9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 2581 a 2590


PO007 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

PROTOCOLO DE ACOLHIMENTO POR CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM SAÚDE BUCAL: DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO EM SERVIÇO DE URGÊNCIA ODONTOLÓGICA
Fernanda Laura Alves Machado, Isadora Oliveira de Sousa, Maria de Lara Araujo Rodrigues, Ana Paula Turrioni, Carlos José Soares, Jaqueline Vilela Bulgareli
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo desenvolver e validar um protocolo de acolhimento por classificação de risco em saúde bucal para urgências odontológicas, visando otimizar o atendimento e organizar os fluxos assistenciais. Trata-se de uma pesquisa metodológica conduzida em quatro etapas: revisão da literatura para identificação de modelos existentes, desenvolvimento do protocolo, validação de conteúdo por juízes especialistas e estudo piloto para análise de confiabilidade. O protocolo foi fundamentado no Protocolo de Manchester e na Cartilha da Rede de Saúde Bucal do Paraná, sendo estruturado em nove itens: dados pessoais, história da doença atual, dor, classificação da dor, sinais vitais, necessidade de medicação, história pregressa, prioridade e classificação de risco. No estudo piloto, participaram 80 pacientes atendidos no Pronto Socorro Odontológico do Hospital Odontológico da Universidade Federal de Uberlândia, dos quais 93,75% relataram dor, predominantemente espontânea e intensa. As classificações mais frequentes foram risco amarelo (50%) e verde (45%). O tempo médio entre chegada e atendimento foi de uma hora e trinta e três minutos, com taxa de desistência de 2,5%. A validação contou com a participação de dez cirurgiões-dentistas plantonistas, sendo aplicado o Índice de Validade de Conteúdo e análise de concordância pelo coeficiente Kappa, que demonstrou 97% de concordância.

Conclui-se que o protocolo apresenta validade quanto à aparência, compreensão e relevância, podendo ser utilizado com segurança na triagem de urgências odontológicas.

PO008 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Associação entre o Programa Bolsa Família e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal em pré-escolares brasileiros
Liz Natalia Gonzalez Arguello, Orlando Luiz do Amaral Júnior, Juliana Balbinot Hilgert, Fernando Neves Hugo, Maria Laura Braccini Fagundes, Gabriela Scortegagna de Souza, Gabriela Marzullo de Abreu, Jessye Melgarejo do Amaral Giordani
Programa de Pós-Graduação em Ciências Od UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objwetivo investigar a associação entre a participação no Programa Bolsa Família (PBF) e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) em crianças de 5 anos, avaliando o papel moderador da escolaridade materna. Utilizaram-se dados individuais do levantamento nacional SB Brasil 2023 (n=6.889). O desfecho foi a QVRSB (Scale of Oral Health Outcomes for 5-year-old children [SOHO-5] versão pais). As variáveis independentes incluíram PBF, escolaridade materna, renda domiciliar, cor da pele e densidade domiciliar. Dada a inflação de zeros (71,3%) e superdispersão, empregou-se a Regressão Binomial Negativa de Inflação de Zero (ZINB), com pesos amostrais. Realizou-se Pareamento por Escore de Propensão (PSM) para balancear potenciais confundidores socioeconômicos e raciais (análise de robustez). A média geral do SOHO-5 foi 2,14 (Erro Padrão [EP] 0,13). Beneficiários do PBF apresentaram maiores impactos (2,51; EP 0,18) vs. não beneficiários (1,84; EP 0,12). Na análise multivariável ZINB, a associação foi moderada pela escolaridade materna: no quintil superior de escolaridade (Q5), a participação no PBF associou-se a uma redução significativa na severidade do impacto (IRR 0,28; IC95% 0,06-1,37). A análise por PSM confirmou que, após o balanceamento, a participação no PBF não exerceu efeito direto negativo (ATET 0,08; p=0,54), evidenciando que as disparidades observadas são estruturais.

