9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 1761 a 1770


PIc0177 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Falhas em próteses parciais removíveis: fatores clínicos e protéticos associados à descontinuidade do uso
Luciana Cristina de Oliveira, Wender Batista de Souza, Isadora de Souza Alvim, Germana de Villa Camargos
Prótese Removível UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a prevalência de falhas em próteses parciais removiveis (PPRs) e fatores clínicos e protéticos associados à descontinuidade do uso. Trata-se de um estudo retrospectivo, conduzido em um hospital odontológico universitário, com pacientes reabilitados com PPRs entre 2018 e 2024. A coleta incluiu avaliação clínica das próteses e análise de variáveis como tipo de suporte, envolvimento estético, arco dentário reabilitado, condição do arco antagonista, número de dentes presentes e grau de adaptação da PPR. O desfecho principal foi falha da prótese, caracterizada pela descontinuidade do uso. A associação entre variáveis independentes e falha foi avaliada por meio da análise de Poisson com variância robusta, estimando razões de prevalência (RP) e respectivos intervalos de confiança de 95%. Foram avaliadas 84 PPRs em 67 pacientes, com prevalência de falhas de 34,5%. As falhas ocorreram principalmente em próteses mandibulares (62,0%), dentomucossuportadas (70,2%), sem envolvimento estético (57,1%) e com arco antagonista parcialmente desdentado (54,8%). Na análise multivariada, ausência de envolvimento estético (RP=3,22; p=0,013) e menor grau de adaptação (RP-0,75; p<0,001) associaram-se à maior prevalência de falhas. As demais variáveis não apresentaram associação significativa com a ocorrência das falhas. Os resultados indicam que fatores relacionados à adaptação da PPR e à percepção estética do paciente influenciam a continuidade do uso das PPRS.

Conclui-se que a descontinuidade do uso está associada não apenas a aspectos técnicos, mas também à experiência do paciente, destacando a importância do acompanhamento clínico e da otimização da adaptação protética para o sucesso do tratamento reabilitador.

(Apoio: CNPq  N° 406840/2022-9  |  CAPES  N° 001  |  FAPEMIG  N° 00204-23)
PIc0178 - Painel Iniciante
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Hidrogel inteligente responsivo à luz visível para o tratamento de infecções peri-implantares: ação antimicrobiana e resposta biológica
Isabelli Freire Stella, Samuel Santana Malheiros, Maria Helena Rossy Pantoja Borges, Mirtes Maria Ferreira Corrêa, Lígia Espoliar Corrêa, Diana Gabriela Soares, Valentim Adelino Ricardo Barão, Bruna Egumi Nagay
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O controle das doenças peri-implantares representa um desafio clínico, especialmente pela ausência de um protocolo antimicrobiano padrão amplamente estabelecido. Este estudo in vitro desenvolveu e avaliou um sistema terapêutico baseado em hidrogel de metacrilato de gelatina (GelMA) com incorporação de microestruturas fotocatalíticas de oxiiodeto de bismuto (BiOI), visando ao controle dessas infecções. As microesferas de BiOI foram produzidas por método hidrotérmico e submetidas à caracterização morfológica e química, além da análise de fotocatálise, citocompatibilidade em fibroblastos gengivais e pré-osteoblastos, e atividade em biofilmes monoespécie (Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Candida albicans) e polimicrobiano (saliva). Posteriormente, hidrogéis de GelMA (15% p/v), contendo fotoiniciador LAP (0,075% p/v) e diferentes teores de BiOI (0; 0,05; 0,1 e 0,2% p/v), foram obtidos por fotorreticulação. Esses sistemas foram avaliados quanto às propriedades físico-químicas, fotocatalítica, antimicrobiana e citocompatibilidade. Dados quantitativos foram analisados estatisticamente (α=0,05). Os resultados indicaram que as microesferas apresentaram organização hierárquica, capacidade fotocatalítica sob luz visível, redução da carga microbiana após irradiação (p < 0,05) e ausência de efeitos citotóxicos até 100 µg/mL (p > 0,05). Os hidrogéis contendo BiOI demonstraram atividade fotocatalítica, com melhor desempenho na concentração de 0,1%, associada à redução microbiana (p < 0,05) e à incorporação homogênea das partículas.

