9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 711 a 720


PNb0262 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência da presença de biofilme e de acessórios ortodônticos na medição mésio-distal e na análise de Bolton em modelos digitais
Tainá de Moraes Corrêa Manso, Beatriz Salomão Porto Alegre Rosa, Luiz Eduardo de Macedo Cardoso, Flavia Artese
Ortodontia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com o avanço da odontologia digital, os escâneres intraorais tornaram-se ferramentas amplamente utilizadas para obtenção de modelos tridimensionais, oferecendo maior agilidade e precisão na prática ortodôntica. Entretanto, fatores clínicos, como a presença de biofilme e de acessórios ortodônticos, podem influenciar a acurácia dessas imagens. Este estudo teve como objetivo avaliar a influência desses fatores na medição da largura mésio-distal dos dentes permanentes em modelos digitais e na análise de Bolton por métodos semiautomático e totalmente automatizado. A amostra incluiu 11 pacientes, submetidos a quatro tempos de escaneamento com o escâner iTero, nas seguintes condições: com e sem placa bacteriana, com e sem bráquetes. As medições foram realizadas no software OrthoCAD por duas avaliadoras, enquanto as análises de Bolton foram feitas de forma semiautomática no OrthoCAD e automática no ClinCheck Pro 6.0. Os resultados demonstraram que a maioria das medidas não apresentou diferenças estatisticamente significativas entre as condições clínicas. No entanto, a análise de Bolton anterior semiautomática foi significativamente afetada pela interação entre biofilme e bráquetes (p = 0,01), com tendência à subestimação da discrepância. A versão automatizada também foi impactada (p = 0,02), porém em menor grau. A análise de Bolton total manteve-se estável. Apesar disso, houve relato de dificuldades técnicas em regiões posteriores na presença de placa.

Conclui-se que, apesar da boa reprodutibilidade das mensurações digitais, a presença combinada de placa bacteriana e braquetes pode comprometer a acurácia das análises, especialmente em regiões posteriores e na análise de Bolton dos dentes anteriores.

PNb0265 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

RECESSÃO GENGIVAL ANTEROINFERIOR NA CLASSE II: TRATAMENTO COMPENSATÓRIO VS. CIRÚRGICO
Igor Henrique Boni de Souza, Kelli Zeferino Correia Bauermann, Paula Cotrin, Fabricio Pinelli Valarelli, Celia Regina Maio Pinzan-vercelino, Renata Cristina Gobbi, Ricardo Cesar Gobbi de Oliveira, Karina Maria Salvatore de Freitas
Odontologia ASSOCIAÇÃO MARINGÁ DE ENSINO SUPERIOR
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi comparar a recessão gengival em pacientes com má oclusão de Classe II tratados com elásticos intermaxilares de Classe II e cirúrgico. A amostra foi constituída por 40 pacientes com má oclusão de Classe II tratados sem extração, divididos em dois grupos, sendo G1: 20 pacientes tratados com aparelhos fixos e elásticos de Classe II, com idade inicial média de 18,23 (DP=5,24) e idade final média 20,57 anos (DP = 5,18); G2: 20 pacientes tratados com aparelhos fixos cirurgia ortognática, com idade inicial média de 20,18 anos (DP = 2,30) e final em média 22,61 anos (DP = 2,14). A recessão gengival foi avaliada nas fotografias intrabucais com auxílio do software Dolphin nas fases inicial e final. A comparação intergrupos foi realizada pelo teste t independente. Os resultados demonstraram que não houve aumento estatisticamente significante da recessão gengival com o tratamento ortodôntico nos grupos Classe II tratados de forma compensatória e cirúrgica. A recessão gengival se mostrou semelhante ao início e ao final do tratamento em ambos os grupos. Não houve diferença entre os grupos da alteração da quantidade de recessão gengival com o tratamento.

Concluiu-se que pacientes com má oclusão de Classe II tratados compensatória ou cirurgicamente apresentam alteração similar da recessão gengival dos incisivos inferiores.

