9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 2511 a 2520


PE016 - Pesquisa em Ensino
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Ensino de patologia óssea dos maxilares com auxílio de modelos 3D: estudo comparativo
Bárbara Luiza Martins de Oliveira, Beatriz Cavanha Valverde Vaz, Norberto N. Sugaya
ESTOMATOLOGIA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo das doenças ósseas dos maxilares é desafiador devido às limitações do exame clínico e à complexidade da interpretação de exames de imagem, sendo geralmente mais difícil que o aprendizado das lesões dos tecidos moles. Este trabalho teve como objetivo desenvolver e implementar modelos tridimensionais de lesões ósseas maxilomandibulares, produzidos em filamento, a partir de tomografias computadorizadas de pacientes reais, visando aprimorar o ensino da propedêutica dessas doenças a alunos de graduação da FOUSP. Foram confeccionados modelos representando diferentes grupos patológicos, incluindo cistos, pseudocistos, neoplasias odontogênicas benignas, neoplasias ósseas malignas e doenças fibro-ósseas. Os modelos foram utilizados em três turmas, em aulas práticas e discussões de casos clínicos, associadas à projeção de imagens e à explicação dos processos de obtenção, impressão e análise. O desempenho foi avaliado pela comparação de questões de prova (apenas cinco) antes e após a intervenção. Observou-se aumento da média de acertos de 40,74% (2024) para 47,59% (2026), com diferença de 6,85 pontos percentuais. Embora sem significância estatística (teste t pareado, p=0,106; Wilcoxon, p=0,1875), o tamanho de efeito foi elevado (Cohen's d=0,93).

Os resultados sugerem efeito positivo da metodologia, indicando que modelos 3D podem representar uma estratégia didática eficaz no ensino das patologias ósseas dos maxilares.

(Apoio: PUB  N° 1)
PE017 - Pesquisa em Ensino
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Atividades de Prevenção ao Cancêr Bucal na Extensão em Odontologia: Importância para a Formação e para a População
Samara Garcia Zaidan, Matheus Maia da Cunha, Elis Andrade de Lima Zutin, Tatiana Ribeiro de Campos Mello
Odontologia UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a percepção de acadêmicos e pacientes acerca de ações extensionistas voltadas à prevenção do câncer bucal e seu impacto na formação profissional. Realizou-se estudo transversal descritivo com abordagem quantitativa (CEP 7.803.621), mediante aplicação de questionários estruturados a 20 discentes de Odontologia e 30 pacientes assistidos em ações realizadas entre 2024 e 2025. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva. Quanto aos discentes, 70% demonstraram proficiência teórica sobre a neoplasia e 100% ratificaram a execução do exame clínico sistemático em busca de lesões estomatológicas. A relevância das ligas acadêmicas para a sedimentação do aprendizado foi reconhecida por 100% da amostra, sendo classificada como de extrema importância por 80%. No grupo de pacientes, embora 86,66% detivessem percepção diagnóstica sobre a doença e 100% identificassem o tabagismo como fator etiológico, 86,66% desconheciam a técnica do autoexame. Contudo, 93,33% demonstraram atitude proativa para busca de assistência diante de lesões persistentes. A totalidade dos pacientes (100%) confirmou o recebimento de orientações preventivas e validou a importância social das intervenções.

Concluiu-se que as atividades de extensão consolidam competências clínicas e humanísticas nos estudantes, enquanto atuam como estratégia resolutiva de educação em saúde, promovendo o letramento da população e favorecendo o diagnóstico precoce.

