9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2769 Resumo encontrados. Mostrando de 1781 a 1790


PIc0199 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação radiográfica do osso perilesional em pacientes diagnosticados com osteonecrose: estudo piloto longitudinal
João Lucas Marques, André Goulart Poletto, Riéli Elis Schulz, Liliane Janete Grando, Filipe Ivan Daniel, Sandi Maisa Depra, Eduardo do Nascimento Isidoro, Gustavo Davi Rabelo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi realizar uma comparação da intensidade dos pixels em radiografias panorâmicas de pacientes com osteonecrose, antes (T1) e depois do tratamento (T2). Foi realizado um estudo piloto longitudinal com 9 pacientes, por meio da avaliação de regiões de interesse (50×50 pixels) no osso perilesional, e foram extraídas métricas de histograma, incluindo média, mediana, desvio-padrão (DP), percentis 10 (P10) e 90 (P90). As modalidades de tratamento incluíram cirurgia (77,7%) e terapias adjuvantes. A análise descritiva demonstrou tendência de aumento dos níveis de cinza entre T1 e T2 para as variáveis de intensidade: média (T1: 123,3±30,8; T2: 133,0±25,3), mediana (T1: 124,8±31,1; T2: 133,9±25,4), P10 (T1: 111,2±31,4; T2: 120,7±25,7) e P90 (T1: 135,0±30,5; T2: 145,1±25,9). O desvio-padrão manteve-se estável (T1: 9,13±3,01; T2: 9,12±2,21). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre T1 e T2 para nenhuma das variáveis analisadas (p>0,05, Wilcoxon). Apesar disso, observou-se tendência consistente de aumento dos valores de intensidade, com diferenças medianas variando aproximadamente entre +9 e +10 níveis de cinza. O intervalo temporal entre T1 e T2 apresentou variabilidade entre os pacientes, podendo influenciar a magnitude das alterações observadas.

Conclui-se que o estudo demonstrou que há uma tendência para um aumento na intensidade dos pixels, mostrando maior radiopacidade no osso perilesional após tratamento da necrose. Porém, é necessário análise confirmatória com um número mais expressivo de indivíduos somado à outras variáveis que podem ser obtidas das imagens radiográficas.

(Apoio: CNPq  N° 403656/2021-4  |  EBSERH )
PIc0200 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Prevalência de disfunções temporomandibulares e fatores associados em cuidadores de pacientes oncológicos pediátricos
Júlia Vassoler Duarte, Lucas Alves da Mota Santana, Caroline Alfaia Silva, Matheus Antoni da Silva Costa, Lidiane de Paula Ribeiro, Ricardo Luiz Cavalcanti de Albuquerque Júnior, Margarite Maria Delmondes Freitas, Elena Riet Correa Rivero
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Cuidadores de pacientes oncológicos pediátricos enfrentam elevada carga de estresse crônico, aumentando a vulnerabilidade física a disfunções temporomandibulares (DTM). O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência dos diferentes subtipos de DTM e sua associação com fatores sociodemográficos e tempo de cuidado nessa população. Cento e trinta e oito cuidadores foram avaliados transversalmente em instituições de referência. Os parâmetros avaliados incluíram questionários sociodemográficos e o diagnóstico clínico de DTM através do protocolo Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC/TMD). Os desfechos de interesse foram a prevalência de dor miofascial, deslocamento de disco e alterações osteoarticulares, e sua correlação com variáveis de vulnerabilidade social. Os resultados evidenciaram uma alta prevalência de DTM (97,1%). A dor miofascial (85,5%) e as alterações osteoarticulares (85,5%) foram significativamente associadas ao sexo feminino (p=0,010 e p<0,001), baixa escolaridade (p=0,015 e p=0,008) e tempo de cuidado superior a quatro anos (p=0,017 e p=0,004). Além disso, a baixa renda familiar associou-se à dor miofascial (p=0,010). Na análise multivariada, o sexo feminino (OR=7,16), a baixa renda (OR=3,19) e o tempo de cuidado prolongado (OR=3,76) mantiveram-se como fortes preditores de risco para a dor miofascial.