PNb0266 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Análise físico-química e potencial acidogênico de fórmulas infantis e leites integral, materno e vegetal
Ana Carolina da Silva Fadini, Daniella Malhães de Souza, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo, Ana Paula Pires Dos Santos, Adilis Alexandria
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a caracterização físico-química e o potencial acidogênico (PA) de fórmulas infantis de seguimento para lactentes, crianças de primeira infância, sem lactose, e de origem vegetal, além de leites integral, materno e vegetal como controles. Trata-se de um estudo laboratorial, in vitro e duplo-cego. Os produtos foram preparados conforme orientação do fabricante. Determinaram-se pH, fluoreto total solúvel (F⁻) por potenciometria com eletrodo íon-seletivo, sólidos solúveis totais (SST) por refratometria e o perfil de carboidratos por ¹H-RMN. O PA foi avaliado por ensaio de fermentação bacteriana com Streptococcus mutans (ATCC 25175) em meio BHI, adicionado (1:1) aos produtos e controles (meio branco, sacarose 10%) com mensuração do ΔpH nos tempos 0h, 2h, 4h, 6h e 24h, e da área abaixo da curva (AUC<5,5). Avaliaram-se, ainda, os rótulos dos produtos de acordo com a NBCAL. Os dados foram analisados descritivamente, por ANOVA/Tukey e ANOVA de medidas repetidas (p<0,05). O pH variou de 6,65±0,01 a 7,89±0,05. Os SST variaram de 8,50±0,71 a 14,50±0,71 ºBrix, com menores valores nos controles (p<0,05). O F- variou de 0,02 ± 0,00 a 0,16 ± 0,01 mg/L, sendo maior no leite integral (p<0,05). No teste de PA, após 4h, todos os produtos apresentaram pH<5,5, exceto o leite materno, que apresentou menor ΔpH (0,35±0,02) e AUC=0 (p<0,05). Embora não tenham sido observadas inconformidades na rotulagem, a ¹H-RMN identificou maltodextrina, glicose e sacarose, inclusive em produtos sem declaração no rótulo.

Conclui-se que a maioria dos produtos apresentou potencial acidogênico associado à carga de substratos fermentáveis, reforçando a necessidade de monitoramento do consumo desses produtos na primeira infância.

PNb0267 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Letramento em saúde na adolescência: o papel das desigualdades sociais e do contexto educacional
Júlia Alves Fernandes, Mariane Carolina Faria Barbosa, Saul Martins Paiva, Fabian Calixto Fraiz, Ana Flávia Granville-garcia, Fernanda Morais Ferreira
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O letramento em saúde (LS) refere-se à capacidade de acessar, compreender e aplicar informações para a tomada de decisões em saúde. Este estudo objetivou mensurar o nível de letramento em saúde de adolescentes e analisar sua associação com variáveis sociodemográficas e autoavaliação em saúde. Trata-se de estudo transversal realizado com adolescentes de 13 a 19 anos, matriculados em escolas públicas de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi aplicado um questionário sociodemográfico e de autoavaliação em saúde. O LS foi mensurado pela versão brasileira do Rapid Estimate of Adult Literacy in Medicine and Dentistry (REALMD-20), com pontuação variando de 0 a 20 pontos. Os dados foram analisados no programa SPSS Statistics versão 21.0 (p<0,05). Participaram 260 adolescentes, sendo 54,6% meninas, com média de 15,64 anos (DP=1,84). A média do LS foi de 15,61 pontos (DP=2,89). Adolescentes de escolas com melhor desempenho no IDEB (p=0,011) e com maior escolaridade (p<0,001) apresentaram maiores escores de LS. Maior escolaridade dos responsáveis também esteve associada a melhores níveis de LS (p=0,008). Observou-se correlação positiva entre LS e idade dos adolescentes (rho=0,42; p<0,001), idade dos responsáveis (rho=0,20; p=0,001) e renda (rho=0,27; p<0,001). Adolescentes sob responsabilidade dos pais apresentaram maiores escores de LS (p=0,017). Não foram observadas associações com sexo, raça/cor, condições de saúde ou autoavaliação de saúde geral e bucal (p>0,05).

