9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 11 a 20


FC011 - Fórum Científico
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

HRP e scaffold no clareamento dental: é possível otimizar tempo e preservar o substrato?
Lara Maria Bueno Esteves, Carlos Alberto de Souza Costa, Cristina de Mattos Pimenta Vidal , Karen Milaré Seicento Aidar, Jully Anna Cardoso Correa, Marissa Geretti Timpurim Silva, Heloísa Vitória Amorim Pereira Corrêa, André Luiz Fraga Briso
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se comparar uma estratégia clareadora que utiliza peroxidase (HRP) associada a um scaffold polimérico e ao peróxido de hidrogênio (H₂O₂) a 35% a 15 min com a técnica convencional (H₂O₂ a 35% a 45 min), avaliando os efeitos clareadores e impactos estruturais, químicos e mecânicos no esmalte. O estudo foi conduzido em 3 fases para análise dos protocolos CN (controle), G45 (H₂O₂ 35%-45 min), G15 (H₂O₂ 35%-15 min) e G15SP (scaffold + HRP + H₂O₂ 35%-15 min). Na Fase I, 60 discos (n=15) foram avaliados quanto ao índice de clareamento (∆WID) 48 horas após cada sessão (T1, T2, T3) e 15 dias após o término (T4). A produção de espécies reativas de oxigênio foi analisada ao final do tempo experimental pela sonda fluorescente carboxy-H₂DCFDA. Na Fase II, o esmalte de 5 pré-molares hígidos foi isolado, triturado e analisado por ATR-FTIR quanto a carbonato e fosfato, para avaliar alterações químicas antes e após o tratamento. Na Fase III, pré-molares hígidos (n=12) foram utilizados para avaliação da microdureza superficial, rugosidade, caracterização química por espectroscopia de energia dispersiva de raios X e análise da topografia do esmalte, antes e após o tratamento. Observou-se que G15SP e G45 apresentaram eficácia clareadora semelhante, superior aos G15 e CN. O melhor desempenho do G15SP esteve associado ao aumento de ROS, sem comprometer o substrato. Em contraste, G45 apresentou maior desequilíbrio mineral, redução da razão Ca/P e maiores alterações em rugosidade e microdureza.

O protocolo G15SP associa eficácia clareadora à significativa redução do tempo clínico e ao menor impacto sobre o substrato. A combinação de HRP ao scaffold desponta como abordagem promissora, ao otimizar o clareamento e preservar a integridade estrutural do esmalte.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2022/04364-6  |  CAPES  N° 88887.802663/2023-00  |  CNPq  N° 156744/2021-0)
FC012 - Fórum Científico
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Estomatite protética e tempo de edentulismo associados a alterações hemodinâmicas e ao risco cardiovascular: estudo caso-controle
Julio Cesar Taffarel, Lorena Mosconi Clemente, Helio Cesar Salgado, Evandro Watanabe, Claudia Helena Lovato da Silva, Adriana Barbosa Ribeiro
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigar a associação entre estomatite protética (EP), tempo de edentulismo e parâmetros hemodinâmicos, incluindo pressão arterial sistólica (PAS) e variabilidade da frequência cardíaca (VFC), e Escore de Risco de Framingham (ERF), em edêntulos totais normotensos e hipertensos. Este estudo observacional caso-controle avaliou 45 indivíduos em três grupos (n=15) de usuários de prótese total: normotensos/pré-hipertensos (controle), hipertensos controlados (HC) e hipertensos não controlados (HNC), ambos sob tratamento com pelo menos um fármaco anti-hipertensivo associado a diurético. Avaliaram-se a frequência e o grau da EP, segundo a classificação de Newton modificada; o tempo de edentulismo e a frequência anual de consultas por questionários. A PAS foi obtida pela média de 3 mensurações e a VFC por eletrocardiograma expressa em SDNN (desvio padrão dos intervalos RR) e RMSSD (raiz quadrada das diferenças sucessivas entre intervalos RR); e o risco cardiovascular pelo ERF. ANOVA/Kruskal-Wallis com post hoc de Tukey e Dunn, correlação de Kendall e regressão linear múltipla foram aplicados. Observou-se aumento da PAS (C: 128±9,2; HC: 118±13,5; HNC: 169±16,5 mmHg) e do ERF (C: 10,0; HC: 12,9; HNC: 30,6) entre os grupos (p<0,001). A PAS associou-se positivamente à frequência (β=19,92; p=0,048) e ao grau de EP (β=7,40; p=0,025) e negativamente à frequência de consultas (β=-3,98; p=0,021). O tempo de edentulismo associou-se negativamente ao SDNN (β=-0,624; p=0,027), indicando pior modulação autonômica em indivíduos edêntulos há mais tempo.