PE018 - Pesquisa em Ensino
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Curva de Aprendizagem em Escaneamento Intraoral: uma avaliação entre Estudantes da Graduação da FOUSP
Pedro Henrique Nistal Bueno, Lucila Massu Yoshizaki Akinaga Moreira, Daniela Miranda Richarte de Andrade Salgado, Edna Alejandra Gallardo Lopez, Núbia Rafaelle Oliveira de Meneses, Nicolly Brito, Marcelo Gusmão Paraiso Cavalcanti, Emiko Saito Arita
Estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A introdução do uso de escâneres intraorais (IOS) tem sido um desafio para a grade curricular, pois sua implementação vem se tornando cada vez mais estimulada nas clínicas, substituindo moldagens convencionais, proporcionando mais conforto aos pacientes e otimizando o fluxo de trabalho. Com a popularização dos IOS, a academia deve acompanhar essa evolução, atualizando e capacitando futuros profissionais para o uso eficaz dessas tecnologias, garantindo uma formação mais alinhada com as demandas do mercado. O objetivo desta pesquisa foi analisar a curva de aprendizagem no uso dos IOS por estudantes de odontologia em diferentes períodos da graduação, comparando o desempenho de 30 alunos, sem experiência prévia com IOS, distribuídos entre os seis anos do curso, utilizando os escâneres intraorais iTero Element 2 (A), Panda 2 (B) e Aoralscan 3 (C). Todos os alunos escanearam 10 modelos de gesso e foram avaliados: o tempo de aprendizagem, a influência do equipamento e o impacto do nível de formação do aluno no desempenho. Do 1º ao 10º escaneamento todos os alunos melhoraram, sendo que os alunos do 2º ano foram mais rápidos desde o início, e os alunos do 5º e 6º ano foram os que iniciaram pior e melhoraram significativamente até o 10º. Foi identificado o momento mais adequado para introduzir o escaneamento intraoral na graduação, embasando futuras decisões pedagógicas; os IOS B e C foram os preferidos; o C ofereceu a melhor curva de aprendizagem para o ensino. O IOS A foi o de pior desempenho em todos os aspectos avaliados.

Pode-se concluir que existe uma diferença estatisticamente significativa no desempenho médio entre os alunos dos diferentes anos de graduação e com os diferentes escâneres.

(Apoio: FFO  N° 2977)
PE019 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Caracterização das fontes bibliográficas em Tabalhos de Conclusão de Curso em Odontologia na UFPI
Débora Gabrielle de Abreu e Silva, Saul Martins Paiva, Cacilda Castelo Branco Lima, Marcoeli Silva de Moura, Ana Caroline Ramos de Brito
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal objetivou caracterizar o tipo de fontes bibliográficas utilizadas nos Trabalhos de Conclusão do Curso (TCC) de Odontologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Teresina, Brasil, num período de 14 anos (2011-2024). Os dados foram coletados por um pesquisador previamente treinado e o consenso foi alcançado por um Comite de Especialistas composto por docentes e discentes da UFPI. Os TCCs incluídos foram obtidos por meio do contato direto junto à Coordenação do Curso, bem como com docentes e discentes. A leitura dos resumos foi realizada e os dados foram coletados e tabulados em planilha Excel. As variáveis analisadas foram os valores absolutos de artigos completos, resumos, livros/capítulos, teses/dissertações referenciadas nos TCCs da UFPI. A partir deles, foi realizada análise estatística descritiva dos dados. Foram identificados 448 TCCs apresentados de 2011 a 2024, porém foram incluídos nesta pesquisa 361 (80,6%), os demais foram excluídos por não ter sido possível obter seu acesso. O número médio de referências utilizadas em cada TCC foi de 25,8 (DP +12,6), sendo o número mínimo 10 e o máximo 115. Todos os TCCs apresentaram artigos completos em suas listas de referências, com média de 24,1 artigos por TCC (DP +12,7). Outras tipologias de referência não foram muito utilizadas, sendo média de livros/capítulos de 0,66 (DP +2,65), dissertações 0,19 (DP +0.58) e teses 0,11 (DP +0,45).

