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 2476 Resumo encontrados. Mostrando de 1921 a 1930


PI0434 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Membranas de barreira antimicrobianas para regeneraçao tecidual guiada: desenvolvimento e avaliaçao in vitro
Silveira LF, Collares FM, Visioli F, Soares RMD, Balbinot GS
Materiais Dentários UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi desenvolver uma membrana com atividade antimicrobiana contendo brometo de alquil trimetil amônio (ATAB) para regeneração tecidual guiada (RTG). As membranas foram confeccionadas pelo método de evaporação de solvente a partir de soluções contendo clorofórmio, poli(butileno adipato co-tereftalato) (PBAT), e diferentes concentrações de ATAB: 1%, 2,5% e 5%, em peso. Membranas sem adição de ATAB foram utilizadas como controle. As membranas foram caracterizadas por espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), e o ângulo de contato foi avaliado com água e com α-bromonaftaleno para o cálculo da energia de superfície das membranas. Alterações no pH da água foram avaliadas entre 24h e 1 mês após a imersão das membranas em água. Foi realizado teste de viabilidade celular por SRB e a atividade antimicrobiana das membranas foi avaliada contra a formação de biofilme e bactérias planctônicas. A adição de ATAB ao PBAT resultou na presença de grupos alquil ⎯N + (CH 3)3 nos espectros de FTIR nas membranas com ATAB. Houve diminuição no ângulo de contato com a água nas membranas que tiveram adição de ATAB em relação ao controle (p = <0,001), sem diferença na análise com α-bromonaftaleno (p = 0,699). A adição de 2,5% e 5% de ATAB reduziu a viabilidade celular (p = <0,001). As membranas apresentaram atividade antimicrobiana, com redução >3log10 para S. aureus com a adição de 5% em peso de ATAB.

A adição de ATAB alterou as propriedades físico-químicas das membranas e conferiu atividade antimicrobiana ao PBAT quando adicionado na concentração de 5%.

PI0435 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Associação entre tabagismo e perda dentária em adultos e idosos no Brasil: uma análise a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019
Araujo AR, Queiroz AC, Herkrath FJ, Smith CV, Jacintho GRM, Herkrath APCQ

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A perda dentária é um importante marcador da saúde bucal da população, cujas principais causas são a doença cárie e periodontite. Estudos têm associado ao tabagismo a uma maior prevalência de perda dentária. O objetivo deste estudo foi identificar a associação entre tabagismo e perda dentária em brasileiros com 18 anos ou mais de idade. Utilizou-se dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde (MS). Foi realizado análise descritiva para descrever a distribuição das variáveis e, análise de regressão linear para avaliar a associação entre tabagismo e o número de dentes perdidos. O número médio de dentes perdidos estimado para a população brasileira com mais de 18 anos foi de 7,66 (IC95% 7,55- 7,76). A perda de pelo menos um dente foi identificado para 72,0% (IC95% 71,4-72,6) da população, sendo 10,3% (IC95% 10,0-10,6) edêntulos totais e 14,2% (IC95% 13,9-14,6) com perda dentária severa. Reportaram fumar diariamente algum produto do tabaco 11,4% (IC95% 11,0-11,8), 64,4% (IC95% 63,8-65,0) afirmaram não fumar ou nunca ter fumado diariamente e 24,2% (IC95% 23,7-24,7) relataram não fumar na ocasião da entrevista, ou fumar esporadicamente.

Os coeficientes ajustados para o desfecho número de dentes perdidos, revelaram maior perda dentária entre os indivíduos que relataram fumar ou ter fumado diariamente, com menor escolaridade e menor renda familiar, de idade mais avançada e do sexo feminino, demonstrando a associação do tabagismo com a perda dentária.

