9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 71 a 80


PN-R0048 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

Comparative Analysis of the Cyclic Fatigue Resistance of Logic, Platinum V.EU, and Rotate in Clockwise Reciprocating Motion Versus WaveOne
Guilherme Matheus Guedes Pereira, Carlos Eduardo da Silveira Bueno, Murilo Priori Alcalde, Alexandre Sigrist De Martin, Rina Andrea Pelegrine, Carlos Eduardo Fontana, Raimundo Sales de Oliveira Neto
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi comparar a resistência à fadiga cíclica dos instrumentos Logic 25.06, Platinum V.EU 25.06 e Rotate 25.06 acionados em cinemática reciprocante com movimento predominantemente à direita versus o instrumento reciprocante WaveOne Gold 25.07. Quarenta instrumentos de NiTi foram divididos em quatro grupos (n=10) e testados em canal artificial de aço inoxidável com curvatura de 60° e raio de 5 mm. Os instrumentos foram acionados até a fratura em movimento reciprocante. O tempo até a fratura foi registrado e o número de ciclos até a falha (NCF) calculado. Os dados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e Student-Newman-Keuls (α=0,05). Logic 25.06 apresentou maior NCF, com diferença estatisticamente significante em relação aos instrumentos Rotate 25.06 e WaveOne Gold 25.07 (p<0,05). Platinum V.EU 25.06 apresentou comportamento semelhante ao Logic 25.06 (p>0,05). WaveOne Gold 25.07 apresentou os menores valores de resistência à fadiga cíclica (p<0,05).

Os instrumentos Logic 25.06 e Platinum V.EU 25.06 acionados em cinemática reciprocante com movimento predominantemente à direita mostraram maior resistência à fadiga cíclica quando comparados aos instrumentos Rotate e WaveOne Gold, possivelmente devido à liga NiTi tratada termicamente e ao design. Esses resultados destacam a importância de considerar as propriedades metalúrgicas e mecânicas na escolha dos instrumentos endodônticos.

PN-R0049 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

PREVALÊNCIA DA TERCEIRA RAIZ EM MOLARES INFERIORES NA POPULAÇÃO BRASILEIRA: AVALIAÇÃO ATRAVÉS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
Ana Claudia Freitas Queiroz de Souza, Iris Nogueira Bincelli Seckler, Dayane Ramos Pereira, André Yuri Rodrigues Simões, Jeferson Orofino Costa, Ludimila Saiter Assis Beltrame, Ana Grasiela da Silva Limoeiro, Marcos Frozoni
Endodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O sucesso do tratamento endodôntico está diretamente relacionado à adequada localização e tratamento de todos os canais radiculares, visto que canais não instrumentados podem atuar como reservatórios microbianos, favorecendo infecções persistentes e lesões periapicais. Molares inferiores permanentes apresentam, classicamente, duas raízes e três canais, podendo exibir variações anatômicas, como raízes supranumerárias. Este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de radix entomolaris e paramolaris em primeiros e segundos molares inferiores permanentes, por meio de tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) provenientes de 27 capitais brasileiras. Trata-se de um estudo retrospectivo, multicêntrico, com análise de 385 exames, selecionados por amostragem estratificada proporcional. As imagens foram avaliadas por três examinadores calibrados (Kappa de Fleiss = 0,994; Cohen = 0,959-1,000). Prevalência de radix: 11,7% em indivíduos (45/385) e 4,0% em dentes (62/1.540). Unilateral em 8,3%, bilateral em 3,4%; em dentes adjacentes em 0,8%. Por dente: 36 (2,9%), 37 (3,4%), 46 (3,9%), 47 (6,0%) (p=0,134). Por tipo: primeiros molares 3,4% (predomínio entomolaris 3,2%); segundos 4,7% (paramolaris 2,7%; p=0,195). Associação com sexo masculino em primeiros molares (4,9% vs. 1,8%; OR=2,79; p=0,017); sem diferença em segundos (p=0,505). Casos raros: C-shape (0,3%), duplos paramolaris (0,1%)

A alta prevalência de radix em molares inferiores de brasileiros, com entomolaris predominante em primeiros e paramolaris em segundos, bilateralidade em 3,4% e associação com homens em primeiros molares. Reforça a essencialidade da TCFC para diagnóstico preciso e planejamento endodôntico, minimizando falhas.