Conclui-se que os TCCs do curso de Odontologia da UFPI possuem referenciais teóricos robustos, compostos principalmente por artigos científicos completos, demonstrando a preocupação da equipe de docentes-orientadores e discentes em produzir trabalhos relevantes e atualizados embasados na melhor evidência cientifica disponível.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9)
PE020 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Violência doméstica contra mulheres: lacunas na formação de estudantes de odontologia no Brasil
Roberto Martins de Oliveira , Melissa Dos Santos Poiana, Vitor Rafael Gomes, Gabriel Alves Goulart, Michelli Caroliny de Oliveira, Caio Vieira de Barros Arato, Eva Zafra Aparici, Luciane Miranda Guerra
Ciências da Saúde e Odontologia Infantil FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou o conhecimento, as percepções e a conduta de estudantes de odontologia frente ao atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica, com ênfase na notificação e no encaminhamento na rede de saúde. Trata-se de estudo qualitativo, conduzido com graduandos de uma universidade pública brasileira, por amostragem intencional. Os dados foram coletados por questionário estruturado, baseado na literatura, abrangendo conhecimento, aspectos ético-legais e condutas profissionais. Foram analisadas 186 respostas por meio de síntese descritiva e qualitativa. Observou-se formação insuficiente para o manejo desses casos, com baixa familiaridade com a notificação compulsória, insegurança na identificação de sinais e desconhecimento dos fluxos de encaminhamento. Embora os estudantes reconheçam a importância da escuta qualificada, persistem fragilidades quanto à atuação clínica e legal. Os achados evidenciam uma lacuna crítica na formação em saúde, que compromete o cuidado integral e a atuação na rede de proteção.

Os resultados desta pesquisa reforçam a necessidade de incorporar, de forma estruturada, a temática da violência doméstica nos currículos, com ênfase na prática clínica, na responsabilidade legal e na abordagem interdisciplinar. Evidenciou-se, ainda, que a criação de uma disciplina específica sobre o tema, o desenvolvimento de material didático em parceria com o Ministério da Saúde e a consolidação de um grupo de pesquisa configuram estratégias concretas e potentes para qualificar a formação profissional e ampliar a capacidade de resposta dos serviços de saúde frente à violência.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/09620-9)
PE021 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Panorama da TeleOdontologia nos cursos de graduação de Odontologia em Universidades Públicas do Brasil
Maria Clara de Jesus Santos, Miguel Henrique de Oliveira Vital, Maria Vitória Matos de Almeida, Brenda Casé do Vale, Maria Isabel de Castro de Souza
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho teve como objetivo mapear nos projetos pedagógicos e grades curriculares dos cursos de graduação de Odontologia presentes em instituições de ensino superior (IES) públicas brasileiras, atividades envolvendo a temática teleodontologia. Trata-se de um estudo de metodologia quali-quanti realizado a partir da pergunta norteadora: "Os projetos pedagógicos ou grades curriculares da graduação em Odontologia abrangem a temática teleodontologia ou saúde digital?" Para o mapeamento das informações foram consultadas as bases de dados pública do Ministério da Educação (https://emec.mec.gov.br/emec/) para identificação das IES públicas que possuíam cursos de graduação na área de Odontologia e, no segundo momento, as páginas eletrônicas destas instituições a fim de identificar se a temática proposta foi contemplada no ensino, pesquisa ou extensão. Um total de 50 IES públicas (01 = âmbito municipal; 21 = âmbito estadual; 28 = âmbito federal) foram identificadas das quais 86% (43) apresentaram a temática que foi categorizada nas seguintes variáveis: 33 projetos de extensão, 20 projetos de pesquisa e/ou iniciação científica, 2 disciplinas obrigatórias de graduação, 8 disciplinas eletivas de graduação. Em 50% da amostra o programa PET Saúde Digital estava presente.

Com base nesses achados é possível concluir que muito embora as políticas públicas sobre saúde digital tenham se fortalecido nos últimos anos, a teleodontologia ainda é pouco prevalente como um conteúdo obrigatório nos currículos de graduação de instituições de ensino superior públicas no Brasil.