PI0436 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Efeitos clínicos da imunomodulação com Omega-3 e aspirina no tratamento da periodontite: estudo clínico aleatorizado multicêntrico
Oliveira VM, Oliveira-Cardoso I, Silva RNB, Londoño LJS, Furukawa MV, Rovai ES, Feres M, Castro dos Santos N
UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite é uma doença inflamatória crônica, associada a um biofilme disbiótico, que leva à perda de tecidos de suporte periodontal e, eventualmente, à perda dentária. De 30 a 40% dos pacientes com periodontite estágios III e IV, graus B e C, generalizada não alcançam a meta clínica para o tratamento periodontal [≤4 sítios com profundidade de sondagem (PS)≥5 mm] apenas com a instrumentação subgengival (IS), necessitando de terapias adjuvantes para a obtenção de melhores resultados. O objetivo deste estudo multicêntrico foi comparar os efeitos clínicos da imunomodulação com ômega (ω)-3 e aspirina (ASA) adjuntos à IS no tratamento da periodontite estágios III e IV, graus B e C, generalizada. Vinte e três pacientes foram selecionados de acordo com critérios de inclusão e exclusão e aleatoriamente alocados em 2 grupos terapêuticos: (i) IS + 3g de óleo de peixe contendo ω-3 e 100mg ASA (grupo Imunomoduladores) (n=12) e (ii) IS e placebo (grupo Placebo) (n=11). Os imunomoduladores foram administrados por 3 meses. Todos os pacientes receberam avaliação clínica no baseline e 3 meses pós-terapia. O grupo Imunomoduladores apresentou maior porcentagem de aumento em sítios com PS ≤4 mm (28,9 ± 5,2%) quando comparado ao grupo Placebo (14,0 ± 5,8%) e maior redução no percentual de sítios com PS ≥ 7mm (77,7 ± 22,3%) quando comparado ao grupo Placebo (44,8 ± 36,8%) (p<0,05).

Resultados preliminares deste estudo multicêntrico demonstraram que a terapia imunomoduladora com ω-3 e ASA como adjuvante à IS apresenta benefícios clínicos no tratamento da periodontite aos 3 meses pós-terapia.

PI0437 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Imunomoduladores associados a antibióticos no tratamento periodontal de pacientes com diabetes tipo 2
Moura JVM, Silva RNB, Pontes LA, Pereira G, Silva MD, Feres M, Castro dos Santos N
Graduação UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Em indivíduos com hiperglicemia crônica, falhas na resolução da inflamação podem aumentar a progressão da periodontite e comprometer resultados do tratamento periodontal não cirúrgico como monoterapia a longo prazo. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos dos imunomoduladores (IM) ômega-3 (ω-3) e aspirina (ASA) associados os antibióticos sistêmicos (AS) metronidazol (MTZ) e amoxicilina (AMX) adjuntos à instrumentação subgengival (IS) no tratamento da periodontite estágios III e IV, generalizada, graus B e C em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Dez pacientes com periodontite e diabetes tipo 2 foram selecionados de acordo com critérios de inclusão e exclusão e aleatoriamente alocados em 2 grupos de tratamento: (i) IM + AS e (ii) AS. O grupo IM + AS recebeu IS + 3g ω-3 + 100mg ASA + 400mg MTZ + 500mg AMX, enquanto o grupo AS recebeu IS + 400mg MTZ + 500mg AMX + Placebo ω-3 + Placebo ASA. Os antibióticos foram administrados por 14 dias e os IM, por 3 meses. A IS foi realizada em 2 sessões distribuídas em 7 dias. Entre baseline e 3 meses, houve melhora nos parâmetros clínicos Índice de Placa Visível (IPV), Índice de Sangramento Gengival (ISG), Nível Clínico de Inserção (NCI) e Sangramento à Sondagem (SS) para ambos os grupos, porém sem diferença estatística entre os grupos (p>0,05). No entanto, o grupo IM + AS teve uma tendência a apresentar menor ISG e SS aos 3 meses quando comparado ao grupo AS.

