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 2090 Resumo encontrados. Mostrando de 381 a 390


PN0393 - Painel Aspirante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação clínica e histológica da fotobiomodulação laser e da terapia fotodinâmica no reparo tecidual em dorso de língua de ratos
Dantas JBL, Freire TFC, Cella HRS, Silva FLMS, Santana RC, Medrado ARAP, Martins GB
Odontologia FACULDADE ADVENTISTA DA BAHIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho objetivou avaliar clínica e histologicamente o efeito da fotobiomodulação laser (FBM) e da terapia fotodinâmica (TFD) no reparo tecidual em língua de ratos. Trinta ratos machos Wistar foram alocados randomicamente em 03 grupos: Controle negativo (G1), FBM (G2-1x/dia) e TFD (G3-1x/dia). A ferida cirúrgica padronizada com 5 mm de diâmetro foi realizada com bisturi punch em dorso de língua. A avaliação clínica das feridas foi realizada com paquímetro no dia inicial do experimento (D0), no 3º dia (D3) e 7º dia (D7) após o ferimento. Após a eutanásia nos períodos citados, realizou-se a autópsia de língua e a análise semi-quantitativa dos tecidos epitelial e conjuntivo foi obtida, através de secções coradas com Hematoxilia-Eosina. Foi realizada análise descritiva dos dados histológicos (valor absoluto e porcentagem) e clínico (média, desvio padrão e mediana). As associações entre os grupos e presença de úlcera foram analisadas pelo teste Exato de Fisher (significância de 5%). Com relação à mensuração da ferida, no D3, o G3 apresentou menor medida da úlcera que os demais grupos (p<0,05). No D7, a medida foi maior no G1 (p<0,05). Na análise histológica, o G2 obteve menor edema (25% no D3 e 20% no D7) e infiltrado inflamatório (50% leve no D3 e 20% leve no D7) em relação ao demais grupos, nos dois períodos analisados. Além disso, a FBM promoveu melhor reepitelização em relação ao G1 e G3 também nos dois períodos analisados.

Pode-se concluir que a FBM foi capaz de acelerar o reparo tecidual clínica e histologicamente em língua de ratos quando comparada à TFD e ao grupo controle.

(Apoio: FAPESB  |  Faculdade Adventista da Bahia)
PN0395 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Análise objetiva para a detecção de anquilose dentária em imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico
Martins LAC, Brasil DM, Freitas DQ, Oliveira ML
Diagnóstico Estomatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade da tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) na detecção objetiva de anquilose dentária. Exames de TCFC foram adquiridos de trinta dentes sob 3 níveis de dose (6, 6,3 e 8 mA) e 3 níveis de nitidez (voxel de 0,08, 0,125 e 0,2 mm). Valores médios de cinza foram obtidos a partir de linhas retas colocadas perpendicularmente ao espaço do ligamento periodontal de 21 regiões anquilosadas e 21 regiões não anquilosadas e gráficos de perfil foram gerados. Quando o gráfico apresenta um formato de parábola, a área interna representa o contraste entre o ligamento periodontal e os tecidos duros adjacentes; quanto maior a área interna da parábola, maior a detectabilidade do espaço do ligamento periodontal. Além disso, o contraste da imagem foi aumentado em dois níveis: 30% (C1) e 60% (C2). As áreas internas das parábolas de todas as variáveis foram comparadas usando ANOVA multifatorial e teste post-hoc de Tukey (α=0,05). A área interna da parábola das regiões não anquilosadas foi significativamente maior que as regiões anquilosadas independente de mA, voxel e contraste (p≤0,05). O aumento do contraste aumentou significativamente a área interna das parábolas nas regiões não anquilosadas (p≤0,05). O tamanho do voxel e o nível de mA tiveram influência irrelevante na área interna das parábolas (p>0,05).

A anquilose dentária pode ser detectada objetivamente através dos valores de cinza na TCFC, independentemente do nível de mA e do tamanho do voxel. O aumento do contraste da imagem pode levar a uma maior detectabilidade.

