9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 651 a 660


PNb0200 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Modificação biomimética do MTA com ácido aspártico: efeito na formação de apatita em água e PBS
Elias Daniel Covas Rodrigues, Victor Miguel Polizeli, Júlia Tavares de Sousa, Larissa Fernanda Pereira, Marcelle Danelon, Larissa Moreira Spinola de Castro-raucci, Walter Raucci-Neto
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a influência da funcionalização de um cimento hidráulico à base de silicato de cálcio com ácido aspártico no seu potencial de biomineralização. O agregado de trióxido mineral branco (MTA) foi manipulado com uma solução de ácido aspártico (4 g/L) em 5 níveis: 0%, 25%, 50%, 75% e 100%. Foram preparadas 20 amostras cilíndricas de cada grupo (2 × 4 mm), para avaliação da formação de apatita. Em seguida, os espécimes foram distribuídos em 2 subgrupos (n = 10) e mantidos em água deionizada ou solução tampão fosfato por 30 dias, com renovação das soluções a cada 72 horas. A superfície dos cimentos foi analisada quanto à composição química por meio de espectroscopia de energia dispersiva de raios X (EDS) e espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier com refletância total atenuada (FTIR-ATR) a partir da análise das bandas de fosfato e carbonato e pelo cálculo da razão apatita/carbonato (Ap/C). Confirmou-se os pressupostos para análise paramétrica, com distribuição normal (Shapiro-Wilk, p = 0,963 e Levene, p = 0,345), viabilizando a aplicação de ANOVA de 2 fatores (ɑ = 0,05). A análise indicou que o grupo 0% apresentou valores de Ap/C inferiores aos grupos 25%, 50% e 75% (p ≤ 0,002), mas não diferiu do grupo 100% (p = 0,962). Não houve diferença entre as concentrações intermediárias (p > 0,05). A análise por EDS mostrou ausência de incorporação de P em água deionizada em todos os grupos, enquanto em PBS houve alta incorporação em todas as concentrações. O Ca2+ permaneceu predominante, e o Si foi maior em água deionizada e reduzido em PBS, indicando formação de depósitos ricos em Ca-P.

Conclui-se que concentrações intermediárias de ácido aspártico proporcionaram melhor equilíbrio no potencial de formação de apatita do material.

(Apoio: CNPq  N° 134550/2025-0)
PNb0201 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

MODELOS DE APRENDIZADO DE MÁQUINA PARA ESTIMAR A COR DENTÁRIA APÓS CLAREAMENTO UTILIZANDO A ESCALA VITA CLASSICAL
Pedro Pastuch Farhat, Giulia Bessa de Mello Antonaccio, Thalita de Paris Matos, Rebeka de Oliveira Reis, Luciana Mendonça Silva, Rodrigo Nunes Rached, Leandro de Moura Martins, Cristiano Miranda de Araujo
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi desenvolver e avaliar modelos de aprendizado de máquina supervisionado para estimar a cor dentária após o clareamento, utilizando variações na escala Vita Classical. Foram analisados dados de 812 participantes provenientes de ensaios clínicos randomizados. As variáveis preditoras incluíram características demográficas, cor inicial, modalidade de clareamento, propriedades do gel e parâmetros do protocolo. A alteração de cor foi determinada pela diferença no número de unidades da escala Vita Classical (ΔSGU), obtida pela comparação entre o baseline e 37 dias após o término do clareamento, considerando a progressão em direção aos tons mais claros. A avaliação foi realizada de forma padronizada no terço médio da face vestibular dos dentes, por examinadores calibrados. Oito algoritmos de aprendizado de máquina supervisionado foram treinados com divisão dos dados em 80% para treino e 20% para teste e validação cruzada de cinco dobras. O desempenho foi avaliado por MAE, MSE, RMSE e R², com IC95% obtidos por bootstrapping (1.000 iterações). O Gradient Boosting apresentou o melhor desempenho no conjunto de teste (R² = 0,68; MAE = 1,18; RMSE = 1,61), seguido pelo Random Forest (R² = 0,62; MAE = 1,25) e pela Árvore de Decisão (R² = 0,61; MAE = 1,26). A validação cruzada confirmou a consistência dos modelos. A cor inicial apresentou maior contribuição preditiva.

