9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 1281 a 1290


PNe0907 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito do dimetilsulfoxido nas propriedades adesivas em dentina cariada: um estudo in vitro
Camila Farias Monteles, Diego Melendez, Pedro Henrique de Aguiar Moreira, Gabriel David Cochinski, Michel Wendlinger, Cesar Solar Loayza, Evelyn do Rocio Tozetto, Alessandro D. Loguercio
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito da aplicação de dimetilsulfóxido (DMSO) nas propriedades adesivas à dentina hígida e afetada por cárie. Cento e sessenta molares humanos foram distribuídos em 16 grupos (n=10), de acordo com quatro fatores: substrato dentinário (hígido ou cariado), sistema adesivo (ZipBond ou Tetric N-Bond Universal), estratégia adesiva (condicionamento ácido ou autocondicionante) e tratamento (controle ou aplicação de DMSO 50%). O DMSO foi aplicado previamente ao protocolo adesivo. Foram avaliadas resistência de união à microtração (μTBS), nanoinfiltração (%) por microscopia eletrônica de varredura e grau de conversão (%) por espectroscopia micro-Raman. Os dados foram analisados por ANOVA de quatro fatores e teste de Tukey (α=0,05). A dentina afetada por cárie apresentou menores valores de μTBS e maiores níveis de nanoinfiltração em comparação à dentina hígida (p<0,05). A aplicação de DMSO promoveu aumento significativo da resistência de união e do grau de conversão, além de redução da nanoinfiltração em ambos os substratos (p<0,05), com efeito mais pronunciado na dentina cariada. O tratamento apresentou o maior tamanho de efeito entre os fatores analisados, independentemente do sistema adesivo ou estratégia adesiva.

Conclui-se que o DMSO melhora o desempenho adesivo imediato, aumentando a resistência de união e o grau de conversão, além de reduzir a nanoinfiltração, especialmente em dentina afetada por cárie, demonstrando potencial como estratégia biomodificadora para otimização da interface resina-dentina.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 304444/2025-1   |  CNPq  N° 304817/2021-0 )
PNe0908 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Sistemas adesivos incorporados com flavonoides: propriedades físico-químicas, mecânicas e antibacteriana
Juliana Rios de Oliveira, Maria Luiza Barucci Araujo Pires, Victória Peruchi, Lídia de Oliveira Fernandes, Igor Paulino Mendes Soares, Handially Dos Santos Vilela, Carlos Alberto de Souza Costa, Josimeri Hebling
Clínica Infantil UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o efeito da incorporação de quercetina (QU) ou extrato de semente de uva rico em proantocianidinas (GSE) em sistemas adesivos (autocondicionante e universal) sobre propriedades físico-químicas, mecânicas e antibacteriana. QU (0,025 - 0,5%) e GSE (0,25 - 5%) (m/v) foram incorporados ao Clearfil SE Bond (CSE) (componentes: Primer-P, Bond-B ou ambos-P/B) e ao Single Bond Universal (SBU), comparados com adesivos não modificados (controles). O grau de conversão (GC) (FTIR/ATR; n=3) norteou a seleção das melhores concentrações para avaliação da sorção de água (n=6), solubilidade (n=6), resistência máxima à tração (RMT) (n=10), liberação de flavonoides (LF) (n=6), resistência de união imediata à dentina hígida (RU) (n=8), e atividade antibacteriana sobre S. mutans após 24h (UFC, n=10; metabolismo celular, n=10; live/dead, n=6). Os dados foram analisados por ANOVA e testes post-hoc (α=5%). Considerando o GC das diferentes formulações, QU (0,1% e 0,5%) e GSE (1% e 5%) foram as concentrações selecionadas. GSE 5% aumentou a solubilidade de ambos os adesivos e sorção de água para CSE-B. A RMT foi semelhante ao controle para QU no CSE-B, enquanto houve redução para a adição de GSE no CSE-B e de ambos os flavonoides no SBU. A LF ocorreu apenas para SBU + GSE 5%. Na RU, a adição de QU em ambos os adesivos não diferiu do controle, enquanto GSE 1% promoveu um aumento para CSE-P/B e uma diminuição no SBU. Embora a incorporação dos flavonoides não tenha reduzido o número de UFC, houve redução da atividade metabólica.

QU preservou as propriedades dos adesivos, enquanto o GSE promoveu alterações dependentes da concentração; além disso, a maior concentração de cada flavonoide (GSE 5% e QU 0,5%) reduziu o metabolismo bacteriano.