(Apoio: CAPES  N° 01)
PN0396 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Identificação humana por meio da face: revisão narrativa e bibliométrica
Marques LA, Antunes ASM, Silvares MBG, Fonseca-Gonçalves A, Souza ACB, Visconti MA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foi realizada uma revisão bibliométrica sobre identificação humana por meio da face. As bases de dados consultadas foram PubMed, Scopus, Web of Science, Embase, BVS e Lilacs. Foram incluídos estudos sobre o reconhecimento facial humano, por exames clínico e/ou de imagem. As variáveis extraídas foram: ano, periódico, autores, palavras-chaves, tipo de estudo, faixa etária, exame (clínico e/ou por imagem), método (análises métrica, morfológica e volumétrica), regiões da face, e resultado quanto à identificação (positivo ou negativo). Dois pesquisadores independentes utilizaram o Rayyan® para seleção dos estudos. As análises descritivas e métricas foram conduzidas no VantagePoint® e Excel®. De 4809 artigos publicados, entre 1970 e 2021, 405 foram incluídos, sendo 4 revisões sistemáticas, 365 estudos observacionais, 2 clínicos e 34 laboratoriais. O periódico Forensic Science International apresentou o maior número de publicações (n=113). Stephan CN foi o principal autor (21 estudos). Considerando os exames, Photography foi a palavra-chave mais citada (n=86). Muitos trabalhos (n=136) conjugaram mais de um exame, sendo a fotografia (n=116) o mais utilizado. A análise isolada mais empregada foi a métrica (n=208), seguida da morfológica (n=63). O nariz foi a região isolada mais estudada (n=19), no entanto, a maioria dos trabalhos (n=232) analisou a face como um todo. Pode-se concluir que quase a totalidade dos estudos (n=396) obteve êxito na identificação por meio da face e que a fotografia e análise métrica foram, respectivamente, exame e método mais utilizados.

Pode-se concluir que quase a totalidade dos estudos (n=396) obteve êxito na identificação por meio da face e que a fotografia e análise métrica foram, respectivamente, exame e método mais utilizados.

PN0397 - Painel Aspirante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Valor prognóstico do brotamento tumoral em biópsias incisionais e excisionais de carcinoma epidermoide de boca
Lonni N, Miguel AFP, Batistella EA, Vieira DSC, Rivero ERC
Ciências da Saúde UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A presença do brotamento tumoral (BT) tem sido associada à um comportamento agressivo em diversos tipos de câncer e sua aplicabilidade na estratificação de risco em carcinoma epidermoide de boca (CEB) ainda é pouco explorada. O objetivo deste estudo observacional retrospectivo foi comparar o valor prognóstico do BT em biópsias incisionais e excisionais de CEB. No total 61 casos foram incluídos na amostra final (31 excisionais e 30 incisionais) e os exemplares foram submetidos a reações imunoistoquímicas com anticorpos para pancitoqueratina. A contagem do BT foi realizada por 2 avaliadores, previamente calibrados, em um campo com 0,785 µm2. A região de interesse pré-estabelecida foi o fronte de invasão para amostras de ressecção cirúrgica e a região de hot spot para biópsias incisionais. Após a contagem do número total de brotamentos por campo, realizou-se a categorização em baixo (≤4), moderado (5-9) e alto (≥10). Os resultados demonstram associação entre os casos de ressecção cirúrgica e o grau histológico, onde o número de brotamentos foi maior nos tumores moderadamente e pobremente-diferenciados (P=0,037 e P=0,004). Ainda nos casos de ressecção cirúrgica, observou-se que a sobrevida livre de recorrência foi melhor no grupo com baixo grau de BT, em relação aos demais grupos (P=0,043). As mesmas análises em biópsias incisionais não revelaram associações com o prognóstico.

Conclui-se que os resultados discrepantes limitam a aplicabilidade do BT como recurso auxiliar na estratificação de risco do CEB em amostras provenientes de biópsias incisionais.

(Apoio: CNPq  N° 130625/2022-1  |  CAPES  N° 001)
PN0398 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Prevalência de calcificações e ossificações de tecidos moles presentes em tomografias computadorizadas de feixe cônico
Cabral GA, Franco GCN, Fischborn AR, Andreis JD, Claudino M, Albach T, Dias IP, Oliveira FB
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência de calcificações e ossificações de tecidos moles presentes em tomografias computadorizadas de feixe cônico contidas em um banco de dados de um centro radiológico situado em uma cidade de médio porte na região sul do Brasil. Foram analisadas 1000 tomografias computadorizadas de feixe cônico, de indivíduos maiores de 18 anos que tenham realizado o exame para qualquer indicação odontológica determinando a sua prevalência e correlacionando com dados demográficos, bem como com diferentes FOVs e áreas de aquisição. Foram encontradas 357 calcificações e ossificações de tecidos moles, distribuídas em 169 (47,33%) tonsilólitos, 80 (22,4%) ossificações do ligamento estilo-hioideo, 56 (15,68%) calcificações da cartilagem laríngea, 26 (7,28%) ateromas carotídeos, 5 (1,4%) sialólitos e 21 (5,88%) osteoma cútis. Não houve associação significativa entre os tipos de calcificações e o gênero dos pacientes, porém houve significância quando associado às diferentes faixas etárias. Quando associado o FOV e a área de incidência, observou-se uma maior prevalência em FOV de tamanho 14x8 na região de mandíbula.

