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RESUMOS APROVADOS

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 1343 Resumo encontrados. Mostrando de 431 a 440


PN0462 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Avaliação da eficácia do Hidróxido de Cálcio como medicação intracanal em dentes com periodontite crônica
Vitali FC, Cardoso IV, Dorigon-Santos J, Gomes BPFA, Garcia LFR, Bortoluzzi EA, Teixeira CS, Duque TM
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia do uso de medicação intracanal (MIC) à base de hidróxido de cálcio (HC), através da análise do conteúdo microbiológico e níveis de endotoxinas e citocinas, em dentes com comprometimento periodontal primário e envolvimento endodôntico secundário. Para tal, 30 dentes foram divididos em 3 grupos: GSU - sessão única; GHCCX - HC + clorexidina gel 2%; e GHCSS - HC + solução salina. Amostras microbiológicas foram coletadas dos canais radiculares (CR) e bolsas periodontais (BP). Cones de papel absorvente foram inseridos nos sítios em 2 momentos: T0 - antes do preparo químico-mecânico e T1 - 30 dias após o uso da MIC. Parâmetros como profundidade clínica de sondagem (PS) e mobilidade foram determinados nesses tempos. PCR simples (16S rRNA) foi utilizado para identificação bacteriana; o ensaio imunoenzimático (ELISA) para quantificação de citocinas pró-inflamatórias (IL1α, IL1β, TNFα e PGE2); e o ensaio do lisado de amebócito limulus (LAL) para quantificação de endotoxinas. Em T0, o microrganismo predominante nas BP e CR foi Parvimonas micra (87% e 80%); em T1, Tannerella forsythia (53%) predominou nas BP e Porphyromonas gingivalis (62%) nos CR. No GHCCX, houve redução das citocinas IL1β e TNFα nas BP, e PGE2 nos CR; no GHCSS, IL1β e PGE2 reduziram nos BP. Houve redução de endotoxinas nas BP apenas no GHCSS, sem diferença nos demais. Houve diminuição da PS e mobilidade nos grupos com HC em comparação ao GSU.
Concluiu-se que a MIC à base de HC pode contribuir para redução da PS e mobilidade dental, bem como de endotoxinas e citocinas nas BP.
PN0463 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Resistência de união e propriedades físicas de cimentos endodônticos reparadores biocerâmicos
Gonçalves LAC, Bueno CES, Moreira GE, Frozoni M, Amaral FLB
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avalia a resistência de união, por meio do teste push-out, o pH e a solubilidade dos cimentos biocerâmicos MTA REPAIR HP® (Angelus, Londrina, Brasil) e PBS HP CIMMO® (CIMMO, Pouso Alegre, Brasil). A resistência de união foi avaliada através de vinte dentes extraídos e fatiados submetidos ao ensaio de push-out. O pH e a solubilidade foram avaliados através de confecção de corpos de prova. Foram realizadas análises descritivas e exploratórias dos dados de resistência ao cisalhamento, pH e solubilidade, com nível de significância de 5%. Diante destas, não houveram diferenças significativas na resistência ao cisalhamento por extrusão entre os dois tipos de cimentos e entre os dois grupos (com e sem termociclagem). Em relação ao pH, o cimento MTA REPAIR HP® apresentou-se com valores maiores que o cimento PBS HP CIMMO® nos tempos inicial e de 3 horas. Não houve diferença significativa entre os dois cimentos quanto a solubilidade (porcentagem da perda de massa).
Ao findar, observa-se que não há evidências de diferenças em relação ao teste de push-out, assim como, ao de solubilidade em ambos os cimentos. Em relação ao pH, apesar de nos dois cimentos haver aumento significativo no decorrer do tempo, o cimento MTA HEPAIR HP® mostrou valores significativamente maiores do que o cimento PBS HP® nos tempos inicial e de 3 horas. Este estudo juntamente com a literatura, mostra características favoráveis aos materiais endodônticos biocerâmicos, porém, quanto mais cimentos forem lançados no mercado, mais pesquisas devem ser realizadas para confiabilidade de resultados clínicos.
