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Resumo encontrados. Mostrando de 131 a
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FC028 - Fórum Científico
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Seringueira II
Desenvolvimento de um novo hidrogel termosensível direcionado à prevenção e tratamento de infecções peri-implantares
Dini C, Barbosa S, Souza JGS, Nagay BE, Beucken JD, Faverani LP, Avila ED, Barão VAR
Diagnóstico Oral FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Hidrogéis têm sido amplamente utilizados no campo da biotecnologia como carreadores de fármacos, podendo ser uma alternativa no tratamento de infecções peri-implantares, que atualmente não apresentam uma terapia completamente consolidada e efetiva. Assim, este trabalho teve como objetivo desenvolver um hidrogel termosensível à base do polímero poli(N-vinilcaprolactama) para liberação controlada de tetraciclina (TC) visando aplicação em infecções peri-implantares. O hidrogel foi caracterizado quanto à suas propriedades físico-químicas, atividade antimicrobiana in vitro e in situ e avaliação de toxicidade in vitro. A concentração de TC mais promissora de acordo com os resultados in vitro foi avaliada em modelo in vivo de rato. Como resultados, a transição de temperatura do hidrogel foi de 35°C com tempo de geleificação rápido e injetabilidade adequada para aplicação clínica. O hidrogel apresentou alto grau de intumescimento, degradação lenta e liberação controlada de TC. Análises microbiológicas in vitro e in situ mostraram redução na colonização microbiana quanto maior a concentração de TC (p<0,05). O hidrogel favoreceu a atividade metabólica celular in vitro e no modelo in vivo promoveu efeito antimicrobiano e modulou a resposta inflamatória (p<0,05).
O hidrogel de poli(N-vinilcaprolactama) parece ser um tratamento promissor para infecções peri-implantares, pois pode permanecer por mais tempo na área doente, permitindo a liberação controlada de TC, erradicando bactérias e evitando a recolonização microbiana em implantes dentários.
(Apoio: FAPs - Fapesp N° 2020/05234-3 | CAPES N° 001)
FC029 - Fórum Científico
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Seringueira II
Efeito da mistura de etil-cianoacrilato e látex da Hancornia speciosa (Gomes) sobre a regeneração óssea em ratos
Paiva DFF, Raimundo SF, Amorim KS, Dantas ACGC, Mafra MAT, Santos VAB, Groppo FC
Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Buscou-se avaliar os efeitos da mistura de etil-cianoacrilato (ECA) com o látex da Hancornia speciosa (Hs) na regeneração óssea em ratos. 36 ratos tiveram dois defeitos críticos induzidos em suas calvárias, sendo que metade deles recebeu como tratamento Hs+ECA no primeiro defeito e nenhum tratamento no segundo (grupo controle), enquanto os outros receberam ECA no primeiro defeito e osso autógeno (OA) no restante. Os ratos foram acompanhados durante 30, 60 e 90 dias. A análise foi feita com microtomografia computadorizada e histologia. Os resultados tomográficos foram avaliados por estatística não paramétrica e os resultados histológicos qualitativamente. O grupo OA apresentou maior volume ósseo aos 30 dias quanto ao controle e Hs+ECA, enquanto, aos 60 e 90 dias, AO foi superior ao controle e ao ECA. Quanto a densidade óssea, aos 60 dias, OA foi superior a todos os tratamentos; aos 90 dias o grupo ECA apresentou menor densidade que os grupos Hs+ECA e OA. Pela análise histológica o grupo Hs+ECA apresentou angigogênese e continuidade no processo de reparação óssea em todos os períodos. O grupo controle apresentou encapsulação fibrosa em todos os períodos e células inflamatórias aos 30 dias. O grupo OA teve boa aceitação pelo organismo, mas encapsulação fibrosa dos enxertos. O grupo ECA apresentou encapsulamento do tratamento, conformidade no processo de reparação óssea, e, aos 60 dias, presença de células inflamatórias.
