9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 271 a 280


PN-R0334 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Influência de estratégias de aplicação do coating bioativo (S-PRG) na adesão de bráquetes ortodônticos e prevenção de lesão inicial de cárie
Abigail Andrade Pires, Thirza Dias Gomes, Iasmyne Lorena Gonçalvez Ferreira, Cristie Luis Kugelmeier, Leily Macedo Firoozmand
Prog. de Prós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Lesões iniciais de cárie (LIC) são efeitos colaterais comuns em pacientes ortodônticos tratados com aparelhos fixos e o emprego de materiais e técnicas preventivas podem definir o completo sucesso do tratamento. Este estudo in vitro teve como objetivo avaliar a influência de diferentes estratégias de aplicação do coating bioativo a base de Giomer, partículas de ionômero de vidro pré-reagidas (PRG) na resistência ao cisalhamento de bráquetes e na prevenção de LIC de dentes expostos ao desafio cariogênico (DC). Sessenta amostras de esmalte bovino foram padronizados, randomizadas em cinco grupos (n=12): PRG-B-DC (aplicação PRG 3 dias antes da fixação do bráquete e DC), PRG-B-C (aplicação PRG 3 dias antes da fixação do bráquete, controle), B-PRG-DC (fixação do bráquete, uso do PRG ao redor e DC), B-DC (fixação do bráquete e DC) e B-C (controle). Para fixação dos bráquetes utilizou-se TransbondT XT, visto que as amostras controle permaneceram em água destilada, enquanto as DC permaneceram 8 dias em um modelo simulando ciclos de des-remineralização. Posteriormente, avaliou-se a resistência ao cisalhamento (MPa), o Índice de Remanescente Adesivo (IRA) e a presença de LIC por microscopia óptica avaliadas em software ImageJ. Os dados foram analisados por ANOVA one way e pos-hoc Tukey (α=0,05). B-PRG-DC, B-DC e B-C apresentaram maior resistência ao cisalhamento, comparados a PRG-B-DC e PRG-B-C (p<0,001), sendo que a aplicação prévia do tratamento (PRG-B-DC e PRG-B-C), promoveu 100% de falhas adesivas. Apenas B-DC (sem tratamento e exposto ao desafio cardiogênico) desenvolveu LIC.

Conclui-se que o coating PRG quando aplicado no esmalte após a fixação do bráquete previne o desenvolvimento de LIC sem interferir na resistência adesiva.

(Apoio: CAPES - CAPES  N° 001  |  FAPEMA  N° BM-09998/24)
PN-R0336 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

COMPARAÇÃO DE PROPRIEDADES MECÂNICAS DE RESINAS COMPOSTAS OBTIDAS POR DIFERENTES TÉCNICAS RESTAURADORAS
Heitor Tavares de Araújo, Luciano Vale Faustino da Silva, Yohanna Kalynna Santos Wanderley, Vitorio Araujo Farias, Paola Bernardes, Luís Henrique Araújo Raposo, Rafael Rocha Pacheco, João Paulo da Silva Neto
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou as propriedades mecânicas in vitro de materiais resinosos obtidos a partir de três tipos de técnicas restauradoras. Os corpos de prova foram confeccionados em formato de barra (25×2×2 mm) e cilindro (3×6 mm) sendo arranjados nos grupos em função do material e da técnica (n=10): C - controle (Essentia LE GC: técnica incremental/resina convencional), FI - Fluido injetável (G-ænial Universal Flo: resina fluida injetável) e T - termicamente modificada (Essentia LE GC: resina convencional pré-aquecida a 69°C/8min). Os espécimes em formato de barra foram submetidos aos testes resistência à flexão e módulo de young enquanto que os cilindricos a resistência a compressão. Os resultados foram analisados estatisticamente (GraphPad, versão10.5.0), sendo a normalidade verificada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov (α=0,05). Onde as variáveis com distribuição normal foram analisadas pelo ANOVA one-way ou two-way seguido de Tukey para comparações múltiplas. Para a análise não paramétrica foi realizado o teste Kruskal-Wallis. Os grupos avaliados não mostraram diferenças em relação resistência à compressão (p > 0,05). Para os resultados de resistência à flexão os grupos FI e C apresentaram melhor desempenho quando comparado a T (p = 0,0014 e p = 0,0104, respectivamente). Já para o módulo de Young não foram observadas diferenças significativas entre os grupos (p > 0,05).

