9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 2531 a 2540


PSUS03 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Evolução da satisfação após reabilitação com próteses dentárias no Sistema Único de Saúde
Isabella Melo Larica Pereira, Ueligton Francisco da Silva Cordeiro, Adryelle do Prado Araújo, Ivan Onone Gialain, Maria Carmen Palma Faria Volpato, Cristhiane Almeida Leite da Silva, Luiz Evaristo Ricci Volpato
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetiva analisar a satisfação de pacientes reabilitados com próteses dentárias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, foi realizada uma coorte prospectiva com pacientes com edentulismo total ou parcial reabilitados com próteses removíveis pelo serviço público de saúde de Tangará da Serra, Mato Grosso. A satisfação foi avaliada por meio da Escala Visual Analógica aplicada antes da reabilitação (T1) e dois meses após a instalação das próteses (T2). As variáveis incluíram sexo, idade, escolaridade, renda familiar, tipo de prótese, tempo de uso e presença de doenças sistêmicas autorreferidas. A análise estatística incluiu estatística descritiva, comparação entre T1 e T2 pelo Teste de Wilcoxon pareado e análise de associação pelo Teste de Mann-Whitney (α=5%). Foram avaliados 145 pacientes, com média de idade de 61,0±10,7 anos, sendo 96 (66,2%) do sexo feminino, predominância de baixa escolaridade (≤ ensino fundamental: n=91; 62,8%), baixa renda (≤2 salários mínimos: n=120; 82,8%) e uso de próteses totais bimaxilares (n=73; 50,3%). Houve aumento significativo da satisfação, com média de 5,35 (±2,97) em T1 e 8,53 (±1,88) em T2 (p<0,001). Pacientes reabilitados com próteses totais apresentaram maior satisfação em T2 em comparação aos com próteses parciais (p<0,05).

Conclui-se que a reabilitação com próteses removíveis no SUS promove melhora significativa da satisfação em curto prazo, reforçando a importância desse serviço para a qualidade de vida dos usuários.

PSUS04 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Próteses totais impressas em 3D no SUS: inovação viável ou desafio assistencial?
Matheus Souza Campos Costa, Ramon Galvão Medeiros, Fernanda Gabriela Guimarães, Anna Laura Pedrosa Aquino, Renato Yassutaka Faria Yaedú, Lucas José de Azevedo Silva, Brunna Mota Ferrairo, Ana Lucia Pompéia Fraga de Almeida
Prótese e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O edentulismo é uma condição com alta prevalência no Brasil. Embora as próteses totais convencionais sejam amplamente ofertadas no Sistema Único de Saúde (SUS), sua confecção depende de múltiplas etapas clínicas e laboratoriais, o que pode limitar a capacidade de atendimento. Esse estudo objetivou avaliar a aplicabilidade do fluxo digital no serviço público, por meio do desempenho clínico, desfechos relatados pelos pacientes e a influência de características anatômicas em usuários reabilitados com próteses totais impressas em 3D. Realizou-se esse estudo em um serviço público municipal de Agudos-SP. A qualidade de vida foi avaliada pelo OHIP-Edent, a satisfação por Escala Visual Analógica (EVA), o desempenho funcional pelo FAD-10. A altura dos rebordos e a superfície basal foram mensuradas digitalmente em arquivos STL. Dos 47 pacientes inicialmente tratados, 23 retornaram após 30 dias e 12 foram excluídos por fratura protética, uso parcial, não adesão ou falhas de confecção, resultando em 11 participantes. O OHIP-Edent médio foi 9,82. O EVA foi superior para próteses maxilares em comparação às mandibulares (7,0 vs. 5,61). O FAD-10 apresentou média de 7,45. Maior altura de rebordo e superfície basal influenciaram significativamente os desfechos (p<0,001). Observou-se correlação entre qualidade de vida, desempenho funcional, satisfação e variáveis anatômicas.