PN-R0050 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

ANÁLISE DA ULTRASSONOGRAFIA INTRAORAL NA DETERMINAÇÃO DO FENÓTIPO GENGIVAL EM PACIENTES COM RECESSÃO GENGIVAL
Gabriela Ellen da Silva Gomes, Luiz Eduardo Rodrigues Juliasse, Hévila de Figueiredo Pires, Gabriel Freitas Vasconcelos, Veida Chiara Mognatti Leite, Hanieri Gustavo de Oliveira, Angelo Giuseppe Roncalli da Costa Oliveira, Bruno César de Vasconcelos Gurgel
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi avaliar a acurácia da ultrassonografia intraoral na determinação do fenótipo gengival em pacientes com recessão gengival. Trata-se de um estudo de acurácia diagnóstica, cuja amostra foi composta por pacientes com recessão gengival RT1. Os participantes foram submetidos à análise do fenótipo gengival por meio da medição transgengival (MTG) (padrão de referência) e da ultrassonografia intraoral (teste índice). Na análise estatística, realizou-se Bland-Altman, Coeficiente Kappa de Cohen (k), Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI), Teste t pareado e Correlação de Pearson. Um total de 24 indivíduos participaram do estudo, sendo a maior parte do sexo masculino, com idade média de 30,25 anos. Dentre esses, 23 indivíduos tinham recessões em dentes pré-molares. A média da espessura gengival determinada pela USG apresentou um valor de 0,99±0,27 mm, já a MTG foi de 0,78±0,22 mm. O CCI=-0,434 (p=0,862); k= -0,048 (p=0,754). A média das diferenças entre os métodos foi de -0,20, com limite de concordância entre 0,57 e -0,97.

A ultrassonografia demonstrou ser um método de baixa confiabilidade e com ausência de concordância em comparação à medição transgengival na determinação da espessura gengival.

PN-R0051 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

INFLUÊNCIA DE DIFERENTES ÂNGULOS NA CINEMÁTICA RECIPROCANTE NA FADIGA CICLICA DINÂMICA DA LIMA 25/.04 RACE EVO
Thelma Luisa Pereira Dos Santos, Iris Nogueira Bincelli Seckler, Ana Grasiela da Silva Limoeiro, Geovana Maria Bruno, Ana Claudia Freitas Queiroz de Souza, Ângelo Pilot Franciozi, Marcos Frozoni
ODONTOLOGIA - MESTRADO FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Instrumentos endodônticos de níquel - titânio podem sofrer estresse por fadiga cíclica levando a fratura. Ângulos mais curtos de reciprocidade produzem maior resistência à fadiga cíclica da lima, preparo mais centralizado e menos transporte do canal. Este estudo avaliou a resistência à fadiga cíclica dinâmica da lima RaCe Evo 25/.04 em canais simulados curvos, sob cinemáticas reciprocantes assimétricas (150°/30° e 250°/30°) e velocidades (350 e 500 rpm). Quarenta e quatro instrumentos de NITI Race Evo, acionados a motor, foram distribuídos em 4 grupos (n=11): GRE 15/03 - 350: Velocidade 350 RPM, com movimento Reciprocante 150° à direita / 30° à esquerda; GRE 25./03 - 350: ¬ Velocidade 350 RPM Reciprocante 250° à direita / 30° à esquerda; GRE 15/03 - 500: Velocidade 500 RPM Reciprocante 150° à direita / 30° à esquerda; GRE 25/03 - 500: Velocidade 500 RPM Reciprocante 250° à direita / 30° à esquerda. Foi utilizado canal artificial de aço inoxidável com curvatura 45o e raio 4,0 mm. Número de ciclos até a fratura (NCF) foi calculado e o comprimento do fragmento (CF) medido. Após a finalização do experimento, os fragmentos foram avaliados em MEV a fim de determinar o padrão de fratura. A interação ângulo velocidade não foi significativa (TF: p=0,091; NCF: p=0,234). TF maior em 150°/30° (p=0,011) e 350 rpm (p=0,004). NCF maior em 150°/30° (p=0,019), sem efeito da velocidade (p=0,573). O CF foi similar (p>0,05). MEV indicou fraturas por fadiga.

A cinemática reciprocante nos ângulos 150°/30° aumentou a resistência à fadiga cíclica quando comparada ao ângulo 250°/30°, independentemente da velocidade. A velocidade de 350 rpm prolongou o TF. Configurações assimétricas otimizam vida útil de limas rotatórias adaptadas.