Portanto, o sistema GelMA/BiOI pode ser considerado uma abordagem terapêutica multifuncional e fotorresponsiva promissora para o manejo de infecções peri-implantares.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2022/15677-5  |  FAPs - Fapesp  N° 2024/15196-2  |  CNPq  N° 127486/2024-0)
PIc0179 - Painel Iniciante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Métodos de identificação e quantificação de biofilmes microbianos em próteses dentárias removíveis: uma revisão de escopo
Thammyres Otto Barboza de Oliveira, Vitória Nogueira Oliveira, Kelvin Vinicius Divino Rodrigues, Gabriela de Oliveira Marques, Lara Kramer Chiomark Malaquias, Valentim Adelino Ricardo Barão, João Gabriel Silva Souza, Raphael Cavalcante Costa
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Próteses dentárias removíveis (PDR) favorecem a adesão de biofilme (BF), e sua mensuração é essencial para o manejo domiciliar, clínico e de pesquisa. Objetivou-se mapear e analisar as evidências atuais sobre os métodos de identificação e quantificação de BF em PDR quanto à operacionalização, funcionalidade e limitações. Uma revisão de escopo conforme PRISMA 2020 foi registrada no PROSPERO (CRD420261302172). A busca ocorreu até maio de 2026 nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, LILACS e Google Acadêmico, com descritores DeCS/MeSH combinados por operadores booleanos. Dois revisores selecionaram pelo Rayyan estudos clínicos randomizados (ECR) e não-randomizados (ECNR), sem restrição de idioma, com resolução por consenso. Foram excluídas revisões, relatos de caso, opiniões e estudos com dados incompletos. Os métodos classificaram-se em visuais com evidenciação do BF (Índice Aditivo, Índice de Budtz-Jørgensen, Índice de Higiene de Prótese e Índice de Augsburger e Elahi - IAE) e automatizados (análise morfométrica, pesagem, planimetria e softwares). A evidenciação foi predominantemente realizada com fucsina. IAE foi o mais utilizado em ECR e ECNR com próteses totais, havendo lacuna para próteses parciais removíveis. Métodos qualitativos são simples, de baixo custo e aplicáveis clinicamente, porém subjetivos; os quantitativos, especialmente computadorizados, são mais precisos e reprodutíveis, porém mais complexos, custosos e voltados à pesquisa. Abordagens com inteligência artificial podem ser uma estratégia promissora para automação da análise do BF em PDR.

Não há consenso sobre o melhor método para avaliação do BF em PDR, sendo necessária maior padronização e criação de novos métodos automatizados e reprodutíveis.

(Apoio: CNPq  N° 444361/2024-3)
PIc0181 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação da capacidade de selamento apical, alcalinidade e liberação de íons cálcio de três biomateriais em dentes imaturos
Giuliana Bonesso, Letícia Santos Enz, Laura Alquesar Gabriotti, Camila Miranda Rocha, Sérgio Luiz Pinheiro, Rodrigo Sanches Cunha, Carlos Eduardo Fontana
Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou e comparou a qualidade do selamento apical, a alcalinidade e a liberação de íons cálcio de três biomateriais utilizados como tampão em dentes com rizogênese incompleta: BioC-Repair (BCR), Sealer Plus BC (SPB) e um protótipo à base de hidroxiapatita extraída de cascas de ovos (HXP). Foram utilizados 45 dentes anteriores superiores humanos extraídos, preparados para simular a condição de rizogênese incompleta e divididos aleatoriamente (n=15). Os grupos receberam tampão apical de 4 mm com os respectivos materiais e foram armazenados a 37°C por 7 dias. A infiltração apical foi avaliada por submersão em azul de metileno 1% (24h), clivagem das raízes e medição linear via software Image J. Adicionalmente, corpos de prova foram confeccionados para determinar a liberação de íons cálcio e o pH em diferentes intervalos de tempo (2h a 7 dias). Os dados foram analisados pelos testes de Shapiro-Wilk e Kruskal-Wallis (p<0,05). Quanto ao pH, BCR e SPB apresentaram alta alcalinidade em todos os tempos, sem diferença entre si e superiores à HXP, que manteve alcalinidade moderada. Na liberação de íons cálcio, BCR e SPB demonstraram picos entre 6h e 48h, enquanto a HXP apresentou maiores índices apenas em 24h; todos tornaram-se similares no 7º dia. No selamento apical, o cimento BCR propiciou melhor qualidade de vedamento em comparação ao SPB e à HXP, os quais não apresentaram diferença estatística entre si.

