9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 231 a 240


PN-R0284 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Influência do Protocolo de Acabamento e Polimento na Rugosidade Superficial de Compósitos Nanotecnológicos: Estudo Experimental In Vitro
Thais Oliveira Cordeiro, Flavia Lucisano Botelho do Amaral
ODONTOLOGIA CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTO AGOSTINHO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A crescente demanda por reabilitações estéticas tem impulsionado o desenvolvimento de compósitos odontológicos com propriedades mecânicas e ópticas superiores, especialmente os materiais nanotecnológicos. A qualidade da superfície restauradora está diretamente relacionada aos protocolos de acabamento e polimento, influenciando a rugosidade, o brilho, a adesão de biofilme e a longevidade clínica. Este estudo teve como objetivo comparar a rugosidade superficial de uma resina nanoparticulada e uma nanohíbrida submetidas ao mesmo protocolo de polimento, além de avaliar a influência desse procedimento no desempenho dos materiais. Trata-se de um estudo experimental in vitro, com 20 corpos de prova (n=10), confeccionados com Filtek Z350 XT (3M ESPE) e Forma (Ultradent), utilizando matriz de silicona e inserção em incremento único. As amostras foram armazenadas em saliva artificial e submetidas ao sistema de acabamento e polimento Sof-Lex (3M ESPE). A rugosidade superficial foi mensurada por rugosímetro em dois tempos (T0 e T1). Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores e teste de Tukey (p < 0,05), utilizando o GraphPad Prism 8. Observou-se diferença estatisticamente significativa entre os grupos, sendo a resina nanoparticulada associada a menores valores de rugosidade após o polimento.

Conclui-se que a composição do compósito influencia diretamente sua resposta ao polimento, com melhor desempenho superficial para materiais nanoparticulados.

PN-R0285 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Pré-tratamento da dentina com ultrassom melhora a adesão de adesivos universais
Carolina Estivalet Zorzetto, Ana Maria Spohr
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A literatura carece de estudos acerca da aplicação prévia do ultrassom na dentina e seu efeito na adesão dos adesivos universais. Portanto, o estudo avaliou, in vitro, a adesão de adesivos universais à dentina após aplicação de ultrassom. A superfície de dentina oclusal de 43 terceiros molares foi exposta, sendo distribuídos em oito grupos (n=5) de acordo com o adesivo (Gluma Bond Universal, Tetric N-Bond Universal, Palfique Universal Bond e Scotchbond Universal Plus) e a aplicação ou não de ultrassom por 30 s a 32 kHz antes do adesivo. Um bloco de resina composta foi confeccionado sobre os adesivos. Os conjuntos dente/bloco de resina foram seccionados para obtenção de espécimes em forma de palito. Metade dos espécimes de cada dente foi submetida ao teste de resistência de união à microtração (RµT) após 24 h, e a outra metade após armazenamento em água destilada a 37°C por 6 meses. Os dados de RµT (MPa) foram analisados pela ANOVA de três vias e teste de Tukey (α=0,05). O fator adesivo (p=0,0001) foi significativo: Tetric N-Bond Universal (44,5 ± 3,6) e Scotchbond Universal Plus (40,8 ± 5,6) não diferiram estatisticamente entre si, sendo significativamente superiores ao Gluma Bond Universal (32,8 ± 6,5) e Palfique Universal Bond (29,4 ± 3,1). A interação ultrassom e tempo foi significativa (p=0,025): maior média foi obtida com ultrassom em 24 h (40,1 ± 4,7), não diferindo significativamente do ultrassom em 6 m (38,6 ± 5,6). Menor média foi obtida sem ultrassom em 24 h (32,2 ± 6,8), não diferindo significativamente sem ultrassom em 6 m (36,6 ± 4,8).

O uso de ultrassom como pré-tratamento da dentina melhorou a adesão dos sistemas adesivos universais.

