9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 961 a 970


PNc0555 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Letramento em saúde bucal e qualidade de vida: diferenças entre adolescentes e adultos em um estudo multicêntrico
Franciele Lorena Covatti Terra Simoes, Elisaura Cristina Macêdo Dos Santos, Alexandre Meireles Borba, Ivan Onone Gialain, Luciana Prado Maia, Thais Maria Freire Fernandes, Sofia Bauer Rieger, Laís Salomão Arias
Odontologia UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO E DA REGIÃO DO PANTANAL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo analisou a associação entre letramento em saúde bucal e qualidade de vida, explorando diferenças entre adolescentes e adultos atendidos em clínicas odontológicas de ensino. Foram avaliados 867 indivíduos (192 adolescentes e 675 adultos). O letramento em saúde bucal e a qualidade de vida foram mensurados, respectivamente, pelos instrumentos HeLD-14 e OHIP-14. Foram realizadas análises descritivas, bivariadas e regressão multinível com intercepto aleatório para centro, ajustados por idade, sexo, cor autodeclarada, escolaridade e renda. Adultos apresentaram maiores escores de letramento em saúde bucal (52 vs. 49), funcional (28 vs. 24) e digital (31 vs. 29) (p<0,001). Também apresentaram maior impacto negativo na qualidade de vida (OHIP-14: 6 vs. 4; p<0,001), concomitante a piores condições clínicas, como experiência de cárie (CPO-D: 7 vs. 0; p<0,001), maior número de dentes ausentes e maior frequência de sangramento gengival e bolsas periodontais. Diferenças entre adolescentes e adultos foram observadas para sexo, escolaridade, renda e cor (p<0,05), com maiores níveis de escolaridade e renda entre adultos, enquanto o acesso à internet foi semelhante.

Os achados evidenciam desigualdades entre grupos etários e reforçam a importância do letramento em saúde bucal na redução de iniquidades.

PNc0559 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Condição de saúde bucal à beira-leito e síndrome respiratória aguda grave em adultos hospitalizados: estudo transversal
Luciana de Melo Souza, Laise Nunes Rodrigues, Müller Rodrigues Santos, Robinson Sabino-silva, Daniela Bassi Dibai, Meire Coelho Ferreira, Cyrene Piazera Silva Costa
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A condição de saúde bucal de pacientes hospitalizados pode refletir vulnerabilidade clínica e maior complexidade assistencial, especialmente em quadros respiratórios agudos. Este estudo investigou a associação entre a condição de saúde bucal avaliada à beira-leito e a presença de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em adultos hospitalizados. Trata-se de estudo transversal realizado com 941 adultos internados em enfermarias e unidades de terapia intensiva de dois hospitais terciários de referência em São Luís, Maranhão, Brasil. O exame bucal à beira-leito foi realizado por cirurgiã-dentista calibrada (Kappa=0,89). O desfecho foi a presença de SRAG, definida segundo critérios de vigilância sindrômica do Ministério da Saúde. A principal exposição foi o estado de saúde bucal avaliado pelo Bedside Oral Exam (BOE), categorizado em bom, comprometimento moderado e ruim. Também foram avaliados índice de higiene oral simplificado, saburra lingual, uso de prótese e lesões bucais. As associações foram estimadas por regressão de Poisson com variância robusta. Dos 941 participantes, 685 (72,8%) apresentaram SRAG. Houve diferenças significativas segundo presença de SRAG para índice de higiene oral simplificado (p=0,022), saburra lingual (p<0,001), uso de prótese (p=0,007) e BOE (p<0,001). No modelo ajustado, comparados aos indivíduos com boa saúde bucal, aqueles com comprometimento moderado apresentaram maior prevalência de SRAG (RP=1,736; IC95%: 1,524-1,976), e aqueles com condição bucal ruim apresentaram associação ainda mais forte (RP=2,097; IC95%: 1,853-2,372).

Pior condição de saúde bucal à beira-leito esteve associada à maior prevalência de SRAG, reforçando a relevância da avaliação bucal estruturada no ambiente hospitalar.