As perdas observadas no seguimento e as intercorrências operacionais evidenciam desafios para sua incorporação em larga escala. Ainda assim, o fluxo digital apresenta potencial para qualificar a organização da atenção em saúde bucal, contribuindo para maior eficiência assistencial, controle de qualidade e ampliação do acesso no SUS.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PSUS05 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Avaliação da Capacidade Preditiva de Machine Learning na Classificação de Lesões Bucais com Dados do Aplicativo Tele-Estomato
Anna Júlia Franchi de Sá, Vitória Nogueira Oliveira, Thamiris Terra Ferreira, Annelisa Giovanelli Silva, Leonardo Amaral Dos Reis, Paulo Rogério Ferreti Bonan, Tatiana Teixeira de Miranda
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O aplicativo Tele-Estomato, plataforma de Tele-Estomatologia do SUS, permite a avaliação remota de lesões bucais por especialistas, ampliando o acesso diagnóstico no Brasil. Este estudo retrospectivo avaliou a capacidade preditiva de Machine Learning na classificação de 546 lesões em não malignas (n=385), potencialmente malignas (n=98) e malignas (n=63), a partir de variáveis clínicas do banco de dados do aplicativo. Empregaram-se 13 atributos como sexo, idade, localização topográfica, hemiarcada, coloração, consistência, inserção, dimensões, lesão fundamental, sintomatologia, tabagismo, etilismo e cor dérmica. Aplicaram-se modelos Random Forest e Regressão Logística, validados por k-fold estratificado (k=5), com as métricas: Área sob a curva ROC (AUC-ROC), acurácia, F1-score, precisão, recall e Matthews Correlation Coefficient (MCC); calculadas via Orange Data Mining. O Random Forest superou a Regressão Logística, com AUC de 0,678, acurácia de 71,2% e MCC de 0,200 versus 0,542, 65,2% e 0,022, respectivamente. A Matriz de Confusão demonstrou recall crítico de 6,3% para malignidade (4/63 casos detectados, 54 falsos negativos), com alta especificidade para não malignas (366/385). Lesão fundamental e localização emergiram como preditoras principais, enquanto tabagismo careceu relevância.

Apesar da robustez clínica dos dados analisados, os modelos exibiram limitação substancial na detecção precisa de malignidade. Evidenciou-se gaps preditivos em cenários remotos, demandando integração multimodal (histopatologia/imaginologia) e preservação da avaliação clínica presencial estomatológica como pilar indissociável do processo diagnóstico, visando o aprimoramento da acurácia da IA em Tele-Estomatologia.

(Apoio: Ministério da Saúde (Coordenação-Geral de Saúde Bucal)  |  Secretaria de Informação e Saúde Digital - SEIDIGI)
PSUS06 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Aplicativo Tele-Estomato em três regiões do Brasil: avaliação do perfil clínico e concordância diagnóstica
Isabella Bezerra Araújo Cirilo, Leonardo Amaral Dos Reis, Hélder Domiciano Dantas Martins, Livian Isabel de Medeiros Carvalho, Eduarda Gomes Onofre de Araújo, Edson Hilan Gomes de Lucena, Paulo Rogério Ferreti Bonan
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o perfil de profissionais, pacientes e casos encaminhados pelo Tele-Estomato no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, além de fatores associados à concordância diagnóstica entre solicitantes e consultores. Trata-se de estudo observacional transversal, com análise descritiva e avaliação da associação entre concordância diagnóstica, qualidade da imagem e local de atendimento. Foram incluídos 384 profissionais e 925 casos. Houve predomínio de dentistas do sexo feminino (78,9%), atuação na APS/UBS (70,4%) e vinculados ao CO (83,1%). Os pacientes foram majoritariamente do CO (88,9%), do sexo feminino (55,6%), pardos (44,6%) e com média de 48±21,4 anos. Os casos foram encaminhados principalmente pela APS/UBS (59,2%) e CEO (25,0%). As localizações mais frequentes foram língua (23,8%), lábios (21,1%) e mucosa jugal (20,5%). Clinicamente, predominaram nódulos (29,9%) e ulcerações (15,6%). Houve predomínio de lesões não classificáveis (31,8%), reacionais/hiperplásicas benignas (23,7%), de glândulas salivares (9,1%), malignas/suspeitas (8,4%) e DOPM (7,8%). A concordância diagnóstica foi inconclusiva/não classificável em 45,1% dos casos, concordante em 34,1% e discordante em 20,9%. Imagens de boa qualidade associaram-se à concordância diagnóstica (p<0,001; V de Cramer=0,144), contrastando com maior frequência de casos inconclusivos em imagens ruins (78,4%). O local de atendimento apresentou associação com a concordância (p=0,0009; V de Cramer=0,133), sendo maior nos CEO (43,3%).

Os achados demonstram que o Tele-Estomato contribui para a qualificação diagnóstica de lesões orais, sobretudo na APS, e indicam que a qualidade das imagens e o serviço de origem influenciam a concordância diagnóstica.