Os modelos permitiram estimar a variação de cor dentária após o clareamento com desempenho consistente, com destaque para algoritmos baseados em ensembles, especialmente o Gradient Boosting. A capacidade preditiva foi principalmente influenciada pela cor inicial, enquanto variáveis relacionadas ao protocolo tiveram contribuição secundária.

PNb0202 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da alteração de cor e translucidez de resinas impressas submetidas a tratamentos de superfície e soluções pigmentantes
Camila Ferreira de Souza, Giovana Almeida Pereira, Gabriela Chaves Barbosa, Blanca Liliana Torres León, Diego Diaz Gamba, Guilherme Almeida Borges, Nathalia Pereira Censi Stapani, Emily Vivianne Freitas da Silva
Prótese Dentária UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O intuito dessa pesquisa foi avaliar a alteração de cor e translucidez da resina impressa diante de diferentes soluções cromogênicas e tratamentos de superfície. Foram confeccionados 160 discos de resina PriZma 3D Bio Provna cor A2. As amostras foram polidas com lixas metalográficas de granulações progressivas e divididas em 04 grupos, segundo o método de tratamento de superfície (n=40): G0- Controle; G1- Polimento; G2- Polimento + Verniz e G3- Verniz. A seguir, as amostras foram imersas por 14 dias em água destilada, refrigerante, chá preto, suco de uva ou café, com 4 horas diárias de exposição às soluções pigmentantes a 37oC. As propriedades ópticas (cor e translucidez) foram avaliadas em três períodos de tempo: 24 horas (T1), 7 dias (T2) e 14 dias (T3), utilizando um espectrofotômetro CM-3700d (KONICA MINOLTA). As coordenadas L*a*b foram coletadas e as alterações de cor (∆E) e translucidez (ΔTP) foram calculadas. Houve interação significativa entre tratamento, solução e tempo (p < 0,001). Os maiores valores de ΔE00 ocorreram em suco e café, especialmente no Grupo Polimento + Verniz (ΔE00 = 11,45 no T1 para café). Em relação à translucidez, o café apresentou as maiores alterações, destacando-se ΔTP1 = -12,43 para Polimento + Verniz e ΔTP2 = -16,53 para o Grupo Verniz, enquanto o refrigerante apresentou os menores valores (ΔTP1 = 0,12)

A estabilidade óptica da resina impressa é fortemente influenciada pelo tratamento de superfície, tipo de solução e período de envelhecimento. O café apresentou maior potencial de manchamento, seguido do suco de uva, chá preto refrigerante e água. O protocolo polimento associado com verniz apresentou melhor desempenho em relação ao polimento isolado.

PNb0203 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Capacidade de mascaramento e comportamento óptico de laminados ultrafinos de dissilicato de lítio em dentes escurecidos
Luis Fernando Páez Reyes, Jorge Domínguez, Cleyson José Crovador, Leticia Caroline Condolo, Giovana Mongruel Gomes, Joao Carlos Gomes
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo in vitro foi avaliar o comportamento óptico de laminados de dissilicato de lítio com 0,6 mm de espessura, nas cores HT BL1 e HT A1, cimentados de forma simulada sobre substratos dentários previamente escurecidos. Vinte incisivos centrais superiores humanos extraídos foram selecionados, escurecidos em solução padronizada e preparados com redução vestibular aproximada de 0,6 mm ± 0,1 mm. Cada dente recebeu, de forma pareada, duas facetas CAD/CAM, uma em cada tonalidade, adaptadas com pasta try-in neutra. A análise de cor foi realizada por espectrofotometria clínica (ΔEab e ΔE00) e por fotografia de polarização cruzada, com processamento das imagens no software MATLAB para obtenção dos valores de L*, a* e b*. A transmitância luminosa foi mensurada com esfera integradora, permitindo quantificar a atenuação da irradiância após a interposição das cerâmicas, e sem a interposição (controle). A cerâmica HT BL1 apresentou maiores valores de ΔE00 e L* em comparação com HT A1 (p<0,001), evidenciando maior capacidade de mascaramento e aumento de luminosidade. Na análise fotográfica, observou-se diferença significativa entre a condição inicial, HT A1 e HT BL1 (p<0,001), com aumento progressivo da luminosidade entre os grupos. Ambas as cerâmicas reduziram significativamente a irradiância em relação ao controle, sendo a maior atenuação observada no grupo HT BL1.

