Influência da eletroterapia de baixa intensidade no reparo de feridas palatinas
Miguel MMV, Mathias-Santamaria IF, Rossato A, Ferraz LFF, Rangel TP, Casarin RCV, Tatakis DN, Santamaria MP
Diagnóstico e Cirurgia - Ict-unesp - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O uso de enxertos autógenos em procedimentos mucogengivais são considerados padrão ouro em muitas abordagens cirúrgicas. Contudo, um segundo sítio cirúrgico pode causar ao paciente certo grau de morbidade e desconforto. Procura-se, portanto, terapias para a área palatina auxiliando a cicatrização de feridas no local doador. Assim, o objetivo do presente estudo clínico foi avaliar clínica e imunologicamente os resultados de três meses da eletroterapia de baixa intensidade no reparo de feridas palatinas advindas da remoção de enxerto gengival livre para preservação de alvéolo. Para isso, um estudo clínico controlado randomizado foi realizado seguindo o CONSORT-STATEMENT 2010. Selecionou-se 53 pacientes apresentando necessidade de preservação de rebordo, divididos nos grupos: Sham (n=27) - simulação de estímulo elétrico na ferida aberta no palato, EE (n=26) - estímulo elétrico na ferida aberta no palato. As avaliações clínicas revelaram fechamento precoce da ferida palatina, bem como epitelização desta, aos 7 e 14 dias no grupo EE quando comparado ao grupo Sham (p<0,05 e p=0,03, respectivamente). Sintomatologia dolorosa revelou-se reduzida no grupo EE em relação ao grupo Sham aos 3 dias pós-operatórios (p=0,008). Além disso, melhoria na qualidade de vida do paciente foi reportada após 2 dias do procedimento (p<0,04). A modulação de certos biomarcadores de modo favorável à reparação tecidual se fez presente com o uso da eletroterapia. Deste modo, conclui-se que o uso da eletroterapia apresenta benefícios clínicos e imunológicos no reparo de feridas. (Apoio: FAPESP N° 2018/03353-5)PN0552 - Painel Aspirante
Área:
8 - Periodontia
Comportamento clínico peri-implantar em pacientes edêntulos reabilitados com protocolo ou overdenture inferior: estudo piloto
Lira NBCES, Ribeiro FV, Corrêa MG, Casati MZ, Colella E, Castro TS, Mesquita AMM, Pimentel SP
Pos Graduação - UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo piloto, comparou a resposta clínica dos tecidos peri-implantares em pacientes totalmente edêntulos no arco inferior, reabilitados por meio de próteses tipo protocolo ou overdenture. O trabalho foi feito com 9 pacientes, que receberam 4 implantes He. Foi delineado um estudo paralelo, randomizado e prospectivo. Os pacientes selecionados tinham idade mínima de 40 e máxima de 80 anos. Foram distribuídos randomicamente, alocados dentro dos seguintes grupos: Protocolo - reabilitação por meio de próteses do tipo protocolo fixo. Overdenture - reabilitação por meio de próteses do tipo overdentures removíveis. As avaliações clínicas dos seguintes parâmetros foram feitas nos 4 implantes, em 4 sítios (vestibular, lingual, mesial e distal) no baseline (dia 0) e após 3 meses, com o auxílio de uma sonda periodontal: Profundidade de sondagem peri-implantar PS, Posição Relativa da Margem PMG, Nível de Inserção Clínico NIC, Índice de Placa IP/Sangramento Modificado ISS. Os dados obtidos, foram submetidos ao Teste t pareado e Exato de Fisher para comparação dos grupos experimentais. Os resultados mostraram após os 90 dias IP e ISS foram maiores no grupo protocolo quando comparado ao grupo overdenture (p < 0,05). Ainda, observou-se aos 90 dias aumento da PS e NIC aos 90 dias em ambos os grupos (p< 0,05) quando comparado ao baseline. Dentro dos limites do nosso estudo piloto, a prótese tipo overdenture foi mais favorável no controle do índice de placa e de sangramento à sondagem após 90 dias quando comparada a prótese do tipo protocolo. (Apoio: CNPq N° 140329/2020-0)PN0556 - Painel Aspirante
