2090 Resumo encontrados. Mostrando de 191 a 200
PN0180 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
COVID-19: fatores associados ao medo de estudantes de graduação de infectarem a família em decorrência da prática odontológica
Oliveira-Júnior M, Souza FC, Gomes RCN, Vargas-Ferreira F, Mattos FF, Abreu MHNG, Martins RC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo analisou os fatores associados ao medo de estudantes de Odontologia de infectar seus familiares com COVID-19, em decorrência da prática clínica. Estudantes de graduação da Faculdade de Odontologia da UFMG, que tiveram contato com a prática odontológica antes e ao longo da pandemia, participaram da pesquisa. Os dados foram coletados utilizando questionários estruturados no Google Forms, enviados por e-mail, WhatsApp e mídias sociais. A variável dependente foi "o medo de infectar a família". As variáveis independentes foram relacionadas ao perfil sociodemográfico, uso equipamentos de proteção individual antes e durante a pandemia, ações consideradas importantes para prevenir a infecção, conhecimento e sentimentos sobre a pandemia e o futuro da profissão. Os dados foram analisados utilizando os testes Qui-quadrado de Pearson e Exato de Fisher (p≤0,05). Sessenta e cinco estudantes responderam ao questionário. A prevalência de medo foi 61,5% (IC95% 48,6-73,3). Relatos de ações para prevenir a COVID-19 como a limpeza frequente das mãos (p=0,028) e evitar o uso instrumentos geradores de aerossóis (p=0,027); não ter tido a doença (p=0,038); sentimento de maior ansiedade no período da pandemia (p=0,047) e de que a Odontologia passe por grandes mudanças pós-pandemia (p=0,020) foram associados ao medo.
O medo de infectar a família tornou os estudantes mais cuidadosos frente algumas ações para evitar a contaminação por COVID-19, os deixou mais ansiosos e gerou expectativa de mudanças na prática odontológica após este período. Apoio: CAPES, CNPq/PRPq/UFMG.
(Apoio: CNPq | CAPES N° 88887.602989/2021-00)
PN0181 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Conhecimento e comportamento em saúde bucal de assentados rurais no município de Muniz Freire-ES
Girão FSM, Zanin L
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo teve o objetivo de verificar o grau de conhecimento e comportamento em saúde bucal de assentados rurais no município de Muniz Freire-ES. Foi desenvolvido em três assentamentos rurais e selecionadas todas as 42 famílias destes com crianças e adolescentes entre 01 ano e 15 anos. Os dados foram coletados pelo pesquisador através de um questionário com 26 perguntas em três eixos: socioeconômico, conhecimento e comportamento em saúde bucal. Foram realizadas análises descritivas das variáveis seguida por regressão logística para os desfechos e quantidade de acertos nos eixos conhecimento e comportamento. Em relação ao perfil socioeconômico observou-se que 63,4% da amostra é do sexo feminino, com idade média de 38,7 anos e primeiro grau incompleto (74,6%). A média de acertos no eixo conhecimento foi de 5,5 e no eixo comportamento foi de 6,8. Nenhuma variável permaneceu significativa na associação com a quantidade de acertos no eixo conhecimento (p>0,05). Os pais e outros responsáveis têm 7,66 (IC95%: 1,43-41,04) e 10,00 (IC95%: 1,52-65,63) vezes mais chance, respectivamente, de errar mais no eixo comportamento do que as mães (p<0,05). Para a amostra avaliada tanto o grau de conhecimento e comportamento em saúde foram considerados satisfatórios, o pai teve mais chance de ter comportamento errado em relação ao cuidado em saúde bucal.
Dentre as associações verificadas, ficou claro que mães erraram muito menos questões de comportamento que pais e demais responsáveis, outros estudos precisam ser realizados com amostras maiores para analisar tais associações.