Conclui-se que laminados ultrafinos de dissilicato de lítio na cor HT BL1 apresentam superior capacidade de mascaramento e maior aumento de luminosidade quando comparados à cor HT A1.

(Apoio: SETI/PR)
PNb0204 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Enxaguatórios bucais de óleos essenciais manipulados com NaF: alternativa promissora à ultraestrutura dental e viabilidade celular
Ana Karoline Oliveira Nunes, Izabella Cristina Bandeira Saldanha, Yuri da Silva Borges, Gabriella Lucina Monteiro Xavier, Joanne Brasil Araujo, Maria Emília Mota, Maria Stella Nunes Araujo Moreira, Roberta Souza D'Almeida Couto
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar parâmetros químicos, viabilidade celular e efeitos ultraestruturais de enxaguatórios bucais de óleos essenciais (OEs) manipulados com fluoreto de sódio (NaF) sobre os tecidos dentais. Foram avaliados três enxaguatórios de OEs, manipulados e formulados imediatamente antes do uso, com adição de NaF a 0,05%: BaCloTea (manjericão, cravo e melaleuca), EucaLem (eucalipto e limão) e Cinnamon (casca de canela) e dois enxaguatórios de OEs comerciais prontos para uso: List AC (Listerine Anticáries) e List CM (Listerine Cool Mint). O ácido cítrico a 0,3% foi controle negativo e o NaF a 0,05% o positivo. Variáveis pH, biodisponibilidade de fluoreto e citotoxicidade submetidas à ANOVA/Tukey e os efeitos químicos/ultraestruturais dos substratos por espectroscopia infravermelho transformada de Fourier (FTIR). Os enxaguatórios manipulados apresentaram pH levemente ácido (6,22 a 6,90) e biodisponibilidade de fluoreto semelhante ao NaF (225ppm), enquanto as formulações comerciais mostraram maior acidez (4,61 a 4,79) e o List AC, menor teor de flúor livre que o informado no rótulo (145,9ppm). Todos os enxaguatórios apresentaram viabilidade celular superior a 70%, sendo o BaCloTea o perfil de segurança mais favorável. Na análise de FTIR, BaCloTea, EucaLem e Cinnamon promoveram picos elevados de fosfato em relação ao NaF, indicando maior preservação das fases mineral e orgânica do esmalte dental. O Cinnamon destacou-se na preservação desses componentes na dentina.

Esses achados indicam que enxaguatórios bucais de OEs manipulados se mostram alternativas promissoras e seguras, com potencial adicionais de remineralização, representando inovação relevante na proteção dos tecidos dentais e manutenção da saúde bucal.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0205 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Prevalência e fatores associados à hipersensibilidade dentinária cervical em uma população adulta brasileira
Laís Herrera Nery , Isabella Rocha Moura, Rafaela Cabral de Oliveira, Maiara Moraes Dos Santos Silva, Stella Ferreira do Amaral
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência e os fatores associados à hipersensibilidade dentinária cervical (HDC) em uma população adulta brasileira. Participaram 224 indivíduos atendidos em uma unidade de Atenção Básica de Saúde Bucal, em Sorocaba/SP. Os participantes responderam a um questionário estruturado contendo dados sociodemográficos, além do autorrelato de HDC e potenciais fatores associados, como hábitos parafuncionais, dieta, higiene bucal e problemas gastroesofágicos. Indivíduos com autorrelato de sensibilidade foram submetidos a um exame clínico intra oral, realizado por examinadores previamente calibrados. A análise dos dados incluiu estatística descritiva, teste do qui-quadrado e regressão logística (SPSS, versão 25.0; p<0.05). A prevalência de HDC foi de 52.7%, sendo mais frequente no gênero feminino (69.5%). Os dentes posteriores superiores foram os mais acometidos (84.7%), com predomínio do lado esquerdo. O estímulo térmico ao frio foi o principal desencadeador da dor (86.4%). Na análise bivariada, observou-se associação significativa entre HCD e faixa etária, bem como o hábito de ranger os dentes durante o sono (p<0.05). Na análise multivariada, apenas a faixa etária de 31 a 50 anos permaneceu associada à HDC (OR =3,91; IC95%: 2,06 - 7,42; p<0.001). O bruxismo do sono apresentou tendência de associação sem significância estatística (p>0.05).

