RESUMOS APROVADOS

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 1402 Resumo encontrados. Mostrando de 481 a 490


PN0734 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 18

Hipertensão arterial e condição periodontal em pacientes candidatos à cirurgia bariátrica
Castro MS, Foratori-Junior GA, Orenha ES, Marchese CC, Castilho AVSS, Moreno SMR, Sales-Peres SHC
Odontopediatria,ortodontia e Saúde Colet - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Estudo comparativo das condições sistêmicas e periodontais de pacientes obesos mórbidos com e sem hipertensão arterial (HA) candidatos à cirurgia bariátrica. A coorte contou com 111 obesos mórbidos divididos em 2 grupos: pacientes com (G1 = 54) e sem (G2 = 57) HA. Foram comparadas entre os grupos: escolaridade; parâmetros antropométricos [peso, altura, índice de massa corporal (IMC), circunferências da cintura e quadril e relação cintura-quadril (RCQ)]; risco de desenvolver doenças cardiovasculares (com base no sexo, idade e RCQ); higiene bucal; e status periodontal. Foram aplicados o teste t, o teste U de Mann‐Whitney, o teste do qui-quadrado e a regressão logística(p<0,05). Os pacientes do G1 apresentaram menor escolaridade (P = 0,002). Não houve diferenças intergrupos para peso (P = 0,211), altura (P = 0,126), IMC (P = 0,551), circunferência da cintura (P = 0,859) e RCQ (P = 0,067); entretanto, os pacientes do G2 apresentaram circunferência do quadril menor (P = 0,029), e 78% dos pacientes do G1 apresentaram risco alto / muito alto de desenvolver doenças cardiovasculares. A prevalência de periodontite foi de 72,2% (n = 39) no G1 e 38,6% (n = 22) no G2. Na análise de regressão logística, idade [odds ratio ajustado (OR) = 1,07; IC de 95% = 1,01-1,13; P = 0,008] e a presença de hipertensão arterial (OR = 2,77; IC95% = 1,17-6,56; P = 0,019) foram identificadas como as variáveis independentes associadas à periodontite.
Conclui-se que pacientes obesos mórbidos com HA apresentam maior prevalência de periodontite e maior gravidade da doença periodontal do que aqueles sem HA.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PN0737 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 19

Associação entre qualidade de vida relacionada à saúde bucal e sintomas depressivos em adultos mais velhos no Brasil
Fagundes MLB, Amaral-Júnior OL, Menegazzo GR, Giordani JMA
Estomatologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Verificar a associação entre qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) e sintomas depressivos em adultos mais velhos brasileiros. Trata-se de um estudo transversal com dados da linha de base do "Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros" (ELSI-Brasil) realizado entre os anos de 2015 e 2016, com uma amostra representativa de indivíduos com 50 anos ou mais. A variável desfecho foi o auto relato de sintomas depressivos avaliado através do questionário do Centro de Estudos Epidemiológicos para Depressão (CES-8), composto por oito questões. A variável de exposição principal foi o impacto da saúde bucal sobre as atividades diárias, avaliado pelo questionário Oral Impacts on Daily Performances (OIDP), o qual avalia questões sobre comer, falar, higiene bucal, relaxamento, sorriso, estudo ou trabalho, contato social e sono. As análises foram realizadas no software Stata 14. Foram estimadas as razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas por fatores socioeconômicos, psicossociais, comportamentais e de saúde bucal através de regressão de Poisson, considerando o peso amostral devido ao plano amostral complexo. Após o ajuste por todas as variáveis, aqueles que apresentaram pelo menos um impacto no OIDP tiveram uma maior prevalência de sintomas depressivos (RP: 1,42; Intervalo de confiança de 95%: 1,30- 1,56) do que os que relataram não ter impacto.
Adultos mais velhos que referem pior QVRSB podem ser mais propensos a apresentar sintomas depressivos. Ressalta-se a importância da saúde bucal para a saúde e bem-estar geral dessa população.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PN0739 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 19

