9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 1701 a 1710


PIb0115 - Painel Iniciante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito do extrato de Crocus sativus na osteoporose experimental como prevenção da perda óssea femoral e mandibular
Leticia Luzin, Maisa Silva de Oliveira Neves, Luiz Gustavo de Sousa, Dimitrius Leonardo Pitol, Karina Fittipaldi Bombonato Prado
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A osteoporose promove a deterioração da microarquitetura óssea, aumentando o risco de fraturas. Diante dos efeitos adversos da terapia de reposição estrogênica, a busca por alternativas mais seguras tem se intensificado. O Crocus sativus ou açafrão-verdadeiro (Cs), rico em compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, destaca-se como um potencial agente osteoprotetor. O presente estudo avaliou o efeito in vivo do extrato de Cs na remodelação óssea femoral e mandibular em modelo experimental de osteoporose. Foram utilizadas ratas Wistar Hannover, distribuídas nos grupos SHAM, SHAM + Cs (SHAMcs), ovariectomizado (OVX) e OVX + Cs (OVXcs). O extrato (50 mg/kg) foi administrado por gavagem, três vezes por semana em 8 semanas. As amostras foram submetidas à análise histológica qualitativa e quantitativa, com avaliação do trabeculado ósseo, número de osteócitos e adipócitos. Os dados foram analisados estatisticamente (p<0,05). O grupo OVX apresentou redução significativa do trabeculado ósseo e aumento da adiposidade medular. No fêmur, o tratamento com Cs em ratas ovariectomizadas (OVXcs) promoveu preservação significativa do trabeculado ósseo, aumento do número de osteócitos e redução de adipócitos. Na mandíbula, observou-se preservação da microarquitetura óssea no grupo OVXcs quando comparado ao grupo OVX.

Conclui-se que a administração de Cs apresenta potencial na preservação da microarquitetura óssea, podendo atuar como estratégia terapêutica adjuvante no manejo da osteoporose.

(Apoio: FAPs - Fapesp   N° 2024/17799-6)
PIb0116 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

FORAMES ACESSÓRIOS EM MANDÍBULAS E SUAS RELAÇÕES NAS FALHAS DO BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR
Giovanna Antonio da Matta, Rodrigo Figueiredo de Brito Resende, Marcelo José Uzeda
UNIVERSIDADE IGUACU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Forames acessórios (FA) são estruturas anatômicas variantes na mandíbula e, quando presentes, podem permitir a passagem de estruturas nervosas de diferentes origens, suplementares ao plexo dentário inferior (PDI). Este estudo teve por objetivo determinar a prevalência de FA em mandíbulas humanas secas relacionando com a falha do bloqueio anestésico do nervo alveolar inferior (NAI). Foram analisadas 109 mandíbulas humanas, nas quais os FA foram investigados em quatro áreas anatômicas: trígono retromolar (T), ramo mandibular (R), corpo mandibular (C) e sínfise mandibular (S). Os forames encontrados foram medidos com paquímetro digital. Ainda, a trajetória dos canais intraósseos dos respectivos FA foi explorada por meio da injeção de resina de látex com observação direta dos canais alveolares. Consideramos 391 FA, dos quais 10,23% estavam na região T de 30 mandíbulas, 21,23% na região C de 61 mandíbulas, 29,16% na região R de 62 mandíbulas e 39,38% na região S de 101 mandíbulas. A ANOVA da distribuição dos FA mostrou diferença significativa entre as regiões, com intervalo de confiança de 95% e P < 0,05. O látex injetado extravasou das regiões alveolares dos dentes anteriores e do forame mentual.

Este estudo reforça a ideia que a presença de forames acessórios em mandíbulas humanas, está fortemente relacionada à inervação sensorial dos dentes anteriores, servindo como condutos de entrada para ramos nervosos menos compreendidos na inervação sensorial dessa região.