Conclui-se que o letramento em saúde associa-se a fatores sociodemográficos e ao contexto familiar e educacional, evidenciando desigualdades sociais relevantes.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° APQ-00360-22, RED-00204-23  |  CNPq  N° PQNo 309181/2022-4, Universal N°406204/2021-7, INCT Saúde Oral e Odontologia N°406840/2022-9)
PNb0268 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

O USO DA LASERPUNTURA PARA MANEJO DA ANSIEDADE ODONTOLÓGICA EM PACIENTES INFANTIS
Yasmin Pessanha Neves, Gabrielly da Costa Paulino Lacerda Reis, Mariana Farias da Cruz Zefiro , Luciana Pomarico, Gloria Fernanda Barbosa de Araujo Castro
Odontopediatria e Ortodontia da UFRJ UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Acupuntura a Laser (AL) pode funcionar como método coadjuvante no controle da ansiedade durante o atendimento odontológico (AO) em crianças. O objetivo foi avaliar parâmetros relacionados a ansiedade de crianças frente ao AO, após o uso da AL. Realizou-se um estudo piloto randomizado, com 10 crianças, ambos os sexos, 5-10 anos, que nunca foram ao dentista e com necessidade de tratamento sob anestesia local, sendo eles: tratamento restaurador sob isolamento absoluto (R + IA) ou exodontia (EXO). Aferiu-se a Frequência cardíaca (FC), Saturação de oxigênio (SpO2) e aplicou-se a Escala Modificada de Ansiedade Odontológica Infantil Faces (MCDASf) e a AL em dois pontos (Yintang e C7), antes da intervenção odontológica. Pacientes do Grupo Intervenção (GI) (n=5) receberam a Luz LASER e o Grupo controle (GC) (n=5) receberam a simulação (sem o acionamento da luz). Ao final, fez-se nova aferição de FC, SpO2 e aplicada a escala MCDASf. No GI, 60% (n=3) realizou R + IA e 40% (n=2) EXO. No GC, 80% (n=4) foram submetidos a EXO. No GI, 80% (n=4) apresentou diminuição da FC ao final do atendimento, comparando com 40% (n=3) do GC. Não foi verificado diferença nos valores de SpO2 nos dois grupos. Quanto a escala MCDASf, em nenhum grupo houve aumento do score para a ansiedade, assim como nenhuma criança apresentou piora no comportamento.

Acupuntura a Laser foi capaz de reduzir a FC durante o atendimento odontológico, mas não impactou em outros fatores relacionados a percepção de ansiedade em crianças.

PNb0269 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Associação entre medidas tridimensionais da base do crânio e a relação transversal maxilomandibular
Ana Elisa de Mello Sassaron, Alejandro David Avalos Chávez, Fabio Lourenco Romano, Maria Bernadete Sasso Stuani, Mírian Aiko Nakane Matsumoto, Erika Calvano Kuchler, Guido Artemio Marañón-vásquez
Clínica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre medidas tridimensionais da base do crânio e a relação transversal maxilomandibular. Foi realizada análise secundária de prontuários ortodônticos, incluindo 73 indivíduos (idade média de 30,2 anos) com tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). A partir de volumes tomográficos padronizados, foram geradas imagens cefalométricas póstero-anteriores para mensuração das distâncias J-J (largura maxilar) e AG-GA (largura mandibular). A diferença entre essas medidas foi calculada e estratificada em quartis para classificação da relação transversal maxilomandibular (relação transversal reduzida, relação transversal equilibrada e relação transversal aumentada). Para avaliação tridimensional da base do crânio foram usados 11 pontos de referência anatômicos, gerando 23 distâncias lineares, nove ângulos tridimensionais e 10 medidas de assimetria bilateral. Modelos lineares gerais foram utilizados para análise inferencial. Indivíduos com relação transversal reduzida (mandíbula relativamente mais estreita), apresentaram reduções sistemáticas nas dimensões transversais da base do crânio; enquanto indivíduos com relação transversal aumentada (mandíbula relativamente mais larga), apresentaram dimensões transversais da base do crânio aumentadas (P < 0,05). Observou-se associação entre assimetria bilateral e a relação transversal maxilomandibular (P < 0,05), predominantemente nas medidas relacionadas às fossas mandibulares.

