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RESUMOS APROVADOS

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 929 Resumo encontrados. Mostrando de 911 a 920


DMG013 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 4 - Odontopediatria

Impacto da escolha do cimento de ionômero de vidro na longevidade de restaurações ART ocluso-proximais em molares decíduos: 2 anos de um ECR
Oliveira RC, Pacheco ALB, Costa ICO, Bonifácio CC, Calvo AFB, Passaro AL, Imparato JCP, Raggio DP
Odontologia - UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo clínico randomizado de superioridade e duplo cego, foi comparar a sobrevida de dois cimentos de ionômero de vidro (Ketac Molar Easy Mix - 3M ESPE; e Vitro Molar - Nova DFL) em restaurações ART em cavidades ocluso-proximais (OP) de dentes decíduos após 24 meses. Foram aleatorizadas 117 crianças com idade entre 4 e 8 anos, apresentando ao menos uma lesão de cárie OP cavitada, sem sinais de envolvimento pulpar, ou mobilidade. As restaurações foram realizadas por dois operadores, seguindo o protocolo do ART em escolas públicas do município de Barueri (SP) e posteriormente avaliadas após 2, 6, 12 e 24 meses por um examinador treinado, calibrado (Kappa = 0,92) e cego em relação aos grupos. Para a sobrevida das restaurações foi utilizada a análise de Kaplan-Meier e teste de Log-rank. A análise de Regressão de Cox foi utilizada para investigar a influência das variáveis independentes na falha das restaurações (volume da cavidade, gênero, lado, arcada, experiência de cárie e operador). Após 24 meses, a sobrevida das restaurações realizadas com Ketac Molar e Vitro Molar foram de 48,64% e 25,43%, respectivamente. A longevidade das restaurações foi influenciada pelo material restaurador, e restaurações realizadas com Vitro Molar tiveram mais chances de falha em 2 anos de avaliação (HR=1,62; IC95%= 1,01-2,59; p=0,043). Nenhuma das outras variáveis analisadas influenciou a longevidade das restaurações (p>0,05).
Dessa forma, a escolha do material restaurador tem impacto na sobrevida de restaurações ART OP em molares decíduos. ClinicalTrials (NCT 02267720)
DMG016 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 4 - Odontopediatria

Sucesso de reparos com resina composta versus cimento de ionômero vidro de alta viscosidade em molares decíduos
Garbim JR, Freitas RD, Passaro AL, Moro BLP, Braga MM, Mendes FM, Tedesco TK, Raggio DP
Odontopediatria e Ortodontia Preventiva - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo clínico randomizado foi avaliar o sucesso de reparos em restaurações realizados com resina composta (RC) ou cimento de ionômero de vidro de alta viscosidade encapsulado (CIV) em molares decíduos após 6 meses. Após aprovação no comitê de ética (parecer 2.291.642), foram incluídas 166 restaurações de um total de 99 crianças (3-10 anos). Os dentes incluídos foram estratificados de acordo com a estratégia de diagnóstico utilizada (Federação Dentária Internacional - FDI/ Caries Associated with Restorations and Sealants - CARS) e com o tamanho da falha apresentada (até 1mm ou maior que 1 mm). Os dentes foram randomizados em dois grupos, sendo um o cimento de ionômero de vidro encapsulado (Riva Self Cure, SDI, Austrália) e o outro resina composta (Filtek Bulk Fill e Filtek Bulk Fill Flow, 3M ESPE, USA). Após o término dos tratamentos, os pacientes foram acompanhados por 6 meses para avaliar o sucesso das restaurações, que foi representado pela ausência de necessidade de reintervenção. A regressão múltipla de Poisson foi realizada para avaliar a sobrevida das restaurações e para comparar o desfecho com outras variáveis (α=5%).
Não houve diferença entre os grupos para reparos maiores e menores 6 meses após o tratamento. Para os reparos maiores, a RC apresentou 56.41% (n=22) de sucesso após 6 meses e o CIV 41.03% (n=16). Entre os reparos menores, a RC obteve sucesso em 54.76% (n=23) dos reparos e o CIV em 48.72% (n=19). O sucesso dos reparos realizados com RC e CIV foi equivalente após 6 meses.
(Apoio: CAPES  N° 475433/2020-00  |  CNPq  N° 420458/2018-2  |  FAPESP  N° 2018/20464-5)
DMG017 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Dentística