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8 - Periodontia
Transcriptoma de células do ligamento periodontal humano com diferentes potenciais osteogênicos
Ferreira RS, Assis RIF, Françoso BG, Racca F, Ruiz KGS, Silva RA, Wiench M, Andia DC
Programa de Pós Graduação - Doutorado - UNIVERSIDADE PAULISTA - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O conhecimento dos mecanismos moleculares desencadeados por células do ligamento periodontal humano (PDLCs) com potenciais osteogênicos distintos é fundamental na compreensão do sucesso/fracasso de tratamentos regenerativos ósseos. Investigamos o transcriptoma de PDLCs com alto (h-) e baixo (l-) potencial osteogênico, em níveis basais e após indução osteogênica. As PDLCs foram caracterizadas quanto à multipotencialidade (Citômetro de fluxo), potencial osteogênico (Alizarin Red) e induzidas à diferenciação osteogênica in vitro por 10 dias. Após a extração e análise de qualidade do RNA, foi realizado o sequenciamento (Transcriptoma) e análises de Bioinformática. No basal, as PDLCs apresentaram 372 transcritos em comum. As análises de ontologia gênica (GO) destacaram o processo biológico de comprometimento ao destino celular nas l-PDLCs (log10 p-valor < -3.0). Após a osteogênese, as PDLCs apresentaram 197 transcritos em comum. O destaque da GO foi a redução do processo biológico de comprometimento ao destino celular nas l-PDLCs (log10 p-valor < -4.0) e a representação do processo biológico de regulação positiva da cascata p38/MAPK nas h-PDLCs (log10 p-valor < -1.5). Os genes relacionados às vias de sinalização Ca2+ e Wnts também apresentaram perfis transcricionais distintos, destacando-se os receptores de cálcio (CaSR) menos expressos nas l-PDLCs (log2foldchange = 2,79). A heterogeneidade dos potenciais osteogênicos entre as PDLCs pode estar relacionada ao comprometimento do destino celular e à regulação das vias p38/MAPK, Ca2+ e Wnts. (Apoio: FAPs - Fapesp N° 2017/07944-5)PN0560 - Painel Aspirante
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8 - Periodontia
Artrite reumatóide associada a ocorrência, gravidade e extensão da periodontite: um estudo caso-controle
Campos JR, Moura MF, Cota LOM, Costa ACM, Silva TA, Costa FO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo caso-controle (1:2) objetivou avaliar a potencial associação entre artrite reumatóide (AR) e periodontite (PE). A amostra incluiu 471 indivíduos (157 casos com AR e 314 controles sem AR), ambos os sexos, que foram submetidos a um exame periodontal completo (kappa=0,88 e ICC=0,90). Dados médicos e sóciodemográficos foram coletados. Diagnóstico de AR foi definido por critérios médicos específicos e a atividade da doença estabelecida pelo índice DAS-28. Diagnóstico de periodontite foi baseado nos estágios I, II, III e IV. A associação entre AR e PE, bem como de variáveis de risco de interesse, foi avaliada por modelos de regressão logística multivariada. Indivíduos com AR apresentaram maior ocorrência (OR=2,64 p<0,001), gravidade (estágios III e IV OR=1.82 p=0,006) e extensão (generalizada OR=1,70 p=0,018) de PE comparados aos controles. Nos modelos multivariados finais, foram associados a: AR) idade (OR=1,12 p<0,001), sexo feminino (OR=2,19 p=0,025), fumo (OR=4,15 p=0,002), consumo de álcool (OR=0,19 p=0,001) e PE (OR=3.12 p<0.001); PE) número de dentes (OR=1,12 p=0,019), fumo (OR=2,60 p=0,032), não uso de fio dental (OR=1,16 p=0,039), escovação (OR=0,14 p<0,001) e AR (OR=2,53 p<0.001). Foi concluído que existe uma importante associação entre ocorrência, gravidade e extensão de periodontite e artrite reumatóide.PN0562 - Painel Aspirante