Pôde-se concluir que o tipo de resina composta e a técnica de aplicação influenciaram no desempenho mecânico. A resina fluida injetável mostrou resultados semelhantes ao grupo controle, ao passo que o pré-aquecimento da resina convencional não mostrou benefícios.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0337 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Caracterização e estabilidade de uma formulação semissólida contendo canabidiol para tratamento da sensibilidade dentária
Ramon Ferreira Ribeiro, Marina Lima Wanderley, Allícia Drielly Abreu Silva, Camila de Paiva Rodrigues, Diana Ferreira Leite, Cecy Martins Silva, Russany Silva da Costa, Jesuina Lamartine Nogueira Araújo
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O canabidiol (CBD) é um fitoquímico extraído da Cannabis sativa L., o qual surgiu como uma nova alternativa terapêutica em diversas áreas e que vem sendo incorporado a variadas preparações farmacêuticas. Essa tendência fundamenta-se nos efeitos promovidos ao utilizar o CBD, visto que apresenta alto potencial anti-inflamatório, analgésico e bactericida, o que o torna uma possibilidade para o tratamento da sensibilidade dentária. O objetivo desse estudo foi caracterizar uma formulação experimental semissólida a base de óleo de canabidiol 7% com o polímero natrosol 4%. A formulação foi caracterizada quimicamente por espectroscopia na região do infravermelho (ATR-FTIR), análises termogravimétricas (TG/DTG) e calorimetria exploratória diferencial (DSC), além de avaliada quanto à estabilidade acelerada por 180 dias, em estufa (±40 ºC), geladeira (±5 ºC) e temperatura ambiente (±25 ºC). No espectro ART-FTIR a banda de absorção presente no pico de 1637 cm-1, vibração C=C ou C=O pode estar relacionada a molécula de CBD. A curva TG mostrou perda de massa significativa, com pico em 120ºC, e uma segunda perda de menor proporção entre 250ºC e 350ºC, caracterizando perda de água e incorporação de grande parte do óleo de canabidiol. O pico DTG ocorreu a 112ºC, coincidindo com o pico endotermico DSC. Apenas a formulação armazenada em geladeira, não apresentou mudança das características organolépticas e se manteve homogênea durante os 180 dias. Além disso, não houve variação significante dos valores de pH, confirindo às formulações pH ≅ 8.0.

Dessa forma, a formulação semissólida apresentou características preliminares favoráveis e manteve estabilidade por 180 dias em geladeira.

PN-R0338 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Resinas de impressão 3D versus resina acrílica termopolimerizável: uma análise da estabilidade de cor
Andréa Michelle Dos Reis Gomes, Lilian Beatriz Nascimento Bezerra, Victória D´´lourdes Pereira do Nascimento Freire, Anderson Stevens Leonidas Gomes, Patricia Lins Azevedo do Nascimento, Cláudia Cristina Brainer de Oliveira Mota
PPGOdonto UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou a estabilidade de cor em reabilitações provisórias de resinas termopolimerizável e de impressão tridimensional (3D). Foram confeccionados 40 espécimes padronizados (10 mm × 2 mm), distribuídos em dois grupos: resina acrílica termopolimerizável (Vipi Cor, VIPI) e resina para impressão 3D (PrintaX 3D, AA Temp) com n=20 em cada grupo. As amostras foram submetidas à ciclagem térmica, com 2000 ciclos de imersão em água a 5 °C e a 55 °C (banhos de 30 segundos). Posteriormente, os grupos foram subdivididos (n=10) para ciclagem por imersão em corante (café) ou água destilada (controle) por 30 dias. A análise colorimétrica foi realizada através dos parâmetros de espectrofotometria CIELAB, antes e após a ciclagem em corantes, utilizando fundo branco, cinza e preto para as mensurações. Os dados foram tabulados e analisados estatisticamente pelo software IBM SPSS Statistics versão 29, considerando P<0,05 com 95% intervalo de confiança. A imersão em corantes mostrou variação significativa de cor nos dois grupos, nas variáveis ΔL (P<0,001) e ΔE (p=0,0001). Quanto ao tipo de resina, observou-se maior manchamento no grupo impressão 3D, nos parâmetros ΔL (p<0,01), Δa (p<0,01) e ΔE (p=0,018). Adicionalmente, o plano de fundo influenciou significativamente a detecção das variações, com maior evidência em superfícies claras.

Resinas provisórias obtidas por impressão 3D apresentam desempenho inferior quanto à estabilidade de cor quando comparadas às resinas acrílicas termopolimerizáveis, evidenciando uma limitação relevante para sua aplicação clínica em reabilitações provisórias de maior longevidade.