O cimento BioC-Repair demonstrou melhor qualidade de vedamento apical como tampão em casos de apicificação. Além disso, BioC-Repair e Sealer Plus BC apresentaram elevada alcalinidade e maior liberação inicial de íons cálcio, enquanto o protótipo à base de hidroxiapatita exibiu alcalinidade moderada e comportamento iônico mais discreto.

PIc0182 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Impacto da Periodontite na IL6 sistêmica supera DM2; e Metiformina mitiga essa resposta na presença de Periodontite ao longo do tempo
Vitória Santana Alves Maia, Bárbara Roque da Silva, Marco Antonio Rimachi Hidalgo, Francois Isnaldo Dias Caldeira, Renata Cristina Lima Silva, Amanda Martins Baviera, Rafael Scaf de Molon, Raquel Mantuaneli Scarel-Caminaga
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e a Periodontite (P) são doenças multifatoriais com resposta inflamatória exacerbada, encontradas frequentemente como comorbidades. A Interleucina (IL)-6 é importante na inflamação, mas é pleiotrópica. Não se conhece como a presença concomitante de DM2 e P podem influenciar a expressão sistêmica do gene IL6. Haveria efeito aditivo de DM2+P sobre tal expressão? O fármaco antidiabético Metformina (MET) poderia modular IL6 ? O objetivo deste estudo com modelo animal murino mimetizando DM2 e/ou P (tratados ou não com MET) foi analisar a expressão sistêmica do gene IL6, antes e no decurso das doenças. Camundongos C57BL/6J machos foram avaliados em 6 grupos (n= 40 cada): DM2, P, DM2+P, Controle; DM2+MET e DM2+MET+P. DM2 foi induzido com dieta hiperlipídica e estreptozotocina, e P foi induzida por ligadura + inoculação bucal de P. gingivalis. Passados 7, 14 e 21 dias da indução da P, os animais com DM2 crônica ou normoglicêmicos foram eutanasiados e os leucócitos foram separados para extração do RNA. Após confecção do cDNA, a expressão do gene IL6 e do gene constitutivo ACTB foi investigada por PCR em tempo real utilizando sondas TaqMan. Observou-se que a indução isolada de P impactou maior expressão de IL6, comparada à indução somente de DM2. Na avaliação longitudinal, o grupo DM2 expressou 3,5 vezes mais IL6 do que o grupo DM2 tratado com MET. No grupo DM2+MET+P houve significativa redução de IL6 de 7 para 14 dias após indução P (p=0,01). Mas o nível máximo de IL-6 nesse grupo foi 2 vezes menor que dentre os que não fizeram uso de MET (DM2+P).

Não houve efeito aditivo de DM2+P sobre a expressão de IL6. MET contribuiu para diminuição sistêmica de IL6 nos animais-DM2, bem como na presença de Periodontite ao longo do tempo.

