9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 161 a 170


PN-R0189 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Dificuldades de acesso ao pré-natal odontológico entre gestantes: análise lexical por nuvem de palavras e similitude
Caroline Correa de Oliveira, Caroline Meronha de Lima, Mayra Sanmiguel Souza, Giovanna Torqueto Castilho, Letícia Santos Alves de Melo, Vanessa Pardi, Elaine Pereira da Silva Tagliaferro
Odontologia Social UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi analisar as dificuldades percebidas por gestantes no acesso ao pré-natal odontológico, por meio da análise lexical dos discursos produzidos no contexto de uma pesquisa qualitativa baseada no método Photovoice. Trata-se de um recorte de um estudo realizado com 16 gestantes (18 a 40 anos, idade gestacional > 16 semanas), alfabetizadas e usuárias do Sistema Único de Saúde em Araraquara/SP. As participantes realizaram registros fotográficos relacionados às barreiras percebidas no acesso à saúde bucal e participaram de entrevistas semiestruturadas e discussões reflexivas sobre suas experiências. Os discursos foram transcritos e submetidos à análise no software IRAMUTEQ, por meio da Nuvem de Palavras e da Análise de Similitude. A nuvem de palavras destacou a relevância dos termos "casa", "demorar", "prioridade" e "falta", indicando que o cotidiano das gestantes é fortemente influenciado pelo ambiente doméstico e por dificuldades de acesso aos serviços de saúde. A análise de similitude corroborou esses achados, evidenciando a centralidade de "casa", associada a "cuidar", "filho" e "prioridade", além de termos como "medo" e "luxo", que sugerem barreiras emocionais e a percepção do atendimento odontológico como não prioritário.

Conclui-se, portanto, que as dificuldades de acesso ao atendimento odontológico entre gestantes envolvem fatores estruturais e comportamentais, evidenciando a baixa priorização desse cuidado na rotina dessas mulheres.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 131552/2024-4)
PN-R0191 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Fatores Associados à Autoconfiança no Atendimento de Emergências Médicas em Acadêmicos de Odontologia
Annyelle Anastácio Cordeiro, Tecianny Nunes de Aquino, Maria Luísa de Assis Braga, Taysllan Torquato Benevides, Ana Flávia Granville-garcia, Érick Tássio Barbosa Neves
Odontologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como finalidade avaliar os fatores técnicos, práticos e emocionais associados à confiança autorrelatada de estudantes de odontologia no manejo de emergências médicas e situações urgentes. Foi realizado um estudo transversal com 100 estudantes matriculados em cursos clínicos de um programa público de odontologia no Brasil. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico, um instrumento que avalia o preparo e a experiência com emergências médicas na prática odontológica, e o Trait Emotional Intelligence Questionnaire - Short Form (TEIQue-SF), validado para uso no Brasil. As análises estatísticas foram realizadas no SPSS v.25.0, aplicando-se distribuições de frequências, teste exato de Fisher e teste t de Student, com significância estabelecida em p < 0,05. A maioria dos estudantes relatou não se sentir preparado para lidar com emergências (82,0%), diagnosticar complicações (61,0%) ou administrar medicamentos injetáveis (91,0%). O escore médio de inteligência emocional foi de 5,06±0,49. A confiança percebida foi significativamente maior entre os estudantes que relataram formação técnica e prática satisfatória, preparação para diagnosticar emergências e habilidade para administrar medicamentos injetáveis (p < 0,01).

Os estudantes que se consideraram preparados para realizar diagnósticos apresentaram escores de inteligência emocional significativamente maiores (p = 0,04). De modo geral, os estudantes de odontologia demonstraram baixa confiança no manejo de emergências médicas, influenciada pela formação técnica, prática e pela inteligência emocional, fatores determinantes dessa confiança, destacando o treinamento e a inteligência emocional como elementos chaves.