(Apoio: FAPESP  N° 2023/12052-7  |  FAPESP  N° 2025/02243-5  |  FAPESP  N° 2026/00325-7)
PNe0911 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Propriedades físico-mecânicas e estabilidade de cor de resina 3D para provisórios modificada com dióxido de zircônio e óxido de estrôncio
Caique Gosser Nascimento, Natalia Kaori Aida, Leticia Vasconcelos Silva de Souza, Guilherme Silva Dos Santos, Vanessa Cavalli Gobbo
Dentística Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar uma resina provisória comercial (Prizma Bio Prov, Makertech) impressa em 3D (3D-RC) incorporada com partículas de dióxido de zircônio (ZrO₂) e óxido de estrôncio (SrO), investigando sua resistência flexural, módulo de elasticidade e alteração de cor induzida pela incorporação das partículas. As nanopartículas de ZrO₂ foram silanizadas e ambas caracterizadas por MEV, sendo incorporadas à resina 3D-RC de forma isolada e associada (0-2% em peso). O grupo controle foi a resina sem partículas. Corpos de prova (2 × 2 × 25 mm) foram impressos por SLA, pós-processados e fotopolimerizados. A resistência à flexão e o módulo de elasticidade foram avaliados por ensaio de três pontos. Amostras em disco (10 × 2 mm) foram produzidas para análise de cor (ΔE00). Os dados foram analisados com 5% de significância. As partículas de ZrO₂ e SrO, avaliadas por MEV, exibiram aglomeração; no entanto, a ZrO₂ apresentou maior dispersão, possivelmente devido à silanização. A adição de ZrO₂ e/ou SrO melhorou as propriedades mecânicas em relação ao controle (p < 0,05). Os grupos com SrO isolado (1% e 1,5%) apresentaram maior resistência à flexão, sendo o grupo com ambas as partículas a 1% estatisticamente equivalente. O módulo de elasticidade aumentou para a maioria dos grupos (p < 0,05), exceto ZrO₂ a 1 e 1,5%, que não diferiram do controle (p > 0,05). Quanto à cor, os grupos com SrO foram estáveis, enquanto a ZrO₂ aumentou a alteração de cor (p < 0,05).

A incorporação de ZrO₂ e SrO à resina 3D-RC melhorou as propriedades mecânicas em relação ao controle em todas as concentrações avaliadas. Em relação à estabilidade de cor, grupos com SrO apresentaram maior estabilidade, enquanto a presença de ZrO₂ esteve associada ao aumento da alteração de cor.

(Apoio: FAPESP   N° (#2025/14442-2)
PNe0912 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da rigidez da contenção dentária nas tensões e no deslocamento dentário em diferentes fraturas radiculares
Boris Alvaro Monzon Chumacero, Paulo César Bandeira Junqueira, Caroline Garcia Orsi, Airin Avendano Rondon, Maribí Isomar Terán Lozada, Guilherme Mendonça Benoni, Priscilla Barbosa Ferreira Soares, Carlos José Soares
Facultade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O tipo de contenção pode influenciar a estabilização de fraturas radiculares, condição relevante no manejo do trauma dental e no prognóstico de dentes traumatizados. Este estudo in vitro teve como objetivo avaliar o efeito da rigidez da contenção nas tensões e no deslocamento dentário em diferentes fraturas radiculares. Um modelo 3D da maxila foi obtido por tomografia computadorizada de feixe cônico e impresso com filamento de poliuretano (Simulbone®, Sawbones) com propriedade similar ao osso humano. Fraturas radiculares foram simuladas nos terços cervical, médio e apical de incisivos centrais superiores. As contenções foram semirrígidas (nylon 1,0 mm e aço 0,6 mm) e rígida (aço 0,9 mm), e um grupo sem contenção (controle) (n = 12 por grupo). O deslocamento dentário foi medido por deflectômetro (Instron) antes e após carregamento cíclico (1 Hz, 25-50 N). Modelos de elementos finitos foram gerados com análise não linear após convergência de malha, tendo como parâmetro de avaliação as tensões de von Mises (MPa) e deslocamento (m). Os dados foram analisados por ANOVA em dois fatores e teste de Tukey (α = 0,05). Dentes sem contenção apresentaram significativamente maior deslocamento, especialmente em fraturas cervicais (p < 0,01). Todas as contenções reduziram significativamente o deslocamento (p < 0,01).

Conclui-se que a rigidez da contenção influencia o deslocamento dentário e a distribuição de tensões, sendo as contenções semirrígidas mais eficazes na estabilização de fraturas radiculares sem aumentar o potencial de geração de anquilose.