Assim, a mistura de Hancornia speciosa e etil-cianoacrilato possui potencial biológico, principalmente por seu efeito osteocondutor e angiogênico.
FC030 - Fórum Científico
Área:
10 - Implantodontia básica e biomateriais
Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Seringueira II
"Scaffolds" de DNA podem melhorar o reparo ósseo em defeito crítico de ratos?
Monteiro NG, Athanasiadou D, Meshry N, Ervolino-Silva AC, Chan RL, Carneiro KMM, Okamoto R
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente trabalho possui o objetivo de caracterizar o reparo ósseo de defeito crítico em calvária preenchido com scaffolds de hidrogéis de DNA. 24 ratos, adultos jovens, machos, foram divididos em 3 grupos experimentais: CLOT (cirurgia de defeito crítico e preenchimento do defeito com coágulo), AUTO PT (cirurgia de defeito crítico e preenchimento do defeito com osso autógeno particulado), DNA (cirurgia de defeito crítico e preenchimento do defeito com scaffolds de hidrogéis de DNA). Foi realizado o defeito crítico em calvária, unilateral, com 5 mm de diâmetro. A eutanásia dos animais foi realizada 28 dias após a cirurgia. Em cada grupo experimental as amostras foram destinadas para as análises de microtomografia computadorizada (micro-CT), histológica e imunoistoquímica buscando caracterizar a expressão de proteínas como: OCN, COL-1 e TRAP. Todos os dados quantitativos foram submetidos ao teste de homocedasticidade e o nível de significância foi em 0<0,05. A micro-CT aponta que os scaffolds de DNA proporcionam a neoformação óssea no interior do defeito crítico. A imunoistoquímica mostra através das proteínas avaliadas que os scaffolds de DNA proporcionaram estímulo para a formação de colágeno e mineralização da matriz extracelular e em contrapartida houve expressão de TRAP, proteína envolvida na reabsorção óssea proporcionando equilíbrio ao tecido ósseo reparacional.
Contudo, os resultados preliminares apontam que os scaffolds de DNA são biomateriais promissores e podem proporcionar melhorias ao reparo ósseo de defeitos críticos em calvárias de ratos.
PN0001 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
A influência da autoclavagem na resistência flexural de pinos de fibra de vidro pré-fabricados e confeccionados por sistema CAD/CAM
Ferreira ACM, Bueno CES, De Martin AS, Rocha DGP, Stringheta CP, Fontana CE, Oliveira-Neto RR, Pelegrine RA
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo avaliou a influência da autoclavagem na resistência flexural de pinos de fibra de vidro pré-fabricados White Post DC (WP) (FGM) e de pinos de fibra de vidro fabricados a partir de sistema CAD/CAM (CAD). Um total de noventa e seis pinos foram distribuídos em 8 grupos (n=12). Assim, 4 grupos de pinos WP e 4 grupos de pinos CAD passaram por ciclos de autocalvagem. Um grupo com 0 ciclos, um grupo com 1 ciclo, um grupo com 2 ciclos e um grupo com 3 ciclos. Após o processo de autoclavagem, as amostras foram submetidas a teste de resistência à flexão em três pontos. Foram empregados os testes Anova e Tukey para avaliação dos pinos de mesmo grupo e o test-t para comparação dos pinos de diferentes marcas considerando iguais ciclos de autoclavagem. Os pinos de fibra de vidro WP sofreram um declínio flexural após as autoclavagens, porém, não mostraram diferenças significativas entre os dois primeiros ciclos. Os pinos CAD mostraram-se inferiores aos pinos WP com relação a resistência com e sem ciclos de autoclavagem e os mesmos, não tiveram um padrão em relação a perda de resistência, eles sofreram grande variação entre os ciclos de autoclavagem
Assim, os pinos feitos por sistema CAD/CAM se mostraram inferiores aos pinos White Post DC em relação a resistência flexural independentemente de terem sido ou não submetidos a ciclos de autoclavagem. Os pinos feitos em sistema CAD/CAM tiveram sua resistência alterada após os ciclos de autoclavagem enquanto os pinos da marca White Post DC tiveram diferença significativa em sua resistência apenas após o terceiro ciclo de autoclavagem.
