9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2758 Resumo encontrados. Mostrando de 191 a 200


PN-R0231 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Traumatismos dentários e esportes de contato: estratégias educativo-preventivas a atletas e treinadores
Alice de Oliveira Santos, Ana Carolyna Becher Roseno, Letycia Carpaneji Paludetto, Gabriella Baroni Avante, Natália Pereira Ribeiro, Rogério de Castilho Jacinto, Juliano Pelim Pessan, Douglas Roberto Monteiro
Odontologia Infatil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou estabelecer ações de caráter educativo-preventivo destinadas a atletas e treinadores de esportes de contato vinculados à Secretaria de Esportes de Araçatuba, incluindo a oferta de protetores bucais. Quatro ações foram desenvolvidas: (I) avaliação inicial: por meio de questionário estruturado, aferiu-se o conhecimento do público-alvo sobre lesões dentárias traumáticas, formas de prevenção e condutas frente a ocorrências; (II) educação e construção do saber: por meio de palestras e rodas de conversa, o público- alvo foi capacitado acerca dos temas abordados na ação I; (III) atendimento clínico: realizou-se exame clínico, moldagem, confecção dos protetores bucais e posterior instalação; (IV) avaliação final: aferiu-se o conhecimento do público-alvo sobre os pontos abordados nas ações I e II, com reaplicação do questionário. Os dados foram analisados pelo teste de Qui-Quadrado (α=0,05). Verificou-se redução significativa na proporção de respostas incorretas, de 86,8% para 13,2%. As reduções foram notadas para os seguintes itens: identificação da necessidade de localizar o dente no local do acidente (de 36,3% para 2,6%; p<0,001), conduta diante de fratura coronária (de 63,7% para 13%; p<0,001) e de deslocamento dentário (de 98% para 48%; p<0,001), entendimento sobre a possibilidade de recuperação de dentes avulsionados (de 78% para 23,4%; p<0,001) e conhecimento quanto ao meio adequado de armazenamento do dente avulsionado (de 57,8% para 1,3%; p<0,001). Entre os 103 participantes, 51 receberam protetores bucais.

A intervenção educativo-preventiva contribuiu para aumento do conhecimento, reforçando a segurança e confiança dos atletas no uso do protetor bucal na prática esportiva.

(Apoio: PROEC  N° 06/2024)
PN-R0232 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Desenvolvimento de base de dados sobre manifestações orofaciais associadas a doenças raras
Sulamita Lemos Lima, Marcus Paulino de Amorim, Camila Ricken de Abreu, Ricardo Armini Caldas, Lauren Bohner
Pós-graduação de odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Desenvolver uma base de dados de livre acesso contendo informações sobre manifestações orofaciais (MOs) associadas a doenças raras (DRs). Primeiramente, realizou-se uma busca sistemática na literatura médica e odontológica, a fim de identificar possíveis variações da normalidade ou alterações patológicas que acometem a região orofacial. Tais MOs foram então categorizadas de acordo com a região anatômica, estrutura acometida ou patologia oral específica. Após, realizou-se uma catalogação de doenças consideradas raras no Brasil, de acordo com levantamento epidemiológico feito pela Rede RARAS (RARAS - Rede Nacional de Doenças Raras). Dentre essas doenças, na plataforma Orphanet, foram selecionadas aquelas que apresentavam as MOs previamente identificadas. A relação entre as DRs e MOs foi realizada a partir do alinhamento entre a nomenclatura de DRs e os fenótipos associados, considerando o CID-10/11 (Classificação Internacional de Doenças) como chave primária. Foram identificadas 564 MOs, distribuídas em 12 grupos distintos, englobando os tecidos moles e duros da cavidade oral e os terços médio e inferior da face. No total, foram encontradas 7386 DRs, das quais 4164 apresentaram algum tipo de manifestação orofacial.

A base de dados desenvolvida constitui uma ferramenta tecnológica de apoio para auxiliar o cirurgião-dentista na tomada de decisão clínica e diagnóstico ao atender pacientes com DRs.