PN-R0286 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Radioterapia na adesão de materiais resinosos a dentina intrarradicular: revisão sistemática e meta-análise
Rayssa Sabino da Silva, Lívia Ribeiro, Luiz Fernando Monteiro Czornobay, Luiz Carlos de Lima Dias Junior, Elena Riet Correa Rivero, Ana Maria Hecke Alves, Cleonice da Silveira Teixeira, Lucas da Fonseca Roberti Garcia
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A radioterapia (RT) empregada no tratamento de câncer de cabeça e pescoço compromete a microestrutura da dentina, afetando negativamente a adesão de materiais resinosos. Esta revisão sistemática e meta-análise buscou compreender o efeito da radiação sobre a performance biomecânica de sistemas adesivos e cimentos resinosos à dentina intrarradicular. Foi realizada busca nas bases de dados: Cochrane, Embase, LILACS, PubMed, Scopus, Web of Science, Google Scholar e ProQuest. Dois revisores independentes selecionaram os estudos e avaliaram o risco de viés com a ferramenta ROBDEMAT para estudos in vitro. Meta-análises foram conduzidas segundo a estratégia adesiva: condicionamento total (CT), autocondicionante (AC) e autoadesiva (AA). Um total de 7 estudos foram incluídos na análise qualitativa e quantitativa. A RT reduziu significativamente a resistência de união de todas as estratégias adesivas (p<0,05). Já as comparações entre as estratégias não revelaram diferenças estatisticamente significativas (p>0,05), indicando desempenho similar na dentina irradiada. Houve alta heterogeneidade entre todas as análises (I²>80%). O risco de viés foi baixo na maioria dos domínios analisados, exceto aos relacionados à randomização e ao cegamento do operador.

A RT impacta negativamente na resistência de união de sistemas adesivos e cimentos resinosos à dentina intrarradicular. Nenhuma estratégia adesiva apresentou desempenho superior às demais na cimentação de pinos de fibra de vidro em dentina irradiada.

PN-R0288 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Efeito da epigalocatequina-3-galato na permeabilidade e morfologia tubular dentinária sob desafio com ácido gástrico simulado
Mayenne Rabelo Araújo, Letícia de Sousa Franco, Karen Pintado Palomino, Silmara Aparecida Milori Corona, Aline Evangelista Souza-Gabriel
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar o efeito da solução de epigalocatequina-3-galato (EGCG) a 0,5% na permeabilidade dentinária (Lp) e na morfologia tubular sob desafio com ácido gástrico simulado (HCl 0,06M; pH 1,2), comparando-a ao enxaguante Elmex® Sensitive (controle positivo) e água deionizada (controle negativo). Trinta discos de dentina radicular bovina (6 × 1 mm; n = 10) foram analisados em três condições: dentina hígida, dentina permeável após exposição ao HCl e dentina permeável sob tratamento e desafios ácidos repetidos (7 dias; 4 ciclos diários). A Lp foi avaliada pelo dispositivo THD05 e a morfologia tubular por microscopia confocal a laser, considerando número de túbulos abertos (ODT) e porcentagem de área de túbulos abertos (%ODT). A microscopia eletrônica de varredura (MEV) foi realizada ao final do experimento. Os dados foram analisados por ANOVA de medidas repetidas e pós-teste de Bonferroni (α = 0,05). Houve efeito significativo da condição dentinária para todos os desfechos (p < 0,001) e interação tratamento × condição para Lp, ODT e %ODT (p < 0,05). O Elmex apresentou menores valores de Lp e ODT, diferindo do controle negativo (p < 0,05). O EGCG mostrou valores intermediários de Lp e ODT, sem diferença entre os grupos (p > 0,05). Para %ODT, os espécimes tratados com EGCG e Elmex reduziram a área tubular em relação ao controle negativo (p < 0,001), sem diferença entre si (p = 0,871). A MEV confirmou estrutura tubular mais preservada para os grupos EGCG e Elmex.

Conclui-se que o EGCG a 0,5% promoveu estreitamento do lúmen tubular comparável ao enxaguante Elmex® Sensitive, estabilizando a %ODT sob desafio com HCl, embora não tenha reduzido significativamente a permeabilidade e o número de túbulos neste modelo.

