RESUMOS APROVADOS

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 1402 Resumo encontrados. Mostrando de 1221 a 1230


RS015 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 4

Efeitos da força ortodôntica nos tecidos da polpa dental: Uma revisão sistemática dos resultados clínicos e radiográficos
Cardoso IV, Vitali FC, Mello FW, Andrada AC, Teixeira CS, Flores Mir C, Horstmann KLD, Duque TM
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi analisar sistematicamente a literatura sobre os achados clínicos e radiográficos dos efeitos da força ortodôntica sobre a polpa dentária. Para isso, a busca foi realizada em cinco bases de dados eletrônicos (Pubmed, Cochrane, LILACS, Web of Science e Scopus) e na literatura cinzenta (Google Scholar, Open Grey e ProQuest) em setembro de 2020. De acordo com o acrônimo PICOS, foram incluídos ensaios clínicos randomizados (ECR) e estudos observacionais que avaliaram achados clínicos e radiográficos compatíveis com alterações da polpa dentária devido à força ortodôntica. Estudos em dentes traumatizados ou com rizogênese incompleta, relatos ou séries de casos, estudos laboratoriais ou em animais, e revisões de literatura foram excluídos. As escalas de Newcastle-Ottawa e Cochrane Risk-of-Bias 2.0 foram aplicadas para avaliar o risco de viés dos estudos, enquanto a qualidade da evidência foi avaliada pela ferramenta GRADE. Vinte e quatro estudos observacionais e 2 ECRs foram identificados. Clinicamente, a aplicação de força ortodôntica pareceu promover aumento da resposta de sensibilidade e diminuição do fluxo sanguíneo pulpar. Radiograficamente, mudanças no volume da cavidade pulpar e aumento na incidência de cálculos pulpares foram observados.
A força ortodôntica pareceu promover alterações na polpa dentária, gerando achados clínicos e radiográficos; no entanto, para essa associação, a qualidade da evidência encontrada foi muito baixa e a realização de mais estudos primários é necessária para apoiar conclusões mais robustas.
RS018 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 5

Material obturador além dos limites do canal radicular e dor pós-operatória: uma revisão sistemática
Schuldt DPV, Reus JC, Dias-Junior LCL, Gonçalves WF, Almeida J, Bortoluzzi EA, Garcia LFR, Teixeira CS
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática (RS) da literatura, seguindo diretrizes do PRISMA, a fim de responder a pergunta de pesquisa: a sobreobturação aumenta a incidência de dor pós-operatória? Dois revisores independentes realizaram a busca nas bases de dados: PubMed/MEDLINE, EMBASE, Lilacs, Web of Science, Scopus, Cochrane Library, OpenGrey, Google Scholar e ProQuest, com a estratégia PICOS. Do total de 1793 artigos, 43 preencheram os critérios de inclusão e, após a leitura completa, 21 foram considerados elegíveis. Destes, 10 eram estudos clínicos randomizados (ECR) e foram incluídos para análise nesta RS. De cada artigo, foram coletados os dados referentes aos autores, ano e país, tamanho da amostra, grupo dental, diagnóstico pulpar, profissional que fez o tratamento, técnica obturadora, cimento obturador, nível da obturação, bem como o método, período de avaliação e ocorrência da dor pós-operatória (conclusão principal do estudo). A avaliação do risco de viés e da qualidade da evidência dos estudos incluídos seguiu critérios definidos pelo instituto Johanna Briggs e GRADE, respectivamente. Seis ECR apresentaram associação positiva entre a maior incidência de dor pós-operatória e a presença de material obturador além dos limites do canal radicular. Quatro ECR não encontraram diferença estatisticamente significativa.
A maioria dos ECR encontraram associação positiva entre a maior incidência de dor pós-operatória e a presença de material obturador além dos limites do canal radicular.
RS019 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 5

A influência da composição e/ou extrusão dos cimentos endodônticos na dor pós-operatória: Uma revisão sistemática
Moraes VG, Meyfarth S, Guimarães LS, Silva EAB, Antunes LAA, Antunes LS
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE- PÓLO NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática teve por objetivo avaliar a influência da composição e/ou extrusão dos cimentos endodônticos na dor pós-tratamento. As diretrizes do PRISMA foram seguidas e a pesquisa registrada no PROSPERO (CRD42020211297). As bases de dados consultadas foram PubMed, Scopus, Web of Science, Cochrane Library, BVS (LILACS), Open Grey e busca manual até 21 de agosto de 2020. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade baseado no PICO, a extração de dados, a avaliação do risco de viés pela ferramenta RoB2 e o GRADE foram feitos por dois avaliadores independentes. No total, 14 estudos foram selecionados para análise qualitativa. Dez estudos avaliaram a composição dos cimentos e a dor pós-operatória e 4 a extrusão e a dor pós-tratamento. Ao avaliar a composição dos cimentos, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto ao nível de dor em 7 estudos. Por outro lado, em 4 estudos houve diferenças estatisticamente significativas na intensidade da dor pós-operatória. Quanto à extrusão dos cimentos, os estudos não encontraram associação entre extrusão e ocorrência de dor. Dos 14 estudos elegíveis, 7 foram classificados como "baixo risco", 3 "algumas preocupações" e 4 "alto risco" de viés. A certeza de evidência dos desfechos foi considerada moderada.
Sob as limitações desta revisão, as evidências disponíveis para apoiar uma relação entre a composição dos cimentos e a dor pós-operatória são controversas, enquanto não houve associação entre extrusão e ocorrência de dor. Estudos futuros com alta evidência metodológica são necessários
RS027 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 5

