9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 101 a 110


PN-R0092 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 4

Associação entre terapia endodôntica em múltiplas sessões e controle glicêmico em diabetes mellitus tipo 2
Lucas Guilherme Leite da Silva, Natália Amanda Gomes, Maria Rita de Lucio Lino Alves, Yuri Gabriel Chamorro de Moraes, Luciano Tavares Angelo Cintra, Heloise Martins Dos Santos, Rogério de Castilho Jacinto
Departamento de Dentística e Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar clinicamente os efeitos do tratamento endodôntico de sessão múltipla perante o controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e periodontite apical crônica (PA). Cinquenta e dois participantes foram alocados em dois grupos: Controle - PA - n=28 (hemoglobina glicada (HbA1c) ≤ 5,7 %; diagnóstico de PA em pelo menos 1 dente); DM2 - n=27 (hbA1c ≥ 6,5 %; diagnóstico de DM2 há mais de 1 ano e PA em pelo menos 1 dente). Níveis de HbA1c < 6,5% foram adotados como critério de controle glicêmico, sendo as avaliações realizadas no baseline em reavaliação após 6 meses. Um questionário estruturado foi aplicado incluindo duração do DM2, presença de doença cardiovascular, ingestão específica das drogas metformina e estatina e exames clínicos da condição endodôntica - dor à percussão vertical (DPV) e horizontal (DPH), palpação, sensibilidade térmica (ST), cárie e condições periodontais. Os pacientes foram submetidos ao tratamento de canal em duas sessões. No grupo DM2, observou-se uma maior prevalência de cárie, resposta a ST - frio e DPH versus grupo PA (p<0,05). Os valores médios de HbA1c, glicemia em jejum - baseline e 6 meses de reavaliação (7,42 ± 1,34 e 141,14 ± 39,34; 7,52 ± 1,85 e 149,07 ± 44,27) e (5,29 ± 0,33 e 111,88 ± 27,01; 5,44 ± 0,38 e 128,11 ± 22,28) para os grupos DM2 e PA, respectivamente. Parâmetros de HbA1c do grupo DM2 e PA apresentaram diferença estatisticamente significante tanto para períodos de baseline e de reavaliação - 6 meses (p < 0,001).

Concluiu-se que o tratamento endodôntico não impactou os níveis de HbA1c após 6 meses em DM2. Entretanto, o DM2 associa-se a uma maior sintomatologia clínica (ST e DPH) e cárie, sugerindo uma modulação da resposta inflamatória local.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2023/14851-4)
PN-R0094 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 4

Análise do tecido mole peri-implantar em implantes imediatos em área estética da maxila
Juliana da Silva Neves, Ain Yamazaki, Mayla Kezy Silva Teixeira, Daniel de Moraes Telles, Juliana Barboza Vianna, Eduardo José Veras Lourenço
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo clínico observacional foi analisar o comportamento do tecido mole peri-implantar (TM) na vestibular de implantes imediatos com provisória imediata na região estética da maxila através de fotografias intraorais e tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC). Foram incluídos 20 implantes de dupla conicidade e conexão interna, instalados após exodontia atraumática, preenchimento de GAP com substituto ósseo e associação de enxerto de tecido conjuntivo nos casos de fenótipo gengival fino, de 17 participantes de ambos os sexos, com idade entre 27 e 74 anos e tempo médio de acompanhamento de 3 anos. A estética do TM foi avaliada através do Pink Esthetic Score (PES) descrito por Fürhauser, 2005 enquanto medições lineares da espessura do TM foram obtidas por meio de TCFC com afastamento labial, através da mensuração no ponto central do implante, desde a sua superfície até a superfície óssea ou protética subjacente a 2mm, 4mm e 6mm da margem gengival. Estes dados foram analisados de acordo com a associação de enxerto de tecido conjuntivo (ETC) e integridade da parede óssea vestibular do alvéolo dentário (POV). A espessura média observada a 2mm foi 2,31mm (±0,84), a 4mm foi 1,62mm (±0,93) e a 6mm foi 1,46mm (±0,84), havendo diferença entre 2 e 4mm, assim como 2 e 6mm (p=0,05). Foi encontrada uma espessura de TM significativamente maior quando associado o ETC apenas a 4mm (p=0,019), que também influenciou a espessura do TM no grupo onde havia defeito na POV a 4mm (p=0,036). PES não foi influenciado pelo emprego ou não do ETC (p>0,14).

