9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 731 a 740


PNb0289 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da resistência à tração de coroas 3D impressas cimentadas com diferentes agentes cimentantes: estudo in vitro
Marcelo Silva de Sousa, Rodrigo Diniz Gomes, Gustavo Raime Santos, Bruno Daniel Nader Marcos, Bruno Costa, Roberto Chaib Stegun, Alessandra Pucci Mantelli Galhardo, Marcio Katsuyoshi Mukai
Prótese Dental UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a adaptação marginal e a resistência à tração de coroas impressas em resina 3D fotopolimerizável (VarseoSmile® Crown, Bego®). Uma coroa de primeiro molar foi projetada em software Exocad e 90 coroas foram impressas em impressora 3D (Mars 4 Ultra, Elegoo®), sendo distribuídas em seis grupos conforme o cimento utilizado - óxido de zinco (CZ), resinoso U200 (U200) e Super-Bond (SB) - com (CJ) e sem (SJ) tratamento de superfície por jateamento com óxido de alumínio. As amostras foram escaneadas com scanner intraoral para análise tridimensional da adaptação marginal por arquivos STL. Em seguida, as coroas foram cimentadas em pilar universal, submetidas à termociclagem e reescaneadas para avaliação do assentamento. A resistência à tração foi mensurada em máquina universal de ensaios (Instron® 5565). Os resultados indicaram que o tipo de cimento e o tratamento de superfície influenciaram significativamente ambos os desfechos (p < 0,05). Na adaptação marginal, os grupos com jateamento (CZ-CJ e SB-CJ) apresentaram menores discrepâncias em relação ao grupo CZ-SJ. Para a resistência à tração, o cimento Super-Bond destacou-se, com valores superiores após jateamento e diferença significativa em relação aos demais. Conclui-se que o tratamento de superfície melhora a adaptação marginal e potencializa a resistência à tração, especialmente quando associado ao cimento Super-Bond.

Conclui-se que o tratamento de superfície melhora a adaptação marginal e potencializa a resistência à tração, especialmente quando associado ao cimento Super-Bond.

PNb0290 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Propriedades físicas das resinas 3D comercializadas para uso definitivo
Ana Carolina Cabral de Medeiros, Larissa Valette Dos Santos, William Cunha Brandt, Ranulfo Benedito de Paula Miranda, Flávia Gonçalves
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As resinas de impressão 3D apresentam um avanço na prática odontológica a compreensão de suas propriedades físico-químicas é fundamental para correta indicação. O objetivo deste estudo foi comparar duas resinas impressas em 3D de uso definitivo: Voxelprint (VP) e priZma Bio Crown (BC) com uma resina composta convencional, Filtek Z350 XT (Z350), quanto a sorção, solubilidade, resistência a flexão (RF) e microdureza Knoop (KHN). Espécimes de VP e BC foram impressos, lavados e submetidos a pós-cura por 20 (20′) ou 30 (30′) min. Espécimes Z350 foram confeccionados em moldes de silicone e fotoativados por 20s. RF (n=10) foi mensurada por ensaio de flexão em três-pontos. KHN (n=5) foi mensurada em microdurômetro. Sorção e solubilidade foram obtidas pela pesagem dos espécimes após armazenamento em água e dessecação das amostras (n=5). Dados foram submetidos a análise de Kruskal-Wallis e Student-Newman-Keuls (RF, α=0,05) e ANOVA de fator único e teste de Tukey (KHN, sorção e solubilidade, α=0,05). Os materiais Z350 e VP 20′ e VP 30′ min apresentaram RF estatisticamente iguais entre si e superior à BC 20' e BC 30'. VP, em ambas as condições de pós cura, apresentou KHN superior a resina composta Z350 e a BC, em ambas as condições de pós-cura. A maior sorção foi observada na BC, independentemente do tempo de pós-cura, enquanto a menor ocorreu para a VP 20′; A solubilidade foi significativamente maior na Z350 em comparação aos materiais de impressão 3D, que não diferiram entre si. VP apresentou desempenho superior ou similar à Z350 em todas as propriedades avaliadas, enquanto BC exibiu sorção elevada e comportamento mecânico inferior.

Conclui-se que VP é alternativa promissora à resina composta convencional, enquanto BC mostra limitações para uso definitivo.