Avaliação in situ de um hidrogel experimental para prevenção da erosão a dentina em pacientes acometidos por DRGE
Dias PC, Palma-Dibb RG, Matos LLM, Quero IB, Yamakami SA, Faraoni JJ
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar in situ a efetividade de um hidrogel experimental na prevenção da erosão a dentina em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Os voluntários selecionados assinaram o TCLE (CAAE 57109416.6.0000.5419) e foram divididos em 2 grupos: Controle (n=8) - sem sinais de DRGE e erosão dental e DRGE (n=9) - com erosão dental e DRGE ou suspeita da doença. Para cada voluntário foram cimentados 6 espécimes de dentina bovina na face palatina dos pré-molares e molares e foram aleatoriamente submetidos aos tratamentos na mesma sessão: ST - sem tratamento, HE - hidrogel experimental (4') e G - Gluma (60"). Após 15 dias, metade dos espécimes foi removida (um de cada tratamento - aleatoriamente) e a outra metade após 30 dias. O tratamento dos espécimes foi repetido a cada 7 dias, com exceção do dia da sua remoção. Para padronização da higienização dos voluntários, todos receberam orientação e um kit com dentifrício/escova/fio dental e tiveram sua alimentação monitorada. Após 15/30 dias, os espécimes foram removidos e avaliados em microscópio confocal a laser quanto ao perfil de desgaste e rugosidade. Os dados foram analisados por Anova e Tukey (α=5%). Pacientes com DRGE apresentaram desgaste superior aos pacientes Controle (p<0,05). HE (1,86±0,53μm) apresentou menor desgaste nos pacientes com DRGE-ST e com o G e similar ao Controle (ST-1,43±1,06μm) após 30 dias. A rugosidade foi similar para ambos os grupos e tratamentos (p>0,05).
Após 30 dias, o hidrogel experimental preveniu a erosão dentinária demonstrando ser uma alternativa de tratamento.
(Apoio: FAPs - FAPESP)
DMG018 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 5 - Dentística

Odontologia minimamente invasiva: estudo retrospectivo de 10 anos sobre reparos em restaurações dentais
Cruvinel PB, Finco LL, Souza-Gabriel AE, De Rossi A, Tirapelli C
Materiais Dentários e Prótese - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O reparo em restaurações dentárias (RRD) faz parte das técnicas da Odontologia minimamente invasiva que objetivam a máxima preservação das estruturas dentais. Este estudo clínico, observacional e retrospectivo avaliou a execução de RRD no período de 10 anos em uma Faculdade de Odontologia. A hipótese da pesquisa foi que não haveria diferença no número de RRD entre os anos de 2008 a 2017. No Sistema Romeu (prontuário eletrônico de pacientes da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo), procedimentos restauradores foram analisados para identificar a frequência absoluta e relativa de: 1) RRDs a cada ano; 2) faixa etária (adultos <30 anos, entre 30-60 anos e >60 anos); 3) grupos dentais; 4) faces dentais. Os dados foram analisados com análise de variância (one-way) e teste de Tukey (p<0.05). Dentre 53.436 procedimentos restauradores, 1.408 foram RRDs, sendo o material de escolha a resina composta. A frequência absoluta e relativa de RRDs aumentou anualmente entre 2008 e 2017. A análise de variância e teste de Tukey apontaram que: 1) Os RRDs em 2017 foram significativamente maiores comparados aos demais anos (p<0.001). O mesmo ocorreu para o ano 2016 comparado aos anos 2008, 2009, 2010, 2011; 2) RRDs foram executados com frequência significantemente maior na faixa etária 30-60 anos, entre 2012 e 2017; 3) o grupo dental significantemente menos reparado foi o dos caninos, em todos os anos; 4) nas faces lingual e incisal, a frequência absoluta de reparos foi a menor.
A quantidade de reparos em restaurações dentais aumentou ao longo dos 10 anos avaliados.
(Apoio: CAPES  N° 001)
DMG020 - Prêmio DMG Odontologia Minimamente Invasiva
Área: 6 - Prótese

