9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 701 a 710


PNb0252 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

O CONHECIMENTO DOS PAIS E RESPONSÁVEIS SOBRE DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO, BRUXISMO E DESGASTE DENTÁRIA EROSIVO
Ana Caroline da Silva Moraes, Letícia Costa Silva, Maria Eduarda Braga Oliveira, Sheyla Márcia Auad, Mariane Carolina Faria Barbosa, Cristiane Meira Assunção
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O bruxismo e a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) são condições que podem estar associadas ao desgaste dentário erosivo, e juntos podem agravar os danos à saúde bucal das crianças, representado pela presença de ácido na cavidade bucal e no desgaste dentário. Assim, o objetivo do estudo foi conhecer o perfil das famílias atendidas nas clínicas de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais e o nível de conhecimento dos pais e responsáveis sobre essas condições. Neste estudo transversal, foram aplicados questionários online com perguntas sobre a criança, sua família e questões sobre os temas estudados, com amostras distintas conforme a adesão, e os dados foram analisados descritivamente. No questionário socioeconômico (n=96) predominaram mães (74%) e participantes autodeclarados pardos (45,8%), com renda de até 3 salários-mínimos (40,6%). Na avaliação da relação entre bruxismo e DRGE (n=55), a maioria dos responsáveis identificou o bruxismo como ranger de dentes no sono (96,4%) e a DRGE como retorno do ácido gástrico ao esôfago (65,5%); contudo, 89,1% desconheciam a possível associação entre as condições, atribuindo-às principalmente à ansiedade (76,4%) e ao estresse (69,1%). Na associação entre DRGE e desgaste dentário erosivo (n=51), 78,4% dos responsáveis desconheciam essa relação; as principais causas apontadas para o esta condição foram ingestão de bebidas ácidas (66,7%) e o uso de medicações (52,9%). Quanto à alimentação, 88,2% das crianças consumiam frutas cítricas, e 86,3% ingeriam bebidas ácidas.

Há certa desinformação sobre a DRGE, bruxismo e desgaste dentário erosivo, indicando a necessidade de orientação e campanhas educativas mais abrangentes a esses temas.

(Apoio: FAPEMIG)
PNb0253 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Diferenças na eficiência e no padrão mastigatório em crianças com HMI unilateral, cárie unilateral e controles: estudo transversal
Maria Vitoria Paz Roeder, Lana Cardoso-Silva, Bianca Caroline Gomes, Jeferson Paiva, Alexandra Mussolino de Queiroz, Francisco Wanderley Garcia de Paula-silva, Fabrício Kitazono de Carvalho
Departamento de Clinica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivo de comparar a eficiência mastigatória, o padrão mastigatório e o impacto na qualidade de vida de crianças com Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) unilateral, lesões cariosas unilaterais e crianças do grupo controle. Estudo transversal com 120 crianças (8-14 anos), distribuídas em três grupos pareados por idade e sexo: controle, HMI unilateral e cárie unilateral. A eficiência mastigatória foi avaliada pelo teste de goma bicolor (20 ciclos por lado), com análise no software ImageJ. O padrão mastigatório e o lado preferencial foram determinados por protocolo observacional em sete ciclos. A qualidade de vida relacionada à saúde bucal foi mensurada pelos questionários CPQ 8-10 e CPQ 11-14. As análises incluíram ANOVA, qui-quadrado e Kruskal-Wallis, com comparações múltiplas (5%). A eficiência mastigatória apresentou diferença significativa apenas no lado acometido (p < 0,001), com desempenho inferior nos grupos HMI unilateral e cárie unilateral em comparação ao grupo controle, sem diferença entre esses dois grupos. O padrão mastigatório também diferiu entre os grupos (p < 0,001): a mastigação bilateral ocorreu em 71,7% (grupo controle), 30,0% (HMI unilateral) e 16,7% (cárie unilateral). O desvio mastigatório foi semelhante entre HMI unilateral e cárie unilateral (63,3%). Os escores de qualidade de vida foram piores nos grupos HMI unilateral (11,7) e cárie unilateral (10,3) em comparação ao grupo controle (7,77) (p < 0,001).

