Fatores associados à cárie dentária em indivíduos com Hipertensão Arterial Sistêmica da cidade de Manaus - AM
Silva JHR, Freitas YNL, Rebelo Vieira JM, Castro PHDF, Rebelo MAB
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do presente estudo foi investigar os fatores associados à cárie dentária em indivíduos com Hipertensão Arterial Sistêmica da cidade de Manaus - AM, a partir do banco de dados do projeto "Avaliação do impacto das condições de saúde bucal na qualidade de vida de hipertensos e diabéticos". Os dados envolveram uma amostra representativa (n=195) dos adultos e idosos com Hipertensão Arterial Sistêmica do referido município. As variáveis independentes aferiram as condições sociodemográficas (sexo, idade, renda, cor da pele e zona de moradia), tabagismo, etilismo, utilização de serviços odontológicos e tempo de uso de medicação. O desfecho foi investigado a partir do índice CPO-D. Observou-se, portanto, uma média de 24,29 (±7,82) para o CPO-D, com médias de 2,33 (±4,26), 20,31 (±10,76), e 1,66 (±3,12) para os componentes "Cariados", "Perdidos" e "Obturados", respectivamente. A análise multivariada revelou que "ser idoso" [RP = 1,38 (1,27-1,50)] e "não ter frequentado o dentista no último ano" [RP = 1,12 (1,02-1,22)] foram fatores que permaneceram associados a uma maior média do índice CPO-D. Os achados indicaram uma alta prevalência da cárie e suas consequências na população investigada. Desta forma, recomenda-se que a atenção à saúde bucal deva integrar os cuidados aos pacientes com hipertensão arterial sistêmica.PN0758 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Associação da saúde bucal, fatores sociodemográficos e antropométricos com coesão e adaptabilidade familiar em adolescentes
Soares CF, Sousa AM, Silva TCL, Vajgel BCF, Cimões R
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Investigou-se coesão e adaptabilidade familiar e a associação com saúde bucal, fatores sociodemográficos, utilização de serviços odontológicos e dados antropométricos. Estudo transversal, amostra randomizada de 790 adolescentes de escolas públicas estaduais de Camaragibe-PE. Foram avaliados de acordo com o CPOD, profundidade e sangramento à sondagem, nível gengival, trauma dentário, má oclusão e IMC. Responderam à escala FACES III sobre funcionamento familiar e um questionário sobre questões sociodemográficas e utilização de serviços odontológicos. Variáveis com até 25% de significância na análise bivariada foram levadas para a análise multivariada e as conclusões foram tiradas considerando 5% de significância. Média de 16,15 anos de idade, 50,6% mulheres e 46,3% pardos. A coesão foi baixa no sexo feminino (p=0,032), baixa escolaridade do pai (p=0,044) e da mãe (p=0,029), no fato de ter gengivite (p=0,021) e nunca ter ido ao dentista (p=0,037); alta coesão associada ao trauma (p=0,031) e ausência de cárie (p=0,027). Adaptabilidade foi baixa nas raças preta e amarela (p=0,034), baixa escolaridade da mãe (p=0,041), baixa renda (p=0,030) e overjet acentuado (p=0,002). Na análise multivariada, a coesão foi baixa na baixa escolaridade da mãe (p=0,010); coesão alta à ausência de cárie (p=0,042); adaptabilidade baixa ao overjet acentuado (p=0,010), à presença de cárie (p=0,038); adaptabilidade alta aos adolescentes mais velhos (p=0,031). Famílias com coesão e adaptabilidade baixas exibiram os piores índices de saúde bucal e fatores relacionados a esta.PN0760 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Impacto do tabagismo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal: um estudo transversal
Soares AC, Picciani BLS, Assaf AV, Silveira FM, Gomes CC, Neves BTP, Valente MIB
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE- PÓLO NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Os efeitos adversos do tabaco na saúde bucal são bem documentados, porém, seu impacto na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) ainda é mal compreendido. Assim, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o impacto do tabagismo na QVRSB. Realizou-se um estudo transversal, observacional e analítico com uma amostra de fumantes e não fumantes atendidos em uma universidade pública do Rio de Janeiro. Foram coletados dados sociodemográficos e avaliado o impacto dos problemas bucais na QVRSB através do "Oral Health Impact Profile" (OHIP-14). Realizou-se o exame oral dos participantes, registrando-se o Índice Periodontal Comunitário (CPI), o Índice de Perda de Inserção Periodontal (PIP) e o CPO-D (Dentes Cariados, Perdidos