(Apoio: CNPq  N° 308735/2023-4  |  CAPES  N° 001)
PN-R0289 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Influência da técnica laboratorial para confeccionar restaurações indiretas de resina composta na adesão ao cimento resinoso universal
Jordana Dias Martins, Gabriela El-corab Fiche, Laísa Araujo Cortines Laxe
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou se diferentes técnicas laboratoriais para confecção de restaurações indiretas de resina composta influenciam na resistência de união ao cisalhamento (SBS) de um cimento resinoso universal, após a realização de diferentes tratamentos de superfície. Foram construídas 48 amostras retangulares (14x12x2mm) de resina composta, de acordo com a técnica laboratorial indicada para restaurações indiretas: resina composta nanoparticulada estratificada manualmente e submetida a micro-ondas (n=24) e resina nanocerâmica CAD/CAM fresada (n=24). Estas amostras foram jateadas com óxido de alumínio e divididas em 4 subgrupos para cada resina: controle, adesivo universal (UN), silano e silano + UN. Cilindros (3x5mm) do cimento RelyX Universal foram construídos sobre as superfícies tratadas e submetidos ao teste de SBS (0,5 mm/min). Os modos de falha foram analisados por lupa digital e microscopia eletrônica de varredura. Os dados foram submetidos à ANOVA dois fatores e teste Tukey (α=0,05). Houve interação significativa entre técnica laboratorial e protocolo adesivo (p<0,05). Para a resina CAD/CAM, a aplicação do adesivo universal aumentou significativamente a SBS, independentemente do uso de silano. Para a resina estratificada, a maior SBS foi observada na associação silano + UN, enquanto o uso isolado do adesivo não diferiu dos demais grupos. A resina estratificada apresentou maiores valores médios de SBS em comparação à CAD/CAM (p<0,001), predominando falhas mistas nesta e coesivas na estratificada.

Conclui-se que a resina CAD/CAM requer a aplicação de adesivo universal para otimizar a união ao cimento resinoso universal, enquanto a resina estratificada apresenta benefício adicional da aplicação de silano.

(Apoio: CAPES)
PN-R0290 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Análise da resistência de união de selantes de fóssulas e fissuras com diferentes protocolos de aplicação
Fernanda Consolaro Pontes, Laura Ramos Vieira, Lucas Silveira Machado, Caio César Pavani, Ticiane Cestari Fagundes, Renato Herman Sundfeld
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Foi avaliada a resistência de união de um selante de fóssulas e fissuras resinoso convencional (UltraSeal XT Plus) e um selante bioativo (BeautiSealant) seguindo ou não o protocolo do fabricante. Três técnicas de aplicação foram analisadas: Selante resinoso convencional conforme protocolo do fabricante (US); selante bioativo conforme protocolo do fabricante (BS) e selante bioativo com condicionamento ácido prévio (BSC). Diferentes tempos de análises também foram analisados (imediato e após termociclagem). Foram selecionados trinta terceiros molares humanos hígidos, os quais receberam o selante de acordo com os três grupos citados. Cada coroa foi seccionada em quatro partes totalizando quarenta espécimes por grupo. Os grupos foram subdivididos em dois subgrupos conforme os tempos de análise. A resistência de união ao microcisalhamento e padrão de fratura foram avaliados. Amostras representativas de cada grupo foram analisadas em microscopia eletrônica de varredura. Os dados foram submetidos a ANOVA a dois critérios e pós-teste de Tukey (α=0,05). US e BSC foram semelhantes entre si e superiores ao BS. Não houve diferença entre os tempos de envelhecimento. Foram observados apenas fraturas do tipo adesiva e mista, com a fratura do tipo adesiva apresentando maior ocorrência em todos os grupos, principalmente nas amostras submetidas ao envelhecimento.

Conclui-se que o condicionamento ácido prévio promove resistência de união semelhante entre os selantes convencional e bioativo, ambos superiores ao grupo com primer autocondicionante, independentemente do envelhecimento.