A estomatite protética e o tempo de edentulismo associam-se a alterações hemodinâmicas, com impacto no risco cardiovascular, especialmente em indivíduos hipertensos.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2020/06043-7  |  CAPES  N° 88887.211187/2025-00)
FC013 - Fórum Científico
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Higienização de Próteses Totais Impressas e Convencionais - Um Estudo Clínico Controlado
Beatriz de Camargo Poker, Vinicius Sabedra, Adriana Barbosa Ribeiro, Mariane Gonçalves, Valdir Antônio Muglia, Júlio César Souza da Matta, Ana Paula Macedo, Claudia Helena Lovato da Silva
DMDP UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este ensaio clínico, aleatorizado e controlado avaliou a alteração de cor e a rugosidade de próteses totais impressas e convencionais após 2 meses de uso e após a imersão em soluções higienizadoras. Edêntulos totais (n=14) receberam, aleatoriamente, próteses totais impressas ou convencionais e foram instruídos a escová-las com escova macia e sabão neutro 3 vezes ao dia e a imergí-las em água durante a noite (T0). Após 2 meses de uso (T1), eles receberam, aleatoriamente, hipoclorito de sódio a 0,25% ou triclosan a 0,15% para imergirem as próteses por 20 minutos, diariamente, por 14 dias (T2). Após um período de washout de 7 dias (PWO) foi realizada a troca da solução de higiene, de forma cruzada, para imersão por 14 dias (T3). A cor da base e dos dentes (11,12 e 13) foi avaliada com espectrofotômetro e a alteração de cor foi obtida por meio do CIED2000 (ΔE00). A rugosidade foi mensurada com microscópio confocal a laser (µm; 10×) na base e nos dentes (11 e 21). As variáveis foram avaliadas em T0, T1, T2, PWO e T3. Os dados foram analisados pelo teste de Modelos Lineares Mistos (p<0,05). A alteração de cor não foi influenciada pela resina (impressa ou convencional) para base (p=0,409) e dente (p=0,949), pelos protocolos de higiene (base: p=0,540; dente: p=0,057) e pelo tempo (base: p=0,057; dente: p=0,694), ou pela interação entre os fatores (base: p=0,997; dente: p=0,881). A rugosidade não foi influenciada pela resina (convencional de base, impressa de base, convencional de dente, impressa de dente) (p=0,885), solução de higiene (p=0,999) e tempo (p=0,744) ou pela interação entre eles (p=0,318).

A cor e a rugosidade de próteses totais impressas e convencionais permaneceram estáveis após 2 meses de uso e após a imersão nas soluções higienizadoras.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/10451-7  |  FAPESP  N° 2024/13882-6)
FC014 - Fórum Científico
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

