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PN0428 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Impacto da pandemia nas tendências de produção de próteses dentárias no SUS em idosos brasileiros
Vieira MF, Marques PSA, Figueiredo DR, Carcereri DL, Cascaes AM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Descrever as tendências na produção de próteses odontológicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em idosos acima de 60 anos no Brasil e regiões durante os anos de 2010 a 2019, e o impacto da pandemia de COVID-19 na produção esperada para 2020. Trata-se de um estudo de séries temporais com dados secundários do SUS (DATASUS - TABNET), e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 2010 a 2020. Calcularam-se as taxas padronizadas por idade, para o Brasil e regiões de cada ano analisado. A análise foi conduzida no programa Stata 14.2, através de regressões lineares generalizadas, pelo método de estimação de Prais-Winstein. Houve tendência de crescimento na taxa padronizada de produção das próteses totais e das demais próteses para cada 100 mil habitantes, no Brasil e em todas as regiões do país. O aumento na produção de próteses totais foi maior na região Nordeste (50,3%/ano) e menor na região Norte (19,1%/ano). As tendências na produção das demais próteses foram maiores na região Sudeste (120,7%/ano) e menores na região Norte (24,5%/ano). A produção de próteses para ambos os grupos reduziu no ano 2020. A diferença relativa de queda variou de -36,4% (Norte) até -61,7% (Nordeste) para a produção de próteses totais e, de -17,9% (Norte) até -68,4% (Nordeste) para as demais próteses.
Embora as políticas voltadas para a produção de próteses venham crescendo, ela se mantém aquém da necessidade encontrada e não há equidade na oferta dos serviços para as regiões brasileiras. Ademais, a pandemia impactou negativamente na produção de próteses dentárias pelo SUS em 2020.
PN0429 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Pandemia do Covid-19: fatores preditores da ansiedade em profissionais da Atenção Primária à Saúde
Custódio LBM, Garbin CAS, Saliba TA, Saliba NA, Moimaz SAS
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Momentos de insegurança, como os vivenciados na pandemia do Covid-19, podem acarretar aumento de condições estressoras, favorecendo o adoecimento. Objetivou-se avaliar os fatores relacionados ao desenvolvimento da ansiedade em profissionais da saúde durante a pandemia. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, tipo inquérito, realizado com trabalhadores da Atenção Primária em 2021. Foram incluídos 79 profissionais de um município do estado de São Paulo e excluídos aqueles que estavam afastados. Todos receberam um link, via e-mail, para acessar o inquérito, composto por questões sobre perfil sociodemográfico, condições inerentes ao trabalho, saúde do trabalhador e a escala GAD-7 de ansiedade. Para avaliar os fatores preditores da ansiedade, foram empregadas técnicas de machine learning, sendo testados 4 algoritmos (Regressão Logística, Random Forest, K-nearest neighbors e Naive Bayes) para seleção do modelo. Do total, 50,63% dos profissionais apresentaram sintomas de ansiedade e 67,95% relataram algum grau de interferência da pandemia no desenvolvimento de atividades ou relacionamento com outras pessoas. O algoritmo Random Forest atingiu as melhores métricas de avaliação (AUROC=0,95) e apontou como fatores preditores do desenvolvimento da ansiedade: a realização de hora extra, Ensino Superior e área de formação da enfermagem.
Conclui-se que a realização de horas extras, possuir escolaridade em nível superior e ser profissional da enfermagem são fatores positivos no desenvolvimento dos casos de ansiedade.
PN0430 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Impacto psicológico da pandemia de COVID-19 em dentistas no epicentro da América Latina: São Paulo, Brasil
Barbieri W, Ribeiro DV, Oliveira DB, Jordão MC, Novaes TF, Palacio DC, Tedesco T, Heller D
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A pandemia de COVID-19 aumentou o sofrimento psicológico entre os profissionais de saúde em todo o mundo. Há uma necessidade de se compreender o impacto emocional nestes profissionais. O objetivo deste estudo foi descrever e analisar os níveis de ansiedade e estresse durante a pandemia nos dentistas do Estado de São Paulo e as características sociodemográficas associadas. Um questionário estruturado foi enviado eletronicamente a 93.280 dentistas com registro ativo no Conselho de Odontologia de São Paulo, no período de março a abril de 2020. Fatores sociodemográficos, percepções e impacto psicológico foram calculados. Foi utilizada a análise de regressão logística múltipla para comparar os dados entre os participantes. 2106 dentistas aceitaram participar da pesquisa. Os participantes tinham idade superior a 21 anos, sendo em sua maioria homens (74,1%) . Mais de 70% da amostra relataram ter nível de pós-graduação e 43% tinham experiência profissional superior a 20 anos. Mulheres apresentaram menor chance de ter ansiedade em relação aos homens. Maior chance de apresentar ansiedade está relacionada as variáveis: gênero masculino, idade mais avançada e trabalhar em serviço público. Idade entre 21 a 30 anos, gênero masculino e atividade profissional em hospitais mostraram maior chance de desenvolver estresse.
