9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 211 a 220


PN-R0255 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Autopercepção de necessidade de tratamento odontológico por responsáveis de crianças pré-escolares e fatores associados
Giovanna Torqueto Castilho, Marília Narducci Pessoa, Caroline Correa de Oliveira, Letícia Santos Alves de Melo, Caroline Meronha de Lima, Julia Gabriela Girasol, Elaine Pereira da Silva Tagliaferro, Vanessa Pardi
Morfologia e Clínica Infantil UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisar a autopercepção de necessidade de tratamento odontológico em responsáveis por crianças pré-escolares e possíveis fatores associados. Estudo transversal realizado em Araraquara-SP, aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE 62.756.922.0.0000.5416). A coleta ocorreu entre junho e dezembro de 2023 em Centros de Educação e Recreação. Participaram responsáveis por crianças de 5-6 anos da rede pública. Os dados foram obtidos por questionário autoaplicável. O desfecho foi a autopercepção de necessidade de tratamento odontológico. Participaram 870 responsáveis. Indivíduos pretos, pardos, amarelos ou indígenas apresentaram maior chance do desfecho (OR=1,84; p<0,001). A posse de automóvel (OR=0,39; p<0,001) e de plano odontológico (OR=0,56; p=0,001) esteve associada à menor chance. Consulta por necessidade de tratamento (OR=2,41; p<0,001) e avaliação negativa do atendimento (OR=2,42; p=0,004) aumentaram a chance do desfecho. Receber informações (OR=0,47; p=0,028), conhecer a relação açúcar-cárie (OR=0,15; p=0,029) e ausência de impacto nos relacionamentos (OR=0,36; p=0,002) reduziram a chance.

Conclui-se que fatores socioeconômicos, uso de serviços e conhecimento em saúde bucal influenciam essa percepção, evidenciando desigualdades.

(Apoio: CAPES  N° 88887.876841/2023-00 )
PN-R0256 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DE SAÚDE BUCAL POR CUIDADORES DE CRIANÇAS DE 5 E 6 ANOS NA CIDADE DE ARARAQUARA-SP
Julia Gabriela Girasol, Giovanna Torqueto Castilho, Marília Narducci Pessoa, Caroline Correa de Oliveira, Letícia Santos Alves de Melo, Caroline Meronha de Lima, Elaine Pereira da Silva Tagliaferro, Vanessa Pardi
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi analisar a percepção materna sobre a própria saúde bucal, identificando fatores sociodemográficos, comportamentais e contextuais associados. Trata-se de um estudo observacional com amostra final de 783 mães de crianças de 5 e 6 anos residentes em Araraquara-SP. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, condições de moradia, acesso a bens, utilização de serviços odontológicos e percepções relacionadas à saúde bucal, por meio de análise estatística com estimativa de odds ratio (OR) e nível de significância de 5%. Observou-se maior chance de percepção negativa da saúde bucal entre mães autodeclaradas pretas, pardas, amarelas ou indígenas (OR=1,546; p=0,011) e com maior número de residentes no domicílio (OR=1,243; p=0,003). Consultas motivadas por necessidade de tratamento aumentaram a chance de avaliação negativa (OR=1,867; p=0,002), assim como opinião negativa sobre o último atendimento (OR=2,687; p<0,001) e baixa prioridade atribuída à ida ao dentista (OR=3,094; p<0,001). Por outro lado, a realização de consulta preventiva durante a gestação reduziu a chance de autopercepção negativa (OR=0,600; p=0,004), assim como a ausência de impacto percebido da saúde bucal nos relacionamentos interpessoais (OR=0,253; p<0,001).

Assim concluiu-se que fatores sociodemográficos, comportamentais e de acesso aos serviços influenciam significativamente a autopercepção de saúde bucal materna, evidenciando a necessidade de estratégias de promoção de saúde e ampliação do cuidado odontológico preventivo.

PN-R0257 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Avaliação da efetividade do midazolam em pacientes com transtorno do espectro autista durante procedimentos odontológicos
Isadora Dias Pereira, Adrielle Ouchi Lopes, Alberto Carlos Botazzo Delbem, Cristina Antoniali Silva
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O autismo é um transtorno de neurodesenvolvimento de etiologia indefinida. Pacientes com essa condição frequentemente resistem ao manejo convencional, tornando a sedação medicamentosa uma técnica de relevância para a prática odontológica. O objetivo foi avaliar a eficácia da sedação farmacológica com midazolam em pacientes autistas, investigando se medicamentos de uso contínuo interferem na resposta sedativa. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Araçatuba, FOA-UNESP (CAAE: 80276624.2.0000.5420). Realizou-se a análise dos prontuários de 33 pacientes autistas, de 4 a 15 anos de idade, atendidos no Centro de Assistência Odontológica à Pessoa com Deficiência da FOA-UNESP no período de 2012 a 2024. A dose padrão de midazolam utilizada foi de 0,33 mg/Kg, administrado via endovenosa. A resposta foi classificada com base na Escala Richmond; atribuiu-se à não sedação, sedação ruim, sedação razoável, sedação boa e sedação excelente aos escores 0, 1, 2, 3 e 4, respectivamente. Resultados mostraram resposta insatisfatória de 63,7% da amostra, sendo 18,2% sem sedação (escore 0), 27,3% com sedação ruim (escore 1) e 18,2% razoável (escore 2). Procedimentos mais invasivos associaram-se a piores respostas. Não houve associação significativa entre uso de risperidona ou polifarmácia e falha sedativa (p>0,05).