PIb0117 - Painel Iniciante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeitos do ácido zoledrônico associado ou não ao denosumabe sobre uma cultura de células epiteliais
Ana Clara Mendonça do Nascimento, Isabela dos Reis Souza, Helena Oliveira Deróbio, Fernanda Gonçalves Basso, Carlos Alberto de Souza Costa, Taisa Nogueira Pansani
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Medicamentos antirreabsortivos, como o ácido zoledrônico (AZ) e o denosumabe (D), estão associados ao desenvolvimento da osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos (MRONJ). Essa condição é caracterizada pela presença de fístula intra ou extraoral, que pode evoluir para exposição óssea decorrente da deiscência da mucosa oral. O objetivo do estudo foi avaliar, os efeitos do AZ associado ou não ao D sobre células epiteliais (HaCaT #CLS 300493). Foram definidos 4 grupos: CN (sem tratamento); AZ (5 μM); D (40 μg/mL); AZ+D. As células foram semeadas em placas de 96 compartimentos (1x10 4 células/compartimento) em meio de cultura (DMEM) com 10% de soro fetal bovino (SFB). Após 24h, o meio foi substituído por novo meio com SFB e 24h depois foi substituído por novo meio sem SFB contendo os fármacos, os quais foram mantidos por 48h. Foram avaliadas viabilidade celular (VC, Alamar Blue, n=10), síntese de colágeno (SC, Sirius Red, n=8), sobrevivência celular (Live or dead, n=2) e adesão celular (Actin Red, n=2) por fluorescência. Os dados foram submetidos a análise de variância ANOVA One-way, α = 5%. O D não interferiu nas funções celulares avaliadas, enquanto o AZ, associado ou não ao D, foi capaz de reduzir a VC, SC, adesão e sobrevivência celular.

Conclui-se que o AZ é capaz de afetar negativamente todas as funções das células epiteliais avaliadas, enquanto o D não é diretamente tóxico para estas células.

(Apoio: FAPs - Fapesp   N° 2025/25689-9  |  FAPs - Fapesp  N° 2022/06491-5)
PIb0118 - Painel Iniciante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito de membranas de colágeno/carragenana/exossomos na regeneração óssea
Adna Zulim Leite, Maryanne Trafani de Melo, Hiskell Francine Fernandes e Oliveira, Laís Kawamata de Jesus, Pietro Ciancaglini, Márcio Mateus Beloti, Adalberto Luiz Rosa
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou o efeito de membranas de colágeno associadas à carragenana (k-carr) e carreadas com exossomos (EXOs) derivados de osteoblastos MC3T3 na regeneração óssea. Foram utilizadas membranas feitas a partir de solução de colágeno (40 mg/ml) vertida em moldes de Teflon e k-carr (5% p/p) dissolvida em água destilada quente (60º) e agitada por 2 horas (Mk-carr) e adicionados EXOs (20 μg/mL), que foram mantidos sob agitação para promover a ligação com as fibrilas de colágeno (Mk-carr/EXOs). Sob anestesia foram criados defeitos de 5mm de diâmetro em calvárias de ratos Sprague-Dawley que foram tratados com: Controle (coágulo), Mk-carr e Mk-carr/EXOs (n = 15). A regeneração óssea foi avaliada por microtomografia computadorizada imediatamente após a cirurgia (T0), 14 (T1) e 28 dias (T2) após a implantação analisando os parâmetros: volume ósseo (BV), volume ósseo/volume total (BV/TV), superfície óssea (BS), número de trabéculas (Tb.N), espessura trabecular (Tb.Th) e separação trabecular (Tb.Sp). Os dados foram analisados por 2-way ANOVA (p ≤ 0,05). Para todos os parâmetros houve maior formação óssea ao longo do tempo com T0 < T1 < T2. Para a interação tratamento x tempo, aos 28 dias, BV, BV/TV, BS e Tb.Th foi maior em Mk-carr/EXOs seguido por Mk-carr e Controle, sem diferença em Th.Tb e Th.Sp.

