9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 971 a 980


PNc0570 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Engrailed-1 aumenta migração e proliferação de células-tronco mesenquimais durante a diferenciação osteoblástica
Robson Diego Calixto, Ana Clara Silva Campanaro, Byeong-rak Keum, Fabíola Singaretti de Oliveira, Adalberto Luiz Rosa, Márcio Mateus Beloti
Biologia Básica e Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Engrailed-1 (En1) participa do desenvolvimento craniofacial; contudo, os mecanismos celulares envolvidos nesta modulação não foram elucidados. Este estudo investigou o efeito da superexpressão de En1 na migração e proliferação de células-tronco mesenquimais (MSCs) durante a diferenciação osteoblástica. MSCs do tecido adiposo de camundongos com superexpressão de En1 (MSCsEn1+) e seu controle (MSCsVPR) foram geradas por CRISPR-Cas9. A migração foi avaliada por ensaio de scratch (n=6) por 48 horas, e expressão gênica de Cdc42, Rho e Rock1 por RT-qPCR nesse mesmo período (n=4). A proliferação foi avaliada por contagem do número de células (n=6) aos 1, 3 e 7 dias, e expressão gênica (n=4) de Ap1 aos 7 dias. A diferenciação osteoblástica foi determinada por expressão proteica (n=3) de RUNX2 e ALP por western blot aos 10 dias. Adicionalmente, realizou-se RNAseq total (Illumina) aos 4 dias. Os dados foram analisados por testes paramétricos (p<0,05). A migração foi maior nas culturas de MSCsEn1+ (p=0,003), com fechamento do scratch em 24 horas, associado à maior expressão de Cdc42 (p=0,006), Rho e Rock1 (p<0,001). O número de células foi maior em culturas de MSCsEn1+ aos 5 e 7 dias (p<0,001), acompanhado por maior expressão de Ap1 aos 7 dias (p<0,001). MSCsEn1+ apresentaram maior expressão de RUNX2 (p<0,001) e ALP (p=0,017). A análise de RNAseq revelou maior expressão de Prex1, Ppargc1a e Wnt10b, alvos importantes associados à migração, metabolismo celular e osteogênese, em MSCsEn1+.

Nossos resultados indicam que En1 favorece migração e proliferação de MSCs durante a diferenciação osteoblástica. Portanto, En1 é um potencial alvo terapêutico em tratamentos com vistas à regeneração óssea em áreas como implantodontia e cirurgia bucomaxilofacial.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/02072-0, 2023/00538-2, 2023/06782-2, 2024/14198-1 e 2025/01045-5.)
PNc0571 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Macroestruturas de cabeça de implantes cone morse na manutenção do perfil dos tecidos peri-implantares: estudo de caso-controle
Samara de Souza Santos, Vithor Xavier Resende de Oliveira, João Vìtor Goulart, Priscilla Barbosa Ferreira Soares, Pablo Pádua Barbosa, Andreas Stavropoulos, João Henrique Ferreira Lima, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo clínico do tipo caso-controle avaliou os parâmetros clinicos e radiográficos peri-implantares ao redor de dois tipos de implantes com diferentes morfologias de formato de corpo e desenho de roscas na sua porção cervical. Foram envolvidos nesse estudo 34 pacientes sendo que 21 pacientes receberam 25 implantes do tipo TIT (implante cilíndrico na porção média e coronal e cônico na porção apical, com roscas contínuas em V) e 13 pacientes receberam 15 implantes do tipo DRV (implante cônico na porção coronal, média e apical, com roscas quadradas e condensantes). Todos os implantes foram instalados na maxila. Foram executadas análises clínicas e radiográficas nos períodos de 1, 3, 6 e 12 meses após a instalação das próteses para avaliação do índice de placa visível, índice de sangramento marginal, sangramento à sondagem, profundidade de sondagem, nível clínico de inserção e a variação do nível ósseo peri-implantar. Não foram observadas diferenças entre os grupos quanto aos parâmetros clínicos relacionados ao biofilme e inflamação. Entretanto, os implantes DRV apresentaram menor perda óssea marginal em todos os períodos avaliados, enquanto os implantes TIT apresentaram maiores valores de profundidade de sondagem e nível clínico de inserção a partir do terceiro mês de acompanhamento (p<0,05).