Os resultados preliminares deste estudo demonstraram que o uso de ω-3 + ASA combinado a AS é uma terapia adjuvante promissora no tratamento da periodontite em pessoas com diabetes tipo 2.

PI0438 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Capacidade osteopromotora e osteocondutora de membranas de colágeno funcionalizadas com 1300 ciclos de deposição de Ag: estudo in vivo
Stuque RS, Costa MG, Buzo-Souza M, Fonseca-Santos JM, Motta IBB, Campos LG, Ervolino E, Faverani LP
Departamento de diagnóstico e cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A funcionalização de materiais convencionais é uma das abordagens utilizadas para adequar as propriedades dos materiais à aplicação final. Diante disso, objetivou-se com o presente trabalho avaliar o efeito da funcionalização de membranas de colágeno, com deposição atômica de nanopartículas de prata (Ag), sob o reparo ósseo de defeitos críticos em calotas cranianas de ratos. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal (nº 0319-2021), onde 27 ratos machos foram randomizados em 3 grupos: coágulo (BC),membrana de colágeno (COL) e membrana funcionalizada com 1300 ciclos de Ag (Ag1300), posteriormente foram submetidos ao procedimento cirúrgico para confecção de defeito crítico (5mm de diâmetro). Visando a compreensão da cronologia do reparo ósseo e biocompatibilidade optou-se por três períodos de eutanásia (7, 14, 28 dias), as amostras coletadas foram encaminhadas para Micro-CT e análise histométrica que avaliou área residual de membrana, área de osso neoformado além da contagem de células inflamatórias e vasos sanguíneos. Os dados foram submetidos a análise estatística, considerando um nível de significância de p<0,05. Os resultados demonstraram que para neoformação de tecido ósseo e defeito linear residual o grupo Ag1300 apresentou diferenças estatisticamente significantes quando comparado aos demais grupos, evidenciando melhor comportamento biológico na cronologia de reparo dos defeitos ósseos.

Conclui-se, que a Ag1300 apresentou melhor biocompatibilidade e potencial bioativo em defeitos de tamanho crítico na calota de ratos.

PI0439 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação histomorfométrica das vilosidades intestinais em diferentes modelos experimentais para indução de periodontite
Silva IG, Martínez CJH, Almeida ACP, Salvador SLS, Messora MR, Palioto DB
Departamemto de CTBMF e Periodontia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações teciduais no intestino causadas por dois modelos experimentais de periodontite - ligadura e desafio microbiano sistêmico (gavagem). Foram utilizados 18 camundongos machos com (8 sem), divididos em 3 grupos: Grupo C - Controle, Lig - Ligadura e Gav - Gavagem de Porphyromonas gingivalis (Pg). O grupo Gav recebeu solução com Pg (109 Unidades Formadoras de Colônias) e no grupo Lig foi colocado fio de seda na região cervical dos 2° molares superiores por 7 dias. Os animais foram eutanasiados 42 dias após o início dos experimentos. Foram analisadas Altura das Vilosidades (AV) e Profundidade de Cripta (PC) do Duodeno, Jejuno e Íleo. As comparações inter-grupos foram feitas por meio de testes paramétricos (ANOVA) seguido de teste post hoc de Tukey (p < 0,05). O grupo Gav apresentou menor AV quando comparado com o grupo C e Lig nas amostras de Duodeno (0.1461±0.050) (-0.1323±0.0480) e Íleo (-0.1033±0.0327) (p<0,05), respectivamente. Os grupos Gav e Lig apresentaram menor PC no Jejuno quando comparado com o grupo C (-0.0112±0.0032) (0.0136±0.0033) (p<0,05). Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos ao avaliar AV no jejuno e PC no duodeno e íleo.

Conclui-se que o desafio microbiano sistêmico (gavagem) provoca maiores danos no intestino delgado do que a indução local da periodontite por ligadura.