(Apoio: CAPES/OEA  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG  N° APQ-03238-24/RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9  |  CAPES/OEA  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG  N° APQ-03238-24/RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNe0914 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Biomodificação da dentina intrarradicular tratada com NaOCl: Influência de géis de polifenóis na resistência de união de pinos de fibra
Luan Júlio Ruiz da Silva, Vitória Lacerda Santos, Mileide da Paz Brito, Rafael Rodrigues Lima, Milton Carlos Kuga, Cristiane de Melo Alencar
Programa de Pós-graduação em Ciências Od UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in vitro teve como objetivo desenvolver e avaliar o efeito de géis antioxidantes experimentais contendo tanino e piceatannol na resistência de união adesiva entre o sistema de cimentação e o substrato dentinário intrarradicular de dentes tratados endodonticamente, após a cimentação de pinos de fibra de vidro. Quarenta raízes bovinas foram randomizadas em quatro grupos (n=10): NE-CO (controle), Tanino a 10% (10-TA), Piceatanol a 10% (10-PI) e Ácido Ascórbico a 10% (10-AA). Após o condicionamento ácido, a dentina foi tratada com os respectivos géis por 3 minutos. Os espécimes foram submetidos ao teste de resistência de união por push-out, avaliação do padrão de falha e análise por microscopia confocal após 14 dias. Os dados foram submetidos a testes de normalidade, ANOVA a um critério e teste post-hoc de Tukey (α = 0.05). O grupo 10-PI exibiu a maior resistência de união em todos os terços radiculares (p < 0.05), superando os grupos 10-TA e 10-AA, que não diferiram significativamente entre si e foram superiores ao NE-CO (controle). O uso de géis antioxidantes (10-TA, 10-PI e 10-AA) resultou em uma predominância de falhas coesivas, em contraste com o padrão de falha adesiva observado no NE-CO. A análise confocal revelou que a formação de tags resinosos foi significativamente maior em todos os grupos experimentais em comparação ao controle, com o grupo 10-AA demonstrando desempenho superior no terço cervical.

Concluiu-se que o tratamento da dentina intrarradicular com gel antioxidante à base de piceatannol a 10% promoveu a maior adesão em todos os terços radiculares, superando os ácidos tânico e ascórbico, embora este último tenha induzido maior penetração resinosa na região cervical.

(Apoio: CNPq  N° 130493/2024-4  |  CNPq  N° 130493/2024-4  |  CNPq  N° 130493/2024-4  |  CNPq  N° 130493/2024-4)
PNe0915 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Influência do EDTA, HEDP e acetato de isoamila na limpeza do espaço do pino e sua relação com a adesão intrarradicular
Mateus de Paulo Nunes, Alexandra Amorim Helfenstein, Sabrina Cândido da Costa, Flávio Henrique Baggio Aguiar, Talita Tartari, Giselle Maria Marchi
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar in vitro protocolos de remoção de resíduos de cimento endodôntico à base de resina epóxi-amina, por meio de esfregaço com solução fisiológica a 0,9% (SF) ou acetato de isoamila (AI), seguido de irrigação ultrassônica com SF, ácido etidrônico a 9% (HEDP) ou ácido etilenodiaminotetracético a 17% (EDTA). Cento e vinte e seis raízes bovinas (15 mm) foram tratadas endodonticamente, desobturadas (9 mm) e distribuídas em sete grupos (n=18): G1- controle (instrumentado e não obturado); G2- SF+SF; G3- SF+HEDP; G4- SF+EDTA; G5- AI+SF; G6- AI+HEDP; G7- AI+EDTA. Avaliou-se a qualidade de limpeza por microscopia eletrônica de varredura com quantificação tubular (ImageJ) (n=3) e a composição química superficial por espectroscopia por dispersão de energia - EDS (n=3). Pinos de fibra de vidro foram anatomizados com resina composta, cimentados e submetidos ao teste push-out (n=12) e à análise do padrão de fratura. Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores com medidas repetidas, seguida de teste de Tukey (α<0,05). EDTA e HEDP aumentaram a abertura tubular (p<0,05), com maior eficácia quando associados ao AI, evidenciada pela redução dos teores de Ca e P (EDS). Não houve diferença entre os terços para a maioria dos protocolos (p>0,05); porém, nos grupos sem quelante (SF+SF e AI+SF), o terço médio apresentou menor abertura tubular (p<0,05). Não houve diferença na resistência adesiva entre os protocolos, inclusive em relação ao grupo controle (p=0,782).