PN0182 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação da estrutura das Unidades Básicas de Saúde do Brasil para a realização de ações do Telessaúde
Franco DO, Corrêa IGF, Abreu MHNG, Machado ATGM, Martins RC
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi descrever a disponibilidade de equipamentos de Tecnologia da Informação (TI) para ações do Telessaúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) participantes do 3º Ciclo do PMAQ-AB, por regiões brasileiras. Avaliou-se 28.939 UBS através de um questionário estruturado com 9 questões quantitativas sobre os equipamentos de TI e 4 questões categóricas sobre acesso à internet, telefone, tablet e a disponibilidade de conexão de internet. Os dados quantitativos foram descritos por mediana e percentis e os categóricos por frequências. As UBS da região Sul, seguidas da Centro-Oeste e Sudeste, respectivamente, apresentaram maior mediana de computadores em condições de uso (8; 6; 5), caixa de som (2; 1; 0), impressoras (2; 1; 1) e computadores com acesso à internet (8; 6; 6). Câmeras, microfones, datashow e equipamentos de teleconferência estavam ausentes em 50% das UBS do país. O acesso à internet esteve presente na maioria das UBS da região Sul (96%), seguidas da região Centro-Oeste e Sudeste (> 85%). A maioria das UBS da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentou, respectivamente, conexão de internet disponível funcionando de maneira contínua (83,2%; 74,0%; 68,6%) e o telefone funcionando (92,4%; 76,3%; 64,6%). Em mais de 70% das UBS das regiões Nordeste e Norte não havia telefone funcionando.
As melhores estruturas de equipamentos de TI foram observadas nas UBS das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A ausência de disponibilidade muitos equipamentos de TI em todas UBS brasileiras, ressalta a importância de investir em estrutura para ações do Telessaúde.
(Apoio: PRPq - UFMG | FAPs - FAPEMIG N° 09/2021)
PN0183 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Determinantes do não uso de serviços odontológicos por adolescentes de Minas Gerais, Brasil
Motta TP, Silva APMA, Andrade JR, Abreu MHNG, Vargas-Ferreira F
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar quais fatores estão associados a nunca ter ido ao dentista (não uso do serviço odontológico) entre adolescentes de 12 anos de idade. O delineamento do estudo foi transversal analítico com base domiciliar envolvendo 1212 adolescentes da capital e municípios do interior de Minas Gerais, Brasil. Os instrumentos de pesquisa foram questionário semi-estruturado e exame clínico bucal. Os responsáveis responderam sobre aspectos socioeconômicos (sexo; cor da pele; aglomeração domiciliar e renda familiar). Exame clínico bucal foi realizado por cirurgiões dentistas treinados (kappa > 0,65). As condições clínicas foram: cárie dentária, traumatismo dentário e má-oclusão (OMS). O desfecho foi mensurado através da pergunta "Alguma vez na vida o sr(a) já foi ao consultório do dentista?" e categorizado em sim x não. Análises descritiva (N e %) e bivariada foram realizadas para avaliar as associações entre as exposições e o desfecho pelos testes de Qui-Quadrado e de Tendência Linear (p<0,05) usando o programa STATA versão 12.0. Dos 1212 adolescentes, 155 (12,8%; IC95% 10,9-14,8) relataram nunca terem ido ao dentista. Maior prevalência do desfecho entre os adolescentes de cor não-branca (p=0,009), de famílias de baixa renda (p<0,001) e que moravam com ≥ 4 pessoas (p<0,001).
Os achados mostraram que há iniquidades importantes no que se refere a não ir ao dentista. Mais de 10% dos adolescentes não tiveram acesso e/ou utilização do serviço odontológico, assim, é fundamental a melhoria de acesso a este grupo vulnerável.
PN0184 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Repercussões da epidemia de COVID-19 nos atendimentos odontológicos de urgência do Sistema Único de Saúde em Piracicaba, 2020
Santos LRAC, Bado FMR, Fonseca DAV, Oliveira-Júnior AJ, Ambrosano GMB, Cortellazzi KL, Mialhe FL
Departamento de Ciências da Saúde e Odon FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo buscou avaliar as repercussões da pandemia de COVID-19 nos procedimentos realizados por um serviço público odontológico de urgência (SPOU). Trata-se de um estudo transversal, que utilizou dados do SPOU de Piracicaba, SP, Brasil, relativos a dois períodos, anterior (fevereiro e março de 2020) e durante a pandemia (março e abril de 2020). Diferenças no perfil de atendimentos, entre os períodos pré-COVID-19 e COVID-19 selecionados, de acordo com sexo, idade e procedimentos odontológicos, foram analisadas pelo teste qui-quadrado de Pearson. Também foi calculado o tamanho do efeito Cramer's V. Houve redução de 51% no número de atendimentos, entre o período anterior (n=824) e o período da pandemia de COVID-19 observado (n=404). O percentual de exodontias reduziu-se, de 14,7 para 8,9%, enquanto o de selamento provisório de cavidades aumentou de 22,9 para 33,2%, entre ambos períodos.
Pode-se concluir que a pandemia de COVID-19 repercutiu na quantidade e no padrão de procedimentos realizados pelo serviço odontológico de urgência do município.
