9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 251 a 260


PN-R0309 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Efeito do plasma de baixa temperatura nas propriedades das dentinas hígida e erodida e na qualidade da interface adesiva
Vitória Marques Gomes, André Luiz Fraga Briso, Bruno Mena Cadorin, Ticiane Cestari Fagundes, Paulo Henrique dos Santos, Anderson Catelan
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar o efeito da aplicação do plasma de baixa temperatura à base de argônio (PBT), associado ou não ao oxigênio, sobre o ângulo de contato (º), energia de superfície (ES) e energia total de interação livre (∆GswsTotal) das dentinas hígida (DH) e erodida (DE), bem como a resistência de união (RU) e a qualidade da interface adesiva. Quarenta e oito molares humanos hígidos (n=8) tiveram tecido dentinário exposto e produção de smear layer. Metade destes foi submetida ao protocolo de erosão (HCl-pepsina). Os tratamentos realizados foram: A) TPBT (aplicação do PBT); B) PBTO2 (aplicação do PBT+2% oxigênio); C) SPBT (sem aplicação do PBT). Foi utilizado um goniômetro para as análises de º, ES e ∆GswsTotal. A RU foi obtida pelo teste de microtração (24h e 10.000 ciclos térmicos). A interface adesiva foi avaliada por meio da Microscopia de Varredura Confocal a Laser. As análises estatísticas foram feitas pela ANOVA e Teste de Tukey (α=0,05). O TPBT diminuiu o º quando comparado ao SPBT, com valores intermediários para PBTO2, apenas para DH. A DE apresentou maiores valores de ES quando comparada à DH, independente do tratamento realizado. O TPBT aumentou a ∆GswsTotal comparado ao SPBT, enquanto o PBTO2 apresentou valores intermediários, independente do tipo de dentina. Para a RU, foi observada diminuição na adesão em todos os grupos após a ciclagem térmica. Notou-se uma relação na espessura da camada adesiva e tratamento realizado: grupos SPBT com camada adesiva mais espessa; grupos TPBT com camada intermediária; com a menos espessa em PBTO2.

Conclui-se que o PBT aumentou a hidrofilia de ambas as dentinas e a molhabilidade da DH, onde foi observada menor ES, sem influência na DE e na RU; ainda, o PBTO2 melhorou a qualidade da interface adesiva.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/16034-6)
PN-R0310 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

COMPORTAMENTO ÓPTICO DE RESINA COMPOSTA MONOCROMÁTICA E POLICROMÁTICA EM DENTE BOVINO APÓS CLAREAMENTO DENTAL: AVALIAÇÃO IN VITRO
Adriana Oliveira, Flávio Augusto de Moraes Palma, Luciana Fávaro Francisconi-dos-Rios, Daniel Maranha da Rocha, Flavia Pardo Salata Nahsan
PRODONTO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a comportamento da cor de resina composta monocromática e policromática com o esmalte adjacente, após a aplicação de gel clareador em alta concentração. Foram delimitadas áreas retangulares na face vestibular de dentes bovinos (n=96), subdivididas em dois segmentos, sendo um deles preparado com cavidade padronizada para restauração. As cavidades foram restauradas com resinas compostas monocromática (Vittra APS Unique, FGM) e policromática (Filtek Z350 XT, Solventum). As amostras foram distribuídas em seis grupos (n=16), de acordo com dois fatores: não clareado (NC) e clareado (CL) e tipo de restauração: controle (C), resina policromática (F) e resina monocromática (V). Após a restauração, apenas os grupos designados como clareados (CL) foram submetidos à aplicação de gel clareador de alta concentração (Whiteness HP, FGM). A cor foi mensurada por espectrofotômetro (X-Rite, Pantone) e a diferença de cor (ΔE₀₀) foi calculada pela fórmula CIEDE2000 a partir dos valores do sistema CIELab. A análise de Variância e teste de Tukey (p<0,05) foram aplicados para verificar a diferença entre os grupos. Foram encontradas diferenças significativas entre os grupos clareados e não clareados. Observou-se diferença de cor (ΔE00), maior para F.CL e menor pra V.NC. A diferença de cor para F e V entre a área restaurada e a adjacente aumentou com o clareamento.

A resina composta monocromática apresentou correspondência satisfatória de cor quando comparada à resina policromática nos grupos NC. O clareamento influenciou o comportamento óptico para ambas resinas. Nenhuma resina, na diferença de cor, alcançou a cor do esmalte dental.