Possível bruxismo do sono e qualidade do sono em universitários brasileiros durante a pandemia da COVID-19
Moreira-Santos LF, Serra-Negra JMC, Prado IM, Perazzo MF, Abreu LG, Granville-Garcia AF, Paiva SM, Pordeus IA
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal avaliou a associação entre possível bruxismo do sono (PBS) e qualidade do sono em universitários brasileiros durante a pandemia da COVID-19. Participaram do estudo alunos de graduação e pós-graduação, matriculados em universidades públicas e privadas brasileiras, que responderam a um questionário on-line na plataforma Google Forms. O relato de síndromes, desordens cognitivas e/ou uso de anticonvulsivantes foram critérios de exclusão. O questionário abordava informações sociodemográficas, acadêmicas e gravidade das atividades do PBS (ranger, thrusting e bracing), categorizado em ausente, leve, moderado e grave. Também foi respondida a versão brasileira do Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI-BR). Foram conduzidas estatística descritiva e regressão logística multinomial (p≤0,05). Participaram do estudo 547 universitários com média de idade de 24.9 (± 5.5) anos. Escores mais elevados do PSQI (distúrbio do sono) foram associados ao PBS (ranger grave) (OR = 2,098; IC 95% = 1,229 - 3,583).
Estudantes de pós-graduação foram mais propensos a relatar PBS (thrusting leve) (OR = 2,689; IC 95% = 1,455 - 4,968). Estudantes com idade >25 anos (OR = 1,063; IC 95% = 1,008 - 1,121), do sexo feminino (OR = 12,686; IC 95% = 1,693 - 95,070) e de instituições privadas (OR = 2,985; IC 95% = 1,145 - 7,751) foram mais propensos a relatar PBS (bracing grave).
(Apoio: CNPq  N° 405301/2016-2)
PN0740 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 19

A inserção de tecnologias nos tratamentos endodônticos nos Centros de Especialidades Odontológicas, efeitos no 2º ciclo do PMAQ-CEO
Silva RO, Araújo ECF, Ishigame RTP, Cavalcanti YW, Lucena EHG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo verificou se o uso de equipamento rotatório e localizador apical nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) interfere no tempo de espera e no número de sessões para tratamentos endodônticos. Realizou-se um estudo transversal, a partir dos microdados das entrevistas com os gestores no segundo ciclo da avaliação externa do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade dos CEO (PMAQ-CEO), realizado no ano de 2018. Foram analisadas as variáveis referentes ao tempo de espera e o número de sessões necessárias para os tratamentos endodônticos nos casos de biopulpectomia e necropulpectomia. Utilizou-se o teste de Mann-whitney para detectar o efeito da inserção de tecnologias entre os grupos (p<0,05). Dos 1042 CEO, 482 possuem rotatório e localizador (46,3%). O tempo médio de espera foi de 82 dias para os CEO que possuem rotatório e localizador apical e de 83 dias para quando não há (p>0,05). O número de sessões para realizar uma biopulpectomia em dentes uni ou birradiculares em CEO com rotatório e localizador (x̄=1) é menor que os que realizam o tratamento convencional (x̄=2, p<0,01). Dentes multirradiculares tratados por bio ou necropulpectomia em CEO com rotatório e localizador apical realizam em menos sessões (x̄=2) quando comparado ao tratamento convencional (x̄=3, p<0,01).
Embora a inclusão de rotatório e localizador apical nos CEO para os tratamentos endodônticos não tenha reduzido o tempo de espera, reduz o número de sessões, sendo possível tratar mais pacientes em um mesmo período de tempo.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PN0744 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 19

Profilaxia pré-exposição ao HIV/AIDS: análise situacional após 03 anos de disponibilidade no Sistema Único de Saúde
Butarelo AV, Garbin CAS, Saliba TA, Garbin AJI
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a adesão à profilaxia pré-exposição ao HIV após 3 anos de implantação no Sistema Único de Saúde. Trata-se de um estudo ecológico, de abordagem quantitativa, realizado no ano de 2021 no Brasil. Os dados foram coletados no painel de monitoramento da PrEP, disponibilizado pelo Ministério da Saúde em http://www.aids.gov.br/pt-br/painel-prep. Analisou-se tipo de população-chave, faixa etária, escolaridade, raça/cor; número de dispensações, número de serviços de saúde que oferecem a PrEP, descontinuidade, novos usuários ao mês, uso de preservativo e parcerias sexuais. O software Bioestat 5.0 foi utilizado para análise estatística. 18.704 pacientes estão em tratamento. 82.6% da população são gays ou homens que fazem sexo com homens, faixa etária entre 30 e 39 anos (51%), cor branca ou amarela (57,2%) e 12 anos ou mais de escolaridade (71%). Encontrou-se associação estatisticamente significante entre "tipo de população-chave" e "descontinuidade entre as populações-chave" (p<0,0001). Foram dispensados 143202 comprimidos da PrEP, em 246 unidades de serviços de saúde. 42% dos indivíduos interromperam o tratamento em algum momento. Houve diminuição no uso de preservativo e no número de parcerias sexuais entre a primeira e última consulta realizada.
Existem entraves relacionados à adesão da PrEP no Sistema Único de Saúde, uma vez que a descontinuidade no tratamento entre os usuários é elevada.
(Apoio: CAPES)
PN0748 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 19