Foi observada uma alta prevalência de calcificações e ossificações de tecidos moles em tomografias computadorizadas de feixe cônico, sendo o tonsilólito o mais prevalente. É importante que haja o conhecimento das calcificações e ossificações de tecidos moles, visto que existem algumas que dependem de uma correta diferenciação e conduta específica.

(Apoio: CAPES)
PN0399 - Painel Aspirante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Carcinoma Epidermóide oral e sua relação com a mandíbula: avaliação microarquitetural óssea comparando pacientes com e sem invasão
Smiderle F, Abreu M, Lopes DGF, Patricio da Silva EF, Kowalski LP, Pinto CAL, Alves FA, Rabelo GD
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar alterações microarquiteturais em osso cortical mandibular de pacientes com carcinoma epidermóide oral com e sem invasão óssea. Foram coletadas amostras ósseas de 24 pacientes submetidos à mandibulectomia (marginal ou segmentar). A coleta das amostras foi realizada a uma distância de 5 mm da interface osso/neoplasia utilizando uma trefina. As amostras foram fixadas em álcool e incluídas em metilmetacrilato. A microarquitetura cortical foi analisada através de Microtomografia computadorizada (voxel de 19 μm). Foram considerados com invasão óssea os casos comprovados em ambas as análises imaginológicas e de anatomia-patológica. Os seguintes parâmetros foram analisados: volume ósseo (VO, %), superfície óssea intracortical (SO, µm), grau de anisotropia (GA, #), porosidade cortical (PC, %), número de canais (N.Canais, n), densidade mineral óssea (DMO, g/cm3 HA) e dimensão fractal (DF, #), além dos dados clínicos idade (anos) e tamanho do tumor (cm). Para comparação dos grupos foram usados os testes t de Student não pareado e Mann-Whitney. A média de idade foi de 57,5 para o grupo com invasão e 60,8 para sem invasão. Não houve diferença significante entre os grupos com e sem invasão óssea, exceto no grau de anisotropia, que foi menor para o grupo com invasão (0,64 vs 0,83, p 0,0005).

Conclui-se que o menor grau de anisotropia no grupo com invasão óssea demonstra perda da organização hierárquica estrutural no osso circunvizinho ao tumor quando invadido pelo carcinoma, o que pode representar também uma menor resistência óssea na região analisada.

PN0400 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

O tamanho do voxel e a aplicação de filtros influenciam o diagnóstico de alterações morfológicas condilares em imagens de TCFC?
Sampaio-Oliveira M, de Oliveira Reis L, Corvini JPAS, Gaêta-Araujo H, Oliveira ML, Freitas DQ
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo no presente estudo foi avaliar a influência do tamanho do voxel e da aplicação de filtros no diagnóstico de alterações morfológicas condilares em imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). Exames de TCFC de 36 ATMs foram adquiridos no aparelho OP300 Maxio® com tamanhos de voxel de 0,085, 0,125 e 0,280mm. Para avaliação das alterações condilares, as TCFCs foram examindas por três avaliadores no software OnDemand3D® em três condições: sem filtro, com filtro "1x" e com filtro "2x". Os valores de diagnóstico foram calculados comparando-se as respostas dos avaliadores com o padrão de referência, que foi obtido pela observação direta das peças anatômicas e exames de TCFC de 6,3mA, tamanho de voxel de 0,085mm e 90kVp por dois profissionais experientes diferentes daqueles que foram avaliadores. Os dados foram comparados pela análise de variância dois fatores (α=0.05). A área sob a curva ROC, os valores de sensibilidade e especificidade não foram afetados pelo tamanho do voxel e pela modalidade de filtro (p>0,05). Em relação ao osteófito e ao aplainamento, houve mais acertos no menor tamanho de voxel. Para a erosão, o aumento das respostas corretas e falsas-positivas ocorreu em um maior tamanho de voxel.

No geral, alterações morfológicas condilares podem ser diagnosticadas corretamente, independentemente do tamanho do voxel e da aplicação do filtro. Portanto, protocolos tomográficos de menor dose de radiação utilizados neste estudo podem ser usados; quanto à utilização de filtros, os clínicos podem avaliar as imagens de acordo com sua preferência.