Os achados sugerem que a resistência ao midazolam decorre de alterações intrínsecas nos receptores gabaérgicos, e não de interações medicamentosas. Sendo assim, o midazolam apresenta eficácia limitada em pacientes com autismo, evidenciando a necessidade de protocolos sedativos individualizados para garantir segurança e qualidade no atendimento odontológico dessa população.

(Apoio: CNPq  N° 15199)
PN-R0258 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Competências do cuidador familiar para cuidado da saúde bucal no contexto domiciliar
Zenon Ribeiro Castelo Branco, Maria Ribeiro Lacerda, Marcella Gabrielle Betat, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo é examinar, dentro das competências gerais designadas aos cuidadores familiares, as possíveis atribuições e funções ligadas aos cuidados com a saúde bucal no cenário da atenção domiciliar. Foram analisadas 358 publicações, a partir de um estudo qualitativo suportado por dados secundários de uma revisão de escopo (diretrizes Joanna Briggs Institute e PRISMA-Scoping Reviews), utilizando a inteligência artificial como apoio de análise temática. Dentre os resultados, apenas quatro estudos apresentaram dados ligados às competências desempenhadas por cuidadores familiares no que concerne à saúde bucal, com destaque para as ações e atitudes ligadas à manutenção dos cuidados de higiene bucal propriamente dita (estruturas orais e próteses dentárias, focando em como, quando higienizar e quais materiais utilizar), à compreensão dessa atividade como uma competência atribuível aos familiares (passível de ser treinada e aperfeiçoada), bem como ao fato de estes estarem constantemente sobrecarregados com as inúmeras funções que precisam desempenhar no exercício do cuidado com as pessoas sob sua responsabilidade.

Sendo extremamente escassos os estudos que procuram compreender quais são as competências ligadas à saúde bucal que um cuidador de vínculo familiar pode ser responsabilizado a identificar e exercer no cuidado das pessoas deles dependentes, torna-se impreciso o processo de delimitá-las em funções de cuidados bucais de forma que estas não imponham maiores sobrecargas de funções às rotinas diárias de familiares.

PN-R0259 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Produção científica sobre Segurança do Paciente nos Anais da SBPqO: uma análise bibliométrica
Renata Costa Jorge, Roberta Costa Jorge, Vera Lucia Luiza
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Segurança do Paciente é considerada um atributo da qualidade do cuidado em saúde. Apesar do crescente interesse mundial no tema, incidentes e eventos adversos continuam frequentes e em ascensão. Como a prática clínica odontológica é, majoritariamente, invasiva e complexa, com procedimentos numerosos e repetitivos, aliada à evolução tecnológica, torna-se campo fundamental para a atuação em segurança do paciente. Contudo, as pesquisas científicas sobre o tema ainda são incipientes, incluindo no Brasil. Diante disso, o objetivo deste estudo é investigar a presença do termo exato "Segurança do Paciente" nos Anais da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica, o maior fórum de pesquisa odontológica da América Latina, no período 1984-2025. Trata-se de um estudo de natureza quantitativa e descritiva realizado por acesso público ao endereço eletrônico da associação, no mês de abril de 2026. Foram analisados todos os resumos em qualquer categoria. Os dados coletados foram tabulados em planilhas eletrônicas (Microsoft Excel) e analisados sob os seguintes indicadores bibliométricos: distribuição temporal, autoria (pesquisadores e instituições), modalidade e área. Os resultados indicam evolução ao longo dos anos, sendo encontrado o primeiro registro nos anos de 2006, data anterior à criação do Programa Nacional. Além disso, os dois últimos anos (2024 e 2025) foram os que apresentaram maior frequência nos resumos publicados. Isso pode refletir um movimento de valorização da Segurança do Paciente na agenda da Odontologia brasileira.

Este estudo bibliométrico permitiu concluir que o termo apresenta uma trajetória de ascensão nos Anais da SBPqO, evidenciando uma difusão progressiva do assunto entre os pesquisadores da área.