HMI unilateral e cárie unilateral comprometeram de forma semelhante o desempenho mastigatório, com menor eficiência no lado acometido e maior frequência de mastigação unilateral e desvio contralateral, além de associação com pior qualidade de vida, diferindo dos padrões do grupo controle.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA))
PNb0254 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

IMPACTO DO USO DE TELAS NA PERCEPÇÃO ESTÉTICA E NA QUALIDADE DE VIDA DE ADOLESCENTES
Rosilene Andrea Machado, Isabela Alex Kloss, Thais Nogueira Gava, Susiane Queiroz Bastos, Tayla Granemann Jede, Gil Guilherme Gasparello, Vinícius Obal, Orlando Motohiro Tanaka
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso intensivo de telas tem sido associado a alterações na percepção de imagem e no bem-estar de adolescentes, podendo impactar a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB). Este estudo avaliou a associação entre comportamento digital, percepção estética orofacial e QVRSB em adolescentes. Trata-se de um estudo observacional transversal conduzido na clínica odontológica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, envolvendo indivíduos de 11 a 14 anos. A QVRSB, a percepção estética e o comportamento digital foram avaliados por instrumentos validados, incluindo medidas de uso de redes sociais e dependência de smartphone. Resultados iniciais indicam que maior exposição a telas está associada a pior percepção estética e maior impacto negativo na QVRSB.

O comportamento digital pode influenciar desfechos subjetivos em odontologia, destacando a relevância de fatores psicossociais na avaliação e no planejamento do tratamento em adolescentes.

PNb0255 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Acurácia do método de sobreposição de modelos digitais de pacientes adultos tratados com extrações de quatro pré molares
Beatriz Salomão Porto Alegre Rosa, José Augusto Mendes Miguel, Flavia Artese, Felipe de Assis Ribeiro Carvalho
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A sobreposição de modelos digitais tridimensionais é um método livre de radiação que tem se consolidado como uma alternativa aos métodos tradicionais baseados em exames de imagem para a avaliação do movimento dentário em Ortodontia. As diretrizes de radioproteção atuais mostram a importância da validação desse tipo de abordagem, permitindo análises acuradas sem expor o paciente à radiação ionizante. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a acurácia do método de sobreposição de modelos digitais em pacientes tratados ortodonticamente com extrações de quatro pré-molares, utilizando como referência rugas palatinas para o arco superior e oclusão para o arco inferior, em comparação ao método padrão baseado em Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC). Esse é um estudo de método, de caráter retrospectivo, composto por 14 pacientes que apresentaram como documentação ortodôntica TCFCs do início e final do tratamento e modelos digitais dos mesmos tempos. A comparação entre os métodos foi realizada por meio do teste t pareado. Como resultados, os deslocamentos dentários obtidos pelos dois métodos apresentaram magnitudes semelhantes, com diferenças médias iguais ou inferiores a 1 mm em todos os eixos avaliados. A análise de Bland-Altman para os eixos x, y e z, separadamente para os arcos superior e inferior mostrou boa concordância, e a reprodutibilidade intra-avaliador demonstrou excelente precisão (ICC=0,99) em 50% da amostra após duas semanas.

O método de sobreposição de modelos digitais baseado em rugas palatinas para o arco superior e a oclusão para o arco inferior apresentou boa concordância com o método padrão baseado em TCFC e alta precisão, sugerindo o seu uso como uma alternativa sem radiação quando a TCFC não é indicada.