O uso de AI promoveu maior frequência de falhas mistas e fraturas, enquanto SF apresentou predominância de falhas adesivas dentina-cimento. A exposição tubular no espaço do pino não foi determinante para a adesão intrarradicular.

PNe0916 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Protocolos de tratamento de superfície para reparo com resina composta em restaurações impressas em 3D: avaliação da resistência de união
Giovanna Caroline Sant'Anna, Luciana Tocchetto Lemes Mottola, Roberta Caroline Bruschi Alonso, Luciana Fávaro Francisconi-dos-Rios, Maria Angela Pita Sobral
Dentistica UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi definir protocolos de tratamento de superfície para o reparo de restaurações impressas em 3D. Foi avaliada a resistência de união (RU) entre a resina de impressão 3D P Pro Crown & Bridge/Straumann, indicada para provisórios de longa duração, e resina composta. Blocos impressos (8 x 8 x 6mm) foram submetidos a diferentes protocolos de tratamento de superfície para reparo (n=6): 1. Asperização com ponta diamantada F (ASP) - controle negativo; 2. ASP + adesivo convencional Ambar APS (ADC); 3. ASP + silano Prosil/FGM + adesivo convencional Ambar APS (SAC); 4. ASP + adesivo universal com silano Ambar Universal (ADU). O reparo foi realizado com resina composta Opallis/FGM, em 3 incrementos de 2 mm, resultando em bloco de 8 x 8 x 12mm. Um grupo controle positivo foi incluído para a determinação da resistência coesiva intrínseca da resina impressa (bloco 8 x 8 x12mm). Após 24 h de armazenamento em água, os blocos foram seccionados em palitos (1 x 1mm de secção transversal) e submetidos ao ensaio de microtração em máquina de ensaio universal Instron. Os dados foram submetidos a ANOVA (Welch) e Teste de Games-Howell (α=0,05).

Observou-se que o grupo ASP apresentou RU significativamente inferior aos demais grupos (p<0,05). Não houve diferença significativa entre os tratamentos ADC, SAC e ADU, que apresentaram valores de RU similares entre si e ao controle positivo (p>0,05). Conclui-se que os protocolos que combinam ASP com adesivo (ADC, SAC, ADU) são capazes de restabelecer a resistência coesiva da resina impressa, sendo alternativas viáveis para o reparo. O silano, aplicado antes do adesivo convencional ou incorporado ao sistema adesivo universal, não proporcionou ganho adicional de desempenho adesivo no reparo de resina impressa.

PNe0917 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Comportamento físico-mecânico de compósitos impressos em 3D com nióbio comparados ao compósito fresado
Natalia Kaori Aida, Letícia Santos da Silva, Leticia Vasconcelos Silva de Souza, Guilherme Silva Dos Santos, Caique Gosser Nascimento, Vanessa Cavalli Gobbo
Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A tecnologia CAD/CAM tem aprimorado a odontologia restauradora; contudo, compósitos fresados apresentam limitações como alto custo e desperdício. A impressão 3D surge como alternativa, embora apresente propriedades físico-mecânicas inferiores devido ao menor conteúdo de carga inorgânica. Este estudo comparou um compósito fresado (Brava Block, FGM) e um compósito comercial impresso em 3D (PriZma 3D Bio Crown, Marketech Labs) modificado com micropartículas de pentóxido de nióbio (Nb-µPs) em 0, 0,5, 1 e 1,5% (p/p). Foram avaliados resistência à flexão (RF), módulo de elasticidade (ME), rugosidade de superfície (Ra) e microestrutura por MEV. Os dados foram analisados por ANOVA e teste de Tukey (α=0,05). O compósito fresado apresentou maiores valores de RF (176,6±19,38 MPa) e ME (13,5±2,82 GPa) em relação aos grupos 3D (p<0,05). Entre os materiais impressos, o grupo com 1% Nb-µPs apresentou maior RF (116,3±6,19 MPa), enquanto não houve diferença significativa no ME entre os grupos 3D (p>0,05). As Nb-µPs apresentaram morfologia esférica, tendência à aglomeração e tamanho médio de ~1,92 µm. A resina com 1% Nb-µPs apresentou menor Ra (0,08 µm). Em MEV, os compósitos 3D exibiram fraturas mais irregulares, enquanto o compósito fresado apresentou estrutura mais densa.

Apesar do melhor desempenho do compósito fresado, a adição de nióbio, especialmente a 1%, melhorou significativamente as propriedades dos materiais impressos em 3D.