O presente estudo mostrou um impacto psicológico negativo da pandemia de COVID-19 em dentistas no estado de São Paulo, Brasil. O tipo de atividade profissional, gênero e idade tiveram impacto significativo nos índices de ansiedade e estresse do grupo estudado.
PN0432 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Raça e doença periodontal podem ser fatores de risco para pacientes obesos mórbidos com ou sem diabetes, candidatos à cirurgia bariátrica?
Castilho AVSS, Castro MS, Meira GF, Jesuino BG, Foratori-Junior GA, Ortiz FR, Pinto ACS, Sales-Peres SHC
Saúde Coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
0 objetivo deste trabalho foi avaliar se há relação entre diabetes mellitus tipo 2, doença periodontal e a raça do paciente obeso mórbido, candidatos à cirurgia bariátrica. Os pacientes foram divididos em dois grupos no pré-operatório: obesos com diabetes (n=22) e obesos sem diabetes (n=48). No grupo de pacientes com diabetes (GCD), 15 (68%) eram da raça branca e 7(32%) eram da raça não branca. 13 pacientes do GCD (59,09%) apresentaram periodontite, sendo que 7 eram da raça não branca e 6 da raça branca. 9 pacientes do grupo apresentaram gengivite (40,90%), no pré-operatório. Não houve diferenças na condição periodontal após a cirurgia. No grupo sem diabetes (GSD), 38 pacientes eram da raça branca (79%) e 10 da raça não branca (21%). Neste grupo no pré-operatório, 23 pacientes apresentaram periodontite (47,91%), sendo 18 da raça branca e 5 da raça não branca e 23 pacientes com gengivite (47,9%). No pós-operatório, 18 pacientes (37,5%) apresentaram periodontite (13 raça branca e 5 raça não branca) e 21 pacientes com gengivite (43,75%), demonstrando haver melhora na periodontite em 10% dos pacientes avaliados no GSD.
Concluiu-se que houve uma melhora no grupo de pacientes obesos mórbidos sem diabetes da doença periodontal após a cirurgia bariátrica. A raça branca teve maior risco de desenvolver doença periodontal em ambos os grupos, no pós-cirúrgico.
(Apoio: CAPES N° 001)
PN0433 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Análise documental sobre a prevalência, prevenção e atenção à saúde em adultos brasileiros portadores de diabetes
Ferreira TS, Oliveira RAF, Saliba TA, Moimaz SAS, Chiba FY
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se realizar a análise de dados sobre prevalência, prevenção, assistência e complicações do diabetes em adultos brasileiros. Trata-se de uma pesquisa realizada com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 e 2019, disponíveis no sistema do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No período entre as pesquisas, houve aumento na prevalência da doença em 26 estados do país (variação: 3,3-9,3%) e redução na proporção de pessoas que nunca avaliaram a glicemia em todos os estados (variação: 3,6-25,9%). Elevou-se a proporção de pessoas que utilizaram medicamentos para controle da doença em todos os estados (variação: 48,1-93,7%), entretanto, em apenas cinco verificou-se aumento na proporção que obteve medicamento pelo programa Farmácia Popular. Houve redução na proporção de pessoas que realizou todos os exames complementares (n=17) e consultas com médico especialista (n=18). Em 14 estados (variação: 4,7-31,4%) verificou-se aumento na proporção de internações, enquanto a proporção de pessoas com limitações nas atividades habituais diminuiu em 18 estados (variação: 2,4-20,5%).
A proporção de pessoas que realizou exame de vista há menos de 1 ano diminuiu em 12 estados (variação: 16,0-48,1%) enquanto, a proporção de indivíduos que tiveram seus pés examinados há menos de 1 ano aumentou em 20 estados (variação: 14,5-46,0%). A prevalência do diabetes vem aumentando em todas as regiões do país, evidenciando a necessidade de políticas e ações de prevenção, assistência médica e farmacêutica, visando reduzir os agravos da doença.