(Apoio: FAPs - FAPESQ  |  FAPs - FAPEMIG  |  Ministério da Saúde)
PSUS07 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Avaliação da concordância diagnóstica em tele-estomatologia e fatores associados por modelos de aprendizado de máquina
Thamiris Terra Ferreira, Anna Júlia Franchi de Sá, Leonardo Amaral Dos Reis, Luana Aparecida Pinto de Almeida, Paulo Rogério Ferreti Bonan, Vitória Nogueira Oliveira, Tatiana Teixeira de Miranda
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O diagnóstico clínico de lesões orais é essencial na prática odontológica, especialmente na tele-estomatologia, onde a avaliação depende de dados e imagens remotas. Este estudo avaliou a capacidade de classificação de lesões, a concordância diagnóstica e os fatores associados por aprendizado de máquina. Trata-se de um estudo observacional (n=384) com dados provenientes de um aplicativo de tele-estomatologia, utilizado como ferramenta de apoio ao diagnóstico de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Utilizou-se o algoritmo Naive Bayes no Orange Data Mining para classificar lesões em benignas, malignas e potencialmente malignas. A concordância entre o diagnóstico inicial e o do especialista foi avaliada pelo coeficiente Kappa no jamovi. Modelos de regressão logística e Naive Bayes foram aplicados para predizer a concordância, avaliados por AUC, acurácia, precisão, recall e F1-score. O Naive Bayes apresentou maior acerto em lesões benignas (83,7%), com desempenho inferior em malignas (47,7%) e potencialmente malignas (58,6%), evidenciando subdiagnóstico. A concordância foi moderada (Kappa=0,453). A regressão logística apresentou AUC de 0,62 e acurácia de 72,4%, com viés para prever concordância. Variáveis como palpação linfonodal, tipo de lesão e localização anatômica foram mais relevantes.

Os resultados indicam limitações no diagnóstico inicial, especialmente pelo risco de subdiagnóstico de lesões malignas. Os modelos apresentaram baixa capacidade preditiva, reforçando a necessidade de suporte especializado e aprimoramento das estratégias diagnósticas na tele-estomatologia.

(Apoio: Ministério da Saúde (Coordenação-Geral de Saúde Bucal)  |  Secretaria de Informação e Saúde Digital - SEIDIGI)
PSUS08 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Prontidão organizacional na Atenção Primária à Saúde para implementação de cartilha de introdução alimentar: um estudo de intervenção
Giovana Soares Buzinaro, Jhenyffer Andrade Viana, Lucas Moura de Oliveira, Caroline Murat Amadeu Marti, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres, Rafael Aiello Bomfim
Saúde Coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo de intervenção avaliou a prontidão organizacional de profissionais da Estratégia Saúde da Família antes e após a implementação de uma cartilha de introdução alimentar para crianças de 0 a 2 anos. Trata-se de estudo longitudinal de métodos mistos, realizado em oito unidades de saúde em Campo Grande (MS), utilizando o instrumento Organizational Readiness for Implementing Change (ORIC-Br) e entrevistas estruturadas. Foram avaliadas três estratégias de implementação: presencial, online e controle. O componente qualitativo incluiu entrevistas baseadas no Consolidated Framework for Implementation Research (CFIR), realizadas antes da intervenção. A análise por estatística descritiva e inferencial foi realizada por teste ANOVA (5% de significância). Na pré-implementação, enfermeiros apresentaram maior prontidão organizacional (M=4,11; DP=0,77) em comparação aos dentistas (M=3,47; DP=0,86) e médicos (M=3,48; DP=0,92), com redução após implementação (M=3,56; DP=0,95). Não foram identificadas discrepâncias significativas de prontidão entre as estratégias. No pós-implementação, não houve diferença entre categorias e estratégias avaliadas (p<0.05).

A sobrecarga de informações, problemas de coordenação e a necessidade de uma memória prospectiva que atingem os profissionais de saúde, foram associados à perda ou atraso no acompanhamento dos usuários. Os achados destacam a natureza multifacetada das barreiras no contexto na APS, como sobrecarga de trabalho, rotatividade profissional, colaboração fraca da equipe, questões sobre autoeficácia e baixa adequação do processo de trabalho às ações de alimentação e nutrição, enfatizando a importância de intervenções voltadas ao tema. ReBEC ID: RBR-4k2s5d.