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8 - Periodontia
Influência de medicamentos antirreabsortivos na progressão da doença periodontal. Estudo em ratos
Gonçalves FC, Santos IF, Marcantonio CC, Marcantonio RAC
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo desse estudo foi avaliar a influência do alendronato e ranelato de estrôncio na progressão da doença periodontal induzida em ratos. Trinta animais foram divididos em 3 grupos: Grupo controle - soro (C), Grupo ranelato de estrôncio (EST) e Grupo alendronato (ALN). Os animais receberam durante 60 dias um dos medicamentos; Após 45 dias da administração desses medicamentos, foi induzida a doença periodontal utilizando ligaduras na região de segundo molar. Foram realizadas análise, microtomográfica, histológica, histométrica, para avaliarmos densidade óssea, características teciduais e quantidade de tecido ósseo presentes na região. Os dados foram analisados estatisticamente com nível de significância de 95%. Na análise microtomográfica verificamos que o grupo alendronato apresentou maior porcentagem de tecido ósseo mineralizado em relação aos demais grupos (p<0,05), porém na descrição histológica não verificamos vitalidade tecidual em algumas regiões dos tecidos periodontais já o grupo estrôncio apresentou vitalidade óssea em todas as regiões dos tecidos periodontais envolvidos, grandes porcentagens de fibroblastos e matriz de tecido conjuntivo. Em relação a perda óssea, os grupos alendronato e estrôncio obtiveram menor perda óssea proximal comparado ao controle, e o grupo alendronato apresentou maior quantidade de tecido ósseo na região de furca. O uso dos medicamentos alendronato e estrôncio influenciou as características dos tecidos periodontais durante a progressão da doença periodontal, porém não evitou o seu aparecimento. (Apoio: CNPq)PN0564 - Painel Aspirante
Área:
8 - Periodontia
Efetividade do tratamento periodontal em crianças e adolescentes com deficiência física do estado de São Paulo
Siqueira VL, Gutierrez GM, Bonacina CF, Santos MTBR
Pós Graduação - UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar a efetividade do tratamento periodontal de um grupo de crianças e adolescentes com deficiência física. Participaram 989 indivíduos (7,7 ± 4,6 anos de idade), em tratamento reabilitacional no estado de São Paulo, no período de agosto 2019 a março de 2020, e seus respectivos cuidadores. Foram coletados dados sociodemográficos e condição incapacitante. Os participantes foram reunidos em três grupos segundo a faixa etária: G1: 0 a 5 anos; G2: 6 a 10 anos e G3; 11 a 17 anos. A saúde gengival foi avaliada na primeira (T0) e na última consulta (T1) de tratamento odontológico pelo Índice Gengival (IG), segundo os escores: 0: saudável; 1: inflamação leve, 2: inflamação moderada e 3: inflamação severa. A adesão dos cuidadores foi determinada pelo cumprimento das orientações e treinamento de habilidades na realização da higiene bucal. Os dados foram analisados pelos testes Qui-quadrado e ANOVA 1 critério (α=5%). O grupo G1 foi composto por 372 (37,6%), G2 por 324 (32,8%) e G3 por 292 (29,6%) participantes. Os grupos foram homogêneos quanto ao sexo (p=0,854) e idade (p=0,224). Os participantes dos grupos G1 e G2 apresentaram melhora significante na comparação de T0 e T1 (G1: p=0,049*; G2: p=0,001*). Entretanto, para G3 não foi observada diferença entre T0 e T1 (p= 0,613). Concluiu-se que o tratamento periodontal aliado a adesão do cuidador ao processo saúde-doença foi efetivo para saúde gengival do grupo entre 0 a 10 anos. A independência adquirida no processo reabilitacional precisa ser revista com relação à higiene bucal em participantes entre 11 a 17 anos. (Apoio: CAPES)PN0565 - Painel Aspirante