(Apoio: CAPES  N° 88887965876202400)
PNb0256 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Uso de chupeta em recém-nascidos, amamentação e rede de apoio no puerpério: estudo piloto transversal
Karina de Castro Bernardino, Talita de Jesus Rodrigues Pereira, Ana Clara Carvalho Bonfim, Danielly Cunha Araújo Ferreira, Alessandra Maia de Castro, Fabíola Galbiatti de Carvalho
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A rede de apoio às puérperas constitui parte fundamental ao suporte físico e emocional, e a oferta de chupeta ao bebê pode surgir como alternativa para acalmá-lo. O objetivo deste estudo piloto foi investigar, por meio de instrumento de pesquisa, informações sobre uso da chupeta em recém-nascidos, amamentação e rede de apoio às puérperas. A amostra foi de conveniência, composta por 217 puérperas atendidas no Ambulatório de Avaliação Multiprofissional da Amamentação e do Freio lingual em bebês do Hospital Odontológico (FOUFU) e do Banco de Leite Humano (EBSERH-UFU). O instrumento de pesquisa foi um questionário validado por dez odontopediatras e dez puérperas, constituído por 30 questões sobre dados familiares, sucção nutritiva, rede de apoio e uso da chupeta. Após aprovação do Comitê de Ética e assinatura do Termo Consentimento Livre e Esclarecido, as participantes responderam ao questionário, antes ou depois do atendimento. Os dados foram analisados descritivamente, e os principais resultados encontrados foram que dentre as 217 participantes, 57% relataram amamentação exclusivamente no peito, e 66% relataram dificuldades na amamentação, sendo a principal, pega incorreta (23%). Quanto à rede de apoio, 84% das mães receberam auxílio, sendo o principal apoiador o companheiro (71%), e 84% relataram satisfação com esse suporte. Em relação ao uso da chupeta, 37% dos bebês a utilizavam, e 55% não faziam uso.

Conclui-se que a maioria dos recém-nascidos foram amamentados apenas no peito e que a maioria das puérperas possuíram alguma dificuldade para amamentar. A principal rede de apoio relatada foi o companheiro, e a maioria dos bebês não faziam uso de chupeta. As principais razões de oferta da chupeta foram quando o bebê estava irritado e chorando.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 40684/2022-9)
PNb0257 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

HIPOMINERALIZAÇÃO MOLAR INCISIVO TRATADA COM MICROABRASÃO E INFILTRANTE RESINOSO: RELATO DE CASO CLÍNICO
Maria Beatriz Carvalho Ribeiro de Oliveira, Luana Rivelli Fenandes, Manuela Antunes Ortega, Ana Paula Rocha Carvalho Bernardes de Andrade, Ana Flávia Bissoto Calvo, José Carlos Pettorossi Imparato
Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hipomineralização molar-incisivo (HMI) é um defeito qualitativo do esmalte que acomete primeiros molares permanentes, frequentemente associado aos incisivos, com prevalência crescente e etiologia ainda incerta. Clinicamente, apresenta opacidades demarcadas, variando de branco a marrom-amarelado. O manejo visa prevenir complicações, controlar a hipersensibilidade e melhorar a estética. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de HMI no dente 11 em paciente do sexo feminino, 11 anos, tratada por meio de microabrasão associada à infiltração resinosa. Os resultados foram satisfatórios, evidenciando que abordagens conservadoras são eficazes na promoção de conforto e estética. Ressalta-se a importância da atualização profissional para aplicação de terapias seguras e baseadas em evidências. Palavras-chave: Hipomineralização molar incisivo; Microabrasão dentária; Infiltrante resinoso.

Conclui-se que o caso clínico apresentou resultados satisfatórios, demonstrando que abordagens conservadoras são eficazes na promoção de conforto, satisfação e preservação da estrutura dental. Destaca-se a importância da atualização constante dos cirurgiões-dentistas quanto aos protocolos e intervenções atuais, visando um tratamento individualizado e seguro. Observa-se, ainda, o aumento da prevalência de defeitos de esmalte na prática clínica, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce e preciso pelo odontopediatra para adequada escolha terapêutica e melhores desfechos clínicos.