A elevada prevalência de DTM nesta população é fortemente impulsionada por vulnerabilidades sociodemográficas e pela cronicidade do cuidado, destacando a dor orofacial como um indicador de sobrecarga. Políticas de apoio social e rastreio precoce são essenciais para proteger a saúde física desses cuidadores.

(Apoio: CAPES  |  CNPq)
PIc0201 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

PAPEL DA IMUNOEXPRESSÃO DO RECEPTOR TOLL LIKE 6 NO PROGNÓSTICO CARCINOMA DE CELULAS ESCAMOSAS ORAL
Aira Leticia de Menezes Paiva, Suely Cristina Aragão Veras Dos Santos, Jonas Pereira da Silva, André Luís Gomes Normando, Paulo Goberlânio de Barros Silva
Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Apesar dos avanços terapêuticos o carcinoma espinocelular (CEC) de boca ainda apresenta baixa taxa de sobrevida, o que faz do estudo de proteínas regulatórias do microambiente tumoral indispensável. Os Receptores Toll-Like (TLR) são receptores da resposta imune inata presentes em queratinócitos e fagócitos responsáveis por iniciar a resposta imune inata, podendo ser importantes na imunidade contra tumores. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da imunoexpressão tumoral para o TLR6 em características clínico-patológicas e no prognóstico do CEC de boca. Para isso, 220 CEC de boca foram selecionados para imunoistoquímica para TLR6 e ki-67 e associação com dados clínico-patológicos e sobrevida livre de recorrência (SLR). Após contagem de percentual de células imunopositivas em núcleo e citoplasma do tumor, testes qui-quadrado, Log-Rank Mantel-Cox e regressão de Cox foram usados (p<0,05, SPSS v20,0). A SLR mediana foi de 18,5 (IC95% = 14,70-22,30) meses e o percentual de casos positivos para TLR6 foi 92 (58.2%) em núcleo e 58 (30,2%) em citoplasma (p<0,001). Invasão linfovascular (p=0,002) foi diretamente associada a TLR6-nuclear, e a queratinização (p=0,024), o polimorfismo celular (p=0,042) e a invasão linfovascular estão inversamente associadas a TLR6-citoplasmático. Pacientes com alta de expressão nuclear de TLR6 (p=0,003), mas não citoplasmática (p=0,380)) apresentou melhor SLR. Não houve correlação entre TLR6 e ki-67 (p>0,05).

Dessa forma, a desregulação na expressão nuclear de TLR6 e a perda de expressão citoplasmática deste marcador podem ser um indicador de prognóstico no CEC de boca.

(Apoio: CNPq  N° 402237/2023-4)
PIc0202 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Utilidade da técnica de cell block no diagnóstico do ceratocisto odontogênico: análise retrospectiva de 20 anos
Maria Luiza Sardá, Gilberto de Souza Melo, Felipe Daniel Búrigo Dos Santos, Elena Riet Correa Rivero
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar a utilidade de características observadas em exame citológico para o diagnóstico presuntivo de ceratocisto odontogênico. Foram avaliadas 207 lesões submetidas à punção aspirativa e processadas pela técnica de cell block no Laboratório de Patologia Bucal (LPB) da Universidade Federal de Santa Catarina, entre 2006 e 2026. Dessas, 29 casos com confirmação histopatológica de ceratocisto odontogênico após biópsia foram incluídos no presente estudo. A análise citológica desses casos revelou a presença de paraceratina em todos os espécimes.

Considerando que o ceratocisto odontogênico é a única lesão intraóssea dos maxilares que apresenta paraceratina em sua constituição, a avaliação citológica do conteúdo intraluminal por meio da técnica de cell block mostrou-se altamente relevante. Assim, esse método pode contribuir significativamente para o diagnóstico presuntivo quando associado às características clínicas e radiográficas.