PI0440 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Análise biomecânica e histológica de uma superfície de implante com vidro bioativo: estudo em animais normo e hiperglicêmicos
Silva PF, Balderrama IF, Oliveira GJPL, Assis RP, Brunetti IL, Souza MT, Zanotto ED, Marcantonio-Junior E
Diagnóstico e cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar em coelhos normo (NormoG) e hiperglicêmicos (HiperG) uma nova superfície de implante dentário biofuncionalizado com vidro bioativo (BSF18). Os implantes de superfície nano-hidroxiapatita (Nano) foram modificados através da técnica de atomização pneumática com uma nova composição de vidro bioativo, em seguida, as propriedades físico-químicas das superfícies foram analisadas. Um total de 16 coelhos foram submetidos a instalação dos implantes em osso do ilíaco, e divididos nos seguintes grupos; G1: NormoG+Nano; G2: NormoG+BSF18; G3: HiperG+Nano; G4: HiperG+BSF18. Os animais do G3 e G4 foram submetidos a indução do Diabetes Mellitus com Aloxana e os animais do G1 e G2 foram tratados com soro fisiológico. Amostras sanguíneas foram coletadas para determinar os parâmetros bioquímicos. Os animais foram submetidos a instalação dos implantes e o torque de inserção inicial foi avaliado, já o torque de remoção foi obtido após 7 dias. O osso remanescente foi coletado e preparado para análise histológica. Como resultados foi possível identificar que não houve diferenças estatísticas entre os grupos pelo torque de inserção. Porém, G1 demonstrou maior valor significativo do torque de remoção quando comparado com o grupo G3 e G4 (p<0.05). As imagens histológicas demonstraram formação óssea em todos os grupos, com algumas distinções quanto o aspecto do osso cortical e medular.

Pode-se concluir que a ruptura da osseointegração pelo torque de remoção é dependente do tipo de superfície do implante, assim como pela condição da glicemia.

(Apoio: FAPESP  N° 2021/10519-0  |  FAPESP  N° 2013/07793-6)
PI0441 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Nível ósseo periimplantar longitudinal de implantes com superfície hidrofílica ou hidrofóbica: ensaio clínico randomizado de 1 ano
Oliveira BS, Ferreira ACRM, Dias AP, Leles CR, Nogueira TE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste ensaio clínico randomizado foi avaliar o efeito da superfície implantar (hidrofílica - HFI ou hidrofóbica - HFB) no nível ósseo periimplantar (NOP) longitudinal de implantes instalados em espaços desdentados unitários posteriores (EDUPs). Foram incluídos indivíduos com ≥1 EDUPs. Cada EDUP foi randomizado e alocado para um dos grupos de estudo: grupo HFI (Neodent Helix GM® Acqua) ou grupo HFB (Neodent Helix GM® Neoporos). Radiografias periapicais digitais foram obtidas 15 dias após instalação do implante (T0) e em três momentos após instalação da prótese definitiva (PD): 15 dias (T1), 6 meses (T2) e 12 meses (T3). O software ImageJ foi utilizado para análise das imagens, mensurando-se o nível ósseo periimplantar (distância do 1° contato osso-implante à plataforma do implante) a partir de um protocolo padronizado. Análise descritiva e inferencial (teste de Mann-Whitney) foram realizadas com uso do software IBM SPSS 20.0. Foram instalados 48 implantes (HFB: n=26; HFI: n=22) em 32 participantes, idade média 40,4±10,9 anos, 72% mulheres. A mediana de alteração do NOP entre os intervalos T3 e T0 foi de 0,08 mm (IIQ=0,74; min -1,3 máx 1,38) no grupo HFB e 0,35 mm (IIQ=0,46; min -0,46 máx 1,02) no grupo HFI, sem diferença significativa entre os grupos quando analisados separadamente o lado direito (p=0,345) e esquerdo (p=0,531) do implante e também quando considerada a média dos lados (p=0,490).

Conclui-se que no acompanhamento de 12 meses não houve diferença significativa no NOP entre implantes com superfície hidrofílica e hidrofóbica utilizados em EDUPs.