(Apoio: CAPES  N° 88887.992324/2024-00  |  PIBIC/CNPq)
PN-R0235 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Traumatismo dentário em adolescentes de localidades rurais ribeirinhas do Amazonas e Pará
Mariana Oliveira da Silva Freitas, Fernando Jose Herkrath, Juliana Vianna Pereira, Adriana Corrêa de Queiroz, Helder Henrique Costa Pinheiro, Ellen Roberta Lima Bessa, Carlos Augusto da Silva Araújo Júnior, Ana Paula Corrêa de Queiroz Herkrath
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi analisar a prevalência e a severidade do traumatismo dentário em adolescentes residentes em localidades rurais ribeirinhas do Amazonas e Pará, Brasil. Foi realizado um estudo transversal, de base domiciliar, envolvendo adolescentes de 15 a 19 anos residentes em territórios adscritos a Equipes de Saúde da Família Fluviais. A coleta de dados envolveu a aplicação de questionários eletrônicos na plataforma REDCap e avaliação clínica intrabucal, sendo o traumatismo dentário nos incisivos avaliado por meio do índice de O'Brien. As análises foram realizadas no Stata MP, versão 18.0, estimando-se prevalências e intervalos de confiança a 95% para a amostra total e segundo o sexo. Foram avaliados 556 adolescentes. A estimativa de apresentar pelo menos um elemento com traumatismo dentário foi 20,5% (IC95% 17.3- 24,1). Não se identificou diferença entre os sexos. Dos incisivos avaliados, 3,0% (IC95% 2,4-3,7) tinham fratura em esmalte, 0,5% (IC95% 0,2-0,7), fratura tratada, e 0,2% (IC95% 0,1-0,3), fratura em esmalte e dentina. Apenas dois elementos dentários tinham sido perdidos por trauma.

Os achados revelam que a prevalência de traumatismo dentário foi elevada na população de estudo, apesar da maior parte ser fratura em esmalte. Faz-se necessário que os serviços de saúde implementem estratégias junto com as comunidades para atuar sobre os fatores de risco e proteção desse desfecho.

(Apoio: CNPq  N° 21/2023  |  FAPEAM  |  CAPES  |  CNPq  N° 445105/2023-2)
PN-R0236 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Qualidade de vida relacionada à saúde bucal na Amazônia: análise de dados de um inquérito domiciliar em populações ribeirinhas
Ana Paiva Leite, Fernando Jose Herkrath, Camila Valente Smith, Juliana Vianna Pereira, Adriana Corrêa de Queiroz, Maria Augusta Bessa Rebelo, Helder Henrique Costa Pinheiro, Ana Paula Corrêa de Queiroz Herkrath
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi caracterizar a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) em adolescentes e adultos residentes em localidades rurais ribeirinhas da Amazônia. Realizou-se um estudo transversal, de base domiciliar, envolvendo adolescentes (15-19 anos) e adultos (35-44 anos) residentes em territórios cobertos por Equipes de Saúde da Família Fluviais dos estados do Amazonas e Pará. Foram realizadas entrevistas com a aplicação de questionários eletrônicos na plataforma REDCap, tendo sido a QVRSB avaliada por meio do instrumento OHIP-14. Os escores totais e para os sete domínios, assim como os intervalos de confiança a 95%, foram estimados para cada faixa etária. As análises foram realizadas no Stata MP, versão 18.0. Foram avaliados 1121 indivíduos. O escore médio do OHIP-14 foi maior nos adultos (6,9; IC95% 6,1-7,7) que nos adolescentes (5,4; IC95% 4,7- 6,1). Não houve diferença entre os sexos. O domínio 'dor física' foi o que mais contribuiu para o impacto negativo na QVRSB em ambas as faixas etárias. Além disso, adultos apresentaram maior impacto negativo nos domínios 'dor física' e 'incapacidade psicológica' do que os adolescentes.

Os achados do estudo apontam para o efeito adverso da dor e desconforto dentário na qualidade de vida da população ribeirinha. Também apontam para o prejuízo na qualidade de vida relacionado a sentimentos de ansiedade e vergonha, o que pode estar relacionado à perda dentária em adultos.

