Coesão familiar associada à autopercepção da necessidade de tratamento odontológico em adolescentes: Achados de um estudo transversal
Prata IMLF, Neves ETB, Lima LCM, Dutra LC, Ferreira FM, Paiva SM, Granville-Garcia AF
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente trabalho teve como objetivo avaliar a associação entre coesão familiar e a autopercepção da necessidade de tratamento odontológico em adolescentes. Foi realizado um estudo transversal representativo com 746 escolares de 15 a 19 anos em uma cidade do interior do Nordeste do Brasil. Os pais/ responsáveis forneceram informações sobre dados sociodemográficos e os adolescentes responderam a questionários sobre a autopercepção da necessidade de tratamento odontológico, dor de dente nos últimos 6 meses e coesão e adaptabilidade familiares (FACES III). Dois examinadores calibrados (K> 0,80) aplicaram o BREALD-30 para medir o nível de Alfabetismo em Saúde Bucal (ASB) dos adolescentes e realizaram o diagnóstico de cárie dentária utilizando o índice Nyvad. Foi realizada análise descritiva, seguida de análise não ajustada e ajustada por meio da regressão logística robusta para amostras complexas (p<0,05). A prevalência de autopercepção da necessidade de tratamento odontológico foi de 88,6%. Presença de cárie dentária (OR = 2,10; IC 95%: 1.22-3.61), perda de dentes permanentes por cárie (OR = 15,81; IC 95%: 2,14-116,56), presença de dor de dente (OR = 1,87; IC 95%: 1,06-3,31) e coesão familiar do tipo aglutinada (OR = 10,23; IC 95%: 3,96-26,4) foram associadas à autopercepção da necessidade de tratamento odontológico. Cárie dentária, dor de dente, perda dentária e coesão familiar do tipo aglutinada influenciaram a autopercepção da necessidade de tratamento odontológico em adolescentes de 15 a 19 anos. (Apoio: CAPES)PN0714 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Impacto do isolamento social durante a pandemia da Covid-19 na qualidade de vida de estudantes de Odontologia
Silva TVS, Vieira LM, Cardoso AMR, Oliveira RVD
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Avaliar o impacto do isolamento social na qualidade de vida de estudantes de odontologia. Utilizou-se formulários Google abordando aspectos sociodemográficos; avaliação da qualidade de vida (WHOQOL-breve) e escala de ansiedade, depressão e estresse (EADS-21).Dados foram analisados com testes Mann Whitney e Kruskal-Wallis; além de Correlação de Pearson para verificar relação entre escores de WHOQOL-breve e EADS-21(α=0.05). Participaram 249 estudantes, sendo 80,3% mulheres, entre 18 e 23 anos (70,7%), que estavam em capitais (57,8%), com familiares ou parentes (95,2%). Observou-se níveis normais de estresse (46,2%), ansiedade (39,4%) e depressão (41,8%).Houve prejuízo nos domínios físico (46,42± 13,12) e psicológico (62,50 ±18,75) da qualidade de vida. Mulheres e estudantes mais jovens apresentaram níveis significativamente maiores de estresse, ansiedade e depressão. Mulheres foram mais prejudicadas nos domínios físico, psicológico e ambiental; estudantes mais jovens, no domínio psicológico. Observou-se prejuízo significativo no domínio físico aqueles que estiveram em cidades interioranas e nos domínios psicológico e social daqueles que estiveram sozinhos. Houve correlação positiva entre as variáveis estresse, ansiedade e depressão; além de correlação negativa entre essas variáveis e os domínios de qualidade de vida, sendo maior entre depressão e o domínio psicológico. Os achados evidenciaram que estudantes mais jovens, do sexo feminino, que estiveram sozinhos e em cidades do interior apresentaram pior qualidade de vida.PN0717 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Aids no Brasil: Perfil epidemiológico com base nos dados notificados nas duas últimas décadas
Ribeiro AD, Figueirêdo-Júnior EC, Cruz JHA, Marques MHVP, Marinho SA, Pereira JV
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) produz um comprometimento imunológico gradual e contínuo, cuja evolução da viremia pode acarretar na Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Visto que, a infecção pelo HIV e a Aids constituem problemas de saúde pública mundial, torna-se importante conhecer seu perfil epidemiológico no Brasil. Assim, este estudo ecológico retrospectivo, descritivo de abordagem quantitativa traz um panorama dos casos de Aids notificados nacionalmente no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) entre os anos de 2000 a 2020. Nas duas décadas avaliadas foram notificados um total de 554.773 casos, acometendo majoritariamente indivíduos do gênero masculino, heterossexuais, na terceira década de vida, cor/raça branca e baixo grau de escolaridade. A maioria dos casos notificados encontra-se respectivamente nas regiões Sudeste e Sul. Percebe-se que embora a infecção pelo HIV no Brasil tenha apresentado transições no perfil epidemiológico, há ainda um perfil caracterizado pela heterossexualização, bem como da feminização e interiorização crescentes conforme perfil historicamente evidenciado no país.PN0719 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Perfil sociodemográfico e de saúde das gestantes com HIV/AIDS do município de Curitiba-PR do ano de 2018