(Apoio: CNPq  N° Bolsista de Iniciação Científica (PIBIC)  |  FAPs - FAPEG  N° 07-2016)
PI0442 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Inteligência artificial na predição de gengivite em adolescentes: um estudo de coorte
Gomes BZ, Reyes LT, Ardenghi TM, Sfreddo CS
Departamento de Semiologia e Clínica UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A gengivite é um importante problema de saúde pública devido a sua elevada prevalência e aos seus impactos imediatos e futuros na saúde bucal. O objetivo deste estudo foi desenvolver e validar modelos de prognóstico de gengivite em adolescentes através de uma abordagem "machine learning" (ML). Dados de uma coorte prospectiva de adolescentes, conduzida no sul do Brasil, foram analisados. Fatores sociodemográficos, psicossociais, comportamentais e clínicos foram coletados em 2014. Em 2018, a gengivite foi avaliada através do Índice Periodontal Comunitário e categorizada de acordo com o atual critério de classificação das doenças periodontais. O algoritmo "extreme gradient boosting" (XGBoost), interpretado através do SHAP, foi usado juntamente com a análise de regressão logística na construção dos modelos. A discriminação e calibração dos modelos foram verificadas em dados independentes. Ao total, 749 adolescentes foram reavaliados em 2018 (taxa de retenção: 66%). Para todos os modelos, a área sobre a curva ROC (AUC) mostrou um desempenho modesto com valores acima de 0,58 para predição de gengivite. Após 4 anos de acompanhamento, o algoritmo SHAP baseado no XGBoost mostrou o melhor desempenho com uma AUC de 0,64 no conjunto teste e indicou que altos níveis de biofilme dental, experiência de gengivite, sexo feminino e cárie não tratada foram os principais preditores de gengivite.

A abordagem de ML revelou potencial para determinar o desenvolvimento de gengivite em adolescentes, utilizando preditores fáceis de serem coletados durante a adolescência.

PI0443 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Análise do reparo ósseo peri-implantar de uma nova superfície de implante dentário revestida com vidro bioativo: estudo preliminar
Rodrigues LA, Balderrama IF, Oliveira GJPL, Assis RP, Brunetti IL, Souza MT, Zanotto ED, Marcantonio-Junior E
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o reparo ósseo de uma superfície de implante biofuncionalizada com vidro bioativo (BSF18) instalados em coelhos normoglicêmicos (NormoG) e hiperglicêmicos (HiperG). Para isto, implantes dentários com a superfície nano-hidroxiapatita (Nano) foram modificados pela técnica de atomização pneumática utilizando uma nova composição de vidro bioativo. Propriedades físico-químicas das superfícies foram analisadas. Um total de 16 coelhos foi submetido a instalação dos implantes bilateralmente no osso do ilíaco e divididos nos grupos; G1: NormoG+Nano; G2: NormoG+BSF18; G3: HiperG+Nano; G4: HiperG+BSF18. Os coelhos do G3 e G4 foram induzidos ao Diabetes Mellitus com Aloxana enquanto os animais do G1 e G2 foram tratados com soro fisiológico. Amostras sanguíneas foram coletadas e assim os parâmetros bioquímicos foram analisados, tais como, nível glicêmico e hemoglobina glicada. Após 7 dias da instalação dos implantes, amostras ósseas foram coletadas para análise histológica do osso remanescente ao redor do implante e investigação da detecção da expressão da proteína óssea Runx-2 nas áreas de reparo ósseo peri-implantar. A análise histológica descritiva demonstrou neoformação de tecido ósseo com distinções em relação ao osso cortical e medular entre os grupos. A expressão de Runx-2 não demonstrou diferenças significantes entre os grupos.

Pode-se concluir que o reparo ósseo peri-implantar é dependente do período de osseointegração, assim como, a superfície do implante e a condição sistêmica podem interferir.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2021/05016-9)