(Apoio: Faperj)
PE022 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Percepções de estudantes de Odontologia de uma universidade brasileira sobre profissionalismo
Alan Gustavo Stahlhoefer, Isabelle Foches de Jesus, William Augusto Gomes de Oliveira Bellani, Joao Armando Brancher, Pablo Guilherme Caldarelli, Carla Castiglia Gonzaga, Marilisa Carneiro Leão Gabardo
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A percepção de profissionalismo foi avaliada em graduandos em Odontologia de uma universidade brasileira. Com delineamento transversal e amostra de conveniência, participaram indivíduos de ambos os sexos, que responderam ao questionário Professionalism Mini-Evaluation Exercise (P-MEX). O instrumento contém 21 itens sobre relações profissional-paciente, interprofissionais, habilidades reflexivas e gerenciamento do tempo. Foram coletados dados sobre: sexo, idade, turno de estudo e tempo de resposta ao questionário. Após análise descritiva realizou-se comparação por gênero, idade e tempo de resposta com os desfechos, pelo teste U de Mann-Whitney. Para o turno, aplicou-se o teste de Kruskal-Wallis, seguido de Dwass-Steel-Critchlow-Fligner, quando p<0,05. Utilizaram-se os softwares Jamovi (versão 2.3.26) e R Core (p<0,05). Participaram 133 estudantes: 78,9% do gênero feminino e média de idade de 25,3 (± 5,8) anos. A média geral do escore P-MEX foi 3,73 (± 0,46) e o critério "habilidades reflexivas" apresentou a maior pontuação. Diferenças significativas (p<0,05) foram observadas em alguns itens de acordo com sexo, idade, turno e tempo de resposta. Não houve impacto significativo nos escore total ou critérios.

Houve percepção positiva de profissionalismo na amostra, sugerindo que o ambiente institucional favorece o desenvolvimento de competências profissionais.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PE023 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Uso da inteligência artificial por docentes de graduação em Odontologia no estado do Paraná, Brasil
Karine Fatima Lyko, Gabriela Loewen Brotto, Francielle Topolski, Flávia Sens Fagundes Tomazinho, Joao Armando Brancher, Marilisa Carneiro Leão Gabardo, Pablo Guilherme Caldarelli
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A inteligência artificial (IA) tem-se mostrado um recurso inovador em várias áreas, incluindo a Odontologia. Esta pesquisa investigou como docentes de graduação em Odontologia no Paraná utilizam a IA como ferramenta de suporte de ensino, com foco nos desafios e potencialidades da sua implementação por meio de questionário. Neste estudo transversal, foram enviados 392 convites via correio eletrônico, WhatsApp (mensagens individuais e grupos de docentes) e Instagram, destinados a professores de instituições públicas e privadas. Os participantes que aceitaram e concordaram com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, responderam a um questionário online com 20 questões sobre uso, percepção, impacto acadêmico e desafios da IA, e acessaram material informativo para baixar. Os dados foram tabulados no Microsoft Excel® e analisados por frequências. Participaram do estudo 61 docentes, sendo 75% de instituições privadas (n=46), 14% públicas (n=9) e 8% de ambas (n=5), com a maioria 60% do gênero feminino (n=37) e média de idade de 41 anos. Observou-se que 67% utilizam IA (n=41), com destaque para o ChatGPT (49%, n=30). As principais aplicações foram a elaboração de provas e preparo de aulas. O impacto da IA no desempenho acadêmico foi considerado moderadamente positivo por 55% (n=34). Entre os desafios, destacaram-se a falta de treinamento 32% (n=20), custo 11% (n=7) e preocupações com privacidade 6% (n=4). Além disso, 19% (n = 12) não utilizam IA indicando barreiras iniciais à adoção dessas tecnologias. Apesar disso, reconhece-se seu potencial e necessidade de maior capacitação e suporte institucional 19% (n=12).