PN0002 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Influência de diferentes conicidades de preparo na redução de bactérias do terço apical: correlação entre microtomografia e microbiologia
Macedo FPG, Soares AJ, Marceliano-Alves MFV, Martinez EF, Lopes RT, Bastos LF, Nascimento WM, Frozoni M
Pós Graduação e Pesquisa FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo avaliou a influência de diferentes conicidades de preparo .03, .04, .05 e .06 na redução de bactérias planctônicas e do biofilme misto em terços apicais de raízes mesiais de molares inferiores, relacionando a descontaminação com a formatação do canal. 56 raízes com parâmetros morfológicos semelhantes, avaliadas em microtomografia computadorizada (micro-CT) para a padronização anatômica dos canais, foram contaminadas por 4 semanas para a formação de biofilme misto de E.faecalis e C.albicans. Nos grupos experimentais (N=44), foi realizado o preparo químico-mecânico dos canais com as limas Easy ProDesign Logic 2 (Easy Equipamentos Odontológicos, MG, Brasil) com conicidades diferentes e irrigação com hipoclorito de sódio 2,5%. Amostras bacteriológicas foram coletadas exclusivamente do terço apical, antes e após o preparo e a quantificação bacteriana foi realizada usando unidades formadoras de colônias (UFC). A formatação do canal foi avaliada através do escaneamento final em micro-CT. Todos os grupos apresentaram significativa redução bacteriana intracanal (p < .05), sem diferença estatística significante entre eles. Não houve diferença estatística entre os grupos em relação ao aumento percentual de volume do canal. A área não preparada (∆%) foi afetada pela lima utilizada (p = 0,026), sendo significativamente menor no G.06 que no G.03. Não houve relação significativa entre a redução bacteriana e os parâmetros analisados.
Diferentes conicidades de preparo influenciam a formatação do canal no terço apical, mas não melhoram sua descontaminação.
PN0003 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Perfil microbiológico (fungos e bactérias) e citotóxico de dentes portadores de infecção endodôntica secundárias/persistentes
Godoi Jr. EP, Fagundes PIDG, Francisco PA, Delboni MG, Endo MS, Barbosa-Ribeiro M, Lopes EM, Gomes BPFA
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Infecções endodônticas secundárias/persistentes (ISP) são a principal causa do insucesso endodôntico. O retratamento endodôntico (RE) é a primeira opção terapêutica para a resolução das periodontites apicais crônicas (PAC) em dentes tratados endodonticamente. Tendo em vista a microbiota complexa associada aos a ISP o estudo objetivou traçar o perfil microbiano (bactérias e fungos) e citotóxico (LPS e LTA) de canais radiculares (CR) indicados ao RE pela presença PAC e correlacionar o perfil microbiano e a carga citotóxica aos aspectos clínicos e radiográficos. Amostras foram obtidas de 40 dentes indicados ao RE pelo insucesso endodôntico. Coletas do conteúdo microbiológico e citotóxico do CR foram realizadas após a desobturação do CR. A presença de 17 espécies bacterianas e 4 espécies fúngicas foi avaliada pelo do Nested-PCR. A avalição de LPS foi realizada pelo teste LAL. A concentração de LTA foi determinada através ensaio de ELISA. Foram aplicados os testes estatísticos: Exato de Fischer, Shapiro-Wilk e Mann-Whitney. Bactérias e fungos foram detectados em 100% dos casos. E. faecalis, P. gingivalis, e C. albicans foram as espécies mais prevalentes. LPS e LTA foram detectados em 100% dos casos. Associações entre sinais e sintomas clínicos foram detectadas (p<0,05). A concentração de LPS e LTA presente nos CR foi associada a sinais e sintomas clínicos (p<0,05).