(Apoio: CNPq  N° 140901/2024-8  |  P01840  N° PFA/PIBIC)
PN-R0339 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Efeito de nanopartículas de sílica-grafeno em glaze fotopolimerizável sobre propriedades de resina impressa em 3D
Camilla Sthéfany do Carmo Ribeiro, Nathália Maria Ferreira Gonçalves, Carolina Gonzales Franca, Livia Ramos Dorta da Silva, Danilo Diniz Siqueira, Guilhermino José Macêdo Fechine, Rodrigo Furtado de Carvalho, Tarcisio José de Arruda Paes Junior
Prótese e Materiais Dentários INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito da incorporação de nanopartículas de sílica-grafeno (G-SiO2) em glaze fotopolimerizável aplicado sobre resina de base de prótese impressa em 3D. As nanopartículas foram preparadas na proporção de 5 mg:1 mg (sílica:grafeno), dispersas em álcool isopropílico, submetidas à agitação magnética por 10 minutos e secas em estufa até evaporação completa do solvente. O pó foi incorporado ao glaze por agitação magnética (12 minutos) seguida de ultrassom (10 minutos). Os grupos foram definidos de acordo com a concentração das nanopartículas no glaze (G-SiO2 0,001% e G-SiO2 0,005% em peso) e um grupo controle sem adição de nanopartículas. Corpos de prova em resina (n=8/grupo) foram confeccionados em formato retangular por impressão 3D. O glaze foi aplicado com pincel em movimento unidirecional e fotopolimerizado por 3 minutos. Foram avaliadas translucidez (TP00), microdureza Vickers, rugosidade superficial (Ra e Rz) e ângulo de contato. Os dados foram avaliados por ANOVA e teste post hoc de Tukey (α=0,05). Não houve diferença significativa para TP00 (p=0,065) e rugosidade (Ra: p=0,370; Rz: p=0,158). A microdureza apresentou diferenças significativas (p=0,008), com maiores valores nos grupos com nanopartículas em comparação ao controle, sendo a concentração de 0,005% superior à de 0,001%. No ângulo de contato, ambos os grupos experimentais apresentaram valores significativamente maiores que o controle (p<0,001), indicando maior hidrofobicidade.

A incorporação de nanopartículas ao glaze fotopolimerizável não comprometeu as propriedades ópticas e de rugosidade da resina, promovendo aumento da microdureza e maior hidrofobicidade superficial.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/10385-4)
PN-R0341 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Efeito do momento da ativação do sistema adesivo na união de dissilicato de lítio em esmalte e dentina com cimentos resinosos
Rafael Ragnolli Guimarães, Rafael de Pauli Santos, Luis Felipe Rondón Ordóñez, Bruno Arruda Mascaro, José Maurício Dos Santos Nunes Reis
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se a influência do momento da fotoativação do sistema adesivo na resistência de união de dissilicato de lítio cimentado em dentina e em esmalte bovino com cimentos dual ou fotopolimerizável após envelhecimento hidrotérmico. Discos (Ø7,75 mm) de dissilicato de lítio (IPS e.max CAD HT; Ivoclar-Vivadent) foram confeccionados em 0,5; 1,0 e 1,5 mm de espessura (n=80/grupo) e, após tratamento de superfície, foram cimentados em discos de esmalte ou dentina (Ø7,75x1,0 mm), condicionados com ácido fosfórico e adesivo, o qual foi fotopolimerizado por 10 s previamente à cimentação ou fotoativado simultaneamente ao cimento. Foram utilizados cimentos resinosos dual ou fotopolimerizável (Variolink Esthetic DC ou LC), fotopolimerizados por transiluminação por 40 s (Valo Grand; Ultradent). A resistência de união foi avaliada por cisalhamento em máquina de ensaios EMIC DL20000, utilizando dispositivo em lâmina de faca de 0,2 mm, velocidade de 1,0 mm/min e célula de carga de 5,0 kN, até a falha. Valores em N foram convertidos em MPa pela divisão da força máxima pela área adesiva. Os dados foram submetidos a testes de normalidade e homocedasticidade, seguidos de 3-way ANOVAs e Games-Howell. Em ambos os substratos, a fotopolimerização prévia do adesivo promoveu os maiores valores de resistência de união, independentemente do cimento. Quando o adesivo foi fotoativado por transiluminação, o cimento fotopolimerizável foi superior ao dual.