A associação entre o PBF e a QVRSB é dependente do contexto educacional familiar. O programa identifica com precisão grupos em situação de vulnerabilidade, mas sua associação com o bem-estar percebido é mediada por fatores socioeducacionais.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PO009 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Temi Totihi Guia de Atenção ao Pré-Natal na Terra Indígena Yanomami: Caderno SAÚDE BUCAL NA GESTAÇÃO
Lívia Guimarães Zina, Luíza Moreira Silva, Andreia Olívio Silva, Soniely Socorro de Oliveira Souza, Giselle Lima de Freitas, Érica Dumont, Ana Maria Antunes Machado, Maria Christina Almeida Barra
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Temi Totihi: Guia de Atenção Pré-natal na Terra Indígena Yanomami (TIY) apresenta diretrizes para qualificar o cuidado pré-natal, sensível aos modos de vida e adequado às complexidades e condições de vulnerabilidade na TIY. Construído de forma colaborativa entre pesquisadores, profissionais de saúde indígenas e não indígenas, lideranças Yanomami e Ye´kwana (YY), instituições de saúde e indigenistas governamentais, foi reconhecido como protocolo intercultural e validado com nota técnica pelo Ministério da Saúde/Sesai e Funai. O Caderno SAÚDE BUCAL NA GESTAÇÃO integra o guia, incorporando a Odontologia ao pré-natal. O objetivo deste trabalho é apresentar seu processo de construção, no âmbito de uma pesquisa de implementação. Inicialmente, realizou-se oficina com cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal (n=28) do DSEI Yanomami para compreender a dinâmica do atendimento odontológico às gestantes. Com base nos achados, elaborou-se o caderno, articulando orientações técnicas interculturais, baseadas em evidências científicas do campo da saúde e da antropologia, sobre os modos de vida YY. O material foi validado por profissionais, especialistas antropólogas e pesquisadoras indígenas e não indígenas. Como resultado, produziu-se material inédito, alinhado à cosmovisão YY, incluindo práticas como o xabori no manejo da cárie. O caderno aborda condutas na Atenção Primária à Saúde, consulta odontológica no pré-natal, uso de medicamentos e plantas, além da articulação com o trabalho xamânico.

A construção do caderno representa um avanço na qualificação do cuidado pré-natal, ao integrar saberes técnicos e conhecimentos tradicionais da TIY, com abordagem intercultural adequada às práticas de autoatenção das mulheres YY.

(Apoio: Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI)   N° 31925  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG  N° RED-00204-23)
PO010 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Integração ensino-serviço-comunidade: sensibilização aos profissionais da Atenção Básica e às famílias de indivíduos com TEA
Laís Braga Paulon, José Gabriel Victor Costa Silva, Renata Kézia Pereira Dos Anjos, Mariana Castro Silva, Samira Suelen Andrade Vieira, Sandra Marina Antunes da Rocha, Rosa Núbia Vieira de Moura, Fabiana Vargas-ferreira
Faculdade Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Cuidadores têm dificuldades de terem acesso ao cuidado bucal bem como os profissionais da saúde, muitas vezes, não se sentem preparados para o atendimento. Então, torna-se importante que a Universidade se aproxime do serviço de saúde e da comunidade, para ofertar uma atenção em saúde bucal mais efetiva. Trata-se de relato de experiência sobre sensibilizações realizadas com profissionais da Atenção Básica (AB) e famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As sensibilizações foram conduzidas por alunos de pós-graduação de Odontologia, que participaram das discussões com profissionais, compartilhando suas experiências vivenciadas nas atividades clínicas do projeto. Estratégias pedagógicas incluíram exposições dialogadas, discussão de evidências científicas sobre TEA na saúde bucal, casos clínicos e exemplos práticos de atuação interprofissional (quadro sensorial, história social), especialmente envolvendo Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Participaram 30 profissionais da AB. O local de sensibilização com os cuidadores foi em uma organização não governamental que assiste famílias em vulnerabilidade social. As estratégias incluíram: roda de conversa sobre cuidados de saúde bucal; mitos e verdades sobre TEA; qual é a maior dificuldade no cuidado; compartilhamento de kits de higiene bucal e lanche saudável. Participaram 20 cuidadores. Após as sensibilizações, houve diálogo sobre o impacto da ação. Por se tratar de relato de experiência e não pesquisa, não houve necessidade de aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos.

