9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 2521 a 2530


PE026 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Diretrizes Curriculares Nacionais e formação docente: do discurso à organização curricular no mestrado acadêmico
Maria Augusta Ramires Piemonte, Marilisa Carneiro Leão Gabardo, Pablo Guilherme Caldarelli
PPGO UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste estudo analisou-se como as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) são incorporadas na formação docente nos mestrados acadêmicos em Odontologia do Brasil. Tratou-se de pesquisa documental, quantitativa, com base na análise de ementas de 61 programas de mestrado em Odontologia do Brasil. Os dados foram obtidos por meio da Plataforma Sucupira e das páginas institucionais, sendo organizados em planilha e analisados de modo descritivo. Foram identificadas 630 disciplinas, sendo 214 relacionadas à formação docente. Disciplinas específicas (n=57; 95%) e estágio docente (n=47; 78,3%) estavam previstos na maioria dos programas. A organização foi heterogênea, com variações na carga horária, de 30 h a 1515 h. A presença das DCN na organização dos currículos foi irregular, sendo identificada nos objetivos (n=21; 70%), nas referências (n=21; 67,7%) e nas ementas (n=18; 58,1%). Predominaram disciplinas com baixa articulação entre elementos pedagógicos, com 33 (54,1%) programas classificados com menor grau de maturidade pedagógica. As ementas indicaram formação centrada na prática, com pouca clareza quanto aos fundamentos pedagógicos e uso recorrente de termos pedagógicos sem detalhamento de sua aplicação. Embora presente, a formação docente permanece pouco integrada ao conjunto da formação.

Por fim, as DCN aparecem nos documentos, mas não se consolidam como referência organizadora do currículo, evidenciando um descompasso entre as diretrizes formativas e a organização efetiva da formação docente.

PE027 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Autoavaliação crítico-reflexiva em atividades clínicas no curso de Odontologia da Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP
Larissa Kely Faustino da Silva, Geanny Carolline Pereira Leão, Fernanda Lopez Rosell, Tânia Adas Saliba, Aylton Valsecki Junior
Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A autoavaliação crítico-reflexiva é um dos instrumentos que balizam a avaliação formativa, envolvendo a participação ativa do estudante e o desenvolvimento de autonomia no processo de ensino-aprendizagem. No contexto de formação de profissionais de saúde, contribui para o aprimoramento de competências, liderança e tomada de decisão, favorecendo a capacidade de transformação diante das demandas profissionais. Este estudo teve como objetivo verificar a capacidade de autoavaliação crítica e reflexiva dos estudantes da Faculdade de Odontologia de Araraquara (UNESP), a partir de disciplinas clínicas que utilizam esses processos autoavaliativos, como estratégia de produção de autonomia no cuidado. Trata-se de um estudo descritivo baseado na análise das reflexões que foram produzidas por turmas de estudantes do 3º ano e 5º ano no curso de Odontologia, no período de três anos. As análises buscaram identificar a presença de reflexões críticas, a percepção de potencialidades e/ou fortalezas, fragilidades e/ou inseguranças e a capacidade de formulação de plano de melhoria diante do refletido. Os resultados indicam baixos níveis de reflexão contínua, e que, embora a maioria dos estudantes tenha apresentado ao menos uma reflexão, são baixos os percentuais de aprofundamento nas análises.

Conclui-se que os processos avaliativos formativos são mais efetivos quando integrados às atividades didáticas ao longo do curso, do que quando aplicados pontualmente. Identificou-se baixa adesão dos estudantes na aplicação pontual, pouco empenho na reflexão crítico-reflexiva e a percepção dessa autoavaliação como exigência, distante da construção do perfil do profissional de saúde preconizado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais.

PE028 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Percepção de Cirurgiões-Dentistas sobre Diversidade e Inclusão no Atendimento Odontológico
Priscila Moraes Lima, Fábio Silva de Carvalho, Patrícia Elizabeth Souza Matos, Ana Bruna Ferreira Ribeiro, Érica Jamilly Mendes Ferreira, Loiana Gomes Silva, Charles Souza Santos, Manoelito Ferreira Silva-Junior
Departamento de Saúde I (DS I) UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a percepção de cirurgiões-dentistas atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS) sobre diversidade e inclusão no atendimento odontológico. O estudo qualitativo é uma segunda etapa de pesquisa nos cenários de prática do PET-Saúde Equidade em Jequié-BA com amostra de exaustão de profissionais que desejaram participar de outras etapas do estudo. Os dados foram coletados entre janeiro e março de 2026 por uma pesquisadora, nas Unidades de Saúde, com uso de roteiro-guia, com entrevistas gravadas e transcritas. A análise pela Classificação Hierárquica Descendente utilizou o software IRaMuTeQ. Participaram nove cirurgiões-dentistas, correspondendo a uma taxa de resposta de 90%. O corpus originou 206 segmentos de texto, com aproveitamento de 87,8%. A análise identificou quatro classes temáticas sobre diversidade e inclusão: 1) Fragilidades na formação e capacitação profissional; 2) Limitações no conhecimento das políticas públicas; 3) Priorização do cuidado e invisibilidade das vulnerabilidades; e 4) Acolhimento e inclusão no cuidado odontológico.