Conclui-se que a HDC apresentou alta prevalência na população estudada, estando associada principalmente à faixa etária de 31 a 50 anos.

(Apoio: CAPES)
PNb0206 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito das ciclagens mecânica e térmica combinadas na adesão de um novo compósito bulk-fill autopolimerizável
Bruna Perazza, Érika Mayumi Omoto, Anderson Catelan, André Luiz Fraga Briso, Caio César Pavani, Ticiane Cestari Fagundes
Odontologia restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o desempenho adesivo de restaurações Classe I confeccionadas com resina composta convencional (RC), bulk-fill fotopolimerizável (RB) e bulk-fill autopolimerizável (RA), após envelhecimento por ciclagens mecânica e térmica combinadas. Foram preparados e restaurados 60 molares humanos de acordo com os sistemas adesivos e materiais correspondentes a cada grupo. Após 24 h de armazenamento, metade dos espécimes foi seccionada para obtenção de palitos (0,9 ± 0,1 mm²), os quais foram submetidos ao teste de microtração. A outra metade foi inicialmente submetida à fadiga mecânica, seguida da obtenção dos palitos, que foram então submetidos à ciclagem térmica antes do ensaio de microtração. Amostras adicionais foram destinadas à análise de nanoinfiltração para avaliação qualitativa da interface adesiva. Os dados foram analisados por ANOVA a dois critérios e teste de Tukey (α = 5%). Após 24 h, não houve diferença entre os grupos quanto à resistência de união (p > 0,05). Entretanto, após o protocolo de envelhecimento combinado, RA apresentou valores significativamente superiores em relação a RC e RB (p < 0,05). Todos os materiais exibiram redução significativa da resistência adesiva após as ciclagens (p < 0,05). Falhas adesivas foram predominantes, sendo observada menor incidência de falhas prematuras no grupo RA após 24 h. A análise de nanoinfiltração revelou uma interface adesiva mais contínua e estável para a resina autopolimerizável, mesmo após o envelhecimento.

Embora o sistema bulk-fill autopolimerizável tenha apresentado desempenho inicial semelhante aos demais, demonstrou maior resistência adesiva após a simulação de envelhecimento mecânico e térmico, indicando potencial superior de durabilidade clínica.

PNb0207 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Impacto de bebidas funcionais nas propriedades ópticas e mecânicas do esmalte dental
Carolina Meneghin Barbosa, Julliana Andrade da Silva, Rafael Pino Vitti, Flávio Henrique Baggio Aguiar, Waldemir Francisco Vieira Junior, Débora Alves Nunes Leite Lima
Clínica Odontológica - Dentistica FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro o efeito de bebidas funcionais (shots matinais) sobre a microdureza e a cor do esmalte dental. Blocos de esmalte/dentina bovinos (4×4 mm) foram distribuídos em quatro grupos (n=10): Controle (água destilada), Morning Shot Sanavita (SM1), Wake Up Shot Bigen (SM2) e Morning Shot Sublyme (SM3). As soluções foram preparadas conforme recomendação dos fabricantes (5 g/15 mL). As amostras foram submetidas à imersão diária por 5 minutos durante 30 dias, o grupo controle foi imerso em água destilada, enquanto os grupos experimentais foram expostos às respectivas soluções. A análise de cor foi realizada obtendo-se ∆L, ∆a, ∆b, ∆Eab, ∆E00 e índice de brancura (∆WID). A microdureza superficial (SMH) foi avaliada pelo teste Knoop. Os dados foram analisados por modelos lineares mistos e generalizados, com nível de significância de 5%. As soluções apresentaram pH médio de 3,2. Observou-se redução significativa da microdureza em comparação ao grupo controle (p<0,001), enquanto não houve diferença entre os grupos experimentais (p>0,05). Na análise de cor, verificou-se aumento significativo de ∆b, indicando maior tendência ao amarelo, além de elevação de ∆E*ab e ∆E00, com maiores alterações no grupo SM3 (p<0,001).

