9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP

9 a 12 de Setembro de 2026 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2026

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2768 Resumo encontrados. Mostrando de 1051 a 1060


PNd0649 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Validade do desgaste dentário como critério diagnóstico para bruxismo infantil
Daniele Salazar Somensi Galassi, Carlos Felipe Bonacina, Isabel Cristina Olegário da Costa, Fausto Medeiros Mendes, Adriana de Oliveira Lira
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O diagnóstico do bruxismo do sono em crianças baseia-se principalmente no relato dos pais, geralmente apoiado pela avaliação clínica do desgaste dentário. No entanto, o uso isolado desse sinal pode levar ao sobrediagnóstico. Este estudo avaliou a confiabilidade do desgaste dentário como critério único, testando: (i) maior frequência de desgaste em crianças com relato parental; (ii) pior qualidade do sono em crianças com desgaste, semelhante às com relato; e (iii) maior relato quando cuidadores apresentam distúrbios do sono. Foram incluídas crianças com e sem relatos parentais de bruxismo, avaliadas quanto ao desgaste dentário. O sono infantil foi mensurado pela Escala de Distúrbios de Sono em Crianças (SDSC) e o dos cuidadores pela ferramenta Índice da Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI). Regressão logística (desfechos binários) e binomial negativa (contagem) foram usadas, com Odds Ratio (OR) e Rate Ratio (RR) e Intervalo de Confiança (IC) 95%, ajustados por características de crianças e cuidadores. Participaram 93 crianças (48 meninas), de 3 a 10 anos; 48,4% tinham relato de bruxismo. O desgaste dentário foi mais frequente nas crianças com relato de bruxismo (OR=3,71; IC95%:1,47-9,37), confirmando a hipótese (i). Observou-se associação entre bruxismo e escores da SDSC (RR=1,29; IC95%:1,17-1,42), o que não ocorreu para o desgaste dentário (RR=1,06; IC95%:0,95-1,19). Cuidadores com distúrbios do sono relataram mais bruxismo (OR=3,79; IC95%:1,14-12,5), sem associação com desgaste.

Assim, o desgaste dentário é inespecífico e não deve ser utilizado isoladamente, pois pode gerar sobrediagnóstico. Como o relato parental sofre influência do sono dos cuidadores, a combinação de ambos pode reduzir vieses e melhorar o diagnóstico.

(Apoio: CAPES)
PNd0650 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Validade de instrumentos para medir práticas de higiene bucal e consumo de açúcar: análise secundária de estudo de viabilidade
Thais Gomes de Oliveira Machado, Mariana Paes Muro, Laura Regina Antunes Pontes, Julia Gomes Freitas, Sophia Meira Barbosa, Stefania Martignon, Edgard Michel Crosato, Mariana Minatel Braga
Ortodontia e Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Testamos a validade e consistência interna de instrumentos para medir práticas de higiene bucal e consumo de açúcar em crianças. Este estudo é parte de um estudo de viabilidade conduzido com crianças de 5 a 12 anos (CARDECTwins NCT06961890;CEP92199325.6.0000.0075). Foram incluídas as primeiras crianças com dados completos dos checklists comportamentais. Hábitos relacionados à higiene bucal e ao consumo de açúcar foram previamente avaliados por meio de dois checklists . O checklist de dieta continha 5 itens, com escore variando de 0 a 1, em que valores menores indicavam hábitos mais saudáveis. O checklist de higiene bucal continha 7 itens, com escore variando de 0 a 1, sendo maiores valores indicativos de melhores práticas de higiene. A validade de conteúdo foi vista em painel de especialistas. A validade de construto foi avaliada por meio da hipótese de que mudança dos escores após intervenção poderiam ser captadas pelo instrumento. Teste t pareado foi utilizado para comparar os escores entre baseline e 6 meses. A responsividade foi estimada pela diferença média e tamanho de efeito (Cohen's d). Teste alpha de Cronbach foi utilizado para avaliar a consistência interna dos instrumentos. A consistência interna foi adequada (dieta: α=0,74; higiene: α=0,70). Observou-se melhora significativa nos escores de higiene bucal (0,31 vs 0,46; Δ=+0,15; p<0,01; d=0,82) e redução nos escores de consumo de açúcar (0,66 vs 0,50; Δ=-0,16; p<0,01; d=0,62) indicando efeito moderado a grande.