(Apoio: CAPES)
PN-R0311 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Influência da escovação com dentifrícios convencional, clareador e com carvão ativado na cor de materiais CAD/CAM cimentados sobre dentina
Luis Felipe Rondón Ordóñez, Rafael de Pauli Santos, Rafael Ragnolli Guimarães, Renata Garcia Fonseca, Bruno Arruda Mascaro, José Maurício Dos Santos Nunes Reis
Departamento de Materiais Odontológicos UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivos: Avaliar a influência da escovação com diferentes dentifrícios na diferença de cor de materiais CAD/CAM cimentados sobre dentina. Material e métodos: Foram confeccionados discos (Ø7,5x1±0,05 mm) de Grandio Blocs-GB, VITA Enamic-VE e VITABLOCS Mark II-VM na cor A2 de alta translucidez, bem como de dentina bovina (n=12), por meio de usinagem em cilindros seguida de seccionamento em máquina de corte. As superfícies dos materiais foram caracterizadas com stain e glaze, e cimentados sobre dentina com cimento resinoso dual. O ensaio de escovação simulou 5 anos de desafio clínico, utilizando dentifrícios convencional (C), com carvão ativado (CA) e clareador (CL). As coordenadas CIELAB foram obtidas com espectrofotômetro (CM-2600d), observador 2º e iluminante D65. Diferenças de cor CIEDE2000 (∆E00) foram calculadas. Os resultados foram comparados aos limiares de perceptibilidade (LP) e aceitabilidade (LA) por meio de intervalos de confiança de 95% (IC95%). A topografia de superfície foi analisada qualitativamente por microscopia confocal de varredura a laser 3D (100×). Resultados: As combinações GB-C, GB-CA, VE-CA e VE-CL apresentaram IC95% de ∆E00 acima do LA. As demais condições, GB-CL, VE-C, VM-C, VM-CA e VM-CL apresentaram IC95% de ∆E00 abaixo do LA. Após a escovação, observaram-se alterações na topografia da superfície, com um aumento na relação entre picos e vales.

Conclusões: Os materiais CAD/CAM GB e VE apresentaram diferenças de cor aceitáveis e inaceitáveis, de acordo com o tipo de dentifrício da escovação. VM manteve diferenças de cor acetáveis, independentemente do dentifrício empregado.

(Apoio: FAPESP  N° 2022/12430-9  |  FAPESP  N° 2022/12431-5)
PN-R0313 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Desenvolvimento e caracterização de infiltrantes resinosos contendo nanosilicato de cálcio funcionalizado com clorexidina
Shirley Maria de Nazaré Rocha Cardoso, Laysa da Cunha Barros, Paulo Vitor Campos Ferreira, Felipe Silva Gomes, Amanda Palmeira de Arruda Nogueira, Thais Bezerra da Maceno Oliveira, Rayssa Ferreira Cavaleiro de Macêdo, José Roberto de Oliveira Bauer
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi desenvolver e caracterizar infiltrantes resinosos experimentais contendo diferentes concentrações de nanosilicato de cálcio (NANOSIL) (5% e 10%), com e sem funcionalização com clorexidina (CHX), comparando-os ao infiltrante controle e comercial. Avaliou-se as propriedades físico-químicas: grau de conversão (GC), ângulo de contato (AC), rugosidade superficial (RS), sorção (SO) e solubilidade (SL), alteração do pH, liberação iônica (Ca++) e formação de precipitados in vitro. Foram formulados quatro grupos experimentais: NANOSIL 5%, NANOSIL 10%, NANOSIL 5% CHX e NANOSIL 10% CHX. Os materiais foram comparados ao controle experimental sem carga e ao Icon® (DMG). Os testes incluíram GC (n=3), AC (n=6), rugosidade (n=7), SO e SL (n=7), liberação de íons Ca²⁺ (n=7), variação de pH (24h a 28 dias) (n=7) e formação de precipitados (n=4). Os dados foram analisados com testes de normalidade (Shapiro Wilk), ANOVA de um fator e ANOVA de medidas repetidas, com comparações múltiplas pelo teste de Holm-Sidak (α = 0,05). Não houve diferença significativa entre os grupos quanto ao GC, SL e RS. NANOSIL 10% CHX apresentou maior AC. NANOSIL 5% e 10% revelaram maior liberação Ca++, enquanto os grupos com CHX mostraram liberação intermediária. O comportamento de SO foi semelhante ao Icon®, estabilizando após 7 dias. NANOSIL 5% e 10% apresentaram maior formação de hidroxiapatita.