ASSOCIAÇÃO ENTRE O DIAGNÓSTICO DA DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR E O POLIMORFISMO GENÉTICO DE ESR2 EM INDIVÍDUOS COM ARTRITE REUMATOIDE
Mariana Ferreira Silva Ventura, Simone Saldanha Ignacio de Oliveira, Vinicius Pascoal, Daiana Martins de Campos Furtado, Bruna Lavinas Sayed Picciani
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo analisar a correlação entre parâmetros clínicos, laboratoriais e a associação entre os polimorfismos dos genes Receptor de Estrógeno Beta (ESR2) com a Disfunção Temporomandibular (DTM) em indivíduos diagnosticados com Artrite Reumatoide (AR). Realizou-se um estudo observacional, descritivo e transversal com 97 adultos com AR. Os participantes foram submetidos à avaliação reumatológica, avaliação por meio do questionário DC/TMD (Critérios Diagnósticos para Disfunção Temporomandibular) e o exame de genotipagem dos polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) rs1676303 pelo método TaqMan em amostras de saliva. A amostra foi dividida em dois grupos: com DTM (n=69) e sem DTM (n=28). A prevalência de DTM (articular e/ou muscular) foi de 70,1%. A ausência de dor na escala de dor crônica graduada (GCPS) associou-se a uma redução de 90% nas chances de DTM (𝑝=0,008), enquanto qualquer pontuação superior a zero na escala de limitação mandibular (JFSL-20) elevou o risco da disfunção em 19 vezes (𝑝<0,001). Adicionalmente, o uso de associações medicamentosas para controle da AR reduziu a probabilidade de DTM em 81% quando comparado à monoterapia (𝑝=0,016). Na análise genética, a presença do genótipo TT no gene ESR2 demonstrou-se um fator protetivo significativo contra Desordens Degenerativas (𝑝=0,006 ATM direita e 𝑝=0,021 ATM esquerda).

A DTM foi altamente prevalente em indivíduos com AR. As limitações na função mandibular são preditores precoces da DTM e o controle sistêmico pela associação medicamentosa da AR possui um efeito benéfico secundário na redução da prevalência de DTM. A investigação genética destaca o papel protetivo do genótipo TT do gene ESR2 para alterações degenerativas da ATM.

FC015 - Fórum Científico
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Associação entre fatores precoces da vida e fenótipos de risco cardiovascular e periodontal em adolescentes: estudo de coorte BRISA
Witalo Pereira de Jesus, Paulo Ricardo Higassiaraguti Rocha, Cecilia Claudia Costa Ribeiro, Renato Corrêa Viana Casarin, Daniela Bazan Palioto, Maria da Conceição Pereira Saraiva
Departamento de Cirurgia e Traumatologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou a associação entre fatores precoces da vida com o fenótipo de risco cardiovascular (FRC) e fenótipo de risco periodontal (FRP). Para tanto, foram avaliados 3024 adolescentes de 11 a 13 anos, pertencentes à coorte BRISA de Ribeirão Preto, no período de 2022/23. Modelagem de equações estruturais, estratificada por sexo, incluiu dados coletados ao nascimento (2010) como status socioeconômico (SSE) (variável latente formada por escolaridade materna e nível socioeconômico), hipertensão e diabetes anterior e durante a gestação, idade materna, tabagismo materno, prematuridade e restrição de crescimento intrauterino. Fatores intermediários na adolescência incluíram índice de massa corporal (IMC), estágio puberal e atividade física. Os desfechos foram modelados como variáveis latentes: FRC, composto por pressão arterial sistólica e diastólica e velocidade de onda de pulso, e FRP, composto por bolsas periodontais, sangramento à sondagem e placa visível. O SSE exerceu efeito protetor sobre o FRP em meninos (β = −0,401; p < 0,001) e meninas (β = −0,312; p < 0,001). Maior idade materna apresentou efeito protetor entre os meninos (β = −0,093; p = 0,026), enquanto a exposição ao diabetes durante a gestação aumentou o risco de FRP entre as meninas (β = 0,094; p = 0,035). O estágio puberal e o IMC apresentaram efeitos de aumento de risco sobre o FRC em meninos (β = 0,176 e 0,307; p < 0,001) e meninas (β = 0,242 e 0,137; p < 0,001). O SSE apresentou efeitos totais protetores sobre o FRC em ambos os sexos.

O SSE no início da vida associou-se com FRC e FRP na adolescência, reforçando o papel das desigualdades sociais nas trajetórias de saúde, enquanto outros fatores perinatais e intermediários apresentaram associações distintas de acordo com o sexo.

