9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 681 a 690


PNb0231 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Comportamento triboeletroquímico de titânio com Ta₂O₅ e ZrO₂ em saliva artificial: estabilidade e mecanismos do filme passivo
Gabriela Cristina da Silva, Renan Leonardi de Oliveira Rigotti, Daniele Morais Dias, Rogério Valentim Gelamo, Rodrigo Galo
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O comportamento triboeletroquímico de superfícies de titânio modificadas com revestimentos de Ta₂O₅ e ZrO₂ foi investigado em saliva artificial utilizando uma configuração de esfera sobre disco com movimento reciprocante, acoplada a medições eletroquímicas. O potencial de circuito aberto (OCP) foi monitorado antes, durante e após o deslizamento, e a espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS) foi realizada para avaliar as propriedades do filme passivo. Todas as superfícies apresentaram uma queda acentuada no OCP no início do deslizamento, indicando a ruptura do filme passivo, seguida de uma recuperação parcial associada à repassivação. As amostras revestidas mostraram melhor resposta eletroquímica em comparação com o titânio comercialmente puro (cp-Ti), com valores de impedância mais elevado e evolução do OCP mais estável. Entre os sistemas avaliados, o revestimento Ta₂O₅/ZrO₂ apresentou o maior módulo de impedância, cinética de repassivação mais rápida e menor perda de material. A análise de superfície confirmou um desgaste menos severo e uma morfologia mais homogênea para as amostras revestidas, especialmente para o revestimento combinado.

Observou-se que a degradação por tribocorrosão é governada pelo equilíbrio dinâmico entre a remoção e a regeneração do filme, e que a modificação da superfície com Ta₂O₅ e ZrO₂ melhora a estabilidade do filme passivo. O efeito sinérgico do revestimento combinado proporciona maior resistência à tribocorrosão, indicando seu potencial para aumentar a durabilidade de materiais à base de titânio em ambientes que simulam condições orais.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)  N° 2022/07162-5)
PNb0232 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da metalização sobre os valores de rugosidade mensurados em Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV)
Jessé de Castro Figueiredo, Felipe Berger, Guilherme Siqueira Santos Azinaro, Alessandra Bühler Borges, Carlos Rocha Gomes Torres
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da metalização nos valores de rugosidade do esmalte mensurados em Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV). Foram obtidos espécimes de dentes bovinos (6mm de diâmetro e 2mm de espessura), com superfícies planificadas e polidas. Foram fixados em stubs de alumínio, levados a dessecador a vácuo e analisados em um MEV Phenom XL (Thermo Scientific), com detector de elétrons retroespalhados, em baixo vácuo (60Pa), 15kV, distância de trabalho (WD) de 4 mm e modo MAP e aumento de 5000x. Por meio do software de análise de rugosidade do equipamento, imagens 3D foram obtidas, através da tecnologia "forma a partir de sombra", com aplicação de filtros de correção de primeira ordem. Foram traçadas 6 linhas (3 paralelas e 3 perpendiculares), obtendo-se os valores de rugosidade média 2D (Ra), com ajustes λs=1µm (remoção de ruídos de alta frequência) e λc=248µm (separação entre ondulação e rugosidade), sendo calculada a média das 6 leituras. A rugosidade 3D (Sa) também foi analisada. Os espécimes foram metalizados com ouro (Smart Coater, Jeol), formando filme de 15nm. Foram analisados novamente, utilizando alto vácuo (0,1 Pa), repetindo-se as leituras. Os dados foram submetidos ao teste t pareado (α = 0,05). O teste t mostrou diferenças significativas entres as leituras realizadas sem e com metalização, tanto para a rugosidade 2D quanto para a 3D (p<0,05). Os valores de média para cada avaliação foram: Ra - Sem=24,54(2,99)a, Com-20,29(3,54)b; Sa - Sem=19,70(2,14)A, Com=15,88(2,42)B. Letras diferentes indicam diferenças significativas. A metalização reduziu os valores de Ra em 17,32% e de Sa em 23,87%.

A metalização reduz significativamente os valores absolutos da rugosidade do esmalte mensurado em MEV.

