RESUMOS APROVADOS

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 1402 Resumo encontrados. Mostrando de 1241 a 1250


RS064 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 4

Pacientes com Hipomineralização Molar Incisivo apresentam-se mais ansiosos frente ao tratamento odontológico? Uma revisão sistemática
Reis PPG, Jorge RC, Ferreira DMTP, Marañón-Vásquez G, Maia LC, Soviero VM
Odontopediatria - FACULDADE DE MEDICINA DE PETRÓPOLIS - FACULDADE ARTHUR SÁ EARP NETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo da revisão foi avaliar a evidência disponível respondendo à seguinte pergunta: pacientes com Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) têm maior ansiedade dental do que aqueles sem HMI? Buscas foram realizadas até março de 2021 no MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS, BBO, Embase, Cochrane Library, PsycINFO, e literatura cinzenta (google scholar e OpenGrey) sem nenhuma restrição. Os critérios de elegibilidade contemplaram estudos observacionais que avaliaram crianças e adolescentes (P) com e sem HMI (E e C) quanto ao nível de ansiedade dental (O). A seleção dos estudos, extração dos dados, e avaliação do risco de viés usando a ferramenta Newcastle Ottawa Scale foram realizadas de forma independente e em duplicata. Foi conduzida síntese narrativa dos resultados e a certeza da evidência foi avaliada pelo GRADE. De um total de 532 registros recuperados, 7 artigos foram finalmente incluídos. Quatro estudos apresentaram baixo risco de viés, dois tiveram moderado risco, e um evidenciou alto risco de viés. Os estudos mostraram-se heterogêneos, variando em relação aos instrumentos usados para avaliar o desfecho, aos respondentes, e à abordagem dos resultados. A maioria dos estudos relatou que não houve diferença nos níveis de ansiedade dental entre os pacientes com e sem HMI. A certeza da evidência foi classificada como muito baixa.
Embora os resultados da síntese sugiram que a HMI não tem influência no nível de ansiedade dental em crianças e adolescentes, isto deve ser avaliado com cautela devido à alta heterogeneidade e a muito baixa certeza da evidência.
RS069 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 4

Prevalência de bruxismo em crianças e adolescentes com distúrbios do neurodesenvolvimento: uma revisão sistemática e meta-análise
Kammer PV, Moro JS, Soares JP, Massignan C, Phadraig CMG, Bolan M
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi conduzir uma revisão sistemática sobre a prevalência de bruxismo em crianças e adolescentes com distúrbios do neurodesenvolvimento e outras anomalias do desenvolvimento. Uma estratégia de busca foi desenvolvida e adaptada para sete base de dados e duas fontes da literatura cinzenta. O risco de viés dos estudos incluídos foi avaliado utilizando a ferramenta do Instituto Joanna Briggs para estudos reportando dados sobre Prevalência. O protocolo dessa revisão foi registrado (CRD42020212640). Dos 2240 artigos encontrados, 77 foram incluídos. A prevalência de possível bruxismo em indivíduos com Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) foi de 29,6% (95%IC [Intervalo de confiança]: 23,2 - 36,5), 23,3% (95%IC: 10,9 - 38,6) em indivíduos com Transtorno do espectro do Autismo (TEA), 38,5% (95%IC: 31,2 - 46,1) em indivíduos com Paralisia cerebral (PC) e 39,6% (95%IC: 31,6 - 48,0) em indivíduos com Síndrome de Down. Indivíduos com PC apresentaram a maior prevalência de provável bruxismo (43,6% [95%IC: 26,8 - 61,1]). Em indivíduos com TDAH a prevalência de bruxismo definitivo foi de 14,9% (95%CI: 5,4 - 28,1). A prevalência de bruxismo em vigília foi de 24,6% [95%IC: 7,3 - 47,9] em indivíduos com TDAH e 6,6% [95%IC: 3,0 - 12,1] em indivíduos com PC.
A prevalência de bruxismo varia de acordo com a deficiência avaliada. Indivíduos com Síndrome de Down apresentaram a maior prevalência de possível bruxismo (39,6%) e indivíduos que apresentam o Transtorno do Espectro do Autismo apresentaram a menor prevalência (23,3%).
(Apoio: CAPES)
RS071 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 4