PN-R0054 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

Avaliação do desempenho dos instrumentos reciprocantes em atingir o comprimento de trabalho. Estudo in vitro
Aline Soares do Nascimento, Marcos Frozoni, Iris Nogueira Bincelli Seckler
Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Atingir o comprimento de trabalho correto durante o tratamento de canal é crucial para o sucesso do tratamento endodôntico[IBS18.1],por estar diretamente relacionado à eficácia da desinfecção do sistema de canais radiculares. Avaliar o desempenho e o tempo dos instrumentos X1[IBS19.1]-Blue (25.06); Univy Sense (25.06) e R-Motion (25.06) em atingir o comprimento de trabalho (CT) em canais mésio-vestibulares (MV) de réplicas impressas em 3D de primeiros molares inferiores. Foram utilizadas 27 réplicas impressas em 3D de primeiros molares inferiores divididas em 3 grupos (n=9): Grupo (X1): X1 Blue 25/06; Grupo (RM): R-Motion 25/06 e Grupo (US): Univy Sense 25/06. Foi realizada a instrumentação em cada canal MV, avaliando se a lima alcançou ou não o CT e, o tempo dispensado para cada lima. As limas foram acionadas no motor X-Smart Plus na programação Reciproc All com 350rpm e torque de 1.5N/cm2. Para[IBS20.1] a análise de cada lima alcançar ou não o CT, foi realizada uma filmagem e o tempo necessário para atingir o CT foi contabilizado. Foi avaliado quando o instrumento atingiu o CT (IACT) e quando o instrumento não atingiu o CT (INACT). A lima foi usada em movimentos de penetração apical com amplitude de no máximo 3mm e remoção em direção cervical. A cada bicada, era inspecionada e, se a lima estivesse deformada ou fraturada, o experimento era interrompido e uma nova era utilizada. Os resultados foram analisados através do teste exato de Fisher, análise de variância e Testes de Turkey. Foi realizada MEV para medir ângulo de corte, ângulos helicoidais, número de espiras e secção transversal. O comprimento de trabalho foi atingido em 88,9% das amostras instrumentadas com a lima R-Motion e em 66,7% daquelas em que se utilizaram limas X1 Blue e Univy Sense. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os três instrumentos (p = 0,632) quanto a sua capacidade de atingir o comprimento de trabalho. Sem considerar a lima utilizada, foram necessárias, em média 9 bicadas para se atingir o comprimento de trabalho.O número de bicadas (p = 0,002) e o tempo (p = 0,002) até que se atingisse o comprimento de trabalho foi significativamente influenciado pelo instrumento utilizado, sendo que para as limas Univy Sense e R-Motion, as quais não diferiram significativamente entre si, foram observados os menores números de bicadas e tempos para se atingir o comprimento de trabalho. Na análise morfométrica em MEV, a lima X1 blue apresentou ângulo de corte de 79°; a Univy Sense 116° e a R-Motion 21°. O ângulo helicoidal da X1 blue foi de 19°, Univy Sense de 32° e R-Motion de 98°. A secção transversal da X1 Blue e R Motion foram identificadas como triangulares, enquanto a Univy Sense é em forma de "S". Quanto a contagem do número de espiras, a R-Motion possui um número de espiras superiores à Univy Sense e X1 Blue que por sua vez apresenta o menor número de espiras ao longo de comprimento ativo.

As limas reciprocantes X1 Blue, Univy sense e R-Motion apresentaram resultados satisfatórios em alcançar o comprimento de trabalho, podendo utilizá-las de forma segura para preparo do conduto do canal radicular.

PN-R0055 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

Desenvolvimento de ferramenta gamificada de e-learning para manejo da avulsão dentária em dentes permanentes
Ana Carolinne Rodrigues Pereira, Andresa Costa Pereira, Ane Poly, Patrícia de Andrade Risso
Mestrado Profissional em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A avulsão dentária em dentes permanentes é uma emergência odontológica em que a conduta imediata impacta o prognóstico. Metodologias ativas, especialmente a gamificação, têm demonstrado superioridade na retenção de conhecimento e no desenvolvimento de tomadas de decisão quando comparadas ao ensino com aulas expositivas. Assim, objetivou-se desenvolver uma ferramenta de e-learning gamificada para o ensino do manejo imediato da avulsão dentária em dentes permanentes. Inicialmente, foi realizada a seleção e síntese das recomendações clínicas da International Association of Dental Traumatology (IADT) e American Association of Endodontics (AAE) quanto ao manejo inicial e recomendação endodôntica. Foram inseridas informações sobre manejo no local do acidente, meio de armazenamento, indicações e contraindicações do reimplante, conduta clínica imediata, intervenção endodôntica em dentes com ápice aberto e fechado, antibioticoterapia, status vacinal, dieta, higiene e acompanhamento. As ilustrações foram geradas a partir de fotografias de modelos odontológicos artificiais e aprimoradas com auxílio de plataformas de inteligência artificial como ChatGPT e NanoBanana para simulação da realidade e potencial didático. A ferramenta gamificada foi estruturada a partir de narrativas de cenários clínicos simulados para tomada de decisão com feedback imediato para acertos e erros.

