Avaliação dosimétrica da mucosa oral de pacientes submetidos a duas técnicas de radioterapia: 3D-CRT e IMRT
Rocha BA, Lima LMC, Teixeira MMS, Martinez AS, Gomes-Filho D, Silva AIV, Horta MCR
Pós-graduação Em Odontologia - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A mucosa oral e o palato mole ainda não são considerados órgãos de risco nos planejamentos radioterapêuticos da região de cabeça e pescoço. O não delineamento e proteção dessas regiões nos planejamentos podem predispor o surgimento da mucosite oral e a exposição das glândulas salivares menores à radiação. Esses efeitos podem impactar negativamente no curso da radioterapia e na qualidade de vida dos pacientes. Neste contexto, este estudo buscou mensurar e comparar as doses mínima (Dmin), média (Dmed), máxima (Dmax), bem como a D25 e D50 (doses recebidas por 25 e 50% do volume da mucosa, respectivamente) entregues à mucosa labial, à mucosa jugal e ao palato mole, por duas técnicas de radioterapia (3D-CRT e IMRT) em pacientes portadores de neoplasias malignas em região cérvicofacial. Realizou-se a análise dosimétrica de 62 planos terapêuticos elaborados no período de agosto de 2015 a dezembro de 2019, divididos em dois grupos: 3D-CRT (n= 31) e IMRT (n= 31). Foram delineadas três regiões da mucosa oral, ricas em glândulas salivares menores e sítios frequentes de mucosite: mucosa labial inferior e superior, mucosa jugal (bilateralmente) e palato mole. Para a mensuração de doses, foram utilizados os histogramas de dose-volume observando-se as variáveis: Dmin, Dmed, Dmax, D25 e D50. Os dados obtidos, tratados por meio de estatística descritiva e analítica, mostraram que a IMRT entregou doses mais altas quando comparadas à 3D-CRT (p <.05). Os resultados sugerem que a mucosa oral e o palato mole devam ser considerados potenciais órgãos de risco nos planejamentos da IMRT. (Apoio: CAPES N° 001 | FAPEMIG N° CDS-PPM-00653-16)PN0898 - Painel Efetivo
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5 - Dentística
Contribuição e mudança de cor da dentina e esmalte após clareamento interno associado ou não ao externo
Santana TR, Faria-E-silva AL
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo avaliou o efeito da associação de clareamento externo e interno nas mudanças de cor da dentina e esmalte, medidos individualmente ou recombinados, pigmentados com pasta tri-antibiótica (PTA). Quarenta amostras de incisivos bovinos foram alocadas em dez agrupamentos por similaridade do índice de brancura (IB). Em cada, três amostras foram pigmentadas com PTA, e uma usada como controle. Uma amostra pigmentada e o controle foram seccionadas, separando os tecidos. A cor destes foi mensurada individualmente, e recombinando-os. Amostras não seccionadas foram clareadas com perborato de sódio sobre a dentina por dez dias. Uma amostra do grupamento também foi clareada com peróxido de hidrogênio a 35% sobre o esmalte. Em seguida, os tecidos foram seccionados e a cor destes mensurada. Mudança de cor (ΔE00) e no IB após a pigmentação e clareamento foi estimada pela comparação de cor das amostras que receberam tratamento e controle. A contribuição do tecido para a mudança de cor (CMC) também foi calculada recombinando os tecidos de diferentes tratamentos. Dados foram analisados pelo teste T pareado ou por ANOVA de duas vias com medidas repetidas (α = 0.05). PTA resultou em mudanças de cor mais pronunciadas na dentina, mas a cor do esmalte também foi afetada. Similar ΔE00 foi observado para os dois protocolos clareadores, e maior mudança de cor ocorreu na dentina. O esmalte teve um papel mais crucial nas mudanças de cor independentemente do tratamento. A cor do esmalte teve significante efeito nas mudanças de cor. Associação dos clareamentos não melhorou o efeito clareador.PN0926 - Painel Efetivo