Os infiltrantes resinosos experimentais apresentaram desempenho físico-químico semelhante ao material comercial, diferindo apenas pela liberação de íons cálcio. Além disso, demonstraram capacidade de induzir a formação de hidroxiapatita, independentemente da concentração de nanopartículas ou da funcionalização com clorexidina.

PN-R0314 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Comportamento reológico e perfil de textura de gel experimental dessensibilizante à base de canabidiol para aplicação dental
Marina Lima Wanderley, Jamily Jose Quaresma, Ana Carolina Gomes de Albuquerque de Freitas, Allícia Drielly Abreu Silva, Camila de Paiva Rodrigues, Jonata Leal Dos Santos, Russany Silva da Costa, Jesuina Lamartine Nogueira Araújo
Dentística UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de derivados da Cannabis sativa L. na odontologia têm despertado interesse devido suas propriedades terapêuticas, exigindo o desenvolvimento de formulações com características adequadas para aplicação na superfície dentária. O objetivo desse estudo foi avaliar o comportamento reológico e perfil de textura de um gel experimental dessensibilizante à base de óleo de canabidiol 7% e compará-lo ao gel comercial dessensibilizante (Dessensibilize KF2%-FGM). Os excipientes da formulação experimental foram determinados com base na 6ª edição da Farmacopéia Brasileira. O comportamento reológico dos géis foi analisado em temperatura ambiente (±25ºC) e em temperatura da boca (±37,5ºC), em um reômetro, com o sistema cone placa, girando a 100.01 rpm, para um tempo de 120 s. O perfil de textura avaliou os parâmetros dureza e adesividade, através de um analisador de textura, com dois ciclos de compressão, a uma taxa fixa de 2 mm/s e profundidade de 10 mm. Os géis apresentaram comportamento de flúidos pseudoplásticos e aumento da viscosidade em temperatura da boca, no entanto apenas o gel experimental apresentou tixotropia. Os valores dos parâmetros do perfil de textura do gel comercial foram superiores aos da formulação experimental. A menor dureza aliada à adesividade e à tixotropia do gel experimental podem ser consideradas características vantajosas para superfície dentária, pois conferem facilidade de espalhamento e potencial de permeabilidade na estrutura dentária.

O gel experimental à base de canabidiol apresentou características reológicas e parâmetros de textura adequados para aplicação na superfície dentária.

PN-R0315 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Citotoxicidade das diferentes fases do cimento de aluminato de cálcio
Andreza Vasques, Paola da Rosa Silveira, Kamile Leonardi Dutra Horstmann, Elena Riet Correa Rivero, Cleonice da Silveira Teixeira, Renata Gondo Machado, Cláudia Ângela Maziero Volpato, Lucas da Fonseca Roberti Garcia
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a citotoxicidade das diferentes fases isoladas do cimento de aluminato de cálcio (CA, CA2 e C12A7), comparativamente ao cimento de aluminato de cálcio convencional (CAC) e ao agregado trióxido mineral (MTA), por meio da viabilidade de fibroblastos 3T3. Amostras dos cimentos foram manipuladas e mantidas para presa por 24 h, sendo posteriormente imersas em meio DMEM para obtenção de extratos. Os extratos foram filtrados e testados nas diluições 1:1, 1:2 e 1:4. Fibroblastos 3T3 foram expostos aos extratos por 24 e 48 h. A viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio MTT e expressa em porcentagem em relação ao controle. Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores, seguida do pós-teste de Tukey (α = 5%). A citotoxicidade foi dependente do material, da concentração e do tempo. De acordo com a norma ISO 10993-5, a diluição 1:1 apresentou, em geral, comportamento citotóxico, especialmente após 48 h. CA e C12A7 apresentaram os melhores perfis de citocompatibilidade, com viabilidade celular elevada nas diluições 1:2 e 1:4. O CA2 demonstrou comportamento intermediário. O C12A7 destacou-se por apresentar recuperação da viabilidade ao longo do tempo na maior concentração. O CAC exibiu elevada citotoxicidade na maioria das condições, enquanto o MTA apresentou boa viabilidade nas diluições mais baixas, porém com acentuada citotoxicidade na diluição 1:1 em 48 h.

A citotoxicidade dos cimentos é influenciada pela composição da fase, concentração e tempo de exposição. As fases CA e, principalmente, C12A7 demonstraram maior potencial biológico, sugerindo que o isolamento de fases do cimento de aluminato de cálcio pode representar uma estratégia promissora para o desenvolvimento de biomateriais mais biocompatíveis.