Eficácia antimicrobiana de soluções irrigadoras a base de extratos naturais contra Enterococcus faecalis: revisão sistemática
Matos FS, Ferraz DC, Melo AP, Tanomaru-Filho M, Guerreiro-Tanomaru JM, Blumenberg C, Moura CCG, Paranhos LR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão sistemática da literatura para fornecer evidências pré-clínicas da eficácia antimicrobiana de soluções irrigadoras a base de extratos naturais contra Enterococcus faecalis. As recomendações PRISMA para descrição da revisão foram seguidas e um protocolo foi registrado na base de dados PROSPERO. A pesquisa foi realizada em novembro de 2020 utilizando as bases PubMed, Scopus, EMBASE, SciELO, Web of Science, LILACS e OpenGrey. Estudos ex vivo que compararam a eficácia antimicrobiana de soluções naturais com hipoclorito de sódio (NaOCl) e/ou clorexidina (CHX) foram selecionados. O risco de viés foi determinado usando uma adaptação da ferramenta JBI e seguiu a declaração CRIS. Dos 11.732 artigos identificados, 24 foram incluídos na análise qualitativa dos resultados, com uma amostra total de 1.083 dentes. Soluções naturais a base de Aloe vera foram as mais prevalentes, seguidas de Azadirachta indica e semente de uva. Três estudos demonstraram melhor desempenho para as soluções naturais, enquanto treze não encontraram diferenças significativas em relação ao NaOCl e/ou CHX. A maioria dos estudos (n=22) apresentou risco de viés moderado.
O uso de soluções irrigadoras naturais pode ser uma alternativa promissora por demonstrar potencial antimicrobiano contra Enterococcus faecalis.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 307808/2018-1)
RS030 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 5

Anestesia local reduz o fluxo sanguíneo pulpar nos dentes permanentes? uma revisão sistemática
Loureiro JM, Canto FMT, Magno MB, Marañón-Vásquez G, Ferreira DMTP, Risso PA, Maia LC
Odontopediatria - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática foi qualificar e resumir o corpo de evidências existente, com base em estudos clínicos, para responder se a aplicação de anestésicos locais (AL) influencia o fluxo sanguíneo pulpar (FSP) em dentes permanentes. As buscas foram realizadas em 6 bases de dados e na literatura cinzenta, sem restrições do idioma ou ano de publicação. Foram considerados elegíveis estudos clínicos randomizados ou não, e estudos antes-depois, que avaliaram o FSP em dentes permanentes antes e após a aplicação de AL. O risco de viés foi avaliado através das ferramentas RoB 2, ROBINS e NIH para Estudos Antes-Depois (Pré-Pós). A certeza da evidência foi determinada de acordo com a ferramenta GRADE. Após a leitura de títulos e resumos, 11 artigos foram incluídos. A fluxometria laser doppler foi utilizada em todas as metodologias. Dos 5 estudos clínicos randomizados e não randomizados, 2 foram classificados como "alguns problemas", 1 "alto risco" e 2 "baixo risco". Entre os 6 estudos antes-depois, todos apresentaram algum risco de viés, sendo os principais relacionados à representatividade, ao tamanho da amostra, e ao cegamento do desfecho. A certeza da evidência foi baixa para os estudos clínicos randomizados e não randomizados e muito baixa para os antes-depois, respectivamente. Observou-se redução do FSP, entretanto, o tipo de AL, técnica anestésica, tipo de laser doppler e tempo do paciente na cadeira influenciam neste desfecho.
Os AL reduzem o FSP. Mais estudos clínicos, com tamanho amostral adequado e metodologicamente bem conduzidos, são necessários.
(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPERJ  N° E-26/202.334/2019)
RS032 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 4

