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 2476 Resumo encontrados. Mostrando de 551 a 560


PN0472 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Efeito da agitação do EDTA na estrutura do coágulo sanguíneo, em endodontia regenerativa, avaliado com microscopia eletrônica
Figueiredo-de-Almeida R, Vieira WA, Kitamura GH, Almeida JFA, Marciano MA, Gomes BPFA, Ferraz CCR, Soares AJ
Endodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi verificar, através de microscopia eletrônica de varredura (MEV), o efeito da agitação do EDTA na estrutura do coágulo sanguíneo formado na endodontia regenerativa (ER). Foram utilizados raízes de 40 incisivos superiores preparados de forma a simular um dente imaturo com ápice aberto e divididos em 5 grupos: Controle (apenas soro), CNI (EDTA sem agitação), PUI (EDTA agitado com inserto ultrassônico), EC (EDTA agitado com lima reciprocante), XPF (EDTA agitado com lima XP). Após a irrigação, as raízes foram clivadas no sentido longitudinal e em terços coronário, médio e apical e preenchidas com sangue para formação do coágulo. Em seguida, através do MEV, foram obtidas imagens, afim de verificar a morfologia e densidade dos eritrócitos, plaquetas e rede de fibrina formadas. As imagens foram classificadas de 0 a 3, sendo 0 ausência de rede de fibrina e 3 densa rede de fibrina com rico entrelaçamento. Todos os grupos obtiveram score 3, exibindo coágulos com morfologia similares, alta densidade células sanguíneas e formação de rede de fibrina em toda extensão do canal radicular. O grupo Controle apresentou maior score de densidade de fibrina em todos os terços (p<0.05) quando comparado aos demais grupos irrigados com EDTA. Não houve diferença estatística nos scores entre os grupos irrigados com EDTA, com e sem agitação (p>0.05).

A agitação do EDTA não potencializou seus efeitos deletérios ao coágulo sanguíneo em contato com a dentina condicionada. Assim, a agitação do EDTA pode ser uma alternativa benéfica durante a ER, sem maiores danos ao coágulo.

PN0473 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação das propriedades físico-químicas de um novo cimento obturador à base de silicato de cálcio
Rosa SJ, Oliveira MCG, Alcalde MP, Duarte MAH, Vivan RR
Endodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar as propriedades físico-químicas de um novo cimento obturador MTApex comparando com as propriedades dos cimentos BioRoot RCS, Bio-C Sealer, Endosequence BC Sealer HiFlow e AH Plus BC. Os testes de radiopacidade, escoamento, solubilidade e tempos de presa seguiram as especificações ISO 6876/2012. Para a liberação de íons cálcio e pH, tubos foram preenchidos com os cimentos, imersos em água e mensurados após 3h, 24h, 72h e 168h. Os dados foram aplicados em testes estatísticos com nível de significância de 5%. Em radiopacidade os cimentos não apresentaram diferença estatística significativa. No teste de escoamento AH Plus BC e BioRoot apresentaram diferença estatística significativa quando comparados (p=0.014). O Endosequence HiFlow teve maior porcentagem em solubilidade por 7 dias, apresentando diferença estatística significativa com BioRoot (p=0.0259). No tempo de presa inicial e final, Endosequence HiFlow apresentou o maior tempo de presa e diferença estatística significativa quando comparado com todos os cimentos; no tempo de presa inicial o MTApex apresentou diferença estatística significativa quando comparado com BioRoot (p=0.035); no tempo de presa final, não teve diferença estatística significativa entre Bio-C Sealer, AH Plus BC e MTApex. Os cimentos Bio-C Sealer e Endosequence HiFlow na liberação de íons cálcio, e BioRoot e AH Plus BC no pH, apresentaram diferença estatística significativa em todos os períodos.

Os cimentos testados cumpriram, com exceção do teste de solubilidade, as especificações da ISO 6876/2012.