PNb0258 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

AVALIAÇÃO DIGITAL E MICROESTRUTURAL EX VIVO DE RESTAURAÇÕES CLASSE II EM MOLARES DECÍDUOS: COMPARAÇÃO DAS TÉCNICAS INJETADA E CONVENCIONAL
Alefi Marques Lopes da Silva, Ana Paula Gomes e Moura, Fabrício Kitazono de Carvalho, Paulo Nelson Filho, Lea Assed Bezerra da Silva, Raquel Assed Bezerra da Silva, Regina Guenka Palma-dibb, Patrícia Gatón Hernandez
Clinica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi realizar avaliação digital e microestrutural ex vivo de restaurações classe II em molares decíduos restaurados com resina composta, comparando a técnica injetada, que utiliza matriz parcial de poliéster transparente e resina aquecida, com a técnica incremental convencional, que emprega matriz parcial metálica. Trinta segundos molares decíduos humanos foram restaurados e distribuídos aleatoriamente em dois grupos: técnica injetada (G1; n=15) e técnica convencional (G2; n=15). Para análise quantitativa de excesso, falta de material ou restabelecimento da morfologia proximal, os dentes foram escaneados digitalmente antes e após o preparo cavitário e após a restauração, com sobreposição das malhas digitais. Em seguida, foram submetidos à ciclagem termomecânica. A análise semiquantitativa da interface adesiva foi realizada em microscópio confocal a laser. Os dados foram analisados pelos testes t de Student, Mann-Whitney e Fisher (α=0,05). A análise quantitativa tridimensional não demonstrou diferenças significativas entre as técnicas (p>0,05). A análise semiquantitativa evidenciou melhor desempenho da técnica injetada quanto à integridade interfacial, com menor ocorrência de fraturas e GAPs (p<0,05).

Com base neste estudo ex vivo, a técnica injetada mostrou-se alternativa viável para restaurações proximais em molares decíduos, e a associação entre análise tridimensional e microscopia confocal revelou-se abordagem eficaz em estudos ex vivo.

(Apoio: CAPES  N° 88887.983921/2024-00)
PNb0259 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto do diastema mediano na estética facial e no potencial de contratação entre distintos perfis faciais: estudo com rastreamento ocular
Tayla Granemann Jede, Gil Guilherme Gasparello, Elisa Souza Camargo, Mohamad Jamal Bark, Rosilene Andrea Machado, Thais Nogueira Gava, Isabela Alex Kloss, Orlando Motohiro Tanaka
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar a influência do diastema interincisal e de distintos perfis faciais na percepção de atratividade estética e no potencial de contratação, utilizando questionários associados à tecnologia de rastreamento ocular. Trata-se de pesquisa observacional transversal, composta por 261 participantes adultos. Foram empregadas fotografias padronizadas de modelos masculinos e femininos, representando diferentes perfis faciais, manipuladas digitalmente para apresentar ausência ou presença de diastema de 2,0 mm entre os incisivos centrais superiores. Os participantes atribuíram notas de atratividade por meio da Escala Visual Analógica e responderam sobre a probabilidade de contratação profissional. Simultaneamente, registrou-se o padrão visual de atenção direcionado a áreas faciais específicas. Os resultados evidenciaram redução significativa das médias de atratividade nas imagens com diastema em todos os grupos avaliados (p < 0,001). Além disso, a presença do espaço interincisal promoveu maior tempo de fixação visual na região da boca e do nariz, sem diferenças relevantes quanto ao olhar direcionado aos olhos. Em relação ao potencial de contratação, observou-se tendência de menor aceitação para faces com diastema, alcançando significância estatística apenas em um dos grupos analisados (p = 0,011).

Conclui-se que pequenas alterações no sorriso podem comprometer a percepção estética e redirecionar a atenção visual dos observadores. Entretanto, os efeitos sobre julgamentos profissionais parecem variar conforme características faciais e fatores socioculturais.