(Apoio: DECIT/SCTIE/MS  N° 23110.002061-2018-05  |  CAPES  N° 88887.978414/2024-00  |  FAPESP  N° 2008/53593-0)
FC016 - Fórum Científico
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Sala Marrom

Tratamento cirúrgico/restaurador de lesões cervicais não cariosas com resina bioativa: Estudo clínico randomizado
Renan Dalla Soares, Jamil A. Shibli, Micaele Araujo Fonseca, Gustavo Castro de Lima, José Augusto Rodrigues
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE GUARULHOS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico prospectivo, longitudinal, controlado, randomizado e duplo-cego avaliou o efeito do tratamento cirúrgico/restaurador de recessões gengivais associadas a lesões cervicais não cariosas por meio de restaurações com resinas compostas bioativas (Giomer) e recobrimento com a técnica VISTA modificada. 31 pacientes com pelo menos um par de recessões gengivais RT1 e lesões cervicais não cariosas (LCNC) em dentes caninos ou pré-molares. O protocolo foi aprovado pelo CEP-UNG (nº 61395422.8.0000.5506). Cada paciente recebeu aleatoriamente uma restauração com Z350 XT (3M ESPE) e outra com Beautifil II (SHOFU). Após uma semana, as restaurações foram cirurgicamente recobertas. No início do estudo, após a restauração, 1, 3, 6 e 12 meses após cirurgia os dentes foram escaneados em 3D (Medit i600; Medit, Seul, Coreia). O ganho horizontal (recobrimento) e vertical (volume) foi medido no software Medit Design (Medit, Seul, Coreia). A normalidade dos dados de recobrimento (em mm) foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk e avaliada por 2-WAY ANOVA para o fator Material, com medidas repetidas para o fator Tempo. Diferença estatisticamente significativa foi detectada apenas para o fator Tempo, com teste de Tukey (p<0,05). Ganho vertical: baseline 0,0 (±0,0)A; Pós-restauração 0,66 (±0,35)B; 1 mês 1,30 (±0,38)C; 3 meses 1,20 (±0,38)D; 6 meses 1,20 (±0,38)D; 12 meses 1,23 (±0,33)CD. Ganho horizontal: baseline 0,0 (±0,0)A; 1 mês 1,69 (±0,47)B; 3 meses 1,58 (±0,45)C; 6 meses 1,59 (±0,48)C; 12 meses 1,65 (±0,49)B.

A técnica VISTA modificada foi eficaz para recobrir recessões RT1 em LCNC restauradas em 100% dos casos, tanto associado com a resina composta bioativa ou convencional.

FC017 - Fórum Científico
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Marrom

ASSOCIAÇÃO ENTRE CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL POR ELEMENTOS POTENCIALMENTE TÓXICOS E CONDIÇÃO PERIODONTAL EM JOVENS: ESTUDO TRANSVERSAL
Alana Del'Arco, Jade Alexandre Belo Reis, Antenor Vieira Borges Neto, Maria Antônia Araujo Ferraz de Souza, Jeferson do Espírito Santo Costa, Caio Ribeiro Siqueira da Silva, Patricia Ramos Cury
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar a associação entre a exposição ambiental a elementos potencialmente tóxicos (EPTs) e a ocorrência de doenças periodontais em crianças e adolescentes de 6 a 14 anos residentes em um município com contaminação ambiental por EPTs. Trata-se de um estudo transversal analítico, no qual foram avaliados 362 indivíduos por meio de exame clínico periodontal completo e padronizado. As condições periodontais foram categorizadas em saúde, gengivite e periodontite. O grupo exposto foi composto por 294 residentes de Santo Amaro/BA, enquanto o grupo não exposto incluiu 68 residentes de Salvador/BA. A análise da água de consumo para detecção de elementos potencialmente tóxicos foi realizada por espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado, em amostras coletadas em ambos os municípios. Um questionário estruturado foi aplicado aos responsáveis pelas crianças, contendo informações sociodemográficas e socioeconômicas, hábitos de higiene bucal, condições gerais de saúde, hábitos alimentares e possíveis fontes de exposição ambiental. A prevalência de gengivite (22,4%) e de periodontite (22,4%) no grupo exposto foi superior à observada no grupo não exposto (4,4% para gengivite e 11,8% para periodontite). O modelo multivariado revelou que residir em Santo Amaro aumentou em quase cinco vezes as chances de desenvolver gengivite (ORajustado = 4,82; p = 0,04). Para a periodontite, observou-se uma chance em quase duas vezes superior no grupo exposto (ORajustado = 1,99; p =0,09).