PN-R0261 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Barreiras no acesso de migrantes estrangeiros no SUS
Carolyne Brito Lopes, Suzely Adas Saliba Moimaz, Ronald Jefferson Martins, Lia Borges de Mattos Custódio, Tânia Adas Saliba
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os fluxos migratórios têm evidenciado desigualdades no acesso à saúde, tornando necessário compreender os obstáculos vivenciados por essa população. O objetivo foi analisar as barreiras que dificultam o acesso de migrantes aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, realizado com 95 migrantes em um município do Brasil, entre março e dezembro de 2025. Os participantes foram selecionados por amostragem de conveniência e bola de neve. Os dados foram coletados em entrevistas presenciais, com aplicação de um instrumento estruturado sobre características sociodemográficas, uso de serviços de saúde do SUS e barreiras de acesso. As análises estatísticas foram realizadas no BioEstat 5.0. Predominaram mulheres (54,7%), adultos de 40 a 59 anos (63,2%), autodeclarados brancos (46,3%), com ensino superior completo (38,9%), renda familiar entre 1 e 3 salários mínimos (45,5%) e tempo de permanência no Brasil de 5 anos ou mais (33,7%). Houve associação entre dificuldade de acesso, raça/cor (p=0,001) e não compreensão da língua portuguesa (p=0,002). A maioria (94,7%) relatou ter acessado algum serviço público de saúde no Brasil e 28 (29,5%) referiram dificuldade de acesso. As barreiras mais relatadas foram o idioma (35,7%), a distância (14,2%) e a falta de documentação (10,7%). A distância do local de atendimento associou-se ao grupo de renda do país de origem, com maior frequência entre migrantes de menor renda (p=0,035).

Conclui-se que o acesso de migrantes aos serviços de saúde do SUS foi dificultado principalmente por barreiras linguísticas e territoriais, especialmente entre participantes provenientes de países de menor renda.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 445056/2023-1)
PN-R0263 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Padrões de risco e proteção na saúde bucal de adolescentes brasileiros: uma análise de componentes principais
Augusto Alexandre Tavares Neto, Ícaro José Santos Ribeiro, Emanuella Gomes Maia
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A saúde bucal de adolescentes é fortemente influenciada pela coexistência de comportamentos de risco e proteção, evidenciando a complexidade dos determinantes em saúde. Desse modo, este estudo analisou padrões comportamentais e suas associações com desfechos de saúde bucal em adolescentes brasileiros. Trata-se de estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2019 (n=124.898), tendo a amostra representativa de escolares de 13 a 17 anos. A coleta foi realizada por questionário autoaplicável em smartphones. Utilizou-se a Análise de Componentes Principais para identificação dos possíveis padrões. As associações foram estimadas por regressões múltiplas, com incorporação de pesos amostrais e nível de significância de 5%. Identificaram-se quatro padrões: uso de substâncias psicoativas (álcool, tabaco e drogas), consumo de ultraprocessados, alimentação saudável e organização alimentar familiar. Padrões de risco associaram-se ao aumento de dor dentária e pior autoavaliação de saúde, enquanto padrões protetores apresentaram efeito inverso. Diferenças sociodemográficas evidenciaram maior vulnerabilidade entre adolescentes mais velhos e desigualdades regionais e socioeconômicas.

Os achados demonstram que a saúde bucal não pode ser compreendida de forma isolada, sendo atravessada por múltiplos comportamentos inter-relacionados. Reforça-se a necessidade de políticas públicas intersetoriais e estratégias escolares integradas, voltadas à redução de iniquidades e à promoção da saúde integral do adolescente.

(Apoio: CNPq  N° 131328/2025-5)
PN-R0264 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Acolhimento institucional de migrantes estrangeiros e o desafio da integração com os serviços de saúde
Sabrina Santana Cassemiro, Suzely Adas Saliba Moimaz, Gabriel Zopolatto Turci Dias, Ana Claudia Okamoto, Tânia Adas Saliba
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O crescimento migratório atual desafia o acolhimento e a integração entre os serviços. Objetivou-se analisar instituições e estratégias de acolhimento, perfil de imigrantes e a integração com os serviços de saúde e assistência odontológica. Trata-se de um estudo de caso, descritivo e exploratório em nível municipal. Realizaram-se entrevistas com gestores de instituições governamentais, com roteiro para compreender as percepções sobre o acolhimento e fluxo de encaminhamento aos serviços. Foram analisados documentos oficiais e coletados dados sobre gênero, faixa etária, país de origem, integrantes por família e programas sociais. Identificaram-se dois perfis migratórios (passagem e permanência) e analisou-se a rede de apoio composta por Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), abrigos, entidades filantrópicas e religiosas. Como desafios, destacam-se a fragmentação da rede, alta rotatividade, resistência às políticas públicas, barreiras culturais e ausência de estratégias de integração com serviços de saúde e assistência odontológica. Evidencia-se o Plano Municipal para Imigrantes, Refugiados e Apátridas (Decreto nº 22.150/2022 e Lei nº 8.820/2024). Foram registrados 718 imigrantes, com predominância de adultos jovens (25-34 anos; 23,1%), venezuelanos (30,9%) e famílias de dois membros (24,7%), sendo 82,7% inseridos em programas sociais, sobretudo o Bolsa Família (44,8%).