PN0185 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Validação de instrumento para avaliar o conhecimento do dentista no manejo odontológico na doença falciforme: validação de itens e escores
Ancillotti LHSF, Marinho AMCL, Abreu MHNG, Santos MPA
PPGSP- ENSP FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
A Doença Falciforme (DF) é um problema de saúde pública. É a doença hematológica genética hereditária predominante no Brasil. A assistência odontológica contribui para melhora da sobrevida destas pessoas, porém inexiste na literatura instrumento validado que avalie o conhecimento dos cirurgiões-dentistas (CD) no manejo deste grupo, sendo este o objetivo do estudo. O ponto de partida foi um instrumento idealizado pelos pesquisadores, com 13 questões, dicotômicas e de múltiplas escolhas, divididas em 5 domínios de conhecimento do CD sobre a DF: "autoavaliação", "repercussões da DF no sistema estomatognático", "complicações da DF", "manejo odontológico na DF" e "envolvimento do CD no atendimento às pessoas com DF". Para a fase de validação de itens e escores, um comitê de 13 especialistas das 5 regiões do Brasil, considerando suas atuações como docentes, pesquisadores em DF, validação de instrumento, atuação no Conselho de Odontologia e na assistência odontológica, foi convidado a analisar o instrumento segundo: conteúdo, consistência e ponderamento. Dada a distribuição geográfica dos especialistas, a avaliação foi enviada via google forms. Todos os especialistas participaram, o que garantiu contribuições sob diferentes perspectivas e, ainda, a representatividade de cada região brasileira. Houve contribuições importantes para a melhoria do instrumento.
Espera-se que, após validação, o instrumento possa contribuir na avaliação do conhecimento dos dentistas sobre DF seja no campo da assistência quanto à pesquisa, ainda carentes de melhores evidências.
PN0186 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Avaliação do método de estimativa de idade de Willems em radiografias panorâmicas em crianças e adolescentes brasileiros
Alves CP, Deitos AR, Costa C, Michel-Crosato E, Biazevic MGH
Departamento de Odontologia Social UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi aplicar a metodologia de Willems et al. para estimativa de idade em uma população brasileira. Foram analisadas 490 radiografias panorâmicas de crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos de idade, provenientes da clínica de radiologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, sendo 246 do sexo feminino e 244 do sexo masculino. Do incisivo central ao segundo molar inferior esquerdo atribuiu-se um estágio de desenvolvimento da dentição permanente, de A-H. Cada estágio, por sua vez, foi quantificado com um valor para cada nível de desenvolvimento e, por fim, os valores foram somados para se obter a idade estimada. Foram utilizados os testes t de Student e de Wilcoxon para avaliar a magnitude das diferenças entre as idades estimada e real e se essas diferenças foram estatisticamente significantes. Como resultados encontrou-se que a médias das idades estimadas, para ambos os sexos, foi de 11,1 anos, com uma diferença de 0,6 anos a mais para a idade real. Segundo o sexo, houve uma superestimativa de 0,6 anos para o sexo feminino e 0,5 anos para o sexo masculino. Os testes t de Student e de Wilcoxon apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre as idades, assim como segundo o sexo, apresentando valores maiores para o sexo feminino.
Concluindo, o método de Willems et al. para estimativa de idade apresentou superestimativa da idade na população aplicada, porém, para a prática forense 0,6 anos a mais não implica em uma alteração significativa, podendo ser utilizado para estimas a idade em crianças e adolescentes.
(Apoio: CAPES | CAPES)
PN0187 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
PCATool Saúde Bucal : Um olhar avaliativo sobre os atributos da Atenção Primária à Saúde (APS)
Gomes-Filho VV, Mafra ACCN, Carrer FCA
Odontologia Social UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste trabalho foi verificar o grau de extensão dos atributos essenciais e derivados da APS nos usuários atendidos em Equipes de Saúde Bucal no contexto da Estratégia de Saúde da Família. Utilizou-se o Instrumento de Avaliação Primary Care Assessment Tool, o PCATool-Brasil Saúde Bucal, na versão usuários adultos. Caracterizado como um estudo transversal, observacional e descritivo, realizado com 165 usuários, de 13 Unidades Básicas de Saúde do Município de São Paulo. Foram mais bem avaliados os atributos da Longitudinalidade, Coordenação, Integralidade destacando a dimensão de serviços disponíveis (extração dentária sendo o mais reconhecido 92% e o menos reconhecido o atendimento odontológico domiciliar 43%), e Orientação Comunitária. O acesso de primeiro contato recebeu o maior número de respostas negativas (UBS funcionando sábado ou domingo, 83% respondem que não) e a orientação familiar recebeu proporção semelhante entre respostas positivas e negativas.