Os instrumentos para medir comportamentos relacionados à saúde bucal mostraram evidências iniciais de validade (consistência interna, validade de conteúdo e de constructo baseada em hipóteses, responsividade para detectar mudanças comportamentais ao longo do tempo).

(Apoio: FAPESP  N° 2024-03950-4  |  FAPESP  N° 2022/02107-6)
PNd0651 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Modelos de machine learning para predição de falha do tratamento endodôntico em dentes decíduos após 24 meses
Gustavo da Costa Fernandes, Helena Silveira Schuch, Fausto Medeiros Mendes
Ortodontia e Odontopediatria UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo objetivou desenvolver e validar modelos de machine learning (ML) para predizer o risco de falha do tratamento endodôntico em dentes decíduos após 24 meses. Trata-se de uma análise secundária de três ensaios clínicos randomizados, dois realizados em São Paulo/SP e um multicêntrico (São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ e Florianópolis/SC), com 377 dentes de 301 crianças. Preditores incluíram variáveis do paciente, dente, condições clínicas iniciais e tratamento. Foi realizada divisão treino-teste (70:30) clusterizada por indivíduo. Quatro algoritmos de ML, XGBoost, LightGBM, Catboost e Random Forest (RF), foram treinados com validação cruzada (5-fold). O desempenho foi avaliado por múltiplas métricas, incluindo AUC, sensibilidade (recall) e valor preditivo negativo (VPN) devido à sua aplicação clínica, com limiar de 0.35, correspondente à prevalência do evento no treino. A interpretação da contribuição dos preditores foi realizada por modelos SHAP. Os modelos apresentaram desempenho discriminativo limitado (AUC 0.61 - 0.63). LightGBM e RF tiveram melhor desempenho (recall 0.83 e 0.78) e VPN de 0.81 e 0.80. A idade foi apontada como o principal preditor, mas a condição clínica inicial, material restaurador e posição do dente também tiveram relevância no modelo.

Os modelos demonstraram potencial como ferramentas de estratificação de risco, podendo auxiliar na identificação precoce de casos com maior probabilidade de falha e apoiar o planejamento clínico e o acompanhamento dos pacientes.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2025/14238-6  |  FAPs - Fapesp  N° 2023/18210-3)
PNd0652 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Progressão de lesão de cárie não cavitada (mancha branca) para cavidade em dentina: uma revisão sistemática
Carolina Ferreira Soares, Jéssica da Costa Matos Vieira, Izabel Monteiro Dhyppolito, Ana Paula Pires Dos Santos, Paulo Nadanovsky
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar a progressão de lesões de cárie não cavitadas (LCNC), em dentes decíduos ou permanentes, para cavidade em dentina, restauração, dor ou perda do dente. A revisão, registrada prospectivamente no Open Science Framework, seguiu o manual do Joanna Briggs Institute (JBI) e foi relatada de acordo como o PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases MEDLINE, Embase, Web of Science, Scopus e LILACS, além de literatura cinzenta. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta do JBI para estudos de coorte, e a certeza da evidência de acordo com os diferentes desfechos pelo sistema GRADE. Meta-análises foram conduzidas utilizando modelos de efeitos aleatórios e valores preditivos positivos (VPP) foram calculados e apresentados por meio de diagramas em árvore de frequências naturais. Foram incluídos dezenove estudos, com tempo de acompanhamento entre 1 e 7 anos para dentes decíduos e 2 e 13 anos para dentes permanentes, sendo 11 utilizados nas meta-análises. A proporção combinada de progressão para cavidade em dentina ou restauração foi 15% (IC95%: 6%-24%) em dentes decíduos e 7% (IC95%: 6%-8%) em dentes permanentes. Os VPPs variaram entre 18% e 25% nos dentes decíduos e 2% e 15% para dentes permanentes. A maioria dos estudos apresentou alto risco de viés. A certeza da evidência foi classificada como muito baixa para dentição decídua e baixa a moderada para a dentição permanente.