A espessura média do tecido mole observada foi compatível com trabalhos existentes na literatura e a associação de ETC aumenta sua espessura, sendo importante para estabilidade tecidual a longo prazo.

(Apoio: CAPES)
PN-R0096 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 4

IL-6 como potencial reguladora da mineralização em células do ligamento periodontal de humanos: da transcriptômica à validação funcional
Francisco Naldo Gomes Filho, Leonardo Pagotto Spinace, Bruno Cazotti Pereira, Renato Corrêa Viana Casarin, Marcio Zaffalon Casati, Enilson Antonio Sallum, Karina Gonzales Silvério Ruiz, Catharina Marques Sacramento
Departamento de Prótese e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo identificar as vias de sinalização que são diferencialmente expressas em células do ligamento periodontal de humanos (hPDLs), caracterizadas como sendo de alto (HOP) e baixo (LOP) potencial para diferenciação em fenótipo osteo/cementogênico. Duas populações de células HOP (H1 e H2) e duas de LOP (L1 e L2) foram cultivadas em meio de cultura padrão e osteogênico por 14 dias. Após extração do RNA, realizou-se sequenciamento de RNA (RNA-seq), seguido de análise por ReactomePA para detecção de vias celulares super-representadas. A validação foi conduzida em outras quatro populações (H3, H4, L3 e L4) por RT-qPCR. O RNA-seq revelou 574 genes diferencialmente expressos (DEGs) em HOP e 96 em LOP, sob condição osteogênica. Os DEGs na HOP estavam relacionados à regulação de matriz extracelular, proliferação celular e superexpressão de vias associadas às interleucinas IL-6, IL-11 e IL1RN. Em contraste, nas LOP predominavam vias associadas à manutenção celular. A validação por RT-qPCR confirmou, nas HOP, a superexpressão de IL6, IL1RN e genes downstream da via IL-6 (JNK3 e MMK6), enquanto as LOP expressaram níveis elevados de SOCS3, um inibidor dessa via (p≤0,05).

Conclui-se que a sinalização mediada por interleucinas, particularmente pela IL-6, pode exercer papel determinante na diferenciação osteo/cementogênica de hPDLs.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/21686-2)
PN-R0097 - Painel Aspirante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 4

Síntese, caracterização e avaliação do efeito terapêutico in vivo de nanofibras carregadas com hesperitina no reparo ósseo
Leticia Pereira Lima Durão, Jhonatan de Souza Carvalho, Maria Júlia Mancim Imbriani, Karina Ines Medina Carita Tavares, Ana Luiza G. Millas, Denise Madalena Palomari Spolidorio, Patricia Milagros Maquera Huacho
Fisiologia e Patologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi sintetizar, caracterizar e avaliar o potencial terapêutico de nanofibras carregadas com hesperitina (NF-HT) na reparação óssea de defeitos críticos em calvária de camundongos. As NF-HT foram desenvolvidas por eletrofiação e caracterizadas por MEV e FTIR. Os grupos experimentais foram NF (controle), NF-HT 5mg e NF-HT 50mg, nos respectivos períodos de análise: 7, 15, 30 e 60 dias. As amostras foram avaliadas por μCT, histologia descritiva, a expressão gênica de biomarcadores ósseos por qPCR e os níveis de citocinas e fatores de crescimento por ELISA. As NF-HT apareceram orientadas aleatoriamente, espessas, com pequenos espaços interfibrilares e adequada miscibilidade. As análises por μCT evidenciaram maiores porcentagens de neoformação óssea nos grupos NF-HT. Também, as análises histopatológicas, aos 60 dias, mostraram áreas de reparo ósseo a partir das laterais do defeito em direção ao centro da lesão. Após 7 e 15 dias, níveis de expressão de TNF-α, IL-6 e IL-1β reduziram estatisticamente e a produção de VEGFR2 e PDGF foram regulados positivamente. Além disso, após 7 dias foi observado um aumento da expressão de SPP1, ALPL, RUNX2, BGLAP e VEGF, sugerindo aceleração da atividade osteoblástica. Semelhante aos 60 dias, o perfil foi parcialmente mantido, com destaque para TNFRSF11B, indicando continuidade do reparo ósseo.