PN-R0292 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Avaliação longitudinal física e microbiológica de placas oclusais convencionais e impressas em 3D: Estudo piloto randomizado duplo-cego
Pillar Gonçalves Pizziolo, Ana Carolina Morais Apolonio, Breno Nogueira Silva, Rodolfo Gonçalves Lima, Luciano Ambrosio Ferreira, Raphael Fortes Marcomini, Laísa Araujo Cortines Laxe
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar o desgaste tridimensional, a rugosidade superficial e a carga microbiana de placas oclusais para bruxismo do sono confeccionadas pelo método convencional (Clássico®) e por impressão 3D (PriZma 3D Bio Splint®). O período experimental compreendeu três meses, com avaliações no momento da instalação (T0) e após o acompanhamento (T1). Para caracterização da amostra, dados sociodemográficos e presença de bruxismo foram coletados por meio da ferramenta STAB (Standardized Tool for the Assessment of Bruxism). A rugosidade superficial foi mensurada em T0 e T1 com rugosímetro digital, em leituras quintuplicatas na superfície oclusal. O desgaste tridimensional foi analisado em T0 e T1 via desvio quadrático médio (RMS) no software CloudCompare. A carga microbiana do biofilme das placas foi obtida em T1 pela quantificação de unidades formadoras de colônias (UFC) de Staphylococcus spp., Candida spp. e estreptococos do grupo mutans. Os dados foram submetidos aos testes t de Student e ANOVA com pós-teste de Tukey (α=0,05). Foram avaliados 6 indivíduos (n=3) com idade de 32,7±15,6. Observou-se interação significante entre rugosidade e os grupos (p=0,006). Em T0, a rugosidade do grupo controle foi superior ao experimental (p<0,001), mas reduziu significativamente em T1 (p=0,030), anulando a diferença entre os grupos ao longo do tempo. Não houve diferença estatística para RMS e UFC entre os grupos.

Conclui-se que, apesar das diferenças superficiais imediatas após a confecção, as placas oclusais convencionais e impressas em 3D apresentam comportamento de rugosidade, estabilidade dimensional e acúmulo microbiano semelhantes após três meses de uso clínico neste estudo piloto.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0293 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Avaliação da remineralização do esmalte dental com o uso de verniz fluoretado e terapia com ozônio medicinal: estudo in vitro
Marcos Vinicius Cocco Durigon, Veridiana Camilotti
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este trabalho buscou analisar a eficácia do verniz fluoretado com fluoreto de sódio a 5% e da terapia com ozônio no processo de remineralização do esmalte dentário, visando estratégias não invasivas para paralisar lesões de cárie incipientes. A pesquisa foi conduzida in vitro através do uso de trinta incisivos bovinos hígidos, os quais tiveram suas coroas seccionadas e submetidas a uma desmineralização artificial em solução de ácido acético por vinte e quatro horas para simular o desafio cariogênico. As amostras foram distribuídas aleatoriamente em três grupos experimentais: aplicação isolada do verniz fluoretado com fluoreto de sódio a 5%, aplicação isolada de ozônio gasoso e a associação concomitante de ambos os protocolos. A mensuração da recuperação mineral ocorreu via análise de microdureza Knoop nos períodos inicial, após o desafio ácido e após as intervenções terapêuticas. As observações evidenciaram uma queda significativa na microdureza após a fase ácida em todos os grupos, confirmando a criação da lesão artificial, seguida de um incremento relevante após os tratamentos. A análise estatística, realizada por meio dos testes de Shapiro-Wilk e ANOVA com pós-teste de Tukey, apontou que a combinação de ozônio e verniz proporcionou um potencial remineralizador superior ao uso isolado do verniz.

Diante dos achados, verifica-se que ambas as estratégias são satisfatórias para a restauração do esmalte, contudo, a abordagem combinada manifesta o desempenho mais efetivo devido ao sinergismo entre os agentes, posicionando o ozônio como um recurso complementar valioso na prática clínica contemporânea.

