9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 1721 a 1730


PIb0136 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito da fotobiomodulação na resposta histomorfométrica da reabsorção radicular na movimentação ortodôntica
Ana Julia Ferreira Dos Santos, Rebeka Bahia Rodrigues, Bruno Calsa, Maria Aparecida Neves Jardini, Mariana Sarmet Smiderle Mendes, Milton Santamaria-Jr
Ortodontia INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A movimentação dentária ortodôntica envolve remodelação tecidual mediada por resposta inflamatória. A exacerbação desse processo, especialmente em situações de recarga de forças, pode intensificar danos periodontais. Este estudo avaliou o efeito da laserterapia de baixa potência na modulação dessas alterações. Foram utilizados 40 ratos Wistar, distribuídos em quatro grupos: GC - movimentação por 21 dias; GL - movimentação associada à laserterapia a cada 48 horas; GR - movimentação com reativação no 10º dia; e GRL - movimentação com reativação associada à laserterapia (CEUA: nº 10/2024). Realizou-se análise histomorfométrica da área hialina do ligamento periodontal e da reabsorção radicular. Os dados foram analisados por média e desvio-padrão, com nível de significância de 5%. Não houve diferença significativa na reabsorção radicular entre os grupos (p>0,05). Observou-se aumento da área hialina nos grupos com recarga (GR e GRL), especialmente no terço cervical. A laserterapia não alterou a reabsorção radicular, porém modulou os efeitos das recargas de forças sobre o ligamento periodontal.

Conclui-se que a laserterapia de baixa potência atua na modulação da resposta tecidual frente à recarga ortodôntica, sem impacto na reabsorção radicular.

(Apoio: CNPq  N° 21673)
PIb0137 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Rede de apoio virtual para mães que vivenciaram uma gestação de alto risco: experiência discente em projeto de extensão
Matheus Mota de Andrade, Thayná Carla Prado Barbosa da Silva, Gabriela Cristina Ávila Mota, Thaíssa do Nascimento Dias, Gabriele Carneiro Martins, Adilis Alexandria
Odontologia Preventiva e Comunitário UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A rede de apoio no pós-parto é importante para o acolhimento, a troca de experiências e o acesso a orientações em saúde. Nesse contexto, o grupo de pesquisa e extensão Cuidar da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mantém uma rede de apoio virtual no WhatsApp para puérperas voluntárias de uma pesquisa sobre cuidado materno-infantil. Objetivou-se avaliar a experiência das participantes nessa rede ao longo de sete meses. Trata-se de estudo observacional descritivo, aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da UERJ, com análise da interação e aplicação de questionário eletrônico composto por 10 perguntas. A atividade do grupo foi monitorada pelo aplicativo Chat Stats. A rede é utilizada para esclarecimento de dúvidas e compartilhamento de material sobre saúde materno-infantil, produzidos, a partir das demandas das mães, com base em evidências científicas e linguagem cidadã. Participaram da rede 69 mulheres, das quais 31 responderam ao questionário, após aceite do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Observou-se expressivo aumento da interação ao longo do período, de 26 mensagens no primeiro mês para 492 no último. Entre as respondentes, 96,8% reconheceram o grupo como rede de apoio e avaliaram as informações como úteis, claras e de fácil compreensão; 100% consideraram o WhatsApp uma ferramenta adequada para troca de informações; 93,5% relataram acolhimento e motivação para participar das atividades do projeto; e 3,2% referiram desconforto para compartilhar dúvidas. A expressão mais associada ao grupo foi a troca de experiências.

Os achados sugerem que redes virtuais mediadas por projetos de extensão universitária podem contribuir para fortalecer o acolhimento, a interação e o acesso a orientações em saúde no pós-parto.

