9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2026

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 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 1031 a 1040


PNd0628 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Dor pós-operatória após ativação ultrassônica do hidróxido de cálcio intracanal: estudo piloto randomizado
Nathalya Luana Van Kan Costa, Ana Carolina de Brito Pereira, Roberto Xavier Romero Cazares, Larissa Oliveira Dantas, Celso Luiz Caldeira, Ericka Tavares Pinheiro
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A ativação ultrassônica da pasta de hidróxido de cálcio pode aumentar sua penetração nos túbulos dentinários e em áreas complexas do sistema de canais radiculares. O objetivo deste estudo piloto foi avaliar a dor pós-operatória após o uso da medicação intracanal à base de hidróxido de cálcio (CaOH2) associada ou não à ativação ultrassônica. Vinte e quatro pacientes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos (n=12): CaOH2 e CaOH2 + ativação ultrassônica. Todos os canais radiculares foram preparados com o sistema Reciproc e irrigados com hipoclorito de sódio (NaOCl) 2,5%. Após irrigação final com NaOCl 2,5% e EDTA 17%, os pacientes receberam a medicação intracanal UltraCal XS. No grupo de ativação ultrassônica, a pasta de CaOH2 foi ativada com inserto Irrisonic acoplado ao ultrassom, realizando-se três ciclos de 20 segundos, seguidos de novo preenchimento do canal radicular. A dor pós-operatória foi avaliada em 24h, 48h e 72h por meio da Escala Visual Analógica (EVA) de 0 a 10, sendo registrado também o consumo de analgésicos. O teste de Mann-Whitney U foi utilizado para comparação entre os grupos (p<0,05). Em 8h, as médias de dor foram 0,33±0,78 para CaOH2 e 0,75±2,1 para CaOH2 + ativação ultrassônica. Em 24h, os valores foram 0,0±0,0 e 0,83±2,3, respectivamente, e em 48h, 0,0±0,0 e 0,25±0,87. Apenas um paciente do grupo de ativação ultrassônica do CaOH2 necessitou de analgésico. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos nos diferentes períodos avaliados (p>0,05).

Conclui-se que o protocolo de tratamento com uso da medicação intracanal à base de CaOH2 apresentou baixos níveis de dor pós-operatória independentemente da ativação ultrassônica.

(Apoio: CAPES)
PNd0630 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Efeito da terapia fotodinâmica e Ca(OH)2 na adesão e grau de conversão de pinos de fibra de vidro na dentina radicular
Mariana Souza d'Afonseca, Beatriz Melare de Oliveira, Thalya Fernanda Horsth Maltarollo, Larissa Dos Santos de Moraes, Mariana de Oliveira Bachega, Henrico Badaoui Strazzi Sahyon, Gustavo Sivieri-araújo
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a influência da terapia fotodinâmica (TFD), com fotossensibilizadores: indocianina verde (ICV), curcumina (CUR) e azul de metileno (AM), associada ou não à medicação de hidróxido de cálcio [Ca(OH)2], sobre a integridade da interface adesiva e o grau de conversão (DC) do cimento resinoso após cimentação de pinos de fibra de vidro (PFV), nos diferentes terços da dentina radicular. Cento e doze incisivos bovinos foram distribuídos em 8 grupos (n=14), conforme aplicação de TFD, fotossensibilizadores e Ca(OH)2, incluindo controle negativo (sem TFD/sem Ca(OH)2) e controle positivo (sem TFD/com Ca(OH)2). Após 14 dias, o Ca(OH)2 foi removido, os canais radiculares obturados e PFVs foram cimentados. A integridade da interface adesiva foi avaliada por Microtomografia Computadorizada, com reconstrução tridimensional das amostras e quantificação do volume de vazios e bolhas na camada de cimento resinoso. O DC foi determinado por Espectroscopia Raman. Os dados foram submetidos aos Testes de Shapiro-Wilk e Levene, seguidos por ANOVA de três fatores com medidas repetidas e pós-teste de Tukey (α=0,05). Observou-se maior incidência de vazios nos grupos submetidos apenas à TFD, enquanto a associação com Ca(OH)2 reduziu as descontinuidades, especialmente nos grupos ICV e AM. Houve comportamento dependente do terço radicular, com maior ocorrência de falhas no terço apical e melhor integridade no cervical. O DC manteve-se estável entre os grupos, com valores mais consistentes no terço cervical.

Conclui-se que a associação entre TFD e Ca(OH)2 melhorou a integridade da interface adesiva sem comprometer a polimerização do cimento resinoso.