(Apoio: Fapesp  N° 2020/12788-5  |  Fapesp  N° 22/06607-3  |  CNPq  N° 306433/2023-0)
PIc0183 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Tendências da condição periodontal no Brasil: Análise nos levantamentos SB Brasil 2003, 2010 e 2023
Pamela Arins Varella, Ana Luiza Lima Torquato, Christine Böhm da Costa, Constanza Marín, Mariane Bonatti Chaves, Celia Maria Condeixa de França Lopes
Odontologia UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A doença periodontal possui expressiva relevância na saúde pública por sua alta prevalência, impacto na perda dentária, associação com condições sistêmicas e desigualdades sociais. Este estudo analisou a condição periodontal da população brasileira pelo Índice Periodontal Comunitário (CPI) nos levantamentos SB Brasil 2003, 2010 e 2023, nas faixas etárias de 15-19, 35-44 e 65-74 anos. Trata-se de um estudo observacional, transversal e analítico com dados secundários. A análise estatística foi conduzida no software IBM SPSS Statistics, empregando distribuição percentual para as categorias do CPI e o teste de Kruskal-Wallis para comparações globais entre os períodos, com estratificação por grupo etário. Para as comparações múltiplas, aplicou-se o teste pós-hoc de Dunn com correção de Bonferroni (α=0,05). Observou-se melhora na condição periodontal com aumento significativo de indivíduos saudáveis (CPI 0), de 36% (2003) e 35% (2010) para 45% (2023), entretanto, o cálculo dentário (CPI 2) permaneceu como uma das condições mais prevalentes. As mudanças foram heterogêneas: jovens (15-19 anos) apresentaram maior ganho de saúde, enquanto adultos (35-44) e idosos (65-74) mantiveram elevada ocorrência de cálculo e bolsas periodontais (CPI 3 e 4). Diferenças significativas foram identificadas entre os períodos (p<0,05), sendo que a comparação entre 2003 e 2023 revelou mudanças estatísticas em todas as faixas etárias, exceto no grupo de 15-19 anos (p>0,05).

A condição periodontal no Brasil apresentou melhora ao longo do tempo, porém de forma desigual entre as faixas etárias, evidenciando a persistência de iniquidades e a necessidade de estratégias de promoção e prevenção direcionadas às especificidades de cada ciclo de vida.

PIc0184 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Impacto de Protocolos de Irrigação com NaOCl 2,5% na Resistência de União em Restaurações Coronárias
João Vitor Suzano Teixeira, Carolina Marino Wanderico, José Flávio Affonso de Almeida, Caio Cezar Randi Ferraz, Brenda Paula Figueiredo de Almeida Gomes
Endodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Dentre os fatores prognósticos no tratamento endodôntico, a adequada restauração coronária dos dentes tratados destaca-se como determinante para o sucesso a longo prazo. Nesse contexto, a qualidade da adesão entre materiais restauradores e a dentina previamente tratada constitui um elemento essencial não apenas para o selamento coronário, mas também para a retenção da restauração, a distribuição de tensões e a integridade estrutural do remanescente dental. Considerando que agentes irrigantes podem promover alterações oxidativas na estrutura dentinária, tais efeitos podem interferir na qualidade da adesão. O presente estudo investigou o impacto de diferentes protocolos de irrigação com hipoclorito de sódio 2,5% (NaOCl) na resistência de união entre resina bulk-fill e dentina da câmara pulpar. Foram utilizados 44 dentes bovinos, preparados para exposição da dentina e distribuídos em quatro grupos: controle positivo (NaCl 0,9%), controle negativo (NaOCl 2,5%) e dois grupos experimentais submetidos à irrigação com NaOCl 2,5% seguida de lavagem com 100 mL e 300 mL de água destilada. Após os protocolos, os espécimes foram restaurados com resina bulk-fill (3M ESPE) e submetidos ao ensaio de microtração em máquina universal após 24 horas. Na análise descritiva dos resultados, o controle positivo apresentou maior resistência de união (10,097 MPa), seguido pelo grupo 300 mL (8,604 MPa), controle negativo (6,775 MPa) e grupo 100 mL (5,735 MPa), observando-se a redução da resistência de união nos grupos expostos ao NaOCl.