Facetas oclusais de cerâmicas de matriz resinosa: efeito da espessura na desadaptação, confiabilidade e distribuição de tensão
Ruggiero MM, Gomes RS, Bergamo E, Freitas MIM, Bonfante EA, Cury AAB
Prótese e Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou a influência de materiais cerâmicos de matriz resinosa e espessura na desadaptação, confiabilidade e distribuição de tensão de facetas oclusais (FO). Cento e vinte e seis FO foram fresadas em CAD/CAM e divididos de acordo com o material (resina nanocerâmica (RNC) e cerâmica infiltrada por polímero (CIP)) e espessura (0,5, 1,0 e 1,5 mm), totalizando seis grupos (RNC0.5, RNC1, RNC1.5, CIP0.5, CIP1 e CIP1.5). A desadaptação (n=10/grupo) foi avaliada quanto ao gap marginal (GM) e discrepância marginal absoluta (DMA) por µCT. Os dados foram analisados por análise de variância de dois critérios e teste de Tukey (α=0,05). O teste de fadiga acelerada progressiva (n=21/grupo) foi realizado, e as curvas de probabilidade de Weibull e confiabilidade foram calculadas e plotadas (IC 90%). A análise de elementos finitos avaliou a distribuição de tensão de acordo com o critério de máxima tensão principal (σmax) na restauração e máxima tensão de cisalhamento (τmax) no cimento. Não houve diferença no GM e DMA entre todos os grupos. A confiabilidade para a missão estimada em 600 N foi significativamente menor para CIP1.5 comparado a RNC1 e RNC1.5. Além disso, a confiabilidade diminuiu na carga de 200 para 400 N e de 400 para 600 N para todos os grupos, exceto RNC1 e RNC1.5. Os valores de σmax foram maiores para os grupos de CIP do que para RNC e os grupos de 0,5 mm concentraram mais tensão do que os grupos de 1,0 e 1,5 mm.
Ambos materiais cerâmicos de matriz resinosa apresentaram resultados promissores quando usados como facetas oclusais devido à sua excelente adaptação e confiabilidade.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2018/21317-6  |  FAPs - Fapesp  N° 2012/19078-7   |  CAPES  N° 001)
LH002 - Prêmio LAOHA
Área: 2 - Terapia endodôntica

O efeito das soluções irrigadoras endodônticas sobre os coronavírus: uma revisão sistemática
Abu Hasna A, Carvalho CAT, Bresciani E
Odontologia Restauradora - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática procurou avaliar o efeito do hipoclorito de sódio e da clorexidina sobre o novo coronavírus (SARS-CoV-19) e outros coronavírus. As buscas eletrônicas foram realizadas até 18 de março de 2020 nas seguintes bases de dados: PubMed, LILACS, BBO, Scopus, web of science e Cochrane. O desenho da revisão baseou-se na estratégia PICO (População - coronavírus; Intervenção - uso da solução de hipoclorito de sódio; Comparação - hipoclorito de sódio e clorexidina; Resultado - redução da carga viral) considerando estudos clínicos e laboratoriais que avaliaram a ação de hipoclorito de sódio e clorexidina sobre o SARS-CoV-2 ou outros coronavírus. A falta de dados quantitativos em cinco estudos e a falta de desvio padrão nos outros estudos impediram a realização de metanálise. No entanto, dados qualitativos e quantitativos foram utilizados para fazer uma revisão sistemática. O hipoclorito de sódio em várias concentrações é capaz de desativar vários tipos de coronavírus devido à sua capacidade de dissolver a matéria orgânic do vírus. Um único estudo mostrou-se que a clorexidina não é efetiva sobre os coronavírus.
O hipoclorito de sódio possui um efeito superior ao da clorexidina sobre os coronavírus. O efeito do hipoclorito de sódio e da clorexidina sobre os coronavírus deve ser avaliado no sistema de canal radicular.
LH009 - Prêmio LAOHA
Área: 4 - Odontopediatria