(Apoio: CNPq  N° 408327/2021-9  |  FAPs - Fapesp  N° 2022/15158-8)
PNd0631 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Reparo alveolar após exodontia em dentes com periodontite apical: efeito tardio do consumo de vinho tinto desalcoolizado
Vitória Valeska Silva Nascimento, Maria Antonia Leonardo Pereira Neta, Bharbara de Moura Pereira, Romulo de Oliveira Sales Junior, Nathália Evelyn da Silva Machado, Murilo Catelani Ferraz, Antonio Hernandes Chaves Neto, João Eduardo Gomes Filho
Departamento de Dentistica e Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo analisar o efeito tardio do vinho tinto desalcoolizado no reparo de lesões periapicais em ratos Wistar após exodontia. Foram utilizados 32 ratos machos Wistar albinos, distribuídos em quatro grupos (n=8): Controle (C), Vinho Tinto (VT), Vinho Tinto Desalcoolizado (VTD) e Álcool (AL). Os animais foram submetidos à indução da periodontite apical (PA) nos primeiros molares superiores no primeiro dia de experimento. Após 30 dias, os dentes foram extraídos e iniciou-se terapeuticamente a administração diária de 4,28 mL/kg das bebidas via gavagem por mais 30 dias. Ao final dos 60 dias experimentais, os animais foram anestesiados para coleta de sangue para análise de hemograma completo e perfil oxidativo (FRAP, TBARS e proteína carbonilada) e, por fim, eutanasiados para coleta das maxilas e análise microtomográfica da microarquitetura óssea. A análise estatística foi realizada com significância de 5%. No hemograma, VTD manteve neutrófilos e linfócitos na faixa fisiológica, enquanto AL apresentou menor contagem dessas células (p<0,05). O padrão hematológico se alinhou ao perfil oxidativo, no qual VTD exibiu menores níveis de TBARS e proteína carbonilada, revelando menor dano oxidativo; AL apresentou os maiores valores entre os grupos (p<0,05). VTD demonstrou a microarquitetura mais favorável, com maior espessura e número trabecular, menor separação trabecular e fração de volume ósseo superior aos demais grupos (p<0,05).

Conclui-se que o vinho tinto desalcoolizado exerceu efeito modulador no processo inflamatório e no reparo do tecido ósseo alveolar, promovendo melhor organização da microarquitetura óssea e redução significativa do dano oxidativo quando administrado durante o processo de reparo.

(Apoio: FAPESP  N° 2022/05023-8  |  CNPq  N° 302124/2022-5.BB  |  CAPES  N° 88887.960615/2024-00)
PNd0632 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Influência de protocolos de quelação contínua em propriedades da dentina e da irrigação final com clorexidina na sobrevivência bacteriana
Rafaela Caires Santos, Jaqueline Nunes Martins, Jennifer Santos Pereira, Hellen Carolliny de Souza Nicolau, Bianca Cardozo, Marina Angélica Marciano, Brenda Paula Figueiredo de Almeida Gomes, Talita Tartari
Departamento de Odontologia Restauradora FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o impacto de protocolos de quelação contínua, com ou sem agitação ultrassônica (AU), em propriedades físico-químicas da dentina e, com e sem clorexidina (CLX) como irrigante final, na sobrevivência microbiana. Discos de dentina humana foram acoplados à raiz de um canino prototipado e distribuídos conforme o protocolo (n=12): G1a - hipoclorito de sódio (NaOCl) + EDTA; G1b - NaOCl + EDTA + AU; G2a - mistura de ácido etidrônico (HEDP) com NaOCl; G2b - mistura de HEDP com NaOCl + AU; G3a - Triton; G3b - Triton + AU. Antes e após os tratamentos, avaliaram-se a microdureza pelo método de Knoop e a razão amida III/fosfato foram obtidos por Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier por Reflectância Total Atenuada (ATR-FTIR). A remoção de cálcio foi quantificada por espectroscopia de absorção atômica. Discos de dentina bovina foram submetidos aos mesmos protocolos (n=3), seguidos ou não de irrigação final com CLX, e contaminados com Enterococcus faecalis por 14 dias, sendo a sobrevivência microbiana avaliada por contagem de unidades formadoras de colônias (UFC). Os dados foram analisados por ANOVA de dois fatores e Bonferroni, exceto EAA analisado por ANOVA uma via com Tukey (α<0,05). Todos os protocolos reduziram a microdureza, com maior efeito para NaOCl+EDTA+AU e menor para Triton. No ATR-FTIR, EDTA reduziu a razão amida III/fosfato, enquanto HEDP e Triton promoveram aumento. A remoção de cálcio foi maior nos grupos com EDTA, independente da AU. Houve redução bacteriana em todos os grupos, sem benefício consistente da CLX.