As sensibilizações reforçam a importância da integração entre ensino, saúde e comunidade oportuniza a troca de conhecimentos e práticas de uma maneira horizontal.

PO011 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Implementação do Sistema SBMS para coleta digital de dados epidemiológicos em saúde bucal estadual
Lucas Moura de Oliveira, Hazelelponi Querã Naumann Cerqueira Leite, Luiza de Carli Grieleitow, Amanda Barbosa Oliveira, Caroline Murat Amadeu Marti, Giovana Soares Buzinaro, Rafael Aiello Bomfim
FAODO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL - FACULDADE DE ODONTOLOGIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho teve como objetivo descrever o processo de implementação do Sistema SBMS, ferramenta digital desenvolvida para coleta, gestão e análise de dados epidemiológicos e socioeconômicos em saúde bucal no Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma pesquisa aplicada vinculada a levantamento epidemiológico escolar, com foco em ciência da implementação. O processo incluiu reuniões com equipe de computação, registro de versões do software junto ao INPI, melhorias de usabilidade para dispositivos móveis, criação do domínio saudebucalms.com.br, hospedagem em ambiente AWS, desenvolvimento de relatórios gráficos e adaptação do sistema para uso em diferentes municípios. Durante a implementação, foram identificadas barreiras como necessidade de ajustes para coleta por celular mais rápida. Como estratégias de superação, foram realizados ciclos de melhoria do software, treinamentos, apresentação da ferramenta a gestores, formação de equipe própria de coleta e produção de manual técnico. Como resultados, o SBMS evoluiu até a versão v.03, foi utilizado em coletas epidemiológicas escolares, apoiou a análise de indicadores como ceo-d, CPO-D, PUFA, hipomineralização molar-incisivo e desigualdades raciais, foi apresentado a gestores e selecionado para a 1ª Mostra de Experiências Exitosas do Brasil Sorridente.

Conclui-se que a implementação de tecnologias digitais em saúde bucal exige adaptação ao contexto real, engajamento institucional, treinamento e suporte contínuo.

(Apoio: CNPq  N° 402403/2021-5)
PO012 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Policy Lab como método para construção de políticas públicas em saúde bucal no Brasil
Luana Camila Brisolla Ferreira, Edson Hilan Gomes de Lucena, Dionatan de Oliveira, Yuri Wanderley Cavalcanti, Mariana Minatel Braga, Nigel B Pitts, Fernanda Campos de Almeida Carrer
Odontologia Social UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A formulação de políticas públicas em saúde bucal exige métodos capazes de articular evidências, contexto e atores estratégicos em processos coletivos de decisão. Este estudo descreve a construção do Policy Lab Brasil, concebido para apoiar estratégias de prevenção da cárie dentária e de Odontologia de Mínima Intervenção no Sistema Único de Saúde. Trata-se de estudo analítico-descritivo, fundamentado na análise do planejamento, organização e condução de evento de 24 horas realizado em São Paulo, com participação de gestores, pesquisadores, profissionais de saúde, representantes da educação, sociedade civil e organizações nacionais e internacionais. O Policy Lab foi estruturado como processo colaborativo e orientado por evidências, organizado em quatro etapas: preparação, organização, condução das atividades e sistematização pós-evento. A preparação envolveu definição da pergunta norteadora, alinhamento institucional, mobilização de atores estratégicos e sistematização de evidências científicas e contextuais. A organização contemplou programação, composição dos grupos, capacitação de facilitadores, materiais orientadores e logística. Durante o laboratório, foram empregadas apresentações dialogadas, grupos facilitados, ferramentas do Design Thinking, priorização coletiva e registro sistemático das contribuições. A etapa posterior compreendeu consolidação dos materiais, sistematização temática, tradução técnica e devolutiva aos participantes.