Conclui-se que, as NF-HT foram adequadamente caracterizadas e demonstraram boa biocompatibilidade, potencial regenerativo ósseo e ausência de evidências de reação inflamatória. Embora mais estudos sejam necessários, este biomaterial inovador mostra-se promissor na regeneração tecidual guiada, por atuar como barreira mecânica e apresentar propriedades osteoindutoras.

(Apoio: FAPESP  N° 2018/16540-8 e 2021/05881-1)
PN-R0099 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 4

ASSOCIAÇÃO ENTRE SINUSOPATIAS E PATOLOGIAS PERIRRADICULARES EM DENTES SUPERIORES POSTERIORES: ESTUDO OBSERVACIONAL RETROSPECTIVO
Iza de Godoy Frazão, Carlos Eduardo Fontana, Carlos Eduardo da Silveira Bueno
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo teve como objetivo investigar a associação entre alterações inflamatórias do seio maxilar e patologias perirradiculares em dentes superiores posteriores utilizando tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). Foram analisados 393 exames tomográficos, por um Endodontista e um Radiologista, buscando correlacionar as periapicopatias com imagem do espessamento da mucosa do seio maxilar. O seio maxilar foi analisado quanto à ocorrência de alterações sinusais e a distância entre os ápices radiculares e sua cortical óssea, utilizando-se a ferramenta de mensuração linear (mm) do software i-Dixel (versão 2.150). Foram avaliadas associações entre os diferentes tipos de resposta inflamatória sinusal e as variáveis analisadas, como idade, gênero, dente envolvido, raiz associada à patologia periapical, presença de tratamento endodôntico e distância do ápice radicular à cortical do seio maxilar. Os dados foram analisados usando os testes de Kruskal-Wallis e qui-quadrado com correção de Bonferroni e uma análise de regressão logística, com nível de significância adotado foi 5%. Entre os fatores avaliados, apenas as variáveis gênero e distância ápice-seio foram selecionadas para o modelo múltiplo. O gênero masculino apresentou 2,34 vezes mais chance de desenvolver formas mais graves de reação inflamatória do seio maxilar do que o gênero feminino (p = 0,015). A distância entre o ápice radicular e o seio maxilar demonstrou uma tendência de associação inversa com a severidade da inflamação, embora sem atingir significância estatística (p= 0,062).

Concluiu-se que existiu uma correlação entre as lesões periapicais e o desenvolvimento de alterações patológicas no seio maxilar.

PN-R0100 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 4

COMPARAÇÃO DA ACURÁCIA DE DIFERENTES MARCAS DE LOCALIZADORES APICAIS EM DENTES DECÍDUOS ARTIFICIAIS
Matheus Silva do Nascimento, Bernardo Mattos Almeida, Dennis de Carvalho Ferreira
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a acurácia e a confiabilidade de quatro localizadores apicais eletrônicos (LAE) na determinação do comprimento de trabalho em 36 segundos molares decíduos artificiais, comparando-os ao método radiográfico digital e à microscopia óptica (padrão-ouro) com aumento de 12 vezes. Após o acesso coronário e aplainamento da superfície oclusal, as medidas foram obtidas inserindo-se limas tipo K número 10 nos canais radiculares até o limite foraminal, utilizando um dispositivo de alginato para simular o ligamento periodontal durante as aferições eletrônicas com os aparelhos Propex Pixi, Root ZX Mini, iRoot Apex e DPEX III. Os resultados demonstraram que todos os localizadores eletrônicos apresentaram excelente concordância com o padrão-ouro, com Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI) variando entre 0,928 e 0,989, enquanto a radiografia digital superestimou as medidas e exibiu menor precisão, com coeficiente de 0,761. O Root ZX Mini apresentou a melhor acurácia dentre os LAE avaliados. Concluiu-se que os dispositivos eletrônicos são superiores ao método radiográfico para a odontometria em dentes decíduos, oferecendo maior segurança clínica ao evitar danos ao germe do dente permanente e reduzir a exposição do paciente à radiação.

