9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 2591 a 2600


PDA03 - Prêmio Anestesie DFL - Pesquisa Nacional em Anestesia Odontológica
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco B - Verde

Anestesia local no comportamento infantil durante o atendimento de traumatismo dentário na dentição decídua
Raquel Gonçalves Vieira-Andrade, Anna Vitória Mendes Viana Silva, Jéssica Madeira Bittencourt, Kamila Rodrigues Junqueira Carvalho, Letícia Pereira Martins, Izabella Barbosa Fernandes, Fernanda Morais Ferreira, Patricia Maria Pereira de Araujo Zarzar
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar a associação entre anestesia local e comportamento infantil durante o atendimento odontológico de crianças com traumatismo dentário. Realizou-se um estudo transversal retrospectivo com os prontuários clínicos de 702 crianças atendidas na clínica do projeto de extensão "Atendimento Odontológico a Pacientes com Traumatismos Dentários na Dentição Decídua" da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais, entre 2007 e 2025. Foram obtidas informações sociodemográficas, clínicas, comportamentais e relativas à realização de anestesia durante o primeiro e segundo atendimentos odontológicos. O diagnóstico dos traumatismos (Andreasen et al. 2007) e o comportamento infantil (escala de Frankl) foram avaliados. Os pacientes receberam anestesia tópica (benzocaína 200 mg/g), seguida de anestesia local (lidocaína 2% associada à epinefrina 1:100.000), quando necessária. Regressão de Poisson não ajustada e ajustada (p<0,05) foi realizada. As variáveis associadas ao comportamento infantil não colaborador na primeira consulta foram crianças com idade até 3 anos (RP=2,99, IC=2,27-3,93), ausência de atendimento imediato (RP=0,73; IC=0,60-0,90), presença de lesão de tecido mole (RP=1,37, IC=1,10-1,69), e realização de anestesia (RP=1,74, IC=1,31-2,31). Já no segundo atendimento, as variáveis associadas ao comportamento infantil ruim foram o sexo feminino (RP=0,78, IC=0,66-0,92), idade da criança até 3 anos (RP=1,48, IC=1,24-1,76) e a presença de lesão de tecido mole (RP=1,34, IC=1,13-1,58).

Concluiu-se que a necessidade de anestesia esteve associada ao comportamento não colaborador apenas na primeira consulta.

(Apoio: CAPES  N° 001  |    N° FAPEMIG)
PPE001 - Prêmio Colgate de Prevenção em Extensão
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Marrom

ABORDAGENS MINIMAMENTE INVASIVAS PARA CONTROLE DA CÁRIE EM ESCOLARES BRASILEIROS: RESULTADOS PRELIMINARES DE ESTUDO MULTICÊNTRICO
Isabela Franco Dos Santos, Ana Paula Taboada Sobral, Amanda Rafaelly Honório Mandetta, Sheila Silva, Fabiana Car Pernomiam, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, Elaine Marcilio Santos, Sandra Kalil Bussadori
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A doença cárie é altamente prevalente na infância e demanda estratégias de cuidado acessíveis. O Projeto Rumo ao Molar dos 100 Anos (ABOPED) tem como objetivo avaliar a implementação de uma estratégia populacional baseada em abordagens minimamente invasivas para o controle da cárie em escolares brasileiros. Trata-se de estudo multicêntrico longitudinal de intervenção em andamento, conduzido em cinco localidades brasileiras (Distrito Federal, Ceará, Pará, Paraná e São Paulo), envolvendo crianças de 6 a 12 anos. Na primeira fase, os participantes recebem letramento em saúde bucal e orientação de higiene, seguidos de avaliação clínica segundo o ICDAS e aplicação de verniz fluoretado. A segunda fase prevê a inclusão de 2.500 crianças com lesões de cárie ativa, que serão alocadas conforme a gravidade segundo o ICDAS e receberão tratamentos não invasivos e minimamente invasivos. Do total de 39.648 crianças matriculadas em 115 escolas, 15.788 foram incluídas na primeira fase, com cobertura de letramento de 100%. Dentre essas, 10.084 foram assistidas clinicamente, recebendo verniz fluoretado e sendo avaliadas segundo o ICDAS para identificação de lesões e elegibilidade para a próxima fase. A taxa global de adesão foi de 38,8% e a cobertura clínica global foi de 25,4%, com variação entre municípios. A estratégia mostrou-se viável em larga escala, com potencial para ampliar o acesso ao cuidado em saúde bucal em escolares, configurando modelo replicável.