Evidenciou-se fragilidade formativa, desconhecimento das políticas e tensão entre práticas igualitárias e a perspectiva da equidade, embora também tenham sido observados avanços pontuais nas percepções dos profissionais pela atuação do PET-Saúde. Destaca-se a necessidade de manutenção dos investimentos em educação permanente e reorganização das práticas no atendimento odontológico, visando um cuidado mais inclusivo, equitativo e sensível às vulnerabilidades sociais.

PE029 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

SENSO DE COERÊNCIA E VIVÊNCIAS ACADÊMICAS DE GRADUANDOS EM ODONTOLOGIA DA UFMG
Maxwell Gonçalves Coelho, Rodolfo Alves de Pinho, Ivana Meyer Prado, Saul Martins Paiva
Saúde da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a associação entre o Senso de Coerência e caraterísticas sociodemográficas, acadêmicas e expectativas dos estudantes de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Realizou-se um estudo transversal piloto, com 52 graduandos do 10° período . Os participantes responderam a 2 questionários: um sobre dados sociodemográficos, acadêmicos e expectativas profissionais, composto por 49 perguntas, além da Escala de Senso de Coerência (SOC), composta por 13 perguntas. O SOC mensura a orientação de um indivíduo para ver a vida como compreensível, manejável e significativa. Seu escore varia de 13 a 65 pontos, sendo que valores mais altos indicam um SOC mais forte. Foram realizadas análises descritivas e bivariada, através dos testes T de Student, Kruskal-Wallis e ANOVA (P<0,05). A maioria dos participantes era do sexo feminino (80,8%), com média de idade de 26,4 anos (±2,32) e de cor/raça autodeclarada branca (63,5%). A média do escore da SOC foi 25,8 (±4,61). Estudantes que apresentaram maiores escores do SOC foram aqueles de cor/raça branca (p=0,026), sem perspectiva de estabilidade financeira nos 5 primeiros anos após formados (p=0,050), que se sentiam representados por seus professores (p=0,023) e que consideravam que a sua cor/raça não interferia no seu processo formativo (p=0,009).

Conclui-se que o Senso de Coerência dos estudantes do 10º período esteve associado à cor/raça branca, ausência de perspectiva de estabilidade financeira, dúvida quanto à representatividade estudantil, representatividade docente e ausência de interferência da cor/raça durante o processo formativo.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG   N° RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PE031 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Normatização do uso da Inteligência Artificial nas Instituições de Ensino Superior na Odontologia
Edgard Bergamaschi Junior, Fernando Yamamoto Chiba, Tânia Adas Saliba, Suzely Adas Saliba Moimaz
Depto. de Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do trabalho foi verificar a existência e analisar portarias, regulamentos e demais documentos orientadores estabelecidos por Instituições de Ensino Superior (IES) sobre o emprego da Inteligência Artificial (IA). Trata-se de uma pesquisa documental, qualitativa, descritiva. Foram consultadas as páginas eletrônicas das 3 IES públicas de São Paulo. A técnica empregada foi a análise de conteúdo, e as dimensões analisadas foram relacionadas ao uso da IA no ensino-aprendizagem e pesquisa. Os documentos analisados foram: Resolução UNESP 13/25 dispõe sobre a utilização da IA na Universidade e o "Guia para a utilização de IA na graduação da UNESP: integridade, inovação e equidade" de 2026, estabelece as normas. A Portaria USP GR nº 9004, de 10 de março de 2026, dispõe sobre a criação do Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial (ETDIA), junto ao gabinete do reitor, que tem como finalidade propor diretrizes e políticas sobre o uso ético e responsável da IA. Há um documento anterior onde constam algumas orientações sobre o uso da IA no documento Guia de boas práticas científicas de 2025. O documento da Unesp conta com normas divididas em "O que você PODE, NUNCA ou TALVEZ possa fazer", em ítens específicos direcionados aos discentes, docentes e gestores e técnico-administrativos. O discente pode usar IA para traduzir textos e elaborar resumos. Nunca pode fazer, submeter trabalhos gerados por IA como originais. O docente pode usar IA para criar planos de aula, e que nunca pode fazer a utilização de IA para criar materiais didáticos e avaliar trabalhos sem validação humana.

A regulamentação do uso da IA nas IES está sendo realizada e os documentos propostos apresentam conteúdo esclarecedor sobre o tema.