A maioria das LCNC em ambas as dentições não progrediu durante o acompanhamento e os VPPs foram baixos. Esses achados sugerem que as LCNC apresentam valor prognóstico limitado como preditores de desfechos clínicos relevantes e suscitam questionamentos quanto ao potencial de sobrediagnóstico decorrente de sua detecção e classificação como presença de cárie.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CAPES  N° 88887312019/2026-00)
PNd0653 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Avaliação de Chatbots como Ferramentas Educacionais em Odontologia do Esporte: Eles Fornecem Respostas Baseadas em Evidências?
Cintia Ronchi Lemos, Isabela Ramos, Aurélio de Oliveira Rocha, Michely Cristina Goebel, Filipe Colombo Vitali, Lucas Menezes Dos Anjos, Pablo Silveira Santos, Mariane Cardoso
Departamento PPGO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou o desempenho de chatbots de inteligência artificial quanto à qualidade, confiabilidade, utilidade e legibilidade das informações sobre prevenção de traumatismos dentários relacionados ao esporte, considerando o potencial risco de desinformação em saúde. Foram elaboradas 18 questões com base nas diretrizes da International Association of Dental Traumatology e da Academy of Sports Dentistry, submetidas aos modelos ChatGPT-3.5, ChatGPT-4.1 e Gemini, com prompt padronizado. As coletas foram realizadas no mesmo dia, com contas novas, histórico limpo e mesma ordem de perguntas para reduzir vieses. As questões foram repetidas em três momentos do dia para análise de consistência interna pelo alfa de Cronbach. Dois cirurgiões-dentistas treinados e cegados quanto à origem das respostas avaliaram de forma independente a concordância com as diretrizes. Foram utilizados Global Quality Score, escala CLEAR, escala ordinal de quatro pontos e índices Flesch-Kincaid e SMOG. As pontuações foram agregadas pela média entre avaliadores. Não foi realizada análise de concordância interavaliador. A normalidade foi avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk, aplicando-se análise de variância ou Kruskal-Wallis (α=5%). Os resultados demonstraram alta qualidade (4,3-4,6/5) e confiabilidade "muito boa" (21,63-23,83/25), sem diferenças entre modelos (p>0,05). O Gemini apresentou maior consistência (α=0,929) e maior complexidade textual (p<0,05).

Conclui-se que os chatbots apresentaram desempenho consistente e alinhado a diretrizes, sugerindo baixo risco de desinformação, embora diferenças na legibilidade possam impactar a acessibilidade, especialmente para leigos em saúde.

(Apoio: FAPs - FAPESC  N° 58/2025  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPESC  N° 62/2024)
PNd0654 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Tratamento da classe II em pacientes sem crescimento com aparelho Power Scope: Relato de caso
Dafne Zalctregier Bank, Ítalo Matheus Ferreira de Andrade Silva, Isabella Simões Holz, Felipe de Assis Ribeiro Carvalho, Jonas Capelli Júnior, David Normando, Rhita Cristina Cunha Almeida
Odontologia Preventiva e Comunitária UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Os aparelhos funcionais fixos são eficazes no tratamento da maloclusão de Classe II, promovendo alterações dentárias e/ou esqueléticas. Entre eles, o PowerScope é uma alternativa para o tratamento em adultos. Paciente masculino, 23 anos com protrusão dentária superior, perfil convexo, deficiência mandibular e boa linha de sorriso. Na avaliação dentária, constatou-se maloclusão de Classe II subdivisão direita, com overjet de 6 mm e sobremordida exagerada. Na cefalometria, observou-se Classe II esquelética com incisivos superiores projetados. Foi montado aparelho fixo com evolução dos arcos até o calibre 0.019" × 0.025" de aço, quando foi instalado o PowerScope. Anéis de ativação foram adicionados mensalmente, permanecendo em uso por 9 meses, com ativações totais de 6 mm à direita e 3 mm à esquerda.

Ao final, as sobreposições de modelos digitais e das cefalométricas (pré e pós PowerScope) evidenciaram distalização e leve intrusão dos dentes posteriores superiores, extrusão e redução da projeção dos incisivos superiores, intrusão e projeção dos incisivos inferiores e mesialização dos dentes posteriores inferiores. A ativação assimétrica resultou em: mordida aberta lateral, relação de topo dos de 13-43 e maior intrusão do quadrante inferior direito. Na finalização utilizou-se elásticos intermaxilares para promover melhor engrenamento, obtendo-se Classe I bilateral com overjet e overbite corrigidos e manutenção das características faciais, demonstrando o PowerScope como opção viável para o tratamento compensatório da Classe II em paciente adulto.