(Apoio: CAPES  |  CNPq)
PN-R0192 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

Sistema de inteligência artificial para classificação automatizada de condições gengivais em imagens clínicas
Rharessa Gabrielly Ferreira Mendes, Tainah Aiko Hayashi Vitório, Giovana Soares Buzinaro, Leonardo Trench, Maria Julia Pereira Euzebio, Bruna Carraro, Gabriela de Figueiredo Meira, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de inteligência artificial na análise de imagens clínicas tem se expandido na odontologia, especialmente como um meio de apoio na avaliação de condições bucais. Neste estudo, foi desenvolvido um sistema capaz de analisar imagens gengivais e identificar independentemente a presença ou ausência de sangramento, biofilme, hiperplasia gengival e recessão gengival. Para isso, foi desenvolvido um modelo baseado em EfficientNetV2S, com uso de transferência de aprendizado, implementado em TensorFlow/Keras. A análise foi realizada por meio de quatro classificadores binários independentes, treinados com imagens previamente segmentadas e rotuladas por cirurgiões-dentistas. O conjunto de dados incluiu 462 imagens para sangramento, 357 para biofilme, 182 para hiperplasia e 285 para recessão gengival, com divisão em treinamento (80%) e validação (20%). Os modelos apresentaram bom desempenho no conjunto de validação. Para sangramento, 93,48%, com alta precisão e recall. O modelo de biofilme atingiu acurácia de 97,18%, enquanto os modelos de hiperplasia e recessão gengival alcançaram 97,22% e 98,25%, respectivamente, também com elevados valores de precisão e recall. Os resultados demonstram que o sistema proposto é capaz de identificar de forma consistente, diferentes condições gengivais a partir da documentação fotográfica, com desempenho estável entre as tarefas avaliadas.

Assim, os achados reforçam o grande potencial da inteligência artificial como ferramenta de apoio durante a avaliação clínica em odontologia, contribuindo para maior padronização e eficácia na análise de imagens.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/15609-5)
PN-R0194 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

FATORES ASSOCIADOS AO CUMPRIMENTO DE METAS DOS CENTROS DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS: ESTUDO NACIONAL
Camila Mundim Palhares, Ana Clara Ribeiro Dos Santos, Édipo Menezes da Silva, Maria Clara Gonzaga Damasceno, Elislaine Raquel Gonçalves, Daniela Andrade Paula, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de Abreu, Renata de Castro Martins
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo analisou fatores associados ao cumprimento de metas dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) brasileiros. Dados secundários da produção dos CEO, de 2019, nas especialidades de Periodontia, Endodontia, Cirurgia/Estomatologia e atendimento a Pessoas com Necessidades Especiais (PNE) foram extraídos do Sistema de Informação Ambulatorial e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, utilizando o programa TabWin. O desfecho foi o cumprimento das metas de produção do Ministério da Saúde. Variáveis individuais foram: tipo de CEO, total de horas trabalhadas pelos cirurgiões-dentistas (CD), número de Técnico em Saúde Bucal (TSB)/Auxiliar em Saúde Bucal (ASB) e equipo odontológico existente. As variáveis contextuais foram indicadores socioeconômicos e de saúde dos municípios. A análise foi realizada por Regressão Logística de Efeitos Mistos, utilizando o software R. A maior frequência de cumprimento de metas foi na especialidade de Periodontia (62,66%) e a menor na Endodontia (26,15%). O cumprimento de metas foi associado positivamente ao número de horas trabalhadas pelos CD, respectivamente, na Periodontia, Endodontia e Cirurgia/Estomatologia (OR= 1,35; p = 0,040; OR=1,31; p=0,009; OR=1,53; p<0,001), ao número de TSB/ASB (OR=1,43; p=0,013) e IDH (OR=1,62; p=0,004) na Periodontia, e negativamente ao Índice de Gini na Cirurgia/Estomatologia (OR =,070; p=0,07), e ao porte populacional (OR=0,66; p<0,001) e cobertura de Equipe de Saúde Bucal na PNE (OR=0,992; p=0,009).