(Apoio: CNPq  N° 445105/2023-2)
PN-R0237 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Avaliação de nova abordagem para uso de gibi validado na orientação sobre condutas imediatas em lesões dentárias traumáticas
Letícia Aires Rosa, Luciane Zanin, Arlete Maria Gomes Oliveira, Flávia Martão Flório
FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As lesões dentárias traumáticas (LDT) representam relevante problema de saúde pública, especialmente no ambiente escolar, onde professores podem ser os primeiros adultos a presenciar esses acidentes. Este estudo avaliou o impacto de duas estratégias educativas sobre o conhecimento de professores acerca das condutas imediatas frente às LDT. Trata-se de estudo experimental quantitativo, com randomização por conglomerados (por escola), conduzido em seis escolas municipais de Porto Nacional (TO). Participaram 69 professores, alocados em dois grupos: G1 - gibi educativo impresso previamente validado Dentitos: Aprender Brincando sobre Saúde - Traumatismo Dentário (n=40) e G2 - cartaz educativo com resumo das principais orientações e QR Code para acesso ao gibi digital (n=29). O conhecimento foi avaliado por questionário previamente validado sobre condutas em casos de LDT em T0, T1 (15 dias) e T2 (3 meses). O escore variou de 0 a 7 pontos (1 ponto por resposta correta). Os dados foram analisados pelos testes de Wilcoxon e Mann-Whitney (α=5%). A maioria dos participantes não havia recebido treinamento prévio sobre LDT (G1=80,0%; G2=79,3%). G2 apresentou melhora significativa já em T1 (2,55±1,55 para 4,30±1,51; p=0,0002), enquanto G1 atingiu significância apenas em T2 (p=0,007). Em T1, G2 apresentou desempenho superior ao G1 (p=0,034; mediana G2=5,0 vs G1=3,0). Em T2, ambos mantiveram o ganho sem diferença entre grupos (p=0,65; mediana G2=5,0 vs G1=4,0).

O cartaz com QR Code apresentou melhor desempenho inicial na aquisição de conhecimento em comparação ao gibi impresso e pode representar uma alternativa de menor custo para ampliar ações de educação permanente em saúde bucal no ambiente escolar.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/20703-0)
PN-R0238 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 10

Pré-natal odontológico e aleitamento materno: análise do acesso e da intenção em gestantes
Maria Bethânia Ramos Calsavara, Tânia Adas Saliba, Ronald Jefferson Martins, Lia Borges de Mattos Custódio, Suzely Adas Saliba Moimaz
Odontologia Infantil e Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar o acesso ao pré-natal odontológico (PNO) e a intenção de amamentação em gestantes. Trata-se de um estudo quantitativo, tipo inquérito com 82 gestantes atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS). Utilizou-se a escala Infant Feeding Intention (IFI) para mensurar a intenção de amamentação e questionário estruturado. Foram analisadas as seguintes variáveis: score IFI (muito baixa/ baixa/ moderada/ forte/muito forte) apoio familiar (sim/não), início do pré-natal médico e odontológico (trimestre), autopercepção de saúde bucal (muito ruim, ruim, regular, boa, muito boa) e histórico de dor de dente nos últimos 6 meses (sim/não). Para análise de associação entre variáveis, utilizou-se o teste G (p<0,05). Do total de gestantes (n=82), a maioria possuía intenção muito forte de amamentação exclusiva até os 6 meses (68,29%) e de maneira complementar até 12 meses (31,71%) e 85,37% relataram possuir apoio familiar para prática do aleitamento. A maioria iniciou o pré-natal médico no primeiro trimestre (56,10%), e 53,66% realizaram PNO, sendo a maioria no 2º ou 3º trimestre (56,82%). Quanto à percepção sobre a saúde bucal, 24,39% avaliaram seus dentes como muito ruim/ruim e 26,83% relataram dor de dente nos últimos 6 meses. Do total, apenas 15,85% receberam orientação sobre aleitamento materno na gestação atual e somente 1 delas foi efetuada por cirurgião-dentista.