Portanto, as membranas de colágeno/k-carr carreadas com EXOs promoveram maior formação de tecido ósseo.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/07423-1  |  FAPs - Fapesp  N° 2019/08568-2  |  FAPs - Fapesp  N° 2024/02130-3)
PIb0119 - Painel Iniciante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Análise de vesículas extracelulares derivadas das células da polpa dental humana
Hugo Mitsuhiro Miyagi, Isabela dos Reis Souza, Helena Oliveira Deróbio, Fernanda Gonçalves Basso, Carlos Alberto de Souza Costa, Taisa Nogueira Pansani
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As vesículas extracelulares (VEs) têm despertado interesse científico devido a sua capacidade de comunicação intercelular, pois transportam moléculas bioativas entre células, influenciando processos como a proliferação e regeneração tecidual além de apresentarem baixa imunogenicidade. Este estudo teve o objetivo isolar e caracterizar VEs derivadas de células-tronco da polpa dental humana (DPSCs). As DPSCs foram isoladas a partir 5 terceiros molares provenientes de 3 doadores. A caracterização fenotípica dessas células foi realizada por citometria de fluxo, analisando a expressão dos marcadores positivos (CD73, CD90 e CD105) e negativos (CD45 e CD34). As VEs foram obtidas por ultracentrifugação e avaliadas por análise de rastreamento de nanopartículas (NTA), citometria de fluxo para identificação de CD9, CD63 e CD81, quantificação de proteínas por Qubit, microscopia de força atômica (AFM), potencial zeta e microscopia eletrônica de transmissão (TEM). Os resultados demonstraram uma população celular majoritariamente mesenquimal, com expressão acima de 93% dos marcadores positivos e expressão inferior a 1% dos marcadores negativos. O NTA mostrou diâmetro modal das VEs 96,2 nm. O potencial zeta foi de -17,7 mV. As imagens de AFM demonstraram estruturas predominantemente esféricas, com tamanho médio de 139,08 nm. A presença dos marcadores de VEs (CD9, CD63 e CD81) foi confirmada por citometria de fluxo, e a concentração de proteínas foi maior no grupo VEs em comparação ao meio de cultura basal.

As DPSCs apresentaram características semelhantes à células-tronco mesenquimais e as VEs isoladas demonstraram características semelhantes às descritas na literatura, corroborando a eficácia dos métodos utilizados no estudo.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/20265-3  |  FAPs - Fapesp  N° 2022/06491-5)
PIb0120 - Painel Iniciante
Área: 1 - Biologia craniofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Efeito de um hidrogel contendo hidroxiprolina sobre a resposta de macrófagos
Pedro Ferreira de Carvalho, Laís Medeiros Cardoso, Taisa Nogueira Pansani, Carlos Alberto de Souza Costa, Fernanda Gonçalves Basso
Departamento de Fisiologia e Patologia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os macrófagos são células inflamatórias que participam ativamente do reparo tecidual por meio da fagocitose de células e outros componentes da matriz extracelular, além da síntese de mediadores pró-inflamatórios como as metaloproteinases da matriz (MMPs). As MMPs atuam na degradação da matriz extracelular o que resulta no aumento da concentração de resíduos de colágeno, como a hidroxiprolina (HYP). Assim, o aumento da concentração deste aminoácido poderia atuar na regulação da síntese de mediadores inflamatórios. Este estudo avaliou o efeito da aplicação da HYP na regulação da resposta de macrófagos. Macrófagos murinos (Raw 264.7) foram cultivados em placas de cultura em meio DMEM completo por 24 horas. A seguir, foram tratados com diferentes concentrações de HYP (0,5ug/mL, 10ug/mL, 100ug/mL). O grupo controle foi mantido em contato com DMEM livre de SFB, enquanto um grupo adicional foi tratado com TNF-alfa (100ng/mL) para estabelecer um controle positivo. Após 24 horas, a viabilidade celular foi analisada por meio do ensaio alamarBlue e a síntese de IL-6, MMP-2, MMP-9 e IL-10 foram avaliadas por meio de imunoensaio ELISA. Houve aumento da viabilidade para os grupos tratados com HYP nas concentrações de 5ug/mL e 10ug/mL. A síntese de IL-10 foi maior para as concentrações de 10ug/mL e 100ug/mL. O tratamento com HYP foi capaz de modular o perfil a resposta de macrófagos nas concentrações avaliadas.