Existe correlação entre o temperamento e medo/ansiedade odontológicos em crianças e adolescentes? Uma revisão sistemática
Paiva ACF, RABELO-COSTA D, Magno MB, Maia LC, Paiva SM, Bendo CB
Faculdade de Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática foi verificar o temperamento (E/C) de crianças e adolescentes (P) e sua associação e/ou correlação com o medo/ansiedade odontológicos (O), através de estudos observacionais sem restrições de ano ou idioma de publicação. Foi realizada uma busca sistematizada em sete bases de dados, complementada por busca na literatura cinzenta, até abril/2021. Os dados dos artigos incluídos foram extraídos e sintetizados. A análise de qualidade foi realizada pelo critério de Fowkes e Fulton e a certeza da evidência pelo método GRADE. Do total de 1362 artigos recuperados, onze foram incluídos. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada como baixa em 8 dos 11 artigos incluídos, tendo esses alto risco de viés. A heterogeneidade dos dados inviabilizou a meta-análise. Síntese qualitativa por subgrupos demonstrou associação/correlação positiva entre o temperamento de emocionalidade/neuroticismo, impulsividade e timidez com o medo/ansiedade odontológicos em crianças e adolescentes. Os temperamentos de extroversão e sociabilidade não foram associados/correlacionados com medo/ansiedade odontológicos. A certeza da evidência foi avaliada como muito baixa.
Evidências fracas sugerem que crianças e adolescentes com temperamento que caracteriza uma instabilidade emocional, impulsividade e timidez são mais propensos a apresentar maior medo/ansiedade odontológicos. Este resultado deve ser avaliado com cautela devido à alta heterogeneidade e ao alto risco de viés dos estudos, com muito baixa certeza de evidência.
(Apoio: CAPES)
RS072 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 4

Percepção dos Estudantes/Profissionais de Odontologia em Relação as Técnicas de Manejo de Comportamento Infantil: Revisão Sistemática
Galdino FF, Bendo CB, Fidalgo TKS
Odontologia - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A presente revisão sistemática teve como objetivo avaliar a aceitabilidade dos estudantes e profissionais de odontologia a respeito das técnicas de controle de comportamento (TCC) aplicadas nos pacientes odontopediátricos. Foi realizada uma busca sistemática seguindo o acróstico PEO, sendo Population (P)- Estudantes/Profissionais, Exposure (E)- TCC preconizadas pela AAPD e Outcome (O)- Proporção de aceitação das TCCs. As buscas foram conduzidas no PubMed, Scopus, Web of Science, BVS (Lilacs/BBO), Cochrane e Open Grey, em abril de 2021. As duplicatas foram removidas utilizando o programa Mendley. A seleção dos estudos, a extração de dados e a avaliação da qualidade metodológica, usando o método de Joanna Briggs Institute, foi realizada por dois autores (FFG e TKSF) de forma independente. A busca recuperou 687 artigos. Após a remoção de duplicatas e aplicação dos critérios de elegibilidade, 36 estudos foram selecionados para leitura completa, sendo 16 incluídos. Dentre os alunos de graduação e dentistas, as técnicas mais aceitas foram a dizer-mostrar-fazer e o reforço positivo, dentre os odontopediatras foi a dizer-mostrar-fazer e dentre profissionais com pós-graduação Stricto sensu foi a sedação com óxido nitroso e o reforço positivo. A técnica menos aceita foi a estabilização protetora. Seis estudos apresentaram baixo risco de vieses e dez, alto risco.
A técnica mais aceita pelos estudantes/profissionais em geral foi a dizer-mostrar-fazer e a menos aceita foi a estabilização protetora.
RS075 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 4