Conclui-se que os protocolos influenciam as propriedades da dentina, sobretudo aqueles com EDTA, e que a CLX como irrigante final apresenta efeito antimicrobiano limitado.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/05290-1)
PNd0633 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Exercício físico moderado em esteira atenua periodontite apical e modula inflamação sistêmica em camundongos
Rosmeli Coasaca Rivera, Andréia Bosco Boaventura, Bárbara Roma Mendes, Sandra Lia do Amaral , Adelino Sanchez Ramos da Silva, Paulo Sérgio Cerri, Gisele Faria
Odontologia restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar se o treinamento físico moderado de corrida em esteira influencia o desenvolvimento da PA e modula a inflamação sistêmica em camundongos. Foram utilizados 40 camundongos machos, C57BL/6, distribuídos em 4 grupos: sedentário (SED); treinado (TR); sedentário com PA (SED-PA); treinado com PA (TR-PA). Os animais treinaram a 60% da capacidade física máxima, 4 semanas antes de ser induzida a PA e por mais 4 semanas após esse procedimento. Foram coletados sangue, e mandíbula. A reabsorção óssea perirradicular foi avaliada por microtomografia. Foi realizada quantificação do infiltrado inflamatório, de osteoclastos e da imunomarcação de IL-6, TNF-α e IL-10. A expressão gênica de IL-1β, IL-6, TNF-α, RANKL, OPG e catepsina K foi analisada por RT-qPCR, e os níveis plasmáticos de IL-1β, IL-6, TNF-α e IL-10 por imunoensaio multiplex (α=0,05). O grupo TR-PA apresentou valores menores de reabsorção óssea, infiltrado inflamatório, número de osteoclastos e imunomarcação para IL-6 e TNF-α em comparação com o grupo SED-PA (p < 0,05). Immunomarcação para IL-10 foi maior no grupo TR-PA do que o SED PA (p < 0,05). Os grupos com PA apresentaram maior expressão gênica de IL-1β, IL-6, TNF-α, RANKL e catepsina K em comparação aos grupos sem PA (p < 0,05). Em todas as análises realizadas na região periapical, não houve diferença entre os grupos controle (SED e TR) (p > 0,05). Níveis plasmáticos de TNF-α foram maiores no SED-PA (p < 0,05), com tendência de aumento de IL-6 (p > 0,05), em comparação com TR-PA.

O treinamento físico moderado em esteira atenuou o desenvolvimento da PA e reduziu os níveis plasmáticos de mediadores pró-inflamatórios sistêmicos em comparação com animais sedentários.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/16085-0  |  FAPs - FAPESP  N° 2022/08004-4  |  FAPs - FAPESP  N° 2024/16074-8)
PNd0634 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Propriedades Biológicas da Fibrina Rica em Plaquetas Padrão versus Fibrina Rica em Plaquetas Progressiva para Endodontia Regenerativa
Jessica Monteiro Mendes, Anahi de Paula Melo, Camila Maura Morais Lima Dos Santos, Danilo Cassiano Ferraz, Rafael Obata Trevisan, juliana Reis Machado, Paula Dechichi, Camilla Christian Gomes Moura
Discente UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Compreender os diferentes comportamentos biológicos dos protocolos de plasma rico em fibrina (PRF) pode ajudar a otimizar a seleção do suporte na Terapia Endodôntica Regenerativa, melhorando potencialmente o manuseio, a resposta celular e os resultados do tratamento. Comparou-se as propriedades biológicas da fibrina rica em plaquetas padrão (S-PRF) e da fibrina rica em plaquetas progressiva (PRO-PRF). Membranas de PRF foram obtidas de doadoras saudáveis (n=6) por dois protocolos de centrifugação. A liberação de fatores de crescimento (TGF-β1, EGF, PDGF e VEGF) foi quantificada por ELISA após 6, 24, 48, 72 e 240 horas. Células da polpa dentária humana foram expostas aos meios condicionados de ambos os protocolos. A atividade metabólica celular foi avaliada pelo ensaio MTT e a migração celular pelo teste de wound healing, em 24 e 48 horas. Os dados foram analisados por ANOVA e teste t (α=5%). O S-PRF apresentou liberação inicial significativamente maior de TGF-β1, EGF e PDGF em comparação ao PRO-PRF (p<0,05), enquanto o VEGF não diferiu entre os grupos. Ambos os protocolos aumentaram a atividade metabólica celular em relação ao controle (p<0,0001), com maior viabilidade para o S-PRF (p<0,0001). No ensaio de wound healing, o PRO-PRF promoveu maior migração celular em 24 e 48 horas (p<0,05).