Houve aumento da viabilidade para os grupos tratados com HYP nas concentrações de 5ug/mL e 10ug/mL. A síntese de IL-10 foi maior para as concentrações de 10ug/mL e 100ug/mL. O tratamento com HYP foi capaz de modular o perfil a resposta de macrófagos nas concentrações avaliadas.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2023/16508-5  |  CNPq  N° 303574/2022-4  |  CNPq  N° 19854)
PIb0121 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

ABORDAGEM CIRÚRGICA DA HIPERPLASIA CONDILAR POR MEIO DA CONDILECTOMIA ALTA: REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE
Livia Mara Teixeira Santos, Lia Freire Gonçalves Nobre, Yasmim Teles da Silva, Antônio Asriel Dos Santos Almeida, Luana Prado de Queiroz, Isadora Ildefonso Monteiro Rodrigues, André Luís Gomes Normando, Edson Luiz Cetira Filho
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo teve como objetivo investigar a efetividade da condilectomia alta (CA) sem a necessidade da cirurgia ortognática (CO) no tratamento da hiperplasia condilar unilateral, considerando a efetividade do manejo ortocirúrgico associado, os benefícios estéticos obtidos e o grau de satisfação dos pacientes. Além disso, buscou-se elaborar uma proposta de protocolo clínico-cirúrgico com base na avaliação criteriosa da literatura científica disponível. Para isso, realizou-se uma revisão sistemática com metanálise devidamente registrada no PROSPERO, conduzida em duas etapas e seguindo as orientações estabelecidas pelo PRISMA. A estratégia de busca incluiu as bases PubMed, Scopus, Web of Science, Cochrane, LILACS, DOSS/EBSCO, bem como literatura cinzenta. Não foram aplicados critérios de exclusão referentes à faixa etária, gênero ou período de publicação. Inicialmente, foram identificados 1300 estudos, dos quais 14 atenderam aos critérios de elegibilidade, totalizando uma amostra de 28 pacientes. Os achados demonstram que a CA proporciona resultados clínicos satisfatórios, frequentemente associada à finalização ortodôntica e, em alguns casos, dispensando a necessidade de CO. Contudo, ressalta-se que as evidências disponíveis são limitadas pela predominância de estudos observacionais, especialmente relatos de caso.

A maior parte dos estudos incluiu a CO como procedimento associado à CA no tratamento da hiperplasia condilar unilateral. No entanto, evidencia-se a necessidade de investigações futuras com maior rigor metodológico e padronização dos métodos, visando obter resultados mais consistentes e conclusões mais confiáveis sobre o sucesso dessa abordagem terapêutica.

PIb0122 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

O CANABIDIOL PODE PROMOVER ANALGESIA EM ODONTOLOGIA? UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Fabio Alves Filho, Bergson Carvalho de Moraes, Ana Celine Bruneli Cavalcanti Santo André, Gabriel Cao Grana Silvestre, Natacha Kalline de Oliveira, Maria Cristina Zindel Deboni
Cirurgia, Prótese e Traumatologia - ODC UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar se o canabidiol (CBD) mostra evidências de promover analgesia em tratamentos odontológicos. Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados Cochrane Library, PubMed e Scopus, além de busca manual, por dois revisores independentes. As estratégias de busca utilizadas foram: ((((cannabidiol) OR (cannabis)) OR (CBD)) AND (anxiety)) AND (dentistry) e ((((((cannabidiol) OR (cannabis)) OR (CBD)) AND (dental pain)) OR (orofacial pain)) OR (temporomandibular pain)) AND (dentistry), até 20 de fevereiro de 2026. Foram incluídos exclusivamente ensaios clínicos randomizados que investigaram o uso do CBD para dores decorrentes de procedimentos odontológicos ou relacionadas à região orofacial. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta RoB2 (Cochrane, UK). Após aplicação do filtro "clinical trial", 3301 estudos foram identificados, sendo 8 incluídos na síntese final: 4 com desfecho de dor orofacial e 4 relacionados à analgesia pós-operatória. A maioria dos estudos demonstrou redução significativa da dor nos grupos que receberam CBD. Contudo, foram observadas limitações metodológicas relevantes, especialmente nos domínios de randomização e métodos de análise dos desfechos. No total, 62,5% dos estudos apresentaram alto risco de viés geral, enquanto apenas um estudo, relacionado à analgesia pós-operatória, foi classificado como baixo risco de viés.