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5 - Materiais Dentários
Influência do macro design e método de processamento de mini-implantes personalizados na estabilidade primária
Valente MLC, Silva GG, Oliveira TT, Batalha RL, Bolfarini C, Silva RJ, Reis AC
Odontologia - UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo in vivo foi avaliar a influência de alterações geométricas e do método de processamento no comportamento mecânico de mini-implantes dentários. 96 mini-implantes de Ti-6Al-4V (Ø 2,0 x 10 mm) foram utilizados (n=24): G1 - Modelo comercial Intralock® (controle); G2 - Modelo personalizado rosqueado; G3 - Modelo personalizado rosqueado manufaturado e G4 - Modelo personalizado helicoidal. Os mini-implantes do G2 e G4 foram confeccionados pelo método de usinagem convencional e do G3 por manufatura aditiva, pela técnica de fusão seletiva a laser. Inicialmente realizou-se a caracterização físico-química dos mini-implantes por microscopia eletrônica de varredura (MEV) e espectroscopia com energia dispersiva de raios-X (EDS). A inserção foi realizada de forma aleatorizada em 24 coelhos machos e o comportamento mecânico avaliado por meio de frequência de ressonância (Osstell). Os dados foram submetidos à análise de variância One-way ANOVA e pós teste de Tukey (α=0,05). Na análise comparativa entre os diferentes macro designs foi verificada diferença na estabilidade primária (p=0,001). O controle apresentou o menor ISQ 47,73 em relação aos demais grupos, semelhantes entre si. Para os métodos de processamento, usinagem convencional 64,24 ISQ e manufatura aditiva 61,21 ISQ, não foi observada diferença (p=0,595). Os mini-implantes personalizados apresentaram melhor comportamento mecânico em relação ao modelo comercial. O método de processamento por manufatura aditiva mostrou-se adequado em relação à usinagem convencional. (Apoio: FAPs - FAPESP N° 2017/10336-7 | FAPs - FAPESP N° 2017/17012-2)PN0930 - Painel Efetivo
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5 - Dentística
Selamento dentinário prévio aumenta a resistência de união em dentes tratados endodonticamente
Carvalho MA, Izelli TF, Lazari-Carvalho PC, Neris NW, Silva GG, Estrela CRA, Castro MB, Estrela C
Reabilitação Oral - ASSOCIAÇÃO EDUCATIVA EVANGÉLICA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Substâncias químicas utilizadas no tratamento endodôntico podem afetar a qualidade da adesão à dentina. O objetivo do estudo foi avaliar o momento da Hibridização Dentinária (HD) na resistência de união à dentina. Vinte molares humanos foram distribuídos em quatro grupos (n=5): RD: restauração direta em resina composta, sem exposição às substâncias químicas ou restauração provisória; HDT: HD tardia no momento da restauração final, após exposição às substâncias químicas e restauração provisória; HDI: HD imediata após exposição às substâncias químicas e previamente à restauração provisória; HDP: HD previamente à exposição às substâncias químicas e restauração provisória. A dentina coronária foi exposta, submersa com hipoclorito de sódio 2,5%, EDTA 17% e cimento endodôntico, moldada com silicone de adição, restaurada provisoriamente, e estocada por 2 semanas em saliva artificial. Em seguida foi restaurada com resina composta e o teste de microtração (0,05mm/min) realizado após 24 horas. Os dados foram analisados por meio de ANOVA e Tukey (p<0,05). O maior valor foi encontrado no grupo RD (42,39 MPa ±5,69), seguido pelo grupo HDP (41,51 MPa ±3,68), HDI (21,16 MPa ±9,66) e HDT (9,86 MPa ±1,30). O grupo HDP não apresentou diferença estatística comparado ao grupo RD. Os grupos HDI e HDT apresentaram uma diminuição do valor de resistência à união quando comparados ao grupo controle de 76,7% e 50,1%, respectivamente. A hibridização dentinária prévia à exposição a substâncias químicas utilizadas no tratamento endodôntico aumentou a resistência de união à dentina.PN0931 - Painel Efetivo