PN0475 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Redução da microbiota de dentes com infecção primária após a ativação reciprocante e ultrassônica
Aveiro E, Chiarelli-Neto VM, Moura-Filho AAL, Ferraz CCR, Almeida JFA, Soares AJ, Marciano MA, Gomes BPFA
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os sistemas de ativação dos irrigantes vem sendo largamente utilizados afim de atingir as áreas intocadas durante o preparo químico mecânico (PQM). Existem inúmeros sistemas disponíveis no mercado, inclusive da indústria nacional. Com isso, o objetivo deste trabalho foi comparar a redução da microbiota de 24 dentes com infecção primária após ativação reciprocante e ultrassônica. Amostras foram coletadas logo após abertura coronária (amostra inicial: A1) e após a instrumentação com o sistema Reciproc e ativação do hipoclorito de sódio a 6% / EDTA 17% (amostra após o PQM: A2). Para a ativação, os dentes foram divididos aleatoriamente em 3 grupos: Grupo sem ativação (controle), Grupo ativação reciprocante (ponta EasyClean) e Grupo ativação ultrassônica (ponta Irrisonic). As amostras foram analisadas pelo método de cultura e técnica do Checkerboard com nível de significância de 5%. Todas as amostras A1apresentaram crescimento de bactérias viáveis no meio Fastidious Anaerobe Agar (FAA), com uma média de 105 UFC/mL, e somente um caso de crescimento nas amostras A2. Através da técnica do Checkerboard, bactérias foram encontradas em 100% das amostras iniciais com uma concentração entre <105 e 106. Nas amostras A2, houve uma grande redução da microbiota nos três grupos testados, inclusive muitas espécies deixaram de ser detectadas. Porém, a maior redução ocorreu no grupo ativado com a ponta ultrassônica.

Concluiu-se que a ativação ultrassônica foi superior a reciprocante quanto a redução da microbiota em dentes com infecção primária.

(Apoio: FAPESP  N° 2015/23479-5  |  CNPq  N° 303852/2019-4   |  CAPES  N° 001)
PN0476 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação do tempo de presa e escoamento do novo cimento biocerâmico pó-líquido Sealer Plus BC
Rosim PLB, Jampani JLA, Pradelli JA, Tanomaru-Filho M, Guerreiro-Tanomaru JM
Departamento de Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Sealer Plus BC pó-líquido (SPBCPL, MK Life) é um novo cimento obturador endodôntico biocerâmico pó-líquido recentemente lançado no mercado. Este estudo avaliou tempo de presa (TP) e o escoamento do SPBC PL, em comparação aos cimentos biocerâmicos pó-líquido BioRoot (BR, Septodont, França) e pronto para uso Bio-C Sealer (BCS, Angelus, Brasil). SPBCPL foi utilizado na proporção de manipulação 5 porções de pó para 7 gotas de liquido obtido em teste piloto de acordo com consistência de obturação do canal radicular. O TP foi realizado de acordo com a norma ISO-6876; 2012, com moldes de gesso hidratados preenchidos com os cimentos e auxilio das agulhas de Gilmore. O teste de escoamento foi realizado de acordo com a norma ISO 6876:2012. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de normalidade e posteriormente ao teste ANOVA com análise post-hoc de Tukey (α = 0,05). Houve diferença para o TP entre os materiais, sendo menor para o SPBCPL (p<0,05), com média de 10 minutos. O maior escoamento foi observado para o cimento BCS seguido pelo SPBCPL (p<0,05) que apresentou um escoamento médio de 23,70 mm. BR apresentou o menor escoamento dentre os materiais avaliados.

Conclui-se que Sealer Plus BC pó-líquido apresenta menor tempo de presa e escoamento segundo normas ISO. Apesar do maior escoamento, o menor tempo de presa pode dificultar determinadas técnicas de obturação dos canais radiculares.