O canabidiol demonstra potencial para reduzir a dor no contexto odontológico. Entretanto, não existem evidências disponíveis que comprovem a promoção de analgesia efetiva em tratamentos odontológicos. Ensaios clínicos randomizados bem delineados são necessários para confirmar sua eficácia na prática odontológica.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2025/22642-1)
PIb0123 - Painel Iniciante
Área: 1 - Anatomia

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Produção científica global sobre estimativa do sexo a partir de caracísticas cranianas: Uma análise bibliométrica
Maria Júlia Jales Zimmer, Lucas Menezes Dos Anjos, Natalia de Oliveira Miranda, Mariana Ferrari Carlsson, Beatriz Alvares Cabral de Barros, Aurélio de Oliveira Rocha, Cesar Augusto Magalhães Benfatti
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como alvo analisar a produção científica global sobre a estimativa do sexo a partir de características do crânio. Uma estratégia de busca específica foi aplicada na base de dados Web of Science Core Collection (WoS-CC), em abril de 2026. Os artigos foram selecionados por dois revisores independentes, com base na leitura de títulos e resumos. Foram extraídos dados referentes ao tipo de publicação, autoria, país de origem e instituição de afiliação, e as redes de colaboração científica foram analisadas por meio do software VOSviewer. Ao todo, 239 estudos foram incluídos. A Índia destacou-se como o país com maior número de publicações (n=50), contúdo, o continente com maior número de publicações foi a Europa (n=113). O autor mais produtivo foi Franklin, D., com 8 artigos. O estudo mais antigo foi publicado em 1990 e, ao longo de 36 anos, 173 publicações (72%) concentraram-se na última década. A maioria dos estudos utilizou o crânio como um todo para estimativa do sexo (n=97); entretanto, entre as estruturas analisadas isoladamente, destacaram-se a mandíbula (n=32), o forame magno (n=28) e o processo mastoide (n=21). O método mais empregado foi a análise morfométrica (n=138), seguido pela tomografia computadorizada (n=90). O periódico com maior número de publicações foi o Journal of Forensic Science (n=30), seguido pelo Forensic Science International (n=26).

Conclui-se que a produção científica sobre estimativa do sexo por características cranianas tem crescido nas últimas décadas, refletindo maior interesse pelo tema, com destaque para Índia e Estados Unidos. Predominam estudos com o crânio completo, especialmente utilizando métodos morfométricos e, cada vez mais, tomografia computadorizada.

PIb0124 - Painel Iniciante
Área: 1 - Cirurgia bucomaxilofacial

Apresentação: 10/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco E - Amarelo

Avaliação dos resultados percebidos por pacientes submetidos à cirurgia ortognática com e sem mentoplastia
Ana Eliza Lopes Barbosa, Thiago Lopes de Almeida, Maria Rogéria Barbosa, Nilton Rodrigues Alves Peres Domingues, Alexandre de Lima Alves, Mariana Barbosa Câmara-Souza, Gustavo Antonio Correa Momesso, Caio Vinicius Gonçalves Roman-Torres
UNIVERSIDADE SANTO AMARO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A mentoplastia é uma técnica utilizada para complementar a cirurgia ortognática em casos nos quais o contorno do terço inferior da face necessita de aprimoramento estético e funcional. O objetivo foi avaliar por meio do FACE-Q, as diferenças nos resultados percebidos por pacientes submetidos à cirurgia ortognática com e sem mentoplastia. Foram incluídos 64 pacientes que foram submetidos a cirurgia ortognática sendo 34 com mentoplastia e 30 sem. Após cirugia o questionário foi aplicado e a coleta de dados foi feita de forma online, por meio da plataforma Google Forms. Entre os pacientes que não realizaram mentoplastia, foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os sexos. As mulheres apresentaram estatisticamente maiores escores de satisfação com a decisão, satisfação com o queixo e satisfação com o resultado quando comparadas aos homens. Observou-se ainda tendência à diferença para função psicossocial. Em relação aos sintomas iniciais de recuperação no grupo com mentoplastia, verificou-se maior frequência de relatos de inchaço, sensibilidade, desconforto, rigidez facial e dormência, predominantemente em intensidades moderada a extrema. Entre os pacientes com adição de mentoplastia, as mulheres demonstraram maior percepção da área sob o queixo quando comparadas aos homens, os resultados indicam que o sexo pode ser um fator relevante na percepção dos desfechos cirúrgicos e deve ser considerado no planejamento pré-operatório.

Os achados demonstraram que a adição da mentoplastia à cirurgia ortognática não resultou em diferenças estatisticamente significativas, sugerindo que ambas as abordagens promovem níveis semelhantes de satisfação com a aparência facial, função psicossocial e qualidade de vida.

(Apoio: Bolsa UNISA)



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