Ao integrar deliberação, facilitação e coprodução em sequência metodológica estruturada, o Policy Lab evidenciou relevância para aproximar evidências e tomada de decisão na formulação e implementação de políticas públicas em saúde bucal no Brasil.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Alliance for a Cavity-Free Future)
PO013 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Impacto de um Programa de Promoção de Saúde Bucal na comunidade e na formação de recursos humanos
Leonardo de Oliveira Santos, Suzely Adas Saliba Moimaz, Fernando Yamamoto Chiba, Ronald Jefferson Martins, Tânia Adas Saliba, Lia Borges de Mattos Custódio
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar o impacto de ações de saúde bucal desenvolvidas em um Programa de Promoção de Saúde. Trata-se de um estudo transversal, de análise documental, realizado entre 2023 e 2025. O Programa é realizado no âmbito de uma universidade pública e instituições parceiras ofertando cuidado à bebês, crianças, jovens e gestantes. Para promover a melhoria da condição de saúde bucal e autocuidado, foram realizados atendimentos odontológicos e ações de educação em saúde em escolas, creche, associação de capacitação profissional de jovens e clínica de gestantes. As práticas de educação em saúde foram desenvolvidas, com metodologias ativas, por graduandos e pós-graduandos sob supervisão docente, integrando universidade-comunidade. Foram levantados relatórios técnicos de produção do período e analisados os atendimentos odontológicos, a população beneficiada, o tipo de procedimento odontológico, taxa de tratamentos completados, as ações de educação de saúde e os recursos humanos qualificados. Foram realizados 3680 atendimentos odontológicos, beneficiando 1402 indivíduos com 9911 procedimentos preventivos e 1588 curativos; e 1028 tratamentos completados com taxa de finalização de 73,32% tratamentos. Foram beneficiadas 5343 pessoas nas ações de educação em saúde, 684 nas orientações de higiene bucal e 1376 na escovação supervisionada. Quanto aos recursos humanos, 240 graduandos e 15 pós-graduandos foram qualificados em práticas de saúde comunitária.

Conclui-se que o Programa teve impacto positivo e promoveu melhoria da condição de saúde bucal da população, além de empoderar indivíduos sobre sua saúde e qualificar graduandos e pós-graduandos nas ações de promoção, proteção e recuperação da saúde bucal da comunidade.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PO014 - POAC
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 18h00 - Local: Bloco B - Verde

Impacto de uma intervenção digital no aleitamento materno exclusivo
Aryane Kame Tamanaha, Tânia Adas Saliba, Lia Borges de Mattos Custódio, Suzely Adas Saliba Moimaz
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A amamentação é considerada o padrão-ouro da nutrição e, apesar dos inúmeros benefícios dessa prática, a adesão a essa recomendação ainda está aquém do ideal. Objetivou-se avaliar a prática de aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida do bebê, e as principais causas relacionadas à sua interrupção. Trata-se de uma pesquisa longitudinal, prospectiva, de seguimento de 130 pares mãe-filho. Foram incluídas no estudo gestantes que realizaram a primeira consulta pré-natal odontológica e aleatoriamente divididas em: Grupo Intervenção (GI), que semanalmente foi acompanhado e recebeu conteúdo educativo sobre a temática do aleitamento materno, a partir da data do parto, por 6 meses, via WhatsApp, e identificadas as dificuldades; e Grupo Controle (GC), no qual foi realizado aconselhamento individual somente na primeira consulta odontológica. Do total, 65 gestantes foram alocadas para o GC e 65 para o GI. No seguimento do estudo, houve perda de 7 pares no GC e 6 no GI, devido à recusa em continuar no estudo. Do total de mães, 23/58 (39,66%) do GI interromperam o aleitamento materno exclusivo antes dos 6 meses de idade, sendo a causa mais frequente relacionada a problemas de saúde materna/bebê (20,69%), dificuldade na pega (8,62%) e necessidade da mãe em se ausentar de casa (3,45%). Já no GC, 37/59 (62,71%) das mães iniciaram o desmame precoce, principalmente relacionado à questão psicológica materna (20,33%), problemas de saúde materna/bebê (20,33%) e dificuldade na pega (8,47%). Houve diferença estatística entre os GC e GI (p<0,05).