(Apoio: CNPq)
PNb0291 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Estudo transversal Avaliando Bruxismo do sono, em vigília e DTM em Praticantes de Esportes e Exercícios Físicos
Maria José Souza Schües, Cintia Baena Elchin, Henrique da Graça Pinto, Paulo Roberto Vieira Martins, Bruno Mezencio Leal Resende, Marina Favrin , Lucas Thomazotti Berard, Neide Pena Coto
Cirugia, Prótese e Traumato Maxilo Faci UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A diferença entre Bruxismo do sono, vigília e DTM se faz necessária para diagnóstico correto, pois as condições representam sintomas diferentes, sendo a DTM mais complexa. A dor no Bruxismo é transitória, já na DTM não. Quando o bruxismo se mantem, poderá ser um fator contribuinte para uma DTM, identificar corretamente o bruxismo, do sono ou em vigília precocemente diminui o risco de desenvolvimento de uma DTM muscular, articular ou mista. Estudo conduzido através de questionário, onde 243 participantes avaliados, onde variações em esportes e exercícios físicos foram encontrados, foi possível identificar cada condição. Os resultados mostram ser possível identificar as 3 condições propostas pelo estudo. No bruxismo do sono, 26,3% dos participantes (n = 64) relataram apertar ou ranger os dentes entre 4 e 7 noites por semana, enquanto 13,6% (n = 33) o fazem de 1 a 3 noites por semana e 16,9% (n = 41) de 1 a 3 noites por mês. Por outro lado, 20,6% (n = 50) referiram não apresentar o hábito, e 21,8% (n = 53) não souberam informar. O bruxismo em vigília mostrou-se mais frequente, com 38,3% (n = 93) relatando ocorrência "um pouco do tempo" e 19,3% (n = 47) "algum tempo". Em se tratando de DTM, a maioria dos participantes não apresentou dor na mandíbula ou região temporal (62,1%; n = 151), enquanto 33,3% (n = 81) relataram dor intermitente e 4,5% (n = 11) dor constante. Entre os fatores que influenciaram a dor, mastigar alimentos duros foi o mais frequentemente citado (28,8%; n = 70), seguido por hábitos parafuncionais (32,5%; n = 79), outras atividades mandibulares (29,6%; n = 72) e movimentos de abertura ou lateralidade da mandíbula (22,6%; n = 55).

É possível usando um protocolo de perguntas baseado em questionários validados, identificar bruxismo do sono, em vigília e DTM.

PNb0292 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Proposta de um Modelo In Vitro para Avaliação da Adaptação Marginal em Próteses Totais Implantossuportadas
João Victor Cunha Cordeiro, Thaís Barbin, Letícia Del Rio Silva, Daniele Valente Velôso, Anna Gabriella Camacho Presotto, Valentim Adelino Ricardo Barão, Guilherme Almeida Borges, Marcelo Ferraz Mesquita
Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A adaptação marginal de infraestruturas implantossuportadas é fundamental para reduzir tensões no complexo prótese-implante e minimizar complicações mecânicas e biológicas. Este estudo avaliou uma nova técnica sem parafuso para análise da adaptação marginal de infraestruturas implantossuportadas de arco total, comparando-a ao teste convencional (teste de Sheffield ou teste do parafuso único). Quatro implantes e intermediários foram instalados em maxilas prototipadas. Infraestruturas de arco total foram confeccionadas em zircônia e cobalto-cromo por CAD/CAM subtrativo. A adaptação marginal foi avaliada pelo teste do parafuso único, grupo controle, e pela técnica sem parafuso, grupo experimental (n=5 por grupo). Na técnica sem parafuso, a infraestrutura foi posicionada sobre a maxila e fixada aos intermediários com resina acrílica pó-líquido de baixa contração, aplicada na região mesial dos quatro intermediários. Ambas as técnicas foram repetidas três vezes, utilizando-se a média final. Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores e Tukey, com α=5%. A técnica de avaliação influenciou significativamente os valores de desadaptação para ambos os materiais (P<0,001). Menores valores de desadaptação marginal, em média e desvio-padrão, foram observados na técnica sem parafuso: zircônia = 34,9 ± 9 µm e cobalto-cromo = 51,9 ± 6,1 µm. No teste do parafuso único, os valores observados foram de 190,3 ± 27,9 µm para a zircônia e 116,8 ± 14,1 µm para o cobalto-cromo. Zircônia e cobalto-cromo diferiram significativamente em ambas as técnicas, sem parafuso (P=0,008) e parafuso único (P=0,001).