Associação entre periodontite apical e doenças sistêmicas: uma revisão umbrella
Sarmento EB, Pinto KP, Ferreira CMA, Sassone LM, Fidalgo TKS, Silva EJNL
Programa de Pós-graduação Em Odontologia - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão umbrella para avaliar a qualidade metodológica de revisões sistemáticas (RS) que avaliaram a associação entre periodontite apical (PA) e doenças sistêmicas. Uma busca foi realizada sem qualquer restrição de parâmetro nas seguintes bases de dados: PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde, Scopus, Cochrane, Embase, Web of Science e Open Gray. Foram incluídas RS que avaliaram a associação entre qualquer doença sistêmica e PA, e que realizaram uma avaliação válida de risco de viés. A ferramenta AMSTAR-2 foi usada para avaliação da qualidade das RS incluídas. Cada RS incluída recebeu uma categorização final como tendo qualidade "alta", "moderada", "baixa" ou "criticamente baixa". A busca inicial recuperou 928 manuscritos. Dezessete artigos tiveram seu texto completo avaliado e sete estudos que atenderam aos critérios de elegibilidade foram incluídos. As doenças investigadas foram doenças cardiovasculares (DCV), diabetes mellitus (DM), HIV, osteoporose, doença hepática crônica (DHC) e distúrbios hematológicos. As RS incluídas nesta revisão umbrella mostraram uma qualidade de evidência de 'baixa' a 'alta'. Há uma heterogeneidade substancial e diversas preocupações metodológicas identificadas nos estudos incluídos.
Há uma associação positiva entre DCV e PA com qualidade de evidência moderada, uma associação positiva entre DM e PA com qualidade de evidência limitada, nenhuma associação entre HIV e PA e uma associação positiva entre PA e doenças hematológicas, DHC e osteoporose com evidência moderada.
(Apoio: CAPES  N° 001)
RS034 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 4

Infiltração intraoral de anti-inflamatórios no controle da dor pós-tratamento endodôntico - Uma revisão sistemática
Antonialli FM, Oliveira LT, Vieira WA, Ferraz CCR, Soares AJ, Marciano MA, Gomes BPFA, Almeida JFA
Clínica Odontológica - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente trabalho foi investigar a eficácia do uso de anti-inflamatorios não esteroidais (AINEs) e estoroidais (AIEs) injetáveis no controle da dor após o tratamento endodôntico não cirúrgico. Esta revisão sistemática seguiu as recomendações PRISMA e foi registrado no banco de dados PROSPERO. A busca foi realizada em oito bases de dados e nenhuma restrição foi aplicada quanto ao ano e idioma da publicação. Dois revisores independentes realizaram a extração de dados e avaliaram o risco de viés dos estudos através do checklist proposto pela ferramenta JBI Systematic Reviews for Randomized Controlled Trials. A busca nas bases de dados resultou em 2.016 registros, dos quais apenas 6 foram incluídos na revisão sistemática. Os estudos foram publicados entre os anos de 1994 e 2019, incluindo uma amostra de 509 pacientes, onde foi investigado a eficácia no controle da dor pós-operatória após administração via injetável de anti-inflamatórios esteroidais ou não esteroidais, pré ou pós tratamento endodôntico. Dentre os 6 estudos apenas um apresentou alto risco de viés, e os demais baixo risco. Todos os estudos elegíveis apresentaram controle da dor pós-operatória por pelo menos 24 horas.
Dessa forma, foi observado uma diminuição da incidência de dor pós-operatória em pacientes submetidos a injeções de anti-inflamatórios, independente da via de administração (injeção submucosa ou intraligamentar), medicação (AINEs e AIEs), dosagem e do diagnóstico pulpar e periapical em relação ao placebo.
(Apoio: CAPES  N° 001)
RS039 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 14h00 - 15h30 - Sala: 4

A Ação antimicrobiana da n-acetilcisteína como solução irrigadora ou medicação intracanal: Revisão sistemática e meta-análise
Abu Hasna A, Khoury RD, Carvalho CAT, Valera MC, Bresciani E
Odontologia Restauradora - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A n-acetilcisteína (NAC) é um agente antimicrobiano que foi indicado como solução irrigadora (SI) ou medicação intracanal (MIC) por seu poder antimicrobiano e sua biocompatibilidade. Esta revisão sistemática e meta-análise teve como objetivo explorar a literatura sobre a ação antimicrobiana da NAC como SI ou MIC sobre patógenos endodônticos em comparação com hipoclorito de sódio (NaOCl), clorexidina (CHX) e hidróxido de cálcio (Ca(OH)2). A estratégia PICO foi: População: dentes que precisam de tratamento endodôntico; Intervenção: NAC como SI ou MIC; Comparação: NaOCl, CHX ou Ca(OH)2; Resultado: redução da carga microbiana, considerando estudos clínicos e in vitro. Uma busca sistemática da literatura foi realizada até setembro de 2020 em: pubmed, scopus, web of science, biblioteca cochrane, LILACS / BBO (biblioteca brasileira de odontologia). Foram encontrados 4173 estudos após remoção de duplicatas e foram incluídos 4 estudos in vitro. Os dados foram comparados pelas diferenças padronizadas das médias em um modelo de efeitos aleatórios. Verificou-se que não há estudos clínicos utilizando a NAC como antimicrobiano. A meta-análise geral mostrou que a NAC foi eficaz sobre Enterococcus faecalis. Três meta-análises adicionais mostraram que o tempo de exposição, concentração da NAC e diferentes grupos controle são variantes relevantes na determinação da eficácia da NAC.
Sendo assim, a NAC possui um poder antimicrobiano razoável. Mais estudos, inclusive clínicos sobre biofilmes multi espécies, devem ser realizados a fim de confirmar sua ação antimicrobiana.
RS041 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 4