Os implantes DRV apresentaram menor perda óssea marginal quando comparados aos implantes TIT.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  INCT Saúde Oral e Odontologia   N° 406840/2022-9  |  FAPEMIG   N° RED-00204-23)
PNc0572 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica cirúrgica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Implantes instalados com levantamento de seio via crestal com osseodensificação e janela lateral: dados preliminares de um ECR
Thiago Bezerra da Silva, Cássio Cardona Orth, Mike Reis Bueno, Alex Nogueira Haas
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Comparar desfechos centrados no paciente após instalação de implantes com levantamento de seio com osseodensificação (OD) e janela lateral (JL). Foi realizado um ensaio controlado randomizado em paralelo cego com pacientes apresentando um dente ausente na região posterior da maxila e rebordo remanescente inferior a 5 mm. Implantes foram instalados por único operador simultaneamente com levantamento de seio via crestal com osseodensificação (OD) ou via janela lateral (JL). Nos dois grupos foi utilizado dexametasona 4mg antes da cirurgia e paracetamol 750mg enquanto houvesse dor no pós-operatório. A percepção do paciente e os desfechos durante a recuperação pós-operatória ao longo de 14 dias foram avaliados por questionários validados e registradas. A dor foi avaliada com uma escala visual analógica (VAS). A análise interina foi realizada com 27 participantes (OD = 14, JL = 13) do total de 38 necessários. Ocorreram duas perfurações de membrana do seio, uma em cada grupo. Todos os implantes puderam ser instalados, com torque médio sem diferença entre os grupos [JL = 20,8 (12,3); OD = 26,8 (17,3) Ncm2]. A mediana de VAS-dor reduziu nos dois grupos das quatro horas após cirurgia até o dia 14 (JL de 2,7 para 0,0 e OD de 1,4 para 0; p > 0.05). Edema ocorreu em 92,3% e 35,7% nos grupos JL e OD no dia 1 após cirurgia (p = 0.04) e se manteve maior na JL até o dia 4. Até o momento, 1 implante foi perdido no grupo OD. Não houve diferença entre os grupos em hematoma; náusea; sangramento e entupimento nasal; e mau cheiro.

A partir da análise interina, não foram observadas diferenças relevantes em desfechos centrados no paciente submetidos a instalação de implantes concomitantemente à levantamento de seio com janela lateral e osseodensificação.

(Apoio: Plenum®  |  Welfare)
PNc0573 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do gênero e de membranas poliméricas associados a diferentes hidroxiapatitas na regeneração óssea in vivo
Gabriel Queiroz Pagliarini, Maria Emília Mota, Maria Stella Nunes Araujo Moreira, Flávia Gonçalves
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O desenvolvimento de membranas bioativas para regeneração óssea guiada que aumentem a capacidade osteocondutora e osteoindutora em defeitos críticos é bastante almejado clinicamente. Este estudo avaliou in vivo o potencial regenerativo de membranas compostas por poli(L-ácido lático) (PLLA) associadas à hidroxiapatita mesoporosa ou modificada com íons em animais de ambos os gêneros. As membranas foram obtidas por eletrofiação de co-solução. Quarenta ratos Wistar (20 machos e 20 fêmeas) foram submetidos à criação de dois defeitos críticos (5 mm) em calota craniana, sendo um mantido vazio (controle) e o outro preenchido com PLLA/hidroxiapatita mesoporosa (G1) ou PLLA/hidroxiapatita dopada com magnésio e estrôncio (G2). Após 8 semanas, realizou-se microtomografia computadorizada e análise histomorfométrica para mensuração de volume, superfície e espessura óssea. Os dados foram analisados por ANOVA de fator único e teste de Tukey (α=0,05). O volume e a espessura óssea foram semelhantes entre G1 e G2, porém superiores ao controle, em ambos os sexos. A superfície óssea não diferiu entre os grupos.