Concluiu-se que, apesar da forte intenção de amamentar e do início pré-natal médico no tempo estipulado, o acesso ao pré-natal odontológico ainda é tardio e pouco atuante na promoção do aleitamento materno.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PN-R0241 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Fluorose Dentária em Pacientes com Deficiência: um estudo transversal
Luiz Antonio Borges Cabral, Maria Aline Morais Souza, Lilian Resende Naves Cantarelli, Fabiana Sodré de Oliveira, Marco Aurélio Benini Paschoal, Débora Souto-Souza, Ana Paula Turrioni
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo determinar a prevalência de variáveis em saúde bucal, com ênfase na fluorose dentária, bem como analisar hábitos de higiene, tipos de deficiência e fatores pré, peri e pós-natais em pacientes atendidos no Setor de Pacientes Especiais (SEPAE) do Hospital Odontológico da Universidade Federal de Uberlândia. Trata-se de um estudo transversal, envolvendo 114 pacientes com deficiência, com idades entre 8 e 63 anos. Foram realizadas entrevistas com pais/cuidadores, abrangendo histórico médico e informações gestacionais, enquanto os dados clínicos foram coletados por exame intraoral de examinador calibrado (k=0,87). A análise estatística foi realizada no software SPSS 22.0, utilizando estatística descritiva e testes de associação (qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher, nível de significância de 5%). A fluorose mostrou-se mais prevalente no sexo masculino (10,1%) e na faixa etária entre 14 e 30 anos (70% dos casos identificados). Verificou-se ausência de fluorose em pacientes com transtorno do espectro autista (TEA) e deficiência intelectual, enquanto maiores prevalências foram observadas em indivíduos com síndromes raras (20,0%), síndrome de Down (13,3%) e paralisia cerebral (10,3%). Houve associação estatisticamente significativa entre fluorose e síndromes raras (p=0,041), bem como associação negativa com TEA (p=0,039). Fatores gestacionais e perinatais apresentaram associação positiva com fluorose, incluindo anemia materna (p=0,01), doenças maternas durante a gestação (p=0,011) e uso de medicamentos na gestação (p=0,024).

Conclui-se que a fluorose dentária apresentou associação com condições sistêmicas maternas, além de maior ocorrência em pacientes com síndromes raras.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq  N° 406840/2022-9)
PN-R0242 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Ainda são necessários estudos sobre a eficácia da fotobiomodulação na mucosite oral? Revisão sistemática e metanálise cumulativa
Camila Maria da Silva, Marina Moura Chateaubriand, Jose Ricardo Dias Pereira, Luiz Alcino Monteiro Gueiros
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O trabalho se propôs a analisar a evolução temporal da eficácia da fotobiomodulação (FBM) na prevenção e tratamento da mucosite oral (MO) por meio de metanálise cumulativa. A revisão foi registrada no PROSPERO (CRD420251183009), e promoveu busca sistemática nas principais bases de dados internacionais sem restrições. Incluíram-se exclusivamente ensaios clínicos randomizados (ECR) que avaliaram a FBM vs. placebo/sham/cuidados habituais em pacientes oncológicos submetidos à radioterapia ou quimiorradioterapia em cabeça e pescoço, quimioterapia ou transplante de células-tronco hematopoiéticas. A seleção foi por dois revisores independentes (Kappa=0,81), com resolução de discordâncias por terceiro revisor. A metanálise cumulativa (pacote meta, software R) estimou sequencialmente, por ordem cronológica de publicação, a evolução e estabilidade do efeito, expresso em Risco Relativo (RR). Foram identificados 43 estudos, sendo 30 incluídos na metanálise. Observou-se efeito protetor da FBM contra MO severa, com estabilidade do efeito estimado alcançada a partir de 2015 (RR=0,34) e efeito global combinado de RR=0,38 (IC 95%: 0,27-0,57). A certeza da evidência foi classificada como moderada, segundo o GRADE, rebaixada em função do alto risco de viés, sobretudo em decorrência de falhas no processo de randomização. Análises de subgrupo sugerem que a variação na frequência da luz não interfere no desfecho.

A FBM apresenta eficácia consolidada e estável na prevenção da MO severa. Diante da robustez temporal dos dados, novos ECRs comparativos contra placebo tornam-se eticamente questionáveis, devendo o foco científico migrar para a otimização de protocolos e implementação institucional.