O desempenho dos CEOs foi influenciado por fatores individuais e contextuais, com variações importantes entre as especialidades.

(Apoio: CAPES  |  PROBIC/FAPEMIG  |  PRPq/UFMG)
PN-R0195 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 8

CONHECIMENTOS E USO DA TELEODONTOLOGIA POR CIRURGIÕES-DENTISTAS DE SANTA CATARINA
Bruna Antonini Maica, Maria Inês Meurer, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de Tecnologias da Informação e Comunicação possui grande potencial para gestão e assistência em saúde. O objetivo deste estudo exploratório, transversal, quantitativo é analisar os conhecimentos sobre teleodontologia e sua aplicação na prática profissional por cirurgiões-dentistas (CD) de Santa Catarina. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário eletrônico enviado pelo conselho de classe catarinense a todos os CD registrados, via e-mail, em 2023. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, coletadas as variáveis: demográficas, conhecimento, contato prévio com as tecnologias, percepção sobre a utilidade e o modo de utilização dos recursos. Foram consideradas respostas válidas de 186 respondentes, 56,4% mulheres, 53,2% formados há mais de 15 anos. Embora a teleodontologia seja conhecida por 79% dos CD, apenas 32% tiveram contato com o tema durante a formação. O recurso mais utilizado para comunicação foi o WhatsApp (com pacientes 58,6%; com colegas 88,1%). Apenas 27,4% afirmou conhecer a legislação sobre teleodontologia, sendo que 72,5% desconhece o Programa Telessaúde Brasil Redes, e 50% o Núcleo de Telessaúde-SC.

Apesar de presente na prática profissional, a teleodontologia é sustentada majoritariamente por ferramentas cotidianas, enquanto recursos específicos são menos frequentes. O conhecimento limitado sobre a legislação e os programas institucionais indica que a adoção da teleodontologia ocorreu em ritmo mais acelerado do que a capacitação e a estruturação necessárias para sua consolidação. Recomenda-se ampliar investimentos em qualificação profissional para consolidar a teleodontologia de forma segura e útil.

PN-R0197 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 9

Aderência das práticas de gestão municipal em saúde bucal à Política Nacional de Saúde Bucal
Willian B. Bressan, Heloisa Godoi, Priscila Nunes, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisaram-se práticas de gestão da saúde bucal no âmbito municipal e sua aderência às diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal. Estudo qualitativo, descritivo analítico, realizado com gestores de 18 municípios da Região da Serra Catarinense. Os dados foram obtidos por entrevistas semiestruturadas e analisados por técnica temática com abordagem dedutiva. Utilizou-se matriz fundamentada nas atribuições da gestão municipal, contemplando organização dos serviços, integração da rede, planejamento da força de trabalho, vigilância em saúde bucal, participação social, avaliação, cuidado centrado no usuário, educação permanente, gestão financeira e intersetorialidade. Observou-se heterogeneidade entre municípios, com predomínio de práticas relacionadas à organização dos serviços, monitoramento de indicadores e gestão financeira. Em contraste, identificou-se menor incorporação da vigilância em saúde bucal, participação social e educação permanente. Evidenciaram-se diferentes níveis de aderência, indicando desigualdades na operacionalização das diretrizes.

A aderência das práticas de gestão é parcial, com fragilidades que podem comprometer a integralidade do cuidado em saúde bucal.