PNb0260 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Comparação entre regressão logística e modelos de machine learning na predição do risco de lesões de cárie em crianças
Ilana Felix Pinho, Laura Regina Antunes Pontes, Thais Gomes de Oliveira Machado, Mariana Minatel Braga, Fausto Medeiros Mendes
ODONTOPEDIATRIA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A avaliação do risco de cárie tem sido tradicionalmente estimada por modelos de regressão logística. No entanto, modelos de Machine Learning (ML) são técnicas analíticas mais avançadas e podem apresentar melhor desempenho para essa tarefa. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho de modelos de ML na predição desse risco em comparação com a regressão logística. Foram analisados dados de 474 crianças de 3 a 6 anos, participantes de dois ensaios clínicos randomizados (CARDEC 1 e CARDEC 2). Os preditores foram sexo, idade e número de superfícies cariadas, restauradas e dentes perdidos. O desfecho foi a incidência de novas lesões de cárie (desfecho dicotômico). Os dados foram divididos em treino e teste (70:30), e foram desenvolvidos modelos de regressão logística, Random Forest, XGBoost e CatBoost, com otimização por validação cruzada. O desempenho foi avaliado por área sob a curva ROC (AUC), acurácia, sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e negativo. Os modelos de ML apresentaram melhor desempenho que a regressão logística, com AUC de até 0,685 (vs 0,556), com destaque para o XGBoost (acurácia 0,664; sensibilidade 0,632; especificidade 0,693). Para interpretação do modelo, foi aplicada a análise SHAP no XGBoost, que indicou o número de superfícies cariadas como principal preditor do risco de novas lesões de cárie, indicando que a experiência prévia de cárie foi o principal determinante do desenvolvimento de novas lesões no modelo.

Conclui-se que modelos de ML melhoram a predição do risco de novas lesões de cárie em crianças em relação à regressão logística, provavelmente por captarem relações não lineares entre as variáveis, embora o desempenho global tenha sido moderado.

(Apoio: CAPES)
PNb0261 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Análise dos parâmetros físico-químicos da saliva de crianças com Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI)
Brenda Soares Ribeiro, Fernando Luiz Affonso Fonseca, Emanuella Fernandes, Gabrielle Ferreira Noguti Pasquareli, Camila Fragelli, Marco Aurélio Benini Paschoal, Taís de Souza Barbosa
Odontologia restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal analisou os parâmetros físico-químicos da saliva de crianças (7 a 11 anos) com HMI (n=41) e sem HMI/cárie (n=40). A HMI, cárie e hipersensibilidade foram diagnosticadas pelos critérios de Ghanim, ICDAS e SCASS, respectivamente. Realizou-se coleta de saliva não estimulada (NE) e estimulada (E) para aferição do fluxo, pH (NE, E) e capacidade tampão (E), e dosagem de cálcio, fósforo, ácido úrico, proteínas totais, vitamina D, cortisol, vitamina A e flúor (E). A estatística consistiu de testes de normalidade, comparação, correlação e regressão logística múltipla (α=0,05). Houve correlação negativa do cálcio com pH e capacidade tampão, e do fósforo com fluxo na HMI; nos subgrupos HMI, o cálcio se correlacionou negativamente com pH e capacidade tampão, e o fósforo com fluxo, igualmente para o ácido úrico com fluxo e pH para opacidade amarela-acastanhada ou branca- creme/amarela-acastanhada, e o cortisol com pH e capacidade tampão nos na HMI leve, com hipersensibilidade e em molar e incisivo permanentes. A vitamina D se correlacionou positivamente com pH e capacidade tampão no grupo sem HMI e com o fluxo na opacidade amarela-acastanhada ou branca- creme/amarela-acastanhada e HMI com cárie. A HMI aumentou em 4,82 vezes a chance de níveis elevados de ácido úrico. Houve menor chance de valores elevados para vitamina A na HMI; fósforo na HMI com cárie; ácido úrico para HMI em molar e incisivo permanentes; vitamina D na opacidade amarela- acastanhada ou branca-creme/amarela-acastanhada, HMI com cárie, HMI em molar e incisivo permanentes.

Conclui-se que a HMI esteve associada a maior capacidade tampão na categoria moderada/severa e alterações nas concentrações de ácido úrico, fósforo, vitamina D, vitamina A e flúor na saliva E.

(Apoio: CAPES  N° Nº 88887.146604/2025-00)



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