Perotta M, Ignácio SA, Werneck RI, Rocha JS, Moysés SJ
Odontologia - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Investigação sobre dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) das gestantes HIV positivo do município de Curitiba, em 2018, descrevendo o perfil sociodemográfico e os dados gestacionais. Estudo de natureza epidemiológica observacional, com abordagem quantitativa, transversal em bases de dados secundários. Foram processadas distribuições de frequências e aplicado o teste qui-quadrado. A amostra constou de 98 gestantes com média de idade de 29,6; dessas, 51% estavam na faixa etária de 26 a 35 anos, 78,6% eram brancas e 19,4% tinham o ensino médio incompleto. Gestantes que se contaminaram com o vírus do HIV por via sexual somaram 72,4%; ainda, 70,4% receberam a confirmação laboratorial da infecção antes do início do pré-natal e 51,1% estavam no 1º trimestre ao ser feita a notificação. Curitiba tem uma rede de atenção materno-infantil, a Rede Mãe Curitibana Vale a Vida, refletindo-se em 95,9% das gestantes terem realizado pré-natal, 91,8% terem feito uso profilático de antirretrovirais, 74,5% terem recebido antirretrovirais durante o parto, 86,7% dos bebês terem nascidos vivos e 81,6% deles terem iniciado a profilaxia antirretroviral nas primeiras 24 horas após o parto. Foi observada uma correlação significativa entre a realização do pré-natal e a evolução da gravidez para o desfecho do bebê nascido vivo. A cesárea eletiva foi o tipo de parto realizado pela maioria das gestantes, embora 56,1%, delas tivessem feito uso de antirretrovirais tanto como profilático quanto durante o parto, o que poderia possibilitar a realização do parto vaginal. (Apoio: CAPES)PN0720 - Painel Aspirante
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9 - Odontogeriatria
Associação da função mastigatória com a configuração edêntulo-protética e condição da prótese em idosos institucionalizados
Medeiros MMD, Figueredo OMC, Pinheiro MA, Oliveira LFS, Wanderley RL, Araújo ECF, Cavalcanti YW, Rodrigues Garcia RCM
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A configuração edêntulo-protética e condição da prótese podem afetar a mastigação em idosos. Entretanto, essa relação tem sido pouco explorada em idosos institucionalizados. Esse estudo transversal multicêntrico objetivou avaliar a associação da performance mastigatória (PM) e do limiar de deglutição (LD) com a configuração edêntulo-protética e condição da prótese em idosos institucionalizados. Idosos usuários de próteses (n = 194) foram incluídos e categorizados quanto a configuração edêntulo-protética em: (1) desdentados totais ou parcialmente dentados usuários de prótese removível (PR) nas duas arcadas dentárias, (2) parcialmente dentados com PR em apenas uma arcada, e (3) desdentados totais com prótese total (PT) em apenas uma arcada. A PM foi avaliada por meio de goma de mascar de duas cores, enquanto o LD foi determinado pelo número de ciclos mastigatórios realizados até deglutir 3,7g de amendoim. A condição das próteses foi avaliada por meio da estabilidade, retenção, oclusão, dimensão vertical (DV) e presença de defeitos. Os dados foram submetidos a análise de Regressão Linear e de Tweedie (α = 0,05). Pior PM e LD foram associados ao uso de PT em apenas uma arcada dentária (p < 0,05). Usuários de próteses com má oclusão e inadequada DV também apresentaram pior PM e LD (p < 0,05). Em contraste, melhor PM e LD foram, respectivamente, associados à boa estabilidade e ausência de fratura nas próteses (p < 0,05). Conclui-se que pior configuração edêntulo-protética e má condição das próteses afetam negativamente a função mastigatória em idosos institucionalizados. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2018/06185-6)PN0724 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Fatores socioeconômicos associados a condição periodontal de adolescentes em São Paulo
Brito ACM, Lucena EHG, Vieira V, Frias AC, Pereira AC, Cavalcanti YW