Variações nas medidas tridimensionais da base do crânio apresentam associação com a relação transversal maxilomandibular.

PNb0270 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Ângulo nasolabial e estética facial: análise da atenção visual por rastreamento ocular
Vinícius Obal, Gil Guilherme Gasparello, Isabela Alex Kloss, Rosilene Andrea Machado, Susiane Queiroz Bastos, Tayla Granemann Jede, Orlando Motohiro Tanaka
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou, por meio do rastreamento ocular, como variações na inclinação da ponta nasal e a dinâmica do sorriso influenciam o padrão de fixação do olhar e a hierarquia visual facial. Foram utilizadas fotografias de perfil de uma modelo feminina, editadas para diferentes ângulos nasolabiais (ANL), de 95° a 71°, em repouso e sorriso. A amostra incluiu 62 avaliadores leigos (média de 24 anos). Os dados foram obtidos com OGAMA 5.0 e The Eye Tribe Tracker, com apresentação aleatória das imagens por 5 segundos. Os olhos e a boca apresentaram maior tempo de fixação em todas as condições. Contudo, com maior queda da ponta nasal, houve deslocamento progressivo do olhar para os terços médio e inferior da face, com mapas de calor mais alongados e maior dispersão visual. O sorriso aumentou a atenção na região bucal, porém alterações nasais acentuadas atuaram como fator de distração.

Conclui-se que a morfologia da ponta nasal influencia o escaneamento visual da face, devendo ser considerada no planejamento ortodôntico para otimização da harmonia facial.

PNb0271 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Traumatismos dentários na dentição decídua: análise epidemiológica retrospectiva de 15 anos
Maria Eduarda Casadei Motta Bellini, Eliana Mitsue Takeshita, Bruna Dos Santos Silva, Liliana Vicente Melo de Lucas Rezende, Júlio César Franco Almeida, Daniella Birnbaum Pessoa de Mello, Vanessa Polina Pereira da Costa, Fernanda Cristina Pimentel Garcia
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os traumatismos dentários (TD) constituem um problema de saúde pública com elevada ocorrência em crianças em fase pré-escolar. Podem acarretar prejuízos à função e à estética, além de implicar em impactos psicológicos e sociais. TD na dentição decídua permanecem pouco explorados, sobretudo em contextos de atendimento assertivo. Avaliar a prevalência, distribuição e fatores associados aos TD na dentição decídua em pacientes atendidos no Projeto de Extensão de Trauma Dental da Universidade de Brasília, com 15 anos de atuação. Estudo realizado por meio de análise de prontuários de pacientes do Projeto de Extensão entre os anos de 2011-2026. As variáveis analisadas foram sexo, idade, etiologia, tipo de trauma, tecido acometido, dentes envolvidos, local de ocorrência do trauma, tempo até o atendimento e tratamento realizado. Observou-se maior prevalência de TD em crianças do sexo masculino e na faixa etária de 0 a 3 anos. As quedas, especialmente da própria altura, foram a principal etiologia, com predomínio de ocorrência em ambiente domiciliar. Traumas de tecido duro, as fraturas de esmalte-dentina (25,7%) e as fraturas coronárias complicadas (22,9%) foram as mais frequentes; nas lesões de tecido de sustentação, predominaram a luxação lateral (20,5%), a concussão/subluxação (19,2%) e a avulsão (16,4%). Observou-se associação estatisticamente significativa entre o tipo de tecido e conduta (p = 0,004).

Os TD foram mais prevalentes em crianças de 0-3 anos, do sexo masculino, por quedas domésticas, com destaque para fraturas de esmalte-dentina e luxações laterais. Os resultados, baseados em 15 anos do Projeto de Extensão da UnB, evidenciam a importância de prevenção direcionada e de serviços especializados para o manejo desses agravos.