A estratégia mostrou-se viável em larga escala, com potencial para ampliar o acesso ao cuidado em saúde bucal em escolares, configurando modelo replicável.

PPE002 - Prêmio Colgate de Prevenção em Extensão
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Marrom

Projeto Sorriso Feliz: Estratégias de Educação e Odontologia de Mínima Intervenção para a Redução da Cárie em Crianças da Educação Infantil
João Victor de Araújo Narciso, Alessandra Marcondes Aranega, Daniela Atili Brandini, Mariana Gabriel, Valdir Gonzalez Paixão Junior, Wilson Galhego Garcia, Cristina Antoniali Silva
Ciências Básicas UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Trata-se de relato de atividades do Projeto de Extensão "Sorriso Feliz" voltado ao fortalecimento da atenção primária em saúde bucal de crianças da educação infantil em municípios do Departamento Regional de Saúde II (DRS II). O projeto desenvolve ações integradas de ensino, pesquisa e extensão estruturadas em dois eixos: (1) educação em saúde bucal, com promoção de hábitos saudáveis de higiene e alimentação por meio de orientações direcionadas a educadores, crianças e família; (2) odontologia de mínima intervenção (OMI) no ambiente escolar, envolvendo diagnóstico, prevenção e tratamento da cárie e de outras doenças bucais. Participaram do projeto 5 coordenadores, 5 preceptores, 40 alunos de graduação (do 2º ao 6º ano) e 10 alunos de pós-graduação. Foram realizados 72 horas de cursos de capacitação, 10 reuniões técnicas, elaborados 4 procedimentos operacionais padrão (POP), publicados 6 artigos científicos, produzido 1 e-book e apresentados portfólios de atividades educativas sugeridas aos alunos da educação infantil. Adicionalmente, foram ofertadas 40 horas semanais de atendimento odontológico. No município de Araçatuba, em 2025, 32 escolas receberam intervenções odontológicas, totalizando 4.133 crianças examinadas, 924 tratadas e 343 encaminhadas para outros níveis de atenção (37,1%), resultando em resolutividade de 62,9% da demanda atendida no ambiente escolar. Em Birigui, 23 escolas participaram do projeto, com 2.487 crianças examinadas, 418 tratadas e 141 encaminhadas (33,7%), alcançando resolutividade de 66,3%.

O Projeto "Sorriso Feliz" tem demonstrado relevante impacto social ao promover mudanças na organização do atendimento odontológico infantil, por meio da articulação entre ensino, serviço e comunidade.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura (PROEC)  N° 1502  |  Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e Secretaria de Saúde Municipal de Araçatuba   N° nº 196/2023; SES-EXP-2021/87863)
PPE003 - Prêmio Colgate de Prevenção em Extensão
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Marrom

Relato de experiência em extensão na formação em Odontologia com ênfase nos fatores de risco para as doenças periodontais - 2012-2024
Maria Eduarda Scangarelli de Andrade, German Villoria, Maria Cynésia Medeiros de Barros , Claudia Callegaro de Menezes
Departamento de Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo descreveu uma experiência extensionista desenvolvida para a formação profissional em Odontologia no âmbito do Sistema Único de Saúde em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, com ênfase nos determinantes sociais de saúde e fatores de risco para doenças periodontais. O projeto de extensão "Reorientação da Formação Profissional em Odontologia - UFRJ - Experiências no SUS com ênfase nos determinantes sociais de saúde e fatores de risco para as Doenças Periodontais" (RFPO-UFRJ-ESUS) considera a abordagem integral ao indivíduo e a existência de multimorbidades, considerando a inter-relação da periodontite com outras doenças crônicas não transmissíveis. Trata-se de um relato de experiência com abordagem quantitativa e qualitativa, baseado na análise de diários de campo e relatórios entre 2012 e 2024. Foram analisados o número de participantes, os tipos de atividades, os cenários de prática e os produtos técnicos desenvolvidos. Participaram 851 estudantes, produzindo 324 folders, 46 painéis, 11 vídeos e 2 cartilhas. As atividades ocorreram em unidades da Estratégia Saúde da Família, consultório odontológico itinerante e centro de referência. A experiência contribuiu para o desenvolvimento de competências profissionais, pensamento crítico, integração ensino-serviço-comunidade, fortalecimento da cidadania e educação popular.