O impacto da pandemia COVID-19 no humor e aspectos do sono de universitários de diferentes perfis cronotipo
Silveira KSR, Aguiar SO, Reis TVD, Hermont AP, Prado IM, Serra-Negra JMC, Auad SM
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto da pandemia COVID-19 no humor e aspectos do sono de universitários de diferentes perfis cronotipo. Participaram deste estudo transversal 218 estudantes de graduação e pós-graduação em odontologia de instituições públicas e privadas de Minas Gerais, que responderam a um questionário auto aplicado, por meio da ferramenta Google Forms. O questionário avaliou o perfil cronotipo (escala CIRENS), humor, qualidade do sono, hábito de acordar durante a noite, horários de dormir e acordar e uso de medicamentos para dormir, antes e durante a pandemia COVID-19. Foi realizada análise descritiva e bivariada, com o Teste qui-quadrado de Pearson (p< 0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética Institucional. A média de idade foi de 24,3 anos (+/-5,6), sendo 83,9% do gênero feminino, 62,8% com perfil cronotipo matutino e 37,2%, vespertino. A maioria dos participantes relatou ter horários regulares para dormir e acordar antes da pandemia, mas não manteve a regularidade durante este período (59,6%), 61% relataram piora no humor e 55,5%, piora na qualidade do sono. O perfil matutino foi associado à piora na qualidade do sono (p=0,001) e à perda de horários regulares para dormir e acordar durante o período da pandemia (p< 0,001).
Concluiu-se que a pandemia COVID-19 impactou mais fortemente aspectos do sono de universitários de perfil cronotipo matutino. Campanhas educativas e de apoio psicológico devem ser incentivadas, considerando o perfil cronotipo.
(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPs - Fapemig)
PN0749 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 19

Avaliação do nível de empatia de estudantes de odontologia
de Assunção Costa BJ, Silva TVS, Vieira LM, Assunção MG, Oliveira RVD
Cariologia- Bioquímia Oral - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A empatia nos cuidados de saúde envolve compreender o paciente e como as suas experiências e sentimentos influem e são influenciados pela doença e seus sintomas. Buscou-se avaliar o nível de empatia de acadêmicos de odontologia do Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ. Utilizou-se formulários Google abordando aspectos sociodemográficos; Escala de empatia Jefferson (JSPE) e Escala Multifatorial de Reatividade Interpessoal (EMRI). Participaram 230 estudantes do 5° ao 10° semestre. Os dados foram analisados com auxílio dos testes de Student independente e ANOVA two-way(α=0.05).Observou-se que a maioria dos estudantes era do sexo feminino (79,6%), na faixa etária de 21 a 23 anos (48,7%), com distribuição equitativa entre os semestres. A especialidade mais pretendida foi Dentística (33,48%), seguida de Endodontia (31,74%) e Cirurgia (21,74%). Já as menos pretendidas foram DTM e Dor Orofacial (1,3%), Odontogeriatria (1,3%) e PNE (2,17%). O escore global da JSPE foi 90,13 ± 9,01 e da EMRI foi 72,52 ± 7,33. Embora as médias dos escores tenham sido levemente mais altas no sexo masculino (JSPE= 91,34 ± 8,71); na faixa etária de 18 a 20 anos (JSPE= 91,25 ± 12,60 e EMRI= 73,56 ± 8,65), no 6°semestre (JSPE= 92,67 ± 15,37) e 10°semestre (EMRI= 74,26 ± 8,11), essas diferenças não foram estatisticamente significativas.
Os achados evidenciaram que o nível de empatia dos acadêmicos foi considerado alto (na escala JSPE) e mediano (na EMRI), não havendo diferença significativa quanto ao sexo, idade e fase do curso.
PN0750 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 19