(Apoio: CNPq  N° 131134/2024-8  |  CAPES  N° 88887.963502/2024-00)
PN-R0243 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Qualidade de vida relacionada à saúde bucal em crianças com síndrome congênita do Zika vírus
Isabelle Matos Ramos, Raquel Souza Marques, Carolina Santos Souza Tavares, Milena Andrade Araújo, Paulo Ricardo Saquete Martins-filho
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar o impacto de fatores socioeconômicos, condições gerais de saúde e saúde bucal na qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) de crianças com Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCVZ), segundo a percepção materna. Realizou-se estudo transversal com 49 crianças com SCVZ, entre 5 e 6 anos, acompanhadas em centro de referência no Nordeste brasileiro. A QVRSB foi mensurada pelo Early Childhood Oral Health Impact Scale (ECOHIS), aplicado às mães. Investigaram-se variáveis socioeconômicas (residência e renda), condições gerais de saúde (complicações clínicas, hospitalizações e uso contínuo de medicamentos) e saúde bucal (hábitos de higiene, hábitos deletérios, necessidade de tratamento odontológico, cárie, placa visível, anomalias dentárias e maloclusão). Utilizou-se regressão logística multivariada para identificar fatores associados ao impacto negativo na QVRSB da criança e da família. Fatores socioeconômicos e condições gerais de saúde não se associaram significativamente à pior QVRSB. Entretanto, condições bucais específicas mostraram impacto relevante. Bruxismo (OR=5,8; IC95%:2,2-15,5) e experiência de cárie (OR=9,4; IC95%:3,7-13,9) associaram-se negativamente à QVRSB da criança. Para a família, necessidade de tratamento odontológico (OR=5,6; IC95%:1,0-30,4) e experiência de cárie (OR=10,1; IC95%:3,6-27,9) foram os principais fatores associados.

Conclui-se que, em crianças com SCVZ, o comprometimento da QVRSB relaciona-se principalmente a condições bucais preveníveis, reforçando a importância da ampliação do cuidado odontológico preventivo e terapêutico direcionado a essa população.

(Apoio: CNPq  N° 308703/2023-5)
PN-R0244 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Fatores de risco comportamentais de doenças crônicas não transmissíveis na população rural ribeirinha do Médio Solimões, Amazonas
Camila Valente Smith, Fernando Jose Herkrath, Ellen Roberta Lima Bessa, Juliana Vianna Pereira, Adriana Corrêa de Queiroz, Gabriele de Souza Cruz, Jordana Herzog Siqueira, Ana Paula Corrêa de Queiroz Herkrath
DASPAM FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar fatores de risco comportamentais para doenças crônicas não transmissíveis na população rural ribeirinha municípios de Tefé e Coari, na região do Médio Solimões, Amazonas. Trata-se de um estudo transversal de base domiciliar, que incluiu adolescentes (15 a 19 anos) e adultos (35 a 44 anos) residentes em localidades ribeirinhas cobertas por Equipes de Saúde da Família Fluviais. Foram coletados dados sociodemográficos e de comportamentos relacionados à saúde (consumo abusivo de álcool, tabagismo, consumo alimentar e inatividade física), por meio da aplicação de questionário estruturado, utilizando o aplicativo REDCap instalado em smartphones. Os dados foram analisados de forma descritiva, utilizando o software Stata SE, versão 17.0. Foram avaliados 358 participantes, 180 adolescentes e 178 adultos, sendo 56,2% do sexo feminino. A ocorrência de uso problemático, abuso ou dependência de álcool foi observada em 14,8% da população (IC95% 11,5-18,9), sendo que 11,7% dos adolescentes e 27,0% dos adultos referiram episódio de consumo abusivo de álcool nos 30 dias anteriores. Eram tabagistas 15,6% (IC95% 12,2-19,8), com proporção similar nas duas faixas etárias. Eram ex-tabagistas 12,9% (IC95% 9,6-17,2). Referiram o consumo de refrigerante e biscoitos recheados pelo menos três vezes na semana 31,8% e 45,8%, respectivamente. Quase a totalidade da população era fisicamente ativa (57,5%) ou muito ativa (42,2%).

Os achados evidenciam um consumo elevado de álcool e uma prevalência de tabagismo superior às estimativas de inquéritos nacionais, indicando a necessidade de ações ampliadas de promoção da saúde, e da implementação de políticas públicas que favoreçam a adoção de estilos de vida saudáveis.

(Apoio: CNPq  N° 445105/2023-2)



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