PN0477 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Análise das propriedades físico-químicas de dois cimentos experimentais obturadores prontos para uso à base de silicato tricálcio
Oliveira MCG, Rosa SJ, Vivan RR, Queiroz IOA, Alcalde MP, Vasconcelos BC, Duarte MAH
Dentistica, Endodontia e Materiais Dentá UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar as propriedades físico-químicas de dois cimentos experimentais obturadores (CEO1 e CEO2) e compará-los com Bio-C Sealer e AH Plus Bioceramic. Para a avaliação da liberação de íons Cálcio e pH, tubos de polietileno preenchidos com os cimentos foram imersos em água deionizada e a mensuração feita após 3, 24, 72 e 168h. Radiopacidade foi avaliada em milímetros de alumínio. Para tempo de presa, os cimentos foram vertidos em anéis de gesso e submetidos à marcação com pressão vertical. Para solubilidade, foram seguidas as especificações nº57 da ANSI/ADA e a avaliação foi feita pela perda de massa (%), após 7 dias. Kruskal-Wallis seguido de Dunn foi usado para dados não paramétricos e ANOVA seguido de Tukey para paramétricos (p>0.05). CEO1 teve maior tempo de presa inicial em comparação com os demais cimentos. CEO1 e CEO2 tiveram tempos de presa final maiores em comparação com Bio-C Sealer e AH Plus Bioceramic, embora CEO1 tenha revelado maiores valores que CEO2. Com relação à radiopacidade, foi observada diferença estatística comparando CEO1 e CEO2 com os outros cimentos e também entre si. Em relação à liberação de cálcio, CEO2 não teve diferença estatística comparando com Bio-C Sealer e AH Plus Bioceramic. Todos os cimentos liberaram quantidades significativas de íons hidroxila, sendo que não houve diferença significativa entre eles. Nenhuma diferença foi observada entre os materiais, com relação à solubilidade.

Conclui-se que CEO1 e CEO2 apresentam algumas propriedades físico-químicas similares aos cimentos já disponíveis.

(Apoio: CNPq  N° 30358/2016-4)
PN0478 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação da temperatura e perda volumétrica durante a remoção de pino de fibra de vidro com diferentes fresas em endodontia guiada
Berti LSA, Janini ACP, Costa NT, Petrocelli TA, Santos VAB, Gomes BPFA, Mukai E, Marciano MA
Departamento de Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a temperatura gerada para a remoção de pinos de fibra de vidro com a utilização de guias, frente a diferentes fresas. Foi analisado também a alteração volumétrica dentinária, pré e pós desgaste dos pinos. O estudo foi realizado por 2 operadores com diferentes experiências clínicas: especialista em Endodontia e um aluno da Graduação. In vitro, dentes humanos foram preparados endodonticamente e cimentados com pinos de fibra de vidro. As amostras foram divididas em: 1- fresa 1.3 (Radiodontica, Brasil); Grupo 2- 1.0 (Radiodontica, Brasil) e 3- inserto ultrassônico com ponta diamantada E7 (Helse, Brasil). Os dentes foram fixados em modelos de acrílicos pré-planejadas com suas respectivas guias endodônticas para o acesso de todo o pino. A temperatura mensurada durante o desgaste foi realizada pelo termômetro digital FLIR C5. Foi utilizado o software ITK-SNAP para análise da perda volumétrica das imagens tomográficas inicial/final (mm3). Análises em MEV/EDS foram realizadas nas fresas. ANOVA e post hoc Tukey foram realizados com nível de significância de 5% (p<0,05). O grupo 2 apresentou uma menor temperatura, seguido pelos grupos 1 e 3, que apresentaram maiores valores durante o desgaste, mesmo na presença de irrigação. Não houve diferença estatística entre os operadores, porém os três grupos apresentaram diferença estatística entre eles (p<0,0001), com um menor desgaste no grupo 2, seguido pelos grupos 1 e 3.