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5 - Materiais Dentários
Atividade antimicrobiana do silicato tricálcico com diferentes tamanhos de partículas frente ao Enterococcus faecalis
Bernardi AV, Arcaro S, Possolli NM, Montedo ORK, Crema MM, Feltrin AC, Almeida J, Angioletto E
Odontologia - UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana do principal componente dos cimentos biocerâmicos, o silicato tricálcico (ST), com diferentes tamanhos de partículas, frente ao Enterococcus faecalis, por meio da técnica de macrodiluição em caldo e posterior determinação da concentração bactericida mínima (CBM). Grupos experimentais foram estabelecidos de acordo com o tamanho das partículas de ST: G1) 5µm - bruto; G2) 2,79 µm - moído; G3) 0,82 µm - supermoído; e G4) controle (branco/sem material). Cada material foi preparado nas concentrações de 0,125g, 0,0625g, 0,0312g e 0,0156g e inserido, em triplicata, em tubos contendo um inóculo com 105 unidades formadoras de colônias (UFC)/mL de E. faecalis. Os tubos foram mantidos em estufa a 37°C por 24 h. Após, um swab de algodão estéril foi mergulhado na suspensão contida em cada tubo e o plaqueamento realizado na superfície de placas contendo ágar BHI. Após a incubação das placas por 24h a 37°C, as UFC foram determinadas. Os dados foram analisados de forma descritiva. No grupo controle incontáveis UFCs foram observadas (>300 UFC). A CBM do ST bruto, na qual não houve formação de UFC, foi de 0,0625g/5mL, diferentemente dos ST moído e supermoído, cujas CBM foram 0,0312g/5mL. Os STs com diferentes tamanhos de partículas apresentaram atividade antimicrobiana frente ao E. faecalis. No entanto, o ST moído e supermoído demonstraram uma CBM inferior.PN0939 - Painel Efetivo
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5 - Materiais Dentários
Estabilidade física de material reembasador para prótese total após diferentes protocolos de higiene
Münchow EA, Silva-Júnior JG, Vidal GL, Carvalho FG, Carlo HL, Lacerda-Santos R, Carvalho RF, Badaró MM
Odontologia Conservadora - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Próteses totais podem se tornar desadaptadas devido a processos de remodelação óssea, sendo necessário o seu reembasamento com um material reembasador (MR), embora este último seja geralmente macio e, por isso, suscetível a desgaste acentuado no meio bucal. Por isso, o objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a estabilidade física de um MR macio/resiliente (Soft Rebase/TDV) após ciclos de escovação com diferentes agentes de limpeza/desinfecção. Para isso, matrizes de resina acrílica foram preparadas e utilizadas para a confecção de espécimes de MR (5 mm diâmetro × 1,5 mm espessura). Cada espécime foi submetido a ciclos de escovação manual diária com variados agentes de limpeza (sabão neutro/SB, creme Curaprox/CC e creme Trihydral/CT) seguidos ou não da imersão em hipoclorito de sódio/NaOCl 0,5% (10 min/dia). Os espécimes foram avaliados quanto à cor (ΔE*), rugosidade superficial (Ra, µm) e ângulo de contato formado com a água (θ, °), antes e após diferentes períodos de escovação/desinfecção: 1, 7 e 60 dias (n=12). Os dados foram analisados com ANOVA e Tukey (α=0,05). De maneira geral, os fatores de variação investigados foram significantes (p<0,05). O protocolo combinando-se CT e NaOCl resultou em menor ΔE* e alteração de θ. A rugosidade aumentou para todos os grupos, exceto aquele onde CT foi empregado sem imersão em NaOCl. SB aumentou a hidrofilicidade do MR de maneira mais intensa que os demais agentes de limpeza. Conclui-se que o protocolo de escovação com creme Trihydral e desinfecção em NaOCl parece ser o mais indicado para a limpeza de próteses reembasadas.PN0958 - Painel Efetivo