Conclui-se que a extensão universitária é fundamental na formação em saúde, promovendo impacto social e qualificação profissional.

PPE004 - Prêmio Colgate de Prevenção em Extensão
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Marrom

Intervenções psicossociais para promoção da saúde bucal e qualidade de vida de adolescentes
Maria Julia Pereira Euzebio, Gabriela de Figueiredo Meira, Ana Virginia Santana Sampaio Castilho, Rharessa Gabrielly Ferreira Mendes, Giovana Soares Buzinaro, Mario Vianna Vettore, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres
Ortodontia e Saúde Coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado por conglomerados avaliou o impacto de duas intervenções extensionistas inovadoras, voltadas ao fortalecimento do senso de coerência (SOC) e do apoio social, na promoção da saúde bucal considerando como desfechos a qualidade de vida relacionada à saúde geral (QVRSG) e bucal (QVRSB) e medidas clínicas de biofilme dental e gengivite de adolescentes de áreas socialmente vulneráveis. Participaram 474 estudantes de 15-16 anos de quatro escolas públicas, que receberam oficinas semanais de habilidades para a vida (SOC) e, no grupo ampliado, encontros presenciais e virtuais com tutores adolescentes para reforço de redes de apoio. As intervenções, conduzidas por estudantes universitários em parceria com a comunidade escolar, resultaram em aumentos significativos de SOC, apoio social, autoestima e melhorias na QVRSG e QVRSB, além de reduções clinicamente relevantes de biofilme dental e sangramento gengival, após três meses. A modelagem de equações estruturais demonstrou efeitos diretos das intervenções sobre QVRSB e biofilme, e efeitos indiretos sobre QVRSB e gengivite mediados por mudanças em SOC e apoio social.

Contando com a unanimidade de acompanhamento e alta adesão, os achados evidenciam que ações extensionistas voltadas para fatores psicossociais, de baixo custo e escaláveis, podem fortalecer resiliência, ampliar suporte comunitário e prevenir gengivite, promovendo saúde e equidade entre adolescentes em contextos de vulnerabilidade.

(Apoio: CNPq  N° 302002/2022-7  |  FAPESP  N° 2022/05123-2)
PPE005 - Prêmio Colgate de Prevenção em Extensão
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Marrom

Saúde no Território: integração ensino-serviço-comunidade na promoção da saúde bucal
Laura Gonzales Pereira, Orlando Luiz do Amaral Júnior, Jessye Melgarejo do Amaral Giordani, Maria Gabriela Lopes Ferrari, Rafaela Bolzan Tamiosso, Larissa da Silva Portella, Maria Laura Braccini Fagundes
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A extensão universitária representa estratégia central para a formação crítica em saúde e para a produção de impacto comunitário real. Este projeto, desenvolvido desde 2025 em Santa Maria/RS, tem como objetivo promover saúde bucal e fortalecer a articulação intersetorial entre universidade, serviços públicos e projetos sociais, fomentando a formação humanizada de estudantes de graduação em odontologia. Estrutura-se em quatro eixos: pactuação intersetorial; diagnóstico e planejamento participativo a partir do acolhimento das demandas de cada local; execução de ações educativas; e avaliação contínua. Foram pactuadas ações em três frentes: com população em situação de rua, em espaço filantrópico (2 ações/mês; 10-15 usuários/ação), com orientações em saúde bucal, triagem e encaminhamentos para assistência; com adolescentes praticantes de skate em parque público (1 ação/mês; 20-25 jovens), promovendo discussões sobre autonomia e reconhecimento do direito à saúde; e junto à unidade móvel odontológica municipal, em áreas de difícil acesso (2 ações/mês; ~30 indivíduos/ação) com ações de educação em saúde bucal. Cada ação envolve 5 graduandos, 1 docente e 1 pós-graduando, promovendo integração ensino-serviço-comunidade, impactando anualmente mais de 954 indivíduos entre 54 ações.