(Apoio: CAPES  N° 88887.155845/2025-00)
PNb0233 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

INFLUÊNCIA DA METALIZAÇÃO NOS RESULTADOS DE ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO ESMALTE
Felipe Berger, Jessé de Castro Figueiredo, Guilherme Siqueira Santos Azinaro, Alessandra Bühler Borges, Carlos Rocha Gomes Torres
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar a influência da metalização com ouro nos resultados de análise da composição química do esmalte dental utilizando Espectroscopia de Energia Dispersiva (EDS). Foram obtidos espécimes de dentes bovinos hígidos com 6mm de diâmetro e 2mm de espessura, cujas superfícies foram planificadas e polidas. Eles foram fixados em stubs de alumínio, levados a um dessecador a vácuo e analisados em um microscópio eletrônico de varredura Phenom XL (Thermo Scientific), utilizando um detector de EDS, em baixo vácuo (60Pa), 15kV, WD 4mm e modo MAP, com aumento de 5000x (Natural). Por meio do software de análise de EDS a composição atômica em peso de toda a área da imagem foi analisada, obtendo-se o percentual de C, O, Ca e P. Os espécimes foram metalizados com ouro utilizando o aparelho Smart Coater (Jeol), criando um filme de 15nm (Metalizado), e levados ao microscópio novamente, utilizando alto vácuo (0,1Pa). As leituras foram repetidas conforme a avaliação inicial, exceto pela exclusão da leitura do ouro. Os dados obtidos foram submetidos ao teste t pareado (α = 0,05). O teste t mostrou diferenças significativas para a concentração de todos os elementos analisados (p<0,05). Os valores de média para cada elemento foram: Carbono - Natural=5,96(0,96)a, Metalizado=3,55(0,32)b; Oxigênio - Natural=42,36(1,72)a, Metalizado=38,17(2,27)b; Fósforo - Natural=17,91(0,51)a, Metalizado=21,00(0,73)b, Cálcio - Natural=33,77(1,51)a, Metalizado=37,26(1,71)b. Letras diferentes para cada elemento indicam diferenças significativas.

A realização da metalização altera os valores percentuais de cada elemento analisado, aumentando o teor de Fósforo e Cálcio e reduzindo o de Carbono e Oxigênio.

(Apoio: )
PNb0234 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência de diferentes enxaguatórios bucais na estabilidade de cor do esmalte dentário e de uma resina composta nanohíbrida
Maria Beatriz de Queiroz Silva, Katia Raquel Weber, Patricia Valeria Manozzo Kunz, Marina da Rosa Kaizer, Marilisa Carneiro Leão Gabardo, Carla Castiglia Gonzaga
Mestrado Profissional UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Autodeclarado "A empresa Perland Pharmacos LTDA (Trydal) forneceu os produtos utilizados nesta pesquisa. Adicionalmente, a autora principal ocupa o cargo de Diretora Clínica da referida empresa."

O objetivo deste estudo foi avaliar a alteração de cor (ΔE00) em dentes bovinos e espécimes de resina composta nanohíbrida após imersão em diferentes enxaguatórios bucais. Sessenta dentes bovinos e 60 espécimes de resina (Brilliant NG) foram preparados e imersos em cinco enxaguatórios comerciais: blue@m, Clinical-Pro, Green Própolis, Listerine, Periogard e água destilada (controle). Para simular seis meses de uso contínuo, os espécimes foram submetidos a oito ciclos, cada um consistindo na imersão em 20 mL de enxaguatório por 21 minutos, seguida de 12 horas em água destilada a 37°C. A cor foi determinada por espectrofotometria (CIELab) no início e ao final do experimento. Os dados foram analisados por ANOVA com teste de Welch e post-hoc de Games-Howell e Bonferroni (α=5%). Nos dentes bovinos, o Green Própolis promoveu a maior alteração de cor (3,3 ± 1,2), seguido pelo blue@m (1,9 ± 0,7), Listerine (1,5 ± 0,6) e Periogard (1,4 ± 0,5). O Clinical-Pro (0,8 ± 0,3) e o controle (0,9 ± 0,4) apresentaram as menores alterações. Para a resina composta, Listerine (3,2 ± 1,4), Periogard (2,7 ± 0,7), Green Própolis (2,5 ± 0,9) e blue@m (2,4 ± 0,9) produziram as maiores alterações cromáticas, enquanto o Clinical-Pro (1,1 ± 0,3) demonstrou o melhor desempenho.

O uso contínuo de enxaguatórios bucais pode alterar significativamente a cor tanto do esmalte dentário quanto da resina composta, sendo que produtos contendo própolis e soluções com álcool ou corantes específicos demonstraram maior potencial de manchamento.