(Apoio: FAPESC  N° 2024TR002242)
PIc0203 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Uma variação genética no gene RCF1 é um marcador de susceptibilidade para fissura palatina não sindrômica na população brasileira
Letícia Ferreira Dias, Lilianny Querino Rocha de Oliveira, Renato Assis Machado, Ricardo Della Coletta
Patologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre as variantes genéticas rs2066782 em RCF1, rs2229989 em SOX9 e rs9621049 em TCN2 e o risco de fissura palatina não sindrômica (FPNS) na população brasileira. A amostra foi composta por 316 indivíduos com FPNS e 582 controles, todos genotipados por ensaios de discriminação alélica. A ancestralidade genômica foi estimada por meio de um painel de marcadores INDEL validado para a composição tri-étnica da população brasileira. As análises estatísticas incluíram a avaliação do equilíbrio de Hardy-Weinberg (HWE) e regressão logística múltipla, com sexo e ancestralidade genômica incluídos como covariáveis. Não foram observadas diferenças significativas na ancestralidade genômica ou na distribuição por sexo entre casos e controles, e todos os genótipos dos controles estavam em conformidade com as expectativas de HWE. Entre as variantes avaliadas, rs2066782 mostrou associação significativa com FPNS: o alelo G (OR = 0,64; IC 95%: 0,46-0,88; p ajustado = 0,002) e o genótipo GG (OR = 0,25; IC 95%: 0,09-0,74; p ajustado = 0,01) estiveram ambos associados a menor risco. As outras variantes (rs2229989 e rs9621049) não mostraram associações significativas com a suscetibilidade à FPNS. Esses achados sustentam o papel da variante rs2066782 em RCF1 como um marcador genético de suscetibilidade à FPNS na população brasileira.

Esses achados sustentam o papel da variante rs2066782 em RCF1 como um marcador genético de suscetibilidade à FPNS na população brasileira.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/03542-6)
PIc0204 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Investigação da excreção salivar de Herpesvírus tipo 6 e Herpesvírus tipo 7 em usuários de cigarros eletrônicos
Thaís Monteiro Galeni, Thaís Xavier Pereira da Silva, Bruna Fernandes do Carmo Carvalho, Natália de Carvalho Faria, Dmitry José de Santana Sarmento , Rodrigo Melim Zerbinati, Paulo Henrique Braz-Silva, Janete Dias Almeida
INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de cigarros eletrônicos tem apresentado crescimento alarmante, especialmente entre jovens, estando associado a alterações no microbioma oral e nas propriedades físico-químicas da saliva. Tais modificações no microambiente bucal podem, teoricamente, favorecer a reativação e a excreção de herpesvírus latentes. Os herpesvírus humanos tipo 6 (HHV-6) e tipo 7 (HHV-7) possuem alta prevalência global e utilizam as glândulas salivares como reservatório e via de excreção. O objetivo da pesquisa foi avaliar a prevalência e a carga viral da excreção salivar de HHV-6 e HHV-7 em usuários de cigarros eletrônicos comparados a um grupo controle. Foram selecionados 50 indivíduos, divididos em: usuários exclusivos de cigarros eletrônicos (n=25) e não usuários (n=25). Amostras de saliva total não estimulada foram coletadas e submetidas à extração de DNA genômico. A detecção e quantificação viral foram realizadas via PCR em Tempo Real (qPCR). A análise estatística utilizou testes de comparação de proporções e carga viral, com nível de significância de 5%. A positividade para HHV-6 foi de 76% no grupo usuário e 79,2% no controle (p=0,791). Para o HHV-7, a positividade foi de 96% e 95,8%, respectivamente (p=0,999). Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes na carga viral de ambos os vírus entre os grupos estudados.

Os resultados sugerem que, nesta amostra, o uso de cigarros eletrônicos não exerceu impacto mensurável sobre a frequência de excreção ou carga viral salivar de HHV-6 e HHV-7. Estudos longitudinais com amostras ampliadas são necessários para compreender os efeitos crônicos dos cigarros eletrônicos na dinâmica viral bucal.