PN0464 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Citotoxicidade e potencial osteogênico de medicações intracanais experimentais contendo hidróxido de cálcio e carvão ativado
Gonçalves GSY, Gregorio D, Piazza B, Maia LP, Mori GG
Odontologia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a citotoxicidade e o potencial osteogênico de duas pastas experimentais contendo hidróxido de cálcio e carvão ativado (CA) para uso como medicação intracanal na Endodontia. Para isso, os seguintes grupos experimentais foram propostos: I - Meio de cultura padrão (controle negativo); II - Pasta de hidróxido de cálcio padrão (HCP); III - Pasta experimental 1 (HCP + CA a 10%); IV - Pasta experimental 2 (HCP + CA a 5%). Células osteoblásticas (MC3T3) e fibroblásticas (L929) foram cultivadas em placas de 96 poços na densidade de 1 x 104 células/poço e após 24h foram tratadas com o extrato das pastas. A citotoxicidade foi avaliada pelo método MTT e o potencial osteogênico foi avaliado pela atividade de fosfatase alcalina, após 1, 3 e 7 dias. Os valores de viabilidade celular foram expressos como porcentagem em relação ao grupo C. Para as comparações entre os grupos foi utilizado ANOVA 2 fatores, seguido pelo teste de Tukey para comparações múltiplas, considerando significância de 5%. Não houve diferença significativa entre as pastas estudadas para biocompatibilidade in vitro para fibroblastos e osteoblastos (p>0,05). Para o potencial indutor, verificou-se que todos os grupos experimentais estimularam significativamente a mineralização em relação ao grupo controle, com exceção da pasta experimental 2 aos 7 dias.
A adição de carvão ativado à pasta de hidróxido de cálcio não altera suas propriedades relacionadas à toxicidade. Em relação à bioatividade, a pasta experimental 1 apresentou maior atividade que a pasta 2.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2018/16356-2)
PN0466 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Efeito da adição de óxido de zinco nanoparticulado nas propriedades físico-químicas de um cimento de aluminato de cálcio
Rosa AF, Amaral TS, Nomura LH, Duque TM, Garcia LFR, Alves AMH, Bortoluzzi EA, Teixeira CS
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou os efeitos da adição de nanopartículas de óxido de zinco (ZnO-nano) à um cimento de aluminato de cálcio (CAC), quanto ao tempo de presa (TP), estabilidade dimensional (ALT), solubilidade (SOL), resistência à compressão (RC) e potencial hidrogeniônico (pH). O CAC (1g) foi manipulado com água destilada (0,21 mL) e acrescido de óxido de zinco (ZnO) e ZnO-nano, a saber: G1 (Controle - 20% ZnO), G2 (15% ZnO + 5% ZnO-nano), G3 (12% ZnO + 3% ZnO-nano), G4 (10% ZnO + 5% ZnO-nano). O TP foi medido de acordo com a especificação n° 57 da ANSI/ADA. Para ALT e RC, os corpos-de-prova foram avaliados após 24 horas, e para SOL, anéis de teflon foram preenchidos com cimento e pesados hidratados e desidratados, após 24 horas e 7 dias. A medição do pH foi realizada na água onde os espécimes foram armazenados para o teste de ALT. Na análise estatística (ANOVA e Tukey, α=0,05), quando comparados ao G1, os grupos com ZnO-nano apresentaram redução significativa no TP (p<0,05) e menores valores (p<0,05) de ALT, com destaque para G4. Para todos os grupos, o pH da solução elevou-se, em média, 5 pontos em relação ao pH da água. Após 07 dias o pH ficou entre 9,78 (G3) e 11,07 (G4), sem diferença significativa entre os grupos (p>0,05). A RC foi maior para G4 e diferiu dos demais grupos (p<0,05) com menores valores para G1. A SOL não apresentou diferença significativa entre os grupos (p>0,05).
A adição de ZnO-nano diminuiu o TP, reduziu os percentuais de ALT e aumentou a RC do CAC.
PN0468 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Características da dor orofacial aguda referida a partir de dentes com pulpite irreversível
Souza PRJ, Costa YM, Marques VAS, Vivan RR, Duarte MAH, Conti PCR, Bonjardim LR
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a frequência, localização, intensidade e qualidade da dor referida em pacientes com pulpite irreversível. Trinta e cinco indivíduos com diagnóstico de pulpite irreversível foram avaliados quanto à presença de dor referida além dos dentes, intensidade da dor (média nas últimas 24 horas e no momento da consulta) por meio de uma escala numérica (0-100) e preencheram o questionário de McGill que contém descritores para melhor identificar a qualidade da dor. Os dados foram analisados por meio dos testes qui-quadrado e teste T. Vinte e três indivíduos (65,7%) referiram dor localizada além da fonte da dor (dentes com pulpite). Os locais de dor referida mais comuns foram região da orelha, face e cabeça. A intensidade da dor nas últimas 24 horas foi associada à presença dor referida (p=0,00006). Além disso, os pacientes com dor referida citaram significativamente mais descritores verbais (16,17 ± 2,67) do que aqueles sem dor referida (12,67 ± 5,23), incluindo alguns relacionados à dor neuropática, enxaqueca e disfunção temporomandibular.
Conclui-se que a elevada ocorrência de dor referida em pacientes com pulpite irreversível parece ser influenciada pela maior intensidade da dor nas últimas 24 horas. Ainda, é comum pacientes com pulpite citarem diferentes descritores verbais relacionado à qualidade da dor, incluindo alguns comumente relatados em outros tipos de dor orofacial. Assim, torna-se imperativo ao cirurgião-dentista familiaridade com os diferentes tipos de dor orofacial e conhecimento dos critérios de diagnóstico.