A ferramenta será submetida à validação metodológica (conteúdo e usabilidade) e posteriormente será avaliada a transmissão de conhecimento entre estudantes de odontologia. Espera-se que a ferramenta contribua para o aprimoramento do ensino do manejo da avulsão dentária, sendo disponibilizada como recurso pedagógico complementar.

PN-R0058 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

Impacto do MucoFlow® na morbidade do sítio doador palatino e reparo tecidual: um ensaio clínico randomizado
Clara Valério Chung, Luiz Guilherme Fiorin, Leandro Lecio de Lima Sousa, Gabriela Carrara Simionato, Ruan Henrique Delmonica Barra, Otávio Augusto Pacheco Vitória, Sergio Charifker Ribeiro Martins, Juliano Milanezi de Almeida
Diagnóstico e Cirurgia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito do uso do MucoFlow®, associado ou não ao Hemospon®, na cicatrização e na dor pós-operatória de sítios doadores palatinos para enxertos autógenos. Foi realizado um ensaio clínico randomizado controlado com 30 pacientes (18-40 anos), portadores dos sítios doadores, submetidos à coleta de enxerto gengival livre. Destes, 10 pacientes foram alocados no grupo MucoFlow (MCF) e 10 no grupo MucoFlow associado à esponja de colágeno, Hemospon® (MCC). Para fins didáticos, 10 pacientes foram considerados separadamente, mas o controle foi realizado pelo próprio paciente nos grupos MCF e MCC, utilizando um desenho de boca dividida. A dor pós-operatória foi avaliada diariamente por 10 dias utilizando a Escala Visual Analógica (EVA), e a cicatrização clínica (cor, textura, contorno) foi avaliada por fotografias padronizadas aos 7, 15 e 30 dias. Os resultados indicaram que houve uma mudança nos níveis de dor ao longo do período pós-operatório e diferenças na percepção da dor entre os tratamentos. O grupo MCC apresentou escores de dor mais baixos nos primeiros dias pós-operatórios. Todos os grupos demonstraram redução progressiva da dor, com um aumento notado no dia da remoção do curativo. O grupo MCC também mostrou melhor correspondência de cor e textura do tecido após 30 dias, sem diferenças significativas no contorno.

A combinação de esponja de colágeno e barreira de resina fluida (MucoFlow®+Hemospon®) é uma estratégia promissora para diminuir a dor pós-operatória inicial e otimizar a cicatrização da ferida após a coleta de enxerto gengival livre, oferecendo uma abordagem clinicamente relevante para reduzir a morbidade do sítio doador em procedimentos periodontais.

PN-R0059 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

Efeito antimicrobiano de extratos de Cannabis sativa ricos em canabidiol e tetraidrocanabinol sobre E.faecalis planctônico e em biofilme
Marina da Cunha Isaltino, Luiza de Almeida Souto Montenegro, Wesley Viana de Sousa, Carolina Viana Vasco Lyra, Ana Virginia Silva Vilela, Natália Gomes de Oliveira, Leopoldina de Fátima Dantas de Almeida, Diana Santana de Albuquerque
Programa de Pós-Graduação de Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A desinfecção eficaz do sistema de canais radiculares ainda representa um dos principais desafios no tratamento endodôntico, evidenciando a necessidade de desenvolvimento de novos agentes antimicrobianos e estratégias alternativas. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito antimicrobiano de extratos de Cannabis sativa, ricos em canabidiol (CBD) e tetraidrocanabinol (THC), sobre Enterococcus faecalis em estado planctônico e em biofilme. Foi utilizado um modelo in vitro com a cepa E. faecalis (ATCC 29212) para determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e análise da atividade antibiofilme. Os extratos foram preparados na concentração inicial de 200 mg/mL. A CIM foi determinada pelo método de microdiluição em caldo, com detecção da inibição do crescimento bacteriano por meio de resazurina. A atividade antibiofilme foi avaliada pelo ensaio de metiltetrazólio (MTT), que mensura a atividade metabólica celular, utilizando-se como controles solução de clorexidina a 2% e hipoclorito de sódio a 2,5%. O CBD apresentou CIM de 0,05 mg/mL, enquanto o THC apresentou CIM de 0,39 mg/mL. Na análise antibiofilme, ambos os compostos demonstraram baixa eficácia.