(Apoio: FUNDECT  N° 43756.660.4611.04032022)
PSUS09 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

PRODUÇÃO AMBULATORIAL NO SUS DE PROCEDIMENTOS DE MÍNIMA INTERVENÇÃO PARA CÁRIE DENTÁRIA: SÉRIE TEMPORAL (2014 À 2025)
Bruna Mayara da Veiga, Natália Almeida Bastos Bitencourt, Ana Claudia Rodrigues Chibinski, Manoelito Ferreira Silva-Junior
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi analisar a tendência temporal (2014-2025) da produção ambulatorial de procedimentos de mínima intervenção para cárie dentária no Sistema Único de Saúde (SUS). A série temporal extraiu dados secundários anuais dos procedimentos ambulatoriais individuais (Aplicação Tópica de Flúor-ATF, Cariostático-DFP, Selante-SEL e Tratamento Restaurador Atraumático-ART) do Datasus e dados populacionais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foi calculada a taxa anual (por 10.000 habitantes) e Variação Percentual Anual (VPA) (%) para o Brasil e Regiões Geográficas pela regressão linear generalizada pelo método de Prais-Winsten (p<0,05). No Brasil, as taxas dos procedimentos de mínima intervenção mais realizados no SUS foram: ATF e SEL, e os menos, ART e DFP. Houve tendência decrescente das taxas no Brasil (2014-2025) para ATF (VPA=-16,8%, p=0,005); DFP (VAP=-20,6%, p=0,005) e SEL (VPA=-20,6%, p=0,002), com maior decréscimo para ATF no Norte (VPA=-22,9%, p=0,011) e SEL (VPA=-27,55%, p<0,001) e DFP (VPA=-24,14%, p<0,001) no Centro-Oeste. O ART (2020-2025) apresentou tendência crescente no Brasil (VPA=51,4%, p=0,012) e nas regiões brasileiras (p<0,05) com exceção do Centro-Oeste (p=0,080).

Houve baixas taxas de procedimentos de mínima intervenção para cárie dentária no SUS e tendência decrescente (2014-2025) no Brasil e nas regiões geográficas, exceto para o ART que apresentou tendência crescente mas disparidades regionais.

PSUS10 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

ROMPENDO BARREIRAS DE ACESSO: A POTÊNCIA DO CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO PORTÁTIL NO SUS
Katlin Darlen Maia, Patricia Heras Vinas, Flavio Veiga do Pilar Cobra, Sheyla Maria Almeida Herrera-Freire, Brunna Gomes Velloso de Araújo, Cristina Tavares Dos Santos, Keith Bullia da Fonseca Simas
PRECOM UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A ampliação do acesso à saúde bucal no Sistema Único de Saúde permanece como desafio, especialmente em territórios com vulnerabilidades e barreiras de acesso. No âmbito da Rede de Atenção à Saúde Bucal, tecnologias organizacionais inovadoras na Atenção Primária à Saúde (APS) podem redesenhar o processo de trabalho e ampliar a resolutividade. Este estudo analisa, sob abordagem qualitativa, a implementação do uso de Consultório Odontológico Portátil (COP) como estratégia de ampliação do acesso pela gestão do município do Rio de Janeiro. Trata-se de estudo avaliativo, tipo relato de experiência, com observações diretas da gestão municipal, a partir da implantação, em 2025, de 52 unidades de COP distribuídas nas dez Áreas de Planejamento, normatizadas por diretriz técnica municipal e integradas à APS e à rede de atenção. A análise considerou as dimensões como acesso, organização do processo de trabalho, coordenação do cuidado e integração intersetorial. Observou-se que a estratégia ampliou o acesso em territórios com restrição de oferta, favorecendo o cuidado extramuros em domicílios e instituições, além de promover reconfiguração do trabalho das equipes, fortalecimento do vínculo e identificação de necessidades antes invisibilizadas. Destaca-se uma maior articulação com a rede e políticas intersetoriais. Como limitação, observa-se ausência de registro específico nos sistemas de informação.

Conclui-se que o consultório portátil é tecnologia inovadora com potencial para ampliar acesso, qualificar a Atenção Primária à Saúde além de reduzir iniquidades, recomendando-se o aprimoramento do monitoramento com indicadores específicos para sua institucionalização no SUS.