(Apoio: CAPES)
PE032 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Impressões de estudantes de odontologia sobre pesquisa qualitativa em saúde: contribuições para a formação profissional
Beatriz Brandão Mulford Faria, Emília Carvalho Leitão Biato, Nailê Damé-teixeira
Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A formação em saúde tem sido historicamente influenciada por modelos positivistas, que privilegiam abordagens quantitativas ao invés de abordagens qualitativas. Nesse contexto, este estudo versou-se a perceber as impressões de estudantes de odontologia sobre a pesquisa qualitativa em saúde. O presente trabalho foi realizado por meio de grupos focais com estudantes de odontologia do primeiro semestre da Universidade de Brasília. O referencial teórico articula com as contribuições da filosofia da diferença e se apoia em autores como Canguilhem, ao problematizar os conceitos de normal e patológico e Derrida, ao questionar o pensamento dualista. Tais perspectivas sustentam a relevância da pesquisa qualitativa como ferramenta para compreender a complexidade do cuidado em saúde para além da normalidade. Os achados indicam que, embora ainda exista uma valorização predominante de métodos quantitativos na formação em saúde, os estudantes percebem a importância das abordagens qualitativas. Contudo, é perceptível a presença de lacunas nesse primeiro momento da formação acadêmica quanto ao domínio sobre esse tipo de pesquisa.

Depreende-se que a inserção e o fortalecimento da pesquisa qualitativa na formação em odontologia são fundamentais para o desenvolvimento de profissionais mais sensíveis às dimensões humanas do cuidado.

(Apoio: CNPq)
PE033 - Pesquisa em Ensino
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

Caracterização da oferta de componentes curriculares em Odontogeriatria em instituições públicas brasileiras
João Rubens Gomes de Bastos Manso, Ingrid Campos Costa, Túlio Eduardo Nogueira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a oferta, a distribuição e as características de disciplinas de Odontogeriatria (OG) ofertadas em cursos de graduação em Odontologia de instituições públicas brasileiras. Trata-se de um estudo descritivo, transversal e baseado em análise documental. A coleta de dados foi realizada em portal eletrônico do Ministério da Educação (e-MEC), considerando os filtros: presenciais, gratuitos e ativos. Foram incluídas Instituições de Ensino Superior (IES) públicas (federais e estaduais), sendo excluídas aquelas sem informações disponíveis. A coleta de dados foi realizada a partir dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) ou matrizes curriculares. Além da IES, considerou-se as seguintes variáveis relacionadas às disciplinas: oferta (sim/não), natureza e carga horária. Os dados foram tabulados e analisados por meio de estatística descritiva no Microsoft Excel. Foram considerados dados de 55 IES. Componentes curriculares de OG foram localizados em 50,9% (n= 28) das IES. A maior proporção de oferta foi observada no Centro-Oeste (2 dos 3 cursos), seguido pelo Sul (6 dos 10 cursos). Nenhum dos 3 cursos da região norte oferta disciplinas de OG. Entre as IES que ofertam, 60,7% (n= 17) apresentam a disciplina como obrigatória. A carga horária variou entre 20 e 210 horas (média= 59,3; DP= 36,2). Apenas 39,3% (n= 11) dos componentes consideram carga horária prática, variando de 4 e 150 horas (média= 59,8; DP= 37,1).

Conclui-se que a oferta de componentes curriculares de Odontogeriatria entre as IES públicas brasileiras é limitada e desigual regionalmente, com predomínio de disciplinas majoritariamente teóricas.

PE034 - Pesquisa em Ensino
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco C - Laranja

IMPACTO DO DIABETES MELLITUS NO SUCESSO DA OSSEOINTEGRAÇÃO DE IMPLANTES DENTÁRIOS: REVISÃO DE LITERATURA E PROTOCOLOS ADAPTADOS
Cinthia de Almeida Peixoto
UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Implantodontia consolidou-se como uma das modalidades terapêuticas mais previsíveis da Odontologia contemporânea, fundamentada no fenômeno da osseointegração. Entretanto, condições sistêmicas como o Diabetes Mellitus (DM) podem influenciar negativamente os processos biológicos envolvidos na cicatrização óssea e na manutenção da interface osso-implante. O DM caracteriza-se por hiperglicemia crônica, associada a disfunções microvasculares, estresse oxidativo e inflamação persistente, fatores que comprometem a angiogênese, a atividade osteoblástica e o remodelamento ósseo. Conclui-se que o DM não constitui contraindicação absoluta à implantodontia, desde que haja controle metabólico rigoroso e adoção de protocolos clínicos baseados em evidências.