Os extratos de CBD e THC apresentaram potencial antimicrobiano contra E. faecalis em estado planctônico, porém não demonstraram eficácia significativa frente ao biofilme.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0060 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

Capacidade de preenchimento e artefatos em canais ovais: impacto do dispositivo de TCFC, cimento obturador e filtro BAR
Gustavo Ovigli, Juliane Maria Guerreiro-tanomaru, Airton Oliveira Santos-Junior, Mário Tanomaru-filho, Karina Ines Medina Carita Tavares, Fernanda Ferrari Esteves Torres
Odontologia restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo comparou a qualidade do preenchimento de canais radiculares ovais utilizando cimento resinoso (AH Plus Jet) ou biocerâmico (Bio-C Sealer), além da influência de diferentes dispositivos de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) e do filtro de redução de artefatos de blooming (BAR) na avaliação do preenchimento dos materiais obturadores. Incisivos centrais inferiores foram preparados, obturados e escaneados com os aparelhos de TCFC VeraView X800 e OP300 Maxio e microtomografia computadorizada (micro-CT). As imagens de micro- CT foram analisadas quanto a capacidade de preenchimento dos cimentos. Uma análise dimensional foi realizada nas imagens obtidas em ambos os dispositivos de TCFC, antes e após a aplicação do filtro BAR, com as imagens de micro-CT como padrão ouro. Foram aplicados os teste t não pareado, ICC e ANOVA/Tukey (α=5%). Ambos os cimentos utilizados apresentaram mais de 90% de preenchimento dos canais (p>0,05). As análises de TCFC apresentaram excelente reprodutibilidade, com alta confiabilidade intraavaliador e interavaliador (p<;0,001). A micro-CT indicou que ambos os aparelhos de TCFC superestimaram o preenchimento dos canais, especialmente o VeraView X800 sem filtro, que apresentou mais distorções no terço apical. O filtro BAR reduziu artefatos principalmente nesse equipamento, no terço apical para o AH Plus e em todos os terços para o Bio-C Sealer (p<0,05). Ambos os cimentos obturadores apresentaram elevado e similar percentual de preenchimento. A avaliação por TCFC mostrou superestimação do volume preenchido, especialmente com o equipamento VeraView X800.

O filtro BAR foi eficaz na redução de artefatos de blooming, com efeito mais consistente observado para o Bio-C Sealer.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/20309-0)
PN-R0061 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 5

Estudo transversal com 408 profissionais: uma reflexão sobre realidade clínica e ensino em endodontia
Eduarda Gaspari Campos Efeiche, Victor Luiz de Castro Santos, Liliane Roskamp, Natanael Henrique Ribeiro Mattos, Camila Paiva Perin
PPGO UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O tratamento endodôntico busca a preservação periapical e a desinfecção do sistema de canais radiculares. Apesar do embasamento científico, as condutas clínicas variam globalmente devido à formação, experiência e fatores socioeconômicos. Este estudo transversal analisou as práticas de 408 cirurgiões-dentistas brasileiros por meio de um questionário estruturado sobre formação, instrumentação e protocolos de irrigação, utilizando os testes Qui-quadrado e Exato de Fisher ($P < 0,01$) para análise estatística. Observou-se que a ampliação superior a #30 é a escolha majoritária, independentemente da cinemática. Profissionais com mais de 10 anos de formação utilizam predominantemente técnicas manuais e mecanizadas (40,9%), enquanto 46,8% da amostra total combina as cinemáticas rotatória e reciprocante. A ativação da substância química é realizada por 92,4% dos profissionais, com forte adesão entre especialistas (81,7%). Mesmo com o uso de instrumentos termoativados por 72,3% dos participantes, 73,5% ainda reduzem o diâmetro final do preparo em canais curvos.

Os dados revelam alta variabilidade nas condutas, evidenciando que o nível de formação é determinante na tomada de decisão. É fundamental fortalecer o alinhamento entre a prática clínica e as evidências científicas, estabelecendo diretrizes que assegurem a padronização e a qualidade dos tratamentos.




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