e Obturados). Os dados foram analisados através de estatística descritiva e inferencial. Valores de p < 0.05 foram considerados significativos. Participaram 207 indivíduos sendo 112 não fumantes e 95 fumantes, entre estes, 54,25% eram do sexo masculino (p = 0,039), 54,72% relataram fumar mais de 11 cigarros/dia e o tempo médio de fumo foi de 24,74 ± 14,84 anos. Além disso, fumantes apresentaram maiores valores no escore total do OHIP-14 (p = 0,026), nas dimensões "limitação funcional" (p < 0,001), "desconforto psicológico" (p = 0,024) e "incapacidade psicológica" (p = 0,047). Não foram detectadas diferenças quanto ao CPO-D (p = 0,166), CPI (p = 0,959), PIP (p = 0,797) e número de dentes perdidos (p = 0,098). Em suma, fumantes apresentaram maior impacto na QVRSB, apesar de não serem identificadas diferenças entre os grupos quanto à condição clínica oral. (Apoio: CAPES)PN0762 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Avaliação do desempenho das Equipes de Saúde Bucal no Brasil: uma abordagem da Teoria de Resposta ao Item
Scalzo MTA, Mambrini JVM, Machado ATGM, Abreu MHNG, Martins RC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou o desempenho das Equipes de Saúde Bucal (ESB) brasileiras participantes do 3º Ciclo do "Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica-PMAQ-AB". Foram avaliadas 22.993 ESB que responderam a um questionário estruturado. Foram avaliados 13 itens através do auto-relato dos profissionais sobre procedimentos preventivos, cirúrgicos, restauradores e relacionados a próteses dentárias e rastreamento/monitoramento de câncer bucal. Os dados foram analisados utilizando a Teoria de Resposta ao Item, por meio do software R. O coeficiente alfa de Cronbach foi igual a 0,53 e o escore relacionado ao primeiro componente explicou 45,32% dos itens analisados. A maioria das ESB realizou ações de atendimento de urgência (98,04%), preventivas (92,89%), cirúrgicas (92,09%) e restauradoras (93,21%). Poucas ESB realizaram ações relacionadas a próteses (29,95%) e de rastreamento/monitoramento de câncer bucal (9,83%). Os maiores parâmetros de dificuldade (b) foram para as questões relativas à realização de prótese (b=1,157) e ações para o monitoramento câncer bucal (b=2,544). O escore de desempenho das ESB variou de -3,65 (baixo desempenho) a +1,33 (alto desempenho). A curva de informação do teste revelou que os 13 itens são capazes de discriminar ESB com desempenho muito ruim daquelas com desempenho ruim. Os resultados sugerem que os itens avaliados mostraram algum potencial de avaliação do desempenho das ESB, sendo os itens relacionados a próteses e câncer oral os menos frequentemente realizados. (Apoio: FAPs - FAPEMIG N° PPM 00148-17 | PRPq-UFMG)PN0763 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Avaliação do medo do Coronavírus em estudantes de Odontologia: um estudo utilizando a Escala de Medo da COVID-19
Souza SLX, Laureano ICC, Cavalcanti AL
Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO - UNIFACISA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo transversal objetivou avaliar o medo da COVID-19 em estudantes de Odontologia. Compuseram a amostra 120 estudantes de faculdades públicas e privadas no estado da Paraíba. Foram coletados dados sobre questões sociodemográficas e aplicada a Escala de Medo da COVID-19 (EMC-19), ambos de forma remota. Os dados foram analisados descritivamente; o teste de Kolmogorov-Smirnov foi usado para verificação de normalidade da variável escore total de medo da COVID-19; seguido do teste t de Student ou ANOVA e o modelo de regressão linear múltipla foi construído com as variáveis com diferenças significativas. Foi adotado o nível de significância de 5%. A maioria dos estudantes de Odontologia era do sexo feminino (71,7%), entre 21-25 anos (47,5%), vivia sem companheiro (75,0%) e com renda familiar mensal de mais de um e menos de três salários mínimos (44,3%). A média do escore total na EMC-19 foi de 20,84 (DP=6,79), com escore mínimo de 7 e máximo de 30. A maioria dos estudantes mostrou ter "pouco medo" da COVID-19 (42,5%), e o item "Eu tenho muito medo da COVID-19" foi o de maior valor médio. A pontuação média de medo da COVID-19 para estudantes com companheiro foi significativamente maior do que para os sem companheiro (p=0,012), assim como em estudantes do primeiro ao quinto período em comparação com os do sexto ao décimo (p=0,013). Conclui-se que a maioria dos estudantes apresentou pouco medo da COVID-19, apesar de o item "Eu tenho muito medo da COVID-19" ter sido o de maior valor médio.PN0765 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Saúde bucal autorreferida da população adulta e idosa no Brasil: análise dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019