(Apoio: bolsa extensionista UERJ)
PIb0138 - Painel Iniciante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Impactos da Restrição Proteica no Envelhecimento Ósseo
Rafael Fernandes Ferreira, Bruno Calsa, Milton Santamaria-Jr
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A restrição proteica gestacional associa-se a alterações metabólicas na prole adulta; entretanto, seus efeitos sobre a fisiologia óssea permanecem pouco elucidados. Este estudo avaliou parâmetros estruturais, mecânicos e moleculares do tecido ósseo em prole de camundongas submetidas à dieta hipoproteica durante a gestação (CEUA 5923-1/2021). Fêmeas C57BL/6J foram alocadas em grupos: proteína normal (PN, 17% caseína, n=5) ou proteína baixa (PB, 6% caseína, n=5). Após o nascimento, mães e filhotes receberam dieta padrão. Fêmures de machos foram coletados aos 12 e 18 meses (n=5). Realizaram-se microtomografia (micro-CT), ensaio de flexão em três pontos, microscopia eletrônica de varredura (MEV) e RNA-seq. Aos 18 meses, o grupo PB apresentou redução significativa da fração de volume ósseo, densidade mineral e número de trabéculas, além de menor carga máxima. A MEV evidenciou diminuição cortical, microfissuras e aumento da porosidade, indicando deterioração da matriz óssea. O RNA-seq revelou expressão diferencial de genes relacionados à migração de macrófagos, ativação da superfamília TNF, quimiotaxia e osteoclastogênese.

Conclui-se que a desnutrição proteica materna compromete o osso trabecular e a resistência mecânica, associando-se à ativação osteoclástica e inflamatória, o que pode predispor à osteoporose na vida adulta.

(Apoio: CNPq  N° 135672/2025-2)
PIb0139 - Painel Iniciante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Conhecimento sobre o vírus T-linfotrópico humano (HTLV) entre dentistas e estudantes de graduação em odontologia: um estudo transversal
Manoella Santiago Almeida Lima, Mário Andrade da Silva, João Daniel Mendonça de Moura, Roberta Pimentel de Oliveira, Patrícia de Almeida Rodrigues , Sílvio Augusto Fernandes de Menezes, Ricardo Roberto de Souza Fonseca, Cristiane de Melo Alencar
Clinica Odontologica CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o nível de conhecimento entre graduandos e cirurgiões-dentistas em relação à epidemiologia, infecção, diagnóstico e tratamento do HTLV. Este estudo observacional transversal foi conduzido de janeiro a julho de 2025 e incluiu 420 participantes divididos em três grupos: EGO (G1), cirurgiões-dentistas com ≤5 anos de experiência (G2) e cirurgiões-dentistas com >5 anos de experiência (G3). Os dados foram coletados por meio de um questionário digital estruturado contendo questões demográficas, epidemiológicas e técnicas sobre o HTLV. A análise dos dados incluiu frequências absolutas e relativas e testes qui-quadrado e G (p≤0,05). A maioria dos participantes (332/420; 79,0%) relatou não ter familiaridade com o HTLV. Apenas uma pequena proporção (2,9%) já havia tratado pacientes com HTLV. Do total, 182/420 (43,3%) relataram nunca ter tratado tais pacientes, enquanto 226/420 (53,8%) não souberam informar. Para 70,0% dos entrevistados (294/420), o HTLV foi erroneamente associado à AIDS. Em relação aos exames laboratoriais, 63,1% (265/420) identificaram incorretamente o teste anti-HIV como a ferramenta de diagnóstico de rotina para o HTLV. Em contraste, o conhecimento sobre as vias de transmissão e manifestações sistêmicas e orais específicas do HTLV foi satisfatório (p<0,0001).

Existe uma profunda lacuna de conhecimento em relação ao HTLV entre estudantes de odontologia e profissionais atuantes no Norte do Brasil.