PNb0235 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação de parâmetros clínicos e da satisfação de pacientes após a remoção de facetas diretas em resina composta
Leonardo Laslowski, Camila Centenaro, Marina da Rosa Kaizer, Gisele Maria Correr , Carla Castiglia Gonzaga
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Facetas diretas em resina composta são amplamente utilizadas, porém falhas no planejamento podem comprometer a saúde bucal e a estética a longo prazo. Este trabalho avaliou a autopercepção estética e parâmetros clínicos de dentes após a remoção de facetas diretas em resina composta. Dezessete voluntários (14 mulheres, 3 homens; 24-55 anos), com facetas realizadas entre 4 e 36 meses, participaram do estudo (n=96 dentes). A autopercepção estética foi mensurada pela Escala de Avaliação Numérica (EAN) e pelo questionário OASIS, antes e após a remoção das facetas diretas de resina. Parâmetros clínicos como cor, índice de placa, inflamação gengival, contatos oclusais, overjet e integridade marginal também foram avaliados. Os dados foram analisados pelos testes de comparação pareada, correlação de Pearson e McNemar (α=0,05). O estudo foi registrado no ReBEC (RBR-8tm8xfp). Após a remoção, houve redução significativa na insatisfação estética pela EAN (8,0±2,2 → 5,4±3,0; p<0,001) e pelo OASIS (20,5±7,2 → 12,7±6,7; p<0,001), com forte correlação positiva entre as escalas (r>0,74; p<0,001). A intervenção resultou em avanços significativos nos parâmetros clínicos, incluindo redução dos índices de placa bacteriana, inflamação gengival, bem como melhorias nos contatos oclusais e overjet (p<0,05).

Conclui-se que a remoção das facetas promoveu melhora na autopercepção estética do sorriso e ofereceu benefícios funcionais e de saúde bucal imediatos.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Fundação Araucária )
PNb0236 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência do extrato de Terminalia catappa Linn na estabilidade adesiva de sistemas universais após 4 anos: estudo in vitro
Evelyn do Rocio Tozetto, Diego Melendez, Pedro Henrique de Aguiar Moreira, Camila Farias Monteles, Michel Wendlinger, Alessandro D. Loguercio
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou os efeitos do extrato de folhas de Terminalia catappa Linn (TCL) em diferentes concentrações por meio do teste de resistência de união de dois adesivos universais após 4 anos, bem como sua influência na nanoinfiltração da interface adesiva. Foram utilizados 288 molares humanos, distribuídos em 32 grupos experimentais (n=9), considerando: (1) tratamento: controle negativo e primers nas concentrações 1xMIC, 5xMIC e 10xMIC; (2) adesivos: Scotchbond Universal (SBU) e Futurabond Universal (FBU); (3) estratégias adesivas: condicionamento ácido (ER) ou autocondicionamento (SE); e (4) tempo: 24h ou 4 anos. Após aplicação dos primers (60s) e dos adesivos, os dentes foram restaurados e seccionados em palitos, sendo submetidos ao teste de microtração (μTBS). Amostras adicionais foram avaliadas quanto à nanoinfiltração da interface adesiva. A análise foi realizada por ANOVA e teste de Tukey (p<0,05). Todas as concentrações do extrato aumentaram significativamente a μTBS imediata em relação ao controle (p<0,05), independentemente do adesivo ou estratégia. Após 4 anos, os grupos tratados mantiveram os valores de μTBS (p>0,05), enquanto os controles apresentaram queda significativa (p<0,05). A concentração 10xMIC resultou em melhores valores quando comparada às demais. Para a nanoinfiltração, observou-se aumento dos valores após 4 anos em todos os grupos; entretanto, os grupos tratados com TCL apresentaram menor nanoinfiltração em comparação ao controle (p<0,05), sendo esse efeito mais evidente na maior concentração.

Conclui-se que o extrato promove estabilidade da resistência de união e redução relativa da nanoinfiltração ao longo do tempo, com efeito dependente da concentração.