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5 - Materiais Dentários
Efeito biomodificador da emulsão de Copaifera multijuga - Hayne na dentina e sua influência na qualidade da camada híbrida: estudo in vitro
Melo LAS, Andrade JO, Araújo EAM, Antonaccio GBM, Conde NCO, Bandeira MFCL, Toda C
Ppgo - UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo objetivou avaliar o efeito das emulsões à base de óleo de copaíba a 10% na qualidade da camada híbrida (CH) com o sistema adesivo convencional (SAC) e autocondicionante (SAA) nas dentinas hígida e afetada por cárie após nove meses de armazenamento em água. Foram testadas duas emulsões: emulsão A-pH ácido (EA) e a emulsão B-pH alcalino (EB), utilizando terceiros molares hígidos (n=32), sendo 16 armazenados em soro fisiológico 0,9% e 16 induzidos de lesão de cárie em dentina. Após 14 dias, removeu-se a dentina infectada (n=16) e dividiu-se em 4 subgrupos: clorexidina 2% (CHX), EA, EB e água destilada (AD), sendo que cada subgrupo foi tratado com SAC ou com SAA. As análises em Microscopia Eeletrônica de Varredura demonstraram que todos os espécimes que receberam tratamento prévio ao sistema adesivo com AD tiveram intensa degradação e deslocamento da CH. Destaca-se nos resultados, as características da superfície dentinária tratadas com a EA e adesivo Adper Single Bond 2® onde a CH formada apresentou-se fina e irregular; já nos dentes hígidos foi observada uma CH mais regular e contínua. O mesmo adesivo com a EB apresentou-se com camada espessa, contínua e homogênea. Com relação ao adesivo Clearfil SE Bond®, as dentinas hígida e afetada tratadas com a EA, apresentaram uma CH fina, contínua e homogênea. A CH formada na dentina afetada e dentina hígida tratadas com a EB apresentou-se fina. Assim, pode-se afirmar que as emulsões testadas tiveram efeito positivo na manutenção da CH, com perspectiva de ser um promissor agente biomodificador do substrato dentinário. (Apoio: CNPq - CT Amazônia N° 406457/2013-1)PN0967 - Painel Efetivo
Área:
5 - Dentística
Avaliação do esmalte dental pós tratamento clareador por meio de cromatografia iônica e microtomografia computadorizada
Mendonça LC, Silva GR, Bicalho AA, Quagliatto PS, Santos DQ, Rodrigues MLA, Soares CJ
Escola Técnica de Saúde - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar por meio de microtomografia computadorizada (micro-Ct) a perda da estrutura do esmalte, em volume e profundidade frente ao clareamento com géis a base de Peroxido de Hidrogênio 35% (PH35%) e 7,5% (PH7,5%) e quantificar a perda de Cálcio (Ca) e Fosforo (P), pós tratamento, por meio de cromatografia iônica (CI). Sessenta amostras de esmalte dental bovino foram divididas de forma aleatória em três grupos (n=20): PH35%, PH7,5% e Controle, sem aplicação do gel clareador. Cinco amostras foram utilizadas para análise de microscópio eletrônico de varredura (MEV) e sistema de energia dispersiva (EDS), 5 para micro-Ct e 10 amostras para CI. Os dados de micro-Ct e CI de PH35% e PH7,5% foram analisados com teste t-Student. As dosagens de cálcio e fosfato pelo EDS por ANOVA em um fator comparando ao controle (µ=0,05). Houve diferença significante no volume e profundidade de perda estrutural do esmalte nos géis PH35% e PH7,5%. Os valores de Ca e P na superfície analisados por EDS foram similares entre os grupos experimentais e controle. A CI demonstrou que os géis PH35% e PH7,5% analisados pós aplicação apresentaram diferenças significativas para quantidade de Ca, apenas PH7,5% apresentou diferença significativa para quantidade de P. Alterações superficiais foram observadas para PH35% e PH7,5% quando comparados ao controle. Os géis clareadores testados promovem alterações na estrutura do esmalte. O gel clareador PH7,5% apresentou os maiores níveis de alteração de superfície, profundidade, volume e perda de minerais Ca e P.PN0971 - Painel Efetivo