Os achados deste estudo permitem concluir que os localizadores apicais eletrônicos testados podem ser instrumentos precisos e confiáveis para a odontometria em dentes decíduos. Entre os quatro modelos avaliados, o Root ZX Mini apresentou os melhores resultados de acurácia, embora todos tenham superado o método radiográfico digital. O uso desses dispositivos confere maior segurança clínica ao tratamento, evitando danos ao germe do sucessor permanente.

PN-R0103 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 6

Associação entre sinusopatias e lesões odontogênicas em dentes superiores posteriores por Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico
Ana Braune Lobo, Rina Andrea Pelegrine, Carlos Eduardo da Silveira Bueno, Carolina Pessoa Stringheta, Carlos Eduardo Fontana
Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo observacional retrospectivo avaliou a associação entre sinusopatias e lesões periapicais, periodontais e endoperiodontais em dentes posteriores superiores por meio de Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC). Foram analisados 230 exames realizados entre outubro de 2023 e junho de 2025 de pacientes de ambos os gêneros, ≥18 anos, incluindo dentes com e sem tratamento endodôntico utilizando o Tomógrafo Veraview X800 (J. Morita). Os dentes foram avaliados quanto à presença de lesões perirradiculares, enquanto o seio maxilar foi analisado quanto a sinusopatias: ausência, espessamento de mucosa (≤3 mm saudável) e cistos, com auxílio do software i-Dixel 2.0 e One Volume Viewer. As imagens foram analisadas nos três planos por examinador calibrado. A análise estatística foi realizada nos softwares SPSS 27 e BioEst 5.0 por meio dos testes de Fisher, G, LSD e Kolmogorov-Smirnov (5%). Observou-se que 54,6% dos pacientes apresentaram sinusopatias associadas, sendo o espessamento mucoso mais frequente (53,7%), com associação significativa principalmente com lesões endoperiodontais, seguidas das periapicais. Maior prevalência foi observada em homens e em dentes sem tratamento endodôntico. Raízes disto-vestibulares e palatinas foram mais associadas.

Concluiu-se haver forte associação entre sinusopatias e lesões odontogênicas, destacando a importância da Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico no diagnóstico e conduta clínica.

PN-R0104 - Painel Aspirante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 6

Efeitos da dexametasona oral pós-operatória na dor, trismo e qualidade de vida após cirurgia de terceiro molar inferior impactado
Bruno Teixeira Gonçalves Rodrigues, Francisco Lopes Leal Gonçalves, Hugo Leonardo Mendes Barros, Ramiro Beato Souza, Thais Pimentel de sa Bahia, Danilo Passeado Branco Ribeiro, Paulo José D´´Albuquerque Medeiros
DIATER UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A exodontia de terceiros molares impactados está frequentemente associada a complicações inflamatórias pós-operatórias, sendo o uso de corticosteroides uma estratégia comum para seu controle. Este estudo avaliou os efeitos do uso da dexametasona oral no pós-operatório sobre dor, trismo e qualidade de vida após exodontia do terceiro molar inferior impactado. Foi conduzido um ensaio clínico randomizado, prospectivo, triplo-cego, com desenho de boca dividida, envolvendo 20 pacientes submetidos à exodontia do terceiro molar inferior, bilateralmente. Todos os pacientes receberam 8 mg de dexametasona, via oral, uma hora antes do procedimento. No entanto, no grupo controle, foi administrado placebo por três dias no pós-operatório, enquanto no grupo teste utilizou-se comprimidos de 4 mg de dexametasona, duas vezes ao dia, pelo mesmo período. A dor foi avaliada através da escala visual analógica em 24 horas, 72 horas e 7 dias; a abertura bucal máxima foi mensurada no pré-operatório e no terceiro e sétimo dia; finalmente, o impacto na qualidade de vida foi analisado no sétimo dia por meio do questionário OHIP-14. Foram realizadas 40 exodontias, sem diferença no tempo cirúrgico entre os grupos. Os escores de dor foram ligeiramente menores no grupo teste no período inicial, sem significância estatística. Ambos os grupos apresentaram redução da abertura bucal, com recuperação parcial no 7º dia, sem diferenças entre os tratamentos. Na avaliação da qualidade de vida, não houve diferenças na maioria dos domínios, embora o grupo controle tenha relatado maior dificuldade em atividades diárias.