Avaliação da prevalência de calcificações pulpares por meio de diferentes exames de imagem: Uma Revisão Sistemática e Meta-Análise
Petean IBF, Silva-Sousa AC, Quaresma S, Costa RP, Mazzi-Chaves JF, Faria-E-silva AL, Sousa-Neto MD
Odontologia Restauradora - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar a prevalência de calcificações pulpares por meio da análise de estudos que realizaram tal avaliação por meio de exames radiográficos (RX) e exames de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), bem como discutir sobre a acuidade dos mesmos. Essa revisão foi registrada no PROSPERO e realizada de acordo com PRISMA. A pesquisa foi realizada até março/2021 em PubMed, Embase, Scopus e Web of Science. Estudos transversais que avaliaram a prevalência de calcificações em dentes humanos, por meio de exames de RX e/ou exames de TCFC, foram incluídos. Três revisores avaliaram de forma independente a elegibilidade, extraíram dados e avaliaram risco de viés. Dos 414 artigos avaliados, 31 avaliaram calcificações por um ou mais tipos de exame, sendo 26 avaliações por RX (prevalência entre 9.3-57.6%) e 3 por TCFC (prevalência entre 31.9-83.1%). Na comparação da acuidade dos métodos na mesma amostra, apenas 2 estudos foram inclusos na revisão sistemática e meta-análise. A meta-análise mostrou que no 1º estudo, o uso da TCFC diminuiu em 0,89 vezes a chance do diagnóstico de calcificações (RR = 0,89; IC= 95%: 0,82-0,97; p= 0,01). Já no 2º estudo observou-se que TCFC aumentou em 1,52x o diagnóstico em relação ao RX (RR = 1,52; IC = 95%: 1,00 - 2,31; p= 0,04). Em relação a qualidade, o 1º estudo foi classificado com alto risco de viés, já o segundo, baixo.
Torna-se evidente a importância do uso da TCFC para diagnóstico acurado da presença de calcificações, bem como realização de estudos comparativos entre diferentes exames na mesma amostra, de modo a garantir suas acuidades.
(Apoio: CAPES  N° 33002029032p4  |  FAPs - FAPESP  N° 2018/21130-3)
RS043 - Painel Revisão Sistemática
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 16h00 - 17h30 - Sala: 4

Prevalência de complexos microbiológicos específicos na lesão Endoperio: uma revisão sistemática
Czornobay LFM, Gambin DJ, Carli JP, Vitali FC, Trentin MS, Mazzon RR, Gomes BPFA, Duque TM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão sistemática foi avaliar a prevalência dos complexos microbiológicos laranja e vermelho nas lesões Endoperio. Uma busca sistemática da literatura foi realizada em 6 bases de dados (Pubmed, Cochrane library, Scopus, Embase, Web of Science e LILACS) e na literatura cinzenta (Google Scholar,OpenGrey e ProQuest), O risco de viés foi avaliado pelo Joanna Briggs Institute e os critérios PRISMA aplicados. Onze estudos que avaliaram técnicas moleculares foram incluídos. Os microrganismos investigados foram Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythia, Treponema denticola, Fusobacterium nucleatum, Fusobacterium periodonticum, Parvimonas micra, Prevotella intermedia, Prevotela nigrescens, Streptococcus constellatus, Campylobacter gracilis, Campylobacter rectus, Campylobacter showae and Eubacterium nodatum. Considerando o complexo laranja (CL), P. micra, E. nodatum e S. constellatus foram prevalentes no canal radicular (CR) e nas bolsas periodontais (BP). P. gingivalis e T. forsythia, pertencentes ao complexo vermelho (CV), foram prevalentes nas BP. Os microrganismos do CV não foram encontrados com muita frequência nos CR.
Conclui-se que existe semelhança na microbiota de CR e BP, com predomínio de 3 microrganismos do CL. Dois microrganismos do CV foram prevalentes apenas nas BP. A prevalência desses microrganismos específicos nas lesões Endoperio é importante para entender o perfil microbiológico desses pacientes, correlacionando com possíveis condições clínicas e com o reparo desta patologia.