PN-R0199 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 9

Fatores associados ao letramento em saúde bucal: influência do contexto assistencial em estudo multinível multicêntrico
Ana Rubia Chiara Azoia Villa, Elisaura Cristina Macêdo Dos Santos, Alexandre Meireles Borba, Ivan Onone Gialain, Thais Maria Freire Fernandes, Sofia Bauer Rieger, Luciana Prado Maia, Laís Salomão Arias
doutorado UNIVERSIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DO ESTADO E DA REGIÃO DO PANTANAL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo avaliar a associação entre variáveis sociodemográficas e o letramento em saúde bucal (HeLD-14), considerando o efeito contextual dos centros de atendimento. Trata-se de um estudo transversal multicêntrico com 867 indivíduos. O letramento em saúde bucal foi mensurado pelo instrumento HeLD-14. Foram ajustados modelos de regressão multinível com intercepto aleatório para centro, incluindo idade, sexo, cor autodeclarada, escolaridade e renda como variáveis explicativas, além da estimativa do coeficiente de correlação intraclasse (ICC). Aproximadamente 10,7% da variabilidade do letramento em saúde bucal foi atribuída ao nível contextual (centro). No modelo ajustado, indivíduos do sexo feminino apresentaram maiores escores de letramento (β=1,57; p=0,004). Indivíduos negros e pardos apresentaram menores escores quando comparados a brancos (p<0,01). Maior escolaridade e renda associaram-se a maiores níveis de letramento (p<0,001). A idade não apresentou associação com o letramento em saúde bucal (p=0,091).

Os achados mostram que o letramento em saúde bucal é influenciado por determinantes sociais e fatores contextuais, evidenciando desigualdades relevantes para o planejamento de políticas e intervenções em saúde bucal.

PN-R0201 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 9

Desgaste dentário e indicadores de qualidade de vida em pacientes obesos operados e não operados da cirurgia bariátrica: estudo preliminar
Tainah Aiko Hayashi Vitório, Rharessa Gabrielly Ferreira Mendes, Brian Otávio de Melo Rodrigues, Bruna Carraro, Carlos Eduarde Bezerra Pascoal, Maria Julia Pereira Euzebio, Gabriela de Figueiredo Meira, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres
Ortodontia e Saúde Coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A cirurgia bariátrica provoca alterações significativas no corpo e na rotina do paciente, podendo repercutir também na saúde bucal. Embora a literatura descreva amplamente os efeitos sistêmicos do procedimento, ainda são escassos os estudos que investigam especificamente o seu impacto no desgaste dentário. Assim, este estudo preliminar teve como objetivo avaliar a prevalência e a severidade do desgaste dentário em indivíduos obesos e comparar aos submetidos à cirurgia bariátrica. A amostra foi composta por dois grupos: indivíduos candidatos à cirurgia bariátrica (G1 = 9) e indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica (G2 = 13), avaliados no Centro Avançado Translacional do Obeso (CATO/FOB-USP). O Índice de Desgaste Dentário (IDD) foi adotado para avaliação clínica do desgaste dentário realizada por examinadores previamente treinados. Foram coletadas também medidas antropométricas para cálculo de IMC e RCQ, além da aplicação do questionário OHIP-14 (qualidade de vida em relação à saúde bucal-QVRSB). Os resultados obtidos mostraram que G2 apresentou maior prevalência (≈63,01%) e severidade (≈0,54) de desgaste dentário. A face mais acometida foi a palatina, relacionada ao refluxo gastroesofágico, e maior pontuação no OHIP-14 (≈15,38), em G2.

Conclui-se que indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica apresentam maior prevalência e severidade de desgaste dentário, além de maior impacto na qualidade de vida. Fato este, que ressalta a importância do cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar de acompanhamento desses pacientes, desde o planejamento até a implementação de estratégias preventivas em saúde.

(Apoio: CAPES  N° 88887.217381/2025-00)
PN-R0202 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 9

