores associados em idosos de uma cidade do Sul do Brasil
Sachetti DG, Rosalen NP, Trevizan TC, Zatt FP, Fernandez MS, Muniz FWMG, Colussi PRG
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a prevalência de hipertensão (HAS) e diabetes (DM) e os fatores a elas associados. Estudo observacional transversal de base domiciliar com amostra probabilística por conglomerado foi realizado em 282 idosos com ≥60 anos de Veranópolis/RS. Questionário estruturado foi aplicado. Os autorrelados das condições foram obtidos através da pergunta: "Você tem algum problema de saúde que tenha durado, ou que provavelmente vai durar mais do que um ano?" Também foram considerados doentes os idosos que reportaram serem usuários da medicação com princípio ativo principal para essas condições. Análises uni- e multivariadas foram realizadas, utilizando-se regressão de Poisson com variância robusta, para verificar associações. A prevalência de HAS foi de 71,3% (n=142) e de DM foi de 21,6% (n =61). A idade, a obesidade e o uso de outras medicações foram associados à HAS. A cada aumento de um ano da idade, há um aumento de 1,1% na Razão de Prevalência (RP) de o idoso ter HAS [1,011 (1,001-1,020)]. Idosos obesos tiveram 24,5% maior RP para ter HAS [1,245 (1,085-1,430)]. Idosos não usuários de outros tipos de medicamentos tiveram 26,3% menor RP para ter HAS [0,737 (0,596-0,911)]. A atividade física foi associada ao DM. Idosos ativos tiveram 57,4% menor RP para ter DM [0,426 (0,245-0,740)].
Constatou-se uma alta prevalência de HAS e de DM nos idosos, que foram a fatores demográficos, de saúde geral e comportamentais.
PN0710 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Hepatite B sob o olhar de estudantes do curso de Auxiliar em Saúde Bucal
Carneiro CSA, Gomes AMP, Saliba TA, Garbin AJI, Garbin CAS
Doutorado Saúde Coletiva Em Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar o conhecimento e comportamento de estudantes do curso de Auxiliar em Saúde Bucal (ASB) sobre Hepatite B, em relação aos riscos de contaminação, prevenção e condutas frente à exposição ao vírus. Trata-se de um estudo transversal e descritivo, conduzido em um instituto de capacitação para ASB (n=65), no ano de 2019, em Santo Amaro, São Paulo, Brasil. O instrumento de coleta de dados foi um questionário autoadministrado, que contemplou perguntas sobre o perfil sociodemográfico desses estudantes, formas de transmissão da Hepatite B, condutas frente à exposição ao vírus e questões sobre o esquema vacinal. Do total, 86.15% afirmaram que já haviam sido orientados sobre a Hepatite B, porém o agente etiológico mostrou-se desconhecido para 83.08% dos alunos. Quando questionados se já haviam sido imunizados, 61.54% responderam que sim; e destes, 38.46% afirmaram ter recibo 3 doses da vacina. Dentre os alunos que já atuavam como ASB, a grande maioria (80.09%) afirmaram não utilizar EPI completo (luva, máscara, jaleco e óculos), não havendo associação estatisticamente significante em relação ao uso e tempo de atuação profissional. Para 35.38%, o risco de contrair Hepatite B é muito alta para esses profissionais.
Portanto, conclui-se que há um conhecimento inadequado dos estudantes sobre Hepatite B e uma subconscientização no que diz respeito às condutas de biossegurança e às falhas em seus esquemas vacinais. Para tanto, programas de orientação contínua devem ser fornecidas a todos os profissionais da saúde, para que haja uma melhora neste quadro.
(Apoio: CAPES  N° 54227416.0.0000.5420)
PN0712 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 17

Associação de características sociodemográficas, saúde mental e qualidade do sono com o medo do COVID-19 em uma população idosa brasileira
Carletti TM, Meira IA, Gama LT, Medeiros MMD, Cavalcanti YW, Rodrigues Garcia RCM

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Compreender o estado mental dos idosos brasileiros durante a pandemia é importante para determinar ações de saúde pública voltadas a este segmento populacional. Este estudo objetivou determinar se o medo do COVID-19 está correlacionado às características sociodemográficas, saúde geral, saúde mental e qualidade do sono em idosos brasileiros. Idosos com ≥ 60 anos, provenientes de todas as regiões do Brasil, responderam a um questionário online sobre suas características sociodemográficas, saúde geral, níveis de estresse, ansiedade e depressão (DASS-21), qualidade do sono (Índice de Pittsburgh), e medo da COVID-19 (Escala FCV-19S). Os dados foram analisados ​por estatística descritiva (α = 5%). No total, 705 idosos (idade média = 66±5 anos) participaram da pesquisa, sendo a maioria (82,7%) mulheres, graduadas e procedentes da região Sudeste. O medo do COVID-19 correlacionou-se positiva e moderadamente com a qualidade do sono (r2 = 0,424; p <0,001) e sintomas de depressão (r2 = 0,518; p <0,001), ansiedade (r2 = 0,587; p <0,001) e estresse (r2 = 0,595; p <0,001). Além disso, o medo da COVID-19 também foi associado ao gênero feminino (B = 0,061, p <0,05). Idosos da região Norte (B = 0,132) e Nordeste (B = 0,067) e aqueles com diabetes (B = 0,047) apresentaram maior medo da COVID-19 (p <0,05).
Conclui-se que o medo do COVID-19 está presente principalmente entre mulheres idosas brasileiras e pacientes diabéticos. Além disso, apresentar medo do COVID-19 aumenta os sintomas de ansiedade e estresse, e piora a qualidade do sono na população idosa brasileira.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 140391/2020-7)