A técnica sem parafuso demonstrou ser adequada para avaliar a desadaptação marginal de infraestruturas implantossuportadas de arco total.

(Apoio: CAPES  N° 88887.147282/2025-00)
PNb0293 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Eficiência mastigatória e qualidade de próteses totais impressas e convencionais: ensaio clínico cruzado - resultados preliminares
Vinicius Sabedra, Beatriz de Camargo Poker, Mariane Gonçalves, Valdir Antônio Muglia, Júlio César Souza da Matta, Adriana Barbosa Ribeiro, Claudia Helena Lovato da Silva
Materiais dentários e prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico aleatorizado, controlado e cruzado investigou se próteses totais removíveis confeccionadas por manufatura aditiva apresentam eficiência mastigatória (EM) e qualidade de prótese (QP) comparáveis às produzidas pelo método convencional. Catorze indivíduos edêntulos totais foram aleatorizados para uso sequencial de próteses convencionais (PTC) e impressas (PT3D). A EM foi avaliada pela capacidade de homogeneização de cores de goma de mascar, com mensuração objetiva por espectrofotometria. A QP (retenção, suporte, estabilidade e oclusão), foi avaliada por dois examinadores calibrados e cegos (kappa = 0,519). As mensurações foram realizadas com a prótese antiga (baseline), imediatamente após a instalação e após 15 dias de uso. Os dados foram analisados por modelos lineares mistos, com ajuste de Bonferroni, sendo a sequência de uso incluída como efeito fixo para controle de efeito residual (p<0,05). Para EM, não houve efeito significativo do tempo (p=0,065), do tipo de prótese (p>0,05) ou da interação tempo*prótese (p=0,918), e não foi observado efeito de sequência (p=0,217). Comparações pareadas confirmaram ausência de diferenças entre PTC e PT3D em todos os momentos (p>0,05). Para QP, houve efeito significativo do tempo (p<0,001), com escores superiores para ambas as próteses em relação ao baseline (p≤0,001), sem diferença entre os tipos ou entre os tempos pós-instalação (p>0,05).

Conclui-se que próteses totais impressas apresentam desempenho funcional e qualidade clínica comparáveis às convencionais, sem melhora adicional da eficiência mastigatória no curto prazo, sendo ambas superiores às próteses previamente utilizadas.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/138826  |  CAPES  N° 88887.170872/2025-00)
PNb0294 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Modulação inibitória descendente ao longo das repetições em mulheres com DTM muscular crônica e comorbidades dolorosas
Henrique Portolese Sversutti Cesar, Maria Emilia Servin Berden, Rafaela Stocker Salbego, Leonardo Rigoldi Bonjardim, Paulo César Rodrigues Conti
Prótese e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar de amplamente utilizado, o teste de modulação condicionada da dor (CPM) apresenta alta variabilidade e resultados inconsistentes entre populações clínicas e controles, limitando sua aplicação como marcador fisiológico confiável. Este estudo transversal observacional teve como objetivo comparar os valores de CPM ao longo de 3 repetições, em regiões trigeminal (T) e extratrigeminal (ET), em mulheres assintomáticas, com DTM muscular crônica e com comorbidades dolorosas. Como objetivo secundário, investigou-se quais variáveis poderiam predizer o CPM. Foram avaliadas 128 mulheres distribuídas em 4 grupos (n=32): assintomáticas, DTM muscular crônica, com comorbidades trigeminais e com comorbidades extratrigeminais. O CPM foi avaliado pelo limiar de dor à pressão (LDP) como estímulo teste e pela imersão da mão contralateral em água fria como estímulo condicionante, em três repetições consecutivas, nas regiões T (masseter) e ET (tenar). Modelos lineares mistos demonstraram efeito significativo de grupo (F(3,123)=6,376; p<0,001) e região anatômica (F(1,620)=14,438; p<0,001), mas não de repetições (F(2,620)=0,456; p=0,634). No segundo modelo, apenas a região anatômica permaneceu associada ao CPM (F=13,93; p<0,001). Mulheres com comorbidades dolorosas apresentaram pior modulação da dor, sem diferença entre repetições, mas com diferença entre regiões, sendo a região T mais preservada do que a ET.