O Diabetes Mellitus exerce influência relevante sobre a osseointegração de implantes dentários, principalmente por meio da hiperglicemia crônica e seus efeitos sobre o metabolismo ósseo, a angiogênese e a resposta imunoinflamatória. Contudo, os resultados analisados demonstram consistentemente que o DM, quando adequadamente controlado, não deve ser considerado contraindicação absoluta à instalação de implantes. Pacientes com controle metabólico satisfatório apresentam taxas de sobrevivência, perda óssea marginal e previsibilidade clínica semelhantes às de indivíduos não diabéticos. Conclui-se que a Implantodontia em pacientes diabéticos é viável, segura e previsível quando fundamentada no controle metabólico rigoroso e em evidências científicas, ampliando o acesso a tratamentos reabilitadores com qualidade e segurança.

PSUS01 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Distribuição espacial e determinantes da oferta de ortodontia no Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo (2010-2024): estudo ecológico
Fabrício Campos Machado, Laura Barrense Vieira, Walbert de Andrade Vieira, Anderson Nunes Moreira, Flávio de Melo Garcia, Cristiane Maria da Costa Silva, Luiz Renato Paranhos
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A oferta de procedimentos ortodônticos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) constitui importante componente da integralidade do cuidado em saúde bucal, justificando seu monitoramento. O objetivo deste estudo ecológico retrospectivo foi analisar a distribuição espacial, a tendência temporal e os determinantes sociodemográficos (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal/IDHM e Produto Interno Bruto/PIB per capita) e estruturais (população e cobertura populacional de saúde bucal) da oferta de procedimentos ortodônticos nos municípios de São Paulo entre 2010 e 2024. Foram utilizados dados secundários do Sistema de Informações do SUS e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A tendência temporal (APC) foi avaliada por regressão de Prais-Winsten, e a associação com as demais variáveis, por modelos lineares generalizados mistos (GLMM). Foram incluídos 53 municípios, com no mínimo 10 procedimentos realizados no período, totalizando 979.404 procedimentos. A tendência temporal no estado foi estacionária (APC=3,4%; p=0,26), com retração em 2020 devido à pandemia e recuperação em 2024. A distribuição espacial evidenciou desigualdades territoriais, com maior concentração na região metropolitana, sendo que a capital concentrou mais de 300 mil registros. Municípios com cobertura da ESF <50% apresentaram menor oferta (RR=0,22; IC95%:0,06-0,85), assim como municípios de maior porte populacional (RR=0,21; IC95%:0,05-0,85). IDH e PIB per capita não apresentaram associação significativa.

Conclui-se que a oferta foi estável, mas espacialmente desigual, sendo o acesso condicionado pela robustez da rede de atenção primária e pelo porte populacional, independentemente do desenvolvimento econômico local.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° INCT Saúde Oral e Odontologia 406840/2022-9  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)
PSUS02 - Pesquisa Odontológica no Sistema Único de Saúde
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco C - Laranja

Manobras de mínima intervenção para prevenção da cárie na Atenção Primária em Saúde: análise de séries temporais da última década no Brasil
Lara de Araujo Penha, Israel Monteiro Araújo, Erika Barbara Abreu Fonseca Thomaz, Leily Macedo Firoozmand
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS E DA SAÚDE UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Odontologia de Mínima Intervenção (OMI) constitui uma abordagem custo-efetiva que qualifica o cuidado preventivo em saúde bucal. No entanto, permanecem lacunas quanto à sua incorporação na rotina da Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Este estudo analisou a tendência temporal e a variação percentual semestral (VPS) de indicadores de OMI relacionados à prevenção de cárie no SUS, Brasil, entre 2016 a 2025, segundo sexo e faixa etária. Seis indicadores foram obtidos do Sistema de Informação da Atenção Básica (SISAB): aplicação tópica de flúor (ATF), evidenciação de placa bacteriana (EPB), orientação de higiene bucal (OHB), remoção de placa bacteriana (RPB), aplicação de selante (ASel) e aplicação de cariostático (ACar), com filtro para sexo e grupos etários: crianças (0-9 anos), adolescentes (10-19 anos), adultos (20-59 anos) e idosos (≥ 60 anos). As tendências foram avaliadas utilizando o Joinpoint Regression Program (v. 5.4.0), com intervalos de confiança de 95% (α=5). As análises revelaram um padrão homogêneo entre homens e mulheres, com discreto crescimento das tendências entre 2016-2019 (VPS ≥ 2,81%, p < 0,042); redução acentuada entre 2019-2020 (VPS ≥ -40,6519%, p < 0,013), e aumento após esse período (VPS ≥ 0,46%, p < 0,016). Verificou-se maior concentração de procedimentos entre crianças e adolescentes, destacando-se a OHB e ATF. Além disso, menor tendencia de ASel foi verificada em adultos, enquanto idosos concentraram as menores tendências de todos os indicadores.

Os achados concluem um declínio significativo das tendências da oferta de OMI no SUS durante a pandemia, além da concentração de procedimentos em faixas etárias mais jovens, reforçando a necessidade de ampliar essas ações em toda população.

(Apoio: CAPES  N° 001)



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