Área:
8 - Periodontia
Correlação entre diferentes índices de placa e sangramento à sondagem na condição periodontal
Cruz APCF, Costa FO, Cota LOM
Cpc - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Diversos índices de placa bacteriana (IP) são apontados na literatura. No entanto, evidências sobre qual índice melhor se correlaciona com sangramento à sondagem (SS) são limitadas. O objetivo do estudo foi verificar a correlação dos índices de placa Greene & Vermillion (GV), Quigley & Hein modificado por Turesky (QHT), Silness & Löe (SL), Ainamo & Bay (AB), O'Lary (OL) e Deinzer (DZ) com SS. Foram avaliados 123 homens e 79 mulheres, atendidos na Faculdade de Odontologia da UFMG, com pelo menos 20 dentes presentes, 48 indivíduos compondo o grupo saúde, 50 o grupo gengivite e 104 o grupo periodontite. A média de idade dos pacientes foi de 43 anos, e o SS médio observado 32%. O registro do IP foi realizado por meio de corantes e do SS por sondagem manual nas superfícies mesial, distal, vestibular e lingual. Os padrões de coloração foram transcritos para um diagrama dento-muco-gengival e, posteriormente, interpretados em cada um dos índices propostos. SS foi expresso em % de sítios afetados para boca toda (SST) e para as superfícies lingual (SSL), vestibular (SSV) e interproximal (SSMD). As seguintes correlações (r Spearman) foram observadas para: SST - GV: r=0.53; QHT; r=0.56; SL: r=0.48; AB: r=0.54; OL: r= 0.51; DZ: r= 0.51; SSV - GV: r=0.41; QHT: r=0.44: SL: r=0.37; AB: r=0.43; OL: r=0.39; DZ: r=0.40; SSL - GV: r=0.51; QHT: r=0.55; SL: r=0.49; AB r=0.52; OL: r=0.50; DZ: r=0.50; SSMD - GV: r=0.53; QHT: r=0.55; SL: r=0.47; AB: r=0.52; OL: r=0.50; DZ: r=0.50. Conclui-se que, o índice QHT apresentou melhor correlação com o SST, SSV, SSL e SSMD.PN0567 - Painel Aspirante
Área:
8 - Periodontia
Influência da testosterona sobre a o processo inflamatório crônico periodontal
Pelegrin AF, Gonçalves VP, Spolidorio LC
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Em resposta à infecção, os leucócitos especializados (neutrófilos polimorfonucleares (PMNs) e eosinófilos) migram para locais infectados para neutralizar estímulos potencialmente prejudiciais. Esse requisito é talvez o mais óbvio, mas crítico para a solução da inflamação aguda. A dispensação do estímulo incitante interromperá a síntese de mediadores pró-inflamatórios (quimiocinas, citocinas, moléculas de adesão celular) e levará ao catabolismo e redução de vias de sinalização pró-inflamatórias. A influência dos componentes teciduais, alterações genéticas e hormonais podem eventualmente facilitar o processo resolutivo. Este trabalho teve como objetivo verificar a influência da testosterona (T) sobre o comportamento da inflamação durante a indução periodontal, com atenção para a reversibilidade inflamatória através do influxo de células PMNs e células mononucleares. Foram utilizados 60 ratos, divididos em 6 grupos, de acordo com os tratamentos: G1-Controle, G2-Orquiectomia, G3-Orquiectomia+Terapia hormonal, G4-Controle+Ligadura, G5-Orquiectomia+Ligadura, G6-Orquiectomia+Terapia hormonal+Ligadura. Após os primeiros 15 dias, os ratos foram submetidos à indução de doença periodontal experimental por ligadura e, após mais 15, todos foram eutanasiados para coleta de amostras para realização de análises histopatológicas. A reposição hormonal provocou queda da densidade de células PMNs e mononucleares. A administração de T poderá ser agente pró-resolutivo do processo inflamatório induzido experimentalmente no periodonto. (Apoio: CNPq N° 147361/2018-4)PN0569 - Painel Aspirante