(Apoio: FAPESP  N° #2024/21387-5  |  FAPESP  N° #2020/10362-0  |  FAPESP  N° #2020/10322-9)
PIc0205 - Painel Iniciante
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Ultrassonografia na abordagem de malformações vasculares: uma revisão integrativa
Luís Otávio Pereira da Silva, Gabriela Borges de Sousa, Sílvia Ferreira de Sousa, Tarcília Aparecida da Silva, Ricardo Alves de Mesquita, Maurício Augusto Aquino de Castro
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A ultrassonografia apresenta-se como uma modalidade de imagem em expansão na Odontologia, com potencial ainda subexplorado. Por ser um método dinâmico, não invasivo e isento de radiação ionizante, permite a avaliação e o tratamento em tempo real. O presente estudo objetivou mapear o uso da ultrassonografia no diagnóstico e no manejo terapêutico de malformações vasculares (MVs) utilizando a técnica da escleroterapia. Assim, foi realizada uma busca na plataforma PubMed, estruturada a partir de uma tríade temática (malformações vasculares, ultrassonografia e escleroterapia). Para cada eixo, foram combinados descritores MeSH e termos livres, integrados por operadores booleanos (AND/OR). Aplicaram-se filtros para os últimos 10 anos e delineamentos como ensaios e estudos clínicos ou relatos de caso. Ao final da busca, 47 estudos foram incluídos na amostra final, dentre os quais três (6%) abordaram o diagnóstico ou tratamento de lesões na região orofacial. Os achados demonstraram a elevada acurácia do exame na caracterização hemodinâmica, delimitação lesional e no suporte a intervenções invasivas, o que confere maior previsibilidade e segurança à conduta terapêutica.

Conclui-se que a ultrassonografia é uma ferramenta eficaz para o diagnóstico e tratamento seguros das MVs. Todavia, apesar do impacto funcional e estético dessas lesões, o uso desse recurso permanece pouco explorado na literatura odontológica. Ressalta-se que sua incorporação depende de capacitação técnica, de domínio anatômico-imaginológico e da padronização de diretrizes clínicas.

PIc0206 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Gnathic osteosarcomas: a clinicopathological study from two Brazilian centers
Aline de Almeida Corrêa, Victor Zanetti Drumond, Lucas Guimarães Abreu, Bruno Augusto Benevenuto de Andrade, Leonardo Amaral Dos Reis, Tatiana Teixeira de Miranda, Ricardo Alves Mesquita, José Alcides Almeida de Arruda
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Osteosarcoma of the jaws is a rare malignant neoplasm that exhibits distinct clinical and biological behavior compared to its long-bone counterparts. Data from Latin American diagnostic centers remain scarce. This study aimed to characterize the clinicopathological profile of gnathic osteosarcomas diagnosed in two Brazilian oral pathology/oral medicine services. A retrospective descriptive study (1997-2025) was conducted using records from the Federal University of Alfenas and the Federal University of Minas Gerais. Demographic, clinical, radiographic, and histopathological variables were analyzed. Fifteen cases were identified. Patients were predominantly female (80%) and non-white (60%), with most cases occurring between the third and fifth decades of life. The mandible was the most frequently affected site (80%), predominantly involving posterior regions (73.3%). Most cases were symptomatic (66.7%) and presented as primary lesions (86.7%). Radiographic features were frequently unreported; however, when available, findings such as sunburst appearance and cortical perforation were observed in 20% of cases. Histologically, osteoblastic and chondroblastic subtypes were equally distributed (46.7% each).

Gnathic osteosarcomas in this series showed a predominance in females and in the posterior regions of the mandible. We add novel cases to the literature and reinforce the heterogeneous and often underreported clinicopathological spectrum of this rare osseous condition.