PN0434 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Autismo e os entraves no mercado de trabalho em um município de grande porte: estudo piloto
Carneiro CSA, Garbin AJI, Saliba TA, Garbin CAS
Doutorado Saúde Coletiva em Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou identificar as principais dificuldades de inserção da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no processo profissional, bem como, avaliar seu conhecimento sobre a Lei 8.213/91 que regulamenta seus direitos em relação ao trabalho. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e de abordagem quanti-qualitativa, conduzido em uma associação de capacitação para o mercado de trabalho para pessoa com TEA (n = 22), no ano de 2022, em Salvador, Bahia. O instrumento de coleta de dados foi um questionário autoadministrado, que contemplou perguntas sobre o perfil sociodemográfico e entraves ao se inserirem no mercado de trabalho. Do total, 36.36% afirmaram que já se inserem no mercado, porém, avaliaram seu desempenho no emprego como razoável (31.82%) e relataram que não conseguem fazer todas as atividades que são delegadas (36.36%). Quando questionados sobre a Lei, 68.18% responderam que não tem nenhum conhecimento e que já sofreu algum tipo de preconceito ou discriminação só por serem autistas. Outro sentimento relatado por 31.82%, é que se sentem excluídos por uma parcela razoável aos colegas de trabalho. Além disso, salientaram que a principal dificuldade de conseguir emprego é devido à falta de acessibilidade (54.55%).
Portanto, conclui-se que ainda há uma lacuna para que eles sejam inseridos no mercado de trabalho e eles desconhecem a Lei que dão esse direito. Para tanto, estratégias devem ser fornecidas a esse público para que possam ter autonomia, qualidade de vida e, consequentemente, serem inseridos de forma efetiva no mercado de trabalho.
(Apoio: CAPES)
PN0435 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Fatores individuais e contextuais associados à procura por tratamento do traumatismo dentário: uma análise multinível
Araújo ILP, Bernardino VMM, Lima LCM, Granja GL, Leal TR, Neves ETB, Perazzo MF, Granville-Garcia AF
Programa de Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo transversal avaliou fatores individuais e contextuais associados à busca pelo tratamento por traumatismo dentário em escolares de 8 a 10 anos. A amostra foi composta por 739 pares de pais/responsáveis e crianças de escolas públicas e privadas de Campina Grande, Brasil. Os pais/responsáveis responderam ao questionário sociodemográfico e sobre a procura por tratamento pós traumatismo dentário; além do Oral Health Literacy-Adult Questionaire (OHL-AQ) sobre o alfabetismo em saúde bucal. O diagnóstico do traumatismo dentário, seguiu os critérios propostos por Andreasen (2007). Modelos de regressão multinível de Poisson foram utilizados para avaliar as associações entre as variáveis (p<0,05). A prevalência da procura por tratamento foi 44,7%. As variáveis individuais associadas ao traumatismo foram: a pele branca (RR = 1,30; IC 95% [1,08-1,76]), a idade materna superior a 35 anos (RR = 1,70; IC 95% [1,50-1,90]), pais/responsáveis casados (RR = 1,93; IC 95% [1,70-2,23]), com escolaridades maior que 8 anos (RR = 2,00; IC 95% [1,76-2,23]) e com alfabetismo adequado (RR = 3,33; IC 95% [3,01-3,62]). No nível contextual, as variáveis que permaneceram foram: escola privada (RR = 1,77; IC 95% [1,02-3,05]) e a presença de UBS no bairro (RR = 1,78; IC 95% [1,12-2,38.
Crianças cujos pais/responsáveis tinham alfabetismo adequado em saúde bucal, que pertenciam à escola privada e que frequentavam unidade básica de saúde com equipe de saúde bucal, buscaram mais tratamento para o traumatismo dentário.
(Apoio: CNPq N° 309021/2019-7)
PN0436 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Analysis of dentistry YouTube videos published by a Brazilian healthcare organization (TelessaúdeRS-UFRGS)
Santos IS, Nery GO, Correa APB, Roxo-Gonçalves M, Martins MD, Martins MAT, Rados PV, Carrard VC
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Youtube is the second most popular website worldwide and is an important educational resource in the health field. This study aimed to evaluate the visibility and popularity of videos related to dental topics published by TelessaúdeRS-UFRGS, a non-profit organization that produces high quality information content to improve the public health network. Videos about dentistry topics were retrieved from the Youtube channel of TelessaúdeRS-UFRGS. User profile information, video duration, views, and likes/dislikes ratio was obtained by means of the Youtube analytics tool. Viewing rate and interaction index were calculated to determine the visibility and popularity, respectively. Videos were classified according to their duration into short and long based on the median duration (39 min). A total of 32 videos about dentistry topics were found. Regarding the profile, most viewers were female (73.0%) and belonged to the 18 to 24 years age group (45.1%). Regarding visibility, the videos ranged from 159 to 102,700. The same variability was found for viewing rate, user retention, and interaction index. Shorter videos (≤ 39 min) had a higher visibility, whereas longer videos (> 39 min) had a higher interaction index (p < 0.01, Mann-Whitney).