(Apoio: CAPES)
PN0401 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Análise comparativa da influência de filtros de realce em imagem de Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico na quantificação de artefato
Fardim KAC, Bressane A, Costa ALF, Lopes SLPC
Cirurgia e Diagnostico INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo comparar o efeito de 04 filtros de realce de imagem, Multi CDT NR1 e BAR1 do software e-Vol DX (e-Vol DX, CDT, Brasil) e os filtros 1x e 2x do software Ondemand3D (CyberMed, Seoul, Republic of Korea), na quantificação de artefatos gerados por implantes dentários em imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). Foram adquiridas imagens de um phantom de mandíbula, variando material do implante (titânio (Ti) e zircônia (ZrO2)), região do implante (incisivo, canino, pré-molar e molar), voxel (0,25 mm e 0,30mm) e posição do phantom no FOV (central, anterior, posterior, direita e esquerda). No software ImageJ em corte axial previamente definido, e usado como referência em cada um dos volumes estudados, nas imagens com e sem a aplicação dos filtros, foi realizado a quantificação dos artefatos por um radiologista devidamente calibrado (ICC 0,97). Os resultados evidenciaram menor quantificação para o implante de Ti em comparação ZrO2, nos 02 softwares. A menor quantificação foi obtida no software e-Vol DX, filtro BAR 1, Ti e ZrO2. Não houve diferença significativa para tamanho do voxel (p=0,975 e p=0,901), posição do implante (p>0.05) e variações de posição no FOV (p>0.05). O Filtro Multi não apresentou diferenças significativas em relação às imagens sem filtro. Para os filtros do OnDemad3D, não houve diferença entre uso e não uso, independentemente do tamanho do voxel (p>0,05).

Em conclusão o filtro BAR 1 apresentou-se como uma promissora ferramenta na redução dos artefatos oriundos de implantes dentários.

(Apoio: CAPES  |   Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo  N° FAPESP 2019/26170-6 e 2019/00495-6)
PN0402 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Preparo de peças para a impressão 3D a partir de tomografias computadorizadas: importância dos parâmetros de segmentação
Santana DB, Serrão BQ, Curi JP, Chilvarquer I, Simamoto-Júnior PC, Machado CR, Beaini TL
Patologia e diagnóstico oral UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A impressão 3D demanda objetos livres de orifícios e com a superfície regular, sendo as tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) fontes valiosas para sua obtenção. A seleção anatômica é denominada segmentação, mas o preparo desses modelos para imprimir é complexo. O objetivo desse trabalho é verificar parâmetros para a segmentação a partir de TCFC, verificando a qualidade e requisitos para a impressão 3D. Foram selecionadas 10 TCFC de face toda em um banco de dados anônimo, previamente realizados. No programa InVesalius®, utilizou-se a ferramenta automática com configuração estabelecida para "Osso Compacto" (662 a 1988 unidades de Hounsfield-HU). Em cada exame, uma segunda superfície foi gerada com escala personalizada, observando cada exame. Essa foi ajustada com intervalo médio entre 328 e 6028 HU. No programa CloudCompare®, os modelos foram analisados buscando a presença de orifícios, uniformidade de superfície e definição das estruturas da face. Paralelamente, um mapa de cores foi gerado, comparando o modelo personalizado ao pré-definido. Os personalizados apresentaram menos orifícios (ou espaços menores quando presentes) e melhor contorno das estruturas nas regiões de Côndilo, Palato, Espinhas nasais, forame infra-orbital, ossos do nariz e internos da órbita. No entanto, apresentaram mais artefatos e pior uniformidade de superfície.

A definição personalizada de segmentação é imprescindível para obter modelos para impressão, mas não dispensam tratamentos adicionais como o fechamento de orifícios e suavização de superfícies.

PN0403 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação radiográfica de pacientes oncológicos em uso de antirreabsortivos antes de extrações e desenvolvimento de osteonecrose
Felizardo HMA, Pinheiro MCR, Leite AF, Oliveira Santos C, Jacobs R, Gaêta-Araujo H
Dep. de Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar achados radiográficos de pacientes em doses oncológicas de drogas antirreabsortivas (DAR) e associar com o desenvolvimento de necrose (MRONJ) após extração dentária. Foram incluídos 57 pacientes oncológicos e 57 controles, ambos com indicação de extrações dentárias e que possuíam radiografia panorâmica antes do procedimento. Avaliou-se o padrão ósseo, a visibilidade de estruturas anatômicas, calcificações de tecidos moles, estimativa de espessura cortical e índice cortical mandibular (MCI). O padrão ósseo foi comparado entre as regiões que os dentes foram extraídos, sem extração e pacientes controle. Os outros parâmetros foram comparados entre os grupos controle e grupo DAR. Utilizou-se o teste qui-quadrado com nível de significância de 5%. A maxila posterior e a mandíbula apresentaram padrão ósseo denso e esclerótico em pacientes sob DAR, independentemente da extração dentária e desenvolvimento de MRONJ (p<0,05). A visibilidade das estruturas anatômicas não foi diferente entre os grupos (p>0,05). O MCI foi mais classificado como C0 e C1 entre os pacientes com ARD (p<0,05).

Padrão ósseo esclerótico e cortical mandibular mais espessa podem representar uso de DAR e consequência do tratamento em vez de achados específicos de MRONJ. Padrão ósseo alterado deve ser investigado como uma possível predileção para MRONJ.

(Apoio: CAPES  N° 88887.364874/2019-00)