(Apoio: FAPs - FAPEMA/PPSUS  N° 02103/20)
PNc0560 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Desigualdades na cárie não tratada ao longo da vida no brasil: uma análise multinível
Armando Cabral de Lira Neto, Lucas Xavier Bezerra de Menezes, Laura Maria de Almeida Martins, Sarah Verônica Andrade Silva, Yuri Wanderley Cavalcanti, Maria Letícia Barbosa Raymundo, Lilian Nadja Silva Brito, Rafael Aiello Bomfim
Dep. de Clínica e Odontologia Social UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se analisar os fatores individuais e contextuais associados à cárie não tratada em diferentes faixas etárias da população brasileira. Foi realizado estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal 2023 (SB Brasil 2023), incluindo indivíduos de 5, 12, 15-19, 35-44 e 65-74 anos. O desfecho foi a presença de pelo menos um dente com cárie não tratada. Foram estimadas prevalências ponderadas e modelos de regressão logística multinível. Os modelos consideraram o efeito das variáveis sexo, raça/cor, escolaridade, acesso a plano odontológico, tipo de município (capital ou interior), cobertura de saúde bucal na atenção primária e disponibilidade de CEO no município. As estimativas foram expressas em razão de chances (OR), sendo considerado o intervalo de confiança de 95%. A prevalência de cárie não tratada nas faixas etárias estudadas foi a seguinte: 40,5% (5 anos), 36,8% (12 anos), 43,6% (15 a 19 anos), 52,7% (35 a 44 anos) e 29,0% (65 a 74 anos). Em comparação aos brancos, pretos e pardos apresentaram maiores chances de cárie em todas as idades, com OR variando de 1,16 a 1,66. O acesso a plano odontológico foi associado a menores chances de cárie não tratada em todas as faixas etárias, exceto entre idosos (OR variando de 0,44 a 0,66). Maior escolaridade foi associada a menor chance de cárie não tratada (OR<1,00), exceto aos 12 anos. A presença de CEO foi associada a menor chance de cárie aos 12 anos (OR=0,69). A cobertura de saúde bucal na atenção primária acima de 80% foi associada a maior chance de cárie em adolescentes (OR=1,48) e adultos (OR=1,33).

A cárie não tratada ainda é uma condição prevalente no Brasil, sendo marcada por desigualdades de raça/cor, escolaridade e de acesso a serviços odontológicos.

(Apoio: CNPq  N° 406840/2022-9)
PNc0561 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontogeriatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Frequência e fatores associados à consulta odontológica em pessoas idosas acamadas e domiciliadas
Ana Patrícia de Freitas Lopes, Maria Monica de Jesus Carvalho, Lidiane Oliveira Leão, Kenio Costa de Lima
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Trata-se de um estudo transversal que avaliou a frequência e os fatores associados à consulta com Cirurgião-Dentista em pessoas idosas acamadas e domiciliadas. O estudo foi realizado em Natal/RN, com 263 pessoas idosas (≥60 anos) cadastradas em unidades de atenção primária à saúde. A coleta de dados incluiu entrevistas estruturadas e exame clínico. A variável dependente foi a frequência de consulta odontológica, categorizada conforme o tempo desde a última consulta. As associações foram analisadas por meio do teste do qui-quadrado e de regressão logística, com intervalos de confiança de 95%. Observou-se que 81,7% dos participantes não realizaram consulta odontológica há mais de três anos. Na análise bivariada, esse desfecho foi mais frequente entre pessoas idosas longevas (80 anos ou mais; p=0,007), de raça/cor preta ou parda (p=0,003), não casadas (p=0,001), com menor escolaridade (p<0,001), que recebiam visitas do Agente Comunitário de Saúde (p=0,046), que não realizavam consulta médica há mais de um ano (p=0,030), que avaliaram sua saúde geral como muito ruim, ruim ou regular (p=0,018), com incontinência urinária (p=0,019), que não realizavam higiene bucal ou a faziam apenas com água (p=0,002) e com menor frequência de higiene bucal (p=0,002). Na análise multivariada, a consulta odontológica mais recente esteve associada à raça/cor branca (OR=2,77; IC95%: 1,22-6,31), ausência de edentulismo (OR=3,73; IC95%: 1,85-7,52) e maior escolaridade (OR=4,21; IC95%: 1,98-8,94).