(Apoio: FAPESP  N° 2017/18471-0)
PN0469 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Análise tomográfica do canal médio-mesial em primeiros molares inferiores
Madeira L, Cruz GV, Lima PLW, Cribari L, Andrade KGN, Kaizer MR, Tomazinho FSF, Baratto-Filho F
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a incidência e a configuração anatômica do canal médio-mesial em primeiros molares inferiores por meio da análise de imagens tomográficas. A amostra contou com 81 dentes os quais foram observados com o tomógrafo Orthopantomograph OP300 e o sistema de escolha OnDemand 3D Dental em corte axial mandibular, campo de visão de 6cm, exposição aos raios X de 2,34 - 12,5 segundos, tamanho de voxel entre 85μm - 300μm e escala de cinza de 14 bits. A incidência do canal médio-mesial foi de 37,03%. Segundo a classificação de Vertucci e Gainesville (1984), 70% da amostra foi classificada como tipo II, 10% tipo III, 3,3% como tipo V, VI e VII e 16,6% tipo VIII. De acordo com Pomeranz et al. (1981), os achados foram 43,3% confluentes ao canal mésio-bucal, 36,6% confluentes ao canal mésio-lingual e 29,9% independentes.
Com base nos resultados foi possível concluir que a tomografia computadorizada possibilita ao clínico um melhor detalhamento da imagem do dente a ser tratado permitindo a localização do canal médio-mesial e a visualização de sua configuração anatômica.
PN0470 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Efetividade de diferentes protocolos de limpeza final do canal radicular com variação da substância química e do dispositivo de agitação
Vivacqua FD, Duarte MAH, Vivan RR, Alcalde MP, Bramante CM
Dentística, Endodontia e Materiais Odont - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a efetividade na limpeza dos canais radiculares, com diferentes substâncias, e dispositivos de agitação. Foram utilizados 100 canais distais de molares inferiores, instrumentados com R50 (Reciproc®) e divididos em 10 grupos: G1 (Clorexidina - (CHX) + Escova intra-conduto); G2 (CHX + EasyClean); G3 (CHX + Irrisonic); G4 (CHX / Escova intra-conduto + EasyClean); G5 (CHX / Escova intra-conduto + Irrisonic); G6 (Hipoclorito de sódio - (NaOCL) / Escova intra-conduto); G7 (NaOCL / EasyClean); G8 (NaOCl / Irissonic); G9 (NaOCl / Escova intra-conduto + EasyClean) e G10 (NaOCL / Escova intra-conduto + Irrisonic). Foram realizados 3 ciclos de agitação de 20 segundos, com 2 ml de cada substância, por ciclo. As raízes foram seccionadas longitudinalmente e avaliadas por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) com 1000x de aumento nos três terços. As imagens foram analisadas por dois pesquisadores cegos, estabelecidos escores e os dados submetidos a análise estatística. Na análise intergrupos, no teste de Kruskal-Wallis, não houve diferença estatística entre os terços (p>0,05). No teste de Friedman, na análise intragrupos houve diferença estatística entre os terços Cervical e Apical nos grupos G4, G5 e G6 (p<0,05); e entre os terços Médio e Apical somente no G2 (p<0,05).
Nenhum dos protocolos garantiu a limpeza efetiva do canal radicular, e em todos os grupos a porção apical mostrou-se mais crítica. Porém, observou-se uma tendência de melhora no terço cervical, com o uso de escovas intra-conduto, com diferenças estatísticas em 3 dos 10 grupos testados.
PN0471 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Quantificação de dois fatores de virulência bacteriana em lesões periapicais de dentes tratados e retratados endodonticamente
Bronzato JD, Davidian MES, Soares AJ, Marciano MA, Ferraz CCR, Almeida JFA, Zaia AA, Gomes BPFA
Odontologia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Lesões periapicais (LP) de origem endodôntica na maioria das vezes correspondem a reações inflamatórias decorrentes da necrose pulpar e contaminação bacteriana do canal radicular. O objetivo deste estudo foi quantificar os níveis de endotoxina (LPS) e de ácido lipoteicóico (LTA) e associá-los com as características clínicas. Pacientes com LP em dentes com o insucesso do tratamento endodontico (ITE) e com insucesso do retratamento endodôntico (IRE) foram indicados para cirurgia parendodôntica, onde a LP foi coletada (n=32). As amostras foram analisadas através do teste cromogênico LAL e ELISA para quantificar LPS e LTA respectivamente. A normalidade dos dados foi verificada através do teste de Shapiro Wilk. Testes t de Student ou Mann-Whitney foram utilizados quando apropriados. O nível de significância de 5% foi adotado. Os níveis de LPS e LTA de LP de ITE não foram significantemente diferentes de IRE. Em LP-ITE, LPS foi significante diferente quando houve dor à percussão e o tratamento foi feito há mais de 4 anos; LTA quando houve dor prévia. Em LP-IRE, os níveis de LPS foram significantemente diferentes quando houve dor prévia, abscesso, pino; os de LTA quando houve uma obturação imprópria.