It may be concluded that video duration is critical to achieve high visibility and popularity. Universities and professional entities should lead the production and dissemination of high-quality content to students, professionals, and the general population. Youtube videos should be used to bridge the knowledge gap.
PN0437 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação do conhecimento e atuação das equipes de Enfermagem sobre a Higiene oral em Unidades de Tratamento Intensivo
Silva FL, Flório FM, Zanin L
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento e conduta das equipes de enfermagem atuantes em unidades de tratamento intensivo sobre cuidados orais de pacientes internados. Trata-se de um estudo Epidemiológico observacional transversal de natureza quantitativa. A amostra foi composta por 105 profissionais sendo 78 técnicos de enfermagem e 27 enfermeiros atuantes em 4 hospitais da região dos Lagos, Rio de Janeiro. Os dados foram coletados por meio da aplicação de um questionário estruturado contendo 29 questões sobre conhecimento e condutas. Todas as análises foram realizadas no programa R, considerando o nível de significância de 5%. Segundo 88,6% dos profissionais, no hospital em que trabalham, o paciente é submetido a avaliação da cavidade oral no momento da internação. Ainda, 95,2% informaram que existe no hospital um protocolo de higiene oral para pacientes internados em UTI, sendo que 30,5%, 61,0% e 6,7% afirmaram que diabetes mellitus, doenças respiratórias e nascimentos prematuros e bebês de baixo peso estão relacionados a doença periodontal, respectivamente. 51,4% dos profissionais receberam algum treinamento para a realização da higiene oral dos pacientes hospitalizados na UTI, e 17,1% relataram dificuldade para realizar alguma prática de higiene oral.
Pôde-se concluir que parte significativa da amostra necessita de treinamento para a conduta de higiene oral, e apresenta conhecimento insuficiente sobre as condições orais, o que reforça a necessidade de um cirurgião dentista nas equipes atuantes em Unidades de tratamento intensivo.
PN0438 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 13h00 às 17h30 - Sala: Área dos Painéis
Perfil epidemiológico da sífilis pediátrica no brasil na última década
Ribeiro AD, Freire WP, Freire JCP, Rodrigues-Júnior JG, Costa MMA, Pereira JV
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A Sífilis é uma infecção causada pela espiroqueta Treponema pallidum que acomete seis milhões de pessoas a cada ano, a maioria em países com baixo ou médio índice de desenvolvimento. Este estudo ecológico retrospectivo, descritivo com abordagem quantitativa, traz um panorama dos casos de Sífilis congênita e Sífilis adquirida em indivíduos de 0 a 14 anos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) nos anos de 2011 a 2021 no Brasil. Foram notificados um total de 201.860 casos de Sífilis congênita e 4.463 casos de Sífilis adquirida nessa faixa etária, acometendo majoritariamente indivíduos da região Sudeste. 95% dos casos de Sífilis congênita foram diagnosticados nos primeiros 6 dias de vida, 22% das mães tinham o ensino fundamental incompleto, 14% delas não realizaram pré-natal, enquanto 53% dos casos de sífilis materna obtiveram o diagnóstico durante o pré-natal. 87% dos bebês permaneceram vivos e 92% foram diagnosticados com Sífilis recente. Quanto aos parceiros, 58% não realizaram o tratamento mesmo após diagnóstico. Quanto a Sífilis adquirida, 73% dos casos foram confirmados, 50,4% evoluíram para a cura, a maioria se deu em indivíduos pardos e 78% eram do sexo feminino.
Conclusão: O acesso à informação por meio da educação e de campanhas de conscientização sobre a prevenção e a importância do tratamento direcionadas aos grupos mais acometidos pode ser uma alternativa eficiente no combate à Sífilis. Além disso, os exames de pré-natal são imprescindíveis para o diagnóstico precoce da Sífilis congênita durante a gestação.