A fotopolimerização prévia do sistema adesivo aumentou a resistência de união em esmalte e em dentina, independentemente do cimento utilizado.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/12258-4)
PN-R0342 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Efeitos da adição de extrato de Anacardium occidentale L. em resina composta: estudo in vitro
Israel Luís Diniz Carvalho, Gabriella Rodrigues da Silva, Lorena Pinheiro Dantas Farias, Gabriela Queiroz de Melo Monteiro, Moan Jéfter Fernandes Costa, Pedro Henrique Sette-de-Souza
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro avaliou a incorporação de 0,5% de extrato hidroalcoólico da casca de Anacardium occidentale L. em uma resina composta nanohíbrida (Filtek Z250 XT). Foram confeccionados corpos de prova para grupo controle (RCC) e modificado (RCM), submetidos a testes de cor (n=5; 15×10×1 mm), microdureza Vickers, rugosidade superficial, atividade antimicrobiana (n=5; 2×5 mm), resistência à flexão e módulo de elasticidade (n=5; 25×2×2 mm), profundidade de polimerização (n=5; cilindro de 6 mm) e radiopacidade (n=2; 15×10×1 mm), seguindo a ISO 4049. A atividade antimicrobiana foi testada conforme ISO 3990. Os resultados mostraram alteração cromática significativa (ΔE>27). Não houve diferenças estatisticamente significativas para microdureza (HV) (p=0,21; RCC = 149.06 ± 41.84 e RCM = 127.44 ± 3.72), rugosidade superficial (μm) (p=0,06; RCC = 0.395 ± 0.152 e RCM = 0.221 ± 0.102, resistência à flexão (MPa) (p=0,171; RCC = 149,75 ± 31,15 e RCM = 115,03 ± 40,69), módulo de elasticidade (MPa) (p=0,951; RCC = 327,25 ± 108,53 e RCM = 331,89 ± 123,26). Houve diferença estatisticamente significativa para profundidade de polimerização (mm) (p=0,044; RCC = 4,10 ± 0,82 e RCM = 3,02 ± 0,04). Nenhum dos grupos apresentou atividade antimicrobiana. A radiopacidade foi equivalente entre os grupos.

Conclui-se que a modificação com extrato de A. occidentale não conferiu atividade antimicrobiana, influenciou a estética e reduziu a profundidade de polimerização. Entretanto, manteve a maioria das propriedades mecânicas dentro de padrões clinicamente aceitáveis, demonstrando a viabilidade do extrato como aditivo, desde que sua concentração seja otimizada em estudos futuros.

PN-R0343 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Impacto da Fração de Fibras de Vidro-E curtas nas Propriedades Mecânicas de um Compósito Odontológico Experimental
Isabela Duarte Ávila de Lima, Danthon Noronha de Moura, Rebeka de Oliveira Reis, Clara Melissa Natário Martins, Sheise Lany Cerdeira da Silva, Rony Peterson Alves Rodrigues, Luciana Mendonça Silva, Leandro de Moura Martins
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A restauração de dentes extensamente destruídos permanece um desafio devido às limitações mecânicas dos compósitos convencionais. Este estudo avaliou o impacto da fração de fibras de vidro-E nas propriedades mecânicas de um compósito experimental. Foram formulados seis grupos de resinas compostas experimentais com uma matriz de Bis-GMA/UDMA/TEGDMA e frações crescentes de fibras silanizadas (comprimento de 350 µm, diâmetro de 14 µm e razão de aspecto de 25): 0% (Controle), 10%, 15%, 20%, 25% e 30% em peso. O processamento utilizou mistura em centrífuga assimétrica sob cisalhamento laminar. Avaliaram-se Resistência Flexural (σf), Módulo Flexural (Ef, ISO 4049, n=10) e Tenacidade à Fratura (KIc, método SENB, n=10), com análise fractográfica por Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV). Dados submetidos à ANOVA e Tukey (α=0,05). A adição de fibras promoveu incrementos significativos (p<0,001). A σf aumentou progressivamente, com pico no grupo 30% (175,03±12,6 MPa), superando o platô entre 15% e 25% (≈140-151 MPa). O Ef saltou do controle (3,90 GPa) para um platô entre 5,01 e 5,81 GPa (p>0,05). A KIc exibiu comportamento linear (r2=0,98), culminando em 3,35±0,29 MPa⋅m1/2 aos 30%, equiparando-se à dentina coronal externa (2,2-3,4 MPa⋅m1/2). O MEV confirmou mecanismos de tenacificação ativos (ponteamento, pull-out e deflexão de trincas). Contudo, o grupo 30% apresentou consistência rígida e manipulação clínica comprometida, limitando sua aplicabilidade prática.

Conclui-se que as propriedades mecânicas são dependentes da fração de fibras. A formulação com 20-25% oferece o melhor equilíbrio entre desempenho mecânico e manipulação clínica adequada, consolidando-se como alternativa promissora para substituição dentinária.