Ambos os protocolos apresentaram perfis biológicos distintos. O S-PRF favoreceu a liberação precoce de fatores de crescimento e maior atividade metabólica, enquanto o PRO-PRF estimulou a migração celular. Os achados sugerem que diferentes protocolos de PRF podem oferecer vantagens específicas conforme a demanda biológica da terapia endodôntica regenerativa.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG   N° RED-00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNd0635 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

PERFIL METABOLÔMICO DE INFECÇÕES ENDODÔNTICAS PRIMÁRIAS E SUA RELAÇÃO COM O TAMANHO DA LESÃO DE PERIODONTITE APICAL
Elidiane Elias Ribeiro, Barbara Soares Raposo Guedes, Ana Paula Valente, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo, Luciana Moura Sassone
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A patogênese da periodontite apical (PA) não depende apenas da composição microbiana. O metaboloma local desempenha papel relevante na modulação da resposta inflamatória periapical, sendo plausível a existência de diferenças no perfil metabolômico de canais radiculares (CR) com PA associada a lesões de diferentes tamanhos. Este estudo transversal tem o objetivo de analisar o perfil metabolômico de CR com infecção endodôntica primária e, investigar a correlação entre os metabólitos detectados e o volume das lesões periapicais em pacientes sistemicamente saudáveis com PA confirmada por radiografia periapical e tomografia computadorizada de feixe cônico. O volume das lesões foi quantificado por segmentação semiautomática no software ITK-SNAP e classificado em menor ou maior que 100 mm³. Amostras de 23 dentes elegíveis foram coletadas e armazenadas em 180 μL de solução salina a -80 °C. Após centrifugação, os sobrenadantes foram submetidos à análise por ¹H-RMN em espectrômetro de 500 MHz, com sequência CPMG e assinalamento pelo TOCSY e Human Metabolome Database. A análise estatística incluiu PLS-DA, S-PLS-DA e VIP Score no MetaboAnalyst 2.0, com significância de 5%. O volume das lesões variou entre 3,8 mm³ e 735,6 mm³. O modelo PLS-DA apresentou acurácia de 0,74, R² = 0,89 e Q² = 0,07, com clara separação entre os grupos, indicando perfis metabólicos distintos. Lesões maiores apresentaram mais propionato, adenosina difosfato e formato; lesões menores foram associadas a N-acetilglicosamina, glicina, histidina, ácido graxo e butirato.

O perfil metabolômico de CR com PA difere de acordo com o volume da lesão periapical, sugerindo que a intensidade da inflamação periapical pode estar associada a alterações específicas no metaboloma local.

(Apoio: CAPES  N° 88887.968854/2024-00)
PNd0636 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

As medidas indicadas por localizadores foraminais eletrônicos em diferentes segmentos radiculares são confiáveis em dentes decíduos?
Gabriel Eugênio Anoni Schubert, Lisa Yurie Oda, Renato de Souza, Clarissa Teles Rodrigues, Bruno Cavalini Cavenago
ODONTOLOGIA RESTAURADORA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A literatura é limitada em avaliar se as marcações numéricas dos localizadores foraminais eletrônicos (LFE) são precisas em dentes decíduos. Então foi proposto avaliar a confiabilidade, consistência e concordância de cinco LFE na determinação do comprimento de canais de molares inferiores decíduos, e se as marcações numéricas dos LFEs correspondem à distância real do forame apical. Para isto o comprimento de 40 canais de molares inferiores decíduos foram medidos com uma lima tipo K #10 sob um microscópio operatório para obtenção da medida real do dente. Sequencialmente as medidas dos LFEs, foram obtidas através da lima tipo K que melhor se ajustou ao canal radicular, estas foram usadas nas marcações "0", "1" e "2". A análise estatística considerou 5% de nível de significância. Em "0", todos os LFE mostraram excelente confiabilidade (ICC > 0,94). Os gráficos de Bland-Altman confirmaram forte concordância no "0", mas maior variabilidade em posições menos apicais, particularmente para Propex Pixi e iRoot Apex. Em "1", Root ZX, Root ZX mini e Ipex II corresponderam mais a "0" do que "1".