Conclui-se que o sexo não influenciou a neoformação óssea e que o uso de membranas de PLLA associadas à hidroxiapatita, independentemente da presença de mesoporo ou modificação iônica, promove aumento de volume e espessura óssea em comparação ao controle, sem vantagens adicionais entre as formulações.

(Apoio: FAPs - Fapesp)
PNc0574 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

 Influência da instalação subcrestal e do diâmetro do pilar na distribuição de tensões peri-implantares em conexão cônica
Samuel Nunes Ferreira, Balter Sergio Toro, Valdir Antônio Muglia
Materiais dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A distribuição de tensões no osso peri-implantar é determinante para a manutenção da crista óssea e longevidade dos implantes, sendo influenciada por fatores biomecânicos como profundidade de instalação e diâmetro do pilar. Este estudo avaliou, por análise tridimensional por elementos finitos, o efeito combinado desses parâmetros em implantes de conexão cônica. Foram desenvolvidos quatro modelos variando a posição do implante (equicrestal e subcrestal) e o diâmetro do pilar (3,5 mm e 4,5 mm), submetidos a cargas axial (0°) e oblíqua (30°) de 365 N. A análise incluiu tensões de von Mises nos componentes protéticos e tensões principais no osso peri-implantar. Os resultados demonstraram maior concentração de tensões na interface implante/pilar, intensificada sob carga oblíqua. A instalação subcrestal promoveu redistribuição das tensões, reduzindo a concentração na crista óssea. Pilares de maior diâmetro favoreceram a dissipação das cargas, com redução dos picos cervicais. A interação entre profundidade e diâmetro mostrou efeito sinérgico na modulação do comportamento biomecânico.

Conclui-se que a associação entre instalação subcrestal e pilares mais largos representa uma estratégia biomecânica favorável para minimizar sobrecarga óssea peri-implantar.

(Apoio: CAPES)
PNc0575 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Alterações dimensionais do processo alveolar humano após preservação óssea com uso de dois biomateriais
Gustavo Seixas de Paiva Lima, Debora Pallos, Wilson Roberto Sendyk
Odontologia UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com objetivo de comparar o comportamento do processo alveolar após a técnica de preservação com uso de dois biomateriais distintos, pós-exodontias de dentes caninos, pré-molares e molares, por meio de análise de tomografia computadorizada de feixe cônico e de escaneamento digital, um ensaio clínico foi realizado com 11 pacientes voluntários, de ambos os sexos, divididos de forma quase-randomizada em 2 grupos : Grupo 1, pacientes foram tratados com biomaterial de xenoenxerto bovino (XB) Cerabone® (Institut Straumann-Basel, Switzerland) (n=10); e no Grupo 2, com o biomaterial de hidroxiapatita sintética não cerâmica (HAS) Osteogen® (Intra-lock ind.com.imp.exp.de prods.implantolog - Brasil) (n=07).Todos os pacientes foram tratados pelo mesmo cirurgião e realizaram os exames tomográficos e de escaneamentos intraoral no mesmo centro de diagnostico, no período de 3 a 10 dias após a cirurgia inicial (T1) e repetiram os exames em média 127 dias depois (116-148) (T2). Os resultados obtidos foram analisados estatisticamente quanto a análise de variância, os dados paramétricos foram submetidos ao test T Student pareados e não pareados, e os não paramétricos ao teste de Wilcoxon de até 2 grupos. Os dois biomateriais apresentaram contração volumétrica óssea, linear vertical e horizontal dos alvéolos. No comparativo dos grupos, não foi observado resultados estatisticamente significativos (p > 0,05), apenas na contração dos tecidos moles do ponto palatinolingual o grupo 02 apresentou (p<0,05).

Dessa forma, é possível afirmar que ambos os biomateriais analisados apresentaram comportamento clínico semelhante, demonstrando eficácia comparável na preservação das estruturas alveolares durante o período estudado.