Associação entre amamentação e má oclusão em crianças: uma revisão umbrella
Fabregat BD, Carmona WR, Jacinto RC, Monteiro DR, Prado RL, Delbem ACB, Pessan JP
Odontologia Preventiva e Restaurativa - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão avaliou a associação entre o aleitamento materno e diferentes tipos de má oclusão em crianças. A busca foi realizada em bases de dados específicas para revisões sistemáticas (RS) e bases tradicionais (totalizando 10 bases). Foram selecionadas RS com metanálise, incluindo indivíduos ≤ 18 anos de idade. A qualidade das RS (AMSTAR-2) e dos estudos primários (GRADE) foi avaliada. Em acréscimo, o método de Mantel-Haenzel foi utilizado para mensurar o odds ratio (OR); o modelo de efeitos aleatórios e os intervalos de confiança (IC) de 95% foram considerados. Quatro RS foram incluídas, tendo-se observado que a amamentação foi um importante fator protetor sobre o desenvolvimento de mordida aberta (OR 0,67; IC 0,57-0,79; p <0,001; I2 56,0%) e mordida cruzada posterior (OR 0,68; IC 0,54-0,85; p <0,001; I2 41,0%), independentemente da duração. A duração da amamentação ≥ 6 meses foi um fator de proteção para overjet (OR 0,70; IC 0,59-0,84; p <0,001; I2 0%). Não houve diferença significativa entre a duração da amamentação <6 e ≥ 6 meses em relação ao risco de mordida cruzada anterior (OR 0,95; IC 0,64-1,42; p = 0,80; I2 47,0%) e para relação molar de classe II e relação canino de classe II (OR 0,78; IC 0,56-1,08; p = 0,13; I2 90,0%). Além disso, a amamentação ≥ 6 meses reduziu o risco de apinhamento dentário (OR 0,59; IC 0,45-0,77; p <0,001; I2 0%). Por outro lado, a amamentação aumentou o risco de sobremordida (OR 1,95; IC 1,47-2,59; p <0,001; I2 0%).
Esta revisão demonstra o impacto positivo do aleitamento materno como estímulo funcional relacionado à oclusão dentária em crianças.
(Apoio: CAPES  N° 001)
RS076 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 4

Aleitamento materno é um fator protetor contra a cárie dentária: dados de uma revisão umbrella
Carmona WR, Fabregat BD, Jacinto RC, Monteiro DR, Prado RL, Cunha RF, Pessan JP
Odontologia Preventiva e Restauradora - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar dos efeitos benéficos da amamentação para a saúde do bebê e da mãe, dados recentes sugerem que esta pode ser um fator de risco para cárie dentária em crianças, sendo este efeito grandemente influenciado pela duração do aleitamento. Revisões do tipo umbrella são úteis para um melhor entendimento sobre a relação entre exposição a determinados fatores e aspectos relacionados à saúde, podendo auxiliar na tomada de decisões. A presente revisão avaliou a relação entre amamentação e risco de cárie em crianças. Revisões sistemáticas (RS) com meta-análise considerando histórico de amamentação e sua relação com a cárie dentária foram consideradas, a partir de 10 bases de dados. A qualidade das RS e de estudos primários foi avaliada utilizando as ferramentas AMSTAR-2 e GRADE, respectivamente. O odds ratio (OR) foi mesurado utilizando o método de Mantel-Haenszel num modelo de efeitos aleatórios com intervalos de confiança de 95% (IC). As RS incluídas (n = 4) foram classificadas como de qualidade moderada. A qualidade da evidência primária foi muito baixa (46,4%) e baixa (31,2%). Os resultados obtidos demonstraram que amamentação foi um fator protetor contra a cárie dentária em crianças em comparação ao uso de mamadeira (OR 0,52; IC 0,27-0,98; p = 0,04; I2 97,0%). Por outro lado, a duração da amamentação (≥ 12 meses × < 12 meses) não teve impacto significativo quanto ao risco de cárie (OR 1,12; IC 0,91-1,38; p = 0,14; I2 94,0%).
Conclui-se que o aleitamento materno constitui-se em fator protetor para a cárie dentária, sem influência significativa da duração da amamentação.
(Apoio: CAPES  N° 001)
RS079 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 5