PN-R0316 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

EFEITOS DE DIFERENTES FLUORETOS NA MICRODUREZA E MORFOLOGIA DA DENTINA ERODIDA: UM ESTUDO IN VITRO
Juliana Garcia Alves, Wallyson Luis Maués da Fonseca, Ana Maria Neves Damião, Jesuina Lamartine Nogueira Araújo, Joissi Ferrari Zaniboni, Paulo Eliezer de Oliveira Moreira, Cristiane de Melo Alencar, Cecy Martins Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou o impacto de diferentes dentifrícios fluoretados (fluoreto estanhoso, fluoreto de sódio e fluoreto de amina) na microdureza Knoop (KHN) e na morfologia da dentina erodida. Foram utilizados 60 espécimes de dentina bovina, previamente submetidos à erosão inicial com ácido cítrico a 0,3% por 10 min. e distribuídos em 4 grupos experimentais (n=15): Controle (controle negativo) - Curaprox Enzycal Zero; SnF2 (controle positivo) - Crest Pro-Health GUM and Sensitive; NaF- Colgate OrthoGard; AmF- Elmex Anticárie. Após a aplicação dos dentifrícios por 10 min., os espécimes permaneceram em saliva artificial para formação da película adquirida e foram submetidos, por 5 dias, ao protocolo de ciclagem erosiva-abrasiva com 4 desafios erosivos diários e 2 desafios abrasivos por escovação. As análises foram realizadas por KHN e microscopia confocal de varredura a laser 3D (laser 3D), com avaliação quantitativa da perda de volume, da rugosidade linear e volumétrica, análise qualitativa da morfologia. Os dados de KHN foram analisados por ANOVA two-way com post-hoc de Tukey e os de laser 3D por ANOVA (p≤0,05). Todos os grupos mostraram redução significativa da KHN após o desafio erosivo-abrasivo, sem diferenças entre si. Os grupos SnF2 e AmF mostraram menor perda de volume estrutural, menores valores de rugosidade, superfície mais homogênea, menor degrau de desgaste e maior oclusão dos túbulos dentinários em comparação ao controle e ao NaF.

Concluiu-se que, sob condições severas de desafio, os dentifrícios contendo íons metálicos polivalentes (SnF2) e fluoretos orgânicos (AmF) são estratégias superiores aos fluoretos monovalentes tradicionais para mitigar o desgaste estrutural e preservar a integridade da dentina erodida.

PN-R0317 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Efeito da desidratação dental no comportamento óptico de resinas compostas monocromáticas
Henrique César Schimitz Gassen, Zuila Maria Lobato Wanghon, Bruno Manoel Medeiros E. Silva, Isabela Reginaldo, Analucia Gebler Philippi, Laura Costa Beber Copetti, Luis Felipe Schenato, Thaís Marques Simek Vega Gonçalves
CCS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O efeito da desidratação dental no comportamento óptico é relevante, porém, ainda pouco estudado em resinas monocromáticas. Assim, esse ensaio clínico randomizado avaliou a influência da desidratação dental sobre o mimetismo, imediato e em curto prazo, de resinas monocromáticas aplicadas em restaurações cervicais. Foram restauradas 80 lesões cervicais de 22 pacientes (57,2 ± 15,4 anos, 9 homens), utilizando-se 3 diferentes resinas compostas monocromáticas (Charisma Diamond One (Kulzer), Omnichroma (Tokuyama) e Essentia Universal (GC)) e uma resina composta convencional (Match Classic, Wilcos) como controle (n = 20 por grupo). A análise de cor foi realizada por meio da fotocolorimetria (protocolo eLAB) e as diferenças de cor (ΔE00) foram avaliadas em diferentes momentos: inicial, sob isolamento absoluto, imediatamente após a remoção do isolamento e 1 semana e 6 meses após a reidratação dental. Os dados foram analisados com análise de variância (ANOVA) de medidas repetidas seguida de Sidak (α = 0,05). A desidratação influenciou principalmente a resina Omnichroma que apresentou maior variação de cor durante o isolamento (P=0,0001). Após 1 semana, a Essentia e o controle apresentaram melhor mimetismo de cor (P<0,05) e, após 6 meses, todos os materiais apresentaram integração cromática aceitável, exceto o grupo Charisma, que permaneceu significativamente diferente dos demais (P=0,03).

Conclui-se que a desidratação dentária interfere no mimetismo de cor das resinas monocromáticas, sendo recomendável aguardar ao menos uma semana para a avaliação da cor final das restaurações quando houver reidratação dentária evidente.