A exposição ambiental a EPTs foi associada às doenças periodontais em população de jovens. Futuras investigações que utilizem biomarcadores para monitorar os efeitos da bioacumulação de EPT nessa população, bem como medidas mitigadoras, são necessárias.

(Apoio: CNPq  |  CNPq)
FC018 - Fórum Científico
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Marrom

Propriedades psicométricas da versão brasileira do Health Literacy Consultation Skills (HLCS-BR) para cirurgiões-dentistas
Patrícia Santos Silva, Mariane Carolina Faria Barbosa, Saul Martins Paiva, Marise S. Kaper, Cristiane Meira Assunção, Fernanda Morais Ferreira
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo metodológico transversal objetivou avaliar as propriedades psicométricas da versão brasileira do Health Literacy Consultation Skills (HLCS-Br) para cirurgiões-dentistas, considerando a relevância do letramento em saúde (LS) para desfechos clínicos e adesão ao tratamento. 358 cirurgiões-dentistas brasileiros (idade média = 31,4 anos; DP = 8,5) responderam ao HLCS-Br, ao Self-assessment of Communication Skills and Professionalism for Nurses e a um questionário sociodemográfico. A confiabilidade foi verificada por alfa de Cronbach, ômega de McDonald e coeficiente de correlação intraclasse (ICC). A validade estrutural foi analisada por análises fatoriais exploratória e confirmatória (AFE e AFC). A validade convergente foi examinada por correlação de Spearman e a discriminante por comparação entre subgrupos (p < 0,05). A maioria dos participantes (65,6%) relatou ausência de treinamento prévio em LS. Os dados mostraram adequação para análise fatorial (KMO = 0,86; p < 0,001). A AFE indicou 7 domínios, explicando 63% da variância. O modelo confirmatório indicou bom ajuste para a estrutura com 27 itens distribuídos em 7 domínios (CFI = 0,916; TLI = 0,903; RMSEA = 0,052; SRMR = 0,057). A consistência interna foi adequada (α = 0,87; ω = 0,87) e a estabilidade temporal satisfatória (ICC = 0,70; IC95%: 0,51-0,82). Observou-se correlação moderada com habilidades comunicacionais (r = 0,547; p < 0,001). Maiores escores associaram-se a ter pós-graduação, maior treinamento em LS e maior autoconfiança.

Conclui-se que o HLCS-Br apresenta propriedades psicométricas adequadas, configurando-se como instrumento válido e confiável para avaliação de competências em letramento em saúde entre cirurgiões-dentistas no Brasil.

(Apoio: FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° PQ 309181/2022-4, INCT Saúde Oral e Odontologia N°406840/2022-9  |  CAPES  N° 001)
FC019 - Fórum Científico
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Marrom