(Apoio: CAPES)
PNc0577 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Exossomos na regeneracao ossea: análise dos mecanismos moleculares do concentrado exossômico autógeno (ConExo) em um estudo in silico
Fernando da Silva Martins, Patricia Sesterheim, Eduardo Rolim Teixeira
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Vesículas extracelulares, especialmente exossomos derivados de células-tronco mesenquimais autógenas, são importantes mediadoras da comunicação intercelular e apresentam potencial terapêutico na regeneração de defeitos ósseos críticos. Este estudo teve como objetivo investigar, por abordagem in silico baseada em biologia de sistemas, os mecanismos moleculares associados à ação do Concentrado Exossômico Autógeno (ConExo) no reparo ósseo. Foram integradas análises de microRNAs, predição de genes-alvo e enriquecimento funcional de vias de sinalização celular. Os genes-alvo foram preditos pelo algoritmo TargetScan e filtrados pelo escore Context++, priorizando interações miRNA-mRNA com maior probabilidade biológica. Em seguida, os dados foram submetidos à análise de enriquecimento funcional nas bases Gene Ontology (GO) e KEGG, e a rede regulatória miRNA-gene foi reconstruída no Cytoscape para avaliação topológica das interações. Os resultados evidenciaram uma rede associada a processos essenciais ao reparo ósseo, como osteoindução, proliferação celular, mineralização da matriz extracelular, angiogênese e modulação inflamatória. A arquitetura da rede indicou redundância regulatória entre os microRNAs analisados, sugerindo que o ConExo atua de forma integrada sobre múltiplos módulos moleculares.

Conclui-se que o ConExo apresenta potencial como modulador molecular multifatorial na regeneração óssea, com efeito biológico possivelmente relacionado à sinergia entre microRNAs envolvidos na imunomodulação, angiogênese e osteogênese.

PNc0578 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Descrição das características dos implantes em pacientes com peri-implantite e mucosite
Letícia Severgnini Warwar Teixeira, Ingrid Barros da Costa Damasceno, Fernanda Estevão de Campos Cunha, Líssya Tomaz da Costa Gonçalves, Alexandre Marques Paes da silva, Daniel de Moraes Telles, Eduardo José Veras Lourenço, Mayla Kezy Silva Teixeira
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi descrever as características dos implantes dentários em pacientes parcialmente edêntulos com peri-implantite (PI) ou mucosite peri-implantar (MU). O diagnóstico de MU baseou-se na presença de sangramento e/ou supuração à sondagem, enquanto a PI foi caracterizada por sangramento e/ou supuração associada à perda óssea radiográfica ≥ 3 mm. Nas consultas, foram coletados dados sobre a localização dos implantes nas arcadas (superior ou inferior), tipos de plataformas protéticas (hexágono externo ou cone morse), unitários ou esplintados e formas de retenção protética (cimentada ou parafusada). Foram avaliados 171 implantes, sendo 108 no grupo MU (63,15%) e 63 no grupo PI (36,85%). No grupo PI, a distribuição de implantes na arcada inferior foi significativamente maior quando comparada à arcada superior (p = 0,001). Quanto à posição dos implantes, tanto na MU quanto na PI, houve maior prevalência de implantes localizados na região posterior em relação à anterior, com diferença significativa em ambos os grupos (p < 0,001). Em relação ao tipo de plataforma observou-se maior proporção de PI em implantes com hexágono externo em comparação ao cone morse (p < 0,001). No grupo MU, não houve diferença significativa entre os tipos de plataforma (p = 0,564). Quanto às características de retenção protética, as próteses parafusadas foram mais frequentes tanto em MU (p = 0,012) quanto em PI (p < 0,001). Verificou-se maior prevalência de MU em próteses unitárias (p < 0,001).

Apesar das limitações do estudo, os resultados sugerem uma associação entre as características dos implantes, como o tipo de retenção protética e a posição posterior do implante a desfechos biológicos, como MU e PI.