PNd0655 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Prevalência de hipoplasia de esmalte em pacientes com deficiência: estudo transversal em um serviço de referência em Minas Gerais
Maria Aline Morais Souza, Lilian Resende Naves Cantarelli, Fabiana Sodré de Oliveira, Débora Souto-Souza, Marco Aurélio Benini Paschoal, Camila Fragelli, Isabel Cristina Olegário da Costa, Ana Paula Turrioni
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo objetivou determinar a prevalência de hipoplasia de esmalte em pacientes com deficiência atendidos em um serviço de referência em Minas Gerais e verificar as associações com fatores sistêmicos. Estudo transversal com 114 pacientes e seus cuidadores que responderam um questionário sobre o período pré-natal (saúde materna, uso de drogas, tabaco e álcool na gestação), perinatal (tipo de parto, intercorrências no parto, prematuridade, peso ao nascer) e pós-natal (tipo de deficiência, história de doenças na primeira infância e uso de medicamentos). Realizou-se exames clínicos intraorais por um pesquisador previamente calibrado (k>0,87) para verificar a presença de hipoplasia do esmalte. A análise estatística incluiu estatística descritiva e a aplicação dos testes qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher (p<0,05, SPSS 22.0). Dos 114 pacientes avaliados 5,3% (n= 6) apresentaram hipoplasia do esmalte. Em relação aos tipos de deficiência houve maior prevalência deste tipo de DDE nos pacientes com Paralisia Cerebral (PC) (10,3%) e pacientes com Síndromes Raras (10%). Nos períodos pré, peri e pós-natal, foram observadas associações estatisticamente significativas com a hipoplasia para as seguintes variáveis: filhos de mães com diabetes gestacional (p= 0,0453), que apresentaram baixo peso ao nascer (p= 0,003), nascidos de parto prematuro (p= 0,039) e que tiveram otite nos primeiros 3 anos de vida (p= 0,045).

Conclui-se que a hipoplasia de esmalte esteve significativamente associada a fatores sistêmicos pré, peri e pós-natais, evidenciando a influência dessas condições sistêmicas na ocorrência deste tipo de defeito em pacientes com deficiência.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  FAPEMIG RED  N° 00204-23  |  CNPq INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-09)
PNd0656 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Hall Technique para Hipomineralização Molar Incisivo: ensaio clínico controlado randomizado com 12 meses de acompanhamento
Bianca Mattos Dos Santos Guerra, Roberta Costa Jorge, Patricia Papoula Gorni Dos Reis, Gabriella de Freitas Machado, Clarissa Calil Bonifácio, Daniela Hesse, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo, Vera Mendes Soviero
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a efetividade da Hall Technique (HT) em comparação com restaurações de cimento de ionômero de vidro (CIV) em primeiros molares permanentes (PMP) com hipomineralização molar-incisivo (HMI). Foram incluídas crianças de 6 a 12 anos com pelo menos um PMP afetado por fratura pós-eruptiva, cárie atípica ou restauração insatisfatória envolvendo ≥2 superfícies e cúspide. Foram incluídos 94 pacientes, sendo 52,1% meninas, 9,1 anos de idade (DP = 1,74), com média de 2,85 (DP = 0,95) PMP afetados, sendo 1,97 (DP = 0,99) com hipomineralização grave. Os pacientes foram randomizados para os grupos HT (n = 47) ou CIV (n = 47). Os tratamentos foram realizados entre set/23 e set/25 por operadores treinados. O desfecho foi o sucesso do tratamento (ausência de falha menor ou maior). Aos 6 e aos 12 meses, 74 pacientes foram reavaliados (HT = 38; CIV = 36) por dois examinadores treinados. A análise incluiu teste qui-quadrado, sobrevida de Kaplan-Meier e regressão de Cox. Trinta e quatro (89,5%) PMP do grupo HT e 19 (52,8%) do grupo CIV foram classificados como sucesso (p < 0,001). No grupo HT e no grupo CIV, 3 (7,9%) e 11 (30,6%) PMP apresentaram falha menor, respectivamente. A falha maior ocorreu em 1 (2,6%) PMP no grupo HT e em 6 (16,7%) no grupo CIV. O risco de insucesso foi significativamente maior no grupo CIV (RR = 6,58; IC95% = 2,06-21,01; p = 0,001). As variáveis independentes idade, experiência de cárie, número de PMP afetados, arcada, necessidade de anestesia e dor durante o tratamento não influenciaram o desfecho (p > 0,05). Após 12 meses, a HT apresentou maior taxa de sucesso no tratamento de PMP hipomineralizados.