Experiências de aprendizado prévio influenciam nas habilidades práticas dos alunos de graduação para detecção de lesões de cárie?
Yampa-Vargas JD, Pereira RAC, Silva CR, Ferreira FR, Lenzi TL, Braga MM
Ortodontia e Odontopediatria - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi verificar se o conhecimento prévio do aluno influencia em sua habilidade prática para detecção de lesões de cárie. Foram incluídos alunos de 6 faculdades de Odontologia do Brasil (@IuSTCariology group), em diferentes estágios de formação. Inicialmente, o processo de aprendizagem dos alunos em diagnóstico de cárie, até aquele momento, foi verificado mediante um questionário e avaliação de casos quanto ao diagnóstico e conduta de tratamento. Então, os alunos foram randomizados em 2 grupos: um que assistiu apenas a aula teórica e outro, que além da aula participou de uma atividade teórico-laboratorial para detecção de lesões de cárie. No final, a habilidade prática dos alunos, foi avaliada mediante exame de 31 dentes extraídos quanto à presença e severidade das lesões de cárie. A regressão de Poisson multinível foi usada para testar a associação entre os acertos quanto à classificação de lesões de cárie e o ensino prévio reportado pelo aluno, seu treinamento e fase de formação. 764 alunos de 20 turmas distintas participaram do estudo. Os alunos que reportaram já ter aprendido sobre diagnóstico de cárie tiveram mais acertos na avaliação prática (Razão de prevalência (RP) =1,09; 95%IC: 1,03-1,16, p=0,003) comparados aos que não haviam tido contato prévio com o conteúdo. Também, houve associação dos acertos com o método de ensino aplicado (RP= 1,14; 95%IC: 1,08-1,20, p<0,001).
O contato prévio com o tema, juntamente com a prática teórico-laboratorial influencia a habilidade prática dos alunos de graduação na detecção de lesões de cárie.
(Apoio: CAPES  |  CNPq)
LH010 - Prêmio LAOHA
Área: 4 - Ortodontia

Qual é a correlação entre a maturação das vértebras cervicais e a fusão da sutura palatina mediana?
Sevillano MGC, Estrada JKT, Fernandes LQP, Quintão CCA
Odontologia Preventiva e Comunitária - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo descritivo foi correlacionar as fases de maturação das vértebras cervicais (MVC) com as fases de fusão óssea da sutura palatina mediana (SPM). Para isto, foram avaliadas 351 tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) de pacientes entre 10 e 20 anos de idade, os quais foram dividos em duas faixas etárias (10 - 15 anos e 16 - 20 anos). Foi utilizado o PointNix Real Scan 2.0 para a análise dos estágios da MVC e da SPM e foi aplicado o Teste de Correlação de Spearman. Para avaliar o desempenho dos estágios da MVC como método diagnóstico de identificação dos estágios de fusão óssea da SPM, foi aplicado o Teste da Razão de Verossimilhança (TRV). Em toda a amostra, foi encontrada uma baixa correlação positiva entre os estágios da MVC e da fusão óssea da SPM (p < 0,001; Rho = 0,395). Essa correlação foi moderada nos pacientes do sexo masculino (p < 0,001; Rho = 0,616) e baixa nas pacientes do sexo feminino (p < 0,001; Rho = 0,394) na faixa etária mais jovem, enquanto nenhuma correlação foi encontrada nos pacientes na faixa etária mais avançada. Uma TRV moderadamente positiva foi encontrada nas pacientes de 10 a 15 anos de idade do sexo feminino entre os estágios CS1 e CS2 da MVC e os estágios A e B da SPM, respectivamente, assim como no estágio CS4 da MVC em relação ao estágio E da SPM nos pacientes do sexo masculino. Portanto, a avaliação dos estágios de MVC pode auxiliar no diagnóstico do nível de fusão óssea da SPM em pacientes de 10 a 15 anos, principalmente nos estágios iniciais em pacientes do sexo feminino e nos estágios finais em pacientes do sexo masculino.
Portanto, a avaliação dos estágios de MVC pode auxiliar no diagnóstico do nível de fusão óssea da SPM em pacientes de 10 a 15 anos, principalmente nos estágios iniciais em pacientes do sexo feminino e nos estágios finais em pacientes do sexo masculino.
LH017 - Prêmio LAOHA
Área: 8 - Periodontia