Smith CV, Herkrath FJ, Queiroz AC, Cordeiro DS, Guedes AC, Herkrath APCQ
Daspam - FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi descrever desfechos de saúde bucal autorreferidos da população adulta e idosa do Brasil. Foram analisados dados de 88.531 moradores com mais de 18 anos selecionados nos domicílios visitados na Pesquisa Nacional de Saúde 2019, correspondendo ao terceiro estágio de seleção amostral do inquérito. Foram estimados os desfechos relacionados ao módulo de saúde bucal do questionário, considerando o plano complexo de amostragem e os pesos amostrais. 62,6% (IC95% 61,9-63,2) referiram a perda de pelo menos um dente e 38,7% (IC95% 38,2-39,3) relataram o uso de algum tipo de prótese dentária. O número médio de dentes perdidos foi 4,0 (IC95% 3,9-4,0), sendo que 7,5% (IC95% 7,2-7,8) apresentaram dentição não funcional, 2,9% (IC95% 2,7-3,1), perda severa e 1,4% (IC95% 1,2-1,6), perda total. A perda dentária foi maior entre os indivíduos mais velhos, do sexo feminino, residentes em áreas rurais e que se declararam pretos ou pardos. A autopercepção da saúde bucal foi ruim ou muito ruim em 5,3% (IC95% 5,0-5,5) dos indivíduos e 1,8 % (IC95% 1,7-2,0) reportou grau de dificuldade intensa ou muito intensa para se alimentar por causa de problemas com seus dentes ou dentadura. Quanto maior a perda dentária, pior a autopercepção da saúde bucal e maior o impacto referido na alimentação. Apesar da melhora nos indicadores de perda dentária avaliados em relação ao inquérito anterior, não se observou diferença no impacto percebido pelos indivíduos. Iniquidades persistem nas condições de saúde bucal no Brasil. (Apoio: FAPEAM | CAPES)PN0773 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Prevalência e preditores do uso de mamadeira nos primeiros seis meses de vida do bebê: estudo de coorte
Melo LSA, Silva LF, Valsecki Junior A, Rosell FL, Silva SRC, Zuanon ACC, Tagliaferro EPS
Clínica Infantil - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo de coorte foi investigar a prevalência do uso de mamadeira por bebês nos seis primeiros meses de vida bem como os preditores associados. Mulheres no terceiro trimestre de gestação, atendidas em uma maternidade pública de direito privado em uma cidade do interior paulista, preencheram um questionário sobre a intenção de ofertar mamadeira, informações da gestação e aleitamento materno e características sociodemográficas. Após o parto, 467 mães foram entrevistadas por ligações telefônicas ao longo dos seis meses de vida do bebê sobre o uso de mamadeira, características do parto, do recém-nascido, do aleitamento materno e informações sobre retorno ao trabalho. Foram realizadas análises descritivas dos dados e análises de associação por meio de modelos de regressão logística com nível de significância de 5%, tendo como desfecho o uso de mamadeira. A prevalência do uso de mamadeira no período foi de 52,5% e esteve significativamente associada ao retorno da mãe ao trabalho (OR=2,48; IC95%=1,54-3,97; p=0,0002), peso do bebê ao nascer ≤3,28 kg (OR=1,58; IC95%=1,07-2,33; p=0,0207), intenção de ofertar mamadeira relatada antes do parto (OR=2,51; IC95%=1,56-4,04; p=0,0002). Conclui-se que a maioria dos bebês usaram mamadeira nos seis primeiros meses de vida, especialmente aqueles cujas mães relataram retorno ao trabalho no período ou que mostraram intenção de ofertar o dispositivo ao final da gestação. (Apoio: CAPES N° 88887.483943/2020-00)PN0774 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Associação entre mitos sobre saúde bucal e a ocorrência de cárie em gestantes
Campos MLR, Azevedo TCS, Martins RFM, Costa EM, Azevedo JAP, Alves CMC, Thomaz EBAF