O projeto vem fomentando a ampliação do acesso a ações preventivas em populações socialmente vulneráveis a partir da escuta ativa das suas demandas, consolidando parcerias intersetoriais sustentáveis e desenvolvendo competências críticas, reflexivas e humanizadas nos estudantes, por meio da inserção real nos territórios e reconhecimento dos determinantes sociais da saúde.

COL001 - Prêmio Colgate Odontologia Preventiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Havana

Inatividade física, resistência insulínica e cárie dentária: estudo de base populacional por modelagem de equações estruturais
Aline Braga Melo, Amanda Vieira da Silva de Oliveira, Susilena Arouche Costa, Silas Alves-Costa, Lorena Lúcia Costa Ladeira
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cárie dentária, uma das DCNT mais prevalentes globalmente, compartilha determinantes comportamentais, metabólicos e sociais com outras condições sistêmicas, mas a interação com a inatividade física ainda é pouco explorada por abordagens analíticas robustas. Este estudo investigou, em adultos norte-americanos, as relações entre inatividade física, resistência insulínica e cárie por Modelagem de Equações Estruturais. Foram analisados dados do NHANES 2011-2014 (n=8.119), tendo como desfecho o número de dentes cariados obtido por exame clínico. A inatividade física foi definida conforme recomendações nacionais; resistência insulínica estimada pelo HOMA-IR; obesidade pelo IMC. Consumo de açúcar e álcool, tabagismo e status socioeconômico (variável latente) foram considerados. O modelo apresentou excelente ajuste (RMSEA=0,016; CFI=0,977; TLI=0,895). A inatividade física associou-se positivamente à cárie (CP=0,030; p=0,001), com mediação por obesidade (CP=0,016; p=0,014) e resistência insulínica (CP=0,013; p=0,027). A resistência insulínica mostrou efeito direto relevante (CP=0,099; p<0,001). O consumo de açúcar e o tabagismo também apresentaram associações significativas, enquanto maior nível socioeconômico exerceu efeito protetor expressivo (CP=−0,475; p<0,001).

Os achados evidenciam que a cárie integra um eixo sindêmico de adoecimento crônico, reforçando seu papel como marcador de risco sistêmico e a necessidade de estratégias integradas baseadas em fatores de risco comuns, com alto potencial de impacto em políticas públicas e práticas clínicas.

(Apoio: CAPES)
COL002 - Prêmio Colgate Odontologia Preventiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Havana

Avaliação do impacto de um modelo preventivo de saúde bucal em comunidades indígenas amazônicas: estudo longitudinal no Alto Arapiuns (PA)
Pollyane Gomes Soares, Pablo Guilherme Caldarelli, Arthur Orlando Klas Neto, Anna Carolina Castro Portella, Felipe de Oliveira Tavares, Carolina Dea Bruzamolin
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A saúde bucal dos povos indígenas brasileiros é marcada por desigualdades estruturais que se expressam em altas prevalências de cárie dentária, perdas precoces e limitações persistentes de acesso aos serviços odontológicos. Este estudo objetivou-se a avaliar o impacto do "Modelo Cárie Zero" em aldeias do Alto Arapiuns no Pará, entre 2023 e 2025. A intervenção baseou-se na população escolar (n=417) com ações integradas de escovação supervisionada diária nas escolas, uso semanal de fluoreto, educação em saúde com oficinas e atendimento clínico odontológico de baixa complexidade no ambiente escolar. Observou-se aumento global de crianças livres de cárie e redução de risco elevado, com destaque para a aldeia Cachoeira do Maró, onde o índice de Cárie Zero evoluiu de 18% para 41%. Em Novo Lugar, verificou-se melhora progressiva, com aumento de 19% para 27%. Em São José III, observou-se redução de 42% para 29%, reforçando a importância da análise individualizada das comunidades, uma vez que cada território apresenta desafios específicos para a consolidação das práticas preventivas. Os achados reforçam que a inserção da odontologia no ambiente escolar é determinante para a efetividade das estratégias preventivas, funcionando como elo entre equipe de saúde e comunidade.

Conclui-se que a sustentabilidade das ações depende da compreensão cultural, da presença contínua no território e do fortalecimento da educação em saúde como eixo estruturante da promoção da saúde bucal indígena.