Investigação do gene Interleucina 17 Alfa com suscetibilidade à periodontite isolada ou associada ao diabetes mellitus tipo 2
Hidalgo MAR, Cirelli T, Nicchio IG, Nepomuceno R, Orrico SRP, Cirelli JA, Theodoro LH, Scarel-Caminaga RM
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite é uma doença inflamatória disbiótica multifatorial com impacto adverso na saúde sistêmica, como Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). O gene Interleucina 17 Alfa (IL17A), codifica a citocina pró-inflamatória IL-17, implicada na vigilância imunológica das superfícies mucosas e implicada na inflamação crônica. O objetivo do estudo foi investigar a associação do polimorfismo rs2275913 no gene IL17A com a suscetibilidade genética à periodontite na presença de DM2, ou à periodontite isoladamente, e verificar relações da carga genética com o perfil bioquímico e clínico periodontal do paciente. Considerando o cálculo amostral, foram investigados 879 pacientes divididos em Grupo DM2_P (n=199 pacientes com periodontite e DM2), Grupo Periodontite (n=342 pacientes sem DM2 e com periodontite), Grupo Controle (n=338 pacientes sem DM2 e periodontalmente saudáveis). O DNA de células da mucosa oral foi extraído por salting-out, e a genotipagem foi realizada por PCR com o sistema TaqMan®. A regressão logística múltipla normalizada para idade, sexo e tabagismo não demonstrou associação dos genótipos com a periodontite na presença de DM2, ou à periodontite isoladamente. Pacientes DM2_P tiveram as piores características periodontais mas nem estas, nem as características bioquímicas sofreram influência com o polimorfismo investigado.
Conclui-se que o polimorfismo rs2275913 no gene IL17A não está associado à periodontite isoladamente nem à periodontite conjuntamente ao DM2 na população estudada.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2016/03753-8, 2016/08070-6)
LH019 - Prêmio LAOHA
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Níveis de ruído produzidos em clínica de ensino de odontologia que atingem operador e paciente
Téllez MEP, Moimaz SAS, Garbin AJI, Saliba TA
Odontologia Preventiva e Social - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Na prática odontológica a exposição a ruídos deve ser controlada para evitar danos à saúde de estudantes e profissionais. O objetivo deste estudo foi medir os níveis de ruído que atingem operador e paciente durante os tratamentos odontológicos com o uso de canetas de baixa e alta rotação. Realizou-se uma pesquisa observacional, em clínica de ensino com estudantes de odontologia durante as aulas práticas de dentistica restauradora. Para a mensuração dos ruídos o instrumento empregado foi o decibelímetro Digital Profissional marca Hikari Hdb-882 na escala de 30 a 130 dB. Se realizaram medições individuais em diferentes períodos durante as aulas práticas. Foram realizadas 2 medições, com uma duração de 5 segundos cada uma, com o mesmo operador e com o decibelímetro a 5,15 e 50 cm do ouvido direito do operador formando ângulo reto com o chão. Os dados foram processados em Epiinfo e Excel 2016 e apresentados em tabelas. Os resultados mostram ruídos elevados produzidos pelas canetas de baixa e alta rotação entre 69,05 dB e 80,90 dB. Todos os valores de ruído ultrapassam os 50 dB, limite estabelecido como máximo permitido pela Organização Mundial da Saúde.
Os estudantes de odontologia, durante as aulas práticas, estão expostos ao ruído excessivo produzido pelos equipamentos odontológicos, sendo necessário portanto a adoção de medidas preventivas para evitar o surgimento de lesões auditivas nos futuros profissionais.
(Apoio: CAPES)