PIb0140 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Dinâmica temporal do interesse global por alinhadores ortodônticos: uma análise infodemiológica baseada em dados de busca
Raylana Santos E. Santos, Beatriz Almeida Cardoso Silva, Orlando Motohiro Tanaka, Lucianne Cople Maia, Livia Maria Andrade de Freitas , Ana Carolina Dias Viana de Andrade, Matheus Melo Pithon
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar a dinâmica temporal do interesse global por alinhadores ortodônticos, identificando padrões de busca, diversidade temática e lacunas informacionais com base em dados do Google Trends. Trata-se de estudo ecológico, observacional e descritivo-analítico, baseado em escuta social digital, que analisou metadados de buscas online em 21 países, em janelas de 30 e 7 dias. O Relative Search Volume foi convertido em Search Units (SU). Calcularam-se volume relativo inicial (rV₀), subsequente (rV₁), aceleração e diversidade temática, com associações avaliadas por correlação de Spearman (α=5%). Observou-se ampla heterogeneidade global, com maiores níveis de interesse em China, Egito e Estados Unidos. rV₀ e rV₁ apresentaram forte correlação (ρ=0,669; p=0,001), evidenciando estabilidade temporal. A aceleração foi predominantemente nula ou negativa, compatível com maturidade informacional. Termos amplos, como clear aligner, apresentaram maior alcance geográfico e intensidade de busca. A diversidade temática correlacionou-se inversamente com o volume de interesse (ρ≈−0,5; p<0,05). A análise das perguntas evidenciou predomínio de dúvidas definicionais, comparativas e relacionadas ao custo do tratamento.

Conclui-se que o interesse por alinhadores ortodônticos encontra-se consolidado globalmente, com padrões estáveis e concentrados em descritores amplamente reconhecidos, embora persistam lacunas informacionais.

PIb0141 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação da associação entre hábitos de sucção e o aleitamento materno exclusivo aos 4 e 6 meses
Gabriele Carneiro Martins, Maria Eduarda de Souza Lima Mello, Thaíssa do Nascimento Dias, Thayná Carla Prado Barbosa da Silva, Gabriela Cristina Ávila Mota, Adilis Alexandria
Odontologia preventiva e comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O aleitamento materno exclusivo (AME) pode ser impactado por hábitos de sucção (HS), com possíveis repercussões no desenvolvimento orofacial. Objetivou-se avaliar a associação entre HS e AME aos 4 e 6 meses. Trata-se de um estudo observacional longitudinal com 52 díades mãe-bebê acompanhadas do nascimento ao sexto mês de vida, aprovado no CEP (CAAE 83647924.0.3001.5279). Foram obtidas informações com questionários aplicados entre 24 e 48h pós-parto, incluindo dados sociodemográficos e fatores relativos à amamentação, além da avaliação clínica da mamada por meio do instrumento LATCH. O seguimento foi realizado remotamente aos 1, 4 e 6 meses por questionários estruturados, conforme metodologia do ENANI, para avaliação do AME e do HS. Associações foram avaliadas por regressão logística binomial (p<0,05). A prevalência de AME foi de 46,2% aos quatro meses e 26,9% aos 6 meses. O uso de mamadeira no 1º mês esteve associado à redução das chances de AME aos 4 meses (OR = 0,15; β = -1,872; p = 0,005), da mesma forma, o uso de mamadeira no 4º mês em relação ao AME aos 6 meses (OR = 0,19; β = -1,652; p = 0,028). O uso de chupeta não apresentou associação significativa nos períodos avaliados, bem como o padrão de mamada na maternidade (p>0,05).

A introdução precoce de mamadeira esteve associada ao desmame precoce. Estratégias de promoção da saúde direcionadas a gestantes e puérperas devem incluir orientações relacionadas aos hábitos de sucção, considerando sua influência no aleitamento.