Concluiu-se que os shots matinais avaliados apresentaram baixo pH e promoveram alterações significativas na microdureza e na cor do esmalte dental.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0209 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação da qualidade salivar em pacientes de baixo e alto risco para desgaste dental erosivo
Milena Rodrigues Muniz, Cláudia Allegrini Kairalla, Taís Scaramucci
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou se a qualidade da saliva, determinada por meio do fluxo e pH salivar, difere entre pacientes com alto e baixo risco para desgaste dental erosivo (DDE). Oitenta voluntários foram alocados igualmente em dois grupos, de baixo risco e alto risco para DDE, cujos critérios incluíram presença de refluxo gastroesofágico, vômitos recorrentes e consumo frequente de alimentos e bebidas ácidas. A coleta de saliva estimulada e não estimulada foi realizada em três momentos: inicial, três meses e seis meses, com medição do fluxo salivar em mililitros por minuto e do pH por potenciometria. O grupo de baixo risco apresentou fluxo salivar significativamente maior que o de alto risco, tanto para saliva não estimulada (p=0,016) quanto para estimulada (p=0,032). Para o pH da saliva não estimulada, houve diferença significativa entre os grupos aos três meses (p=0,015) e seis meses (p=0,010), mas não no momento inicial.

Pacientes de alto risco para desgaste dental erosivo apresentam pior qualidade salivar, caracterizada por menor fluxo salivar e pH mais ácido na saliva não estimulada, o que pode reduzir o efeito protetor da película salivar e aumentar a susceptibilidade ao desgaste dentário.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/20569-2)
PNb0210 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Filme hidrogel bioadesivo de quitosana na proteção do esmalte contra erosão: estudo in vitro
Diana Moreira Gomes Martins, Luan Júlio Ruiz da Silva, Vitória Lacerda Santos, Sandra Chaves Daher, Paula Mendes Acatauassú Carneiro, Milton Carlos Kuga, Mileide da Paz Brito, Cristiane de Melo Alencar
Ciências da saúde CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar um filme hidrogel bioadesivo (FI) à base de quitosana como estratégia protetora contra a progressão da erosão do esmalte in vitro, bem como investigar seu perfil de biodegradabilidade. A película foi formulada com quitosana (2%) e alginato (2%) como matriz polimérica, contendo glicerol (20%) como plastificante e reticulada com tripolifosfato de sódio (TPP) para maior estabilidade estrutural. O pH foi ajustado para ~7 e a solução foi moldada por técnica de casting, resultando em filme uniforme com espessura aproximada de 0,5 mm. Espécimes de esmalte bovino (4 × 4 × 2 mm) foram submetidos à erosão inicial com ácido cítrico a 1% por 10 min e distribuídos em três grupos (n = 12): G1 - controle negativo; G2 - filme hidrogel; G3 - controle positivo (verniz fluoretado, 22.000 ppm F). Após imersão em saliva artificial, os espécimes foram submetidos à ciclagem erosiva por 5 dias. A biodegradabilidade foi avaliada por perda de massa após imersão em saliva artificial (37 °C) nos tempos de 1 h, 6 h, 24 h e 3 dias. O desgaste erosivo (µm), a rugosidade linear (Ra) e superficial tridimensional (Sa) foram analisados por microscopia confocal 3D, enquanto a densidade mineral (g/cm³) foi mensurada por micro-CT. O grupo G2 apresentou menor desgaste erosivo e menores valores de rugosidade em comparação aos demais grupos (p < 0,05), além de menor perda de densidade mineral, semelhante ao controle positivo (p < 0,05). A película demonstrou degradação progressiva (8% em 1 h; 12% em 6 h; 30% em 24 h; 65% em 3 dias).

O FI apresentou efeito protetor contra a progressão da erosão do esmalte, associado à biodegradação gradual, podendo representar uma alternativa promissora às abordagens convencionais para o controle do desgaste erosivo.

(Apoio: FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas)



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