Concluiu-se que a microbiota dos CR portadores de ISP é mista e heterogênea composta por espécies fúngicas e bacterianas. A carga citotóxica associada ao CR está associada aos sinais e sintomas clínicos.
(Apoio: CAPES N° Finance Code 000 | FAPESP N° 2015/23479-5 | CNPq N° 303852/2019-4)
PN0004 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Análise comparativa da resistência de dentes restaurados com retentores intrarradiculares de fibra de vidro monolíticos e personalizados
Barioni ED, Lage-Marques JL, Akisue E, Lira AO, Navarro RS, Araki AT
Radiologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O uso de retentores de fibra de vidro está aumentando na odontológia por serem estéticos, com módulo de elasticidade semelhante ao da dentina. Este estudo comparou a resistência entre pinos de fibra confeccionados com retentores monolíticos em CAD/CAM e pinos de fibra anatomizados. 20 dentes unirradiculares foram preparados com lima reciprocante R25 (25.08), hipoclorito de sódio 2,5%, Endo PTC leve e obturados com AHplus. As coroas foram removidas, ficando 14 mm de raiz. Os condutos foram preparados com broca DC2, FGM. Os espécimes foram divididos em 2 grupos experimentais: G1(10) pinos de fibra do sistema White post ( FGM, Joinville, Brasil), anatomizados com resina composta e G2(10) pinos de fibra confeccionados com sistema CAD/CAM utilizando Fiber CAD Post (Angelus). Todas amostras foram cimentados com Relax Ultimate (3M), e a porção coronária com coping em dissilicato de litio . Levadas para uma termocicladora, com ângulo de 45 graus, com um total de 1.500.000 de ciclos, avaliando ao final em microscópio. Os espécimes que não fraturaram foram levados para máquina universal de ensaios aplicada uma carga constante a uma velocidade de 1 mm / min até a falha. A análise de Kaplan Meier mostrou que o grupo G2 foi significantemente mais resistente, mas todos que falharam tiveram suas falhas acima do nível ósseo simulado.
Os retentores monolíticos mostraram ser a melhor opção pois são resistentes, confeccionados com precisão, com módulo de elasticidade próximo ao da dentina, confeccionados pino e núcleo juntos e quando houve falha, permitiram um novo tratamento para a raiz.
(Apoio: CAPES N° 88887.611382/2021-00)
PN0005 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Vantagens físico-químicas e biológicas do Sealer Plus e AH Plus
Santos NCA, Tavares SJO, Continentino AL, Arruda E, Scelza Neto P, Peixoto RRA, Alves GG, Scelza MFZ
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo almejou comparar os cimentos endodônticos Sealer Plus e AH Plus com relação a suas propriedades físico-químicas e sua biocompatibilidade in vitro a partir de dois modelos de osteoblastos humanos. Os cimentos foram manipulados como recomendado pelos fabricantes, e sua composição química analisada por espectrometria de Infravermelho (FTIR). A solubilidade e a sorção foram mensuradas por gravimetria de acordo com a ISO 4049:2000, e o pH medido após imersão em água ultrapura por até 168 horas. A citocompatibilidade foi investigada em osteoblastos humanos (linhagem MG63) em modelo monolaminar bidiomensional (2D) e modelo tridimensional esferoidal (3D) por agregação em superfície não aderente. As células foram expostas por 24 h a extratos dos cimentos em meio de cultura e a viabilidade medida pelo teste da lactato desidrogenase (LDH). O FTIR identificou bandas correspondentes aos componentes relatados pelos fabricantes de ambos os cimentos endodônticos. Não foi observada diferença significativa na solubilidade dos dois cimentos (p>0,05). O Sealer Plus mostrou maior sorção aquosa (p<0,05) e induziu um pH mais próximo ao neutro comparado ao AH Plus (p<0,05). Enquanto ambos os materiais se mostraram citotóxicos no teste convencional 2D, o modelo 3D identificou o AHPlus como biocompatível (p>0,05).