Conclui-se que o uso prolongado da dexametasona oral no pós-operatório não promove benefícios adicionais em relação ao uso pré-operatório isolado.

(Apoio: CAPES)
PN-R0105 - Painel Aspirante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 6

DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UMA FERRAMENTA DE IA PARA SEGMENTAÇÃO E DETECÇÃO DE LESÕES ÓSSEAS MAXILOFACIAIS EM IMAGENS DE TCFC
Renata Santos Fedato Tobias, Fabiana Tolentino de Almeida, André Ferreira Leite, Bárbara de Oliveira, Gabriella Lopes de Rezende Barbosa, Karine Evangelista Martins Arruda, José Valladares Neto, Maria Alves Garcia Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo desenvolver e validar uma ferramenta de IA de acesso livre para a segmentação e detecção automática de lesões ósseas da maxila e da mandíbula em exames de TCFC. Trata-se de uma pesquisa de desenvolvimento tecnológico, conduzida a partir de um conjunto de dados multicêntrico e retrospectivo composto por 266 exames de TCFC contendo diferentes tipos de lesões ósseas maxilofaciais. As imagens foram anonimizadas e segmentadas manualmente por um especialista em radiologia odontológica e adotadas como padrão-ouro. Em seguida, as imagens foram convertidas para o formato NIfTI e submetidas a etapas automatizadas de pré-processamento, incluindo padronização da resolução espacial, normalização dos valores de voxel e estratégias de aumento de dados tridimensionais. O sistema de segmentação automática foi desenvolvido com base em aprendizado profundo, utilizando a arquitetura nnU-Net v2 e treinado sob diferentes configurações de resolução e estratégias de treinamento. O desempenho do modelo foi avaliado por métricas de sobreposição e de distância de superfície, incluindo coeficiente de similaridade de Dice, interseção sobre a união, distância de Hausdorff, distância de Hausdorff no percentil 95 e distância média de superfície. Além da avaliação geral do desempenho do modelo, o mesmo foi avaliado considerando os seguintes subgrupos: tipo de lesão, tamanho da lesão e região anatômica.

Os resultados demonstraram desempenho consistente e promissor da ferramenta de IA na segmentação e detecção automática de lesões ósseas maxilofaciais, com redução expressiva do tempo de análise em comparação à segmentação manual, com o dice variando de 0,6762 a 0,6219.

(Apoio: CAPES)
PN-R0106 - Painel Aspirante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 6

Pesquisa nacional da assistência ao portador de câncer de cabeça e pescoço: análise multidisciplinar no Brasil
Kallana Mezzomo Faccin, Elena Riet Correa Rivero, Filipe Modolo, Ricardo Luiz Cavalcanti de Albuquerque Júnior, Ana Guadalupe Gama Cuellar, Natália Cristina Trentin Bordignon, Rogério Gondak
ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O câncer de cabeça e pescoço (CCP) apresenta elevada complexidade assistencial e diagnóstico frequentemente tardio. Este estudo objetivou estimar o cenário da assistência ao CCP no Brasil por meio da análise de questionários aplicados a profissionais da equipe multidisciplinar atuantes em centros de referência oncológica. Os questionários foram aplicados via plataforma Google a especialistas atuantes em Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACONs) e Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACONs) em todo o território nacional. Os dados qualitativos e quantitativos foram ponderados por análise temática com auxílio dos softwares Atlas.ti e SPSS. Participaram 173 profissionais de saúde de 13 especialidades distribuídos nas cinco regiões do Brasil, com predominância do Sudeste (57,8%). Observou-se diagnóstico frequente em estágios avançados (III-IV), além de filas de espera em até 40,9% dos serviços. O tempo médio para início da radioterapia após confirmação diagnóstica foi de 62 dias. Foram identificadas limitações estruturais, acesso restrito a tecnologias diagnósticas, terapêuticas e lacunas na capacitação profissional. A integração interdisciplinar mostrou-se limitada, com ausência de reuniões clínicas em parcela significativa das instituições.

Esses achados evidenciam fragilidades na organização da assistência ao CCP no Brasil, indicando a necessidade de ampliar a capacitação profissional, otimizar fluxos assistenciais e fortalecer a integração multiprofissional na rede de atenção oncológica.




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