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo verificou a associação entre fatores socioeconômicos e a condição periodontal de adolescentes. Dados do relatório da Pesquisa Estadual de Saúde Bucal de São Paulo (SBSP 2015) foram utilizados para identificar a condição periodontal de adolescentes de 15 a 19 anos, a partir do índice periodontal comunitário. Fatores contextuais (IDH municipal, índice de Gini municipal, cobertura de saúde bucal na atenção básica e número de raspagens supragengivais em 2015) e fatores individuais (sexo, idade, cor da pele, renda e escolaridade) foram analisados sob um modelo de regressão múltipla de Poisson. Variáveis com p<0,20 foram mantidas no modelo final, sendo obtidas medidas de razão de prevalência (RP) e intervalo de confiança 95% (IC95%). Dados epidemiológicos de 4316 adolescentes incluídos no modelo final demonstraram que aqueles que residiam em municípios com maior índice de Gini (RP= 1,857, IC95%=1,263-2,730) apresentaram pior condição periodontal. A cobertura em saúde bucal e o número de procedimentos periodontais não apresentaram efeito significativo na condição periodontal. Adolescentes com maior idade (RP= 1,042, IC95%=1,030-1,054), cor da pele preta (RP= 1,083, IC95%=1,013-1,159) ou parda (RP= 1,092, IC95%=1,051-1,134), com renda familiar menor que R$ 1.500,00 (RP= 1,058, IC95%=1,022-1,096) e com menos de 8 anos de estudo (RP= 1,073, IC95%=1,028-1,121) apresentaram maior prevalência de bolsas periodontais rasas ou profundas. Pior condição periodontal em adolescentes está associada a fatores socioeconômicos contextuais e individuais.PN0725 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Motivo da consulta odontológica entre gestantes atendidas em uma faculdade de odontologia, no período 2000-2019
Santos MO, Matos M, Dorighello L, Silva SRC, Rosell FL, Valsecki Junior A, Tagliaferro EPS
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou investigar o motivo da consulta odontológica entre gestantes atendidas na Faculdade de Odontologia de Araraquara (FOAr/UNESP), no período 2000-2019, bem como os preditores associados. Dados sobre a gestação, questões sociodemográficas, motivo da consulta, história médica, condição bucal, acesso a dentista, hábitos deletérios e de higiene bucal foram registrados por graduandos do 3º ano do curso durante a anamnese e coletados por meio de consulta aos prontuários odontológicos (n=834). As associações entre as variáveis independentes e o desfecho (motivo da consulta odontológica) foram testadas em modelos de regressão logística simples e múltiplo hierárquico. A idade média das gestantes foi de 26,4 anos. A maioria relatou ser de etnia branca (77,70%), ter sangramento gengival ao escovar os dentes (53,96%) e escovar os dentes ao menos 2 vezes ao dia (76,74%). A minoria das gestantes mencionou ter aftas (13,31%), boca seca (30,58%) e usar fio dental (45,68%). Apenas 4,20% procuraram atendimento por rotina/prevenção, 91,36% por necessidade de tratamento e 4,44% por outros motivos. A presença de dor foi relatada por 46,64% das gestantes e os preditores significativamente associados (p<0,05) foram a presença de boca seca (OR=1,50; IC95% 1,09-2,07) e o não uso de fio dental (OR=1,48; IC95% 1,08-2,02). Conclui-se que as gestantes com hábitos de higiene bucal inadequados ou que tinham a sensação de boca seca tiveram maior probabilidade de procurarem atendimento odontológico por motivo de dor. (Apoio: FAPESP)PN0728 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Tendência das desigualdades socioeconômicas na autopercepção de saúde bucal de brasileiros adultos entre 2013 e 2019
Karam SA, Schuch HS, Demarco FF, Corrêa MB
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou comparar a distribuição da prevalência de percepção negativa de saúde bucal em dois inquéritos populacionais no Brasil. Estudo descritivo realizado com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) dos anos 2013 e 2019. Foram avaliados adultos, maiores de 18 anos que responderam à pergunta sobre a autopercepção de saúde bucal (N2013=60.202 e N2019=88.531), desfecho de interesse que foi dicotomizado em percepção positiva (muito boa e boa) e negativa (regular, ruim e muito ruim). Os estratificadores foram características socioeconômicas (sexo, idade, cor da pele, escolaridade e renda domiciliar) e de saúde bucal (edentulismo, tempo e motivo da última consulta odontológica). Teste Qui-quadrado de Pearson foi utilizado para frequências absolutas, relativas e os intervalos de confiança de 