Existe associação entre asma e cárie dentária em crianças e adolescentes? uma revisão sistemática e metanálise
Moreira LV, Ramos-Jorge ML, Mourão PS, Galvão EL, Fernandes IB
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática avaliou a associação entre asma e cárie dentária em crianças e adolescentes. Estudos observacionais que avaliaram as possiveis associações entre asma e cárie em crianças e/ou adolescentes, até outubro de 2020, foram incluídos. Foi realizada uma busca sistemática no PubMed, Web of Science, Virtual Health Library, Scopus, Embase e Google Scholar. Dois revisores independentes selecionaram os estudos, extraíram dados e avaliaram a qualidade metodológica dos estudos através do Joanna Briggs Institute para estudos transversais e Newcastlee Ottawa Scale para estudos de caso-controle e de coorte. Foram realizadas metanálises e o teste I². Calculou-se o odds ratio da ocorrência de cárie dentária em crianças e adolescentes asmáticos. O viés de publicação foi investigado por meio do teste de Egger e quando mais de dez artigos foram incluídos na metanálise, o gráfico de funil foi usado. Quarenta estudos foram incluídos na síntese qualitativa e quinze na quantitativa. As médias dos índices para avaliação de cárie foram significativamente maiores para crianças e adolescentes asmáticos quando comparados aos não asmáticos, em dentes decíduos (ceo-d) e permanentes (CPOD). A avaliação visual do funnel plot e os resultados do teste de Egger sugerem a presença de viés de publicação. A avaliação de qualidade mostrou que a maioria dos estudos possui qualidade moderada.
Conclui-se que uma maior ocorrência de cárie dentária foi observada em crianças e adolescentes asmáticos quando comparados aos não asmáticos. A qualidade dos estudos foi moderada.
(Apoio: FAPEMIG  |  CAPES)
RS080 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 5

Técnica infiltrativa vestibular com articaína comparada ao bloqueio mandibular com outros anestésicos locais em Odontopediatria
Cantanhede LM, Rodrigues LNS, Costa CM, Branco-de-Almeida LS, Neves PAM
Odontologia i - UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Realizar uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que comparam o uso da articaína por meio da técnica infiltrativa vestibular em molares decíduos com o bloqueio do nervo alveolar inferior com outros anestésicos locais do tipo amida em molares decíduos. As bases de dados PubMed / MEDLINE, Embase, Scopus, Web of Science, SciELO, BIREME, ClinicalTrials.gov (Estados Unidos), National Research Register (Reino Unido), Biblioteca Cochrane e Google Scholar foram utilizadas para a busca dos artigos, que resultou em 953 títulos. Os estudos selecionados a partir desses títulos tiveram como desfechos a necessidade de complementação anestésica transoperatória e a dormência prolongada pós operatória. Após as avaliações, dois estudos foram selecionados por atenderem a todos os critérios de inclusão. Ambos os estudos mostraram que a técnica infiltrativa vestibular em molares decíduos com articaína poderia substituir o bloqueio do nervo alveolar inferior em molares mandibulares decíduos com outros anestésicos do tipo amida, mas esses estudos não tiveram um baixo risco de viés.
As evidências disponíveis sobre o uso da técnica infiltrativa vestibular em molares decíduos com articaína em comparação com a técnica de bloqueio do nervo alveolar inferior em procedimentos invasivos em molares decíduos ainda são fracas. Estudos com viés de baixo risco devem ser realizados para sugerir a necessidade ou não de mudança na técnica anestésica para molares decíduos inferiores.
RS082 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 5