Esses resultados preliminares devem ser confirmados ao final dos 3 anos de seguimento do estudo.

(Apoio: CAPES  N° 8887.986747/2024-00  |  FAPs - Faperj  N° E-26/210.696/2024)
PNd0657 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Tradução Transcultural do Seven-in-Seven-Screen-Exposure Questionnaire: Comparação entre Inteligência Artificial e Método Humano
Lívia Maria do Nascimento, Isadora Pousa Faria, Anna Cecília Farias da Silva, Kelly Guedes de Oliveira Scudine, Maria Beatriz Duarte Gavião
Programa de Pós-graduação em odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O processo de tradução e adaptação transcultural de instrumentos de pesquisa de diferentes idiomas deve garantir a equivalência conceitual. O objetivo foi realizar a tradução transcultural do "Seven-in-Seven-Screen-Exposure Questionnaire" para o português brasileiro e comparar a eficácia da tradução humana com a tradução realizada por inteligência artificial (IA). O questionário é composto por sete questões sobre regras e rotinas de exposição de crianças a telas. Dois processos foram realizados: (1) humano, no qual dois participantes fluentes em inglês realizaram a tradução para o português brasileiro e a síntese, obtendo a versão 1 a qual foi submetida à tradução reversa (back-translation), de acordo com diretrizes internacionais por um terceiro participante; (2) IA, com tradução conceitual e reversa realizada pela IA generativa Gemini. Um comitê de especialistas avaliou ambas as versões quanto à equivalência semântica, idiomática e cultural. Na compração entre as versões, observou-se equivalência conceitual nos sete itens. As divergências referiram-se principalmente à escolha de sinônimos verbais, formalidade textual e ajustes de redação para adequação cultural ao português brasileiro, sem impacto no significado original. A equivalência idiomática e cultural foi satisfatória. A versão gerada por IA apresentou desempenho comparável à humana em todos os critérios avaliados.

Conclui-se que a inteligência artificial demonstrou desempenho comparável ao método humano, sendo alternativa promissora para otimizar processos metodológicos em pesquisa.

PNd0658 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 11/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Bloco A - Azul

Uso da Inteligência Artificial na tomada de decisão para o planejamento de tratamentos ortodônticos: uma revisão de escopo
Bruna Franco Dos Santos, Andreia Oliveira de Paula, Silvia A. S. Vedovello, Lucas Arias Pecorari, Karine Laura Cortellazzi, Vanessa Gallego Arias Pecorari
Saúde Coletiva FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A incorporação da Inteligência Artificial (IA) à ortodontia tem se consolidado como ferramenta promissora para aprimorar o diagnóstico, o planejamento e a previsibilidade dos tratamentos. Sua aplicação permite análises mais objetivas e padronizadas, reduzindo a subjetividade do julgamento clínico e melhorando a reprodutibilidade dos resultados. Foi conduzida uma revisão de escopo conforme diretrizes PRISMA-ScR e pressupostos do Joanna Briggs Institute (JBI), com protocolo registrado no Open Science Framework (OSF). A seleção dos estudos foi guiada pela mnemônica PCC: (P) pacientes com má oclusão, (C) uso de IA e (C) planejamento ortodôntico. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS, Web of Science, Scopus, Elsevier e Google Scholar, incluindo estudos primários. Foram identificados 804 artigos, dos quais 16 atenderam aos critérios de elegibilidade. Os estudos foram agrupados em três eixos: previsão de resultados pós-cirurgia ortognática, tomada de decisão em casos limítrofes e precisão dos movimentos dentários na ortodontia digital. Observou-se ampla aplicação de aprendizado de máquina, aprendizado profundo, redes neurais artificiais e sistemas especialistas em decisões clínicas, como indicação de extrações e previsão de cirurgia ortognática. Contudo, destacaram-se limitações quanto à explicabilidade dos modelos, à ausência de validação externa e à divergência entre planejamento virtual e desfechos clínicos.

A IA apresenta potencial para complementar a prática ortodôntica, mas ainda requer validação robusta, integração ética e supervisão profissional.




.