(Apoio: CNPq - Fapesp  N° 196652/2025-1  |  CNPq  N° 131974/2026-2  |  FAPs - Fapesp  N° 2024/07654-0)
PNe0918 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Alterações superficiais nos tecidos dentais induzidas por polímero formador de filme com potencial antierosivo
Taiana Paola Prado Wrzesinski, Julia de Paula Azevedo, Isabela Machado Horta, Rodrigo Sávio Pessoa, Daniele Mara da Silva Ávila, Taís Scaramucci, Carlos Rocha Gomes Torres, Alessandra Bühler Borges
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo investigou se soluções experimentais contendo o biopolímero Aminometacrilato poderiam modificar as propriedades superficiais do esmalte e da dentina, com potencial para proteção contra erosão. Espécimes polidos foram distribuídos em seis grupos: controle hígido (C) e cinco grupos desmineralizados: controle desmineralizado (D), enxaguante bucal comercial Elmex Erosion Protection (E; 500 ppm F + 800 ppm Sn⁺2), fluoreto de sódio (F; 225 ppm F), aminometacrilato (AMC; 2%) e F+AMC. Após desmineralização com ácido cítrico (0,3%, pH 2,6), as amostras foram expostas à saliva humana para formação da película adquirida, tratadas com as soluções e reexpostas à saliva. A molhabilidade foi avaliada por ângulo de contato, e topografia, morfologia e composição elementar por AFM, MEV e EDS. Os dados foram analisados por ANOVA 2-fatores, com testes de Tukey e Dunnett (α=5%). O ângulo de contato foi influenciado por substrato, tratamento e interação (p<0,001). A desmineralização reduziu os valores em relação ao controle, indicando alterações superficiais iniciais. E e F não alteraram significativamente a molhabilidade, enquanto AMC e F+AMC aumentaram o ângulo de contato, sugerindo maior hidrofobicidade. O EDS mostrou redução de Ca e P nos grupos desmineralizados e aumento de N e C nos grupos com AMC. AFM e MEV evidenciaram maior rugosidade em D e formação de depósitos mais homogêneos nos grupos com AMC.

Conclui-se que soluções contendo aminometacrilato promovem modificações fisicoquímicas compatíveis com potencial antierosivo.

(Apoio: CAPES  |  FAPs - Fapesp  N° 2024/17754-2)
PNe0920 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 12/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da funcionalização com óxido de magnésio por deposição de camada atômica na osteocondução de substitutos ósseos xenógenos
Harysson Costa Melo, Matheus Henrique Faccioli Ragghianti, Juliana Mazzini Silva Falcão Simalha, Francieli da Silva Flores, Mileni Buzo-souza, Cortino Sukotjo, Leonardo Perez Faverani
Diagnóstico Oral FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de substitutos ósseos xenógenos à base de hidroxiapatita, funcionalizados com diferentes concentrações de óxido de magnésio por deposição de camada atômica (ALD), no reparo ósseo de defeitos críticos em calota craniana de ratos Wistar. Para isso, 48 animais foram submetidos à confecção de defeito ósseo crítico e distribuídos em quatro grupos: BC, sem preenchimento; Bio-Oss, preenchido com substituto ósseo xenógeno não funcionalizado; Mg200, preenchido com biomaterial funcionalizado com 200 ciclos de ALD; e Mg500, preenchido com biomaterial funcionalizado com 500 ciclos de ALD. Aos 7 e 28 dias pós-operatórios, os animais foram eutanasiados para coleta das amostras e análises histométricas de contagem de células inflamatórias, área de osso neoformado e defeito linear residual. Aos 28 dias, realizou-se também análise microtomográfica. Os dados quantitativos foram submetidos à ANOVA de um ou dois fatores e pós-teste de Tukey, considerando p<0,05. Aos 7 dias, a área de osso neoformado foi maior nos grupos Mg200 e Mg500 em comparação ao Bio-Oss, sendo todos superiores ao BC (p<0,05). Aos 28 dias, houve aumento significativo da neoformação óssea em todos os grupos, com melhor desempenho do Mg500, seguido por Mg200, Bio-Oss e BC (p<0,05). O defeito linear residual foi menor nos grupos tratados em comparação ao BC aos 7 e 28 dias, com redução progressiva ao longo do tempo (p<0,05). A micro-CT evidenciou maior volume de estruturas hiperatenuantes no Mg500.

Conclui-se que a funcionalização de substitutos ósseos xenógenos com óxido de magnésio por ALD favoreceu a neoformação óssea, especialmente com maior número de ciclos de deposição, sugerindo potencial modulador da osteocondução em defeitos críticos.

(Apoio: FAPESP  N° 2025/04307)



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