(Apoio: CNPq  N° 133736/2025-3  |  UnB)
PNb0272 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Uso de ferramentas digitais para aumentar a adesão e reduzir as perdas de seguimento em estudos longitudinais
Juliana Antunes de Campos, Julia Leal de Moraes, Mônica da Paz Silva, Paulo Nadanovsky, Fernanda Barja Fidalgo Silva de Andrade , Ana Paula Pires Dos Santos
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A adesão dos participantes em estudos longitudinais é um desafio, e perdas de seguimento podem comprometer o poder e a validade dos resultados. Este estudo descreve o uso de ferramentas digitais para aumentar a adesão e reduzir as perdas em uma coorte (n=460) que avalia se a anquiloglossia neonatal aumenta o risco de desmame precoce. O exame do frênulo lingual foi realizado na maternidade até 96h após o nascimento do bebê. Foram programadas revisões aos 15 dias, 1, 3 e 6 meses, inicialmente por telefone. O desfecho primário foi o desmame aos 6 meses. Como estratégia inicial, foi criada uma comunidade no WhatsApp, aberta semanalmente para promover vínculo e interação com as participantes. Além disso, lembretes prévios eram enviados pelo aplicativo, e os contatos passaram a ser realizados por essa via, facilitando o reconhecimento e o retorno das mães. Diante da dificuldade em atender ligações, foram incorporados questionários autopreenchidos (QA), enviados por WhatsApp, Instagram e e-mail. Posteriormente, frente à baixa adesão na resposta referente ao desfecho primário aos 6 meses, foi implementada a automação das perguntas por chatbot (Sendpulse). Observou-se aumento das respostas e redução das perdas: nas revisões de 15 dias, 1 e 3 meses, os QA alcançaram 33% (63/189), 27% (44/159) e 34% (63/182), respectivamente. Aos 6 meses, 35% (107/302) das respostas foram obtidas via QA, e o chatbot, contribuiu com 37% (112/302) das respostas.

Conclui-se que o uso de ferramentas digitais, como QA e automação de mensagens, foi uma estratégia importante para reduzir perdas, podendo ser incorporada ao planejamento de estudos longitudinais.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  PROATEC/UERJ  |  CNPq)
PNb0274 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Consequências pulpares da cárie não tratada e dor dentária em pré-escolares brasileiros: Uma análise dos dados do SB Brasil 2023
Tâmara Pessoa Oliveira Tagliatti, Luana Viviam Moreira, Raphaela Silveira Melo Simões , Cristiane Baccin Bendo Neves, Jéssica Madeira Bittencourt, Izabella Barbosa Fernandes
FAO-Departamento de Saúde Bucal da Cria UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A dor dentária em crianças representa um importante problema de saúde pública, frequentemente associada à cárie não tratada e às suas consequências pulpares e pode trazer prejuízos à qualidade de vida das crianças afetadas e de seus familiares. O objetivo do presente estudo foi analisar a associação da ocorrência de dor dentária em crianças brasileiras com a cárie da primeira infância (CPI) e as consequências pulpares da cárie não tratada. Esse estudo transversal secundário foi conduzido a partir do banco de dados do Levantamento Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2023), com 7.198 crianças de 5 anos de idade. Os responsáveis pelos participantes responderam a um questionário com informações demográficas e socioeconômicas, e relataram a ocorrência de dor dentária nas crianças nos últimos seis meses. As crianças foram avaliadas clinicamente por examinadores calibrados para diagnóstico de CPI (ceo-d) e suas consequências pulpares (pufa). Foram conduzidas análises descritivas e Regressão de Poisson não ajustada e ajustada (p<0.05) através do software IBM SPSS. A prevalência de CPI foi de 50,3% (n=3.617), enquanto 14,1% (n=664) das crianças apresentaram consequências pulpares decorrentes da cárie não tratada, e 19,9% dos responsáveis relataram experiência prévia de dor dentária nas crianças (n=1.392). O modelo ajustado mostrou que crianças com CPI (RP = 4,65; IC95%: 3,86-5,62) e consequências da cárie não tratada (RP = 2,30; IC95%: 2,09-2,54) apresentaram maior prevalência de dor dentária.

Conclui-se que a CPI e as consequências pulpares da cárie não tratada estão associadas ao relato de dor dentária em pré-escolares brasileiros.

(Apoio: Fapemig  |  CAPES  |  CNPq)



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