Açúcar adicionado na dieta da criança durante o primeiro ano de vida e fatores associados: um estudo de coorte
Ana Flávia Barbosa Matos, Flávia Almeida Amorim, Maria Eduarda Matos Sousa, Marina de Deus Moura de Lima, Lúcia de Fatima Almeida de Deus Moura, Cacilda Castelo Branco Lima, Najara Raquel Paz Rodrigues, Marcoeli Silva de Moura
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a introdução de açúcar adicionado (AA) na dieta da criança durante o primeiro ano de vida e os fatores associados. Trata-se de um estudo longitudinal de base populacional (parecer CEP-UFPI - 5.148.483), com crianças nascidas em maternidades públicas e privadas de Teresina, Brasil. Dados foram coletados por entrevistas no pós-parto imediato e o consumo de açúcar foi avaliado aos três, seis e 12 meses. Foram realizadas análises descritivas, testes qui-quadrado de Pearson, Exato de Fisher e regressão de Poisson com variância robusta (p<0,05). Participaram 709 díades na linha de base, das quais 606 apresentaram respostas válidas ao final do acompanhamento. A exposição ao açúcar aumentou durante o primeiro ano de vida, sendo 42,4% aos três, 78% aos seis e 92% aos 12 meses. Considerando o consumo de AA em pelo menos um dos momentos avaliados, 97,5% das crianças foram expostas ao longo do primeiro ano de vida. Aos três meses, a fórmula infantil com AA foi o item açucarado mais consumido (38,6%). Aos seis, foi observado aumento no consumo dos itens pesquisados e aos 12, todos foram consumidos pelo menos uma vez. Crianças cujas mães realizaram acompanhamento particular/plano de saúde (RR=0,93; IC95%=0,88-0,98) apresentaram menor risco de ingestão de açúcar no primeiro ano de vida, enquanto aquelas nascidas por parto cesáreo (RR=1,10; IC95%=1,04-1,16) e cujas mães apresentaram problemas mamários relacionados à amamentação (RR=1,09; IC=1,01-1,16) apresentaram maior risco.

A exposição ao açúcar adicionado ocorreu precocemente e aumentou ao longo do primeiro ano de vida, atingindo elevada prevalência e esteve associada ao acompanhamento pré-natal, ao tipo de parto e a dificuldades na amamentação.

(Apoio: CAPES - FAPEPI  |  FAPs - FAPEPI  |  Universidade Federal do Piauí)
FC020 - Fórum Científico
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Sala Marrom

Osso bovino desproteinizado com estrôncio melhora a regeneração óssea em defeitos de tamanho crítico no crânio de ratas ovariectomizadas
Júlia Siqueira Rodrigues Pavan, Mauricio Andres Tinajero Aroni, Morten Foss, Andreas Stavropoulos, Rosemary Adriana C. Marcantonio, Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito do revestimento com estrôncio em enxerto de osso bovino desproteinizado (OBD) na cicatrização óssea em defeitos críticos de calvária (DCC) em ratas ovariectomizadas (Ovx). Cinquenta e seis ratas adultas foram submetidas à cirurgia de Ovx, sendo que em três grupos os ovários foram removidos e em um grupo reposicionados (Sham). Após 30 dias, foram confeccionados DCC de 5 mm de diâmetro. Os animais foram divididos em quatro grupos conforme o material utilizado e a condição experimental: OBD revestido com 140 μm de Sr em Ovx (OBD/Sr1-Ovx), OBD com 700 μm de Sr em Ovx (OBD/Sr2-Ovx), OBD sem revestimento em Ovx (OBD-Ovx) e OBD sem revestimento em Sham (OBD-Sham). Sete animais por grupo foram eutanasiados aos 15 e 60 dias pós-operatórios. O comprimento do defeito residual (CDF-R) e a quantidade de tecido mineralizado (TM-R) foram avaliados por microtomografia, enquanto a composição do reparo tecidual foi analisada por histomorfometria. Os grupos OBD/Sr1-Ovx e OBD/Sr2-Ovx apresentaram maior TM-R que OBD-Sham e OBD-Ovx, com valores superiores no grupo OBD/Sr2-Ovx. Além disso, OBD-Sham, OBD/Sr1-Ovx e OBD/Sr2-Ovx apresentaram maior formação óssea que OBD-Ovx.

O OBD revestido com alta concentração de estrôncio (700 μm) promove maior formação óssea em DCC em ratas ovarectomizadas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022  |  FAPEMIG  N° RED-00204-23)



.