(Apoio: CNPq  N° 304817/2021-0  |  CNPq  N° 304444/2025-1  |  CAPES  N° 001)
PNb0237 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Eficácia do clareamento dental de consultório com gel à base de PAP sem o uso de peróxidos: estudo in vitro
Manuella Pedroso , Cristina Monzón, Daniel Jiménez-díez, Taynara de Souza Carneiro, Michael Willian Favoreto, Maria Victoria Fuentes, Laura Ceballos, Alessandro D. Loguercio
Dentistica restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou a mudança de cor do clareamento dental de um gel clareador de consultório livre de peróxido, baseado em ácido ftalimidoperoxicaproico (PAP), em comparação com géis de peróxido de hidrogênio (PH) em baixa (6%) e alta (37,5%) concentração, bem como seu pH. Trinta e seis espécimes foram obtidos a partir de 18 molares humanos e distribuídos aleatoriamente em três grupos (n=12): Gel à base de PAP (Brilliant Lumina, Coltene) 15 minutos ×4; Gel à base de PH 6% (Pola Rapid, SDI) 15 minutos ×3; Gel à base de PH 37,5% (Pola Office+, SDI) 8 minutos ×3. Os géis foram aplicados em 3 sessões, com intervalo de uma semana entre elas. A mudança de cor foi determinada por espectrofotômetro digital (∆WID, ∆Eab e ∆E00) inicialmente e sete dias após cada sessão. O pH dos géis foi medido com um pHmetro digital, inicialmente e ao final do intervalo de aplicação. Foi realizado ANOVA e teste pós-hoc de Tukey (α=0,05).Diferenças em ∆WID, ∆Eab e ∆E00 foram detectadas após três sessões. Todos os protocolos mostraram aumento do ∆WID após a terceira sessão. Um melhor resultado de ∆WID foi observado para o Pola Office+, seguido pelo Pola Rapid, e o menor para o Brilliant Lumina. Após três sessões, o Pola Office+ apresentou maiores valores de ∆Eab e ∆E00, seguido pelo Pola Rapid e pelo Brilliant Lumina. Em relação ao pH, o Brilliant Lumina apresentou pH mais alcalino do que o Pola Office+ e o Pola Rapid.

Após a aplicação de três sessões de clareamento com gel de consultório à base de PAP, o ∆WID apresentou menor mudança de cor quando comparado aos géis de PH a 6% e PH a 37,5%, entretanto o Brilliant Lumina apresentou pH mais alcalino em comparação ao Pola Rapid e ao PolaOffice+.

(Apoio: CNPq  N° 151823/2025-1  |  CNPq  N° 304444/2025-1  |  CAPES  N° 001)
PNb0238 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Protocolos de indução de cárie dentinária in vitro: caracterização físico-química-mecânica e morfológica
Maria Luiza Barucci Araujo Pires, Juliana Rios de Oliveira, Giulia Burlim de Souza, Igor Paulino Mendes Soares, Lídia de Oliveira Fernandes, Victória Peruchi, Carlos Alberto de Souza Costa, Josimeri Hebling
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Modelos laboratoriais de indução de cárie dentinária têm sido investigados para reproduzir a dentina afetada por cárie (DAC), substrato desafiador em restaurações adesivas. Este estudo avaliou características físico-químicas, mecânicas e morfológicas da dentina produzida por protocolos de indução de cárie dentinária in vitro. Superfícies de dentina foram submetidas a protocolos químicos (solução ácida - estático e ciclagem de pH - dinâmico) e microbiológicos (biofilme de S. mutans e microcosmo) (n=13). Dentina hígida (DH) e DAC natural (n=13) foram controles. A razão mineral:matriz orgânica (MMR), a qualidade mineral (MQ) e a degradação do colágeno (CD) foram determinados por ATR-FTIR (n=6). Nanodureza e módulo de elasticidade transversal das lesões foram avaliados por nanoindentação (n=5), e a morfologia por MEV (n=2). Os dados foram analisados por ANOVA de Welch/GamesHowell (α=5%). Os protocolos químicos resultaram em MMR semelhante à DAC natural (p≥0,055), enquanto os microbiológicos reduziram essa razão em mais de 50% (p<0,0001). Todos os protocolos melhoraram a MQ (p≤0,0001). Para a CD, DAC natural apresentou maior razão amida I/CH2 em comparação a DH, e razão semelhante às DI (Mono e Multi) (p≤0,001). Menores valores de nanodureza e módulo de elasticidade foram observados para o biofilme monoespécie. Imagens em MEV mostraram exposição de colágeno em todos os grupos, especialmente nos microbiológicos.