Senso de coerência têm alguma relação com o desgaste dentário, em adolescentes?
Carlos Eduarde Bezerra Pascoal, Rharessa Gabrielly Ferreira Mendes, Bruna Carraro, Tainah Aiko Hayashi Vitório, Brian Otávio de Melo Rodrigues, Maria Julia Pereira Euzebio, Gabriela de Figueiredo Meira, Silvia Helena de Carvalho Sales Peres
Ortodontia e Saúde Coletiva UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O senso de coerência tem sido investigado com um dos fatores determinantes do processo saúde doença. Esta pesquisa objetivou analisar o senso de coerência na prevalência de desgaste dentário (DD), em adolescentes. A amostra foi constituída por 250 adolescentes, matriculados em escolas estaduais das zonas norte e oeste de um município de grande porte. O desgaste dentário foi mensurado pelo Índice de Desgaste dentário (IDD), para prevalência e severidade. A avaliação antropométrica foi realizada por meio do peso e estatura (índice de massa corporal-IMC). Os adolescentes responderam os questionários Soc 13, Child Perception Questionnaire 11-14 (CPQ 11-14), uso de serviços odontológicos, condições demográficas e econômicas. A análise estatística foi conduzida por meio de Modelos de Regressão de Poisson com Variância Robusta Multivariada entre desgaste dentário e as demais variáveis analisadas (p≤ 0,05). Entre os participantes 112 (44,8%) eram meninos e 138 (55,2%) meninas. A condição socioeconômica foi mensurada pela escolaridade da mãe e a maioria apresentou até 8 anos de estudos 139 (55,6%). Em relação ao acesso ao serviço odontológico, 159 (63,6%) respondeu que tinha ido ao dentista há mais de um ano. A prevalência de DD foi 87,6%, sendo que 56% apresentaram DD em esmalte, em dentina 16% e nas duas superfícies 30% deles. As faces afetadas pelo DD foram: vestibular (3,31%), oclusal/incisal (29,04%) e lingual (0,51%). A média de faces dentais com algum tipo de desgaste foi de 9,20 (DP 8,55). O senso de coerência teve um efeito protetor para o desgaste dental (RP 0,98; IC95% 0,97 - 0,99; p≤ 0,05).

Dessa forma, adolescentes que apresentaram melhor senso de coerência, para gerenciamento de situações adversas, mostraram menor número de faces com DD.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2022/05123-2  |  CNPq  N° 302002/2022-7)
PN-R0203 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h30 - 12h30 - Zoom Sala: 9

Necessidade de reabilitação protética em trabalhadores rurais da citricultura: um estudo epidemiológico
Laila Eduarda de Jesus Góis, José Lucas Sani de Alcântara Rodrigues, Adriana Oliveira, Jose Eduardo Chorres Rodríguez, Daniel Maranha da Rocha
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta pesquisa avaliou a prevalência do uso e a necessidade de reabilitação protética em trabalhadores rurais vinculados à citricultura no estado de Sergipe.Trata-se de um estudo transversal com 237 trabalhadores rurais da região citrícola. A coleta de dados foi feita por examinadores calibrados, utilizando os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) para levantamentos epidemiológicos. Foram avaliados o uso de dispositivos protéticos e a necessidade de reabilitação (códigos 0 a 4) nos arcos superior (AS) e inferior (AI). Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. Quanto ao perfil de uso de próteses, a maioria da amostra não utilizava nenhum dispositivo (AS: 64,5%; AI: 89,9%). Entre os usuários, a prótese total (PT) superior foi a mais frequente (16,4%). No que tange à necessidade de reabilitação, apenas 26,2% no AS e 13,1% no AI não demandavam intervenções. A necessidade de prótese fixa ou prótese parcial removível (PPR) para substituir mais de um elemento (Código 2) foi identificada em 30,8% no AS e em expressivos 50,6% no AI. Além disso, a necessidade de combinações de próteses (Código 3) foi verificada em 10,9% (AS) e 14,3% (AI). A demanda por PT (Código 4) teve prevalência de 16% no AS e 5,5% no AI. Os resultados revelam uma elevada prevalência de edentulismo não reabilitado e consequentemente, comprometimento funcional. A necessidade de PF ou PPR inferior em metade da amostra evidencia a severidade da perda dentária e a precariedade do acesso a serviços de reabilitação oral para essa população rural.

Conclui-se que há uma urgente demanda por políticas públicas de saúde bucal direcionadas a essa classe trabalhadora, com foco na expansão da oferta de reabilitação protética.




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