(Apoio: CAPES)
PN-R0344 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Valorização de resíduos marinhos para desenvolvimento de membranas bioativas de nanocelulose bacteriana para terapia pulpar vital
Júnior José Goettems, Marianna Gimenes e Silva, Mauricio Malheiros Badaró, Adriana Poli Castilho Dugaich, Luísa Figueredo de Carvalho, Samira Schons de Oliveira, Sheila Cristina Stolf, Juliana Silva Ribeiro de Andrade
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Desenvolver uma plataforma bioativa sustentável baseada em membranas de nanocelulose bacteriana (BNC) funcionalizadas com carbonato de cálcio (CaCO₃), derivado de conchas de Perna perna, e Otosporin® (OTO) para terapia pulpar vital. As BNCs foram sintetizadas por Gluconacetobacter hansenii, purificadas, funcionalizadas com CaCO₃ (10%) e incorporadas com OTO, originando: G1: BNC; G2: BNC+CaCO₃; G3-G6: BNC+CaCO₃+OTO (12,5-100%). As membranas foram caracterizadas por microscopia eletrônica de varredura (MEV), espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), espectroscopia Raman e difração de raios X (DRX). A atividade antimicrobiana foi avaliada contra Streptococcus mutans e Enterococcus faecalis por teste de contato direto modificado e difusão em ágar. O perfil de liberação foi analisado por espectrofotometria UV-Vis. A citocompatibilidade foi avaliada por ensaio de MTT em células-tronco da polpa dental humana, e o potencial bioativo por atividade de fosfatase alcalina e deposição mineral. Os dados foram analisados por análise de variância (ANOVA), teste de Tukey e correlação de Pearson (α=0,05). Os resultados demonstraram que a MEV evidenciou estrutura porosa e distribuição homogênea do CaCO₃, enquanto FTIR, Raman e DRX confirmaram a funcionalização. A atividade antimicrobiana foi dependente da concentração, com maior efeito contra S. mutans. Observou-se liberação sustentada do fármaco. As membranas apresentaram citocompatibilidade, aumento da atividade de fosfatase alcalina e deposição mineral.

Essa abordagem integra valorização de resíduos marinhos e engenharia de biomateriais, destacando-se como estratégia translacional promissora para terapias regenerativas em odontologia.

(Apoio: Universal Fapesc   N° 2024TR002663)
PN-R0345 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 9

Abordagens experimentais para escurecimento dental e padronização em estudos in vitro de clareamento dental: uma revisão de escopo
Gabriella Rodrigues da Silva, Bruna Roberta Araujo Leal, Letícia de Azevedo Lima Silva, Caroline Barbosa da Silva Almeida, Lorena Maranhão de Lima, Jamyson Martins Alves, Pedro Henrique Sette-de-Souza, Moan Jéfter Fernandes Costa
Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta revisão foi mapear e analisar protocolos laboratoriais de escurecimento dental utilizados em estudos in vitro de clareamento, identificando tendências e lacunas na padronização experimental. A revisão seguiu as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Scoping Reviews (PRISMA-ScR) e do Joanna Briggs Institute, com protocolo registrado no Open Science Framework (DOI: 10.17605/OSF.IO/XMYK3). Realizou-se uma busca sistemática com descritores controlados e termos livres relacionados ao escurecimento e clareamento dental. As estratégias de busca foram adaptadas para PubMed, EMBASE, Scopus e Web of Science, sem restrições de ano ou idioma. Foram incluídos estudos in vitro que descrevessem protocolos de escurecimento prévios ao clareamento, com avaliação de cor objetiva ou subjetiva, e excluídos aqueles sem clareamento subsequente, sem análise de cor e ensaios clínicos. Os dados incluíram tipo de dente e substrato, amostra, condição inicial, agentes de escurecimento, duração, condições de pigmentação, armazenamento e métodos de avaliação de cor. O risco de viés foi avaliado pela Quality Assessment Tool for In Vitro Studies (QUIN Tool). 61 estudos foram incluídos, sendo 89% com baixo risco de viés. Dentes humanos e bovinos predominaram, com incisivos bovinos (36%) e molares humanos (16%). Os principais agentes de escurecimento foram chá preto (59%) e café (38%). Protocolos de imersão a 37 ºC por 5 a 7 dias ocorreram em 16% dos estudos. A cor foi avaliada por espectrofotometria, com ΔE em 75% dos estudos.

Observou-se elevada variabilidade metodológica, evidenciando a necessidade de maior padronização para melhor reprodutibilidade e comparabilidade em estudos in vitro de clareamento dental.

(Apoio: CAPES)



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