(Apoio: FAPERJ IC   |  PROATEC/UERJ)
PIb0142 - Painel Iniciante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise metabolômica na busca de biomarcadores salivares para detecção e monitoramento do diabetes com aplicação de dispositivo a seco
Gabriela Rodrigues Machado, Gabrielly da Silva Lima Duarte, Mariana Cristina Sebaio, Mario Machado Martins, Murillo Guimarães Carneiro, Hebreia Oliveira Almeida-souza, Douglas Carvalho Caixeta, Robinson Sabino-silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O diabetes mellitus (DM) é uma doença de grande impacto global. Seu diagnóstico convencional baseia-se em exames sanguíneos invasivos e de alto custo. Nesse contexto, a saliva surge como uma alternativa promissora por ser um método não invasivo, de fácil coleta e capaz de refletir alterações metabólicas do organismo. Trata-se de estudo transversal com 152 indivíduos distribuídos em: normoglicêmicos, DM1 e DM2. As amostras de saliva não estimulada foram coletadas, preservadas no dispositivo de armazenamento e transporte a seco de saliva (DATSS) e analisadas por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (CLAE/EM), resultando na identificação de 723 metabólitos. Análises estatísticas e multivariadas permitiram a discriminação entre os grupos, evidenciando alterações no perfil metabólico salivar. Foram identificados 4 metabólitos diferencialmente expressos em DM1 (ácido α-carboxietil-6-hidroxicromano (Alpha-CEHC), alfa-tocoferonolactona, 3-hidroxicumarina e polipropilenoglicol) e 5 em DM2 (ácido α-carboxietil-6-hidroxicromano (Alpha-CEHC), 3-hidroxicumarina, ácido 3α,12α-di-hidroxi-5β-col-8(14)-en-24-oico, 5,7,4' trimetoxiflavona e acetato de 4Z-decenila), associados principalmente a vias relacionadas ao estresse oxidativo e metabolismo lipídico. Algoritmos de aprendizado de máquina corroboraram a viabilidade da análise salivar, com acurácia de 83,3% para DM1 (AdaBoost) e 84,7% para DM2 (Regressão Logística).

Os achados evidenciam o potencial do DATSS aliado à metabolômica e inteligência artificial como abordagem não invasiva e promissora para diagnóstico e monitoramento do DM.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG  N° RED-00204-23  |  CNPq  N° 406392/2024-2)
PIb0143 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito do estresse gestacional sobre o desenvolvimento craniofacial endocondral da prole: um estudo em animais
Leticia Privati Rodrigues, Isabella Consolo Holanda, Juliana de Lima Gonçalves, Fabio Lourenco Romano, Maria Bernadete Sasso Stuani, Mírian Aiko Nakane Matsumoto, Francisco Wanderley Garcia de Paula-silva, Guido Artemio Marañón-vásquez
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto do estresse gestacional sobre parâmetros morfométricos de estruturas craniofaciais de origem endocondral em camundongos C57BL/6J. Animais prenhes foram divididos em um grupo exposto ao estresse e um grupo controle não exposto. O grupo experimental foi submetido, entre os dias 7 e 21 de gestação, a estressores leves e imprevisíveis, incluindo restrição alimentar, iluminação contínua noturna, inclinação da gaiola a 30°, coabitação forçada, natação forçada, introdução de objeto estranho, gaiola suja, contenção, exposição a tons irregulares de 20 Hz e ruído branco. Aos 21 dias de vida, dez filhotes de cada grupo foram eutanasiados. Os complexos craniomaxilares e as mandíbulas foram dissecados, processados histologicamente e corados por HE. Na sincondrose esfeno-occipital (SEO), foram mensuradas a espessura total, bem como as espessuras e áreas das zonas de repouso, proliferativa, e hipertrófica. No côndilo mandibular, foram avaliadas a espessura total e as espessuras das zonas fibrosa, proliferativa, de maturação e hipertrófica. A análise estatística foi realizada por meio de modelos lineares mistos, considerando animal e ninhada como efeitos aleatórios. O grupo experimental apresentou redução significativa na espessura total (P = 0,002) e na espessura da zona proliferativa (P = 0,042) da SEO em comparação ao grupo controle. No côndilo mandibular, observou-se diminuição significativa na espessura da camada fibrosa (P = 0,046). Os demais parâmetros não apresentaram diferenças significativas (P > 0,05)