Área:
5 - Materiais Dentários
Simonkoleita como novo agente antimicrobiano para resina adesiva
Collares FM, Garcia IM, Visioli F, Leitune VCB, Souza JD, Souza VS, Scholten JD
Laboratório de Materiais Dentários - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da simonkoleita (SKT) revestida com líquido iônico nas propriedades físico-químicas e atividade antibacteriana de uma resina adesiva. O líquido iônico cloreto de 1-n-butil-3-metilimidazólio e cloreto de zinco foram utilizados para sintetizar as partículas de SKT. SKT foi avaliado por microscopia eletrônica de transmissão. Uma resina adesiva experimental foi formulada, e SKT foi incorporado em 0, 1, 2,5 ou 5% em massa à resina. Investigou-se a atividade antibacteriana contra Streptococcus mutans, grau de conversão (GC), resistência coesiva (UTS), amolecimento em solvente e resistência de união à microtração (μ-TBS) imediata e longitudinal. SKT apresentou formato hexagonal na escala micrométrica. A adição de SKT proporcionou atividade antibacteriana contra a formação de biofilme de S. mutans e reduziu a viabilidade de bactérias planctônicas (p<0,05). O GC variou de 62,18 (± 0,83)% para o grupo controle a 64,44 (± 1,55)% para 2,5% de SKT (p>0,05). Não houve diferença entre os grupos para UTS (p>0,05), amolecimento em solvente (p> 0,05), 24 h ou 6 meses de μ-TBS (p>0,05). SKT revestido com líquido iônico é uma partícula híbrida à base de zinco incorporada com sucesso a uma resina adesiva experimental, proporcionando atividade antibacteriana sem alterar as propriedades físico-químicas. (Apoio: CNPq N° 307939/2019-7)PN0984 - Painel Efetivo
Área:
5 - Materiais Dentários
Arcabouços de quitosana-xantana-biocerâmicas associados às células-tronco mesenquimais para a regeneração do complexo dentina-polpa
Neves JG, Rocha DN, Lopes CC, Barbosa RM, Westin CB, Moraes AM, Correr-Sobrinho L, Correr AB
Odontologia Restauradora - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do trabalho foi sintetizar arcabouços compósitos poliméricos-cerâmicos, associando-os às células-tronco mesenquimais (CTMs), para a regeneração tecidual do complexo dentina-polpa. Foram produzidos arcabouços porosos compostos por complexos polieletrólitos entre a quitosana e xantana, a 1% (m/v), os quais foram utilizados como controle (QX). À essa matriz foram incorporados cerâmicas bioativas de Hidroxiapatita (QXHA) e Bruxita (QXBX), na concentração de 5% (m/v). A caracterização físico-química indicou a fase amorfa, proveniente do complexo polimérico QX, e os picos principais das fases de fosfatos de cálcio por Difração de Raios X (DRX). Além disso, a presença das bandas de PO4, pertencentes aos biocerâmicos, foram observadas após análise por Espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR). Observou-se por meio de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), a reticulação do polímero, a formação de poros nos arcabouços, bem como as partículas de HA e BX incorporadas ao polímero. Para a análise de Citotoxicidade in vitro, os arcabouços foram associados às CTMs, e analisados pelo método indireto de MTT. Esses dados foram submetidos a ANOVA (one-way) seguidos do teste de Tukey (p<0,05). Foi observado que todas as composições não apresentaram-se citotóxicas após 24 horas (p=0,05) Conclui-se que os arcabouços produzidos, com a incorporação de cerâmicas bioativas, são promissores para a regeneração do complexo dentina-polpa por possuírem características físico-química e morfológicas ideias para a associação celular. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2018/188906)