A baixa frequência de consulta odontológica em pessoas idosas acamadas e domiciliadas esteve associada a desigualdades sociodemográficas e condições clínicas, com destaque para menor escolaridade, edentulismo e raça/cor preta ou parda.

(Apoio: CNPq  N° 405916/2021)
PNc0562 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Alterações bucais e fatores clínicos em crianças internadas em UTI pediátrica
Susana Balbino Vilela Cajango Smiljanic, Ingrid Garcia Santos, Luiz Evaristo Ricci Volpato, Paulo Sérgio da Silva Santos, Cristhiane Almeida Leite da Silva
Stricto-sensu UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Alterações bucais em pacientes pediátricos críticos podem influenciar desfechos clínicos durante a internação hospitalar. Este estudo tem como objetivo analisar a associação entre condição de saúde bucal e variáveis clínicas relacionadas ao tempo de internação em pacientes internados em unidade de terapia intensiva pediátrica. Trata-se de estudo observacional, coorte prospectiva longitudinal, com abordagem quantitativa, realizado na unidade de terapia intensiva pediátrica do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. Serão incluídas crianças de 1 mês a 12 anos internadas por período superior a 48 horas. O estudo encontra-se em fase inicial, com coleta clínica em andamento. A condição de saúde bucal está sendo avaliada por meio do Bedside Oral Exam, associada à obtenção de dados clínicos e demográficos de prontuários, incluindo o Pediatric Index of Mortality 3. Serão analisadas variáveis relacionadas ao tempo de internação, ventilação mecânica e antibioticoterapia. Os dados serão submetidos à análise estatística descritiva e inferencial.

Pretende-se identificar possíveis associações entre condição de saúde bucal e fatores clínicos relacionados à permanência hospitalar, contribuindo para o reconhecimento precoce de alterações orais e para o aprimoramento do cuidado multiprofissional em pacientes pediátricos críticos.

(Apoio: CAPES)
PNc0565 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Eficácia da vitamina E (tocoferol) no tratamento de lesões orais: ensaio clínico em um hospital de referência do Ceará
Bárbara Albuquerque Azevedo, Maria Eduarda Martins Costa, Isadora Ildefonso Monteiro Rodrigues, Giselly Dos Santos Gomes, Lia Freire Gonçalves Nobre, Livia Mara Teixeira Santos, Ingrid Sousa Araujo, Edson Luiz Cetira Filho
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a eficácia do uso da vitamina E (tocoferol) no tratamento de lesões orais em pacientes internados em um hospital de referência no estado do Ceará. Realizou-se um ensaio clínico longitudinal e prospectivo, conduzido com 47 indivíduos classificados como ASA II, III e IV, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 95 anos, portadores de lesões na cavidade oral adquiridas durante o período de internação. Os pacientes foram submetidos a uma técnica padronizada de administração de tocoferol, com aplicação tópica de 400 mg duas vezes ao dia ou 800 mg uma vez ao dia sobre as lesões, conforme disponibilidade. Um grupo de cirurgiões-dentistas previamente calibrado realizou as mensurações e aplicações, apresentando concordância excelente segundo o índice Kappa de Cohen (K > 0,9). A mensuração das lesões foi realizada com paquímetro, por meio de duas dimensões: vestíbulo-lingual (d) e mésio-distal (D), nos momentos inicial, 24 horas, 72 horas, 7 dias e 14 dias, permitindo o acompanhamento do processo cicatricial. A área média das ulcerações foi de 30,80 ± 25,27 mm² no momento inicial (D0), reduzindo para 19,75 ± 17,87 mm² após 24 horas e apresentando diminuição significativa para 8,80 ± 11,93 mm² após 72 horas (p < 0,001). Após esse período, 22 pacientes (46,8%) apresentaram remissão completa das lesões. No sétimo dia, a área média das úlceras foi de 3,84 ± 9,54 mm², com nova redução significativa aos 14 dias, atingindo 1,17 ± 5,01 mm² (p < 0,001), sendo que apenas 3 pacientes (6,3%) ainda apresentavam lesões abertas. Não foram observados desconforto, toxicidade ou efeitos adversos associados à terapia com tocoferol.