COL003 - Prêmio Colgate Odontologia Preventiva
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Havana

Validação de modelo de ciclagem de pH para avaliar o efeito do fluoreto profissional em lesões de cárie sob diferentes desafios cariogênicos
Larissa Caroliny de Brito Benedito, Antônio Pedro Ricomini Filho, Cínthia Pereira Machado Tabchoury, Jaime Aparecido Cury
Cariologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O efeito da aplicação profissional de fluoreto (APF) na inibição da progressão de lesões de cárie é modulado pelo desafio cariogênico, especialmente pela frequência de exposição a açúcares fermentáveis, variável raramente incorporada em modelos experimentais e com relevância clínica ainda não estabelecida. Este estudo validou um modelo de ciclagem de pH para avaliar o efeito do fluoreto profissional na progressão de lesões de esmalte sob diferentes níveis de desafio cariogênico. Utilizou-se delineamento fatorial 3×3, com dois fatores: tratamento (água, controle; solução fluoretada acidulada, FA: 1,23% F, pH ~4,5 simulando F-gel acidulado; solução fluoretada neutra, FN: 2,26% F, pH ~7,5, simulando verniz-F) e frequência de exposição à sacarose (3, 6 ou 12x/dia, simulando desafios baixo, médio e alto). Blocos de esmalte bovino com lesão induzida de cárie (n=15/grupo) foram submetidos à ciclagem de pH por 16 dias, com exposição diária à solução desmineralizante por 2, 4 ou 8h, permanecendo o restante do tempo em solução remineralizante. A progressão da lesão foi determinada por dureza transversal (ΔΔS). Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (α=5%). Observou-se efeito significativo (p<0,05) do desafio, do tratamento e da interação. O aumento do desafio resultou em maior ΔΔS. Sob baixo desafio, FA e FN reduziram ΔΔS em relação ao controle, sem diferença entre si. Sob desafio médio, não houve efeito. Sob alto desafio, o controle apresentou maior ΔΔS, diferindo dos tratamentos, que não diferiram entre si.

Conclui-se que a eficácia do fluoreto profissional na progressão de lesões de cárie depende do desafio cariogênico, reforçando a necessidade de controle do açúcar para o sucesso do tratamento.

(Apoio: CAPES  N° 88887.799206/2022-00  |  CAPES  N° 001)
COL005 - Prêmio Colgate Odontologia Preventiva
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Havana

Associação de fatores sociodemográficos e orientações em saúde bucal ao tipo de dentifrício e à experiência de cárie em pré-escolares
Bianca Veloso Ferreira Neves, Gabriella Fernandes Rodrigues, Andréa Fonseca-gonçalves
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste estudo transversal, avaliaram-se associações de fatores sociodemográficos e de orientações em saúde bucal ao tipo de dentifrício utilizado e à experiência de cárie em pré-escolares. Coletaram-se dados sociodemográficos (idade da criança, idade e escolaridade do cuidador e renda familiar); atendimento médico (público/privado); orientações prévias para prevenção de cárie (sim/não) e fonte da orientação (dentistas e outros profissionais de saúde/leigos); quem realiza a escovação (criança/responsável) e frequência (≤2/>2 vezes ao dia); além do consumo de açúcar (baixo/moderado/alto). Tais variáveis foram associadas ao tipo de dentifrício (com flúor/sem flúor ou de baixa concentração) e à experiência de cárie (sim/não), por meio de análises uni e multivariadas (α=0,05). Do total de crianças (n=67; 2,61±1,45 anos), a maioria utilizava dentifrício sem flúor ou de baixa concentração (61,2%), tinham experiência de cárie (56,7%) e um consumo alto de açúcar (43,4%). Predominaram atendimento em serviços públicos (74,1%), responsáveis realizando a escovação (81,5%) ≥2 vezes/dia (75,4%), mães como cuidadoras (91,9%) com ≤12 anos de estudo (85,0%) e renda ≤10 salários mínimos (53,6%). Orientações prévias foram relatadas por 60%, majoritariamente por dentistas ou profissionais de saúde (67,3%). A idade da criança ≥ 4 anos (p<0,001) e orientações por profissionais de saúde (p=0,035) associaram-se ao uso de dentifrício com flúor. Apenas o atendimento médico público permaneceu associado (p=0,040) à experiência de cárie.

Conclui se que orientação por profissionais de saúde e maior idade favorecem o uso de dentifrício fluoretado, enquanto a experiência de cárie é mais frequente entre crianças atendidas no setor público.




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