Empreendedorismo, gestão e Marketing no consultório odontológico privado: revisão crítica
Trigueiro, FH, Grael AMF, Meira GF, Mapengo MAA, Capela IRTCS, Anjos AMPE, Sales-Peres SHC
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A maioria dos Cirurgiões-Dentistas (CD) registrados nos Conselhos de Odontologia atua em consultório privado, seja em consultório próprio ou por meio de parcerias. Independentemente da forma, o CD tem a necessidade de utilizar habilidades na área de Empreendedorismo, Gestão e Marketing para tornar-se capaz de resolver de forma eficaz problemas além da sala clínica. Esta revisão crítica teve por objetivo relacionar estes temas em consultório odontológico privado. A busca de artigos ocorreu no Pubmed e Scielo, até janeiro de 2021. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade poucos estudos foram encontrados, o que direcionou para uma revisão crítica baseada em literatura científica. Para isso, foram avaliadas as séries Harvard Business Review e Gestão empresarial FGV. Essas bases científicas demonstraram que O CD precisa administrar sua carreira e/ou seu consultório como se fosse uma empresa, os preceitos básicos nessa área possibilitam valorização profissional, maior controle da saúde empresarial e maximização dos resultados para seus clientes.
Mesmo não sendo abordados de forma integral na graduação ou pós-graduação, será necessário o desenvolvimento de um mindset voltado para o lado empresarial da Odontologia, permitindo aplicar conhecimentos de planejamento administrativo, financeiro, contábil, jurídico, liderança e estratégias de Marketing ético, já que apenas as habilidades técnicas especializadas da Odontologia não são suficientes para tornar o CD um profissional de "sucesso".
PN0754 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Adicção a smartphone e características do sono de estudantes universitários brasileiros durante a pandemia de COVID-19
Torres-Ribeiro JD, Prado IM, Paiva SM, Perazzo MF, Silva GLF, Serra-Negra JMC, Pordeus IA
Saúde Bucal da Criança e Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a associação entre adicção a smartphone e características do sono em universitários brasileiros em isolamento social devido à pandemia de COVID-19. Participaram deste estudo transversal, 547 estudantes selecionados a partir do método amostral por bola de neve. Os participantes responderam a um questionário na plataforma Google Forms respondendo sobre dados sociodemográficos, a versão brasileira curta do Smartphone Addiction Scale (SAS-SV) e a versão brasileira do Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI-BR). Análise descritiva, binária e regressão logística multifatorial foram utilizadas (p˂0,05). A média de idade foi de 24,9 anos (±5,5) e a maioria era do sexo feminino (74,5%). A prevalência de adicção a smartphone foi de 48,3% e de distúrbios do sono foi 56,3% dos participantes. O escore total do PSQI-BR foi mais alto entre estudantes com adicção a smartphone (p˂0,001). O modelo final de regressão logística evidenciou que estudantes que usavam smartphone para acessar redes sociais (OR = 3,681; 95% IC: 2,18 - 18,71), para entretenimento (OR = 2,121; 95% IC: 1,41 - 3,19) e aqueles com alto escore do domínio de disfunção diurna do PSQI-BR (OR = 1,487; 95% IC: 1,15 - 1,92) tinham mais chance de desenvolver a adicção a smartphone.
Concluiu-se que usar seus smartphones para entretenimento e acessar redes sociais, bem como possuir dificuldades de concentração nas atividades diurnas influenciaram no desencadeamento de adicção a smartphones entre universitários.
(Apoio: CNPq  N° 405301/2016-2)
PN0755 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 20

Existe associação entre os sintomas depressivos e a sintomatologia da disfunção temporomandibular em estudantes?
Moreira IMC, Franco MMP, Sanchez MO, Queiroz RCS, Ribeiro CCC, Thomaz EBAF, Lucena SC, Alves CMC
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Disfunção Temporomandibular (DTM) afeta de 5% a 12% da população. Estão associados à ansiedade, depressão, eventos estressantes e traumas psicológicos. Objetivou-se verificar a associação entre os sintomas depressivos e os sinais e sintomas da DTM. Estudo transversal com amostra probabilística de 763 universitários. O Índice Anamnésico de Fonseca foi utilizado para a classificação dos sinais e sintomas da DTM e o Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD) eixo II para a classificação da sintomatologia da depressão. Utilizou-se teste Qui-Quadrado de Pearson (x²) para identificar possíveis associações entre as características sociodemográficas e clínicas e a DTM (p <0,05) e regressão logística multinomial, com estimativas de odds ratio (OR) e intervalos de 95% de confiança (IC95%) ajustados para variáveis de confusão. A prevalência de DTM foi de 63,8% e a presença dos sinais e sintomas da depressão foi 47,6%. Portadores de sintomas depressivos moderados apresentaram uma chance aumentada em 50% de desenvolver sinais e sintomas de DTM grave quando comparado aos sujeitos sem os mesmos (p<0,001). Aqueles com sintomas depressivos graves apresentaram uma chance 12,51 vezes maior de desenvolver sinais e sintomas de DTM quando comparados àqueles sem sintomas (p<0,001).
Houve associação estatisticamente significante entre a presença dos sinais e sintomas da DTM e da depressão nos universitários avaliados. Quanto maior a gravidade da sintomatologia da depressão maior o risco de desenvolver sinais e sintomas da DTM.
(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA)  N° 01465/15)