Os LFEs apresentaram alta confiabilidade e consistência quando comparados ao microscópio operatório odontológico, particularmente na marcação "0". As marcações "1" e "2" dos LFEs avaliados não corresponderam à medida real, em milímetro, do forame apical.

PNd0637 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

INFLUÊNCIA DA PERIODONTITE APICAL NOS MARCADORES SISTÊMICOS DE ESTRESSE OXIDATIVO
Maryane Pereira Rezende, Paula Cristina Marcelino Marinho, Julia Karoline Figueiredo, Ana Julia Souza Marsulo, Lorena Gomes Fazilari, Márcia Carneiro Valera, Rayana Duarte Khoury
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da periodontite apical sobre marcadores sistêmicos como a albumina, bilirrubina, ácido úrico, malondialdeído (MDA) e capacidade antioxidante total (CAT). Dezesseis ratos Wistar foram alocados em dois grupos (n=8): Controle (C) e Periodontite Apical (PA). A indução da periodontite apical ocorreu por meio da exposição pulpar por 21 dias. Ao final do experimento, foram realizadas análises bioquímicas dos antioxidantes endógenos (albumina, bilirrubina e ácido úrico), e a dosagem de MDA e da CAT. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA nº 12/2023) do ICT. Os níveis de albumina apresentaram diferença estatística no grupo PA comparado ao grupo C (p=0.0492). Os níveis de bilirrubina direta aumentaram significativamente no grupo com PA em comparação ao grupo C (p=0.0291). Já os níveis de bilirrubina indireta não apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p=0.8250).A bilirrubina total foi significativamente maior no grupo PA em relação ao grupo C (p=0.1184). Os níveis de ácido úrico foram significativamente reduzidos no grupo PA em relação ao grupo C (p=<0.001). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nos níveis de MDA entre os grupos (p=0.7316), e os níveis de CAT presentaram significantemente maiores no grupo C comparado ao grupo PA (p=0.0114).

Os dados indicam que a periodontite apical promove alterações sistêmicas em marcadores antioxidantes endógenos, evidenciadas pelo aumento da albumina, bilirrubina direta e total, bem como pela redução dos níveis de ácido úrico, além de alteração na CAT. Por outro lado, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nos níveis de bilirrubina indireta e MDA.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/16696-6  |  FAPs - FAPESP  N° 2024/185-4)
PNd0638 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Laser de diodo de alta potência e agente remineralizante: efeito na microdureza do esmalte desmineralizado
Letícia Delgado Ferreira, Gabriela Silva Gonçalves, Rodrigo Galo, Maria Cristina Borsatto
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A doença cárie, caracterizada inicialmente por lesões de mancha branca decorrentes da desmineralização do esmalte, está associada a microrganismos do grupo mutans. Atualmente, a Odontologia minimamente invasiva tem se destacado, com ênfase no uso de fluoretos na remineralização. O laser de diodo de alta potência pode promover alterações na estrutura do esmalte dentário, com estudos predominantemente realizados em dentes permanentes. O presente estudo avaliou o efeito do laser de diodo, associado ou não ao flúor, na microdureza superficial do esmalte desmineralizado de dentes decíduos e permanentes. Foram utilizados 20 molares permanentes e 20 decíduos, seccionados em 80 superfícies mesiodistais, distribuídas em oito grupos: P1 (controle), P2 (laser), P3 (gel APF), P4 (laser+APF), D1 (controle), D2 (laser), D3 (gel APF) e D4 (laser+APF). Os espécimes foram submetidos a ciclos de pH para simulação do desafio cariogênico e, posteriormente, aos tratamentos propostos. A microdureza foi avaliada nos tempos inicial, pós-ciclagem e pós-tratamento, e a morfologia analisada por microscopia eletrônica de varredura. A desmineralização reduziu significativamente a microdureza (p<0,001). Em dentes decíduos, houve diferença entre os grupos (p<0,001), com maiores valores no grupo D4, seguido de D3 e D2, todos superiores ao controle. Em dentes permanentes, os grupos tratados apresentaram microdureza superior ao controle (p<0,001), sem diferença entre si.

Observou-se que o laser de diodo de alta potência favorece a recuperação da microdureza do esmalte desmineralizado, especialmente quando associado ao flúor em dentes decíduos.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/22283-9)



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