O CPM deve ser utilizado como medida complementar e não de forma isolada, na avaliação clínica. Mais estudos são necessários para padronizar os protocolos, reduzir a variabilidade e ampliar sua aplicabilidade clínica.

PNb0295 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Adaptação marginal/interna e resistência à fratura de coroas em resina impressa após jateamento
Diego Diaz Gamba, Beatriz Almeida Oliveira, Renato Sartori Lardin Sanchez, Rafaella Maria Oliveira Aluvino, Danilo Mendes Bianchi, Claúdia Sanae Akita Shimoide Muraoka, Guilherme Almeida Borges, Emily Vivianne Freitas da Silva
Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar a influência do método de fabricação (impressão ou fresagem) e de protocolos de jateamento com Al2O3 na adaptação marginal/interna e na resistência à fratura de coroas resinosas. Para isso, sessenta coroas (n=10/grupo) em resina impressa (Ceramic Crown) e fresada (Cerasmart) foram distribuídas em três protocolos de condicionamento interno: sem jateamento, 50 µm/0,2 MPa/10 s e 100 µm/0,3 MPa/5 s. A adaptação foi avaliada por sobreposição digital (GOM Inspect) em 10 pontos (MG, C, A, AO, O, O2, AO2, A2, C2, MG2). Após cimentação (Variolink Esthetic), a resistência à fratura foi testada (esfera 5 mm; 1 mm/min). Dados de adaptação foram analisados por Kruskal-Wallis e Mann-Whitney, e resistência à fratura por ANOVA/Tukey (α=5%). Coroas impressas apresentaram maior desadaptação, em MG2 (0,10-0,18 mm) que fresadas (0,02-0,05 mm, p < 0,01). Em A2, valores de 0,10 mm no grupo impresso e 0,05-0,06 mm no fresado (p < 0,05), enquanto em AO2, 0,12 mm para impresso após 100 µm e 0,02-0,03 mm para fresado (p < 0,05). Em O2, fresadas com 100 µm apresentaram ≈0,04 mm versus ≈0,13 mm nas impressas, com diferença de até 0,09 mm. Em C2, impressas variaram de 0,04-0,10 mm e fresadas de 0,04-0,08 mm. A resistência variou de 2243±565 N a 2568±515 N nas coroas impressas e de 2260±554 N a 2382±245 N nas fresadas, sem diferença significativa entre grupos (p>0,05).

O método de fabricação influenciou significativamente a adaptação interna, favorecendo coroas fresadas. O jateamento apresentou efeito dependente do material, granulometria e região, afetando mais as coroas impressas, especialmente em áreas profundas (A2, AO2, C2). A resistência à fratura não foi afetada.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/08917-5)
PNb0296 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação das propriedades mecânicas e distribuição de tensões em resinas híbridas por diferentes técnicas de fabricação
Caroline Estevam Junqueira, Olívia Breda Moss, Brenda Gonçalves de Carvalho, Adriana Cláudia Lapria Faria Queiroz, Renata Cristina Silveira Rodrigues, Ricardo Faria Ribeiro
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar as propriedades mecânicas e a distribuição de tensões em resinas compostas híbridas obtidas por impressão 3D, fresagem e técnica convencional. Foram analisadas quatro resinas: duas impressas (Prizma 3D Bio Crown - PRI; Nanolab 3D - NA), uma fresada (Grandio Disc - GRA) e uma fotopolimerizável (Solidex - SO). Corpos de prova retangulares (25×2×2 mm; n=10) foram submetidos ao ensaio de flexão em três pontos após armazenamento por 24 h em água destilada a 37 °C e após envelhecimento por termociclagem (20.000 ciclos; 5-55 °C). A distribuição de tensões foi avaliada por correlação de imagens digitais (CID) e, após a fratura, os fragmentos foram utilizados para mensuração da microdureza Knoop. Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores e teste de Bonferroni (p<0,05). A resistência à flexão foi influenciada pelo tipo de material e envelhecimento (p<0,001), com maior desempenho para GRA, seguido por PRI, SO e NA, sem diferença entre os dois últimos (p>0,05). O envelhecimento reduziu a resistência em NA, GRA e SO enquanto o grupo PRI não apresentou alteração significativa (p>0,05). A análise por CID evidenciou concentração de tensões na região central das amostras, sobretudo na face inferior, indicando essa área como crítica para o início de falhas. Na microdureza, observou-se redução significativa nos grupos NA e SO (p<0,05), aumento no grupo GRA (p<0,05) e estabilidade no grupo PRI (p>0,05).