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8 - Periodontia
Utilização de membranas de L-PRF para aumento da espessura de tecido mole peri-implantar
Lima VCS, Rossato A, Ferraz LFF, Miguel MMV, Lazzari TR, Melo Filho AB, Jardini MAN, Santamaria MP
Diagnóstico e Cirurgia - INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Sabe-se que a espessura do tecido mole peri-implantar influencia o resultado final de uma restauração implanto-suportada nos aspectos funcional e estético. Atualmente, a fibrina rica em plaquetas e leucócitos (L-PRF) vem sendo amplamente utilizada na odontologia com o objetivo de melhorar o reparo tecidual. O objetivo deste estudo foi avaliar se a colocação de três membranas de L-PRF (~1,5mm cada, uma sobre a outra) associado à colocação de implantes unitários em área anterior de maxila pode aumentar a espessura do tecido mole. Vinte e sete pacientes foram divididos aleatoriamente entre grupo teste (implante + 3 membranas de L-PRF) e controle (implante). Foram avaliadas as espessuras de tecido mole na porção vestibular (ETV) e oclusal (ETO) e defeito horizontal de rebordo (DR) previamente ao tratamento e após três meses da cirurgia. Os resultados mostraram ganho significativo na ETV (1,86±0,49mm para 2,49±0,51mm; p <0.05), bem como redução do DR (1,82±0,77mm para 1,18±0,89mm; p <0.05) no grupo teste, enquanto o grupo controle não mostrou mudanças significativas. O ∆ETV foi de 0,63±0,02mm para o grupo teste e -0,06±0,09mm para o controle (p <0,05). Concluiu-se que a colocação de três membranas de L-PRF no ato da colocação de implantes pode aumentar a espessura de tecido mole peri-implantar. (Apoio: CAPES)PN0572 - Painel Aspirante
Área:
8 - Periodontia
Prevalência e severidade da doença periodontal em portadores de Diabetes Mellitus e sua associação com outros fatores de risco sistêmicos
Moreira TMJ, Levi YLAS, Calvi VL, Chalub LO, Santinoni CS, Marsicano JA, Prado RL, Maia LP
UNIVERSIDADE DO OESTE PAULISTA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de doença periodontal (DP) em indivíduos portadores de Diabetes Mellitus insulino-dependentes e sua associação com outros fatores sistêmicos. Foram incluídos 32 indivíduos, avaliados quanto a: glicemia em jejum, hemoglobina glicada (HbA1c), pressão arterial (PA), índice de massa corpórea (IMC), circunferência abdominal e exame periodontal completo. A severidade, extensão e grau de progressão da DP foram determinados de acordo com os critérios da Academia Americana de Periodontia (2018). Após a análise descritiva dos dados, foi utilizado correlação de Spearman, com intervalo de confiança de 95% e grau de significância de 5%. Foi observada incidência de periodontite em 87,5% dos indivíduos, em sua maioria como estágio IV grau C generalizada. Apesar de a maioria dos indivíduos apresentarem até 4 bolsas ≥ 5 mm, foi observada alta prevalência de sangramento à sondagem > 10% e de perda de mais de 8 dentes. Quanto às condições ambientais e sistêmicas, apenas 9% eram fumantes, 24% eram pré-hipertensos e 53% hipertensos, 47% foram considerados com sobrepeso ou obesos e 91% apresentaram risco aumentado para complicações metabólicas. Observou-se correlação positiva entre o grau da DP e a HbA1c (p=0,006643) e IMC e circunferência abdominal (p=0,0002567), e correlação negativa entre fumo e circunferência abdominal (p=0,01703). Esses resultados sugerem uma alta prevalência de DP destrutiva em diabéticos insulino-dependentes. A PA, obesidade e fumo não foram fatores determinantes na severidade da doença periodontal. (Apoio: PROBIC-Programa de bolsas de Iniciação Científica N° 3493)