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se analisar a associação entre os mitos sobre saúde bucal na gestação (MSBG) e a ocorrência de cárie dentária em gestantes. Trata-se de um estudo transversal aninhado a uma coorte prospectiva, que envolveu uma amostra de conveniência de 202 gestantes recrutadas no momento das consultas pré-natais na maternidade de um Hospital Universitário. Informações sobre MSBG foram coletadas em entrevistas, utilizando questionário estruturado previamente testado. A prevalência de cárie foi avaliada por exame clínico, utilizando o ICDAS II. Comparações entre o número de dentes cariados nas gestantes segundo MSBG foram efetuadas pelo teste Mann-Whitney (alpha=5%). A idade média das gestantes foi de 25,6 (±6,0) anos, variando de 13 a 44 anos. A média de dentes cariados foi de 5,9 (±4,0), com mediana igual a 4,0 (±5,0). Muitas gestantes acreditavam ser normal desenvolver cárie (47,7%) e gengivite (17%) neste período; e quanto mais filhos, mais cárie (25,8%) e doença periodontal - DP (25,4%) teriam. 21,1% acreditavam que gestantes não poderiam receber tratamentos odontológicos, especialmente procedimentos com anestesia dentária (75,6%), extração dentária (78,8%) e até mesmo fluorterapia (7%). O número de dentes cariados foi semelhante entre gestantes, independentemente dos MSBG. Conclui-se que as gestantes não tinham um conhecimento adequado sobre a saúde bucal e cuidados odontológicos durante a gravidez. No entanto, tais crenças não foram fatores determinantes para a ocorrência de cárie na gestação. (Apoio: CNPq | FAPEMA)PN0778 - Painel Aspirante
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9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
O impacto da pandemia do COVID-19 no exercício da profissão odontológica
Rejaili JA, Saliba TA, Moimaz SAS
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo neste estudo foi verificar as condutas e adversidades vivenciadas pelos cirurgiões-dentistas, relacionadas à pandemia COVID-19. Realizou-se uma pesquisa descritiva, tipo inquérito, com 1811 cirurgiões-dentistas, que trabalham no estado de São Paulo, Brasil. O inquérito foi realizado em 2020, por meio digital, pelo aplicativo Google Forms, com variáveis sociodemográficas e aspectos relacionados à prática profissional durante a pandemia do COVID-19. Aceitaram participar 473 profissionais. A idade média era de 40,36+13,44 anos; 52,22 do gênero feminino e 73,36% atuavam como autônomos. Do total, 78,01% apresentaram redução na renda mensal e 35,48% do número médio de pacientes atendidos diariamente, não possuía outra renda financeira além da odontologia 70,61%; 30,44% apontaram dificuldades com o uso dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI; 3,59% contraíram COVID-19 e 53,03% optaram em adiar o atendimento do paciente com suspeita ou confirmação de COVID-19, mesmo em situações de urgência/emergência. O nível de atenção à pandemia foi alto ou muito alto para 90,70% e 90,49% mudaram o seu processo de trabalho. O uso da alta rotação foi relatado pela maioria dos profissionais (n=428; 90,48%). Conclui-se que os cirurgiões-dentistas estão utilizando os EPI e atribuíram níveis de atenção muito alto ou alto com relação à pandemia COVID-19, contudo com o aumento dos custos operacionais, mudanças no processo de trabalho e diminuição dos atendimentos a pacientes, houve redução da renda mensal obtida com a profissão.PN0779 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Nutrição e a Saúde Bucal da Criança
Ramirez GTV, Saliba TA, Moimaz SAS, Okamoto AC
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo teve como objetivo verificar a associação de aspectos microbiológicos, comportamentais e hábitos alimentares que afetam a saúde bucal de pré-escolares. Trata-se de um corte transversal de um estudo longitudinal, com uma amostra de 42 pré-escolares aos 30 meses de idade. Foi realizada visita domiciliar para realização de entrevista sobre aspectos da amamentação, desmame precoce, hábitos de higiene bucal da criança, como frequência e hábitos de escovação, compartilhamento de escovas de dente e utensílios de cozinha e recordatório alimentar 24 horas do pré-escolar. Foi coletado 0,5 ml de saliva do assoalho oral da mãe e do pré-escolar por meio de pipetas descartáveis estéreis para cultura em placa de Petri. Observou-se que houve associação entre desmame precoce (p = 0,046) e uso de mamadeira (p = 0,018) com a presença de cárie; entretanto, não houve associação entre o consumo de alimentos açucarados entre as refeições (p = 0,302). A Unidade Formadora de Colônias (UFC) média / ml de S. mutans encontrada na saliva das mães foi 974421 e em pré-escolares foi 135341,9. O polímero extracelular foi encontrado nas UFC das amostras de 61,90% das mães e 09,52% dos pré-escolares. Hábitos alimentares como desmame precoce e uso de mamadeira estiveram associados à presença de cárie. Não houve associação entre aspectos microbiológicos e comportamentais que afetam a saúde bucal e o consumo de alimentos açucarados entre as refeições com a presença de cárie em pré-escolares. (Apoio: CAPES N° 001)