Conclui-se que apesar das propriedades físico-químicas de ambos os materiais atenderem a padrões internacionais, o AHPlus apresenta melhores propriedades biológicas em um modelo in vitro (3D) reconhecido como mais próximo ao fisiológico.
PN0006 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação in vitro da resistência à fadiga cíclica dinâmica da lima Trunatomy Glider nova e após diferentes números de uso
Rego LF, Soares AJ, Bronzato JD, Souza APC, Frozoni M
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do trabalho foi avaliar a resistência à fadiga cíclica dinâmica (FCD), da lima TruNatomy Glider 17.02 (Dentsply Sirona), nova e usada, em até 6 canais radiculares. 72 limas foram usadas no preparo de canais mesiais de molares inferiores extraídos e submetidas ao teste de FCD em um canal artificial metálico curvo, com ângulo de curvatura de 90°, raio de curvatura de 1,01 mm e 16 mm de comprimento. As limas foram separadas em 4 Grupos (n= 18): SU (novas submetidas ao teste de FCD), 2U (usadas em 2 canais e submetidas ao teste de FCD), 4U (usadas em 4 canais e submetidas ao teste de FCD), 6U (usadas em 6 canais e submetidas ao teste de FCD). O tempo até a fratura (TF) da lima e o número de ciclos até a fratura (NCF) foram registrados. Os dados foram submetidos à análise de variância a um critério. Para as comparações múltiplas foi utilizado o teste de Games-Howell. Os cálculos estatísticos foram realizados no programa SPSS 23 (SPSS INC., Chicago, IL, EUA), ao nível de significância de 5%. O TF (p > 0,001) e o NCF (p > 0,001) foram significativamente afetados pelo número de usos da lima. Por meio de teste Games-Howell, constatou-se que não houve diferença estatística no TF e no NCF entre os grupos SU e 2U. O TF e o NCF do grupo SU foram significativamente maiores do que o TF e o NCF do grupo 4U. Já o TF e o NCF do grupo 6U foram significativamente menores, se comparados aos demais grupos.
Pode-se concluir que a lima TruNatomy Glider pode ser usada para realizar o glide path em até 2 canais mesiais de molares inferiores, não sendo sugerido seu uso em 4 ou 6 canais.
PN0007 - Painel Aspirante
Área:
2 - Terapia endodôntica
Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Influência dos cimentos obturadores Bio C Sealer, AH Plus e Endofill na resistência de união dos pinos de fibra de vidro
Freire D, Bueno CES, Pelegrine RA
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo avaliou a influência de 3 cimentos endodônticos na resistência da união de pinos de fibra de vidro cimentados à dentina radicular. Trinta pré-molares foram distribuídos em 3 grupos de acordo com o cimento utilizado: grupo BCS, BioC Sealer; grupo AH, AH Plus; grupo EF, Endofill. No grupo BCS, o cimento foi injetado e os canais obturados com cones de guta-percha. Nos grupos AH e EF, a guta-percha foi envolta com os respectivos cimentos e os canais obturados com McSpadden. Foi realizado o preparo intrarradicular imediato e os pinos cimentados com cimento resinoso Set PP. Após 7 dias em umidade relativa do ar, as raízes foram seccionadas em terços cervical, médio e apical para realização do teste Push-out. Foi realizado o Teste de normalidade de Shapiro-Wilk seguido de Kruskal-Wallis para comparação entre os diferentes terços dos mesmos grupos e entre os mesmos terços dos elementos de cada grupo. A análise do modo de falha foi feita falha pelo teste Qui-Quadrado de Pearson e correção de Bonferroni. Os grupos BCS, AH e EF não apresentaram diferenças significativas com relação ao ensaio Push-out (p>0,05). Cada um dos grupos apresentou similaridade nos diferentes terços avaliados (p>0,05). Verificou-se modo de falha adesiva na interface dos pinos de fibra de vidro à dentina radicular em todas as amostras do grupo EF.
O cimento endodôntico Endofill pode comprometer a adesão de pinos de fibra de vidro cimentados ao canal radicular.