Concluímos que existe uma necessidade de adequação do serviço às dinâmicas sociais, refletindo sobre o papel do primeiro contato, atenção contínua, cuidado centrado na pessoa e funcionamento dos serviços. Destacamos a necessidade de estudos avaliativos para construir uma APS que garanta seus atributos , através da melhoria contínua, desempenhando seu papel de forma resolutiva.
(Apoio: CNPq N° 163214/2020-4)
PN0188 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Fatores individuais e do implante associados á peri-implantite: uma análise multinível
Alciati CAS, Corrêa MG, Pecorari VGA, Pimentel SP, Casati MZ, Silva DF, Cirano FR
UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O Objetivo deste estudo foi realizar uma análise multinível dos fatores associados à peri-implantite (PI) em pacientes reabilitados com implante na Universidade Paulista (UNIP). Foram selecionados 171 pacientes com 668 implantes, há pelo menos 5 anos em função e avaliados parâmetros clínicos e radiográficos, fatores sistêmicos e características dos implantes para a determinação da saúde peri-implantares. A avaliação da qualidade de vida foi feita por meio do Índice de Perfil de Impacto na Saúde Bucal (OHIP-14). Cento e trinta implantes (19,5%) apresentaram PI, com 57,8% em pacientes com sangramento gengival (SG)> 20% e 37,4% nos que apresentaram sangramento à sondagem(SS)<20%. Pacientes com mais de 50 anos e profundidade de sondagem (PS) > 3mm demonstraram maior chance de apresentar PI. Número de implantes e nível de inserção clínico (NIC) também apresentaram associação com PI. Dentro do fator implante, SG, PS, a distância da margem gengival à plataforma (MG-PI) e o tipo de conexão apresentaram associação com PI. Implantes com PS > 3 mm apresentaram oddes ratio ajustado com 9,75 vezes mais chance de ter PI e os que apresentaram distância da MG-PI das faces menores que 0 tiveram 7,42 vezes mais chances de ter PI. No modelo multinível, pacientes com PS de boca toda > 3 mm apresentaram 2,45 vezes mais chances de ter PI. A qualidade de vida não foi afetada pela PI.
A PS, tanto no nível do implante quanto do paciente, e a MG-PI dos implantes são fatores de risco para PI. Porém, devido à baixa prevalência da doença, não houve impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes.
(Apoio: CAPES)
PN0189 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação: 08/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis
Perfil imunológico, conhecimento e práticas de autocuidado em saúde de Auxiliares em Saúde Bucal sobre a Hepatite B
Batista JA, Wakayama B, Saliba TA, Garbin AJI, Garbin CAS
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Dimensionar o conhecimento sobre a Hepatite B, as práticas de autocuidado em saúde, e a sua associação com o perfil imunológico de auxiliares em saúde bucal (ASB). Trata-se de um estudo epidemiológico transversal realizado na atenção básica. Utilizou-se um questionário semiestruturado configurado em blocos temáticos, seguido da verificação do perfil imunológico por meio de ensaio imunocromatográfico anti-HBsAg. Empregou-se os testes de qui-quadrado e exato de Fisher. Fizeram parte do estudo 158 ASBs, sendo 32,1% não obtiveram orientações sobre a doença, com associações estatisticamente significantes com o status de imunização (p=0,000), desconhecimento da etiologia (p=0,000) e percepção inadequada dos potenciais riscos à que estão expostos no ambiente odontológico (p=0,037). Sobre o conhecimento, 41,1% informaram incorretamente as vias de prevenção para a Hepatite B, bem como sua forma de transmissão (p=0,000). Além disso, 45,6% dos ASBs que não estavam imunes ao VHB, não conheciam a duração da imunização (57,7%), número de doses (69,2%), e 96,2% desconheciam a necessidade de realização do teste anti-HBsAg para cerificação do status de imunização (p=0,000). Quanto as práticas de autocuidado, 52,5% seguiam os protocolos de biossegurança, porém, 46,2% dos ASBs não imunizados já sofreram acidentes percutâneos.
Conclui-se que uma parcela dos ASBs não estava imune à contaminação pelo VHB em razão de lacunas no conhecimento. As práticas e comportamentos dos profissionais foram fatores que apresentaram influência sobre o status de imunização.
(Apoio: CAPES)