Conclui-se que a IA já está inserida no ensino odontológico no Paraná, porém sua integração requer estratégias estruturadas.

PE024 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Análise da oferta de componentes curriculares de Inovação Tecnológica e Digital em cursos de Odontologia
Pedro Francisco de Paulo e Paula, Tânia Adas Saliba, Suzely Adas Saliba Moimaz, Fernando Yamamoto Chiba
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A inovação tecnológica e digital vem transformando a odontologia e desperta a atenção sobre a importância da capacitação profissional para a utilização destes recursos. Objetivou-se analisar os componentes curriculares sobre Inovação Tecnológica e Digital nos cursos de graduação em Odontologia de Instituições de Ensino Superior. Trata-se de um estudo de análise documental, no qual os dados foram coletados das páginas eletrônicas oficiais de cursos de odontologia de faculdades públicas e privadas, devidamente registradas no Conselho Regional de Odontologia do estado de São Paulo, no ano de 2026. Do total de 74 faculdades (7 públicas e 67 particulares), 24 possuem a mesma matriz curricular. Verificou-se, em relação ao total de instituições (n=64), que somente 5 públicas e 28 particulares possuem componentes curriculares relacionados a tal temática. No total de componentes curriculares, foram identificadas 26, com carga horária média de 40 horas, considerando 8 optativas e 18 obrigatórias. Notou-se que 8 (30,77%) componentes curriculares são relacionadas à odontologia digital, 2 (7,69%) à inteligência artificial, 3 (11,54%) à teleodontologia, 11 (42,31%) às inovações tecnológicas, 1 (3,85%) à saúde digital e 1 (3,85%) às habilidades de informática. Houve variabilidade em relação ao período do curso em que os componentes curriculares são administrados. Observou-se que 9 instituições não disponibilizaram a matriz curricular na página eletrônica.

A Inovação Tecnológica e Digital é um diferencial estratégico na formação profissional que ainda não está amplamente integrada nas matrizes curriculares dos cursos de Odontologia no estado de São Paulo.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PE025 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Percepções e experiências de estudantes de Odontologia quanto ao uso da inteligência artificial: estudo qualitativo
Ranielle Cristine Alves Martins, Steven Kadeem Moore, Túlio Eduardo Nogueira
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi explorar percepções e experiências de estudantes de Odontologia acerca do uso da inteligência artificial (IA) na rotina acadêmica. Neste estudo qualitativo foram incluídos estudantes de graduação em Odontologia da Universidade Federal de Goiás. Foram realizadas entrevistas individuais presenciais com uso de roteiro semiestruturado. As entrevistas foram gravadas, transcritas na íntegra e analisadas por meio de análise temática. Participaram sete estudantes (idade média: 26,4 anos; min:20, max:39), 3 mulheres e 4 homens, em diferentes momentos do curso: segundo ano (n=2), terceiro ano (n=1), quarto ano (n=1) e quinto ano (n=3). Emergiram 5 principais temas: a integração e apropriação da IA no processo de aprendizagem; percepções de benefícios e potencialidades; limitações e preocupações; barreiras operacionais e necessidade de orientação institucional. A partir destes, foram ainda identificados 13 subtemas. A IA foi descrita como integrada à rotina acadêmica e mediadora do aprendizado, com destaque para a otimização e ampliação do aprendizado e expectativas de uso futuro. As principais preocupações envolveram confiabilidade das informações, manutenção do pensamento crítico, dependência tecnológica e autonomia cognitiva. Também foram relatadas dificuldades técnicas e de usabilidade, além da ausência de orientação institucional, com adoção de estratégias individuais pelos estudantes.

Conclui-se que a IA é amplamente utilizada como suporte à aprendizagem, contribuindo para o desempenho acadêmico, mas apresenta desafios relacionados à confiabilidade, ao pensamento crítico e à dependência, evidenciando a necessidade de orientação institucional estruturada para uso responsável.




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