Conclui-se que o envelhecimento artificial exerce influência direta nas propriedades mecânicas dos materiais avaliados, e que as resinas obtidas por impressão 3D apresentaram desempenho inferior ao material fresado, o que pode restringir sua aplicação em restaurações definitivas.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0297 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito de materiais e espessuras de placas oclusais na distribuição de tensões em implantes
Daiane Elem Santos da Silva, Lívia Apolito Rissi, Anderson Catelan, Fellippo Ramos Verri, Luy de Abreu Costa, Victor Eduardo de Souza Batista
Dentística UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de diferentes materiais e espessuras de placas estabilizadoras oclusais na distribuição de tensões em próteses unitárias implanto-suportadas parafusadas. Foram desenvolvidos dez modelos tridimensionais representando três implantes de hexágono externo (Ø4,0×7,0mm) em região posterior de maxila, reabilitados com coroas metalocerâmicas parafusadas. As placas foram simuladas em polimetilmetacrilato (PMMA), etileno-acetato de vinila (EVA) e poliéter-éter-cetona (PEEK), nas espessuras de 1, 2 e 3mm, além de um modelo controle sem placa. Aplicou-se carga estática parafuncional de 800N, em direção axial, distribuída em 11 pontos oclusais. As tensões no osso cortical foram analisadas pelo critério de tensão principal máxima, e no implante e parafuso pelo critério de von Mises. Os resultados demonstraram que o uso da placa reduziu as tensões em todas as estruturas avaliadas, independentemente do material. A espessura influenciou significativamente os resultados, sendo 3mm a mais eficiente. Materiais mais rígidos, como PEEK e PMMA, apresentaram melhor desempenho biomecânico.

Conclui-se que placas oclusais, especialmente mais espessas e rígidas, reduzem tensões no sistema implantar

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/06532-6)
PNb0298 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

BRUXISMO EM VIGÍLIA EM USUÁRIOS DA REDE PÚBLICA DE SAÚDE DE CURITIBA/PARANÁ
Jaqueline da Silva Nascimento, Juliana Schaia Rocha, Isabella Christina Costa Quadras, Patricia Kern di Scala Andreis, Orlando Motohiro Tanaka, Paulo Henrique Couto Souza, Sérgio Aparecido Ignácio, Elisa Souza Camargo
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar do aumento dos comportamentos motores orais, há lacuna de dados epidemiológicos sobre a prevalência do bruxismo e fatores associados na população de Curitiba. Esta pesquisa observacional transversal investigou a prevalência de bruxismo em vigília (BV) e sua associação com fatores sociodemográficos e ansiedade, em usuários de unidades de saúde de Curitiba/PR. Questionário estruturado foi aplicado em 384 indivíduos adultos, de ambos os sexos, incluindo o Oral Behaviours Checklist (OBC) para avaliação do BV e o GAD-7 para a ansiedade. Análise estatística foi realizada (p < 0,05%). A prevalência de BV foi de 67,2%, 24,0% tinha BV frequente e os comportamentos mais prevalentes foram o contato dentário leve (53,6%) e o apertamento dentário (50,5%). A maioria dos participantes possuía renda familiar de até R$ 5.000,00 (65,6%), desconhecia os efeitos do BV (71,9%) e nunca recebeu orientação sobre BV (78,9%). Observou-se associação entre a presença de BV e ocupação ativa (p=0,027), menor renda (p=0,023) e ansiedade generalizada (p<0,001).

Indivíduos com ansiedade severa apresentaram maior prevalência (83,8%) e maior frequência de BV (p<0,001). A alta prevalência de BV e sua associação com a ansiedade, e determinantes socioeconômicos, reforçam a necessidade de estratégias integradas na atenção primária, envolvendo saúde bucal e mental, com foco em diagnóstico precoce, educação em saúde e redução das desigualdades sociais.

(Apoio: CAPES)



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