Considerando as propriedades investigadas, nenhum dos protocolos reproduziu fielmente a DAC natural. Embora os químicos tenham simulado a MMR, apenas os microbiológicos permitiram a remoção seletiva de tecido cariado, resultando em um substrato com menor MMR, maior CD e menor dureza e módulo de elasticidade.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/19923-6  |  FAPs - Fapesp  N° 2024/15119-8  |  FAPs - Fapesp  N° 2025/02243-5)
PNb0239 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação clínica após 6 anos de restaurações com resinas fluídas de diferentes viscosidades: ensaio clínico randomizado e duplo-cego
Mylena de Abreu Cardoso, Byron Carpio-Salvatierra, Romina Ñaupari-Villasante, Thalita de Paris Matos, Laryssa Mylenna Madruga Barbosa, Alessandra Reis, Marcos de Oliveira Barceleiro, Alessandro D. Loguercio
Dentística Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o desempenho clínico de resinas compostas fluidas com diferentes viscosidades e composições químicas em lesões cervicais não cariosas (LCNCs) após 6 anos de acompanhamento. Foram realizadas 183 restaurações em 27 participantes, distribuídas em três grupos (n = 61): resina à base de metacrilato de baixa viscosidade (GrandioSO Flow; LVM), resina à base de metacrilato de alta viscosidade (GrandioSO Heavy Flow; HVM) e resina fluida à base de ormocer (Admira Fusion Flow; ORM). Todas as restaurações foram realizadas utilizando a estratégia de condicionamento seletivo do esmalte com sistema adesivo universal de dose única (Futurabond U). O desempenho clínico foi avaliado através dos critérios FDI e USPHS em cada período de avaliação. Os dados foram analisados através da análise de sobrevivência de Kaplan-Meier e teste de Kruskal-Wallis (α = 0,05). Observou-se uma taxa de retorno de 66,6% após 6 anos. As taxas de retenção foram de 77,3% para LVM/HVM e 95,2% para ORM. As taxas anuais de falha foram de 3,82% (LVM/HVM) e 1,21% (ORM), com diferença significativa a favor da ORM (p<0,01). Alterações discretas de pigmentação (LVM:12; HVM:11; ORM:14) e adaptação marginal (LVM:24; HVM:26; ORM:27) foram observadas, sem diferença estatística (p>0,05).Nenhuma restauração apresentou sensibilidade pós-operatória ou recidiva de cárie.

Após seis anos de acompanhamento clínico, as resinas compostas fluidas à base de ormocer demonstraram retenção clínica superior em comparação às resinas à base de metacrilato, independentemente de suas viscosidades. Contudo, a adaptação marginal e a pigmentação marginal permaneceram semelhantes entre as resinas compostas fluídas avaliadas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 304444/2025-1  |  CNPq  N° 304817/2021-0)
PNb0240 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Chupeta na primeira infância e a ocorrência de má oclusão: uma coorte de nascidos vivos
Magda Lyce Rodrigues Campos, Elisa Miranda Costa, Djalma Antonio de Lima Júnior, Cláudia Maria Coêlho Alves, Erika Barbara Abreu Fonseca Thomaz
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho investigou a relação entre o tipo de chupeta utilizada nos primeiros anos de vida, convencional ou ortodôntica, e a presença de maloclusões durante a infância e o início da adolescência, com base em dados de uma coorte de nascimento. Participaram 220 crianças avaliadas aos 2 anos e 1.610 adolescentes examinados aos 12 anos. A informação sobre o tipo de chupeta foi obtida aos 2 anos, enquanto as alterações oclusais (mordida aberta anterior, aumento do trespasse horizontal, mordida cruzada anterior e posterior, sobremordida profunda, diastema e apinhamento) foram diagnosticadas clinicamente em ambos os momentos. As estimativas de risco relativo (RR) foram calculadas por meio de modelos de regressão de Poisson com variância robusta, ajustados para escolaridade materna, renda familiar, baixo peso ao nascer, amamentação, cor da pele da criança e hábito de sucção digital (α=5%). Aos 2 anos, tanto o uso de chupetas ortodônticas quanto convencionais esteve associado a maior risco de mordida aberta anterior (RR=19,74 e RR=24,84, respectivamente) e aumento do trespasse horizontal (RR=2,25 e RR=2,64). O uso de chupeta convencional também se relacionou a menor ocorrência de sobremordida (RR=0,36). Aos 12 anos, a chupeta ortodôntica manteve associação apenas com apinhamento dentário (RR=1,21), enquanto a chupeta convencional permaneceu associada à mordida aberta anterior (RR=1,89), ao aumento do trespasse horizontal (RR=1,30) e ao apinhamento (RR=1,30).

Embora as chupetas ortodônticas tenham se associado a alterações oclusais precoces, apresentaram menor impacto negativo na adolescência, sugerindo efeitos mais discretos em longo prazo quando comparadas às convencionais.

(Apoio: CAPES  N° 001)



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