Dessa forma, a administração tópica de vitamina E mostrou-se eficaz e segura no tratamento de lesões orais não infecciosas.

PNc0566 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Manufatura aditiva e funcionalização com o anticorpo anti-esclerostina: efeitos na dinâmica peri-implantar em ratas osteopênicas
Paula Buzo Frigério, Ana Cláudia Ervolino da Silva, Fábio Roberto de-Souza-Batista, Bruna da Silva Sales, Jaqueline Silva Dos Santos, Kathryn Grandfield, Roberta Okamoto
Cirurgia e traumatologia Bucomaxilo UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito da funcionalização com o anticorpo anti-esclerostina (α-SOST) em implantes de titânio obtidos por manufatura aditiva sobre a resposta óssea peri-implantar em condição experimental de osteopenia. Foram utilizadas 128 ratas, distribuídas nos grupos SHAM (saudáveis) e OVX (ovariectomizadas). Após 30 dias, os implantes sólidos (SOL) ou porosos (PO), não funcionalizados (CONV) ou funcionalizados (α-SOST) foram instalados nas metáfises proximais das tíbias, a eutanásia ocorreu aos 14 e 28 dias. O torque de remoção foi realizado aos 14 dias, e a microtomografia computadorizada (Micro-CT), aos 14 e 28 dias, avaliou volume ósseo (BV/TV), espessura, número e separação das trabéculas (Tb.Th, Tb.N, Tb.Sp) e superfície de interseção (i.S). Ensaios pré-clínicos in vitro indicaram que o α-SOST manteve viabilidade em meio de cultura celular, sugerindo potencial para aplicação em funcionalização. Os resultados do torque de remoção evidenciaram que, nos grupos SHAM SOL e OVX SOL, os implantes funcionalizados apresentaram desempenho mecânico superior em comparação aos convencionais. Em contrapartida, nos implantes porosos (PO), a presença de α-SOST não promoveu ganho mecânico adicional, sugerindo menor eficiência na resposta de reparo ósseo nessas condições. No Micro-CT, verificou-se que a funcionalização com α-SOST favoreceu a formação óssea no período inicial. Entretanto, aos 28 dias, observou-se atenuação desse efeito, possivelmente relacionada à redução na liberação do anabólico, resultando em menor estímulo à neoformação óssea.

Os implantes promovem adequada osseointegração em osteopenia, e a funcionalização com α-SOST mostra potencial osteogênico inicial, embora requeira investigação adicional.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/02175-4)
PNc0567 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação do uso do vidro bioativo no levantamento do assoalho do seio maxilar em pacientes
Luiz Paulo Sacco, Alexandre Miyahira, Rogerio Nagai, Wilson Roberto Sendyk, Debora Pallos, Yeon Jung Kim
odontologia UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico randomizado teve como objetivo avaliar o uso do vidro bioativo nas cirurgias de elevação do assoalho do seio maxilar previamente a instalação de implantes dentários em pacientes. Total de 20 pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com o biomaterial de preenchimento em cirurgia de levantamento de assoalho do seio maxilar: Grupo1- osso bovino desproteinizado e G2- Biovidro. Após seis meses da cirurgia, foram realizadas novas tomografias computadorizadas para análise de volume e altura e as biópsia coletadas para análise histomorfométrica. Os dados foram comparados pelo teste t de Student, com nível de significância de 5%. Não foi observada diferença estatisticamente significante entre os grupos em relação ao volume (p=0.43) e altura (p=0.97) de tecido formado. A avaliação histomorfométrica não revelou diferenças significativas entre os grupos em termos de neoformação óssea, presença de tecido mole ou partículas residuais p > 0,05), contudo mostrou uma maior neoformação óssea da região apical no G2 (p=0,049).

Conclui-se que, o uso de vidro bioativo nas cirurgias de elevação do assoalho do seio maxilar desempenho clínicos e histológicos semelhante ao osso bovino desproteinizados, em relação ao volume e altura do tecido formado e na neoformação óssea no período avaliado.