Conclui-se que os diâmetros das fresas influenciam diretamente na temperatura e desgaste dentinário dos pinos de fibra de vidro.

PN0479 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Impacto de diferentes protocolos de limpeza da câmara pulpar após a obturação endodôntica na estabilidade de cor da coroa dental
Oliveira JWC, Cunha ILM, Costa LEC, Amorim GS, Alencar LJG, Hanan ARA, Silva LM, Sponchiado-Júnior EC
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foi avaliado a estabilidade de cor em dentes tratados endodonticamente, variando o tipo de técnica de limpeza da câmara pulpar. Trinta e quatro incisivos inferiores humanos foram distribuídos aleatoriamente em 2 grupos (n=18) sendo, Grupo 1: limpeza da câmara com a técnica da mecha de algodão embebida em álcool etílico; Grupo 2: limpeza com ponta ultrassônica e irrigação com água destilada. Os dentes foram submetidos à leitura da cor do baseline e após foi realizada a cirurgia de acesso, seguido de instrumentação reciprocante, obturação com o cimento Sealer 26 e restauração com resina composta. As leituras de cor foram realizadas com o espectrofotômetro (Vita-EasyShade) pelo sistema CIE L*a*b* nos períodos de 7dias (T1), 30(T2), 60(T3) e 180dias (T4) após o tratamento. Os dados de ΔE00 dos grupos foram comparados pelo teste de Kruskal Wallis e Student-Newman. Os resultados absolutos foram: Grupo 1: T1 (7.284 ± 4.635), T2 (6,851 ± 4,603), T3 (6,081 ± 3,944), T4 (13.682 ± 6.450); Grupo 2 T1 (4,280 ± 1,845), T2 (4,103 ± 2,503), T3 (4,266 ± 2,377), T4 (13.446 ± 5.400). A comparação de cada período em seu próprio grupo ou entre os grupos não apresentaram diferença estatística significante da alteração de cor (p>0.05).

Conclui-se que a mudança de cor induzida pelo tratamento endodôntico foi semelhante, independente da técnica de limpeza da câmara pulpar.

PN0480 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Influência do fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α) na diferenciação e mineralização de células pré-osteoblásticas e da polpa dentária
Leme RD, Lamarque GCC, Almeida-Junior LA, Politi MPL, Prado KFB, Segato RAB, George A, Paula-Silva FWG
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O fator de necrose tumoral-⍺ (TNF-⍺) é uma citocina liberada na resposta imuno inflamatória que induz fenótipo odontoblástico e potencial biomineralizador em células-tronco da polpa dentária, mas não em osteoblastos. O objetivo do estudo foi investigar a sinalização desencadeada por TNF-⍺ em células tronco da polpa dentária (OD-21) comparado a pré-osteoblastos (MC3T3) e o seu papel na migração, proliferação, diferenciação e biomineralização. OD-21 e MC3T3 (de camundongos) foram estimuladas com 1, 10 e 100 ng/mL de TNF-α recombinante. Por meio da redução do MTT (brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5- difeniltetrazólio), avaliou-se a viabilidade celular. A proliferação celular foi mensurada pelo ensaio de fluorescência (CyQUANT) e a migração celular por ensaio de cicatrização. Foi realizado RT-PCR em tempo real. Avaliou-se a formação de nódulos de mineralização pelo vermelho de alizarina. Após análise de variância (ANOVA) de uma via, foi executado pós-teste de Tukey (⍺= 0.05). O TNF-α não alterou a viabilidade celular nas concentrações testadas. Houve proliferação e migração celular a partir de 12 horas de estímulo e fechamento quase total da ferida após 18 e 24 horas. Em OD-21, foram expressos Tnfr1 e Runx2 e nódulos de biomineralização se formaram. Em pré-osteoblastos, houve expressão significativa de Tnfr2 e supressão de Dmp1 e Alp. Além disso, a formação de nódulos de biomineralização não ocorreu.