Os achados sugerem que o NaOCl pode comprometer a adesão à dentina, corroborando com a literatura, mas ainda se mostra necessário o estudo de protocolos que minimizem os efeitos oxidativos desse irrigante.

(Apoio: PIBIC)
PIc0185 - Painel Iniciante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Potencial antimicrobiano e antibiofilme de medicações intracanais à base de clorexidina frente a Enterococcus faecalis
Gabriela Pereira da Silva, Renata do Espírito Santo, Lucas Laion da Silva Oliveira, Brigida Monica Kleine, Igor Prokopowitsch, Livia Araujo Alves
Ciências Odontológicas UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a atividade antimicrobiana e antibiofilme de medicações intracanais (MICs) à base de clorexidina (CHX) frente a Enterococcus faecalis isolado de canal radicular (ATCC 4083). Foram investigadas as formulações CP 400 e Clordex, além de NDP e PRP. Utilizou-se CHX 2% como controle positivo e solução salina 0,9% como controle negativo. Determinaram-se a Concentração Inibitória Mínima (CIM), a Concentração Bactericida Mínima (CBM) e a Concentração Mínima Inibitória de Biofilme (MBIC). A CIM foi obtida por microdiluição seriada em placas de 96 poços; a CBM, por plaqueamento de 10 μL do poço correspondente à CIM e de três concentrações superiores; e a MBIC foi avaliada nas concentrações CIM, CIM×2 e CIM×5, em meio BHI acrescido de 1% de sacarose. Os dados foram analisados por ANOVA, com pós teste de Tukey (p<0,05). Nos resultados obtidos, a CP 400 (0,1% ± 0,005) e a Clordex (1,04% ± 0,45) apresentaram menores valores de CIM. Os valores de CBM foram >0,78% para CP 400 e >3,12% para Clordex. As MICs NDP e PRP apresentaram CIMs de 2,60% ± 0,90 e 3,12% ± 0,002, respectivamente, com CBM de 6,25% para ambas. Não houve diferença significativa entre as MICs testadas e a CHX 2%. Na ação antibiofilme, na CIM, CP 400 (68,55% ± 0,07), NDP (62,24% ± 0,15) e PRP (61,18% ± 0,05) apresentaram maiores percentuais de inibição, diferindo da Clordex (31,04% ± 0,13). Na CIM×2, CP 400 (75,40% ± 0,10), NDP (74,10% ± 0,08), PRP (69,24% ± 0,21) e Clordex (73,30% ± 0,18) superaram a CHX 2% (54,40% ± 0,06). Em CIM×5, todas as formulações inibiram o biofilme acima de 72%.

Conclui-se que as MICs à base de clorexidina demonstram potencial atividade antimicrobiana e antibiofilme frente à E.faecalis, reforçando sua eficácia como alternativa terapêutica no tratamento endodôntico.