(Apoio: CAPES)
PNc0568 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito in vitro de diferentes graus de titânio na osteogênese de células-tronco em modelo de osteoporose experimental
Maria Vitória Barroso de Morais, Tenyson Couto Dos Reis, Matheus Dias Polegati de Almeida, Letícia Faustino Adolpho , Robson Diego Calixto, Helena Bacha Lopes, Gileade Pereira Freitas
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteoporose pode comprometer a resposta óssea a biomateriais e influenciar o desempenho de implantes dentários osseointegrados. Este estudo avaliou o efeito in vitro de diferentes superfícies de titânio, incluindo titânio comercialmente puro (TiCP) graus II e IV e titânio grau V (Ti-6Al-4V), sobre a proliferação e o potencial osteogênico de células-tronco mesenquimais derivadas de modelo experimental osteoporótico. As células foram cultivadas sobre discos de titânio e avaliadas quanto à proliferação por ensaio de MTT nos dias 1, 2 e 3, atividade de fosfatase alcalina aos 7 dias e formação de matriz mineralizada aos 21 dias por coloração com vermelho de Alizarina. Os dados foram analisados por ANOVA de uma via com pós-teste de Tukey (p < 0,05). A proliferação celular foi influenciada pelos fatores grupo e tempo (p < 0,001), com diferença pontual no dia 1 entre TiCP IV e titânio grau V, diferenças entre todos os grupos no dia 2 e maiores valores nos grupos TiCP IV e titânio grau V em relação ao TiCP II nos dias 2 e 3. O grupo titânio grau V apresentou maior atividade de fosfatase alcalina aos 7 dias em relação ao TiCP II (p = 0,013). Não foram observadas diferenças significativas na formação de matriz mineralizada entre os grupos aos 21 dias (p = 0,060), indicando comportamento semelhante na fase tardia de mineralização.

Conclui-se que diferentes graus de titânio modulam a resposta biológica inicial em condições osteoporóticas, sem impacto na mineralização tardia.

PNc0569 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Prevalência de reabsorção dentária e seus fatores associados: estudo transversal em uma amostra brasileira
Ana Paula Moura Locatelli, Milena Stuber, Valéria Custódio Dos Santos, Joana Santana Couto, Bruno Marques-da-silva, Joao Armando Brancher, Marilisa Carneiro Leão Gabardo, Flávia Sens Fagundes Tomazinho
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal teve como objetivo avaliar a prevalência e os padrões de reabsorção dentária (RD) em uma amostra brasileira e investigar possíveis associações com fatores demográficos, condição dentária e condições sistêmicas. Foram analisadas 1101 radiografias panorâmicas digitais de uma clínica privada de Colombo, PR, Brasil. Incluíram-se apenas dentes permanentes com rizogênese completa. A RD foi classificada em interna, externa e apical. Informações demográficas, sistêmicas e comportamentais foram obtidas dos prontuários. Realizou-se análise estatística descritiva, testes do qui-quadrado e regressão logística binária, com nível de significância de 5%. A prevalência de RD foi de 10,1% por paciente e 1,9% por dente. A mandíbula apresentou maior acometimento (2,0%), com envolvimento bilateral em 43,3% dos pacientes afetados. Os dentes mais acometidos foram os anteroinferiores (2,3%) e pré-molares inferiores (2,5%), enquanto os molares apresentaram menores frequências (0,9%). Entre os dentes com RD, 44,5% estavam restaurados, 42,5% hígidos e 12,9% cariados (p < 0,001). A RD apical foi o tipo mais prevalente (81,2%), seguida pela reabsorção externa (18,5%) e pela reabsorção interna, observada de forma isolada em apenas um dente (0,24%). A doença periodontal foi o único fator independentemente associado à presença de RD (OR ajustado = 2,05; IC95%: 1,34-3,14; p = 0,001). Sexo, faixa etária, condições sistêmicas e hábitos comportamentais não demonstraram associação significativa.

Na presente amostra, a RD apresentou prevalência moderada, com predominância do tipo apical e maior acometimento em dentes anteriores e pré-molares inferiores. A ocorrência de RD esteve associada à doença periodontal.




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