Conclui-se que a taxa de aleitamento materno exclusivo foi maior no GI. As principais causas de interrupção identificadas em ambos os grupos envolvem fatores clínicos, dificuldades técnicas e aspectos psicossociais.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PDA01 - Prêmio Anestesie DFL - Pesquisa Nacional em Anestesia Odontológica
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Satisfação De Crianças E Responsáveis Com Diferentes Métodos de Anestesia Tópica em Odontopediatria: Estudo Transversal
Nicolle Silveira Pinho, Michely Cristina Goebel, Isabela Ramos, Karina Cardoso, Carla Miranda Santana, Filipe Colombo Vitali, Pablo Silveira Santos, Mariane Cardoso
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a satisfação de responsáveis e crianças frente a duas formas de anestesia tópica - gel de benzocaína 20% (G1) e crioterapia (G2) - durante procedimentos odontológicos. Trata-se de um estudo transversal com base em dados secundários coletados previamente em um ensaio clínico randomizado, incluindo crianças e seus responsáveis, totalizando 40 díades de participantes, selecionados por conveniência. A satisfação foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA), posteriormente dicotomizada para a análise, entre "Satisfeito" (> 8,1) e "Não Satisfeito" (< 8,0). A comparação entre os grupos foi feita por meio do teste qui-quadrado de Pearson (exato de Fisher) e estimada pela razão de chance (Odds ratio) com intervalo de confiança de 95%. A amostra foi composta principalmente por crianças do sexo feminino (n=21). No grupo G1, 17 crianças (85%) e 20 responsáveis (100%) relataram satisfação com o atendimento odontológico. Resultados semelhantes foram observados no G2, com 17 crianças (85%) e 19 responsáveis (95%) satisfeitos. O teste qui-quadrado não demonstrou associação estatisticamente significativa (p>0.05) e a razão de chance foi igual a 1 para ambos os grupos, indicando ausência de associação entre satisfação autorrelatada e técnica anestésica tópica.

Conclui-se que ambas as técnicas apresentaram elevados níveis de satisfação entre crianças e responsáveis, sem evidência de diferença estatística significativa entre os métodos avaliados.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Fapesc  N° 62/2024  |  Fapesc  N° 25/2025)
PDA02 - Prêmio Anestesie DFL - Pesquisa Nacional em Anestesia Odontológica
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Fatores associados à ansiedade odontológica em crianças submetidas a procedimentos com anestesia local: um estudo observacional
Karina Cardoso, Aurélio de Oliveira Rocha, Isabela Ramos, Beatriz Moraes Rosa, Pablo Silveira Santos, Filipe Colombo Vitali, Carla Miranda Santana, Mariane Cardoso
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se identificar os fatores associados a ansiedade odontológica em crianças e suas implicações em procedimentos envolvendo anestesia local. Trata-se de uma análise observacional prospectiva, que incluiu participantes com idades entre cinco e dez anos. Todos compareceram a duas consultas: um procedimento preventivo na primeira consulta e um procedimento sob anestesia local na segunda. A ansiedade autorrelatada foi mensurada utilizando a Escala de Imagem Facial (FIS) antes de ambas as consultas. As variáveis adicionais incluíram dados demográficos, dor autorrelatada (Escala de Wong-Baker), comportamento da criança (Escala de Frankl), ansiedade dos pais (Escala de Ansiedade Odontológica - DAS), idade na primeira consulta odontológica, queixa principal e experiência prévia com anestesia local. A regressão logística binária foi utilizada para avaliar as associações com a ansiedade odontológica pediátrica durante o procedimento anestésico. Sessenta participantes foram incluídos no estudo. Observou-se ansiedade em 46,33% das crianças antes da consulta preventiva e em 68,33% antes do procedimento anestésico. A ansiedade odontológica durante o procedimento com anestesia local esteve associada à ansiedade na consulta preventiva (OR = 20,26; p < 0,001). Níveis mais elevados de ansiedade também estiveram associados a maior dor autorrelatada (OR = 0,093; p = 0,026). Não foram encontradas associações significativas entre ansiedade e as demais variáveis do estudo.

Conclui-se que ansiedade odontológica durante procedimentos que envolvem anestesia local foi associada à ansiedade observada durante consultas preventivas, e crianças mais ansiosas relataram maior dor durante o procedimento anestésico.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPESC  N° 25/2025  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPESC  N° 25/2025)



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