(Apoio: FAPs - Fapesp   N° 2025/22141-2)
PIc0186 - Painel Iniciante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Impacto do desenvolvimento e progressão da periodontite apical nos níveis séricos de marcadores inflamatórios em ratos Wistar
Heloisa Rodrigues Dos Santos Landim, Lucas Rodrigues de Araújo Estrela, Mariana Pagliusi Justo, Juliana Goto, Flávio Duarte Faria, Carolina Sayuri Wajima, João Eduardo Gomes Filho, Luciano Tavares Angelo Cintra
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliou-se a influência do desenvolvimento e da progressão da Periodontite Apical (PA) nos níveis sistêmicos de marcadores inflamatórios. Trinta e dois ratos machos Wistar foram divididos em quatro grupos (n=8): GC (Controle), PA-7 (PA de 7 dias), PA-14 (PA de 14 dias) e PA-28 (PA de 28 dias). A PA foi induzida por meio da exposição pulpar dos primeiros e segundos molares superiores e inferiores do lado direito. Após os períodos experimentais, o sangue foi coletado por punção cardíaca e os animais foram eutanasiados. Foram avaliados os níveis séricos, por meio de parâmetros imunoenzimáticos, do fator de necrose tumoral (TNF-α), da interleucina (IL)-1β, da IL-6, da IL-17 e da proteína C-reativa (PCR). Testes estatísticos foram aplicados (p < 0,05). Os resultados demonstraram níveis séricos elevados de TNF-α, IL-1β, IL-6 e PCR em todos os grupos experimentais com PA (PA7, PA14 e PA28) em comparação com GC (p<0,05). TNF-α e IL-1β apresentaram pico aos 7 dias (PA7), em comparação com os outros períodos (PA14 e PA28) e com a GC (p<0,05). IL-1β também apresentou redução significativa de PA14 para PA28 (p<0,05). IL-6 apresentou pico aos 14 dias (PA14) e redução significativa aos 28 dias (PA28) (p<0,05). IL17 apresentou aumento significativo apenas no período de 14 dias (PA14), em comparação aos períodos de 7 dias (PA7) e 28 dias (PA28) e à GC (p<0,05). Os níveis de PCR aumentaram em PA7 em relação ao GC (p<0,05), elevaram-se ainda mais em PA14 (p<0,05) e mantiveram-se no pico em PA28 (p>0,05).

Conclui-se que o desenvolvimento e a progressão da periodontite apical causam aumento dos níveis séricos de citocinas inflamatórias e de marcadores da inflamação sistêmica.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/07168-9)
PIc0187 - Painel Iniciante
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Inoculação com Fusobacterium nucleatum e Clostridioides difficile: impacto na microbiota da periodontite induzida por ligadura em ratos
Marcus Vinícius Dias Dos Anjos, Luiza Fonseca de Mello, Ana Luísa Palhares de Miranda, Ricardo Tadeu Lopes, Talita Gomes Baêta Lourenço, Ana Paula Vieira Colombo, Carina Maciel Silva-boghossian
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar o impacto da infecção oral por Fusobacterium nucleatum e Clostridioides difficile, isolados ou em consórcio, sobre a microbiota associada à periodontite induzida por ligadura em ratos. Ratos Wistar foram submetidos à indução de periodontite por ligadura e divididos em quatro grupos (n=10/grupo): ligadura + PBS (G1), F. nucleatum (G2), C. difficile (G3) ou co-inoculação (G4). As bactérias foram aplicadas topicamente nas ligaduras por 6 semanas. A destruição periodontal foi mensurada por microtomografia computadorizada (μCT). A microbiota foi caracterizada por sequenciamento do gene 16S rRNA, incluindo diversidades alfa e beta e abundância taxonômica relativa. Diferenças significativas foram analisadas pelos testes Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (p<0,05). As imagens de μCT confirmaram destruição periodontal em todos os grupos. O volume ósseo (µm³) foi menor em G3 (3,7 ± 2,8), diferindo significativamente de G1 (6,4 ± 0,8), G2 (6,8 ± 0,9) e G4 (6,4 ± 0,5), p<0,05. G2 apresentou maior abundância de Streptococcus e L. salivarius do que G3. G3 mostrou maior abundância de Schaalia, G. morbillorum e P. anaerobius (p<0,05). Em G4, predominaram Stenotrophomonas, Veillonella e L. lactis. P. anaerobius foi mais abundante em G3 e G4. Não houve diferenças significativas na diversidade alfa, mas mudanças direcionais na abundância relativa foram observadas. A beta diversidade diferiu significativamente apenas entre G1 e os grupos infectados com C. difficile (G3 e G4).

Conclui-se que C. difficile modula a resposta óssea no modelo de periodontite por ligadura sem grandes alterações na diversidade microbiana. Palavras-chave: patógeno periodontal; F. nucleatum ss. nucleatum; C. difficile; microbiota oral; periodontite.




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