Assim, o TNF-α apresenta capacidade de modular processos de biomineralização, migração e diferenciação.

PN0481 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Identificação e classificação de calcificações pulpares em dentes posteriores por meio de radiografia panorâmica digital
Gonçalves PS, Candemil A P, Pires CRF, Silva-Sousa AC, Petean IBF, Sousa-Neto MD, Gaêta-Araujo H
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a identificação de calcificações pulpares (coronárias e radiculares) em dentes posteriores, através da radiografia panorâmica digital. Para isso, foram selecionados pacientes de um banco de imagens radiográficas que possuíssem dentes posteriores com raízes completamente formadas. As imagens foram exportadas e avaliadas por um único observador, calibrado e com experiência em interpretação de imagens, em ambiente próprio. Cada dente avaliado foi classificado de acordo com seu grupo, arco e presença de calcificações na câmara pulpar (coronária) ou canais radiculares (radicular), podendo ser atresias (redução do volume), obliteração parcial ou total. O teste utilizado para as comparações foi o qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Para calcificações coronárias, maior frequência de obliteração parcial foi observada para molares superiores (58,6%) e obliteração total para pré-molares superiores (19,8%) em comparação aos outros grupos (p<0,05). Molares superiores foram classificados com maior frequência com obliteração total da raiz (45,3%) em comparação aos outros grupos (3,9 a 28,6%; p<0,05). Independente do grupo dentário, obliterações parciais nas raízes foram mais prevalentes no terço apical (90,4%; p<0,05). Além disso, presença de calcificações foi mais predominante em dentes cariados e restaurados que em dentes hígidos (p<0,05).

Em conclusão, existe uma alta detecção de calcificações coronária (63,2%) e radiculares (74,1%) em dentes posteriores através da avaliação por radiografia panorâmica.

PN0482 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Influência local e sistêmica da suplementação com ômega-3 em ratos com periodontite apical induzida expostos à fumaça do cigarro
Silva ACR, Vasques AMV, Bueno CRE, Gomes VC, Camargo RR, Ribeiro APF, Cintra LTA, Dezan-Junior E
Departamento de Odontologia Preventiva e UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O trabalho teve como objetivo avaliar a suplementação ômega-3 na análise hematológica e reabsorção óssea local de ratos com lesão periapical (AP) induzida associada à inalação da fumaça de cigarro (CSI). Foram utilizados 32 ratos machos Wistar divididos em 4 grupos: PA: sem CSI e com AP; FPA: com CSI e com AP; PAO (sem CSI, com AP e ômega-3) e FPAO (com CSI, com AP e ômega-3). Os animais FPA e FPAO permaneceram em câmara de tabagismo por 8 min, 3x/dia por 20 dias antes da indução da AP. No 15º dia, os grupos ômega-3 iniciaram a suplementação pelo método de gavagem por 45 dias. Para a indução da AP, os animais tiveram as polpas coronárias dos primeiros molares inferior direito expostas ao meio oral por 30 dias e continuaram com a CSI até completarem 50 dias. Após o período, o sangue foi coletado e as mandíbulas foram removidas para o escaneamento da Micro-CT. Os resultados foram analisados pelo teste estatístico T de Student (P<.05). As séries vermelhas mostraram alterações no grupo FPA e FPAO, com maior número de hemácias, hemoglobina, hematócrito, proteína plasmática total no grupo FPAO (P<.05). Nos grupos PA e PAO foram observadas alterações no hematócrito e concentração da hemoglobina corpuscular média (CHCM) (P<.05). Não houve diferenças significantes entre PA e PAO na análise de Micro-CT. Em contrapartida, houve maior reabsorção óssea no grupo FPA em comparação com o grupo FPAO (P<.05).

A administração sistêmica de ômega-3 favoreceu a redução da reabsorção óssea local no grupo FPAO e promoveu aumento na série vermelha no hemograma.

(Apoio: CNPq  N° 131423/2020-7)