Conclui-se que, apesar da existência de instituições e legislação municipal, o acolhimento é desafiador, complexo e exige integração entre diferentes setores da sociedade.

(Apoio: CNPq  N° 445056/2023-1  |  CAPES  N° 001)
PN-R0265 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Determinantes socioeconômicos e uso de serviços associados ao edentulismo no Brasil: SB Brasil 2023
Luiza Souza Schmidt, Gabriel Schmitt da Cruz, Igor Santos Araujo, Juliana Silva Ribeiro de Andrade, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo transversal analítico teve como objetivo identificar fatores demográficos, socioeconômicos e de uso de serviços associados ao edentulismo em adultos e idosos no Brasil com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2023). Por meio de modelos de regressão logística múltipla para amostras complexas, observou-se uma prevalência de edentulismo significativamente maior entre idosos (36,5%) do que em adultos (0,9%). No modelo ajustado, idade, escolaridade, motivo da última consulta e autoavaliação da saúde bucal permaneceram associados ao desfecho. A cada ano adicional de idade, a chance de edentulismo aumentou 9,7% (RC=1,09; IC95%: 1,07-1,11). Indivíduos sem escolaridade apresentaram maior chance de edentulismo (RC=8,96; IC95%: 4,79-16,73). O uso de serviços motivado por extração (RC=5,67) e por prótese (RC=12,62) foi predominante entre idosos e associado a maiores chances do desfecho, enquanto consultas preventivas foram mais comuns entre adultos. Melhor autoavaliação da saúde bucal esteve associada a menor chance de edentulismo (RC=0,66).

Conclui-se que o edentulismo no Brasil é marcado por desigualdades estruturais acumuladas ao longo dos anos, associado à baixa escolaridade, a padrões de uso tardio dos serviços odontológicos e pior percepção de saúde bucal. Esses achados seguem o padrão historicamente descrito na literatura, indicando a persistência de desigualdades estruturais ao longo do curso de vida e reforçando a necessidade de fortalecer estratégias intersetoriais, preventivas e de cuidado integral em saúde bucal.

(Apoio: FAPs - FAPESC)
PN-R0267 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

O Burnout na Saúde Pública: Fatores Determinantes e Impactos Profissionais
Geanny Carolline Pereira Leão, Tânia Adas Saliba, Isabella de Miranda Cardoso, Fernanda Lopez Rosell, Larissa Kely Faustino da Silva, Aylton Valsecki Junior
Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Saúde Pública é responsável por oferecer ações e estratégias que contemplem a promoção, prevenção e tratamento de fatores interligados ao processo saúde-doença em um coletivo, levando em consideração as condições territoriais, sociais, econômicas, políticas e culturais de uma população. Nesta conjuntura, têm-se como fundamental o papel dos profissionais de saúde para que os objetivos da saúde pública sejam alcançados de maneira equânime, integral e igualitária, garantindo o direito à saúde para toda a população. Para que os pressupostos pela Saúde Pública sejam realizados de forma efetiva, é imprescindível que aqueles que os colocam em prática estejam em boas condições de saúde para que exerçam suas atividades laborais da melhor maneira possível, haja vista que a saúde de quem promove saúde interfere na saúde daqueles que recebem seus cuidados.

Entretanto, dada a conjuntura atual do serviço público dos trabalhadores da área da saúde, observa-se que estes por muitas vezes estão expostos à jornadas de trabalho exaustivas, falta de infraestrutura adequada no ambiente de trabalho, falta ou dificuldade de acesso aos serviços de saúde do trabalhador e ausência de práticas de educação permanente e capacitação de forma continuada, de modo que estes se sintam confiantes em realizar o seu trabalho, mas que a condição de fragilidade ao qual estão inseridos não corrobora para um cenário favorável para o serviço. Compreender os fatores determinantes para o Burnout nos profissionais da Saúde Pública, em especial os cirurgiões-dentistas, e como estes afetam o funcionamento adequado dos serviços são de suma importância para o desenvolvimento de estrátegias e melhorias no serviço público de saúde, principalmente para as atividades no campo laboral.

(Apoio: CAPES  N° 01)



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