(Apoio: CAPES  N° 88887.197896/2025-00)
PN-R0318 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Efeito dos métodos de lavagem na adesão microbiana e nas propriedades superficiais de resina impressa 3D
Jade Véras Diniz, Ana Luisa Cassiano Alves Bezerra, Laura Buarque Caminha Lins, Jheniffer Nicoly de Lima Santos, Moan Jéfter Fernandes Costa, Pedro Henrique Sette-de-Souza, Gabriela Queiroz de Melo Monteiro
Programa de Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito de diferentes protocolos de lavagem no pós-processamento sobre propriedades superficiais e adesão microbiana de uma resina odontológica impressa em 3D de longa duração (Voxel Print/FGMT). Os espécimes foram submetidos a quatro métodos de lavagem (n=8): imersão em álcool 40% (IME), fricção com álcool >90% (ALC), fricção com água (WAC) ou fricção a seco (DRY). Todos passaram por um processo de pós-cura por 30 minutos (Mercury Plus V3, Elegoo, China). A rugosidade superficial (Ra) e o ângulo de contato foram avaliados antes e após 10.000 ciclos de escovação simulada. A Ra foi aferida com um rugosímetro portátil (SURFTEST SJ 310/ Mitutoyo Corporation, Japão) e o ângulo de contato foi medido pelo método da gota séssil (ImageJ 1.53e, Instituto Nacional de Saúde, EUA). A adesão microbiana de S. mutans e C. albicans foi mensurada por unidades formadoras de colônias (UFC/mL). Todos os protocolos apresentaram Ra abaixo do limite clínico (0,2 µm). Não houve alterações intragrupo significativas, mas diferenças intergrupos foram observadas (p=0.007). O ângulo de contato reduziu na maioria dos grupos, indicando maior molhabilidade, enquanto IME manteve-se estável. A adesão microbiana variou conforme o protocolo. O grupo DRY apresentou menor rugosidade após a escovação e menores valores de UFC/mL, enquanto o grupo WAC apresentou o pior desempenho quanto ao ângulo de contato e maiores valores de rugosidade. O grupo ALC apresentou maiores níveis de colonização microbiana.

Clinicamente, o protocolo de lavagem influencia a colonização microbiana de resinas impressas em 3D. O método DRY, com menor rugosidade e adesão microbiana, pode favorecer a longevidade das restaurações.

PN-R0319 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 12

Impacto térmico e biológico da fotopolimerização rápida de alta intensidade em resinas compostas bulk-fill
Samille Biasi Miranda, Rodrigo Barros Esteves Lins, Giovana Lordsleem de Mendonça, Caroline de Farias Charamba, Ana Karina Maciel de Andrade, Marcos Antonio Japiassu Resende Montes
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A fotopolimerização rápida de alta intensidade tem sido proposta para otimizar protocolos clínicos restauradores; contudo, seus efeitos térmicos e biológicos ainda são controversos. Este estudo laboratorial avaliou o impacto de um protocolo de fotopolimerização de 3 s no aumento da temperatura transdentinária e na viabilidade celular. Quarenta discos de dentina (0,5 mm), obtidos de molares humanos, foram preparados e incluídos em câmaras pulpares artificiais (4,5 × 5 mm), sendo distribuídos em quatro grupos (n = 5): 10 s/1000 mW/cm² (Valo-10 s), 3 s/3200 mW/cm² (Valo-3 s), sistema adesivo + resina composta Filtek Bulk-Fill Flow/10 s (FBF-10 s) e sistema adesivo + resina composta Tetric PowerFlow/3 s (TPF-3 s). A temperatura foi mensurada com termopar tipo K e a viabilidade celular foi avaliada pelo ensaio MTT. Os dados foram analisados por ANOVA de uma via, seguida do teste de Tukey (p < 0,05). O protocolo de 3 s promoveu aumento significativo da temperatura em comparação ao protocolo convencional (p < 0,001). Em contrapartida, os grupos sem resina (Valo-10 s e Valo-3 s) apresentaram maior viabilidade celular, enquanto os grupos com resina demonstraram redução significativa. Diferenças estatisticamente significativas foram observadas entre Valo-3 s e FBF-10 s (p = 0,023), e entre Valo-3 s e TPF-3 s (p = 0,025), sugerindo potencial efeito citotóxico associado aos grupos FBF-10 s e TPF-3 s.

Apesar do maior aquecimento, a fotopolimerização rápida de alta intensidade manteve viabilidade celular semelhante ao protocolo convencional, indicando que o material pode ser mais determinante do que o tempo de exposição.

(Apoio: PFA-UPE  |  PFA-UPE)



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