Quais são as crenças e como os profissionais de saúde têm tratado os sintomas da erupção de dentes decíduos: uma revisão sistemática
Silva CA, Quirino ECS, Pereira TS, Xavier-Junior GF, Takeshita EM, Oliveira LB, Canto GL, Massignan C
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo da revisão sistemática foi estimar as crenças e atitudes dos profissionais de saúde sobre a erupção dos dentes decíduos. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram crenças e atitudes de profissionais da saúde em relação à dentição decídua. As bases de dados utilizadas foram Embase, PubMed, Scopus, Web of Science, LILACS, ProQuest, OpenGrey e Google acadêmico, sem restrição de idiomas ou período. A avaliação da qualidade dos estudos foi mediante os critérios da Agency for Healthcare Research and Quality. Meta-análises de proporção foram realizadas utilizando o software Jamovi. O protocolo dessa revisão foi registrado (CRD42021226058). Realizou-se síntese quantitativa para 20 crenças e 9 atitudes, além de síntese narrativa para 27 sintomas e 14 sinais. Foram identificados 1019 estudos e 16 foram incluídos. As crenças que tiveram maior prevalência foram: desejo de morder 87% (95% IC: 0,84-0,90; p=0.675; I²: 0%), irritabilidade 68% (95% IC: 0,53-0,84; p<0.001; I²: 98,8%) e distúrbio do sono 64% (95% IC: 0,49-0,79; p<0.001; I²: 97,0%). As atitudes que tiveram maior prevalência foram: morder objetos frios 53% (95% IC: 0,27-0,79; p<0.001; I²: 96,2%), analgésico 51% (95% IC: 0,24-0,78; p<0.001; I²: 98,1%) e pó de dentição 38% (95% IC: 0,10-0,76; p<0.001; I²: 99,3%). A qualidade dos estudos incluídos foi considerada moderada.
Conclui-se que a maioria dos profissionais está ciente dos sinais e sintomas e muitos têm tratado com objetos para morder, analgésicos e aplicações tópicas.
(Apoio: Decanato de Pesquisa e Inovação, Universidade de Brasilia  N° Edital DPI/DPG n. 03/2020)
RS084 - Painel Revisão Sistemática
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 09/09 (Quinta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 5

Anomalias dentárias associadas às fissuras labiopalatais não sindrômicas - revisão sistemática e meta-análise
Fonseca-Souza G, Fatturi AL, Wambier LM, Scariot R, Feltrin-Souza J.
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática foi avaliar anomalias dentárias (AD) associadas à presença de fissuras labiopalatais (FLP) e aos diferentes tipos de FLP (PROSPERO 42020184185). A busca foi realizada nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, Chochrane Library, LILACS e BBO. Selecionou-se estudos observacionais que avaliassem as AD associadas às FLP. O risco de viés foi analisado pela Newcastle-Ottawa Scale. Para meta-análise de modelo randômico, considerou-se a presença de AD em relação à presença ou ausência de FLP, ao tipo de FLP (fissura palatal-FP e fissura labial com ou sem envolvimento de palato-FL/P) e à lateralidade (unilateral e bilateral). Utilizou-se o GRADE para avaliação da certeza da evidência. Oitenta e sete estudos foram incluídos na revisão e 34 na meta-análise. O risco de viés foi moderado e alto na maioria dos estudos. Observou-se associação entre a presença de FLP e agenesia dentária (OR=25,39; P<0,01), dentes supranumerários (OR=5,36; P<0,01), defeitos de desenvolvimento do esmalte (OR=3,15; P=0,01), microdontia (OR=15,57; P=0,05) e taurodontismo (OR=1,74; P=0,03). Indivíduos com FP apresentaram menor frequência de supranumerários (OR=0,21; P<0,01) e dentes conoides (OR=0,31; P=0,02) do que indivíduos com FL/P. Nenhuma AD foi associada à lateralidade a fissura(p>0,05).
Baseada em uma fraca evidência, conclui-se que AD estão associadas à presença de FLP. Indivíduos com FP apresentam menor frequência de AD do que indivíduos com FLP. Não há diferença significante na frequência de AD entre as fissuras unilaterais e bilaterais.
(Apoio: CAPES  N° 1)