Foi concluído que LP de ITE e de IRE possuem concentrações similares de fatores de virulência bacteriana, sendo estes associados a sintomatologia.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPESP  N° 2015/23479-5  |  CNPq  N° 303852/2019-4)
PN0472 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Avaliação do pH e liberação de íons cálcio de diferentes medicações intracanal sob agitação ultrassônica
Aguiar BA, Marques SS, Frota LMA, Vitoriano MM, Viana LCTMC, Almeida Gomes F, Maniglia-Ferreira C, Vasconcelos BC
Pós-graduação - UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da agitação ultrassônica (AUS) no pH e na liberação de íons cálcio (Ca+) em pastas de hidróxido de cálcio (HC). Testaram-se: pasta de HC com clorexidina gel a 2% (HC+C) e soro fisiológico (HC+SF) como veículos, Ultracal (ULT), Callen (CAL) e BIO-C TEMP (BIO) em diferentes períodos de tempo. Tubos de polietileno foram preenchidos com as pastas em teste (n=10), em seguida imersos em frascos contendo água destilada. Avaliações foram realizadas nos períodos de 30 minutos, 1, 7, 15 e 30 dias; a cada período os espécimes eram removidos e imersos em novos frascos com o mesmo volume de água destilada. O líquido no qual permaneceram imersos os espécimes foi avaliado por um pHmetro (pH) e por um espectrofotômetro de absorção atômica (Ca+). A análise estatística apontou influência do emprego da AUS, proporcionando valores de pH mais elevados nas pastas HC+C e ULT (P <0,05); com diferença menos expressiva ao longo do tempo. Nas demais pastas não foi observado este incremento da AUS. A liberação Ca+ foi maior empregando-se AUS nos períodos 30 min, 1, 7 e 15 dias em todos os grupos. No entanto, esta diferença não foi observada a partir de 15 dias nas pastas HC+C e CAL. Em função do exposto pode-se concluir que a AUS favoreceu um nível mais alto de pH nas pastas HC+C e ULT. Assim como favoreceu na liberação de cálcio em todas as medicações intracanal.
Em função do exposto pode-se concluir que a AUS favoreceu um nível mais alto de pH nas pastas HC+C e ULT. Assim como favoreceu na liberação de cálcio em todas as medicações intracanal.
PN0473 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Efeito do meio condicionado por células-tronco de polpa dentária humana e MTA ProRoot no capeamento pulpar direto em ratos
Sarra G, Marques MM, Caballero Flores H, Moreira MSNA, Pedroni ACF, Machado MEL
Dentística - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Células-tronco da polpa dentária humana (hDPSCs) são capazes de secretar fatores tróficos no meio em que são cultivadas. Esse meio condicionado (MC) pode modular processos inflamatórios e o reparo tecidual. O objetivo desse estudo foi comparar o uso de MC por hDPSCs (MC-hDPSC), MTA e Biodentine no capeamento pulpar direto. MC-hDPSC foi obtido após a incubação de hDPSCs em meio de cultivo celular fresco. Exposições pulpares realizadas nos dois 1ºs molares superiores (n=6) de ratos Wistars foram capeadas de acordo com os materiais: CN (controle negativo-sem material); BD (Biodentine); MTA (MTA ProRoot); MC (MC-hDPSC); e MTA+ (MTA ProRoot + MC-hDPSC). Quatro e 8 semanas após os capeamentos os animais foram eutanasiados e os dentes tratados foram analisados histologicamente. Na maioria das amostras do grupo CN não houve formação de pontes dentinárias (PD) e houve perda da vitalidade pulpar. No grupo MC em 100% das amostras houve formação de PD em 4 semanas e em 60% em 8 semanas. Nos grupos BD e MTA+ houve formação de pontes em 100% das amostras em ambos os tempos. No grupo MTA houve formação de PD em 60% e 80% em 4 e 8 semanas, respectivamente. Apenas nos grupos MTA+ e BD foi possível observar dentina neoformada contendo túbulos. As porcentagens de tecido pulpar livre de sinais inflamatórios foram de 25% (MTA) e de 75% (MTA+) e 66,6% (BD) em 8 semanas.
A adição de MC-hDPSC melhorou o desempenho do MTA no capeamento direto, que alcançou resultados similares àqueles do Biodentine. MC-hDPSC parece ser promissor para aplicação em procedimentos endodônticos regenerativos.
(Apoio: CNPq  N° 306423/2018-9)