PN-R0295 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Desempenho inicial (7 dias) de restaurações Classe II em molares permanentes por impressão 3D: ensaio clínico randomizado
Kaliane Rodrigues da Cruz, Ana Paula Gebert de Oliveira Franco, Yasmine Mendes Pupo, Amanda de Oliveira de Miranda, Pedro Leonardo Czmola de Lima, Júlia Fabris, Eloisa Andrade de Paula , Thalita de Paris Matos
UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico randomizado, de boca dividida, avaliou o comportamento clínico inicial de restaurações Classe II em molares permanentes confeccionadas por impressão 3D comparadas a restaurações diretas em resina composta. Participantes adultos receberam duas restaurações, uma com resina impressa (Voxelprint Ceramic, FGM, Joinville, SC, Brasil) e outra com resina composta (Elora, FGM, Joinville, SC, Brasil), seguindo protocolos padronizados e fluxo digital, incluindo escaneamento intraoral com scanner Medit (Seoul, Coreia do Sul), para confecção das restaurações indiretas. A avaliação clínica foi realizada no baseline e após 7 dias, utilizando os critérios da FDI (Federação Dentária Internacional) para propriedades funcionais, estéticas e biológicas. Os dados foram analisados por testes pareados (α=0,05). A taxa de retorno foi de 100%. Não houve diferenças entre os grupos (p>0,05). Ambos os materiais apresentaram comportamento clínico inicial satisfatório, com adequada adaptação marginal e ausência de fraturas, sensibilidade pós-operatória ou cárie adjacente. Não foram observadas diferenças significativas entre os materiais (p>0,05).

Conclui-se que as restaurações em resina impressa em 3D apresentaram desempenho clínico inicial comparável às restaurações diretas no período avaliado.

PN-R0296 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 11

Hidrogel com β-AgVO3 para higienização de titânio: propriedades físico-químicas e perfil microbiano
Izabela Ferreira, Lívia Maiumi Uehara, João Marcos Carvalho Silva, Marco Antonio Schiavon, Andréa Cândido Dos Reis
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi desenvolver um hidrogel com diferentes concentrações de vanadato de prata nanoestruturado decorado com nanopartículas de prata (β-AgVO3) e avaliar suas propriedades físico-químicas e o perfil microbiano de discos de titânio após higienização com gel de β-AgVO3. O hidrogel foi sintetizado com as concentrações de 0,0458; 0,0916; e 0,229 mg/mL de β-AgVO3. Avaliou-se a separação de fases pelo ensaio de centrifugação, pH, seringabilidade, espalhabilidade, imediatamente e após 60 dias de armazenamento. Discos de titânio (Ø10x1) foram incubadas com saliva humana (CAAE: 76511623.6.0000.5419) por 7 dias à 37ºC. Após, foram higienizados com os géis por 10 minutos e submetidos à extração do DNA para análise de reação em cadeia da polimerase (PCR) por ampliação do gene 16S e sequenciamento genético. Utilizou-se ANOVA e pós-teste de Tukey com significância de 5%. Para dados não paramétricos Kruskal- Wallis, com pós-teste de Mann Whitney e ajuste de Bonferroni. Os géis apresentaram estabilidade, sem separação de fases. Houve redução significativa do pH após armazenamento (p=0,023), sendo menor na maior concentração de β-AgVO3 (p=0,018). A espalhabilidade foi semelhante entre formulações (p=0,629), porém aumentou após 60 dias (p<0,001). A seringabilidade exigiu maior força de extrusão após armazenamento (p<0,001). Não houve diferença na diversidade microbiana entre grupos (p=0,875). A análise taxonômica mostrou perfil semelhante, com predominância de Pseudomonas.

Conclui-se que os hidrogéis com β-AgVO3 apresentaram estabilidade e propriedades adequadas, porém sem efeito significativo no perfil microbiano, sendo necessários novos estudos para otimizar a ação antimicrobiana.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/120540)



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