PSUS11 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Desenvolvimento municipal e exodontias no SUS: Desafios na mudança do modelo assistencial
Verena Paula Stern Netto, Cristiane Maria da Costa Silva, Juliane Franco Martins, Gustavo Fernando Silva, Walbert de Andrade Vieira, Carlos José Soares, Luiz Renato Paranhos
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As exodontias são procedimentos frequentes no Sistema Único de Saúde (SUS) e relacionam-se ao acesso tardio e às desigualdades na atenção à saúde bucal. Este estudo analisou a tendência temporal das exodontias de dentes permanentes na Atenção Primária e sua associação com indicadores municipais. Trata-se de estudo ecológico com amostra dimensionada (IC 95%, erro 10%) de 200 municípios, selecionados de forma intencional pelos extremos da distribuição do Produto Interno Bruto (PIB) per capita (100 menores e 100 maiores PIB), conforme Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Taxas de exodontia (TE) por 1.000 habitantes foram calculadas com dados dos Sistemas de Informações do SUS. A tendência temporal foi estimada por regressão de mínimos quadrados (GLS AR1) calculando-se a variação percentual anual (APC). A comparação entre grupos foi realizada por modelo de efeitos mistos (binomial negativa), ajustado por indicadores socioeconômicos (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal/IDHM, de Gini), demográficos (IBGE) e pelo ano. Foram registradas 355.218 exodontias, com tendência estacionária das TE em ambos os grupos. Não houve diferença na TE entre municípios segundo o PIB per capita (p = 0,83). Municípios com maior IDHM apresentaram menores TE (β = -5,45; p = 0,001), enquanto Gini, PIB e densidade populacional não foram significativos.

A região Nordeste concentrou a maior proporção de exodontias. Embora maiores níveis de desenvolvimento humano estejam associados a menores taxas de exodontias, a estabilidade temporal e a homogeneidade entre municípios com distintos PIB per capita sugerem limitações estruturais na reorientação do modelo assistencial da saúde bucal no Brasil.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)
PSUS12 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Fatores sociodemográficos, socioeconômicos e período pós-pandêmico associados à prematuridade em uma capital sul-brasileira
Renatha Cristiane Nogueira Peres, Bárbara Munhoz da Cunha, Lethicia Leal de Oliveira, Mauricio Jose Panho, Juliana Schaia Rocha, Pablo Guilherme Caldarelli, Marilisa Carneiro Leão Gabardo
Programa de Pós Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se a associação entre fatores sociodemográficos, socioeconômicos e período pré e pós-pandêmico, e o tipo de parto em gestantes de Curitiba, PR, Brasil. Estudo transversal com dados obtidos do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) obtidos em setembro de 2024. As variáveis explicativas foram: Distrito Sanitário (DS) de residência, ano do parto, idade materna, escolaridade, raça, estado civil, ocupação, vínculo assistencial e Índice de Vulnerabilidade das Áreas de Abrangência das Unidades Municipais de Saúde (IVAB). O desfecho foi o parto: a termo ou pré-termo. Realizou-se análise descritiva, seguida de teste de Qui-quadrado de Pearson e regressão logística binária no SPSS®, versão 26.0. Foram analisados dados de 36.742 gestantes. A média da idade foi 9,2 (± 6,5) anos, com prevalência de brancas (81,2%), sem companheiro (52,1%), com escolaridade alta (93%) e que trabalhavam fora (64,2%). Quanto ao vínculo assistencial, houve um equilíbrio entre privado (50,4%) e público (49,6%). O IVAB teve frequência mais elevada na categoria "alto" (45,3%). Gestantes do DS Tatuquara (OR=1,17; IC 95%: 1,02 - 1,34; p=0,027), partos realizados em 2022 (OR=1,14; IC 95%: 1,07-1,21; p < 0,001), idade > 35 anos (OR = 1,26; IC 95%: 1,18-1,35; p < 0,001), "escolaridade baixa" (OR=1,22; IC 95%: 1,05-1,42, p=0,009), e vínculo assistencial público (IC 95%: 1,28 - 1,40; p < 0,001) aumentaram as chances de prematuridade após ajuste. A categoria "sem companheiro" apresentou menor risco para a ocorrência de parto prematuro (OR=0,88; IC 95%: 0,83-0,93; p < 0,001).

A prematuridade foi associada a fatores territoriais, individuais e assistenciais, bem como ao período pós-pandêmico.

(Apoio: CAPES  N° 001)



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