PIc0207 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Panorama Global dos Estudos Clínicos sobre Síndrome da Ardência Bucal: Uma Análise Bibliométrica
Helena Valerio Dutra de Oliveira, Fernanda Michelli de Camargo, Lucas Menezes Dos Anjos, Natalia de Oliveira Miranda, Cesar Augusto Magalhães Benfatti, Aurélio de Oliveira Rocha
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o panorama mundial da produção científica relacionada aos estudos clínicos sobre a Síndrome da Ardência Bucal (SAB) por meio de uma análise bibliométrica. A busca foi realizada na base de dados Web of Science Core Collection em Abril de 2026. Os estudos foram selecionados por dois revisores de maneira independente. Foram coletados dados relacionados ao número de citações, ano, periódico de publicação, país e continente de origem, tipo de delineamento, temática abordada, autoria e instituições envolvidas. Para a análise e representação das redes de colaboração, foi utilizado o software VOSviewer. O artigo mais antigo foi publicado em 1979 e o mais recente em 2026, acumulando um total de 2368 citações. Em relação à distribuição geográfica, a Itália destacou-se como o país com maior número de publicações (n=14), seguida pela Espanha (n=9). Em consonância com esses achados, a Europa concentrou a maior proporção de estudos (55,6%). O periódico com maior número de publicações foi o Journal of Oral Pathology & Medicine (n=9). A principal intervenção foi a medicamentosa (n=47), seguida pela laserterapia (n=14), e a terapia medicamentosa mais utilizada foi com ácido alfalipóico (n=10). Houve uma grande heterogeneidade no tempo de acompanhamento, 12% dos estudos acompanharam por 12 semanas e 9,7% por 8 semanas, e a maioria dos estudos adotou delineamento randomizado (n=60).

A produção científica sobre a Síndrome da Ardência Bucal apresenta predomínio europeu, com destaque para estudos randomizados e foco em intervenções medicamentosas. Observa-se, ainda, variabilidade no tempo de acompanhamento, com maior concentração em períodos de 8 e 12 semanas, refletindo a diversidade de abordagens clínicas na área.

PIc0208 - Painel Iniciante
Área: 7 - Patologia Oral

Apresentação: 11/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco E - Amarelo

Biomarcadores inflamatórios salivares associados ao desfecho clínico de pacientes de Câncer de Cabeça e Pescoço submetidos à radioterapia
Vinícius Rangel de Souza Silva, Rodrigo Dutra Norberto de Oliveira, Raquel Richelieu Lima de Andrade, Ricardo Guimarães Fischer, Juliana Casemiro Ferreira Silva, Luciana Moura Sassone
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As respostas imunoinflamatórias podem eliminar células neoplásicas através do reconhecimento de antígenos associados ao tumor. A radioterapia (RdT) consiste em uma modalidade terapêutica amplamente utilizada para o manejo do câncer de cabeça e pescoço (CCP), e que além de provocar a morte celular direta, contribui para a liberação desses antígenos, modulando a concentração de marcadores inflamatórios no processo. O presente estudo objetivou analisar as concentrações de biomarcadores inflamatórios em amostras de saliva de pacientes com CCP submetidos à RdT relacionando com o desfecho clínico pós-tratamento. Para isso, amostras de 48 pacientes com CCP foram coletadas em três períodos e analisadas para quantificação de biomarcadores. Após dois anos, o estado de saúde dos pacientes foi atualizado, levando a formação de dois grupos com 24 indivíduos cada: vivos e falecidos. A partir disso foram realizadas análises estatísticas para avaliar as diferenças intra e inter grupo dos níveis de biomarcadores. Os resultados indicaram que somente para os pacientes vivos houve uma variação estatisticamente significante para os analitos GROα, MIG, TRAIL, IL-18, IL-17 e IL-1α, com a formação de uma curva de ascendência entre o início da RdT e o 25º dia, seguida de uma curva de descendência até o 35º dia após a última sessão de RdT.

As variações dos biomarcadores inflamatórios observadas fornecem indícios de uma imunorreatividade associada à RdT e possivelmente relacionada aos desfechos pós-tratamento.

(Apoio: CAPES)



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