O estresse gestacional promoveu redução de parâmetros morfométricos em estruturas craniofaciais de origem endocondral na prole.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/25533-9)
PIb0144 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Metaboloma salivar em gestantes com diferentes estágios da periodontite: uma análise de Ressonância Magnética Nuclear (1H- RMN)
Yasmim Zinezi, Victor Mosquim, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo, Guy Howard Carpenter, Isaac Maximiliano Bugueno Valdebenito, Nagihan Bostanci, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Gerson Aparecido Foratori-junior
Ciências Biológicas UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se comparar o perfil metabolômico salivar de gestantes com diferentes estágios de periodontite. As participantes foram distribuídas em estágio I da periodontite (G1 = 16), estágio II (G2 = 14), estágio III (G3 = 11) e sem periodontite (G4 = 23). Amostras de saliva total não estimulada foram coletadas e analisadas individualmente por espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear de prótons (1H-RMN). As comparações entre grupos foram realizadas por análises univariadas e multivariadas, incluindo PLS-DA, sPLS-DA, escores VIP/loadings e curvas ROC. A separação global entre os grupos foi modesta no PLS-DA global (ACC = 0,439; R2 = 0,396; Q2= 0,131), embora superior ao acaso no teste de permutação (p = 0,013). Ainda assim, observaram-se maiores intensidades de metabólitos ligados sobretudo aos ácidos graxos de cadeia curta, como os ácidos butírico, isovalérico e propiônico (p < 0,001), além de valina e leucina, principalmente em G2 e G3 (p = 0,006). Também se destacaram metabólitos associados ao metabolismo nitrogenado bacteriano, como trimetilamina (p < 0,001) e dimetilamina (p = 0,031), além de taurina (p = 0,013). Nas análises ROC, taurina (AUC = 0,82) e ácido butírico (AUC = 0,817) apresentaram o melhor desempenho para discriminar gestantes com periodontite em estágio III, enquanto, na análise complementar de periodontite moderada a grave, trimetilamina (AUC = 0,80) também apresentou desempenho discriminatório para G2-G3.

Conclui-se que a periodontite na gestação se associa a alterações no metaboloma salivar, especialmente em metabólitos ligados ao metabolismo bacteriano e à degradação de aminoácidos, reforçando o potencial da saliva na identificação de potenciais biomarcadores associados à gravidade periodontal.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/11922-3  |  FAPs - Fapesp  N° 2022/10292-8  |  FAPs - Fapesp  N° 2024/07973-9)
PIb0145 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação do açaí (Euterpe Oleracea Matius) como evidenciador de placa dental: Estudo Clínico Crossover
Danielle Oliveira Mateini, Gabriela Chaves Cunha, Guilherme Tavares Arcangelo Correa, Carlos Eduardo Fontana, Sérgio Luiz Pinheiro
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse trabalho avaliou o açaí (Euterpe Oleracea Martius) como evidenciador de placa dental utilizando a eritrosina como controle. Foram selecionados para a pesquisa 20 pacientes que possuíam entre 12 a 18 anos, com incisivos centrais e primeiros molares permanentes erupcionados na boca e que tenham assinado o TCLE ou TALE. Foram utilizados dois tipos de evidenciadores de placa dental, um feito à base de açaí (Euterpe Oleracea Martius) e o outro a base de Eritrosina. Os vinte participantes que compuseram a pesquisa foram divididos de forma randomizada em dois grupos: evidenciador de eritrosina (E) e evidenciador de açaí (AÇ). A superfícies dos dentes foram coradas e o índice de placa avaliado utilizando o índice Greene-Vermillion: superfícies vestibulares dos molares superiores, lingual dos molares inferiores, vestibular do incisivo central superior direito e do incisivo central inferior esquerdo. Essas áreas foram avaliadas por dois avaliadores calibrados e cegos em relação aos grupos amostrais. Os resultados foram analisados no Programa Biostat 5.3 e submetidos ao teste de normalidade de D' Agostino-Pearson. A amostra apresentou comportamento não normal e foi submetida ao teste não paramétrico de Mann-Whitney com nível de significância de 5%. Ambos os evidenciadores, eritrosina e açaí, foram capazes de corar a placa dental, com médias aritméticas de 1.4860 e 0.7340, respectivamente. A eritrosina apresentou escores maiores de placa com diferença significante em relação ao açaí (p<0.0001).

Dentro das limitações desse estudo, foi possível concluir que o açaí pode ser uma alternativa como evidenciador de placa dental, isento de efeitos colaterais, possui sabor agradável para os pacientes e é uma matéria-prima de fácil acesso no Brasil.




.