95% (IC95%). A prevalência de percepção negativa de saúde bucal foi de 32,5% (IC95% 31,79-33,22) em 2013 e 31,7% (IC95% 29,57-34,00) em 2019. Em relação percepção negativa de saúde bucal, a diferença entre o quintil mais pobre e o mais rico era de 23 p.p em 2013, enquanto em 2019 essa diferença caiu para 8 p.p. Em 2013, a diferença entre os indivíduos com menor escolaridade e os mais escolarizados era de 26 p.p, aproximando-se de zero em 2019. Tanto em 2013 quanto em 2019, os indivíduos que consultavam por motivo curativo percebiam de forma negativa sua saúde bucal quase duas vezes mais que os que consultavam preventivamente. Observou-se uma redução na prevalência de percepção negativa de saúde bucal, tanto de maneira geral quanto estratificada no período de seis anos. (Apoio: CAPES N° 001)PN0732 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Satisfação de pacientes atendidos em unidades militares: um estudo piloto baseado nas habilidades de comunicação do dentista
Pimentel TO, Melo LRLO, Pacheco DF, Prado M, Tannure PN
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se, através deste estudo piloto, mensurar a satisfação dos pacientes atendidos no serviço odontológico de duas unidades militares. Durante um período de dois meses, 60 pacientes responderam a um roteiro de perguntas sociodemográficas e a versão brasileira do questionário validado, Dental Patient Feedback on Consultation (DPFC), baseado nas habilidades de comunicação do dentista. O DPFC possui 16 perguntas (Q1-Q16) e sua escala de respostas varia de 0 (nenhuma comunicação entre o dentista e o paciente) a 3 (excelente comunicação entre ambos). Os dados coletados foram analisados descritivamente. A amostra foi composta, em sua maioria,por homens (63,3%), brancos(51,7%), casados(65,0%), com ensino superior completo (61,7%) e renda de 4-6 salários mínimos (30,0%) e cujo tratamento odontológico estava em curso (61,7%). Quanto ao DPFC, a pontuação média obtida foi de 2,9 (±0,2;min-max:2,3-3,0). Todos os participantes (N=60) declararam estar muito satisfeitos em relação a escuta ativa do dentista (Q3) e em relação as orientações sobre o tratamento (Q16). As médias de pontuações mais baixas foram observadas nos questionamentos referentes a contribuição do dentista e do paciente no tratamento odontológico (Q5:2,8) e a influência de hábitos familiares/histórico médico na saúde bucal do paciente (Q9:2,3). Conclui-se que a maioria dos pacientes das unidades militares analisadas estavam muito satisfeitos com a comunicação estabelecida entre eles e o dentista.PN0733 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Prevalência de cibercondria entre dentistas brasileiros e portugueses
Schavarski CR, Pinho TMC, Abreu MHNG, Baptista ASC, Cruz AJS, Pordeus IA, Paiva SM, Serra-Negra JMC
Odontologia - CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE APUCARANA / FACULDADE DE APUCARANA - FAP
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A cibercondria é uma alteração psiquiátrica que afeta pessoas que de forma compulsiva consultam na internet os sintomas de diferentes patologias que acreditam estar sofrendo e, ao se influenciarem pelo que leem, têm certeza de ter alguma dessas doenças. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de cibercondria e fatores associados entre dentistas brasileiros e portugueses. Participaram deste estudo transversal, 597 dentistas brasileiros e portugueses, contatados via whatsApp através de um questionário online na plataforma Google Forms no período de 17-31 de janeiro/2021. Coletou-se informações sociodemográficas e a cibercondria foi mensurada através da versão em língua portuguesa da Cyberchondria Severity Scale. Análise descritiva e um modelo de regressão logística binária foram os testes estatísticos utilizados (p<0,05). A maioria dos participantes eram brasileiros (62,8%), eram mulheres (75,5%), casados (60,5%) e com filhos (55,6%). A média de idade foi 42,1 anos (+ 12,5). No modelo final, verificou-se que a cada aumento de um ano de vida, diminuiu a chance de alto nível de cibercondria (OR = 0,97; IC95% 0,95-0,98). Os dentistas brasileiros tiveram 1,85 vezes mais chance (IC 95% 1,25-2,75) de apresentarem alto nível de cibercondria comparados aos portugueses. As mulheres tiveram 1,62 vezes mais chance (IC 95% 1,07-2,44) de alto nível de cibercondria, em comparação aos homens. Concluiu-se que altos níveis de cibercondria entre dentistas desta amostra, foram associados a faixa etária mais jovem, nacionalidade brasileira e do sexo feminino. (Apoio: CNPq - FAPEMIG N° 405301/2016-2)