(Apoio: FAPs - FAPERJ)
PNc0579 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação de ganho de tecido ósseo em aumento ósseo tridimensional utilizando barreira de zircônia customizada: série de casos
Fabricio Cestari Rabeque, Ricardo Andrés Landazuri Del Barrio, Raphael Capelli Guerra, Wilson Roberto Sendyk, Bianca de Fátima Borim Pulino, Henrique Kiyoshi Aires Furukawa, Marcela Alves Dos Santos-paul, Heloisa Fonseca Marão
Pós graduação UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta série de casos foi avaliar clínica e tomograficamente o ganho de tecido ósseo em procedimentos de aumento ósseo tridimensional (3D) com o uso de barreiras de zircônia customizadas. Dez pacientes com defeitos ósseos (5 na maxila e 5 na mandíbula) foram submetidos à regeneração óssea (3D) com barreiras customizadas. O planejamento das barreiras foi realizado no software Nemo 3D a partir de tomografia (DICOM) associada a escaneamento intraoral (STL), incluindo enceramento virtual das restaurações. Os implantes foram planejados com offset de 4 mm das coroas protéticas, seguido do desenho do enxerto ósseo. As barreiras de zircônia foram projetadas com limites verticais determinados pelas cristas ósseas interproximais adjacentes, incorporando de 2 a 4 pontos de fixação por parafusos, adaptados à anatomia do defeito. As barreiras foram fresadas a partir de um disco monolítico de zircônia e posteriormente sinterizadas em um forno especializado. Foi utilizado enxerto de osso autógeno e biomaterial xenógeno na proporção (1:1), inserido na barreira e estabilizado com parafusos. Após 8 meses, as barreiras foram removidas e os implantes instalados. Nenhuma complicação pós-operatória, como infecção ou exposição da barreira, foi observada nesta série de casos. A análise tomográfica demonstrou ganho ósseo horizontal variando de 8 a 15 mm e vertical de 4 a 14 mm.

. Dentro das limitações da presente série de casos, as barreiras de zircônia 3D customizadas apresentam uma alternativa eficaz e promissora para o aumento ósseo tridimensional, oferecendo as vantagens de menor tempo cirúrgico e maior precisão.

PNc0580 - Painel Aspirante
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Fatores protéticos e do implante como preditores de peri-implantite: análise radiográfica
Marcella Vieira Ambrosio, Maria Eduarda Simões Luppi, Julia Robledo Jerez, Ewerton Garcia de Oliveira Mima
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O design da prótese sobre implante exerce papel determinante na manutenção da saúde peri-implantar. Contornos adequados favorecem a estabilidade dos tecidos moles e duros, ao passo que falhas no planejamento protético e na seleção do tipo de implante podem dificultar o acesso à higienização e promover o acúmulo de biofilme. Assim, o objetivo deste estudo foi determinar se a combinação entre ângulo de emergência > 30° e perfil de emergência convexo (AEPE), bem como o ângulo de sobrecontorno (AS), a posição do implante em relação ao osso alveolar (nível ósseo ou nível tecidual) e o tipo de retenção da prótese (aparafusada ou cimentada) estão associados à ocorrência de peri-implantite (PI). Radiografias de implantes de indivíduos com e sem PI (N = 26) foram tomadas de maneira padronizada e analisadas no software ImageJ (National Institute of Health) para a mensuração das variáveis de interesse. A análise estatística foi conduzida por meio de regressão logística binária, considerando o diagnóstico da doença como variável dependente e AEPE e AS mesial e distal, posição do implante em relação ao osso alveolar e tipo de retenção da prótese como variáveis independentes (α=5%). O modelo apresentou significância estatística ([X2 (1) = 11,923; p = 0,036 ; R2Nagelkerke = 0,273]), evidenciando como significativos os preditores: posição implantar a nível ósseo (p = 0,031; OR = 0,097; IC 95% = 0,011 - 0,812), AEPE (p = 0,042; OR = 0,106; IC 95% = 0,012 - 0,921) e próteses cimentadas (p = 0,021; OR = 7,661; IC 95% = 1,357 - 43,234), enquanto o AS não demonstrou efeito estatístico relevante.

As características protéticas e do implante são fatores de risco adicionais para a PI, atuando como expossomas significativos e influenciando o equilíbrio do ambiente peri-implantar.

(Apoio: CNPq  N° 130609/2025-0   |  FAPESP  N° 2024/18426-9)



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